Mostrando postagens com marcador Manchester City. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manchester City. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de agosto de 2021

Son Decide E Tottenham Carimba A Faixa Do Atual Campeão Na Estreia

Mal começou e o Campeonato Inglês já vem proporcionando partidas interessantíssimas. Depois da goleada do Manchester United sobre o Leeds United na data de ontem, hoje foi a vez de um jogão de bola entre Tottenham Hotspur e Manchester City, também pela primeira rodada. 

Mesmo com o estádio do Tottenham lotado, o City de Josep Guardiola fez aquilo que melhor sabe fazer: impôs seu jogo. Frequentando o campo de ataque, rodando a bola e acionando seus jogadores mais criativos, a equipe chegou perto de abrir a contagem. Entre as principais chances perdidas, destaque para uma com João Cancelo e outra com Riyad Mahrez. Houve também um quase-gol de Fernandinho, que se antecipou a Hugo Lloris mas cabeceou para fora.

Nuno Espírito Santo, que vinha de uma boa passagem como técnico do Wolverhampton Wanderers fazia sua estreia no Spurs. E, após passados os sustos nos quinze ou vinte minutos iniciais, sua equipe equilibrou as ações e passou a conseguir ter um respiro ao aumentar o tempo de posse de bola e afastar a redonda da sua própria área.

Se o Tottenham "sobreviveu" ao primeiro tempo, depois do intervalo a equipe passou a efetivamente jogar futebol. E o prêmio veio aos nove minutos: em contra-ataque digno de tutorial, Lucas Moura rapidamente deu uma puxada acionando Steven Bergwijn e o holandês arrancou em velocidade, passando na direita para o sul-coreano Son Heung-Min. E o que o camisa sete fez na sequência do lance foi das coisas mais bonitas da partida: ele encarou a marcação de Nathan Aké, trouxe para a perna esquerda e descolou chute preciso, rasteiro, cruzado, mandando no canto direito de um Ederson que se limitou a acompanhar a trajetória da bola desde os pés de Son até a rede.

Tottenham comemora o gol de Son, que pede calma: sul-coreano jogou muita bola. Imagem extraída de Agencia Peruana de Noticias.

 

Com a marcação encaixada e o contra-ataque funcionando, o Tottenham quase ampliou em novo lance envolvendo Lucas, Bergwijn e Son, só que dessa vez a finalização coube a Bergwijn, que mandou à direita da meta.

Guardiola precisava encontrar alternativas, e uma que melhorou sensivelmente a equipe foi a entrada de Gabriel Jesus no lugar de Raheem Sterling. Talvez naquela que foi a melhor participação de Jesus no jogo, o brasileiro passou na medida para o estreante Jack Grealish chutar firme, parando em defesa de Lloris. Grealish imediatamente se desculpou com os companheiros que fechavam no meio da área e agradeceu o companheiro pelo passe.

Mais tarde, com a entrada de Kevin De Bruyne, o City ficou ainda mais intenso no último terço de campo. O próprio belga protagonizou ótima oportunidade, quando chutou de fora e viu Lloris tirar com os punhos cerrados ao saltar para o canto esquerdo.

No final, manteve-se o um a zero para sacramentar a vitória dos donos da casa, que aparentemente terão com Nuno Espírito Santo uma nova alma, exorcizando o legado defensivista deixado pelo também português José Mourinho. Bom para o Tottenham. Melhor ainda para o futebol.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Vitória De Orgulharsenal

Foto: Reuters.
Na prévia da partida, estatísticas que sentenciavam o favoritismo do Manchester City. Afinal, o jogo com o Arsenal (perdão, podemos chamar de clássico) reunia um time invicto há doze partidas (com direito a nove vitórias no período) e outro que tem o pior aproveitamentos nos chamados "jogos grandes".

Durante a partida, um confronto de gigantes. Se o desfalque de Yaya Touré pesava para os donos da casa (a equipe empatou nas três vezes em que o marfinense não atuou nessa temporada), há que se considerar o impacto positivo pelo retorno de Sergio Agüero, jogador com melhor relação gol/minuto na história da competição (o argentino só precisa de 108 minutos, de média, para deixar sua marca). Do lado visitante, novamente muitas lesões impediram a "formação ideal". Mas todos que entraram, deram conta. O jovem Coquelin, na incumbência de acompanhar feras como David Silva e Jesús Navas, saiu-se fenomenal. Atuação daquelas pra contagiar o grupo.

Mas, se é pra destacar atuações individualmente, vamos falar dos espanhóis do Arsenal. Primeiramente, o jovem Bellerín, que aos dezenove anos esbanjou maturidade numa partida de alta responsabilidade. Sua jovialidade residia na disposição e na fisionomia de garoto. De resto, foi um veterano. No flanco oposto, Monreal. Um monstro. Permitam-me o trocadilho: Monstreal. Obrigado. Qualquer adjetivo menor, seria subestimar o nível de atuação de alguém que ganhou praticamente todas as divididas que disputou. E que ainda sofreu o pênalti que originou o primeiro gol. Então, vamos falar do terceiro espanhol do Arsenal: Santi Cazorla. Abriu o placar cobrando a penalidade no canto esquerdo. Detalhe: nos outros cinco pênaltis que cobrou, converteu quatro (três no canto direito e um no centro) e perdeu o único que direcionou para a esquerda. Encarou as estatísticas e superou Hart. Mas o pênalti convertido foi mero detalhe perto da atuação sensacional do camisa dezenove. Dribles desconcertantes. Arrancadas alucinantes. Passes precisos. Desarmes incisivos. Um gigante. Gigante Cazorla.

Foi necessário tudo isso e algo mais para superar o qualificado time do City. Por exemplo, a boa atuação de Aaron Ramsey, tanto ofensiva quanto defensivamente. A eficiência de Giroud, que deixou sua marca e incomodou bastante com sua presença de área. A zaga com Koscielny e Mertesacker beirou o impecável. Sánchez, que costuma ser o destaque individual da equipe de Wenger, saiu-se bem como coadjuvante. Chamberlain também contribuiu, acelerando as jogadas pelas beiradas. Rosicky, que entrou no segundo tempo e trouxe consigo o gol de Giroud, distribuiu passes e lançamentos dignos de um futebol que se jogava décadas atrás e que deixa saudades até para quem não assistiu. Que elegância! Que capricho! Que visão de jogo do tcheco! Mais pro final, Gibbs e Flamini aumentaram a solidez do que já era sólido e garantiram os três pontos.

Se o Manchester City deve se desesperar com a derrota e a distância de cinco pontos para o Chelsea? Diria que não, em hipótese alguma. E digo isso tanto pela qualidade da equipe comandada por Pellegrini quanto pelo fato de, na próxima rodada, haver um confronto direto diante do líder.

Se é para o Arsenal traçar sonhos maiores na temporada? Matematicamente, diria que o título no Campeonato Inglês é uma realidade distante. Mas se essa atuação na cidade de Manchester virar um marco para daqui em diante, não se pode descartar nada com relação a esse time. Nada.

Bendito seja o futebol, que nos possibilita partidas como essa.

domingo, 17 de agosto de 2014

Começa Bem A Busca Do Bi: Manchester City Vence Newcastle Em St. James Park

Foto: Ian Macnicol /AFP
Depois de acompanhar a vitória de virada do Arsenal sobre o Crystal Palace ontem, hoje foi a vez de assistir a estréia de Newcastle e Manchester City no Campeonato Inglês. Novamente, uma partida de final eletrizante, definida nos acréscimos. Os atuais campeões venceram os donos da casa por 2a0 em Saint James Park, com gols de David Silva (em linda assistência de Edin Dzeko) e Sergio Agüero (em lance onde mostrou saber chutar com ambas as pernas).

O resultado foi construído com bastante dificuldade e isso é muito mais por méritos da equipe alvinegra do que por qualquer crítica que possamos fazer aos azuis de Manchester. A linha de defesa globalizada com o holandês Janmaat, o inglês Williamson, o argentino Colloccini e o francês Drummett mostrou-se firme em praticamente todo o decorrer do jogo. Para desmontá-la, era necessário algo diferente. E quem fez algo assim foi o bósnio Dzeko, que com um passe de calcanhar deixou o espanhol Silva na cara do goleiro Krul: 1a0 para os visitantes, aos trinta e sete de partida.

Além do lance do gol, o primeiro tempo teve alguns outros acontecimentos dignos de registro. O principal, sem dúvida alguma, foi a manifestação do Newcastle com relação aos dois torcedores mortos na tragédia do avião abatido na Ucrânia: para homenagear a dupla de adeptos que viajava para acompanhar os Magpies na pré-temporada na Nova Zelândia, o clube prestou um minuto de silêncio (silêncio que era silêncio mesmo, na real acepção do termo, aquela que não sabemos respeitar por aqui). Com bola rolando, aos dezessete minutos foi a vez da torcida homenagear seus pares com uma arrepiante seqüência de um minuto de aplausos, quando o relógio marcava 17, data da catástrofe aérea em julho e que completava um mês na data de hoje.

Entre os jogadores em campo, destaque para o insinuante meia francês Remy Cabella. Embora por vezes mais presepeiro do que o tolerável, é fato que o camisa vinte do Newcastle foi o elemento que mais causou dificuldades à defesa do Manchester City. Assustou Hart em tentativa de cobertura com cavadinha, envolveu a marcação de quem quer que fosse pra cima dele e conseguiu protagonizar belos lances individuais, como na jogada em que passou como quis por Demichelis, que só conseguiu pará-lo faltosamente.

Mas, para conseguir o empate, o Newcastle precisava de mais. Precisava de poder de definição. E isso nem Cabella nem ninguém foi capaz de oferecer ao treinador Alan Pardew, que até tentou alternativas através das entradas de Obertan, Aarons e Pérez. Aliás, foi desse último a maior chance de igualar o placar: logo depois de entrar, seu chute cruzado desviou em Fernando e passou perto da trave esquerda. Ainda houve nova grande chance para os mandantes empatarem, quando Cabella serviu Sissoko e o meio-campista isolou a finalização frontal. Mais capricho tiveram os comandados de Manuel Pellegrini: Sergio Agüero, que entrara menos de dez minutos antes, recebeu a bola aos quarenta e sete, chutou com a esquerda parando em defesa de Krul e aproveitou o próprio rebote, desta vez com a direita.

O City pode não ter sido em Saint James Park algo parecido com aquela máquina que marcou 102 gols na edição passada de Premiership, mas mostrou qualidades dignas de um campeão. Soube se comportar bem tanto quando tinha a posse de bola como quando a redonda estava sob domínio do adversário, momentos divididos em democráticos 50% do tempo de bola rolando. O montenegrino Jovetic proporcionou alguns belos lances, mostrando-se um elemento que pode agregar bastante ao time. Yaya subiu de rendimento na etapa complementar, Fernando foi bastante regular na proteção à defesa e Dzeko buscou jogo, não se limitando a ficar fazendo a função de pivô dentro da grande área, inclusive dando lindo passe no lance do gol do ótimo David Silva.

É apenas o início de temporada e qualquer prognóstico a essa altura é prematuro. Só que uma coisa já parece certa: estamos diante de mais um ótimo Campeonato Inglês. Esses dois jogos que assisti na primeira rodada não me deixam mentir.

sábado, 29 de março de 2014

Arsenal E Manchester City Empatam - Os Sonhos Continuam

Primeiro de tempo de um, segundo tempo de outro. Grosso modo, foi assim a síntese de Arsenal e Manchester City, em Londres. Se os visitantes se sobressaíram na primeira etapa (quando abriram o placar com gol de David Silva), a equipe da casa subiu de rendimento após o intervalo e buscou o empate diante de seus torcedores (gol marcado por Mathieu Flamini, que teve atuação destacada).

Era de longe a partida mais aguardada nessa rodada. Inclusive já a havíamos mencionado em tópico anterior (atenção também para Tottenham e Liverpool, nesse domingo). E as equipes comandadas por Arsène Wenger e Manuel Pellegrini não decepcionaram, proporcionando uma bela partida de futebol nesse sábado. Sábado que teve derrota do Chelsea, que parece perder o fôlego na liderança, mesmo após a contundente goleada por 6a0 sobre o Arsenal.

Ainda há muito o que acontecer nas jornadas vindouras, mas é difícil imaginar o Manchester City fora da disputa pelo caneco. Talvez o fiel da balança seja o Liverpool, forte concorrente que ainda tem pela frente confrontos com City e Chelsea, ambos em Anfield Road.

Para ver mais comentários sobre Arsenal 1a1 Manchester City, veja nosso Tuíter @jogandoagora.

Aqui, alguns breves pitacos sobre a partida.

- David Silva e Pablo Zabaleta tiveram ótimo início de partida, comandando as ações pelo lado direito de ataque azul celeste. Com o transcorrer dos minutos, o argentino passou a se dedicar mais à linha de defesa, enquanto o espanhol seguiu buscando jogadas de infiltração, só que variando também entre o centro e o lado esquerdo.

- Lukas Podolski errou no lance do gol do City, mas se redimiu com uma atuação premiada pela assistência para o gol de Mathieu Flamini. É bom lembrar que, no primeiro tempo, também aconteceu um cruzamento de Podolski para Flamini que também terminou na rede, só que o francês foi flagrado em condição de impedimento.

- Fernandinho esbanjou personalidade. Sólido na marcação e decidido quando no campo ofensivo, o meio-campista brasileiro foi um dos pontos de equilíbrio no esquema tático de Manuel Pellegrini. É nome plausível para a Copa do Mundo de 2014.

- Mathieu Flamini foi um dos melhores jogadores em campo. Marcou dois gols (um corretamente anulado), teve outra boa chance e esteve incansável na marcação diante de um adversário repleto de jogadores talentosos circulando pelo seu setor.

Na próxima rodada, o City receberá o Southampton e é favorito para somar três pontos, o que representaria importante passo em direção ao título. Já o Arsenal tem um desafio mais complicado: o Everton, em Goodison Park. Apenas a vitória deve ser encarada como um resultado que mantenha a esperança de título na equipe.

domingo, 16 de março de 2014

Campeonato Inglês Do Equilíbrio: 4 Equipes Buscam O Título

Old Trafford e White Hart Lane receberam dois clássicos nesse domingo. E em ambos os estádios, a festa foi dos visitantes, com a goleada do Liverpool sobre o Manchester United (3a0) e a vitória do Arsenal sobre o Tottenham (1a0).

A corrida pelo título inglês na presente temporada fica restrita a quatro clubes: o Chelsea (atual líder), o Liverpool (vice-líder e que vem mostrando atuações sólidas), o Arsenal (atual terceiro colocado e esbanjando determinação mesmo com muitos desfalques) e o Manchester City (em quarto lugar e sendo a equipe com melhor índice de aproveitamento no torneio).

Em Manchester, o Liverpool foi melhor que o United a maior parte do tempo. Mostrou maior articulação ofensiva, maior capacidade de manter a defesa protegida e as atuações dos goleiros confirmam tais afirmações: De Gea teve muito mais trabalho que Mignolet. A vitória foi construída na base dos pênaltis: dos três assinalados (dois reais e um simulado), Gerrard converteu os dois primeiros e desperdiçou o último, quando carimbou a trave. No final, o terceiro gol veio com Luis Suárez, que teve mais uma bela atuação e só não anotou um golaço porque De Gea impediu de maneira espetacular.

Em Londres, o Arsenal teve a felicidade de abrir o placar cedo. Muito cedo. Foi o gol mais rápido na história do confronto entre Tottenham e Arsenal pelo Campeonato Inglês: um minuto e doze segundos após o apito inicial, Rosicky abriu o placar no clássico da capital. O Tottenham até teve algumas chances claras de empatar a partida, mas parou na bem preparada defesa do Arsenal e também no goleiro Szczesny, que alternou momentos de quase entregar o ouro com defesas providenciais para manter a meta inviolável.

Se Liverpool e Arsenal mostram-se firmes na disputa pelo troféu na Premiership, resta a Manchester United e Tottenham tentar um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa - o Everton também é forte concorrente nessa empreitada continental. E se emoção pouca é bobagem, veja só alguns dos jogos que teremos pela frente nas próximas rodadas.

31ª rodada: Chelsea e Arsenal
32 rodada: Liverpool e Tottenham; Arsenal e Manchester City
33ª rodada: Everton e Arsenal
34ª rodada: Liverpool e Manchester City
35ª rodada: Everton e Manchester United
36ª rodada: Liverpool e Chelsea
37ª rodada: Everton e Manchester City
38ª rodada: cada um por si e de olho nos jogos dos outros pra ver como termina a tabela.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Campeonato Inglês - Análise De Dois Jogos Com Chuva De Gols

Nesse final-de-semana tive a oportunidade de ver em ação quatro dos sete primeiros colocados no Campeonato Inglês. Foram as partidas entre Manchester City e Arsenal (incríveis 6a3 para o time da casa) e entre Tottenham e Liverpool (não menos incríveis 5a0 a favor do time visitante).

Além do caminhão de gols (total de catorze validados e dois invalidados), chamou atenção a capacidade de transição das equipes ao ataque. Principalmente dos vencedores nos dois jogos. São equipes montadas de forma a proporcionar boas possibilidades de variação, ratificando os ótimos trabalhos de Manuel Pellegrini no City e de Brendan Rodgers no Liverpool. O Arsenal de Arsène Wenger até conseguiu mostrar-se um adversário à altura, sucumbindo apenas nos minutos finais. Mas o Tottenham de André Villas-Boas foi completamente esmagado pelo oponente.

A seguir, uma análise um pouco mais detalhada de cada uma dessas quatro equipes. São quatro times que, pela qualidade do elenco, têm a obrigação de buscarem um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa, por mais difícil e competitivo que seja a Premiership.

Arsenal (líder, com 35 pontos em 16 rodadas)

Foi a campo num 4-2-3-1, onde Flamini e Ramsey faziam a proteção e possibilitavam a aproximação de Wilshere em Özil, Walcott e Giroud. A quantidade de chances perdidas pelo centroavante francês denota que os comandados de Wenger tiveram boas possibilidades de conseguir um melhor resultado. Mas o fato é que faltou solidez defensiva para conter os ímpetos de um adversário velocíssimo na transição e bastante preciso nas trocas de passe. De quebra, o Arsenal levou pelo menos dois gols em erros primários de seu sistema defensivo. Para manter a liderança, terá de jogar mais que isso. E errar menos. Destaque positivo: a participação constante de Walcott. Destaque negativo: os sumiços de Özil.

Liverpool (vice-líder, com 33 pontos)

Envolvente e convincente, o time comandado por Rodgers praticamente não deu chances ao Tottenham, aplicando um 5a0 em pleno White Hart Lane. Sterling e Henderson foram soberanos pelos flancos. Coutinho também atuou em bom nível, flutuando do centro para os lados. E Suárez teve mais uma atuação daquelas - de craque. O volante galês Joe Allen foi fundamental para dar equilíbrio entre defesa, meio e ataque num time que fez o Tottenham parecer pequeno. E o que estava encaminhado ficou ainda mais fácil após a expulsão de Paulinho, que levou a sola da chuteira até a altura do peito de Luis Suárez. Destaque positivo: o trio Sterling-Henderson-Suárez. Destaque negativo: as chances perdidas por Luisito Suárez, que poderia facilmente ter alcançado um hat-trick.

Manchester City (quarto colocado, com 32 pontos)

Mostrou explicitamente porque tem o ataque mais efetivo na liga nacional inglesa. Yaya Touré e Fernandinho são dois volantes com muita capacidade de criar espaços, David Silva e Nasri incomodam constantemente o sistema defensivo adversário, Agüero está em ótimo momento técnico e Negredo funciona bem como referência. É uma equipe que parece ter vocação de chegar à área adversária. Jamais na história havia marcado cinco gols no Arsenal e, nesse sábado, sapecou meia dúzia. No Arsenal que lidera a competição. É um forte candidato ao título e deve ser levado em conta, também, na Liga dos Campeões da Europa. Destaque positivo: Fernandinho, que marcou dois gols e contribuiu na contenção. Destaque negativo: a falta de participação de Clichy, demasiado preso no campo defensivo.

Tottenham (sétimo colocado, com 27 pontos)

Com Sandro, Dembélé e Paulinho no meio, Lennon e Chadli mais abertos e Soldado à frente, o time não conseguiu nem de perto o rendimento que se espera de alguém que investiu tanto para essa temporada. Presa fácil quando o adversário tinha a bola, o time de André Villas-Boas em raros momentos conseguiu se impôr no gramado. Fica difícil defender o treinador, notadamente quando se vêem opções como Holtby, Towsend, Lamela e Defoe - pelo menos dois deles poderiam figurar entre os titulares, aumentando o poder de criação e de definição da equipe. Não sei quanto tempo mais o português ficará no cargo, mas acho que não é por falta de qualidade técnica que o time não decola. Destaque positivo: Lloris, que evitou uma goleada ainda mais acentuada. Destaque negativo: a agressão de Paulinho em Suárez, que rendeu cartão vermelho direto ao brasileiro.

Essa 16ª rodada no Campeonato Inglês teve um total de 30 gols (média de 3 por partida). Acho que dei sorte, pois vendo esses dois jogos pude acompanhar praticamente a metade dos gols na rodada.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

Longe de ser um fã de Roberto Mancini - muito pelo contrário -, talvez pelo fato de não ter assistido os jogos do Manchester City nessa última semana é que os Citizens figurem nesse tópico. Então, vai aqui uma análise não pelo desempenho, mas pelos resultados. E é inegável que a equipe treinada pelo italiano supracitado tenha conseguido dois belos placares na semana que passou.

Na segunda-feira, dia oito de abril de dois mil e treze, foi ao estádio Old Trafford enfrentar o líder na Premiership, fazendo o clássico local com o Manchester United. Venceu por 2a1. No domingo, dia catorze, a partida era válida pela Copa da Inglaterra, em Wembley. Digamos que Chelsea e City seja um clássico dos novos ricos ingleses. E deu City: 2a1.

Muitos poderão dizer que ambas as vitórias não garantem nada, pois será dificílimo evitar o título do United no Campeonato Inglês e ainda há uma final por fazer diante do Wigan na FA Cup (convenhamos: Citizens são amplamente favoritos; mas não esquecer que trata-se de jogo único e lembrar, por exemplo, da vitória do Birmingham sobre o Arsenal também numa final em Wembley). Só que o futebol vive também desses momentos e a torcida azul na cidade de Manchester tem o direito de comemorar. Claro que seria mais bonito se o time jogasse mais solto e tivesse menos receios quando na frente no placar, mas foram dois resultados grandiosos na mesma semana.

Jogada da semana

O Galatasaray recebeu o Real Madrid pela fase quartas-de-final com uma missão que muitos já rotularam como impossível: reverter um confronto que estava 3a0 para o oponente (placar no Santiago Bernabéu). De quebra, ainda levou 1a0 em Istanbul. Mas as coisas pareciam mudar de rumo e o Galatasaray virou o jogo para 3a1, assustando os favoritos. O placar terminou 3a2 e a equipe turca foi eliminada na Liga dos Campeões da Europa. Só que aqui estamos para compartilhar um dos golaços marcados pelos donos da casa - foram três! Eboué havia feito o primeiro do Galatasaray em um chute formidável e Drogba o terceiro, em conclusão um pouco de letra e um tanto de calcanhar. Mas a jogada da semana é "o gol do meio". Ou, talvez melhor dizendo, o gol do craque Wesley Sneijder. O meia holandês recebeu de Sabri Sarioglu e... fez o que fez. Dá até pra lembrar de um outro gênio nascido na Holanda: Dennis Bergkamp. Não duvido que possa haver influência...

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Hart Pega Pênalti E City Vence Chelsea

As duas defesas menos vazadas na atual edição de Premiership se encontraram em Manchester nesse domingo. E, a julgar pela dinâmica verificada no primeiro tempo de jogo, o 0a0 beirava o inevitável. Equipes demasiadamente burocráticas, com poucas ocasiões de gol, principalmente com bola rolando. O time da casa, que tinha as melhores chances, parava em ótima atuação do goleiro Petr Cech. E quando o Chelsea tentava sair para o jogo, era parado com faltas: o árbitro Andre Marriner aplicou quatro cartões amarelos no primeiro tempo, três para jogadores do City e um para Ramires, na única falta cometida pelos visitantes antes do intervalo.

Mas coisas mudaram após a ida para os vestiários. Com dois minutos, David Silva descolou belo passe para Sergio Aguero, que não conseguiu encaixar o voleio do jeito que gostaria, mandando para fora. Aos cinco, Demba Ba foi lançado e, prestes a escapar de Joe Hart, caiu no momento da chegada do goleiro. Pênalti pra lá de discutível, mas assinalado pela arbitragem. O que não tem discussão é que Hart foi magnífico ao defender a cobrança de Frank Lampard, que veio conforme reza a cartilha: forte, rasteiro e no canto. Só que Hart foi lá e pegou.

Onze minutos depois da intervenção salvífica do goleiro inglês, os onze titulares do Manchester City puderam vibrar mais uma vez, agora em grito de gol: James Milner passou para Silva e o espanhol fez a assistência para Yaya Touré. Com simplicidade e categoria, o excepcional volante marfinense escapou da marcação que o cercava, chutou com consciência e a bola, após ricochetear em Gary Cahill, entrou no canto esquerdo. 1a0 para os mandantes.

Sem conseguir esboçar uma reação que justificasse o empate, o Chelsea não conseguia transpôr o forte sistema defensivo oponente. Procurando alternativas, Rafa Benítez fez duas substituições simultâneas aos vinte e três: Moses e Oscar entraram, Lampard e Hazard saíram. Pouca coisa mudou. Treze minutos depois, entrou Fernando Torres no lugar de John Obi Mikel.

Com Ba, Torres, Oscar e Moses beirando a inoperância, sem Mikel para fazer a proteção e com um Ramires muito abaixo do que pode e costuma render, o Chelsea facilitou as coisas para os Citizens. Carlitos Tévez, que havia entrado pouco depois do pênalti defendido por Hart, marcou o segundo gol do jogo: o argentino recebeu de Silva e não precisou de mais do que dois toques para dominar, ajeitar e chutar. É que os passes de David Silva parecem já vir sob medida para o desfrute e lazer do finalizador. Tévez, que tem reconhecida intimidade com a bola, já dominou ajeitando. E o chute, além de sair com força, teve precisão. Foi na gaveta, dessa vez do lado direito. Sem chance para Cech. E se é sem chance para Cech, é porque é indefensável mesmo.

No final, Roberto Mancini trocou Aguero por Samir Nasri, fazendo o blogueiro lembrar que sim, há ainda um tal de Nasri no poderoso elenco do Manchester City. E essa existência do francês torna ainda menos compreensível a formação de um meio-campo com figuras como Milner, Javi García e Jack Rodwell. Até jogaram bem os três, desempenhando bem suas funções táticas. Mas não há como compará-los com o talentoso camisa oito que entrou somente nos acréscimos. Mais perto do final, Joleon Lescott foi colocado no lugar de Silva para fechar o que já não era aberto.

Final de jogo e dois a zero Manchester City, em partida onde o Chelsea só conseguiu dar um chute na direção do gol. O pênalti, bem cobrado por Lampard e defendido maravilhosamente por Hart. E o futebol tem dessas coisas: Hart fez uma defesa ("a" defesa), enquanto Cech interviu pelo menos meia dúzia de vezes, sendo talvez o melhor jogador em campo. Mas o protagonista acabou sendo quem?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

Os dois primeiros finais-de-semana de 2013 foram muito positivos para o Manchester City. No sábado, dia 5, a equipe se classificou na Copa da Inglaterra com vitória por 3a0 sobre o Watford (Carlos Tévez, Gareth Barry e Marcos Lopes marcaram os gols). Mas algo muito melhor do que isso ainda estava por vir: no domingo, dia 13, os comandados de Roberto Mancini conseguiram uma vitória histórica sobre o Arsenal. Desde 1975 que o clube não saía vencedor diante desse adversário numa partida realizada em Londres pelo Campeonato Inglês. E essa partida está no blógui, relembre como foi.

Agora, os Citizens continuam caminhando em busca da liderança na Premiership. Dependerão de suas forças e também de tropeços do outro time da cidade, que lidera com relativa folga. Forte o City já mostrou que é. Resta saber se o United "permitirá" ser alcançado. De toda forma, muita coisa ainda vai acontecer nas dezesseis rodadas que restam pela liga nacional. Assim como muita coisa ainda vai acontecer pelo torneio eliminatório, pois a competição está chegando na fase 16-anos-de-final, cujo adversário do Manchester City será Crystal Palace ou Stoke City.

Jogada da semana

Aí vai uma cobrança de pênalti cuja trajetória da bola beirou o sobrenatural. Aconteceu no primeiro tempo de jogo entre Arsenal e Manchester City. Se Edin Dzeko tivesse soprado forte, talvez a bola entrasse...

domingo, 13 de janeiro de 2013

38 Anos Depois, City Vence Arsenal Em Londres

O Manchester City conseguiu uma vitória histórica na 22ª rodada na Premiership 2012-3. Estável na vice-liderança da competição (sete pontos atrás do Manchester United e sete pontos a frente do Chelsea), o time comandado por Roberto Mancini conseguiu, pela primeira vez, vencer o Arsenal no estádio Emirates. E mais: pela primeira vez no Campeonato Inglês, venceu o Arsenal em Londres na "Era Wenger". E a vitória acabou sendo relativamente tranquila. Com um jogador a mais desde os oito minutos (Laurent Koscielny foi expulso por Mike Dean após cometer pênalti em Edin Dzeko), os Citizens perderam a chance de sair da capital com uma bela goleada na bagagem. Mas, dado o feito histórico do triunfo em Londres, será uma noite de comemoração para o time azul de Manchester.

O jogo teve vários ingredientes que tornaram a partida, digamos, diferente. A começar pela expulsão-relâmpago de Koscielny, em decisão controversa da arbitragem. A meu ver, a aplicação do cartão vermelho foi correta, mas obrigava o árbitro a seguir um critério de rigor na parte disciplinar, o que nem sempre se verificou com o andamento da partida. Logo na sequência, o pênalti cobrado por Dzeko foi de uma raridade sobrenatural: a bola foi desviada no goleiro Wojciech Szczesny (que caiu para o lado esquerdo), bateu na trave direita e veio a quicar na linha-de-fundo, até ser agarrada por Szczesny, que esticou-se para trás e segurou a redonda. Um vento um pouco mais forte soprando na direção da baliza e talvez o placar estivesse inaugurado.

Arsène Wenger não perdeu tempo e logo recompôs a linha de defesa, colocando Per Mertesacker no lugar de Alex Oxlade-Chamberlain. Mas a defesa do time da casa estava uma peneira, restando saber até que ponto isso se deu por influência da expulsão de Koscielny. Fato é que o City foi quase sempre superior e mereceu ir para o intervalo com a vantagem de dois gols. James Milner recebeu de Carlos Tévez e abriu a contagem aos vinte minutos em belo chute cruzado. Aos trinta e um, Milner voltou a chutar cruzado, dessa vez buscando um companheiro na área - Tévez parou em Szczesny e Dzeko aproveitou o rebote. Mais fácil do que o pênalti, certamente.

No segundo tempo, as entradas de Olivier Giroud e Aaron Ramsey (saíram Lukas Podolski e Abou Diaby) ajudaram o Arsenal a crescer na partida. E as esperanças dos donos da casa se renovaram após Vincent Kompany ser expulso de campo após entrada pouco prudente em Jack Wilshere, restabelecendo a igualdade numérica de jogadores. Mas o time acabou desperdiçando as duas ou três chances mais claras que surgiram e não foi capaz de evitar a derrota. A bem da verdade, a maior oportunidade de gol no segundo tempo foi visitante, mas Tévez foi desarmado por Szczesny na sua tentativa de "entrar com bola e tudo". No final, a derrota confirmou pelo menos uma coisa: a vida do Arsenal não é fácil quando Dean apita suas partidas. Em 16 jogos com ele na função de árbitro, somente uma vitória. É a típica estatística que oferece uma fronteira maliciosa entre a superstição e a conspiração. Sorte/competência do City, que fez história no Emirates.
Nenhum desses jogadores era nascido na última vez que o Manchester City venceu o Arsenal em Londres pelo Campeonato Inglês, em 1975: vitória por 2a0 dá moral aos Citizens na disputa pelo título e complica situação do Arsenal na busca por vaga na próxima Liga dos Campeões da Europa.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Com uma campanha histórica, o Real Madrid conquistou o título na Primera División na antepenúltima rodada, vencendo o Athletic Bilbao por 3a0 em pleno estádio San Mamés. Muitos poderiam pensar que o caneco assegurado faria com que os merengues se acomodassem nas duas rodadas derradeiras. Nada disso. Os comandados de José Mourinho conseguiram mais duas vitórias nos dois últimos finais-de-semana (2a1 fora de casa sobre o Granada e 4a1 diante do Mallorca no estádio Santiago Bernabéu) e alcançaram a marca centenária de pontos ganhos, num total de 32 vitórias e 4 empates, com apenas duas derrotas no decorrer da competição. Também chama atenção a quantidade de gols marcados: foram 121 nos 38 jogos, o que dá uma média superior a 3 gols por partida. No bipolarizado Campeonato Espanhol, tudo indica que a próxima temporada será, novamente, um duelo particular entre Real Madrid e Barcelona na disputa pelo troféu. Aliás, 100 pontos ganhos até poderiam valer uma taça à parte.

Jogada da semana

Nem tanto pela jogada em si, mas pelo que ela representou. Foi com esse gol de Sergio Agüero que o Manchester City virou o jogo diante do Queens Park Rangers, em jogo onde somente a vitória lhe garantiria o título inglês na temporada 2011-2. Detalhe: se o gol da virada saiu aos quarenta e oito minutos do segundo tempo, o de empate havia ocorrido dois minutos antes. Agora tente imaginar o que esse gol de Agüero representou. A cidade de Manchester viveu sentimentos intensamente opostos em suas cores azul e vermelha.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

O último título do Manchester City na Premiership data de quarenta e quatro anos atrás. Mas tudo leva a crer que esse período sem conquistar o Campeonato Inglês terá um fim no próximo domingo, quando o time receberá o Queens Park Rangers para confirmar o caneco através de uma vitória simples.

Os dois últimos compromissos dos Citizens não foram nada simples. Na segunda-feira, dia trinta de abril, o duelo de Manchester colocou frente a frente líder e vice-líder na tabela de classificação da primeira divisão. Melhor para os comandados de Roberto Mancini, que alcançaram a vitória dentro de casa e assumiram a liderança na competição. No domingo seguinte (dia seis de maio), a equipe teve outra parada duríssima e novamente saiu-se bem: conseguiu vencer o Newcastle em St. James Park (2a0, com os dois gols tendo sido marcados no segundo tempo pelo volante marfinense Yaya Touré).

Muita grana foi investida nesse time desde a aquisição feita alguns anos atrás por seu bilionário atual proprietário. E, se não ocorrer nenhum grande imprevisto, o City tem tudo para celebrar uma conquista que não vem há quase meio século. Há um ditado que afirma que "dinheiro não compra felicidade". Concordo. Mas, nesse caso específico, é inegável que as libras e mais libras investidas estão ajudando a promover a alegria daqueles que vestem azul em Manchester.

Jogada da semana

A jogada da semana vem do Rio de Janeiro. E, para valorizar ainda mais o feito, ocorreu na primeira partida da final estadual, disputada entre Fluminense e Botafogo. Confira como Fred concluiu a jogada que dava, naquele momento, o gol de empate ao seu time. Típico de quem entende da coisa.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Após Clássico De Manchester, Inglaterra Tem Um Novo Líder

Se o Campeonato Inglês em sua temporada 2011-2 tinha uma final na disputa por pontos corridos, esta foi jogada nessa segunda-feira, no estádio Etihad, e vencida pelos Citizens no "clássico de Manchester". Não que o 1a0 e a liderança recém-assumida vá decretar o título aos comandados de Roberto Mancini - até porque o time terá no próximo domingo um jogo difícil em St. James Park - mas fica a sensação de que o outrora "primo pobre da cidade" mereça mais do que o United o título nessa temporada. Afinal, no encontro em Old Trafford já havia conseguido aquela histórica goleada por 6a1.

Restam agora duas rodadas em uma disputa que está igualada em pontos entre os azuis e os vermelhos de Manchester - o City lidera pelo saldo de gols. E aí vem a ironia: a diferença de saldo se deve basicamente àquela acachapante goleada no campo do adversário. Se somar seis pontos nos duelos diante de Newcastle (esse considero um desafio complicado) e Queens Park Rangers, o Manchester City voltará a conquistar a Premiership depois de quarenta e quatro anos.

O jogo como mandante, porém, foi marcado por um equilíbrio quase brutal. É bem verdade que, quando com a bola nos pés e no campo de ataque, o time da casa mostrava mais recursos para se aproximar do gol. Acabou abrindo o placar nos acréscimos do primeiro tempo, quando o zagueiro belga Vincent Kompany subiu (e como subiu!) sozinho (e como sozinho!) em plena cobrança de escanteio, marcando 1a0 e levando os adeptos à loucura. Antes que alguém possa responsabilizar o goleiro David de Gea por uma eventual saída em direção à bola, opino com todas as minhas forças que foi muito mais erro de marcação de Chris Smalling do que qualquer "omissão" do arqueiro espanhol.

No segundo tempo, Mancini foi confirmando as razões que me levam a não colocá-lo entre os grandes treinadores na atualidade. Tinha atletas como Dzeko e Balotelli no banco de reservas, mas mostrou sua vocação para acovardar-se, trazendo para campo Nigel de Jong, Micah Richards e James Milner. Pior: nos lugares de Carlos Tévez, David Silva e Samir Nasri! O City teve pelo menos duas grandes chances de marcar o segundo gol (uma com Yaya Touré e outra com Nasri), mas não aproveitou e o time apelou para aqueles atos nojentos de fazer o cronômetro correr via atrasos de reposição de bola em jogo e simulação de lesão (não é, Joe Hart?). Alex Ferguson, que queria pênalti de De Jong em Danny Welbeck, reclamou de forma tão contundente que, sinceramente, não lembro ter visto nenhuma outra vez na carreira do "Sir". Me pareceu ter razão na insatisfação, mas o descontrole denota que o experiente (e como é experiente!) técnico escocês, cuja história se confunde com a do próprio clube, sentiu que a derrota deve lhe custar um título. Tal como seria numa final de campeonato.

sábado, 24 de março de 2012

Com Belos Chutes De Crouch E Yaya, Stoke E Manchester City Empatam Por 1a1

Na 30ª rodada na Premiership, Stoke City e Manchester City empataram em 1a1 no estádio Britannia. A equipe visitante chega a liderança na competição, mas pode ver o Manchester United retomar a ponta já abrindo 3 pontos de frente (o rival vermelho pega o Fulham, na segunda-feira, em Old Trafford). Aliás, a campanha dos Citizens no Campeonato Inglês é uma coisa dentro de casa e outra coisa fora: venceu todos os catorze jogos disputados como mandante e, na condição de visitante, soma vinte e oito pontos em quarenta e oito possíveis. Já o Stoke, atual 12º colocado, está numa zona tão confortável na tabela de classificação que ouso dizer que o clube já pode iniciar o planejamento para a próxima temporada. Temporada essa que será na Premiership, mas fora das competições européias.

O jogo

Embora não haja qualquer dúvida da diferença técnica entre as duas equipes, o Stoke conseguiu na maior parte do tempo equilibrar as ações através de uma postura atenta e saída em velocidade na transição para o ataque. O City, que recentemente deu adeus à Liga Europa, concentrava na Premiership a "salvação" da presente temporada, mas o desfalque do contundido Sergio Agüero dificultava as coisas para o forte time comandado por Roberto Mancini. De toda forma, surgiram oportunidades. No primeiro tempo, destacam-se duas chegadas que terminaram em cabeceios de Edin Dzeko para fora: aos vinte e sete minutos, Samir Nasri levantou e o bósnio mandou à esquerda; cinco minutos depois Nasri e Gaël Clichy, ambos franceses ex-Arsenal, tabelaram pela esquerda e o lateral cruzou para Dzeko finalizar por cima da meta.

Joe Hart foi pouco - ou nada - incomodado na etapa inicial, mas aos treze minutos do segundo tempo foi surpreendido. Creio que não só ele, como a maioria dos espectadores. Tudo começou com um lançamento longo do goleiro bósnio Asmir Begovic - compatriota de Dzeko. A bola viajou e chegou até Peter Crouch, que cabeceou amortecendo a redonda. Na seqüência, Jermaine Pennant - que entrara no lugar de Cameron Jerome - devolveu para Crouch também utilizando-se de um cabeceio. Fora da área, o grandalhão de dois metros de altura dominou a bola e tratou de emendar um chute maravilhoso, que tomou o rumo do canto direito e estufou a rede adversária, levando os adeptos do Stoke à loucura. Quem imaginaria que um jogador que tem no cabeceio e na presença de área suas maiores características pudesse aprontar uma dessa? Então, tome 1a0 no placar.

Se o empate já não era um resultado a comemorar, a derrota parcial soava muito mal para o Manchester City. Mancini tratou de colocar Adam Johnson, tirando o espanhol David Silva de campo (por mais que o meia não fizesse grande partida, creio que seria melhor para o City mantê-lo no jogo). Depois, pôs Carlos Tévez no lugar de Gareth Barry, numa substituição que considero acertada (porém, tardia). Se alguém imaginava que o City fosse alcançar o gol de empate via troca de passes, jogada de ultrapassagem, lance de linha-de-fundo ou algo assim, se decepcionou. As jogadas até foram tentadas, mas ou Dzeko não aproveitava ou algum detalhe fazia com que a posse de bola retornasse ao Stoke. Só que o empate aconteceu. E se não veio de nenhuma daquelas formas mencionadas, o volante marfinense Yaya Touré tratou de chutar firme, da intermediária, uma bola que desviou na marcação e ainda foi tocada por Begovic antes de estufar a rede. 1a1 no placar, aos trinta minutos do segundo tempo.

A partida se aproximava do final e a tendência era vermos o City esmagando o adversário na busca pelo gol da virada. Tendência que, na prática, não se confirmou: o Stoke criou boas chances e ficou perto de retomar a frente no placar, chegando inclusive a marcar o segundo gol - só que o árbitro Howard Webb (aquele mesmo que apitou a final da Copa do Mundo 2010) apitou antes mesmo da conclusão de Ryan Shawcross, ratificando a saída de bola apontada pelo auxiliar, que viu uma parábola na cobrança de escanteio.

Vamos ver se o Manchester United confirma o favoritismo diante do Fulham e coloca três pontos de vantagem na liderança inglesa. O torneio promete um final bastante disputado, notadamente pelo fato de na antepenúltima rodada termos um duelo entre City e United, no estádio onde os comandados de Roberto Mancini conservam 100% de aproveitamento na competição.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Com Final Dramático, City Reage Tardiamente E Dá Adeus À Liga Europa

Senhoras e senhores, meninas e meninos de qualquer idade. Se você está entre os indivíduos que assistiu a esse jogo de volta entre Manchester City e Sporting Lisboa, independente de para quem estivesse torcendo (se é que estava necessariamente torcendo para alguém), certamente experimentou fortes emoções. Afinal, não é todo dia que vemos um desfecho de partida tão dramático, com contornos cinematográficos até.

O Sporting vencera o jogo de ida (1a0) e, no primeiro tempo da partida de volta, conseguiu a importante vantagem de 2a0, dando um ar de "já classificou". Só que os gols que o Manchester City não fez em Portugal e nem no primeiro tempo na Inglaterra "resolveram aparecer" no segundo tempo desse jogo de volta. Resultado: uma virada espetacular e um alívio para os portugueses, que se classificaram por questão de centímetros.

O jogo

Domínio territorial foi algo que o time comandado por Roberto Mancini conseguiu desde que a bola começou a rolar no estádio Etihad. Só que o volume de jogo dos donos da casa não se converteu em ocasiões de gol. Esbarrando na bem postada defesa lusitana (ou brasileira, afinal, a dupla de zaga era formada por Ânderson Polga e Xandão), os Citizens não conseguiam romper a última linha de marcadores e tirar o zero do placar. E, para piorar o cenário para a equipe inglesa, uma cobrança de falta precisa do chileno Matías Fernández resultou em gol para o time visitante, aos trinta e dois minutos. Aos trinta e nove, saiu o segundo do Sporting: após lançamento que abriu o jogo na direita, Izmailov fez a tabela e cruzou para a pequena área, encontrando o centroavante Ricky van Wolfswinkel, que completou para a rede. 2a0 Sporting, que iria para o intervalo com uma vantagem de 3 gols no duelo (o City passava a precisar de 4 gols para avançar).

Com a troca de Adam Johnson por Nigel De Jong, ficava a dúvida sobre se Roberto Mancini queria ir ao ataque ou evitar levar uma goleada. Depois, a saída de David Pizarro para a entrada de Edin Dzeko aumentou a presença de área de um time que precisava correr atrás de um prejuízo aparentemente intransponível. Só que as coisas (leia-se os gols) começaram a acontecer.

Aos catorze minutos, Micah Richards tabelou com Yaya Touré e o marfinense encontrou Sergio Agüero livre na área, cabendo ao argentino chutar e diminuir a desvantagem. Catorze minutos depois, Renato Neto deu de carrinho na entrada da área e Sergio Agüero foi ao solo. O norueguês Tom Hagen deu pênalti, cobrado por Mario Balotelli, que converteu com um chute sem força. E, aos trinta e seis minutos, o City conseguiu chegar ao gol que passaria a incendiar de vez a partida: após escanteio cobrado pela esquerda, Dzeko desviou e Agüero completou para dentro, em posição duvidosa (mas revendo o lance creio que não havia impedimento).

A pressão do City seguia firme e o Sporting se limitava a tentar fazer o cronômetro correr. Fazia isso ora prendendo a bola, ora simulando contusões, o que acho lamentável no ponto de vista da esportividade. O jogo ficava concentrado numa única metade do gramado, com vinte e um jogadores ali presentes (pode-se afirmar que, aos 89:48, os vinte e dois jogadores estavam no campo ofensivo do City, pois o goleiro Joe Hart passou da linha de meio-campo para recolher uma bola afastada). E, por falar em Hart, o lance mais incrível aconteceu pra lá dos cinqüenta minutos. E, vendo o vídeo da jogada, você vai entender porque o blogueiro afirmara que a classificação de um e a eliminação de outro se deu por questão de centímetros. Centímetros dos dedos do goleiro Rui Patrício. Centímetros das pernas de Edin Dzeko. Centímetros do poste direito. Você escolhe. Para alívio do Sporting, esses centímetros combinados renderam uma vaga na fase quartas-de-final na Liga Europa 2011-2. O Manchester City está fora, mas a julgar pelo tanto que buscou esse gol e pelo heroísmo visto no segundo tempo, deixa o torneio com a cabeça erguida.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Na Neve, Manchester City Atola O Fulham: 3a0

Mesmo desfalcado de algumas figuras expressivas no esquema tático do treinador italiano Roberto Mancini e enfrentando severas condições climáticas nesse inverno europeu, o Manchester City conseguiu realizar uma boa partida e triunfar em seu estádio com uma goleada por 3a0 sobre o Fulham. Líder na Premiership com 57 pontos ganhos em 24 jogos (18 vitórias e apenas 3 derrotas até o momento), os Citizens registram o ataque mais efetivo (63 gols marcados) e a defesa menos vazada (19 vezes). Será difícil a tarefa do Manchester United de renovar o título nacional: a equipe comandada por Alex Ferguson encontra-se três pontos atrás, com um jogo em débito (enfrenta nada menos do que o Chelsea, em Stamford Bridge, nesse domingo). Já o Fulham, em décimo quarto lugar com 27 pontos, deverá concentrar seus esforços em evitar o descenso. Tem time para isso, embora a atuação nesse sábado não tenha sido das melhores.

O jogo

O holandês Martin Jol, treinador do Fulham, vinha com um retrospecto pra lá de favorável diante do City: nos últimos sete encontros, foram seis vitórias e um empate. Mas retrospecto não entra em campo em partidas de futebol, e o que se viu desde o início de jogo foi uma superioridade técnica e tática do time da casa. O placar foi inaugurado aos nove minutos, com o argentino Sergio "Kun" Agüero convertendo pênalti assinalado por Michael Leslie Dean em disputa entre Adam Johnson e Christopher Baird no interior da área. Chris Baird ainda teria outra infelicidade após nova jogada de Johnson pela direita: na tentativa de cortar um cruzamento mascado, Baird marcou contra. 2a0 Manchester City, aos vinte e nove minutos.

A maré tava tão braba pro Fulham que, dois minutos depois, foi a vez do zagueiro suíço Philippe Senderos jogar contra o patrimônio - mas dessa vez o goleiro australiano Mark Schwarzer conseguiu evitar que a bola pudesse encontrar a rede. O Manchester City sabia variar suas investidas, causando dificuldades pelo lado direito (com Johnson), pelo centro (com Sergio Agüero) e pela esquerda (com o espanhol David Silva). O trio atuava num nível bom o suficiente para que a atuação apagada do francês Samir Nasri em nada comprometesse o jogo ofensivo da equipe mandante, que conseguia fazer diversas jogadas de aproximação com o atacante bósnio Edin Dzeko. O Fulham pouco conseguia fazer com a posse de bola, só arrumando algo de interessante basicamente quando o estadunidense Clint Dempsey ou o irlandês Damien Duff conduziam a redonda. Os dois descolaram cada qual uma finalização na primeira etapa, ambas passando à direita da meta defendida por Joe Hart.

No segundo tempo, o Fulham até conseguiu subir de produção. Possivelmente temendo pelo pior, aos nove minutos Mancini trocou Nasri por James Milner, fortalecendo o combate no meio de campo. Jol, por sua vez, queria mais era ver seu time freqüentando o campo de ataque, e aos vinte e três minutos colocou o costa-riquenho Bryan Ruiz no lugar do nigeriano Dickson Etuhu. Naquela altura, a neve se intensificou ao ponto da partida precisar ser paralisada pela arbitragem: era praticamente impossível ver as linhas da área, confundidas com o branco dos flocos de neve. Após uma rápida intervenção de funcionários munidos de pás e muita boa vontade, o jogo reiniciou e não demorou muito para o City marcar pela terceira vez: aos vinte e seis, Adam Johnson deu o ar da graça pelo flanco esquerdo, passou para Agüero, o argentino passou como quis por Senderos e serviu Dzeko, que completou para a rede. Foi a última "participação" de Senderos no jogo, saindo de campo para dar lugar ao norueguês John Arne Semundseth Riise, outro experiente defensor no elenco do Fulham (vale registrar que, minutos antes de ser substituído, Senderos havia dado sinais de sentir uma lesão no joelho e Riise já estava se arrumando para entrar).

O City passou a administrar o resultado e Mancini tratou de preservar seus jogadores num campo que ia ficando cada vez mais pesado sob aquelas condições de neve. Saíram Agüero e Dzeko para as entradas do holandês Nigel De Jong e do chileno David Pizarro. Cada time teve uma ou outra chance de mexer no placar, mas o 3a0 permaneceu. Agora a bola está com os funcionários que trabalham no estádio: tem muita neve para ser removida do gramado...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Em Grande Partida De Yaya Touré, City Goleia Liverpool

Na vigésima rodada da Premiership, o líder Manchester City recebeu o sexto colocado Liverpool e aumentou a sua vantagem em relação ao concorrente Manchester United (que na quarta-feira visita o Newcastle): com uma vitória por 3a0, os comandados do italiano Roberto Mancini chegaram aos 48 pontos e só perdem a liderança nessa rodada se o United conseguir uma vitória por mais de sete gols de diferença em St. James Park. Já o time treinado por Kenny Dalglish segue estacionado no sexto lugar: com 34 pontos, tem quatro a mais que o Newcastle e dois a menos que o Arsenal.


O jogo

No duelo entre as duas melhores defesas do torneio (pelo menos são as duas que até então tinham sido menos vezes vazadas na competição), a primeira chance de gol saiu aos oito minutos, quando Stewart Downing recebeu bela enfiada de bola e chutou parando em defesa do ótimo goleiro Joe Hart.

O Liverpool tinha mais a bola consigo, mas foi exatamente num erro de passe no campo de defesa que a equipe visitante acabou assistindo a abertura do placar: o holandês Dirk Kuyt vacilou e a bola chegou até o espanhol David Silva, que passou para o argentino Sergio Agüero. O chute do genro de Diego Armando Maradona era defensável, mas o espanhol "Pepe" Reina não foi feliz na tentativa de abafar o chute e acabou aceitando. 1a0 Manchester City no estádio Etihad, antigo estádio de nome "Cidade de Manchester" (ou "City of Manchester", como queira).
Argentino Sergio Agüero comemora o primeiro gol do jogo, observado pelo marfinense Yaya Touré: camisa 42 foi possivelmente o melhor jogador em campo.

Com Steven Gerrard no banco de reservas (o jogador se recupera de contusão) e o brasileiro Lucas Leiva fora (este parece que só retorna na próxima temporada), o Liverpool perde bastante qualidade em seu setor de meio-campo. Como se não bastassem essas baixas, o time ainda padecia pela ausência do atacante uruguaio Luis Suárez, suspenso acusado de conduta fenotipista. O cenário sugeriria que Kuyt liderasse esse time dentro de campo, mas o camisa dezoito era um dos que pior atuavam na partida. Após cobrança de escanteio aos trinta e um minutos, os Citizens só não marcaram o segundo gol em cabeceio do belga Vincent Kompany porque Reina realizou defesa espetacular, se redimindo do gol concedido anteriormente. O lance deu origem a outra cobrança de escanteio, desta vez efetuada pelo lado direito de ataque. A defesa vermelha vacilou de novo e dessa vez não deu para Reina: o marfinense Yaya Touré cabeceou com precisão, no alto, marcando 2a0.

É bem verdade que o Liverpool até conseguia criar alguma coisa a partir dos flancos do campo (principalmente pelo lado direito, onde Glen Johnson mostrava qualidade e aproveitava os espaços condedidos pelos donos da casa). Só que era muito pouco para um time que precisava correr atrás do prejuízo no placar. Pouco que era ainda menos porque lá na frente, como referência no ataque, estava Andy Carroll, que o que tem de esforçado tem também de limitado.

Veio o segundo tempo e aos onze minutos Dalglish colocou em campo Gerrard e o galês Craig Bellamy, tirando o escocês Charlie Adam e também Dirk Kuyt. No jogo passado, quando o Liverpool conseguiu virar a partida para 3a1 sobre o Newcastle, a entrada de Gerrard transformou o meio-campo da equipe. Desta vez, isso não ocorreu. A expulsão de Gareth Barry aos vinte e sete minutos até sugeriu que o Liverpool pudesse ter alguma chance na partida, mas dois minutos depois, veio o lance que definiu o jogo em favor do City: Yaya recuperou a posse de bola e, em vez de segurar e administrar o jogo, teve a brilhante atitude de acelerar o contra-ataque e se apresentar ele próprio para receber de volta. Assim foi feito, e o volante marfinense entrou na área adversária em velocidade e, após ser tocado pelo eslovaco Martin Skrtel, caiu na área e o pênalti foi marcado. Coube a James Milner cobrar e dar números finais ao placar.

Na base do abafa, o Liverpool ainda descolou algumas finalizações para tentar o gol de honra. Teve bola que passou perto do ferro, teve bola bloqueada pela forte defesa do Manchester City (naquele momento com Micah Richards, Kolo Touré, Joleon Lescott, Kompany e Gaël Clichy em linha). Mas o que mais teve foi defesa de Hart, que pegou tudo o que até ele chegava, mantendo a meta inviolável e mostrando o quão tem participação nessa que é, segundo as estatísticas, a melhor defesa do Campeonato Inglês.

Manchester City e Liverpool ainda se encontrarão outra vez nessa temporada, já que serão oponentes na Copa da Liga Inglesa, em partida agendada para o próximo dia onze. Só que antes disso, atuam pela Copa da Inglaterra: no dia seis, o Liverpool recebe o Oldham Athletic (clube situado na League One, a 3ª divisão inglesa); no dia oito, o City enfrenta o United, no segundo de três jogos consecutivos em seu estádio.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

City Vence Líder Bayern Mas Toma O Caminho Da Liga Europa; Festa É Napolitana

Estreante em Liga dos Campeões da Europa, o "novo-rico" Manchester City não conseguiu ir além da fase de grupos na mais forte competição de clubes do mundo. Porém, isso não quer dizer que a campanha dos comandados de Roberto Mancini tenha sido um fiasco: na chave mais forte de todas nessa temporada, os Citizens somaram dez pontos, ficando atrás de Bayern de Munique (13) e Napoli (11) - o Villarreal sequer conseguiu pontuar no grupo A. Agora, a equipe que lidera a Premiership vai jogar a Liga Europa. O Bayern, que já tinha o primeiro lugar na chave assegurado, entrou em campo poupando diversos jogadores. Lembrando que a final da Liga dos Campeões nessa temporada será no estádio Allianz Arena, casa do Bayern de Munique.

O jogo

Já era de se esperar que os donos da casa fossem tomar a iniciativa no City Of Manchester Stadium (agora chamado de estádio Etihad), e a desenvoltura de jogadores como o espanhol David Silva e o argentino Sergio "Kun" Agüero facilitaram a aproximação da equipe à área adversária, notadamente com o apoio constante do marfinense Yaya Touré e do montenegrino Stefan Savic, bastante acionado pelo flanco direito.

O gol que abriu o placar saiu aos trinta e seis minutos: David Silva recebeu do bósnio Edin Dzeko e soltou bonito chute de fora da área, no canto direito. O Bayern também teve chances de balançar a rede adversária, mas falhou nas conclusões do croata Ivica Olic (méritos do goleiro Joe Hart) e do austríaco David Alaba.

Se no primeiro tempo o City tinha muito mais a bola no pé, no segundo o Bayern começou conseguindo um volume de jogo interessante, mas sem necessariamente ser perigoso no ataque. E, numa saída rápida dos Citizens, Dzeko deixou com Yaya e o volante foi astuto para chutar por baixo do goleiro Hans-Jörg Butt. 2a0 e festa da torcida local, que comemorava o gol virada de costas para o gramado (vai entender, né?).

O Manchester City ainda conseguiu algumas outras investidas, embora com menos freqüência de até então. Mas naquele momento o que era mais relevante para o time era o resultado de Villarreal e Napoli: para se classificar às oitavas-de-final, os Citizens dependiam não apenas de uma vitória sobre o Bayern, mas de um tropeço napolitano no estádio El Madrigal, casa do Villarreal. O 0a0 persistiu até os dezenove minutos no segundo tempo, quando Inler abriu o placar para a equipe italiana. Onze minutos depois foi a vez de Hamsik marcar e colocar 2a0 no placar, resultado que se manteve até o final.
Torcedores napolitanos vão até a Espanha e fazem bonita festa no estádio El Madrigal: meses atrás, o Napoli despedia-se da Liga Europa com uma derrota exatamente nesse campo, com direito a queda do alambrado quando os italianos comemoravam o gol de sua equipe.

Com um elenco caríssimo vestindo uma camisa que não carrega tradição, o Manchester City despede-se da atual edição da Liga dos Campeões e parte para a Liga Europa, onde fará companhia ao Manchester United, que também ficou em terceiro lugar em seu grupo. Essa, sim, uma grande surpresa. Principalmente observando que estamos falando do atual vice-campeão europeu numa chave com Benfica, Basel e Otelul Galati.

Outros resultados

Terça-feira
Grupo E: Chelsea (1º) 3a0 (3º) Valência e Genk (4º) 1a1 (2º) Bayer Leverkusen
Grupo F: Olympiakos (3º) 3a1 (1º) Arsenal e Borussia Dortmund (4º) 2a3 (2º) Olympique de Marseille
Grupo G: Porto (3º) 0a0 (2º) Zenit e APOEL (1º) 0a2 (4º) Shakhtar Donetsk
Grupo H: Barcelona (1º) 4a0 (4º) BATE Borisov e Viktoria Pilsen (3º) 2a2 (2º) Milan

Quarta-feira
Grupo A: Villarreal (4º) 0a2 (2º) Napoli
Grupo B: Lille (4º) 0a0 (3º) Trabzonspor e Internazionale (1º) 1a2 (2º) CSKA Moscou
Grupo C: Basel (2º) 2a1 (3º) Manchester United e Benfica (1º) 1a0 (4º) Otelul Galati
Grupo D: Dínamo Zagreb (4º) 1a7 (2º) Lyon e Ajax (3º) 0a3 (1º) Real Madrid

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Janela Fechou: Veja Algumas Das Principais Transferências Na Europa

Encerrou-se ontem a janela de transferências que marca o início de temporada européia. Muitas transferências de impacto se fizeram presentes, e vamos a uma breve análise sobre algumas negociações. 

Futebol espanhol

Atlético de Madrid


Negociou as saídas dos atacantes Sergio Agüero e Diego Forlán (com Manchester City e Internazionale, aos respectivos custos de 45 milhões pelo argentino e de 5 milhões de euros pelo uruguaio) e também do meio-campista brasileiro Elias (que passa a ser a maior contratação da história do Sporting: 8,85 milhões de euros). Outro que partiu foi o goleiro David de Gea, no Manchester United por um valor estimado em 19 milhões de libras. Quem chega ao Vicente Calderón é o goleador colombiano Falcao García, pelo qual os Colchoneros pagaram €40 milhões ao Porto. O meia brasileiro Diego, que saiu do Wolfsburg pela porta dos fundos, custou €15,5 milhões aos cofres do clube e tem no futebol espanhol a chance de retomar a carreira.
Falcao García tem sua apresentação no Atlético de Madrid presenciada por quinze mil torcedores: atacante colombiano foi o maior investimento do clube para a presente temporada.


Barcelona

Mantendo o elenco que vem encantando o futebol mundial, o Barça de Josep Guardiola conseguiu ficar ainda mais forte ao acertar as contratações do atacante chileno Alexis Sánchez (22 anos, ex-Udinese, em transação que pode chegar a 37 milhões de euros) e do meio-campista Francesc Fàbregas (24 anos, ex-Arsenal, pelo qual o Barcelona desembolsou 34 milhões de euros, com possibilidade de outros 6 milhões em bonificação por desempenho). Parece uma utopia, mas é realidade: os amantes do futebol arte podem ver Xavi, Iniesta, Cesc e Messi atuando juntos. Ah! O zagueiro argentino Gabriel Milito, de 30 anos e que estava desde 2007 no Barça, saiu e agora joga no Independiente. Mas ao que tudo indica nenhum barcelonista sentirá a falta dele: mesmo com as lesões de Puyol e Piqué, o Barça reagiu muito bem à proposta de Pep Guardiola. Qual proposta? Jogar seu um único zagueiro de origem.
Criado nas divisões de base do Barcelona, Francesc Fàbregas foi lapidado por Arsène Wenger no Arsenal e agora retorna ao Camp Nou, vestindo a camisa que um dia foi usada por Josep Guardiola.

Real Madrid

Pelo turco Nuri Sahin, meio-campista de 22 anos (completa 23 em 05.09.2011), o Real Madrid pagou aproximadamente €10 milhões ao Borussia Dortmund. Também da Alemanha veio outro meia turco: Hamit Altintop, que deixou o Bayern de Munique a custo zero. Mas talvez a maior novidade merengue tenha sido a de um compatriota do treinador José Mourinho: o lateral-esquerdo português Fábio Coentrão, nomeado o melhor jogador da posição na Copa do Mundo 2010, chega do Benfica por 30 milhões de euros. No fluxo contrário, o zagueiro argentino Ezequiel Garay trocou o Real pelo Benfica, que pagou €5,5M por 50% do passe desse jogador de 24 anos. O atacante togolês Emmanuel Adebayor retornou ao Manchester City após o empréstimo e o goleiro polonês Jerzy Dudek anunciou aposentadoria.
Contratado junto ao Benfica por €30M, lateral-esquerdo português Fábio Coentrão junta-se ao Real Madrid de seus compatriotas José Mourinho e Cristiano Ronaldo.
 
Futebol inglês


Arsenal

Dificilmente um outro clube tenha sofrido tanto com as perdas de jogadores quanto o Arsenal. Cesc Fàbregas (para o Barcelona), Samir Nasri e Gaël Clichy (ambos para o Manchester City) foram negociados. Para preencher lacunas como essas, o time foi às compras. E passam a integrar o elenco de Arsène Wenger: André Santos (transferência estimada em 7 milhões de euros junto ao Fenerbahce pelo lateral-esquerdo brasileiro de 28 anos), Per Mertesacker (zagueiro que aos 26 anos sai pela primeira vez do futebol alemão, ao deixar o Werder Bremen por 9 milhões de euros), Mikel Arteta (que chega por indicação de Wenger como substituto de Fàbregas, tendo o clube pago 10 milhões de libras ao Everton pelo meio-campista espanhol de 29 anos), Yossi Benayoun (meia israelense de 31 anos e que já atuou nos ingleses West Ham, Liverpool e Chelsea), Park Chu-Young (hábil meia sul-coreano de 26 anos, que vem do Mônaco por cerca de €5M para vestir a camisa 9 do Arsenal) e Gervinho (marfinense de 24 anos, contratado junto ao Lille por €13,5 milhões).
Destaque da Coréia do Sul na Copa do Mundo 2010, Park Chu-Young, ex-Mônaco, foi trazido pelo Arsenal em contratação que custou €5M ao clube londrino.


Chelsea

Saiu o treinador italiano Carlo Ancelotti, entrou o português André Villas-Boas, que faturou a Tríplice Coroa com o Porto na temporada passada. O clube tentou trazer o meio-campista croata Luka Modric, mas o Tottenham Hotspur não aceitou as ofertas. Se Modric não chegou, a equipe conseguiu acertar com o meia espanhol Juan Manuel Mata, de 23 anos e que custou 28 milhões de euros junto ao Valência. Outra novidade é o também meio-campista Raul Meireles, 28 anos, vindo do Liverpool por €13M.
No Valência desde 2007, Juan Manuel Mata chega ao Chelsea de André Villas-Boas em negociação de €28M.

Liverpool

A equipe comandada por Kenny Dalglish foi mais discreta nas suas transferências - modificou-se consideravelmente, mas sem envolver nomes tão badalados como os vistos na janela de janeiro. Chegaram o goleiro brasileiro Doni, o zagueiro uruguaio Sebastián Coates, o lateral-esquerdo espanhol José Enrique, os meio-campistas Jordan Henderson, Stewart Downing (pelo qual o clube pagou 20 milhões de libras ao Aston Villa), o escocês Charlie Adam, além do atacante galês Craig Bellamy, que retorna aos Reds após quatro anos. Dentre os que deixaram o clube, destacam-se Raul Meireles (o Chelsea pagou 13 milhões de euros pelo português) e o meia Joe Cole, emprestado ao Lille.
Atacante galês Craig Bellamy, hoje com 32 anos, em ação na sua primeira passagem pelo Liverpool: jogador esteve em Anfield Road entre 2006 e 2007, período em que marcou nove gols em quarenta e dois jogos.

Manchester City

45 milhões de euros por Agüero. 22 milhões de libras por Nasri. 8 milhões de euros por Clichy. Nadando em notas graúdas, os Citizens investiram forte para fazerem bonito nessa temporada, o que inclui uma participação na Liga dos Campeões da Europa, onde caíram num grupo com Napoli, Villarreal e Bayern de Munique. Os jogadores considerados mais importantes pelo treinador Roberto Mancini permanecem no clube, que pode ter como maior reforço um jogador que já faz parte do elenco: o argentino Carlos Alberto Tévez. Se "Carlitos" retomar o gosto por jogar futebol, o time tem maiores chances de sucesso ao longo das competições.
Samir Nasri posa com a camisa do Manchester City: jogador francês teve saída conturbada do Arsenal e foi negociado por 22 milhões de libras com sua nova equipe.


Manchester United

Se por um lado nomes de peso como o goleiro holandês Edwin van der Sar e o meio-campista Paul Scholes anunciaram aposentadoria, o técnico escocês Alex Ferguson conseguiu contratar jogadores de qualidade suficiente para pelo menos manter o nível visto em anos anteriores. Chegaram o jovem goleiro espanhol David de Gea (de 20 anos, trazido junto ao Atlético de Madrid por algo em torno de 19 milhões de libras) e o atacante Ashley Young (26, ex-Aston Villa e trazido por 16 milhões de libras), bem como retornaram de empréstimo os jovens Tom Cleverley (meio-campista de 22 anos) e Danny Welbeck (atacante de 20).
David De Gea, ex-Atlético de Madrid, tem aos vinte anos de idade a missão de vestir a camisa que era usada pelo lendário Edwin van der Sar.

Futebol italiano


Internazionale

Um dos melhores centroavantes na atualidade (na minha opinião o melhor, se relevarmos Lionel Messi) trocou Milão por Makhachkala, onde vestirá a camisa do russo Anzhi, equipe que vem investindo fortemente em contratações e que desembolsou €27M para tirar Samuel Eto'o do Nerazzurri. O camaronês de 30 anos de idade passa a ser o futebolista de maior salário no mundo: serão €20,5M anuais. Para a posição, os interistas pagaram €5M pelo uruguaio Diego Forlán, restando saber se estão trazendo o melhor jogador no Mundial 2010 ou uma figura bastante sumida na temporada passada com a camisa do Atlético de Madrid. Entre idas e vindas, a Internazionale cedeu o meia macedônio Goran Pandev por empréstimo ao Napoli e contratou, também por empréstimo (com custos de €2,7M), o atacante argentino Mauro Zárate, da Lazio. Vamos ver como se comportará a Internazionale com essas mudanças pontuais - porém significativas - no setor de ataque. Para alegria dos interistas, o camisa 10 Wesley Sneijder, fortemente especulado no Manchester United, segue sendo o maestro da equipe comandada por Gian Piero Gasperini, que assumiu o lugar do brasileiro Leonardo, que aceitou o convite para o cargo de diretor esportivo no Paris Saint-Germain.
Diego Forlán em ação contra a Internazionale: atacante uruguaio foi trazido do Atlético de Madrid para a vaga de Samuel Eto'o, que fez muito sucesso com a camisa interista.

Juventus

A equipe comandada por Antonio Conte (que atuou no clube como jogador entre 1992 e 2004) contou com reforços para todos os setores. Na defesa, chegou o lateral-direito suíço Stephan Lichtsteiner, de 27 anos, vindo da Lazio e com preço de 10 milhões de euros. No meio-campo, o experiente volante ex-milanista Andrea Pirlo, de 32 anos, veio a custo zero enquanto foram pagos €10,5M pelo chileno Arturo Vidal, 24 anos, ex-Bayer Leverkusen. Outro nome que reforça a meiuca juventina é o do paraguaio Marcelo Estigarribia, que aos 23 anos de idade teve bela participação na Copa América 2011 a serviço da seleção paraguaia, sendo emprestado pelo Le Mans à Juve por meio milhão de euros, com valor de transferência fixado em €5M. Para o ataque, chegam o montenegrino Mirko Vucinic (27 anos, ex-Roma, por €15M) e o habilidoso holandês Eljero Elia, de 24 anos, trazido do Hamburgo por €9M. E teve mais um reforço ao Bianconero: o volante brasileiro Felipe Melo foi emprestado para o futebol turco, onde atuará pelo Galatasaray. Por algo em torno de €8M, Mohamed Sissoko, de 26 anos, foi vendido ao Paris Saint-Germain.
Eljero Elia em ação pela seleção holandesa: jovem atacante é uma das maiores promessas do futebol mundial e chega em Turim numa negociação de nove milhões de euros.

Milan

Mantida a base campeã italiana na temporada passada, a maior perda milanista foi a saída de Pirlo para a Juventus, apesar de o veterano volante não ter atuado bastante no último ano. Juntam-se ao plantel de Massimiliano Allegri os defensores Philippe Mexès (francês de 29 anos, ex-Roma, chegando a custo zero), Taye Taiwo (nigeriano de 26 anos, ex-Olympique de Marselha, também em transferência livre), além dos meio-campistas Alberto Aquilani (de 27 anos, emprestado pelo Liverpool) e Antonio Nocerino (de 26 anos, chegando do Palermo em negociação que inclui um pagamento de €2,7M além da cessão de 50% dos direitos do jovem zagueiro português Ricardo Ferreira, de 18 anos, ao Rosanero).
Meio-campista italiano Alberto Aquilani, que tem vínculo contratual com o Liverpool, chega ao Milan por empréstimo.

Roma

Está aí um time que se modifica bastante em relação à temporada passada. Trocou de treinador (o espanhol Luís Enrique assume o comando técnico prometendo um estilo de jogo vistoso), perdeu jogadores importantes e trouxe muitas novidades. Dos que saíram, destaques para Mexès (agora no Milan), Vucinic (vendido à Juventus por €15M) e Jérémy Ménez, que se junta ao Paris Saint-Germain de Leonardo por um preço de €8M (e que pode ser acrescido em um milhão caso o PSG chegue à Liga dos Campeões da Europa). Entre os que chegam, vale destacar o goleiro holandês Maarten Stekelenburg (28 anos, ex-Ajax, por €6,8M), o meio-campista bósnio Miralem Pjanic (21 anos, ex-Lyon, por preço especulado em €11M), o também meio-campista Fernando Gago (argentino, 25 anos, ex-Real Madrid, por €7M) e o jovem atacante ex-Barcelona Bojan Krkic (espanhol, 20 anos, em transferência oficializada com valor de €12M).
 
Holandês Maarten Stekelenburg, vice-campeão mundial com a seleção holandesa em 2010, chega para proteger a baliza "Giallorossi" a um nível fora do alcance das capacidades técnicas do brasileiro Doni.

Saindo do eixo Espanha-Inglaterra-Itália, o time que mais se destacou no mercado de transferências nessa janela aqui abordada foi o francês Paris Saint-Germain, que depois de adquirido por um grupo sediado no Catar, passou a "assoar o nariz em notas de 100". Só para citar algumas das contratações do time que tem Leonardo como novo diretor esportivo: Sirigu (ex-Palermo, por €3,5M), Lugano (ex-Fenerbahce, por €3,5M), Bisevac (ex-Valenciennes, por €3,5M), Sissoko (ex-Juventus, por €7M), Ménez (ex-Roma, por €8M), Matuidi (ex-Saint Etienne, por €10M), Gameiro (ex-Lorient, por €11M) e a mais bombástica das contratações registradas nesta época: o meia argentino Javier Pastore, que veio do Palermo custando €42M.
Javier Pastore no momento de sua apresentação no Paris Saint-Germain: meia argentino de 22 anos chega como contratação mais cara dessa janela de transferências e é a maior esperança da equipe que tem Leonardo como novo diretor esportivo e um investidor disposto a gastar bastante com o clube.