O duelo alvinegro entre Botafogo e Ponte Preta, jogado na noite desse domingo no estádio Rio (vulgo Engenhão) terminou com a primeira vitória de um clube paulista sobre um carioca nessa edição de Campeonato Brasileiro. O resultado mantém o Fogão numa oscilação dentro do torneio e representa a segunda vitória consecutiva da Macaca na competição. Ambas as equipes estão com nove pontos (o Botafogo terminou a sexta rodada em sétimo lugar e a Ponte Preta na décima colocação).
O jogo
Vivendo uma semana agitada nos bastidores - especulam-se as saídas de Maicosuel, Germán Herrera e Sebastian "El Loco" Abreu -, o Botafogo recebeu a Ponte Preta no Rio de Janeiro e desde o início teve dificuldades em transformar a posse de bola em chance de gol. De quebra, ainda viu o adversário abrir o placar aos quinze minutos: após erro de Márcio Azevedo na altura do meio do campo, Nikão foi lançado por Lucas, driblou o goleiro Jéfferson e mandou para a rede.
A equipe da casa buscava o empate e tocava a bola, mas esbarrava tanto na atuação confusa do árbitro Evandro Rogério Roman (bastante perdido na parte disciplinar) quanto na própria incapacidade de servir os homens de frente (Abreu era figura "engolida" entre oz zagueiros pontepretanos). De toda forma, o Botafogo conseguiu empatar a partida antes do intervalo: aos quarenta e três, Márcio Azevedo caiu em disputa com Tiago Alves e foi marcada penalidade máxima. Gerlamente quem cobra pênalti no Botafogo é o camisa treze uruguaio, mas dessa vez a bola ficou com Andrezinho, que colocou no canto esquerdo. 1a1.
O segundo tempo teve início com uma mudança feita no intervalo: Oswaldo de Oliveira trocou Jádson por Lucas Zen. O Botafogo atacava e esboçava chegar à virada, mas aos oito minutos, uma saída veloz da equipe visitante recolocou a Ponte em vantagem: Ricardinho recebeu de Nikão e chutou forte, cruzado, estufando a rede no canto esquerdo.
O time comandado por Gílson Kleina conseguia impedir o adversário de infiltrar em sua defesa ao mesmo tempo que, quando com a posse de bola, mostrava objetividade a ponto de ensaiar chegar ao terceiro gol. Oswaldo mudou o time mais uma vez, trocando Abreu por Elkeson na tentativa de ganhar velocidade no ataque. Acontece que Elkeson não entrou bem no jogo e a equipe ainda perdeu uma referência na área.
A Ponte fazia o cronômetro correr da forma menos esportiva possível: com os jogadores caindo no gramado solicitando atendimento médico. Era só sair da maca que o atleta corria para retornar ao gramado. A entrada de Maicosuel no lugar de Fellype Gabriel aumentou a dinâmica ofensiva botafoguense, mas o dia era mesmo da defesa, que seguiu cumprindo seu papel e neutralizando as jogadas de ataque adversárias, segurando o resultado até o apito final.
O Botafogo só volta a campo no dia sete, quando recebe o Bahia (jogaria dia trinta em São Paulo, mas o Corinthians, finalista na Libertadores, conseguiu adiar a partida). A Ponte corre atrás da terceira vitória consecutiva diante do Vasco, dia 30, novamente no Rio de Janeiro.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Só Love, Só Love...
Ponte Preta e Flamengo fizeram, na noite de quarta-feira, no estádio Moisés Lucarelli, aquela que torço ter sido a pior partida do Campeonato Brasileiro 2012. Sim, porque se houver algum jogo de menos beleza do que esse, pior para a competição.
Num gramado com trechos alagados, a partida fluiu com muitos erros de passe, confusas escolhas por parte da arbitragem e duas equipes toscas na arrumação tática. A Ponte Preta, atual vice-campeã paulista, remodelou o time para a disputa do "Brasileirão". Mas o Flamengo, eliminado tanto na Libertadores quanto no estadual fluminense de maneira considerada precoce, teve cerca de um mês para trabalhar o elenco. A julgar pelo rendimento da equipe, o período parece não ter sido nada aproveitado.
Sem Ronaldinho Gaúcho, que rompeu com o Flamengo e já assinou com o Atlético Mineiro, Joel Santana optou por escalar a equipe com quatro volantes povoando o meio-campo, deixando Deivid e Vágner Love formando dupla de ataque. Uma formação que lamento bastante, pois ignora solenemente a conexão com os homens de frente.
Em meio a tanta coisa bisonha, o primeiro gol do jogo foi absolutamente bizarro. Aos quinze minutos, Roger aproveitou corte mal-sucedido por parte de Leonardo Moura, chutou, Paulo Victor rebateu e Magal furou clamorosamente a tentativa de afastar a bola. Sobrou para Renê Júnior, que dominou e mandou para a rede, inaugurando o marcador a favor do time da casa.
Vágner Love se esforçava em meio a tantos marcadores adversários, jogando isolado no campo de ataque e explicitando defeitos táticos na equipe visitante. Mesmo assim, o atacante que veste a camisa noventa e nove dava bastante trabalho ao sistema defensivo pontepretano. Aos vinte e sete minutos, Love arrancou com a bola até sofrer falta. Renato Abreu cobrou, contou com ajuda da barreira e do goleiro Édson Bastos, e igualou a contagem de gols.
O primeiro tempo era escasso de jogadas mais elaboradas, mas ainda houve um novo gol, marcado por Léo Moura, só que o lateral foi flagrado em posição de impedimento. No segundo tempo, a Ponte Preta retomou a frente no placar logo aos cinco minutos, quando João Paulo encheu o pé em bola rebatida e estufou a rede.
Joel mudou o Flamengo, colocando o meia Bottinelli no lugar de Kléberson e Negueba no lugar de Deivid (já havia trocado Léo Moura, machucado, por Wellington Silva). Só que o conjunto rubronegro permaneceu sem poder de criação, assustando o adversário basicamente em chutes de longe, a maioria deles em cobranças de falta por parte de Renato Abreu. A Ponte teve uma ou outra chance de ampliar a vantagem, mas não aproveitou nenhuma delas. E, aos quarenta e oito minutos, Vágner Love teve seu esforço premiado com um gol, que livrou o Flamengo da derrota. Mas não de uma péssima atuação coletiva. Só para lembrar: vaiar Ronaldinho já não dá mais, torcedor rubronegro.
Num gramado com trechos alagados, a partida fluiu com muitos erros de passe, confusas escolhas por parte da arbitragem e duas equipes toscas na arrumação tática. A Ponte Preta, atual vice-campeã paulista, remodelou o time para a disputa do "Brasileirão". Mas o Flamengo, eliminado tanto na Libertadores quanto no estadual fluminense de maneira considerada precoce, teve cerca de um mês para trabalhar o elenco. A julgar pelo rendimento da equipe, o período parece não ter sido nada aproveitado.
Sem Ronaldinho Gaúcho, que rompeu com o Flamengo e já assinou com o Atlético Mineiro, Joel Santana optou por escalar a equipe com quatro volantes povoando o meio-campo, deixando Deivid e Vágner Love formando dupla de ataque. Uma formação que lamento bastante, pois ignora solenemente a conexão com os homens de frente.
Em meio a tanta coisa bisonha, o primeiro gol do jogo foi absolutamente bizarro. Aos quinze minutos, Roger aproveitou corte mal-sucedido por parte de Leonardo Moura, chutou, Paulo Victor rebateu e Magal furou clamorosamente a tentativa de afastar a bola. Sobrou para Renê Júnior, que dominou e mandou para a rede, inaugurando o marcador a favor do time da casa.
Vágner Love se esforçava em meio a tantos marcadores adversários, jogando isolado no campo de ataque e explicitando defeitos táticos na equipe visitante. Mesmo assim, o atacante que veste a camisa noventa e nove dava bastante trabalho ao sistema defensivo pontepretano. Aos vinte e sete minutos, Love arrancou com a bola até sofrer falta. Renato Abreu cobrou, contou com ajuda da barreira e do goleiro Édson Bastos, e igualou a contagem de gols.
O primeiro tempo era escasso de jogadas mais elaboradas, mas ainda houve um novo gol, marcado por Léo Moura, só que o lateral foi flagrado em posição de impedimento. No segundo tempo, a Ponte Preta retomou a frente no placar logo aos cinco minutos, quando João Paulo encheu o pé em bola rebatida e estufou a rede.
Joel mudou o Flamengo, colocando o meia Bottinelli no lugar de Kléberson e Negueba no lugar de Deivid (já havia trocado Léo Moura, machucado, por Wellington Silva). Só que o conjunto rubronegro permaneceu sem poder de criação, assustando o adversário basicamente em chutes de longe, a maioria deles em cobranças de falta por parte de Renato Abreu. A Ponte teve uma ou outra chance de ampliar a vantagem, mas não aproveitou nenhuma delas. E, aos quarenta e oito minutos, Vágner Love teve seu esforço premiado com um gol, que livrou o Flamengo da derrota. Mas não de uma péssima atuação coletiva. Só para lembrar: vaiar Ronaldinho já não dá mais, torcedor rubronegro.
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sábado, 6 de novembro de 2010
Lusa Vence Em Campinas E Segue Sua Busca
Apenas 1.123 pessoas pagaram para ver, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, a vitória da Portuguesa sobre a Ponte Preta, por 2a0, pela 34ª rodada da Série B brasileira. Com um gol em cada tempo (Dodô abriu o placar e Thiago Gomes fechou a conta), o sonho rubro-verde de disputar a Série A em 2011 segue vivo. Aos pontepretanos resta escapar de qualquer ameaça de descenso, já que as chances de acesso se esvaíram.O jogo
Olhando friamente as escalações, via-se uma Ponte Preta com dois atacantes de área (William e Reis) e a Portuguesa com apenas um homem de referência (Dodô). Porém, dada a maior movimentação da equipe visitante, o time que mais levava perigo e conseguia construir jogadas ofensivas era justamente a Portuguesa: os ágeis meias Marco Antônio e Héverton eram personagens bastante ativos nesse processo.
Para não dizer que a Ponte nada criou, houve uma chance clara de gol aos 14 minutos, quando uma sobra de bola após cobrança de escanteio permitiu ao zagueiro Naldo que chutasse sem goleiro, mas o remate foi mal direcionado. De resto, era pressão da Portuguesa, que só não conseguiria ir para o intervalo com boa vantagem no placar devido à grande atuação do enérgico goleiro Gílson - que não cansava de dar broncas no apático sistema defensivo alvi-negro - e também a má pontaria da Lusa, que viu "o artilheiro dos gols bonitos" desperdiçar bisonhamente uma oportunidade também com o goleiro batido no lance. Mas Dodô se redimiria ainda na primeira etapa: aos 27 minutos, o atacante de 36 anos acreditou na enfiada de bola de Marco Antônio e aproveitou-se da indefinição do defensor que o acompanhava na jogada para colocar o pé na bola antes da chegada do goleiro Gílson. 1a0 Portuguesa.
Tendo observado a falta de poder de reação na equipe, Givanildo de Oliveira aproveitou o intervalo para mudar as coisas: entrou o boliviano Pablo Daniel Escobar no lugar de Moacir. E parece que a entrada de Pablo Escobar, bastante participativo em seus primeiros minutos em campo, realmente melhorou o cenário para o time da casa, que conseguia chegar rotineiramente ao ataque graças a um amplo domínio no setor de meio-campo, algo não visto na etapa inicial.
Porém, aos poucos a Portuguesa foi reequilibrando o jogo e não tardou a chegar ao 2º gol: após cobrança de escanteio de Marco Antônio pelo lado esquerdo, o zagueiro Thiago Gomes tirou proveito de seus 191 centímetros de estatura e cabeceou para a rede.
Givanildo decidiu colocar mais velocidade no ataque, trocando o apagado Reis para pôr Falcão. Mas era a Lusa que levava maior perigo, como em bola chutada por Romano, carimbando o travessão de Gílson. Mais tarde, nova mudança no ataque pontepretano: William por André. Ou seja, se Givanildo começou o jogo com dois atacantes "trombadores", resolveu terminar com dois que caíam mais pelos lados do campo. Parecia faltar equilíbrio ao time da casa, e com Escobar sumido no jogo naquela altura da partida, ficava visível que a equipe não conseguiria reverter a situação. Sérgio Guedes, por sua vez, optou por povoar o meio-campo e minimizar os riscos de deixar escapar a vitória: saiu Fabrício Silva para a entrada de Fabinho e, mais tarde, saiu o visivelmente cansado e sem ritmo de jogo Dodô para a entrada de Zé Carlos. A Portuguesa ainda estufaria a rede mais uma vez, mas não havia como não notar o impedimento de Fabinho, que estava "na banheira" quando completou pro gol.
Após o apito final, a entrevista de Sérgio Guedes foi bastante precisa e pertinente: o treinador da Lusa disse que cada partida da equipe deve ser encarada como a derradeira na busca pelo acesso. Isto é, um fracasso na próxima terça-feira, diante do Brasiliense, encerra o sonho. E assim por diante, até a 38ª rodada. Como motivação aos seus comandados, Sérgio revelou ter dito aos jogadores que, no futebol, muitos contam histórias sobre o que aconteceu em determinados lugares, com determinadas equipes e aquela era a oportunidade dos jogadores contarem a sua própria história. Parece que vem dando certo: essa foi a única partida pela 34ª rodada em que a equipe visitante conseguiu triunfar. Mas a história a ser contada terá novos capítulos e saberemos, em breve, se ela terá um final feliz para os torcedores da Portuguesa de Desportos.
Outros resultados
Sexta-feira
Coritiba (1º) 3a0 Ipatinga (18º)
América Mineiro (4º) 3a1 Guaratinguetá (13º)
América de Natal (20º) 1a0 Paraná (10º)
Sábado
São Caetano (9º) 2a1 Sport (5º)
Brasiliense (17º) 3a2 Bahia (3º)
Náutico (15º) 1a0 Icasa (16º)
Figueirense (3º) 0a0 Duque de Caxias (7º)
Bragantino (12º) 3a1 Santo André (19º)
ASA (8º) 2a1 Vila Nova (14º)
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