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domingo, 22 de outubro de 2017

Péssimo Perdedor

Neymar ri da própria expulsão: moleque. Foto: Reuters.
Tarde de domingo no Brasil (noite na França). Olympique de Marseille e Paris Saint-Germain em campo. Uma instituição altamente tradicional recebendo em seu festivo estádio o clube de investimento financeiro mais pesado do planeta na atualidade. Sintomático para uma partida interessante. E não deu outra.

Mas quem esperava um espetáculo do trio MCN (Mbappé, Cavani e Neymar), não viu nada nem perto disso. Os três jogaram abaixo de seu potencial. E os três assistiram o adversário abrir o placar em lindo chute de Luiz Gustavo, mandando de fora da área um remate em curva que levou a bola para fora do alcance do goleiro Alphone Areola. Um prêmio ao volante brasileiro, que era naquele momento e continuou sendo com o desenrolar do jogo o melhor jogador em campo.

Porém, mesmo sem render aquilo que dele se espera, o PSG achou o gol de empate: Rabiot recebeu um tijolo de Neymar e amaciou devolvendo o passe. O astro camisa dez deu um chute mascado, mas que acabou tomando o endereço preciso do canto esquerdo, tocando na trave antes de entrar no gol de Steve Mandanda.

O empate seguiu ao intervalo. E caminhou pelo segundo tempo. A entrada de Draxler no lugar de Thiago Motta até sugeriria um maior ímpeto parisiense. Mas quem fez a diferença tendo saído do banco de reservas foi um jogador do time da casa: Clinton N'Jie recuperou a bola na área adversária e cruzou. Thauvin chegou antes de Thiago Silva e estufou a rede para recolocar o OM em vantagem.

E aí apareceu Neymar. Apareceu não da maneira que os 222 milhões de euros requeririam. Apareceu pelo seu já conhecido temperamento anti-desportivo, a justificar o título dessa postagem: péssimo perdedor.

Sem conseguir apresentar seu melhor futebol, o jogador mais caro da história dessa modalidade esportiva era acompanhado de perto pela forte marcação adversária. Sofria faltas, a grande maioria marcada corretamente pela arbitragem de Ruddy Buquet. Só que a paciência e aceitação de Neymar Júnior com os acontecimentos do jogo muda radicalmente de magnitude dependendo da situação no placar. Sete minutos após o 2a1, recebeu amarelo após agredir um oponente no chão. Sim, na mais pura covardia. E dois minutos depois disso, conseguiu ir além: com o jogo parado, não tolerou um toque por trás do argentino Lucas Ocampos e revidou desproporcionalmente com uma cabeçada na face do companheiro de profissão. Recebeu o segundo amarelo e foi expulso, deixando o campo aplaudindo ironicamente a decisão do juiz. Particularmente, acho que o sr. Buquet errou. Deveria é ter dado o cartão vermelho direto para o jogador.

Sem Neymar mas com força de vontade, o Paris Saint-Germain chegou ao empate nos acréscimos: Cavani sofreu falta de Sarr e ele próprio cobrou com firmeza, vendo a bola bater no travessão antes de entrar. Uma falta que, daquela posição e naquele momento do jogo, talvez fosse cobrada por Neymar. Por sorte da equipe, Neymar já não estava em campo. E o PSG mantém a invencibilidade no Campeonato Francês, com oito vitórias e dois empates. O OM aparece em quinto, com dezoito pontos.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Com Dois Belos Gols E Um Belo Silêncio, Rennes Triunfa No Francês

Tudo começou com um eloqüente minuto de silêncio, em homenagem às vítimas do acidente com o avião que levava diversas pessoas e que virou comoção internacional sobretudo por envolver a delegação da Chapecoense. O estádio Roazhon Park, com milhares de torcedores nas arquibancadas, estava quieto. Dava para ouvir os ventos que iam de encontro aos microfones. Lembranças, lembranças, lembranças. De vidas únicas. E aquela lembrança do quanto a vida é frágil.

Com bola rolando, os donos da casa souberam construir a vitória. Podemos prestar muitos elogios à jogada de Ntep, que abriu a contagem aos oito minutos no segundo tempo: com pedalada estilo Robinho e objetividade estilo Robben, o francês que nasceu em Camarões ajoelhou-se para comemorar o golaço. Foi também de joelhos que muitos ao redor do mundo ficaram, em oração, pelo acidente com aquele avião. Somos seres de emoção.

Nos acréscimos, um golaço de Grosicki consolidou a vitória do Rennes diante do Saint Etienne: pegou bonito na bola e conseguiu dar a ela uma trajetória que passou caprichosamente sobre o goleiro Ruffier, beijando a trave antes de entrar. O camisa dez polonês, que começara o jogo entre os suplentes, não precisou de vinte minutos para mostrar seu talento. E nós, meros mortais, precisaremos de quanto tempo para esquecer a tragédia? Ou, se não esquecê-la, assimilá-la? Enfim, que tenhamos pela vida o carinho e o respeito que ela merece. A vida é um dos mais belos gols do Criador.


domingo, 13 de março de 2016

9dade: Paris Saint-Germain É Campeão Francês

Imagem extraída de Yahoo!.
2012-3, 2013-4, 2014-5, 2015-6.

Pela quarta temporada consecutiva, o Paris Saint-Germain conquista o título de campeão francês. Dessa vez, com assombrosas oito rodadas de antecipação, numa campanha de 77 pontos e 77 gols marcados. E contando... Eu não ousaria duvidar de uma marca centenária. Ainda mais depois de hoje.

12', 16', 18'; 45', 51', 54', 57', 74', 87'. Foram nove os gols marcados pelos campeões diante do lanterna. Lanterna, tudo bem. Mas um lanterna que entrou em campo com  uma média de dois gols sofridos por partida. De dois para nove é uma outra conversa. É um outro adversário. É o Paris Saint-Germain.

Desde o gol inaugural do uruguaio Edinson Cavani, aproveitando um presente da defesa adversária, até o gol do sueco Zlatan Ibrahimovic, que fechou a contagem após contra-ataque veloz, iniciado após cobrança de escanteio, a preponderância da equipe visitante foi evidente, explícita, escancarada.

Os argentinos Javier Pastore e Ángel Di María sobravam no meio-campo, esbanjando talento e eficiência. A dupla de zaga brasileira composta por Thiago Silva e David Luiz, nas poucas vezes em que era envolvida, conseguia dificultar as ações oponentes. O goleiro Trapp ainda deu a sua contribuição para manter o zero dos mandantes. Mandantes que em nada mandavam. Só balançaram a rede em gol contra de Saunier - não fosse ele, Ibra provavelmente completaria para dentro.

Dreyer, arqueiro vazado em nove ocasiões diferentes, é dos menos responsáveis pelo resultado. Se houve uma ou outra bola defensável, a realidade é que não daria para Dreyer nem ninguém, sozinho na condição de goleiro, evitar uma goleada acachapante parisiense. Chegou a pegar um pênalti de Cavani, que acabou convertido no rebote da cobrança pelo próprio camisa nove.

Enfim, a temporada para o PSG caminha para um final feliz. O título francês, conquistado hoje, nenhuma novidade. O da Copa da França, que terá sua fase semifinal disputada em abril, seria uma dobradinha também já conhecida pela torcida tricolor. Mas o grande sonho, talvez até uma obsessão por parte do proprietário do clube da capital francesa, é a Liga dos Campeões da Europa, competição na qual o Paris Saint-Germain encontra-se classificado para a fase quartas-de-final. Ibrahimovic pediu paciência, evitando criar grandes expectativas em torno do tão cobiçado torneio. Mas como não alimentar esperanças de dimensões continentais depois de se firmar solidamente no cenário nacional? Depois de aplicar nove a zero no adversário?

O fato é que, com ou sem a Tríplice Coroa, o PSG não deixa dúvidas de que realiza excepcional temporada sob o comando de Laurent Blanc. O momento é de festa. E a força demonstrada dá ao clube o direito de sonhar com escaladas maiores. Talvez do tamanho de uma torre Eiffel.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Je Suis Rico Com Futebol Pobre

Sabe quando você vê um jogo entre um clube multi-milionário (talvez não o clube, mas seu proprietário) e outro de orçamento modesto, e aí se pergunta: onde está, no desempenho dentro de campo, toda essa diferença de poder econômico?

Pois bem, esse é o retrato de Paris Saint-Germain e Evian Thonon Gaillard, no Parque dos Príncipes. O time de Lucas, Pastore e Ibrahimovic, que se dá ao luxo de colocar os indisciplinados Lavezzi e Cavani no banco de reservas (ambos atrasaram na reapresentação e foram punidos pelo treinador Laurent Blanc com três jogos de afastamento, retornando no segundo tempo aos jogos oficiais) não conseguia envolver um adversário que contava com Barbosa, Benezet e N'Sikulu. Sejamos francos: você conhece algum desses três nomes? Provavelmente, ouviu falar de Barbosa, goleiro da seleção brasileira na Copa de 1950. Mas e de Cédric Barbosa, camisa 14 do Evian? Pois vai ouvir falar agora: foi dele, aos 14 minutos, o gol que abriu o placar na capital francesa.

Precisando da vitória, ambos os times estavam. O Evian para tentar sair da zona de rebaixamento. O PSG, para diminuir a diferença para o topo da tabela. Para se reafirmar. Para justificar o investimento. E os donos da casa iam para o ataque. Às vezes com tanta sede que se expunha aos contra-ataques oponentes, quase sempre perigosos. Acredite: o Evian TG sabia rodar a bola com mais inteligência que o Paris SG. Era veloz e objetivo. Causava dificuldades. Mas, na defesa, não tinha muitos recursos para aguentar o monte de craques que vestiam azul. Aliás, tinha um grande recurso: o goleiro Leroy, que teve atuação sensacional. Suas intervenções em chutes de David Luiz, Ibrahimovic e Lucas foram algo extraordinário. Leroy já era o herói com menos de meia hora de jogo. Mas a bola parada castigou o Evian e seu ótimo arqueiro: Thiago Motta cobrou escanteio pela direita e David Luiz, que acabara de cumprimentar Leroy pela defesa em chute de Lucas (defesa que gerou esse escanteio), cabeceou firme uma bola indefensável. E olha que Leroy quase conseguiu espalmar para além do travessão. Um a um no placar.

Se com bola rolando nada feito, foi novamente na bola parada que o PSG achou o caminho da rede. Dessa vez, foi de Verratti o gol da equipe mandante. Ida para o vestiário com maior tranqüilidade, pois o placar era favorável. Porém, se formos pensar na atuação, o time de Blanc tinha todos os motivos para se preocupar. E não deu outra: aos dezessete, após cruzamento, Van der Wiel mandou contra o próprio patrimônio e marcou um irônico belo gol de cabeça. Consciente, diria, para incrementar a ironia. Consciente que, a partir dali, jogar melhor que aquilo virou uma questão de dignidade para o PSG. Imagine no final-de-semana seguinte à vexatória derrota de virada por 4a2 para o Bastia, um tropeço diante do Evian em pleno Parc des Princes? Com todo respeito ao Evian, é claro. Mas é aquela conversa do início do texto: "Sabe quando você vê um jogo entre um clube multi-milionário (talvez não o clube, mas seu proprietário) e outro de orçamento modesto, e aí se pergunta: onde está, no desempenho dentro de campo, toda essa diferença de poder econômico?"

Blanc resolveu mexer. E optou por colocar Cavani no lugar de Matuidi. Dessa forma, Verratti e Motta protegiam a defesa enquanto Ibrahimovic ganhava um companheiro de área. Matuidi era mais participativo que Pastore, mas o prêmio para o treinador por manter o meia argentino veio cinco minutos após a alteração: aos vinte e oito, Lucas fez o passe a Pastore mandou para a rede. Comemorou homenageando o filho, colocando a bola sob a camisa e simulando a gravidez. Talvez anunciando que estava para nascer uma boa atuação do PSG naquele jogo. Aos quarenta e três, já sem Lucas (que saiu de campo ovacionado pela torcida) e Pastore (entraram Lavezzi e Rabiot), brilhou a estrela de Cavani, que simplesmente empurrou a bola para a rede após boa jogada de Ibrahimovic.

Agora, o "poderoso" PSG vai torcer. Com 41 pontos e a quatro do líder Lyon, o clube mais rico da França torcerá pelo Rennes diante do Saint Éttiene e, mais tarde, para o Guingamp diante do Olympique de Marseille. É que Saint Éttiene e Olyimpique aparecem com 39 e 41 pontos, respectivamente. Mas, mais importante que essa "torcida contra", é torcer a favor. Torcer a favor do futebol. E isso quer dizer o seguinte: começar a jogar de maneira condizente ao nível técnico do elenco montado para essa temporada. Coisa que, pelo visto diante do Evian, parece estar longe de nascer.
Imagem extraída de Goal.com.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Mônaco E PSG Empatam "Final" Dos Pontos Corridos

Que a disputa pelo título no Campeonato Francês 2013-4 vai ficar restrita aos novos ricos Paris Saint-Germain e Mônaco, isso quase ninguém contesta. A dúvida é com quem ficará o troféu. Para ajudar a tirar essa dúvida - ou não -, o Mônaco recebeu o PSG no principado. Se vencesse, faria a diferença cair para dois pontinhos. Se perdesse, veria a distância se alargar para oito pontões. Mas o confronto terminou foi empatado, mantendo uma margem de cinco pontos, onde o time da capital depende apenas de si para faturar o caneco na liga nacional.

A partida, no geral, foi marcada pelo equilíbrio. Em lance de bola parada, Javier Pastore completou após desvio de Alex para inaugurar o marcador, com sete minutos de jogo. O PSG teve novas chances de gol, não muitas, mas o suficiente para, com eficiência, ampliar a vantagem. Não aproveitou, esbarrando na bela atuação do goleiro Danijel Subasic. Levou o empate, em lance onde o brasileiro Fabinho bateu cruzado e o também brasileiro Thiago Silva acabou tendo a infelicidade de tirar Salvatore Sirigu da jogada ao desviar para o próprio gol, aos vinte e oito minutos na etapa derradeira.

E olha que quase rolou a virada, em lance onde Fabinho voltou a ser acionado pela direita, chutou forte e Sirigu salvou os visitantes. Sumido em campo, Ibrahimovic teve grande oportunidade de desempatar, mas parou em nova defesa de Subasic. No final, um empate por 1a1 que deixa dúvida sobre quem ficará com o título - a vantagem de cinco pontos para o PSG, porém, é considerável - mas traz uma certeza: o jogo poderia ser ainda melhor com as presenças de Falcao García e Edinson Cavani.

sábado, 24 de agosto de 2013

OM Conserva Campanha 100% Vencendo Valenciennes

O Campeonato Francês ficou mais badalado nessa temporada. Também pudera: além do Paris Saint-Germain continuar contratando nomes de impacto (o maior da vez foi o atacante uruguaio Edinson Cavani, ex-Napoli), o recém-promovido Mônaco também está investindo pesado, e seu reforço de maior repercussão foi o atacante colombiano Falcao García, ex-Atlético de Madrid.

Hoje, o blogueiro resolveu dar uma acompanhada na tal Ligue 1 e assistiu a partida entre Valenciennes e Olympique de Marseille. Jogo de primeiro tempo beirando o entediante. Equipes pouco produtivas, embora houvessem espaços para se trabalhar a posse de bola. Felizmente, as coisas melhoraram no segundo tempo. Chances passaram a aparecer com maior freqüência e as equipes apresentavam maior intensidade na trasição ao ataque. Os goleiros Penneteau e Mandanda davam suas contribuições para a manutenção do placar zerado. Até que, aos trinta e oito, saiu o gol: André-Pierre Gignac, aproveitando rebote após cobrança de escanteio.

Dois jogadores saídos do banco de reservas quase mudaram o placar mais uma vez. Primeiro, N'Guette desperdiçou grandiosa oportunidade de empatar a partida logo após o gol sofrido pelos donos da casa: N'Koulou falhou na tentativa de cortar o cruzamento e a bola chegou até o camisa catorze do Valenciennes, que chutou para fora, com o goleiro já fora do lance. Mais tarde, Khelifa (trazido esta temporada após ser vice-campeão na Copa da França com o Evian) deu bonito chute de fora da área e a bola foi defendida por Penneteau, evitando a ampliação na diferença no placar.

Um ano atrás, o Olympique de Marseille viu sua seqüência inicial de oito vitórias consecutivas ser interrompida justamente com uma goleada sofrida para o Valenciennes, adversário superado desta vez. Com 100% de aproveitamento após três rodadas, o OM parece disposto a dar uma passo além do vice-campeonato obtido na temporada passada. A missão será dificílima, dada a dificuldade de se competir com clubes de investimentos pesados como os dois mencionados no parágrafo inicial. Por sinal, o próximo compromisso é exatamente diante do Mônaco, em Marselha. Um ótimo teste para ver até onde essas duas equipes podem chegar no Campeonato Francês. Já o Valenciennes, provisoriamente em oitavo lugar com três pontos em três jogos, terá seu próximo compromisso oficial diante do Lorient.

sábado, 2 de março de 2013

Reims Surpreende E, Com Justiça, Vence PSG

De um lado, o modesto 17º colocado, equipe que beira a zona de rebaixamento. De outro, o badalado e bilionário líder no Campeoanto Francês. No meio dos dois, um negócio incrível, apaixonante e surpreendente chamado futebol. Resultado final: vitória do Stade de Reims sobre o Paris Saint-Germain, por 1a0, para delírio de um público que praticamente lotou o estádio Auguste-Delaune II, em Reims.

Não que tenha sido um grande jogo, longe disso. Na realidade, o primeiro tempo foi até de dar sono (ainda mais para alguém que tenha enchido a pança com um delicioso nhoque com molho de soja). Mas valeu o esforço de resistir à vontade de dormir, pois estamos aqui compartilhando os acontecimentos de mais um daqueles eventos que fazem do futebol um esporte tão especial.

A primeira etapa teve algumas poucas oportunidades para cada equipe, sendo as principais delas aos trinta e quatro minutos. Uma para cada lado, pois no contra-ataque de um quase-gol do Reims, o Paris Saint-Germain teve chance grandiosa para abrir o placar: o volante italiano Verratti bloqueou finalização que tinha o endereço do gol, Sakho emendou para afastar o perigo e, após trapalhada de Signorino no círculo central, o argentino Lavezzi partiu em disparada, tendo somente o goleiro togolês Agassa pela frente, em cena de fazer lembrar aquele duelo entre Diego Souza e Cássio, em 2012.

O desfecho do lance teve semelhanças e diferenças com o de Vasco e Corinthians. Chamou atenção a reação de Agassa, que ficou paradão, em pé, numa postura que talvez tenha complicado o raciocínio de Lavezzi, que acabou chutando para fora, também à esquerda. Diante de tamanho desperdício, o 0a0 persistiria até o intervalo.

Na volta, o sueco Ibrahimovic mandou pra rede aos dois minutos, mas foi marcado impedimento no lance, frustrando a comemoração dele e dos torcedores visitantes. Aos treze minutos não teve gol, mas ocorreu um fato que dava a enteder que a partir dali sairia a vitória do PSG: Glombard, que já havia recebido cartão amarelo no primeiro minuto do segundo tempo, recebeu o segundo por cometer nova entrada imprudente, deixando o Reims com um jogador a menos dentro de campo. Fournier, então, trocou Devaux por Ghisolfi, dois minutos depois. E, mais dois minutos passados, saiu o gol. Do Reims! Após cobrança de escanteio pela direita, Fofana ajeitou e Krychowiak completou pra rede. 1a0 e muita festa no estádio.

Ancelotti tratou de mexer no time para tentar reverter uma situação vexatória, pois é difícil de admitir uma derrota quando se tem um elenco muito mais qualificado e ainda em vantagem numérica no gramado. Imediatamente após o gol, trocou Verratti pelo inglês Beckham. Pouco depois, o argentino Pastore deu lugar para Menéz. E era pelo lado direito que o time da capital buscava a infiltração, com Beckham organizando a maioria das jogadas e contando com as aproximações de Van der Wiel e Menéz por aquele setor. Só que não. Nada dava certo. Faltava entrosamento para o trio e para o time como um todo. A troca do brasileiro Lucas (outro que rendeu abaixo do que se espera) por Gameiro foi a última tentativa de encontrar alguma alternativa. Mas a melhor chance de gol aconteceu em favor do Reims, com o goleiro italiano Sirigu evitando a ampliação na diferença com uma grande defesa no canto esquerdo, aos trinta e quatro.

Os mandantes ainda terminaram a partida com somente nove homens, pois houve uma contusão nos acréscimos quando não mais havia direito a uma nova substituição. Fato que engrandece ainda mais o feito da vitória dessa equipe, que deu forte sinal de que tem reais condições de se manter na Ligue 1. A performance do Paris SG deve dar esperanças ao Lyon, atualmente vice-líder, na disputa pelo título nacional.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Lucas Se Destaca Na Estréia, Mas PSG Pára No Ajaccio

No início do segundo turno no Campeonato Francês (20ª rodada das 38 no total), o líder Paris Saint-Germain recebeu o 16º colocado Ajaccio no Parque dos Príncipes e não conseguiu tirar o zero do placar, frustrando a torcida que marcou presença e fez bastante barulho durante o jogo. O empate sem gol certamente não era o resultado mais esperado pelos adeptos do PSG, até porque o clube vinha de sete vitórias consecutivas na temporada enquanto o adversário somava três derrotas sequenciais.

Mas quem não decepcionou foi o estreante Lucas, ex-São Paulo. Com personalidade e repetindo no gramado parisiense parte daquele repertório que encantava o público que comparecia ao Morumbi e outros estádios brasileiros que receberam o talentoso jogador, o camisa 29 foi um dos melhores jogadores em campo. Protagonizou belos lances individuais, realizou tabelas, descolou chute de fora da área, se movimentando bastante com e sem a bola. Ficou 87 minutos em campo (48 no primeiro tempo e 39 no segundo), até sair sentindo cãimbras. Os torcedores, que têm o empate a lamentar, tiveram um grande motivo para celebrar, pois estão diante de mais um craque de bola representando as cores da tradicional equipe da capital francesa. Os gritos de "Lucas, Lucas", tornando a palavra oxítona, e os aplausos da massa foram um dos indícios de que a relação entre atleta e adeptos deverá ser muito bonita. Os outros indícios o próprio "Lucás" demonstrou enquanto esteve jogando.

Quem não tem motivo algum para comemorar o rendimento apresentado é o sueco Zlatan Ibrahimovic, que errou mais do que acertou. Tudo bem que em alguns momentos o atacante esteve cercado de adversários e sem muitas opções do que fazer, mas na maioria dos desperdícios, há que se responsabilizar o próprio Ibra. Talvez, se Carlo Ancelotti tivesse mantido Javier Pastore para o segundo tempo e tirado Ibrahimovic em vez do meia argentino, o PSG tivesse maiores chances de alcançar a vitória. De toda forma, a expulsão de Thiago Motta (nos acréscimos do primeiro tempo), a contusão de Thiago Silva (oito minutos após a volta do intervalo) e a solidez demonstrada pelo Ajaccio não deviam estar no script da equipe da casa. Destaques entre os visitantes para o sistema defensivo como um todo e, principalmente, para o seguro e elástico goleiro mexicano Guillermo Ochoa. Para mais detalhes sobre a partida, está disponível a transmissão através do @jogandoagora (#PSGAja).

Agora, o PSG "seca" o Lyon no sábado e o Marseille no domingo, únicas equipes que podem assumir a liderança nessa rodada (jogam fora de casa com Troyes e Sochaux, respectivamente). Já o Ajaccio, provisoriamente em 16º, só entrará na zona de rebaixamento na presente rodada se o Troyes golear o Lyon por mais que três gols de diferença. Não é difícil pitaquear que nem o PSG termina a rodada líder, nem o Ajaccio entra na zona de descenso.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

Para os torcedores do Olympique de Marselha, essa semana que passou foi uma das melhores do clube nos últimos anos. Tudo começou com uma goleada por 3a0 sobre o Spartak Moscou, em pleno estádio Luzhniki. Com o resultado, a equipe francesa conseguiu a classificação antecipada para as oitavas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, fase que o Olympique não disputava desde a temporada 1999-2000. De volta ao território francês, um público de 51.237 pessoas testemunhou nova goleada da equipe, agora dentro de casa: 4a0 pra cima do Montpellier (equipe que iria à ponta da tabela com um empate). Com o resultado, o Olympique assume a liderança no Campeonato Francês, com 25 pontos ganhos nos 14 jogos disputados.

Na próxima quarta-feira, dia 1º de dezembro de 2010, novo confronto direto pela liderança na competição: o estádio Velódrome ficará pequeno para receber a partida entre o Olympique e o Stade Rennes, atual 5º colocado e com 23 pontos conquistados. Aliás, o equilíbrio na Ligue 1 é admirável: a distância do líder Olympique de Marselha para o Brest, atual 8º colocado, é de 3 pontos. Por sinal, pude perceber que o Olympique de Marselha tem adeptos brasileiros bastante atentos aos acontecimentos do clube: minutos após o triunfo de terça-feira sobre o Spartak, encontrei duas pessoas - um adulto e uma criança - desfilando pelas ruas do Rio de Janeiro com a camisa azul-e-branca. Coincidência? Acho que não!

Jogada da semana

Procurei um vídeo que tratasse especificamente do segundo gol da partida entre Spartak de Moscou e Olympique de Marselha, quando o atacante Loïc Rémy marcava 2a0 para os visitantes. Não encontrei. Eis que resolvo carregar um vídeo com os "melhores momentos" da partida. E não é que ficou melhor ainda do que o plano original? Agora você pode saborear não apenas o "inusitado" gol de Rémy, como também o golaço de Mathieu Valbuena ao abrir o placar na capital russa. De toda forma, quem quiser o atalho para a jogada da semana, pode carregar o vídeo a partir de 1 minuto e 38 segundos, momento em que é iniciada a jogada. Mas recomendo o vídeo como um todo, que conta também com um choque pavoroso entre o atacante Welliton e o goleiro Steve Mandanda (felizmente, "apenas" um susto). Na seqüência, o brasileiro se descontrolou e acabou expulso após agredir o senegalês Souleymane Diawara.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

3 Campeões Foram Conhecidos Hoje: Donetsk, Marselha E Milão Em Festa



O Shakhtar Donetsk venceu o Dynamo Kyiv, por 1a0, em confronto direto na disputa pelo título ucraniano e faturou o bicampeonato nacional com uma rodada de antecipação. O gol do jogo foi de autoria do lateral direito brasileiro Ilsinho, aos 15 minutos de partida. Na segunda etapa, o também brasileiro Jadson desperdiçou chance de ampliar a vantagem em cobrança de pênalti. Foi a 5ª vitória consecutiva da equipe (nos últimos sete jogos não sofreu um gol sequer) que conta com um elenco recheado de atletas tupiniquins. Além dos citados Ilsinho e Jadson, também atuam pelo clube: Alex Teixeira, Douglas Costa, Fernandinho, Luiz Adriano e William. Será que eles já sabem dizer "bi-campeão" no idioma local?


Na França, o Olympique de Marseille triunfou por 3a1 sobre o Rennes e garantiu a festa da torcida que lotou o estádio Vélodrome. A vitória no jogo de hoje garantiu o título francês para os comandados de Didier Deschamps, que não conquistavam a competição há 18 anos, quando o treinador atuava dentro das 4 linhas. É interessante observarmos que o Lyon tem um heptacampeonato consecutivo recente (conquistado entre as temporadas 2001-2 e 2007-8), mas desde o 7º título da equipe tivemos 3 vencedores diferentes: o próprio Lyon, o Bordeaux e, agora, o Olympique de Marseille, campeão com duas rodadas de antecipação.


Pela Copa da Itália, a Internazionale foi ao estádio Olímpico e venceu a Roma por 1a0 (golaço de Diego Milito, aos 39') para se sagrar campeã da competição e abrir o caminho para a conquista do que pode ser uma inédita Tríplice Coroa na história do clube - o título do Calcio está sendo disputado ponto a ponto com a própria Roma e a decisão na Liga dos Campeões da Europa ocorre dia 22 desse mês, com o Bayern de Munique. Poderia - e deveria - ser uma noite plenamente festiva, mas uma grande confusão tomou conta do gramado após o apito final. A agressão de Francesco Totti em Mario Balotelli, aos 87', foi algo absolutamente lamentável. Ainda houve conflito entre o brasileiro Rodrigo Taddei e o ganês Sulley Muntari antes do apito final. Mas, convenhamos, é preferível ilustrar com a imagem de José Mourinho beijando a taça...

Tottenham se garante na próxima UCL.


Em jogo que não valia título mas também teve caráter decisivo, o Tottenham foi ao estádio City Of Manchester e superou o time da casa com gol de Peter Crouch, aos 81'. A vitória garante ao time londrino um lugar na próxima edição da mais importante competição européia de clubes. Os Citizens, por sua vez, terão de se contentar com uma vaga na Liga Europa. As palavras do treinador do Spurs dão a dimensão do que representa ao clube esse resultado: "Eu só queria chegar lá, para terminar em quarto", disse Harry Redknapp. "É uma conquista fantástica para os jogadores e todos no clube".

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Girondinos Vivendo Momento De Terror

Não é o retorno ao período da guilhotina, mas o momento do FC Girondins de Bordeaux é aterrorisante para os seus torcedores. O clube vinha fazendo campanha irrepreensível na Liga dos Campeões da Europa e foi eliminado, há duas semanas, pelo Lyon. Faltou um gol para os comandados de Laurent Blanc avançarem para a fase semifinal continental. Na Copa da França, a equipe chegou na final mas perdeu, dia 27 de março, a decisão para o Olyimpique de Marseille (3a1). Na liga doméstica, o outrora líder vem sofrendo uma derrocada incrível e soma apenas uma vitória nos últimos nove jogos disputados. Resultado: a equipe caiu para a quinta colocação na competição. Hoje, a equipe até começou bem, fazendo 1a0 no Le Mans, fora de casa. Mas, ainda no primeiro tempo levou a virada e conheceu a terceira derrota consecutiva no Francês.

O mundo dá voltas e a impressão que dá é que, no futebol, a rotação da Terra é ainda mais acelerada. Para tentar retomar os momentos de glória e conseguir, quem sabe, ainda brigar pelo título nacional - competição em que é atual campeão -, o adversário não poderia ser mais apropriado: justamente o Lyon, equipe que tirou os Girondinos da UEFA Champions League. Uma vitória no estádio Chaban-Delmas nesse sábado já colocaria o time na 3ª posição, ficando 7 pontos atrás do líder, com 6 rodadas para o fim do campeonato. Mais do que isso, uma vitória reacenderia a esperança de que, nessa temporada, nem tudo está perdido.