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domingo, 4 de dezembro de 2016

Com Dois Belos Gols E Um Belo Silêncio, Rennes Triunfa No Francês

Tudo começou com um eloqüente minuto de silêncio, em homenagem às vítimas do acidente com o avião que levava diversas pessoas e que virou comoção internacional sobretudo por envolver a delegação da Chapecoense. O estádio Roazhon Park, com milhares de torcedores nas arquibancadas, estava quieto. Dava para ouvir os ventos que iam de encontro aos microfones. Lembranças, lembranças, lembranças. De vidas únicas. E aquela lembrança do quanto a vida é frágil.

Com bola rolando, os donos da casa souberam construir a vitória. Podemos prestar muitos elogios à jogada de Ntep, que abriu a contagem aos oito minutos no segundo tempo: com pedalada estilo Robinho e objetividade estilo Robben, o francês que nasceu em Camarões ajoelhou-se para comemorar o golaço. Foi também de joelhos que muitos ao redor do mundo ficaram, em oração, pelo acidente com aquele avião. Somos seres de emoção.

Nos acréscimos, um golaço de Grosicki consolidou a vitória do Rennes diante do Saint Etienne: pegou bonito na bola e conseguiu dar a ela uma trajetória que passou caprichosamente sobre o goleiro Ruffier, beijando a trave antes de entrar. O camisa dez polonês, que começara o jogo entre os suplentes, não precisou de vinte minutos para mostrar seu talento. E nós, meros mortais, precisaremos de quanto tempo para esquecer a tragédia? Ou, se não esquecê-la, assimilá-la? Enfim, que tenhamos pela vida o carinho e o respeito que ela merece. A vida é um dos mais belos gols do Criador.


sábado, 23 de agosto de 2014

Com Ramírez 'À La' Ronaldinho, Botafogo Vence Chapecoense

Foto: Vítor Silva / SSPress
Após o Botafogo visitar o Figueirense (derrota por 1a0) e a Chapecoense receber o Fluminense (vitória por 1a0), tivemos mais um encontro entre cariocas e catarinenses. E, novamente, deu 1a0 para o time da casa. Melhor para o Botafogo, que sobe provisoriamente para a décima segunda colocação, deixando uma posição abaixo a própria equipe de Chapecó.

O jogo foi difícil, inclusive de assistir. Os belos momentos, daqueles dignos de registro, cabem nos dedos de uma única mão - e isso sendo generoso. Um deles eu dormirei sem saber quanto à sua intencionalidade: será que o golaço de Ramírez foi um cruzamento sem precisão ou um chute de quem sabe? Talvez seja melhor perguntar ao Ronaldinho Gaúcho, que protagonizou jogada parecida na Copa do Mundo de 2002, então encobrindo o lendário goleiro inglês David Seaman.

É bem verdade que no momento da finalização (ou do cruzamento, vai saber?!) o goleiro Danilo Padilha estava adiantado, o que até configuraria um convite à tentativa de encobrí-lo. Mas particularmente acho mais cauteloso minimizar a responsabilidade do goleiro no lance, pois bola que vai no ângulo complica a ação de qualquer ser humano. Então, coube ao peruano emprestado pelo Corinthians celebrar sem primeiro gol com a camisa do Alvinegro de General Severiano. Gol que somado às importantes defesas de Jéfferson (uma delas sensacional) rendeu três pontos ao Botafogo.

Pelo nível de atuação do time botafoguense, quem mais mereceu a vitória foi a torcida que compareceu e incentivou a equipe no Maracanã. Com Daniel sumido a maior parte do tempo e Zeballos abaixo de seu rendimento, aquela idéia de "décimo segundo jogador" foi fundamental para o clube da estrela solitária resistir ao ímpeto adversário - que, convenhamos, nem era dos mais agudos. O participativo Zezinho foi um dos destaques de uma equipe que, embora tenha produzido pouco, só não saiu com pelo menos um ponto a bagagem porque esbarrou no melhor goleiro brasileiro na atualidade. Pelo Fogão, destaque para Ferreyra pelo empenho e para Jéfferson pela competência.

Na próxima rodada, a Chapecoense vai até Minas Gerais enfrentar o líder Cruzeiro no sábado. No dia seguinte, o Botafogo recebe o Santos no Rio de Janeiro. Só que, antes disso, a equipe comandada por Vágner Mancini precisará pensar em outro alvinegro: o Ceará, compromisso de quarta-feira pelas oitavas-de-final na Copa do Brasil, novamente no Maracanã.