Mostrando postagens com marcador Atlético de Madrid. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atlético de Madrid. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Atlético Faz A Trinca Sobre O Real No Bernabéu

Imagem extraída de Goal.com
Longe de ter sido um grande jogo, Real Madrid e Atlético de Madrid corresponderam ao que se espera de um clássico entre dois times fortes, rivais e que têm ambições no campeonato. Algumas vezes, infelizmente, atravessando a fronteira entre a desportividade e a deslealdade (embora, no geral, o jogo tenha sido tranqüilo no aspecto disciplinar).


Cada qual ao seu estilo, tanto os Blancos de Zinedine Zidane quanto os Colchoneros de Diego Simeone se portaram no gramado do estádio Santiago Bernabéu com o intuito de vencer a partida.

A diferença de postura, no entanto, era explícita. Os donos da casa, com o croata Modric articulando a transição ao ataque e o alemão Kroos dando equilíbrio ao meio de campo, tinham maior volume de jogo e superior acurácia na troca de passes. Já a equipe visitante, se defendia com a força e a aplicação de um time que atua na mais intensa noção de coletividade, destacando-se o empenho, técnica e perspicácia do uruguaio Godín no miolo de zaga.

No final das contas, pesou a tal da eficiência nas finalizações. O português Cristiano Rolando teve consigo uma meia dúzia de oportunidades, das quais três a gente não espera algo diferente de um gol quando se trata de alguém da sua categoria. Nada feito. O francês Griezmann, em tabela com o brasileiro Filipe Luís, mostrou como é que se faz, abrindo o placar e dando números finais ao jogo aos sete minutos no segundo tempo.


Em 2013-4: Real 0a1 Atlético.
Em 2014-5: Real 1a2 Atlético.
Em 2015-6: Real 0a1 Atlético.

E assim se construiu a trinca atleticana em pleno Bernabéu.

Enquanto os times da capital rivalizam entre si, quem sobra no Campeonato Espanhol é o Barcelona. Tanto na pontuação (com um jogo a menos, os catalães têm cinco pontos a mais que o Atlético e nove a mais que o Real) quanto, principalmente, no futebol. É como se os clubes de Madrid se comunicassem por carta colocada dentro da garrafa e o Barça... por MSN.

sábado, 24 de maio de 2014

Real Dança O Vira Em Portugal: "La Décima" Européia

A final madrilenha em Lisboa foi de arrepiar. O Atlético fez 1a0 e soube se comportar em campo, voltando a exibir uma equipe compacta e determinada na busca pelo triunfo. O adversário, porém, se agigantou no segundo tempo - sobretudo após a ótima entrada de Marcelo, que conseguiu dar outro ânimo ao setor esquerdo merengue.

Os colchoneros resistiram bravamente até onde puderam. Até quando puderam. Aos 48 minutos do segundo tempo, em lance de bola parada, não puderam evitar: Sérgio Ramos foi à rede com cabeceio irrepreensível, empatando a partida.

Aquilo transformou a final, elevando o moral do Real e fazendo o Atleti sucumbir no gramado. No fim, uma goleada por 4a1 - falaciosa, é verdade, porém conquistada com méritos. É estranho proferir essa frase, pois como algo pode ser falso e meritoso? Sei lá, foi assim que senti. A diferença de três gols não traduz o equilíbrio do confronto, mas o fato é que o time branco chegou lá por competência. E tem que ser muito competente para superar uma defesa como aquela que conta com Miranda e Godín.

Carlo Ancelotti conseguiu reinventar a equipe que era comandada pelo arrogante José Mourinho. Cristiano Ronaldo, apesar do gol derradeiro, foi mero coadjuvante num time liderado por Modric e Di María. Mas o que empolga mesmo é a entrega física e tática da limitada equipe comandada por Diego Simeone: faltaram pernas, mas sobrou coração aos alvirrubros. Talvez por isso a dor possa ser maior. Mas o orgulho deve ficar nas alturas.

Em poucas palavras, vão os parabéns aos finalistas - campeões e vices. Se o Real faturou a Liga dos Campeões, o Atlético conquistou a Europa. A noite foi espanhola na capital portuguesa. Quem diria isso seis séculos atrás?

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Questão De Coragem

As semifinais na Liga dos Campeões da Europa na presente temporada permitem fazermos comparações entre dois treinadores muito badalados no futebol atual. Um é Josep Guardiola, do qual sou grande admirador. Outro é José Mourinho.

A maior semelhança entre ambos - além da grande quantidade de troféus levantados - está na grafia do primeiro nome: são quatro letras idênticas. Só que se o talento fosse medido dessa forma, poderíamos afirmar que a letra "P" é muito mais poderosa que o acento agudo.

Explicando e comparando. Mourinho e Guardiola viajaram para a capital espanhola. O Chelsea visitou o Atlético no Vicente Calderón e, no dia seguinte, o Bayern enfrentou o Real no Santiago Bernabéu. Tanto os Azuis de Londres quanto o Gigante da Baviera carregam consigo elencos milionários, que em nada devem aos adversários. Vale lembrar que esses dois clubes se enfrentaram na final continental apenas duas temporadas atrás (então treinados por Roberto Di Matteo e Jupp Heynckes). Ou seja, talento é o que não falta nesses plantéis. Saca só o nível: Cech, Neuer, Terry, Boateng, David Luiz, Dante, Lampard, Schweinsteiger, Ramires, Lahm, Willian, Robben, Hazard, Müller, Oscar, Götze, Ribèry, Schürrle, Torres, Mandzukic, Demba Ba, Kroos etc. Com esse material humano, Mourinho e Guardiola podem buscar diversas maneiras de jogar. E a cidade de Madrid viu bem isso.

Na terça-feira, um Chelsea covarde foi montado com uma linha de quatro na defesa (Azpilicueta, Terry, Cahill, Cole) e uma linha de cinco no meio (Willian, Mikel, David Luiz, Lampard, Ramires) e Torres na frente. Na frente e isolado, pois Willian e Ramires mais acompanhavam os laterais oponentes do que se aproximavam do atacante espanhol. Resultado: zero a zero numa partida com poucas emoções. Diria que beirou o entediante. Triste para o esporte.

Já na quarta-feira, outra conversa. O Bayern atuou com a posse de bola e ofensivamente, mesmo diante de um adversário fortíssimo nos contra-ataques (há que se respeitar um time que conta com Modric, Cristiano, Di María e Benzema, além de Bale). Mas covardia não é palavra para o vocabulário de Pep. A equipe atuou com Rafinha e Alaba se apresentando ao ataque de modo a deixar somente Boateng e Dante como autênticos defensores; Lahm e Scheinsteiger encostavam na trinca de meias (Robben, Kroos e Ribèry) enquanto Mandzukic, ao contrário de Torres no dia anterior, tinha com quem conversar. Resultado: um a zero para o Real numa partida repleta de alternativas. Tivemos um jogo. Um grande jogo. Ótimo para o esporte.

No final, os placares na Espanha dão aos times de Diego Simeone e Carlo Ancelotti a vantagem do empate na volta. Teoricamente, melhor para o italiano, que pode perder por um gol de diferença caso marque pelo menos uma vez. Porém, vejo mais possibilidades de sucesso para o argentino. O motivo? Seu adversário é Mourinho. Será muito mais difícil sobreviver ao Bayern de Guardiola. E olha que nem precisa de coragem para afirmar isso: basta ter algum bom senso. Coisa que por vezes falta para aqueles que têm medo.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Falcao Resolve A Supercopa E Atlético Goleia Chelsea: 4a1

Pela quarta vez nas últimas quatro temporadas, foi para a Espanha o troféu de campeão da Supercopa Européia, decisão que reúne os atuais campeões de Liga dos Campeões e Liga Europa. Foi com uma incontestável goleada por 4a1 que o Atlético de Madrid conquistou o caneco pela segunda vez (havia ganho em 2010), praticamente não dando chances ao Chelsea.

E se o oponente não foi capaz de medir forças com a equipe comandada pelo argentino Diego Pablo Simeone, há que se valorizar a postura do Atlético em campo, que mesmo com uma vantagem dilatada no placar não abriu mão de continuar atacando e procurar mais gols, para delírio de uma torcida que fez o estádio Louis II, em Mônaco, se parecer com o Vicente Calderón, em Madrid.

O nome do jogo foi Falcao García, autor dos três gols que selaram um contundente 3a0 na ida para o intervalo, já encaminhando o título. Como se não bastasse o oportunismo notável do centroavante colombiano, o camisa 9 do Atlético ainda conseguiu agregar graça à eficiência, marcando dois belíssimos gols diante de um Petr Cech que nada pôde fazer diante de tanto talento.
Falcao García pensa a jogada e coloca a bola com categoria e precisão para marcar o segundo gol seu e do Atlético de Madrid na Supercopa Européia: atacante colombiano vem se mostrando efetivo nos jogos decisivos e foi peça-chave nessa nova conquista.

O Atlético vence, convence, e caminha para uma temporada onde, a meu ver, deve ter como maior objetivo alcançar um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa. Claro que isso não quer dizer que a equipe deva menosprezar a Copa do Rei ou a própria Liga Europa, mas o time mostrou força suficiente para merecer figurar na principal competição de clubes europeus. O Chelsea que o diga...

Agora, para aqueles que fazem a prematura projeção de um eventual encontro entre Chelsea e Corinthians, no Mundial de Clubes 2012, há que se considerar que existem três meses inteiros separando um jogo do outro. No futebol, tempo mais que suficiente para muitas transformações, mesmo que sem mexer nos elencos. E o Chelsea, desacreditado no início do ano, sabe bem disso...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Falcao Volta A Alçar Vôo E Atlético A Faturar A Liga Europa

Num jogo onde cada equipe se sobressaiu em uma etapa - o Atlético de Madrid na inicial e o Athletic Bilbao na final -, um colombiano bastante acostumado a marcar gols em Liga Europa definiu o destino das equipes ao título e ao vice-campeonato. Falcao García, goleador na edição passada e também na atual, autor do gol que deu o título ao Porto em 2011, marcou duas vezes e foi fundamental para a segunda conquista do Atlético nos últimos três anos.

Nos 3a0 da equipe da capital espanhola, só golaços. Falcao abriu a contagem aos seis minutos esbanjando frieza, categoria e precisão. Pergunto: o que pedir a mais de um atacante que possua essas três virtudes? Talvez, pedir bis. Aos trinta e três minutos, Falcao voltou a exibir aqueles atributos e marcou o segundo.

O Athletic Bilbao voltou diferente para o segundo tempo. Iñigo Pérez Soto e Ibai Gómez Pérez entraram nos lugares de Iturraspe e Aurtenetxe. O Atlético de Madrid, muito provavelmente em conseqüência a isso, passou a atuar de maneira distinta: a partir de então, manteve-se mais recuado e deu campo para os comandados de Marcelo Bielsa. Dar campo não é sinônimo de dar espaço, uma vez que a partir da intermediária ofensiva os bascos encontravam dificuldades de encontrar alguém em liberdade. De toda forma, um time dirigido por Bielsa sempre arruma um jeito de transpôr barreiras, mesmo numa noite em que os jogadores tanto desperdiçavam a posse de bola com passes mal feitos. Chances claras de gol surgiram, e quem passava a protagonista era o jovem goleiro belga Thibaut Courtois, com os mesmos dezenove anos de idade que tinha David de Gea quando arqueiro do Atlético campeão duas temporadas atrás.

Naquela altura, a pressão basca era praticamente ininterrupta, fortalecida pela presença de área de Gaizka Toquero Pinedo, colocado no lugar de Ander Herrera. Entre grandes intervenções de Courtois, rebatidas da defesa - o zagueiro brasileiro Miranda beirou o brilhantismo na tarefa de marcar Fernando Llorente - e bola no travessão, o Atlético conseguiu um contra-ataque com Falcao García, que mandou na trave direita o que seria um fabuloso hat-trick. Mas os comandados de Diego Simeone tinham um outro jogador brasileiro com atuação destacável. O xará do treinador fechou a conta com belo gol, aos trinta e nove minutos.

Mais do que a celebração dos campeões, chamou minha atenção o choro dos bascos. Jogadores que honraram o estilo de jogo proposto por Bielsa, embora sem conseguir, em Bucareste, repetir a eficácia vista nas fases anteriores. Jogadores que, no desespero da derrota, mostraram o quão forte é o sentimento de vestir a camisa do Bilbao e representar, mais que uma instituição, uma nação. Lições que o futebol nos ensina em exemplos que transcendem a dimensão puramente futebolística. Parabéns, Athletic e Atlético!
Acima, publicação em jornal basco mostrando o choro de Iker Muniain e Fernando Llorente, com os dizeres "beti zurekin" ("sempre contigo"). Abaixo, a festa dos campeões da Liga Europa 2011-2, na Arena Nationala, em Bucareste, capital romena.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Liga Europa: Atlético E Athletic Duelam Em Bucareste



Atlético de Madrid e Athletic Bilbao fazem, nessa quarta-feira, a grande final da Liga Europa na presente temporada. O time da capital espanhola sentiu o gosto da taça duas temporadas atrás, quando derrotou o Fulham em Hamburgo. Já a equipe basca, que disputou a final na temporada 1976-7, sonha com um título inédito na cidade de Bucareste.

O momento recente do Atlético de Madrid é melhor no que tange aos resultados obtidos: a equipe não perdeu nenhum de seus últimos sete compromissos. O Athletic Bilbao, por sua vez, não venceu nenhum de seus últimos três jogos disputados. E a diferença entre os dois clubes na tabela de classificação no Campeonato Espanhol muito se deve a isso: são quatro pontos que separam o quinto do décimo colocado.

Não acho prudente traçar um favoritismo para o duelo na capital romena em função desses últimos resultados. Analisando ambos os elencos, é possível supor que o Atlético de Madrid seja ligeiramente superior, notadamente por nomes como os de Miranda, Perea, Turan, Salvio, Diego, Adrián e Falcao García, homem-gol que foi campeão com o Porto na temporada passada, caminhando para a segunda edição consecutiva como maior goleador no torneio. Só que o Athletic Bilbao, que tem jogadores como Iraola, De Marcos, Muniain e a fera Fernando Llorente, conta com um dos maiores técnicos do futebol mundial: o argentino Marcelo "El Loco" Bielsa. Por falar em treinadores, é interessante observar que essa final marcará o duelo entre Diego Pablo Simeone e Marcelo Bielsa, que estiveram juntos naquela bela seleção argentina de 2002, onde Simeone era dirigido por Bielsa.

Deixo aqui um único palpite para o encontro entre Atlético de Madrid e Athletic Club: será um ótimo jogo de futebol. Como franco admirador de Bielsa, devo confessar torcer pelo sucesso dos bascos. Mas tenho para mim que, independentemente do resultado, esse troféu de Liga Europa 2011-2 cairá em boas mãos.

E vale lembrar que essa não é a última partida decisiva desses dois times nesse ano. Dia treze, pela última rodada da liga espanhola, o Atlético de Madrid visitará o Villarreal com chances matemáticas de conseguir um lugar na zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões da Europa. Dia vinte e quatro, o Athletic Bilbao encontra o Barcelona na final da Copa do Rei, em partida marcada para o estádio Vicente Calderón, casa do... Atlético de Madrid.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

O Atlético de Madrid conseguiu vencer todos os seus últimos três jogos, realizados entre o domingo retrasado (dia 15) e o passado (ontem, 22 de abril de 2012). Tudo começou com uma vitória fora de casa sobre o Rayo Vallecano (1a0, gol de Falcao García). Na quinta-feira, 4a2 pra cima do Valencia no jogo de ida pela fase semifinal na Liga Europa (Falcao marcou duas vezes, com Miranda e Adrián anotando os outros gols dos Colchoneros). E, nesse último domingo, vitória por 3a1 sobre o Espanyol (dois gols de Arda Turan e um de Diego Godín). Com esses resultados, o Atlético chegou aos quarenta e oito pontos e encostou na zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões da Europa - está três posições e três pontos abaixo do Málaga, equipe que está na quarta e última colocação que leva um time espanhol à competição máxima do futebol europeu.

Muita coisa pode acontecer nessas últimas quatro rodadas no Campeonato Espanhol, mas tudo leva a crer que a partida entre Atlético de Madrid e Málaga, na penúltima rodada, poderá definir uma vaga na próxima Champions League. Até lá, os Rojiblancos têm outra decisão: já na próxima quinta-feira, 26.04.2012, será disputada a partida de volta pela semifinal na Liga Europa. A equipe comandada pelo argentino Diego Simeone se classificará para a final mesmo perdendo por um gol de diferença no estádio Mestalla. Resta saber se conseguirão suportar a provável pressão do Valencia, que nos últimos três jogos dentro de casa emplacou três goleadas (4a0 sobre o AZ Alkmaar, 4a1 no Rayo Vallecano e 4a0 pra cima do Real Bétis).

Jogada da semana

Não sei quantas vezes você ouviu falar no nome de Arda Turan, jogador turco de vinte e cinco anos de idade que atua no Atlético de Madrid. Confesso que se vi dois jogos desse meio-campista foi muito. Mas hoje você terá a oportunidade de (re)ver os dois gols que ele marcou na partida diante do Espanyol, vencida pelo Atlético por 3a1, conforme citado anteriormente nesse mesmo tópico. A jogada da semana é uma só, particularmente achei mais interessante o segundo gol de Turan. Mas, em se tratando de belas pinturas, não é nada demais apreciar dois quadros diferentes.


Acima, o primeiro gol de Arda Turan na partida diante do Espanyol, naquele momento recolocando o Atlético em vantagem no placar (2a1). Abaixo, o gol que fechou o placar no estádio Vicente Calderón, a jogada da semana: depois de uma bicicleta, nada como verificar os freios dos adversários.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Atlético De Madrid Vence Celtic Em Glasgow E Avança Na Liga Europa

O Atlético de Madrid, que na temporada retrasada faturou o título na Liga Europa, foi até Glasgow e venceu o Celtic por 1a0, garantindo vaga na próxima fase da competição que tem o Porto como atual campeão. Para confirmar o 1º lugar no grupo I, basta que a equipe espanhola consiga pelo menos um empate dentro de casa diante do já eliminado Rennes. Caso perca, a liderança virá em caso de tropeço da Udinese diante do Celtic. O time escocês, por sua vez, precisa de uma vitória em Údine para se classificar à próxima fase do torneio.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

A beleza da partida entre Celtic e Atlético de Madrid começou antes de a bola rolar. Com silêncio absoluto no estádio Celtic Park, o público presente prestou homenagem ao galês Gary Speed, que desencarnou no último domingo, aos quarenta e dois anos de idade. Após o respeitoso minuto de silêncio, vieram os sons dos aplausos ao ex-jogador e técnico da seleção galesa. E, do apito inicial ao final, a torcida da casa fez barulho quase ininterruptamente, incentivando a equipe local a partir pra cima do adversário, mostrando que os comandados de Neil Lennon não caminhariam sozinhos.

Com bola rolando, não demorou quase nada para ficar explícita a diferença de nível técnico entre as equipes, onde o time visitante era claramente superior. Só que nem por isso o Celtic se acovardou e muito menos a fanática torcida deixou de fazer festa nas arquibancadas, o que promoveu uma partida franca, com os dois conjuntos buscando o ataque. Faltava, porém, inspiração. Quando a bola chegava na proximidade da área, quase sempre os jogadores optavam pela jogada aérea. Vez ou outra até levavam perigo e colocavam os goleiros para trabalharem, mas faltava algo de diferente para que a rede balançasse. Aos vinte e nove minutos, uma nova tentativa de jogada pelo alto foi afastada parcialmente pela defesa do Celtic, mas o meio-campista turco Arda Turan pegou a sobra com liberdade e chutou de fora da área, no canto esquerdo, marcando 1a0 para os visitantes.

Seis minutos após marcar o gol, Arda Turan fez boa jogada individual ao carregar a bola margeando a linha da grande área e tocou de lado para Gabriel Arenas, o Gabi - só que o chute do camisa catorze passou à direita. Pelo lado do Celtic, as principais jogadas de ataque costumavam passar pelos pés do participativo grego Georgios Samaras. Aos quarenta minutos, Samaras passou pela marcação do colombiano Luís Perea e tocou para o irlandês Anthony Stokes, que cruzou rasteiro uma bola que só não chegou em James Forrest porque o brasileiro Filipe Luís não deixou, fazendo o corte.

Se aos trinta e sete minutos do primeiro tempo o treinador norte-irlandês Neil Lennon teve de fazer uma substituição forçada (contundido, o galês Joseph Ledley deu lugar para Charles Mugrew), no intervalo Lennon tratou de deixar o time mais ofensivo, colocando o meia inglês Gary Hooper no lugar do volante queniano Victor Wanyama. Com a mexida, o sul-coreano Ki Sung-Yong foi ligeiramente recuado como uma espécie de segundo volante na equipe da casa. E, se vez ou outra se deixava envolver pelo toque de bola adversário, Sung-Yong subiu de produção de modo a melhorar significativamente a meiuca alvi-verde. Mas não foi com bola rolando que o Celtic se aproximou do empate: aos vinte e um minutos, Ki Sung-Yong cobrou falta pela esquerda com enorme categoria e só não fez estufar o quadrante quatro porque o jovem goleiro belga Thibaut Courtois (olho nele, tem apenas dezenove anos de idade) realizou grande intervenção ao espalmar a redonda pela linha-de-fundo. Na cobrança de escanteio aí originada, a bola chegou em Stokes e dele foi para o fundo da rede, só que a arbitragem anulou o gol alegando impedimento no lance.

Nove minutos depois da jogada invalidada, Stokes deixou o campo (muito provavelmente por motivos físicos) e Scott Brown entrou em seu lugar. Era o terceiro escocês dentro de campo, provando o quanto o futebol naquele país também está inserido nos moldes da globalização. A torcida escocesa não cessava de cantar e era o maior trunfo do Celtic no jogo. Só que, no gramado, a desenvoltura do time não correspondia à performance ouvida nas arquibancadas e o placar de 1a0 acabou se confirmando.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Janela Fechou: Veja Algumas Das Principais Transferências Na Europa

Encerrou-se ontem a janela de transferências que marca o início de temporada européia. Muitas transferências de impacto se fizeram presentes, e vamos a uma breve análise sobre algumas negociações. 

Futebol espanhol

Atlético de Madrid


Negociou as saídas dos atacantes Sergio Agüero e Diego Forlán (com Manchester City e Internazionale, aos respectivos custos de 45 milhões pelo argentino e de 5 milhões de euros pelo uruguaio) e também do meio-campista brasileiro Elias (que passa a ser a maior contratação da história do Sporting: 8,85 milhões de euros). Outro que partiu foi o goleiro David de Gea, no Manchester United por um valor estimado em 19 milhões de libras. Quem chega ao Vicente Calderón é o goleador colombiano Falcao García, pelo qual os Colchoneros pagaram €40 milhões ao Porto. O meia brasileiro Diego, que saiu do Wolfsburg pela porta dos fundos, custou €15,5 milhões aos cofres do clube e tem no futebol espanhol a chance de retomar a carreira.
Falcao García tem sua apresentação no Atlético de Madrid presenciada por quinze mil torcedores: atacante colombiano foi o maior investimento do clube para a presente temporada.


Barcelona

Mantendo o elenco que vem encantando o futebol mundial, o Barça de Josep Guardiola conseguiu ficar ainda mais forte ao acertar as contratações do atacante chileno Alexis Sánchez (22 anos, ex-Udinese, em transação que pode chegar a 37 milhões de euros) e do meio-campista Francesc Fàbregas (24 anos, ex-Arsenal, pelo qual o Barcelona desembolsou 34 milhões de euros, com possibilidade de outros 6 milhões em bonificação por desempenho). Parece uma utopia, mas é realidade: os amantes do futebol arte podem ver Xavi, Iniesta, Cesc e Messi atuando juntos. Ah! O zagueiro argentino Gabriel Milito, de 30 anos e que estava desde 2007 no Barça, saiu e agora joga no Independiente. Mas ao que tudo indica nenhum barcelonista sentirá a falta dele: mesmo com as lesões de Puyol e Piqué, o Barça reagiu muito bem à proposta de Pep Guardiola. Qual proposta? Jogar seu um único zagueiro de origem.
Criado nas divisões de base do Barcelona, Francesc Fàbregas foi lapidado por Arsène Wenger no Arsenal e agora retorna ao Camp Nou, vestindo a camisa que um dia foi usada por Josep Guardiola.

Real Madrid

Pelo turco Nuri Sahin, meio-campista de 22 anos (completa 23 em 05.09.2011), o Real Madrid pagou aproximadamente €10 milhões ao Borussia Dortmund. Também da Alemanha veio outro meia turco: Hamit Altintop, que deixou o Bayern de Munique a custo zero. Mas talvez a maior novidade merengue tenha sido a de um compatriota do treinador José Mourinho: o lateral-esquerdo português Fábio Coentrão, nomeado o melhor jogador da posição na Copa do Mundo 2010, chega do Benfica por 30 milhões de euros. No fluxo contrário, o zagueiro argentino Ezequiel Garay trocou o Real pelo Benfica, que pagou €5,5M por 50% do passe desse jogador de 24 anos. O atacante togolês Emmanuel Adebayor retornou ao Manchester City após o empréstimo e o goleiro polonês Jerzy Dudek anunciou aposentadoria.
Contratado junto ao Benfica por €30M, lateral-esquerdo português Fábio Coentrão junta-se ao Real Madrid de seus compatriotas José Mourinho e Cristiano Ronaldo.
 
Futebol inglês


Arsenal

Dificilmente um outro clube tenha sofrido tanto com as perdas de jogadores quanto o Arsenal. Cesc Fàbregas (para o Barcelona), Samir Nasri e Gaël Clichy (ambos para o Manchester City) foram negociados. Para preencher lacunas como essas, o time foi às compras. E passam a integrar o elenco de Arsène Wenger: André Santos (transferência estimada em 7 milhões de euros junto ao Fenerbahce pelo lateral-esquerdo brasileiro de 28 anos), Per Mertesacker (zagueiro que aos 26 anos sai pela primeira vez do futebol alemão, ao deixar o Werder Bremen por 9 milhões de euros), Mikel Arteta (que chega por indicação de Wenger como substituto de Fàbregas, tendo o clube pago 10 milhões de libras ao Everton pelo meio-campista espanhol de 29 anos), Yossi Benayoun (meia israelense de 31 anos e que já atuou nos ingleses West Ham, Liverpool e Chelsea), Park Chu-Young (hábil meia sul-coreano de 26 anos, que vem do Mônaco por cerca de €5M para vestir a camisa 9 do Arsenal) e Gervinho (marfinense de 24 anos, contratado junto ao Lille por €13,5 milhões).
Destaque da Coréia do Sul na Copa do Mundo 2010, Park Chu-Young, ex-Mônaco, foi trazido pelo Arsenal em contratação que custou €5M ao clube londrino.


Chelsea

Saiu o treinador italiano Carlo Ancelotti, entrou o português André Villas-Boas, que faturou a Tríplice Coroa com o Porto na temporada passada. O clube tentou trazer o meio-campista croata Luka Modric, mas o Tottenham Hotspur não aceitou as ofertas. Se Modric não chegou, a equipe conseguiu acertar com o meia espanhol Juan Manuel Mata, de 23 anos e que custou 28 milhões de euros junto ao Valência. Outra novidade é o também meio-campista Raul Meireles, 28 anos, vindo do Liverpool por €13M.
No Valência desde 2007, Juan Manuel Mata chega ao Chelsea de André Villas-Boas em negociação de €28M.

Liverpool

A equipe comandada por Kenny Dalglish foi mais discreta nas suas transferências - modificou-se consideravelmente, mas sem envolver nomes tão badalados como os vistos na janela de janeiro. Chegaram o goleiro brasileiro Doni, o zagueiro uruguaio Sebastián Coates, o lateral-esquerdo espanhol José Enrique, os meio-campistas Jordan Henderson, Stewart Downing (pelo qual o clube pagou 20 milhões de libras ao Aston Villa), o escocês Charlie Adam, além do atacante galês Craig Bellamy, que retorna aos Reds após quatro anos. Dentre os que deixaram o clube, destacam-se Raul Meireles (o Chelsea pagou 13 milhões de euros pelo português) e o meia Joe Cole, emprestado ao Lille.
Atacante galês Craig Bellamy, hoje com 32 anos, em ação na sua primeira passagem pelo Liverpool: jogador esteve em Anfield Road entre 2006 e 2007, período em que marcou nove gols em quarenta e dois jogos.

Manchester City

45 milhões de euros por Agüero. 22 milhões de libras por Nasri. 8 milhões de euros por Clichy. Nadando em notas graúdas, os Citizens investiram forte para fazerem bonito nessa temporada, o que inclui uma participação na Liga dos Campeões da Europa, onde caíram num grupo com Napoli, Villarreal e Bayern de Munique. Os jogadores considerados mais importantes pelo treinador Roberto Mancini permanecem no clube, que pode ter como maior reforço um jogador que já faz parte do elenco: o argentino Carlos Alberto Tévez. Se "Carlitos" retomar o gosto por jogar futebol, o time tem maiores chances de sucesso ao longo das competições.
Samir Nasri posa com a camisa do Manchester City: jogador francês teve saída conturbada do Arsenal e foi negociado por 22 milhões de libras com sua nova equipe.


Manchester United

Se por um lado nomes de peso como o goleiro holandês Edwin van der Sar e o meio-campista Paul Scholes anunciaram aposentadoria, o técnico escocês Alex Ferguson conseguiu contratar jogadores de qualidade suficiente para pelo menos manter o nível visto em anos anteriores. Chegaram o jovem goleiro espanhol David de Gea (de 20 anos, trazido junto ao Atlético de Madrid por algo em torno de 19 milhões de libras) e o atacante Ashley Young (26, ex-Aston Villa e trazido por 16 milhões de libras), bem como retornaram de empréstimo os jovens Tom Cleverley (meio-campista de 22 anos) e Danny Welbeck (atacante de 20).
David De Gea, ex-Atlético de Madrid, tem aos vinte anos de idade a missão de vestir a camisa que era usada pelo lendário Edwin van der Sar.

Futebol italiano


Internazionale

Um dos melhores centroavantes na atualidade (na minha opinião o melhor, se relevarmos Lionel Messi) trocou Milão por Makhachkala, onde vestirá a camisa do russo Anzhi, equipe que vem investindo fortemente em contratações e que desembolsou €27M para tirar Samuel Eto'o do Nerazzurri. O camaronês de 30 anos de idade passa a ser o futebolista de maior salário no mundo: serão €20,5M anuais. Para a posição, os interistas pagaram €5M pelo uruguaio Diego Forlán, restando saber se estão trazendo o melhor jogador no Mundial 2010 ou uma figura bastante sumida na temporada passada com a camisa do Atlético de Madrid. Entre idas e vindas, a Internazionale cedeu o meia macedônio Goran Pandev por empréstimo ao Napoli e contratou, também por empréstimo (com custos de €2,7M), o atacante argentino Mauro Zárate, da Lazio. Vamos ver como se comportará a Internazionale com essas mudanças pontuais - porém significativas - no setor de ataque. Para alegria dos interistas, o camisa 10 Wesley Sneijder, fortemente especulado no Manchester United, segue sendo o maestro da equipe comandada por Gian Piero Gasperini, que assumiu o lugar do brasileiro Leonardo, que aceitou o convite para o cargo de diretor esportivo no Paris Saint-Germain.
Diego Forlán em ação contra a Internazionale: atacante uruguaio foi trazido do Atlético de Madrid para a vaga de Samuel Eto'o, que fez muito sucesso com a camisa interista.

Juventus

A equipe comandada por Antonio Conte (que atuou no clube como jogador entre 1992 e 2004) contou com reforços para todos os setores. Na defesa, chegou o lateral-direito suíço Stephan Lichtsteiner, de 27 anos, vindo da Lazio e com preço de 10 milhões de euros. No meio-campo, o experiente volante ex-milanista Andrea Pirlo, de 32 anos, veio a custo zero enquanto foram pagos €10,5M pelo chileno Arturo Vidal, 24 anos, ex-Bayer Leverkusen. Outro nome que reforça a meiuca juventina é o do paraguaio Marcelo Estigarribia, que aos 23 anos de idade teve bela participação na Copa América 2011 a serviço da seleção paraguaia, sendo emprestado pelo Le Mans à Juve por meio milhão de euros, com valor de transferência fixado em €5M. Para o ataque, chegam o montenegrino Mirko Vucinic (27 anos, ex-Roma, por €15M) e o habilidoso holandês Eljero Elia, de 24 anos, trazido do Hamburgo por €9M. E teve mais um reforço ao Bianconero: o volante brasileiro Felipe Melo foi emprestado para o futebol turco, onde atuará pelo Galatasaray. Por algo em torno de €8M, Mohamed Sissoko, de 26 anos, foi vendido ao Paris Saint-Germain.
Eljero Elia em ação pela seleção holandesa: jovem atacante é uma das maiores promessas do futebol mundial e chega em Turim numa negociação de nove milhões de euros.

Milan

Mantida a base campeã italiana na temporada passada, a maior perda milanista foi a saída de Pirlo para a Juventus, apesar de o veterano volante não ter atuado bastante no último ano. Juntam-se ao plantel de Massimiliano Allegri os defensores Philippe Mexès (francês de 29 anos, ex-Roma, chegando a custo zero), Taye Taiwo (nigeriano de 26 anos, ex-Olympique de Marselha, também em transferência livre), além dos meio-campistas Alberto Aquilani (de 27 anos, emprestado pelo Liverpool) e Antonio Nocerino (de 26 anos, chegando do Palermo em negociação que inclui um pagamento de €2,7M além da cessão de 50% dos direitos do jovem zagueiro português Ricardo Ferreira, de 18 anos, ao Rosanero).
Meio-campista italiano Alberto Aquilani, que tem vínculo contratual com o Liverpool, chega ao Milan por empréstimo.

Roma

Está aí um time que se modifica bastante em relação à temporada passada. Trocou de treinador (o espanhol Luís Enrique assume o comando técnico prometendo um estilo de jogo vistoso), perdeu jogadores importantes e trouxe muitas novidades. Dos que saíram, destaques para Mexès (agora no Milan), Vucinic (vendido à Juventus por €15M) e Jérémy Ménez, que se junta ao Paris Saint-Germain de Leonardo por um preço de €8M (e que pode ser acrescido em um milhão caso o PSG chegue à Liga dos Campeões da Europa). Entre os que chegam, vale destacar o goleiro holandês Maarten Stekelenburg (28 anos, ex-Ajax, por €6,8M), o meio-campista bósnio Miralem Pjanic (21 anos, ex-Lyon, por preço especulado em €11M), o também meio-campista Fernando Gago (argentino, 25 anos, ex-Real Madrid, por €7M) e o jovem atacante ex-Barcelona Bojan Krkic (espanhol, 20 anos, em transferência oficializada com valor de €12M).
 
Holandês Maarten Stekelenburg, vice-campeão mundial com a seleção holandesa em 2010, chega para proteger a baliza "Giallorossi" a um nível fora do alcance das capacidades técnicas do brasileiro Doni.

Saindo do eixo Espanha-Inglaterra-Itália, o time que mais se destacou no mercado de transferências nessa janela aqui abordada foi o francês Paris Saint-Germain, que depois de adquirido por um grupo sediado no Catar, passou a "assoar o nariz em notas de 100". Só para citar algumas das contratações do time que tem Leonardo como novo diretor esportivo: Sirigu (ex-Palermo, por €3,5M), Lugano (ex-Fenerbahce, por €3,5M), Bisevac (ex-Valenciennes, por €3,5M), Sissoko (ex-Juventus, por €7M), Ménez (ex-Roma, por €8M), Matuidi (ex-Saint Etienne, por €10M), Gameiro (ex-Lorient, por €11M) e a mais bombástica das contratações registradas nesta época: o meia argentino Javier Pastore, que veio do Palermo custando €42M.
Javier Pastore no momento de sua apresentação no Paris Saint-Germain: meia argentino de 22 anos chega como contratação mais cara dessa janela de transferências e é a maior esperança da equipe que tem Leonardo como novo diretor esportivo e um investidor disposto a gastar bastante com o clube.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Atual Campeão Vê A Vaga Ir Pelos "Aris"

O Atlético de Madrid, atual detentor do título de campeão na Liga Europa, não conseguiu sequer passar da fase de grupos e já está eliminado da competição. A equipe da capital espanhola foi ao estádio BayArena enfrentar o já classificado Bayer Leverkusen e, mesmo vencendo o jogo, teria que torcer por um tropeço do Aris diante do Rosenborg, em partida jogada simultaneamente na Grécia. Não aconteceu nem uma coisa nem outra: enquanto o Atlético apenas empatou com o clube alemão (resultado que só o classificaria caso o Aris fosse derrotado pelos noruegueses), os gregos fizeram o dever de casa e superaram o Rosenborg com um 2a0. Desta forma, o time de Quique Sanchez Flores fará o caminho inverso para salvar a temporada, dessa vez buscando uma melhor colocação na Liga Espanhola, onde atualmente é 6º colocado. O Leverkusen, vice-líder na Bundesliga, vai dando seqüência à boa temporada e, ao lado do Stuttgart, representará o futebol alemão na competição.

O jogo

Sob um frio de 4º negativos (sensação térmica registrada em -6ºC) e debaixo de uma neve que aos poucos ia esbranquiçando o gramado do BayArena, as equipes dentro de campo também faziam um jogo frio, chegando ao ataque muito ocasionalmente. A primeira intervenção de maiores dificuldades por parte dos goleiros aconteceu aos 19 minutos, com Fabian Giefer (reserva de René Adler) atuando brilhantemente ao defender finalização de Mario Suarez na base do reflexo. Mesmo que a bola entrasse, nada valeria, pois a arbitragem do romeno Alexandru Dan Tudor indicara falta fora do lance, naquela típica marcação pós-cobrança de escanteio que geralmente beneficia o time que está na defesa.

Aos 29 minutos, substituição. Não, nenhum jogador deixaria o campo para a entrada de outro: devido ao solo praticamente todo encoberto pelo branco da neve, saiu a bola branca e entrou a de cor laranja, facilitando a visualização da redonda.

Como se o problema fosse apenas esse, o Atlético de Madrid, subitamente, melhorou na partida. Aos 31 minutos, o português Simão Sabrosa arrancou pela esquerda, chegou na linha final, avançou em direção ao gol e, após ter escapado da marcação de Daniel Schwaab, deu passe açucarado para o uruguaio Diego Forlán, que chutou de primeira mas parou em nova grande defesa de Giefer, que rebateu com a perna esquerda. 6 minutos depois, Diego Forlán se posicionou fora da área em cobrança de escanteio pelo lado direito e, como se a bola procurasse o craque, recebeu a sobra em liberdade e chutou bem, mandando perto da trave direita.

Terminado o primeiro tempo, o intervalo contou com homens que trabalharam na remoção de parte dos flocos de neve, na tarefa de tornar visíveis as linhas brancas que marcam o gramado. Enquanto uns atuavam para melhorar a visibilidade do campo, outros entravam em ação na busca por um futebol mais ofensivo. Com esse intuito, Josef Heynckes preparou uma substituição dupla, mostrando que o Leverkusen, mesmo com o 1º lugar assegurado, iria jogar para ganhar: o meia brasileiro Renato Augusto (sumido do jogo) deu lugar ao atacante Stefan Kiessling, e o defensor Gonzalo Castro deu lugar ao jovem Danny da Costa, que se ainda é relativamente desconhecido do futebol mundial, tinha um cartaz com o seu nome escrito sendo balançado na arquibancada (seria alguma parente do atleta?).

E a primeira chance clara de gol na etapa complementar foi justamente do time da casa: aos 11 minutos, após cruzamento vindo da direita, Patrick Helmes não conseguiu o desvio de cabeça mas a bola acabou voltando nele, que dessa vez chutou em cheio e mandou a laranja perto da trave esquerda. No minuto seguinte, mais Bayer: Hanno Balitsch pegou sobra de bola, escapou da marcação dando um giro com a redonda, chutou à meia-altura e o goleiro David De Gea encaixou.

Após desperdiçar uma chance clara no primeiro tempo, sumir de campo na etapa complementar e ainda manifestar expressão de alguma lesão, Quique Flores decidiu tirar sua maior estrela de campo: aos 21 minutos, Diego Forlán deu lugar ao seu xará brasileiro de sobrenome Costa. E o que estava ruim para os espanhóis, piorou dois minutos após a mexida: na marca de 23 minutos, foi dado um lançamento longo a partir do campo defensivo e, após desvio de cabeça, Helmes chegou na bola antes do colombiano Luis Perea. O defensor ainda tentou cortar o chute com um carrinho, mas antes disso a bola tomou a direção da rede, abrindo o placar em Leverkusen.

3 minutos depois do gol tomado, Flores realizou sua segunda mexida: saiu Simão para a entrada de Francisco Mérida. Para quem encontrava-se no dever de buscar o resultado, uma substituição pouco transformadora, até porque, mesmo sumido, Simão era uma opção ofensiva que parecia necessária ao time. Mas, sem dar tempo a maiores cornetadas, Mérida mostrou-se predestinado: segundos após entrar em campo, o jovem meia catalão revelado nas divisões de base do Arsenal estava no lugar certo e no momento certo para, com um chute mais do que certo, empatar a partida. Tudo começou em um contra-ataque iniciado pelo senhor juíz, que acabou bloqueando uma tentativa de passe de Schwaab. Daí, o Atlético buscou o argentino Sergio Agüero, que recebeu a bola, encarou a marcação dupla de Danny da Costa e do veterano finlandês Sami Hyypiä: a tentativa de desarme do primeiro acabou chegando a Fran Mérida, que mostrou frieza (fácil naquela temperatura) e precisão para, com o pé esquerdo, chutar no contrapé de Giefer e igualar o marcador.

Quem imaginou que daí até o final o Atlético de Madrid iria pressionar na busca pela virada, tomou uma ducha de água fria (ou um floco de neve, algo mais provável naquela condição climática). Helmes teve duas chances de recolocar o Leverkusen na frente, mas numa chutou cruzado para fora e noutra parou em defesa de De Gea. Para não dizer que os espanhóis não levaram perigo, houve uma grande oportunidade aos 43' quando, após cruzamento da esquerda, Agüero chutou, foi travado pelo croata Domagoj Vida, chutou de novo e dessa vez viu a bola subir após desvio que a levou para escanteio. Talvez estivesse faltando a presença de Simão, vai saber.

Se recordar é viver, vale lembrar que esse time eliminado na fase de grupos passou, na temporada passada, pelo Liverpool no estádio Vicente Calderón e garantiu a classificação na prorrogação em pleno Anfield Road. Na final, triunfo sobre o também inglês Fulham. Momentos que Forlán deve guardar com muito carinho na memória. Mas que, por não entrarem em campo, não puderam evitar a abreviada trajetória da equipe nessa mesma competição na presente temporada.

Outros resultados (grupos definidos)

Grupo A: Salzburg (4º) 0a1 (2º) Lech Poznan; e Juventus (3º) 1a1 (1º) Manchester City;
Grupo B: Aris (2º) 2a0 (4º) Rosenborg;
Grupo C: Lille (2º) 3a0 (3º) Gent; e Levski Sofia (4º) 1a0 (1º) Sporting Lisboa;
Grupo G: Anderlecht (2º) 2a0 (4º) Hajduk Split; e AEK (3º) 0a3 Zenit St. Petersburgo;
Grupo H: Stuttgart (1º) 5a1 (4º) OB; e Getafe (3º) 1a0 (2º) Young Boys;
Grupo I: Debreceni (4º) 2a0 (3º) Sampdoria; e PSV (1º) 0a0 (2º) Metalist.

As 24 equipes classificadas (duas de cada uma dos 12 grupos) se juntarão aos terceiros colocados da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa (Twente, Benfica, Rangers, Rubin Kazan, Basel, Spartak Moscou, Ajax e Braga), totalizando 32 times que serão emparelhados em duelos eliminatórios no formato ida-e-volta.

Lembrando que o sorteio com os duelos eliminatórios envolvendo as equipes classificadas está marcado para sexta-feira.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nova Festa Espanhola - Dessa Vez Em Mônaco

A população espanhola está se acostumando a comemorar títulos. Com a seleção, vibraram com a conquista da Eurocopa em 2008, na Áustria, e com a do Mundial nesse ano, na África do Sul. Com o Barcelona a festa foi completa em 2009, já que os comandados de Josep Guardiola faturaram simplesmente tudo o que disputaram, arrebatando 6 canecos (incluindo o do Mundial de Clubes). E eis que hoje, o Atlético de Madrid, atual campeão da Liga Europa, faturou a Supercopa Européia ao vencer a atual campeã da Liga dos Campeões, a Internazionale de Milão, por 2a0, para delírio dos espanhóis que compareceram ao estádio Louis II, em Mônaco.

O jogo

As equipes foram a campo muito semelhantes com suas respectivas formações apresentadas na temporada passada (com as quais faturaram os títulos que as colocaram nessa disputa de Supercopa). A maior mudança estava no comando técnico: o português José Mourinho não mais está na Inter, tendo assinado com o Real Madrid - o espanhol Rafael Benítez, ex-Liverpool, assumiu o posto de treinador nerazzurri. Vale mencionar que haviam 12 jogadores presentes na Copa do Mundo 2010 desfilando seus talentos pelo gramado (Júlio César, Maicon, Lúcio, Walter Samuel, Dejan Stankovic, Wesley Sneijder, Samuel Eto'o, Diego Milito; Diego Godín, Simão Sabrosa, Sérgio Agüero e Diego Forlán).

E foi a equipe milanesa que começou mais incisiva, tendo conseguido 3 arremates ao gol em menos de 4 minutos de partida. Mas a principal chance do início do jogo seria atleticana: aos 5', Simão Sabrosa desceu pela esquerda e colocou na área. Sérgio Agüero se direcionou para completar ao gol mas foi derrubado por Christian Chivu, em penalidade ignorada pelo suíço Massimo Busacca, que não estava longe do lance.

As outras chegadas de destaque na primeira etapa aconteceram em jogada individual de Samuel Eto'o (finalização para fora), em chute de média distância de Paulo Assunção (que desviou e saiu à direita) e em cabeceio de Walter Samuel, que apareceu livre após cobrança de escanteio de Wesley Sneijder mas acabou mandando por cima do travessão.

O 0a0 do primeiro tempo não persistiria na segunda etapa. José Antonio Reyes, aos 14', quase tirou o zero do placar: avançou com a bola dominada e chutou cruzado, obrigando Júlio César a mostrar porque foi eleito o melhor goleiro da Liga dos Campeões na última temporada. 3 minutos depois, não teve jeito: Reyes tabelou com Agüero, se livrou de Maicon e chutou firme, rasteiro, estufando a rede de Júlio César.

Os treinadores, então, resolveram mexer em seus times. Primeiro, Rafa Benítez trocou Stankovic por Goran Pandev, aos 22 minutos. No minuto seguinte, Quique Sánchez Flores tirou o autor do gol (que saiu aplaudido) para a entrada do jovem Francisco Mérida, jóia lapidada por ninguém menos que Arsène Wenger.

Sem ver grande transformação com a substituição promovida, Benítez tentou mudar as coisas trocando Sneijder por Philippe Coutinho, aos 33', em alteração muito pouco ousada para o que o contexto propunha. Aos 36', Quique Flores também realizou a segunda troca: saiu Diego Forlán (que aparentava estar subindo de produção justamente naquele momento do jogo, tendo dado dois chutes que pararam em defesa de Júlio César) e entrou José Manuel Jurado. E, no lance seguinte, brilhou a estrela de Agüero: Simão desceu pela esquerda e centrou com cruzamento rasteiro, encontrando o argentino soltinho para completar e marcar o segundo.

Com 42 minutos, a Internazionale teve a chance de entrar novamente no jogo quando Raúl Garcia cometeu pênalti em Pandev. Milito foi pra cobrança mas David De Gea, de 19 anos, saltou para defender e conservar a vantagem de dois gols. Se o arqueiro espanhol correspondeu para garantir o resultado, não devemos ignorar a atuação do zagueiro colombiano Luis Perea, de 31 anos, um gigante na marcação, aliando velocidade com precisão no desarme e no tempo de bola.

O apito final selou o primeiro título de Supercopa Européia na história do alvirrubro da capital espanhola, evitando que a Internazionale conquistasse outro título seguido (faturou a Tríplice Coroa na temporada passada), num troféu que também lhe seria inédito.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Na Noite De Hamburgo, Brilha A Estrela De Forlán

Após eliminação na fase de grupos na Liga dos Campeões, título na Liga Europa salva a temporada atleticana.

Jogo de ida pela semifinal da Liga Europa (UEFA Europa League): vitória por 1a0 sobre o Liverpool, em Madrid, gol dele.

Jogo de volta, em Liverpool, jogo na prorrogação (2a0 para os donos da casa), e o Atlético alcança o gol salvador, marcado por ele.

Finalíssima da competição européia, em Hamburgo, e eis que o Atlético de Madrid conquista uma vitória por 2a1. Os 2 gols? Dele.

Ele é uruguaio de Montevidéu, completa 31 anos de idade na próxima quarta-feira, e chama-se Diego Martín Forlán Corazo. A partir de hoje, é sem dúvida alguma um dos jogadores mais importantes da história do Atlético de Madrid.

No HSH Nordbank Arena, em Hamburgo, estavam presentes duas equipes que ocupam posições intermediárias em suas ligas nacionais. O Atlético entrará em campo pela última rodada no Campeonato Espanhol na 9ª posição enquanto o Fulham, de Londres, fechou sua participação na temporada inglesa com um 12º lugar. E foi no 12º minuto de jogo que Diego Forlán começou a mostrar seu cartão de visitas: recebeu na área, chutou cruzado e carimbou a trave do goleiro australiano Mark Schwarzer. O Atlético se impunha quando tinha a bola e José Antonio Reyes cobrou falta com precisão, próxima ao ângulo esquerdo de Schwarzer, que defendeu bem. Na marca de 31', não teve jeito: Reyes lançou para o português Simão Sabrosa que, de primeira, passou para Sérgio Agüero. O argentino tentou a finalização, mas o chute saiu torto e acabou encontrando, em posição duvidosa, Diego Forlán, que completou para o fundo do gol. Estava inaugurado o placar em Hamburgo.

Porém, o Fulham conseguiu empatar logo depois: aos 36', Bobby Zamora recebeu na área, fez muito bem o papel de pivô, a bola foi parar no flanco direito para o húngaro Zoltan Gera e de seus pés saiu um cruzamento que, após leve desvio na zaga espanhola, chegou caprichosamente ao alcance de Simon Davies, que emendou de voleio para marcar belo gol.

No segundo tempo, o treinador do Fulham, Roy Hodgson, decidiu deixar o time mais leve, substituindo Zamora para dar lugar ao estado-unidense Clint Dempsey, aos 10'. O Fulham até parecia mais arisco nos contra-ataques, mas não tinha poder de penetração. Quique Sánchez Flores trocou Simão por José Manuel Jurado (aos 23') e 10 minutos depois tirou Reyes para colocar Eduardo Sálvio. As jogadas atleticanas que mais levavam perigo passavam quase que obrigatoriamente pelos pés de Agüero, que deu muito trabalho ao sistema defensivo do clube londrino. O irlandês Damien Duff, pouco produtivo, deu lugar ao norueguês Erik Nevland aos 39 minutos.

Na prorrogação, Diego Forlán protagonizou a mais perigosa jogada do primeiro tempo: partiu com a bola dominada, se livrou da marcação, foi à linha-de-fundo e tocou para trás. A bola passou entre as pernas de Aaron Hughes e encontrou Agüero que, caído, esticou a perna e completou para a rede pelo lado de fora. Na segunda etapa da prorrogação, o Atlético seguia sendo a equipe que parecia mais determinada a decidir o jogo sem necessitar da disputa por pênaltis. Por falar em "decidir", adivinhe quem apareceu aos 115' para completar cruzamento rasteiro de Agüero? Ele. Diego Forlán. A vitória do clube espanhol foi justa: chutou mais vezes a gol (10 contra 3), teve maior posse de bola (53%) e contava com alguém que parece ser predestinado a brilhar quando mais se precisa dele. O nome dele você já sabe.

Forlán e Agüero, dupla de ataque sul-americana, festeja o gol marcado com 115 minutos de jogo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sem Torres, Rafa Benítez Leva Xeque-Mate De Quique Flores

No encontro entre duas equipes eliminadas prematuramente na Liga dos Campeões da Europa, o Atlético de Madrid foi ao Anfield Road e conquistou, na prorrogação, a classificação para a final da UEFA Europa League 2009-10. Tudo leva a crer que os dias de Rafael Benítez no comando do Liverpool estejam contados e expirem ao término da atual temporada, onde o clube fracassou em todas as competições que disputou, ficando inclusive fora da zona de classificação para a próxima edição da Liga dos Campeões.

Os "Reds" foram a campo com improvisações em ambas as laterais: o direito Glen Johnson jogou pelo lado esquerdo, com o volante Javier Mascherano atuando na lateral direita - função que exerceu muito bem. A pouca inspiração de Steven Gerrard aliada a partida apagadíssima de Ryan Babel foram determinantes negativos para um time que, claramente, mostra-se dependente de seu principal jogador, Fernando Torres, ausente por lesão. Mesmo assim, a equipe da casa chegou ao primeiro gol: Alberto Aquilani finalizou com categoria jogada iniciada pelo flanco direito, aos 44 minutos da etapa inicial. Antes disso, aos 30', Daniel Agger já havia balançado as redes, mas o auxiliar foi competente ao flagrar impedimento do dinamarquês.

Na etapa complementar, as equipes criaram algumas chances, mas aparentemente ambos se mostravam satisfeitos com o fato de a partida encaminhar para a prorrogação. A primeira substituição aconteceu somente aos 89', quando Benítez tirou o autor do gol Aquilani para colocar o marroquino Nabil El Zhar.

Prorrogação iniciada e o Atlético de Madrid mostrava-se mais inteiro fisicamente. A torcida do Liverpool até tentava empurrar o time entoando aqueles cânticos sensacionais, como o "You'll Never Walk Alone", mas a verdade é que o time da capital espanhola se mostrava bem a vontade pelo gramado inglês. Porém, o Liverpool conseguiu achar o 2º gol: Lucas deu lindo passe para Yossi Benayoun, que chutou cruzado, superando o jovem goleiro David De Gea, aos 95'.


Yossi Benayoun comemora o gol: precisava tirar o israelense, senhor Benítez?

O treinador Quique Flores não pestanejou e fez uma substituição muito inteligente, tirando o volante Paulo Assunção (pendurado com um cartão amarelo) e colocando o meia José Manuel Jurado (que fez uma boa partida de ida, tendo dado a assistência para o único gol naquele encontro). A partir daí, o Atlético passou a ter a bola nos pés e criou 3 chances de gol em 5 minutos. Na 3ª delas, aos 102', a bola encontrou o uruguaio Diego Forlán livre na área. E não deu outra: bola na rede.


Diego Forlán vibra com o gol: uruguaio marcou também no jogo de ida, no Vicente Calderón.

No segundo tempo da prorrogação, Rafael Benítez se superou na arte de fazer substituições incompreensíveis: aos 110', trocou Mascherano por Phillip Degen e aos 114' tirou de campo Benayoun (que marcara gol na prorrogação!) para pôr Daniel Pacheco. Entre uma cagada e outra, aos 112', o Atlético de Madrid quase definiu o jogo, mas Simão Sabrosa chutou para fora uma grande oportunidade após contra-ataque fulminante.

Nos últimos minutos, o Liverpool não mostrava poder de criação para colocar alguém em boas condições de fazer o gol salvador, e o Atlético de Madrid conseguiu manter a bola longe da sua meta, aguardando pelo apito final que o colocou, pela primeira vez na história, numa decisão de UEFA. O adversário será o Fulham, que virou o jogo pra cima do Hamburgo, em Londres. Os visitantes saíram na frente numa linda cobrança de falta de Mladen Petric, aos 22 minutos de jogo. Na segunda etapa, Simon Davies fez um golaço, com direito a chapéu no marcador adversário, aos 69'. Com 76', Zoltan Gera virou o jogo e levou a galera presente no Craven Cottage à loucura. O Hamburgo acaba lamentando o desperdício da oportunidade de decidir uma competição continental dentro de seu campo, já que o HSH Nordbank Arena tinha sido o estádio escolhido como sede da grande final desse ano.


Irlandês Damien Duff protege a bola de Zé Roberto: Fulham está na finalíssima.

Hoje, não me atrevo a dar um palpite para esse Fulham e Atlético. O que posso antecipar é que gostei muito de ver os comandados de Quique Flores em ambas as partidas diante do Liverpool. Trata-se de um time leve e que tem muita facilidade em chegar ao ataque, contando com um zagueiro de muita qualidade (o colombiano Perea) e um goleiro promissor, anotem o nome do jogador espanhol de 19 anos: David De Gea. Não vi o Fulham jogar nessa atual temporada, mas os resultados que o clube conquistou na Liga Europa são bastante interessantes, como por exemplo a virada aplicada nas oitavas-de-final: perdeu o jogo de ida pra Juventus por 3a1, perdia por 1a0 dentro de casa, mas conseguiu a classificação com uma goleada por 4a1!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vulcão Islandês E Liga Europa Pegando Fogo

As equipes inglesas tiveram que se virar para fazerem suas respectivas viagens pelos jogos de ida nas semifinais da Liga Europa 2009-10. Após a erupção vulcânica localizada sob a geleira Eyjafjallajoekull (não peça para pronunciar isso), na Islândia, o tráfego aéreo europeu foi suspenso em diversos territórios. A equipe do Barcelona, por exemplo, chegou a Milão na terça-feira após dois dias de viagens por terra para cumprir o compromisso diante da Internazionale.

Se o Liverpool demorou 24 horas para chegar à capital espanhola, o Atlético de Madrid não precisou de 9 minutos para marcar o gol da vitória: Diego Forlán recebeu cruzamento de José Manuel Jurado, cabeceou de forma atabalhoada, mas teve o oportunismo de chutar a bola antes de o goleiro Pepe Reina poder interceptá-la. O Liverpool empataria ainda na primeira etapa, com Youssi Benayoun. Mas o auxiliar interpretou como impedimento a posição do israelense: vi a repetição do lance diversas vezes e, mesmo em câmera lenta e congelando a imagem, não consigo ter uma convicção se a posição era legal ou não (que o diga o bandeirinha, que tem uma fração de segundo para tomar uma decisão).


Forlán não teve grande atuação, mas conseguiu o que se espera de um atacante: gol.

Na segunda etapa, a melhor chance de gol foi dos donos da casa. O zagueiro colombiano Luis Amaranto Perea - um gigante na marcação - recuperou bola na defesa, passou pra Tomás Ujfalusi, que cruzou na área. Simão Sabrosa finalizou e Reina fez bela defesa, mandando a bola para escanteio. O 1a0 mantém a escrita de o Atlético jamais perder para ingleses no estádio Vicente Calderón. Vale dizer que nem Sérgio Agüero, suspenso, e Fernando Torres, machucado, jogaram essa partida. O jogo de volta será em Anfield Road, e parece difícil imaginar que o Liverpool consiga, sem Torres, marcar os gols que lhe garantirão a classificação para a final.


Ruud Van Nistelrooy pouco pôde fazer diante da marcação do Fulham.

No HSH Nordbank Arena, palco da final em 12 de maio, o Hamburgo recebeu o Fulham. A equipe inglesa não teve vergonha de armar um ferrolho e acabou conseguindo aquilo que queria: manter o placar inalterado. A partida de volta será em Craven Cottage e a expectativa é que a equipe inglesa parta pra cima buscando o resultado que lhe dê o direito de retornar àquele estádio, mas para enfrentar o vencedor de Liverpool e Atlético de Madrid. Empate com gols dá a vaga na final para a equipe alemã.