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sábado, 14 de agosto de 2021

Manchester Goleia O Leeds United Com Atuações Gigantes De Bruno Fernandes E Paul Pogba

A Premiership (vulgo Campeonato Inglês) está de volta. E voltou com força total, no embalo de uma atuação formidável do Manchester United diante do Leeds United, no tradicional Clássico das Rosas - que marca a rivalidade entre duas cidades que ficam a menos de trinta quilômetros de distância uma da outra.

Infelizmente, o estádio Old Trafford estava praticamente lotado de torcedores desmascarados. É a evidência máxima do quanto a humanidade não está sabendo/querendo enfrentar a pandemia de SARS-CoV-2. Um ambiente como esse se torna uma potencial fábrica de novas variantes, mostrando que a saúde pública está sendo solenemente subjugada pela indústria do entretenimento. Lembrando que dois atletas do time da casa sequer foram relacionados por estarem em tratamento contra a COVID-19. Um contrassenso total a aglomeração, sobretudo quando é plenamente desnecessária.

No primeiro tempo, o escocês Scott McTominay e o português Bruno Fernandes se destacaram no setor de meio campo, conseguindo protagonizar boa parte das principais aproximações ao gol. E foi numa jogada envolvendo os dois que o Manchester conseguiu abrir a contagem aos vinte e nove minutos: McTominay passou para Paul Pogba e o francês agiu rápido e de forma inteligente para, com um único toque na bola, deixar Bruno Fernandes em ótima condição. O lusitano chutou, o goleiro Illan Meslier ainda conseguiu tocar com a perna direita, mas não evitou que a bola entrasse.

Veio o segundo tempo e com ele uma chuva de gols. Logo aos dois, Luke Ayling recebeu de Stuart Dallas e acertou chute espetacular, cruzado, estufando a rede no canto direito sem dar qualquer possibilidade de defesa para David De Gea. Golaço para empatar a partida.

Só que mal houve tempo para a equipe visitante celebrar a retomada da igualdade no placar. Aos seis minutos, Mason Greenwood desempatou; e aos oito, Bruno Fernandes ampliou. O que os gols tiveram em comum? Ambos saíram após assistências de Pogba.

O Leeds, que tinha dificuldades de impôr seu jogo, ficou absolutamente desnorteado. Coube ao Manchester aproveitar a situação e manter a intensidade no campo ofensivo. Aos catorze, Victor Lindelöf acionou Bruno Fernandes e o camisa dezoito anotou seu terceiro gol no jogo - o quarto do United.

Em condições normais numa partida de futebol, geralmente um cara que atua com protagonismo e marca três gols no mesmo jogo é naturalmente apontado como o melhor jogador em campo. Só que não nesse catorze de agosto de dois mil e vinte e um. Havia um atleta atuando de forma sobrenatural: aos vinte e três, Pogba recebeu pela esquerda e, com um passe preciso, serviu o brasileiro Fred, que concluiu de primeira para marcar o quinto gol do Manchester United em Old Trafford. Era simplesmente a quarta assistência do francês na partida. Sabe lá o que é isso? É, em sessenta e sete minutos de jogo, um número de assistências maior do que todas as que ele realizou nas duas últimas edições da Premier League.

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Bruno Fernandes, autor de três gols, aponta para Paul Pogba, que deu quatro assistências no jogo. Imagem extraída de ManUtdTimes.


Daí para o final, foi basicamente um ritmo de festa. Ole Gunnar Solskjaer promoveu a estreia de Jadon Sancho, a torcida ovacionou Pogba quando deixou o campo, houve tempo para gritar "olé" durante algumas trocas de passe e uma verdadeira euforia nas arquibancadas desmascaradas. Fica uma expectativa alta para o que possa vir a ser a temporada do United, notadamente pela recente contratação de Raphaël Varane, que deverá fortalecer ainda mais o sistema defensivo. Isso sem falar em jogadores ausentes por motivos diferentes mas que adicionam bastante qualidade ao time, como Alex Telles, Marcus Rashford e Edinson Cavani.

Quanto ao Leeds de Marcelo Bielsa, certamente é uma equipe que tem muito mais a oferecer. Kalvin Phillips, poupado após jogar intensamente a última temporada - que foi esticada na campanha vice-campeã inglesa na Eurocopa - é um cara que sobe o nível de competitividade do time quando está em campo. Raphinha, finalmente convocado por Tite para a seleção brasileira, não esteve nos seus melhores dias e também tende a evoluir. E se por um lado o plantel perdeu o macedônio Ezgjan Alioski (negociado com o Al-Ahli, da Arábia Saudita), por outro, o recém-contratado Héctor Junior Firpo Adames, nascido há vinte e quatro anos na República Dominicana e naturalizado espanhol, mostrou qualidade depois que foi colocado no gramado. Nas mãos do mestre Bielsa, tem tudo para se tornar um jogador bastante interessante.

sábado, 19 de agosto de 2017

Manchester United: Eficiente Mas Ordinário

Ao ler a escalação e observar a distribuição posicional dos jogadores do Manchester United para o jogo com o Swansea City, em Gales, criei imediatamente a expectativa de assistir uma grande partida da equipe comandada por José Mourinho. Afinal, um time com Valencia na lateral-direita, além de Matic, Pogba, Mata e Mkhitaryan no meio precisaria de mais o quê? Um exímio centroavante como Lukaku? Resposta: precisaria de um treinador pra fazer esse time render.
Lukaku comemora e United goleia novamente. Imagem extraída de Stepzan.com

Não se iludam com o placar de 4a0. Enganoso é pouco para descrever este resultado com base no que aconteceu de fato e de direito no decorrer da partida no Liberty Stadium. A inauguração na contagem deu-se aos quarenta e quatro minutos no primeiro tempo, em lance de bola parada (gol de Bailly). Só que antes disso, por volta dos trinta de jogo, Paul Pogba deveria ter sido expulso de campo - mas o árbitro Jonathan Moss não teve coragem nem juízo para aplicar o segundo cartão amarelo ao segundo jogador mais caro da história do futebol mundial.

E lá ia o jogo no segundo tempo. O Swansea firme na defesa. O United previsível com a posse de bola. O jogo de baixa qualidade. Talvez fosse um entretenimento menos empolgante do que uma partida de "pinball": pelo menos nessa modalidade famosa nos fliperamas, o objetivo é de fato jogar a esfera pra cima.

Até os trinta e quatro, persistia o um a zero. Mais persistente que isso era a escassez criativa, a falta de jogadas mais elaboradas, a ausência de uma atuação condizente a um elenco tão caro quanto esse que tem sede em Old Trafford. Até que, não mais que de repente, abriu-se um latifúndio no gramado galês. Por ele, penetraram Lukaku (esbanjando seu habitual oportunismo), Pogba (que nem era para estar em campo, né, juizão?) e Martial (que entrara no lugar de Rashford e não precisou de dez minutos para marcar).

Mais um 4a0 para o Manchester United, que aplicara esta mesma goleada na estréia diante do West Ham. Mas não se engane: a julgar pela partida com o Swansea, não há razões para empolgações. É, sem dúvidas, um time competitivo. Porém, exigir mera competitividade de um plantel desse nível é menosprezar a capacidade do futebol ser um esporte que pode ser bem jogado.

domingo, 24 de agosto de 2014

Sunderland E United Empatam - E O Que David Moyes Tem A Ver Com Isso?

Imagem extraída de MaisFutebol.
A decepcionante temporada 2013-4 vivida pelo Manchester United causou desconfortos na diretoria. Tanto é que, após o clube dar grande longevidade ao então aposentado (Sir) Alex Ferguson, seu compatriota David Moyes foi sumariamente demitido em pleno primeiro ano de Old Trafford.

Ryan Giggs assumiu interinamente e, depois, veio o anúncio da contratação do renomado técnico holandês Louis van Gaal, atual terceiro colocado com a seleção de seu país no Mundial-2014. Só que as fragilidades da equipe vermelha (que hoje jogou de azul), continuam escancaradas. Então, surge uma pergunta essencial: tem culpa o David Moyes pelo mau início de temporada atual? (Favor ler essa pergunta uma vez com seriedade e outra em tom irônico)

Podemos desdobrar a resposta por caminhos diferentes. O primeiro é o evasivo "está apenas começando o trabalho de Van Gaal", que sugere cautela para afirmar qualquer coisa a essa altura (de duas rodadas) do campeonato. Gosto desse tipo de abordagem, pois trabalho de treinador de futebol necessita de uma análise de longo prazo, o que é ainda impossível de se fazer no caso do United. Já o segundo caminho é refletir sobre o elenco do clube e sobre os trabalhos dos escoceses que antecederam o holandês que hoje senta na poltrona de reservas. Vejamos bem, por mais que houvesse toda uma idolatria em torno de Ferguson - o que se justifica muito mais pelos resultados do que pelas atuações -, é necessário desconstruir alguns mitos em torno do lendário técnico, cuja história se confunde com a do próprio clube. Assisti diversas partidas monótonas e vazias de inspiração do Manchester de Ferguson que terminaram com goleadas da equipe e a euforia dos adeptos. Cultura do resultado corroborando um pragmatismo que não costuma deixar grandes legados, embora muitas das vezes preencha salas de troféus com objetos dos mais cobiçados. Ferguson foi, sem dúvida, um vencedor. Ponto. Veio Moyes e os resultados não apareceram. Sequer deram tempo para que pudessem aparecer. É como se o próprio indivíduo contratado - e que foi indicado pelo próprio Alex Ferguson - já não mais inspirasse confiança, apesar da elogiada longa passagem pelo Everton.

Van Gaal chegou. Hoje, o Manchester United teve em campo um time com os ótimos Juan Mata (autor do gol), Wayne Rooney (que buscou jogo) e Robin van Persie (pouco produtivo no meio da bem compactada defesa do Sunderland). Três ótimos jogadores, faço questão de repetir o adjetivo. Mas o resto da equipe é de nomes de times médios. A zaga tem uma dificuldade bizarra de sair jogando com a bola no chão. O meio carece de criatividade. Pelos flancos, Valencia e Young transpiram litros mas raramente encontram com quem dialogar. O equatoriano até conseguiu descolar um cruzamento que terminou no gol do espanhol, mas se a partida tivesse mais duas horas de duração, era mais fácil o dedicado jogador morrer do coração do que conseguir qualquer outra coisa.

É evidente que a especulação em torno do nome do argentino Ángel di María, caso se concretize, dará um salto de qualidade para a equipe. Mas quero frisar que é tão prematuro afirmar hoje que a culpa seria de Van Gaal quanto o foi criticar o trabalho de Moyes até o momento de sua demissão. Mais que prematuro, é um conceito injusto.

Depois de ver anos e anos do United sob o comando de Ferguson, cheguei a algumas conclusões. Elas giram em torno do fato de que Ferguson conseguiu dar um padrão de jogo à equipe, entrosando todos os setores e expondo sua filosofia de jogo materializada no desempenho de seus atletas. Sem jamais encantar. Ou melhor, sem jamais me encantar. Com uma mentalidade vencedora e uma liderança pela disciplina, Ferguson fez o suficiente para entrar na história. Seus números impressionam e diante deles não há como argumentar em contrário. Minha crítica é muito mais pelos procedimentos do que pelos resultados, pelas formações táticas do que pelo fruto matemático de suas escolhas. De Van Gaal espero algo diferente. Os times que vi de Van Gaal me deram mais prazer de assistir do que o Manchester United. Não sei se isso dará aos adeptos o mesmo volume de títulos que eles ficaram acostumados noutros tempos. E torço para que isso seja o menos importante nessa história: é preciso dar tempo ao tempo e entender que o futebol está muito além dos números.

Acredito que a primeira coisa que o Manchester United esteja precisando nesse momento é se libertar de sua própria história. Do contrário, a melhor alternativa para perpetuar aquele jeito de jogar - e ganhar - seja convidando Ferguson a desistir da aposentadoria. Mas uma convicção eu tenho: ele, inteligente que é, não toparia.

Sobre o Sunderland

Gostei da consistência tática da equipe comandada pelo uruguaio Gustavo Poyet. Sem nenhum grande nome no elenco, conseguiu jogar de igual para igual diante de um adversário que veste uma camisa pesada e que, pelo menos em teoria, tinha a obrigação da vitória. Mas a partida que terminou empatada no Stadium Of Light ficou perto de ter um vencedor menos provável. O lance em que Wickham chapelou um adversário teria sido antológico caso terminasse em gol, mas acabou saindo em escanteio por detalhe. Rodwell, investimento de dez milhões de libras (muita grana em se tratando de Sunderland), marcou o único gol dos donos da casa. O goleiro italiano Vito Mannone, que poucas chances teve nos tempos de Arsenal, mostrou segurança. Até como líbero saiu-se bem, merecendo uma réchi tégui #MannoNeuer. No final, a entrada do estadunidense Altidore no lugar do escocês Fletcher ainda causou mais tormentos ao miolo de zaga visitante. Wes Brown e John O'Shea, que já vestiram a camisa do Manchester United, contribuíram num sistema defensivo sólido e que raramente se deixou envolver. Talvez, se Giaccherini estivesse à disposição do treinador Poyet, a essa altura o telefone de Ferguson pudesse estar tocando. (Favor ler essa última frase obrigatoriamente em tom irônico. Sério)

domingo, 16 de março de 2014

Campeonato Inglês Do Equilíbrio: 4 Equipes Buscam O Título

Old Trafford e White Hart Lane receberam dois clássicos nesse domingo. E em ambos os estádios, a festa foi dos visitantes, com a goleada do Liverpool sobre o Manchester United (3a0) e a vitória do Arsenal sobre o Tottenham (1a0).

A corrida pelo título inglês na presente temporada fica restrita a quatro clubes: o Chelsea (atual líder), o Liverpool (vice-líder e que vem mostrando atuações sólidas), o Arsenal (atual terceiro colocado e esbanjando determinação mesmo com muitos desfalques) e o Manchester City (em quarto lugar e sendo a equipe com melhor índice de aproveitamento no torneio).

Em Manchester, o Liverpool foi melhor que o United a maior parte do tempo. Mostrou maior articulação ofensiva, maior capacidade de manter a defesa protegida e as atuações dos goleiros confirmam tais afirmações: De Gea teve muito mais trabalho que Mignolet. A vitória foi construída na base dos pênaltis: dos três assinalados (dois reais e um simulado), Gerrard converteu os dois primeiros e desperdiçou o último, quando carimbou a trave. No final, o terceiro gol veio com Luis Suárez, que teve mais uma bela atuação e só não anotou um golaço porque De Gea impediu de maneira espetacular.

Em Londres, o Arsenal teve a felicidade de abrir o placar cedo. Muito cedo. Foi o gol mais rápido na história do confronto entre Tottenham e Arsenal pelo Campeonato Inglês: um minuto e doze segundos após o apito inicial, Rosicky abriu o placar no clássico da capital. O Tottenham até teve algumas chances claras de empatar a partida, mas parou na bem preparada defesa do Arsenal e também no goleiro Szczesny, que alternou momentos de quase entregar o ouro com defesas providenciais para manter a meta inviolável.

Se Liverpool e Arsenal mostram-se firmes na disputa pelo troféu na Premiership, resta a Manchester United e Tottenham tentar um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa - o Everton também é forte concorrente nessa empreitada continental. E se emoção pouca é bobagem, veja só alguns dos jogos que teremos pela frente nas próximas rodadas.

31ª rodada: Chelsea e Arsenal
32 rodada: Liverpool e Tottenham; Arsenal e Manchester City
33ª rodada: Everton e Arsenal
34ª rodada: Liverpool e Manchester City
35ª rodada: Everton e Manchester United
36ª rodada: Liverpool e Chelsea
37ª rodada: Everton e Manchester City
38ª rodada: cada um por si e de olho nos jogos dos outros pra ver como termina a tabela.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Chelsea Vence United Em Old Trafford - E Sem Levar Gol

Por mais que já tivesse o título assegurado, o Manchester United de Alex Ferguson tem no seu DNA o hábito de buscar a vitória. Ainda mais se tratando de um clássico em Old Trafford. Nesse estádio, a equipe da casa marca pelo menos um gol por jogo de Campeonato Inglês desde 2009 (66 partidas em sequência). Então, apareceu o Chelsea de Rafa Benítez para acabar com a série: com uma vitória por 1a0, os Azuis deram mais um importante passo em direção à próxima Liga dos Campeões da Europa, torneio no qual é atual campeão e teve o dissabor de ser o primeiro clube a, nessa condição, ser eliminado logo na fase de grupo. Um impacto tão forte que gerou a demissão de Roberto di Matteo e o anúncio de Rafa como treinador interino. Só que o interino vai muito bem, obrigado: é finalista na Liga Europa (pode ser bicampeão europeu se vencer o Benfica) e está muito perto de garantir um lugar entre os quatro primeiros na Inglaterra. O espanhol já disse que não permanecerá como funcionário de Roman Abramovich na próxima temporada e especulações apontam o retorno de José Mourinho a Stamford Bridge. Só que isso é mera especulação. A realidade atual é que o Chelsea conseguiu desbancar o United em pleno Old Trafford jogando melhor que o adversário (ou pelo menos criando mais chances claras de gol) e que, apesar do tanto de críticas que caem sobre Benítez, ele conseguiu levantar a moral de um grupo que tinha todos os ingredientes para caminhar para um desfecho de temporada melancólico.

O gol da partida foi marcado por Juan Manuel Mata, aos quarenta e um minutos no segundo tempo, em jogada com participação importante do brasileiro Ramires. Brasileiros, aliás, não foram poucos em campo: o Manchester entrou com Rafael e Ânderson enquanto o Chelsea foi com David Luiz, Ramires e Oscar, todos titulares. Ânderson, discreto, acabou sendo substituído no segundo tempo. David Luiz participou bem e Oscar procurou jogo (embora sem brilho). Ramires foi talvez o mais efetivo destes, mas Rafael... ah, Rafael... com esse temperamento fica difícil - para não dizer impossível - vê-lo resistir por muito tempo como titular num time de ponta. Não é a primeira vez que
o jovem lateral criado em Xerém (divisões de base do Fluminense) se destemperou numa situação adversa. O futebol e o esporte em geral necessitam de atletas com preparo técnico, físico e psicológico. E talvez o último seja o mais importante, pois é o único capaz de comandar os outros dois aspectos. E Rafael, definitivamente, está fora de controle.

domingo, 28 de abril de 2013

Com Van Persie Protagonista, United Empata Com Arsenal Em Londres

Além do fato de Arsenal e Manchester United ser um jogo interessante por si só, o "fator Van Persie" tornou a partida na capital inglesa especial. Era o retorno do atacante holandês ao estádio do ex-time, dessa vez vestindo a camisa do rival campeão por antecipação na rodada anterior. Como pedia os bons costumes britânicos, o time visitante foi recebido com aplausos dos anfitriões, em celebração à conquista nacional confirmada com os 3a0 sobre o Aston Villa. Mas quem disse que os comandados de Alex Ferguson iam a campo sem qualquer motivação? A tal "mentalidade vencedora" esteve presente e o time jogou com dedicação em Londres. O destaque foi ele: Robin van Persie. Para o bem e para o mal. Não há como falar desse encontro de gigantes sem citar o ex-jogador do Arsenal.

Já com um minuto de partida, Van Persie foi chamado a participar. Vaias ressoaram no Emirates. E Van Persie falhou, perdendo a bola no meio-campo e dando o contra-ataque ao adversário, que foi avassalador desde o início do lance até a conclusão, com Walcott recebendo de Rosicky e marcando 1a0 em posição irregular.

Os donos da casa eram melhores e, além de criar chances, conseguiam de certa forma manter Van Persie mais ou menos sob controle. Mais ou menos pois estamos falando de um jogador versátil, ágil, habilidoso, com vários mecanismos para se desvencilhar da marcação oponente. Mas o fato é que o Arsenal jogava melhor. Só que mesmo jogando melhor, não se pode vacilar diante dos campeões. Muito menos diante dos campeões com o goleador na competição. E Sagna cometeu um erro duplo: entregou a bola para Van Persie e, na tentativa de recuperação, cometeu pênalti. O próprio Van Persie cobrou e empatou, aos quarenta e três.

No segundo tempo, o jogo continuou interessante. Cazorla e Giggs foram alguns dos que tiveram oportunidades de gol que por pouco não se concretizaram. Mas quiseram os deuses do futebol que o placar persistisse idêntico ao do intervalo. 1a1, com Van Persie vacilando e aproveitando o vacilo alheio. Não comemorou o gol marcado, em respeito a uma torcida que não cessou em vaiá-lo a cada toque na bola. Mas deve ter saído contente de sua antiga casa. Já Sagna, duvido.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

Fazendo sua parte dentro de campo em meio a dois torneios onde os teoricamente favoritos vêm sendo surpreendidos, o Manchester United se aproxima de dois títulos ingleses nessa temporada.

No dia vinte e seis de janeiro, sábado, os comandados de Alex Ferguson golearam o Fulham por 4a1 e avançaram na Copa da Inglaterra, torneio em que, naquele mesmo final-de-semana, equipes como Tottenham e Liverpool deram adeus ao serem derrotadas para Leeds United e Oldham Athletic. Na fase oitavas-de-final, o Manchester United receberá o Reading em Old Trafford, num duelo agendado para o dia dezoito de fevereiro.

Por mais bem-vindo que seja o título no mais antigo torneio de clubes do mundo, não há dúvidas de que o clube prioriza a conquista na Premiership. E, a julgar pelo desempenho do United e do concorrente ao título, é apenas uma questão de rodadas para a conquista ser celebrada. Concorrente ao título no singular, sim, pois a diferença para o terceiro colocado é de dezesseis pontos, o que praticamente tira o Chelsea da disputa - são nove pontos de distância em relação ao vice-lícer, Manchester City.

Na quarta-feira, dia trinta de janeiro, o United venceu o Southampton por 2a1, fazendo o dever de casa. Três dias depois, no sábado, dia dois de fevereiro, tratou de vencer o Fulham (aquele mesmo, que enfrentara pela fase dezesseis-avos-de-final na Copa Inglesa), por 1a0, em jogo com direito a queda de energia no estádio Craven Cottage. Pode cair a energia em estádio britânico, em Super Bowl estadunidense, mas parece que o que não cai é a invencibilidade da equipe, que nesse momento está em treze jogos consecutivo (a última foi para o romeno Cluj, na fase de grupos na Liga dos Campeões da Europa, em cinco de dezembro de dois mil e doze).

Longe de ser um time que encante - ou que pelo menos me encante -, há que se reconhecer, porém, a competitividade e regularidade dessa equipe, que deve ser levada em conta como candidata ao título em qualquer competição que participe. Principalmente quando os concorrentes vacilam...

Jogada da semana

Na Itália, a Juventus continua na liderança na Série A nacional, agora com o Napoli no encalço na disputa pelo Scudetto. Como os napolitanos venceram o Catania no sábado (dia dois), a Juve foi até Verona no domingo (três) precisando vencer para reestabelecer a diferença de três pontos. E venceu, 2a1. Destaque para o segundo gol, marcado pelo suíço Stephen Lichtsteiner em assistência de Sebastian Giovinco. E que assistência. É basicamente por ela que esse vídeo se faz presente. Curiosamente, não é a primeira vez que um gol de Lichtsteiner com a camisa juventina aparece como destaque na semana. Relembre esse tópico, com vídeo da assistência de Mirko Vucinic.

Dessa vez, com vocês, o passe de Giovinco para o segundo gol da Vecchia Signora.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Merecia Uma Prorrogação

Os 20650 espectadores que compareceram ao Liberty Stadium, no País de Gales, puderam assistir o que deve ter sido um dos melhores jogos nessa edição de Campeonato Inglês. Situado no meio da tabela, o Swansea recebeu o líder isolado Manchester United. E o resultado foi o primeiro empate dos comandados de Alex Ferguson nessa temporada. Melhor para o Swansea, que suportou uma pressão incrível nos minutos finais, e para o Manchester City, que pouco antes havia vencido o lanterna Reading (1a0, com gol polêmico aos quarenta e seis minutos no segundo tempo), encurtando para quatro pontos a diferença na ponta de cima da tabela.

Foi uma partida franca desde o início, com os dois times mostrando disposição em atacar e chegar ao gol. Os centroavantes Miguel "Michu" Cuesta (onze gols na competição) e Robin van Persie (doze gols marcados no torneio) participavam ativamente nas jogadas de ataque e mostravam que não era obra do acaso o fato de serem os dois principais goleadores na Premiership. Mas haviam outros personagens relevantes numa partida altamente movimentada. O goleiro Michel Vorm retornava à meta após lesão que o mantinha afastado desde setembro. O zagueiro Nemanja Vidic, que entrou no segundo tempo diante do Sunderland, reassumiu o posto de titular após período parado por contusão, completando 250 jogos com a camisa do United. Kemi Agustien, Jonathan De Guzman, Wayne Routledge e Nathan Dyer ajudavam os donos da casa a apresentar grande volume de jogo (terminando o primeiro tempo com mais posse de bola que o adversário). Mas o adversário era o potente Manchester United, que contava com elementos da qualidade de Antonio Valencia, Wayne Rooney e Ashley Young, jogadores que requerem cuidados especiais da marcação. E foram bem marcados todos eles. Talvez por isso, quem "precisou" abrir o placar foi Patrice Evra, cabeceando após escanteio cobrado por Van Persie, aos quinze minutos.

Se o gol abateu o Swansea? De jeito nenhum. Mantendo a mesma aplicação de quando o resultado estava zerado, o time de Michael Laudrup foi criando chances na base do toque de bola, conciliando velocidade e objetividade de maneira a confundir o sistema defensivo do United. Com total justiça, veio o empate: aos vinte e oito, Routledge recebeu bela enfiada de bola, parou em defesa de David de Gea e, no rebote, Michu estava no lugar certo para confirmar o faro de goleador, igualando-se a Van Persie no número de gols anotados na competição. O público delirava naquele momento. E muitas emoções estavam por vir após o intervalo, num jogo com cara de decisão de campeonato. Como é legal assistir uma partida de futebol onde ninguém parece satisfeito com o empate! Tivemos bola no travessão (linda finalização de Van Persie), defesaças dos goleiros (destacando um salto de Vorm após cabeceio de Michael Carrick, que ainda tocou no travessão) e tivemos, também, confusão. Foi um dos raros momentos em que o jovem árbitro Michael Oliver (de 27 anos) vacilou no aspecto disciplinar, pois poderia tranquilamente ter mostrado o cartão vermelho para Ashley Williams e Van Persie. Tudo bem, nenhum novo desentendimento sucedeu aquele envolvendo os dois jogadores e a partida seguiu um rumo frenético, onde o United pressionava na busca pelo desempate e o Swansea, provavelmente contra sua própria vontade, limitava-se a afastar o perigo da própria área.

No final, a aplicação do conjunto desse interessante time sob os cuidados de Laudrup rendeu um ponto conquistado diante de um dos mais sérios candidatos ao título. Pode até ter sido, para o United, um empate com sabor de derrota. Repetindo: o primeiro empate da equipe na presente temporada. Mas, se é que serve de consolo, há que se dizer que muitos outros que colocarem os pés no Libery Stadium irão é comemorar uma eventual igualdade diante de uma equipe que, embora sem jogadores de grande renome, apresenta um jogo coletivo que serve de inspiração para muitos clubes de maior investimento.

sábado, 15 de dezembro de 2012

United Vence Sunderland E Conserva Vantagem Na Ponta

Líder na Premiership, o Manchester United mostrou ao Sunderland quem é que manda em Old Trafford. A formação ofensiva da equipe (com Antonio Valencia e Ashley Young pelos flancos, Rooney e Van Persie mais centralizados) causou grandes dificuldades à defesa visitante. Principalmente porque não era raro ver os laterais Phil Jones e Patrice Evra se apresentando no ataque.

O Sunderland, cujo time tem, sim, algumas qualidades, se viu a maior parte do tempo dentro da roda, com o placar sendo aberto aos quinze minutos: Young fez jogada individual pela esquerda e a bola chegou até Van Persie, que concluiu com frieza para mandar a bola no ângulo direito. Três minutos depois, aos dezoito, saiu o segundo: Cleverley tabelou com Carrick e apareceu na área para concluiu com categoria, no canto esquerdo.

O jogo foi para o intervalo em 2a0 e não com uma goleada simplesmente porque Rooney falhou em duas oportunidades claras, perdendo a chance de marcar um golaço de voleio e anotar outro em cabeceio. No início do segundo tempo, Rooney ainda carimbaria o travessão, com um minuto no relógio. Mas tudo bem, o gol do Shrek estava guardado: aos treze, ele recebeu cruzamento de Van Persie e só teve o trabalho de deixar a bola bater em si para que tomasse a direção da rede.

O United diminuiu sua intensidade no jogo, embora mantivesse a mesma objetividade de antes, se lançando ao ataque quando encontrava espaços. Mas a tônica do segundo tempo foi diferente daquela vista antes do intervalo, pois agora as jogadas do Sunderland pareciam levar cada vez mais perigo, obrigando De Gea, figura pouco acionada na primeira etapa, a intervir diversas vezes. E o gol de honra saiu aos vinte e seis em jogada de descuido generalizado da defesa vermelha: a bola atravessou a pequena área por duas vezes, sendo a primeira por baixo e a segunda pelo alto, terminando com cruzamento certeiro de Sessègnon para cabeceio tranquilo de Campbell.

A sucessão de gols na partida foi idêntica a do jogo entre o mesmo Sunderland e o Chelsea. Apesar das derrotas e da campanha que coloca o time de Martin O'Neill bastante próximo da zona de descenso, acredito que o Sunderland tenha totais condições de se afastar das últimas posições na tabela. O United, por sua vez, caminha para o título inglês, que na temporada passada acabou indo para o lado azul da cidade de Manchester (hoje o City é o vice-líder, seis pontos atrás).

Confira como foi a transmissão da partida em tempo real pelo @jogandoagora #MUnSun

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Após Clássico De Manchester, Inglaterra Tem Um Novo Líder

Se o Campeonato Inglês em sua temporada 2011-2 tinha uma final na disputa por pontos corridos, esta foi jogada nessa segunda-feira, no estádio Etihad, e vencida pelos Citizens no "clássico de Manchester". Não que o 1a0 e a liderança recém-assumida vá decretar o título aos comandados de Roberto Mancini - até porque o time terá no próximo domingo um jogo difícil em St. James Park - mas fica a sensação de que o outrora "primo pobre da cidade" mereça mais do que o United o título nessa temporada. Afinal, no encontro em Old Trafford já havia conseguido aquela histórica goleada por 6a1.

Restam agora duas rodadas em uma disputa que está igualada em pontos entre os azuis e os vermelhos de Manchester - o City lidera pelo saldo de gols. E aí vem a ironia: a diferença de saldo se deve basicamente àquela acachapante goleada no campo do adversário. Se somar seis pontos nos duelos diante de Newcastle (esse considero um desafio complicado) e Queens Park Rangers, o Manchester City voltará a conquistar a Premiership depois de quarenta e quatro anos.

O jogo como mandante, porém, foi marcado por um equilíbrio quase brutal. É bem verdade que, quando com a bola nos pés e no campo de ataque, o time da casa mostrava mais recursos para se aproximar do gol. Acabou abrindo o placar nos acréscimos do primeiro tempo, quando o zagueiro belga Vincent Kompany subiu (e como subiu!) sozinho (e como sozinho!) em plena cobrança de escanteio, marcando 1a0 e levando os adeptos à loucura. Antes que alguém possa responsabilizar o goleiro David de Gea por uma eventual saída em direção à bola, opino com todas as minhas forças que foi muito mais erro de marcação de Chris Smalling do que qualquer "omissão" do arqueiro espanhol.

No segundo tempo, Mancini foi confirmando as razões que me levam a não colocá-lo entre os grandes treinadores na atualidade. Tinha atletas como Dzeko e Balotelli no banco de reservas, mas mostrou sua vocação para acovardar-se, trazendo para campo Nigel de Jong, Micah Richards e James Milner. Pior: nos lugares de Carlos Tévez, David Silva e Samir Nasri! O City teve pelo menos duas grandes chances de marcar o segundo gol (uma com Yaya Touré e outra com Nasri), mas não aproveitou e o time apelou para aqueles atos nojentos de fazer o cronômetro correr via atrasos de reposição de bola em jogo e simulação de lesão (não é, Joe Hart?). Alex Ferguson, que queria pênalti de De Jong em Danny Welbeck, reclamou de forma tão contundente que, sinceramente, não lembro ter visto nenhuma outra vez na carreira do "Sir". Me pareceu ter razão na insatisfação, mas o descontrole denota que o experiente (e como é experiente!) técnico escocês, cuja história se confunde com a do próprio clube, sentiu que a derrota deve lhe custar um título. Tal como seria numa final de campeonato.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Um Gigante Chamado Athletic Bilbao (Com As Bênçãos De Bielsa)

Três meses atrás, quando o Manchester United era eliminado na Liga dos Campeões da Europa e, com o terceiro lugar no grupo, ingressava na Liga Europa, havia uma quase unanimidade de opiniões dando conta de que o time comandado por Alex Ferguson apareceria como favorito ao título no torneio. Afinal, estamos falando de um clube poderoso, com três finais de Champions League nas últimas quatro temporadas, atual campeão inglês e tão acostumado a decisões.

Sem tomar conhecimento de um adversário dessa grandeza, o Athletic Club, da cidade de Bilbao, dominou amplamente a partida de volta (já hava vencido na ida, em pleno estádio Old Trafford, por 3a2), colocou o Manchester na roda e venceu o jogo por 2a1, totalizando 5a3 no resultado somado. E digo para vocês com todas as letras: poderia ter sido uma diferença muito, mas muito mais elástica. Os amantes do futebol arte devem ficar de olho nessa equipe comandada por Marcelo "El Loco" Bielsa.

O jogo

Intenso. Vou tentar resumir nessa palavra trissílaba o que foi o desempenho do Athletic Bilbao nessa partida diante do Manchester United. Mas quero deixar claro que a adjetivação é meramente ilustrativa, uma vez que é sempre mais completo e esclarecedor ver um time jogar do que ler a respeito de um jogo.

Essa intensidade supracitada foi vista do primeiro ao último minuto de partida e era subsidiada por uma marcação forte e adiantada, por um time rápido e discipliando taticamente, por uma ocupação inteligente dos espaços e uma correta transição ao ataque. Combinações que deram ao Athletic Club um total domínio da partida, sem dar chance ao Manchester United de, em algum momento, se sobressair.

Aos doze minutos, o placar não foi inaugurado por detalhe. A jogada foi maravilhosa: Llorente recebeu a bola e, de primeira, serviu Muniain com um passe que desconcertou a defesa inglesa. Muniain chutou na trave direita e, no rebote, com De Gea completamente batido, De Marcos chutou para fora.

Onze minutos mais tarde, um lançamento espetacular de Amorebieta encontrou a fera Fernando Llorente. E, numa finalização talvez mais incrível que o lançamento que o serviu, o camisa 9 alvirrubro emendou um lindo chute, de primeira, cruzado, sem defesa para o goleiro De Gea. Foi com toda essa beleza que, aos vinte e dois minutos, Llorente se tornou o maior goleador da história do Athletic em competições européias, com 12 gols marcados.

Uma investida que terminou em cabeceio de Giggs foi o máximo de perigo oferecido pelo United no primeiro tempo. O domínio do Athletic era tamanho que os próprios jogadores de defesa do Manchester tinham dificuldades de tocar a bola, sofrendo com a marcação-pressão que parecia não dar sossego a ninguém que vestisse azul.

No início do segundo tempo, Iraola quase marcou um golaço: recebeu passe próximo da grande área, escapou de três adversários esbanjando um controle de bola formidável (a redonda parecia estar colada em suas chuteiras) e deu um toque categórico com a esquerda, mandando pertinho da trave esquerda.

A saída de Llorente ainda no primeiro tempo (aparentemente sentindo alguma contusão muscular) para a entrada de Toquero pode até ter diminuído a capacidade técnica do ataque basco, mas o esforçado camisa 2 que entrara em campo também dava trabalho aos defensores oponentes. Só que quem balançaria a rede seria De Marcos: aos dezenove minutos, Iraola cruzou da direita, Toquero dividiu com Smalling pelo alto e a bola chegou no camisa 10, que dominou e chutou para ampliar a vantagem dos donos da casa, da festa e do jogo.

No jogo coletivo, o Bilbao esmagava o Manchester. Restou a Wayne Rooney, em jogada individual, marcar o gol de honra dos visitantes - aos trinta e quatro minutos, Rooney acertou belo chute no canto esquerdo, diminuindo a diferença no placar mas não o abismo de nível de jogo entre os dois times.

Aplausos para Marcelo Bielsa, que ratificou com propriedade a beleza do seu estilo de lidar com o futebol. Aplausos para o time do Athletic, que desempenhou suas funções em todos os setores do campo (embora tivesse desperdiçado muitas chances de gol, algo a ser corrigido). Aplausos para a torcida que lotou o estádio San Mamés e fez muito barulho, atuando como um autêntico 12º jogador. Agradecimentos aos deuses do futebol, por me possibilitarem assistir um evento como esse. Vida longa ao Athletic de Bielsa!

sábado, 3 de dezembro de 2011

United Vence No Villa Park E Se Mantém 5 Pontos Atrás Do City

O Manchester United foi até a cidade de Birmingham (mais ou menos o meio do caminho até a capital Londres) e mostrou que não é por acaso que a equipe está invicta como visitante na presente temporada: com um gol do volante Phil Jones, aos dezenove minutos, a equipe de Alex Ferguson venceu o Aston Villa por 1a0, mantendo-se cinco pontos atrás do líder, o Manchester City.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Escalado com uma linha de quatro homens na defesa, dois volantes, dois meias e dois atacantes (sendo que o mexicano Javier "Chicharito" Hernández atuava mais adiantado em relação a Wayne Rooney), o Manchester United não perturbava e nem era perturbado pelo Aston Villa nos seis primeiros minutos de partida - até porque o time da casa parecia só se preocupar em se defender. Com a contusão de Javier Hernández, que precisou deixar o campo na maca, Ferguson optou por mudar a mecânica de jogo na equipe: o colombiano Antonio Valencia entrou no jogo para atuar pelo flanco direito, deslocando o português Nani para o lado esquerdo e colocando Rooney como referência no ataque.

Não que tenha sido exatamente pela modificação tática realizada, mas o fato é que foi numa bola aberta com Nani na esquerda que saiu o gol do jogo: o português, livre de marcação, cruzou para Jones, que concluiu com categoria e estufou a rede. Foi somente a partir do momento em que se via em desvantagem no placar que os comandados do escocês Alex McLeish (xará e compatriota de Ferguson) "resolveram" ir para o ataque. Mas faltava organização e, em alguns momentos, intimidade com a ferramenta de trabalho (popularmente conhecida como "bola"). E se o placar continuou em 1a0 até o intervalo, foi sorte do Aston Villa, que contou com intervenções do goleiro irlandês Shay Given (o arqueiro acabou saindo lesionado aos trinta e oito minutos, dando lugar ao estadunidense Brad Guzan).

Nos primeiros minutos do segundo tempo, repetia-se o cenário visto antes do intervalo: o Manchester United atacando e o Aston Villa defendendo, com a torcida do time da casa cantando bastante e não sendo correspondida dentro das quatro linhas. Mas parece que a energia vinda das arquibancadas (eram 40.053 espectadores no Villa Park) foi aos poucos contagiando os "Villans", que passaram a chegar com mais perigo à área oponente. O curioso nessa história toda é que quando mais arisco ia se tornando o Aston Villa (que já colocara em campo o meio-campista búlgaro Stiliyan Petrov e o experiente atacante Emile Heskey, que alcançou a respeitável marca de quinhentos jogos na Premiership), Ferguson decidiu tirar de campo o zagueiro Rio Ferdinand para colocar o veterano meio-campista galês Ryan Giggs, maior papa-títulos na história do futebol inglês. Se o Manchester ficou desprotegido com a alteração? Que nada! O zagueiro sérvio Nemanja Vidic dava conta por baixo e por cima, pela direita e pela esquerda, dificultando as investidas do time mandante. E, lá na frente, a posse de bola do United foi visivelmente melhorada em sua qualidade.

É bem verdade que aos trinta minutos o Aston Villa quase empatou o jogo, quando o irlandês Richard Dunne levantou a bola da direita e o galês James Collins cabeceou para bonita defesa do dinamarquês Anders Lindegaard. Mas foram escassas as vezes que a equipe levou vantagem sobre a defesa visitante. Em contra-ataques, o Manchester ficou perto de chegar ao segundo gol. Aos quarenta e dois, Rooney tabelou com Michael Carrick e mandou a bola perto do travessão. Dois minutos depois, Rooney passou para Danny Welbeck (que entrara no lugar de Ashley Young, ex-Aston Villa) e o jovem atacante mandou pra rede, mas em impedimento flagrado pela arbitragem. Arbitragem essa que, aliás, foi complacente com os infratores na medida em que algumas faltas poderiam sem muito esforço terem sido punidas com cartões amarelos. Mas cabe dizer que nenhum dos três atletas lesionados ("Chicharito", Given e Jermaine Jenas) deixaram o campo devido a choque com adversário. Cartão vermelho pro gramado? Sei lá, pela televisão parecia um tapete...

Na décima quinta rodada, o Aston Villa visita o Bolton enquanto o Manchester recebe o Wolverhampton, com ambas as partidas agendadas para às 13h no próximo sábado. Mas antes desse compromisso, o United tem jogo decisivo pela Liga dos Campeões da Europa, já que na quarta-feira vai até a Basiléia, na Suíça, enfrentar o Basel - se perder, dará adeus à competição já na fase de grupos e "migrará" para a Liga Europa; mantendo a invencibilidade como visitante, o Manchester avançará às oitavas.

sábado, 19 de novembro de 2011

United Toma Pressão Do Swansea, Mas Vence Novamente Na Premiership

O atual campeão inglês Manchester United viajou até o litoral sul no País de Gales, onde enfrentou uma muito bem organizada equipe do Swansea e uma torcida local que cantou durante praticamente todo o tempo de partida. Com um gol do atacante mexicano Javier "Chicharito" Hernández aos dez minutos de jogo, a equipe visitante conseguiu chegar à nona vitória nessas primeiras doze rodadas, aparecendo na segunda posição, com cinco pontos de distância do líder Manchester City (único time a derrotar o United até o presente momento). O Swansea aparece em décimo terceiro lugar, com treze pontos ganhos, e conheceu nesse sábado sua primeira derrota atuando no Liberty Stadium.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

A equipe do Swansea mostrou-se bem postada taticamente desde o apito inicial do árbitro Michael Leslie Dean, apostando preferencialmente na agilidade dos jogadores Scott Sinclair, pela esquerda, e Nathan Dyer, pelo lado direito. Pelo lado do Manchester United, Wayne Rooney atuava mais recuado, armando as jogadas, com Javier Hernández posicionado entre os zagueiros e o português Nani aberto pelo flanco direito.

Bastante acionado no ataque, Sinclair mostrava muita disposição e vontade de participar do jogo, mas quando tinha a bola consigo errava mais do que acertava. Se erros no ataque não mexem no placar, na defesa o negócio é diferente: o espanhol Àngel Rangel saiu jogando errado, presenteou o galês Ryan Giggs, o experiente meio-campista passou para Hernández e o mexicano, com um toque sutil, mostrou oportunismo para inaugurar o marcador aos dez minutos.

Erros no ataque não mexem no placar, e aos vinte e dois minutos Sinclair abusou do direito de validar esta premissa: com a baliza aberta, o camisa onze somente precisava empurrar a bola para a rede para empatar a parada. Mas furou a finalização e desperdiçou a oportunidade.

No vestiário, Brendan Rodgers trocou Wayne Routledge pelo galês Joe Allen, e logo nos primeiros minutos de segundo tempo já ficou perceptível a evolução na qualidade do toque de bola na equipe dona da casa. Aos três minutos, Sinclair chutou à meia-altura e o goleiro espanhol David De Gea agiu bem para espalmar em escanteio.

Alex Ferguson decidiu mexer na lateral esquerda: aos seis minutos, saiu o francês Patrice Evra e entrou o brasileiro Fábio. Para se ter idéia do amplo domínio do Swansea naquele momento, uma estatística fornecida pela geradora da transmissão informava que, nos primeiros onze minutos no segundo tempo, os donos da casa detinham 66% do tempo de posse de bola. Tudo isso tendo como fundo sonoro os cantos de um público que lotava o Liberty Stadium.

Na marca de vinte e sete minutos, quase pintou o gol de empate: Sinclair passou pela marcação de Rooney (isso mesmo, Rooney estava na defesa tentando ajudar os companheiros a conter as investidas adversárias), rolou atrás e a defesa do United conseguiu rebater duas finalizações seguidas. Sentindo a pressão, Ferguson trocou Giggs pelo escocês Darren Fletcher aos trinta minutos. Três minutos depois, Rodgers colocou o também escocês Stephen Dobbie na vaga de Mark Gower, que deixou o campo aplaudido pelos torcedores.

Mesmo com Dobbie não entrando no jogo tão bem quanto entrara Allen, o Swansea continuava exercendo domínio territorial e mantinha a posse de bola sob seus pés. Mas faltava velocidade para penetrar numa defesa que contava com zagueiros da qualidade técnica de Rio Ferdinand e do sérvio Nemanja Vidic. E por falar em velocidade, Ferguson realizou sua última troca colocando o veloz colombiano Antonio Valencia no lugar de Hernández, deslocando o inoperante Nani para o lado esquerdo e adiantando Rooney. E foi com Rooney que quase saiu o segundo gol da equipe: aos quarenta e três, Rangel, em nova lambança na saída de bola, presenteou o adversário e Rooney teve duas chances de marcar, mas na primeira teve a finalização rebatida e na segunda encobriu o goleiro holandês Michel Vorm, mandando caprichosamente na rede pelo lado de fora. Incapaz de adentrar na defesa visitante, o Swansea ainda levou novo susto aos quarenta e oito, quando Nani recebeu de Rooney e colocou cruzado rente à trave esquerda. Seria um castigo muito severo para um time que deteve 77% da posse de bola, numa partida em que, camisas à parte, ficaria difícil reconhecer quem seria o atual campeão e quem é recém-promovido da segunda divisão.

Desde a goleada histórica sofrida no clássico local com o Manchester City (6a1, em pleno estádio Old Trafford), o Manchester United atuou quatro vezes e não foi vazado uma única vez (duas vitórias pela Premiership, uma pela Copa da Liga Inglesa e uma pela Liga dos Campeões da Europa). Esta foi a décima nona partida consecutiva de Premiership que a equipe de Ferguson marcou pelo menos um gol. Quer dizer, o Manchester United parece mais vistoso nas estatísticas do que no desempenho interno às quatro linhas.

sábado, 10 de setembro de 2011

De Goleada Em Goleada, Manchester United Lidera A Premiership

Com outro "hat-trick" de Wayne Rooney (o "Shrek" já havia marcado três gols na rodada passada, no histórico 8a2 em cima do Arsenal), o Manchester United emplacou mais uma goleada na "Premiership" 2011-2. A vítima da vez foi o Bolton: 5a0 em pleno Reebok Stadium.

O United lidera a competição com 100% de aproveitamento nos primeiros quatro jogos e incríveis quinze gols de saldo. Já o Bolton, que estreou vencendo o Queens Park Rangers por 4a0 fora de casa, não pontuou mais e aparece provisoriamente na 12ª colocação.

O jogo

O placar sugere um passeio dos comandados do escocês Alex Ferguson, mas a realidade é que o Manchester nem foi tão preponderante assim. E nem precisava: com um futebol objetivo e de grande precisão no momento das finalizações, o time foi construindo a goleada de maneira natural, como se não estivesse fazendo esforço. Quem abriu a contagem foi o atacante mexicano Javier "Chicharito" Hernández, que aos quatro minutos se antecipou à marcação e também ao goleiro finlandês Jussi Jääskeläinen para completar o cruzamento rasteiro do português Nani. 1a0 United e indícios de uma vitória tranqüila.

Aos dezenove minutos, novamente o Manchester foi ao ataque pelo lado direito. Mas em vez da dupla Nani-Chicharito e um cruzamento por baixo, o que ocorreu foi um lançamento pelo alto onde Phil Jones encontrou Wayne Rooney: esticando a perna direita, o camisa 10 direcionou a bola pra rede, evitando a marcação do belga Anga Dedryck Boyata e tirando de Jussi Jääskeläinen. Cinco minutos depois, Phil Jones recebeu de Nani, arrancou em velocidade e chutou ao gol. Jääskeläinen até conseguiu rebater a finalização, mas o rebote caiu no domínio de Rooney, que concluiu com cum chute certeiro no canto direito. 3a0 e goleada sendo desenhada ainda no primeiro tempo de jogo.

Com a presença de Kevin Davies como referência na área, além das participações do croata Ivan Klasnic e as diversas tentativas de finalizações do búlgaro Martin Petrov, o Bolton até levava algum perigo à meta defendida pelo goleiro espanhol David de Gea. No setor de meio-campo, o brasileiro Ânderson e Michael Carrick (que entrou aos oito minutos no lugar do jovem Thomas Cleverley, machucado) não conseguiam se sobressair, o que talvez tenha sido causa (ou efeito?) do baixo rendimento de Ashley Young, pouco produtivo pelo lado esquerdo. O Bolton tinha por ali a disposição de Nigel Reo-Coker, que com muita correria e alguma técnica, tentava ajudar sua equipe a superar uma zaga formada por Rio Ferdinand e Jonathan Evans (o sérvio Nemanja Vidic foi desfalque). Mas faltava aos donos da casa a eficiência que sobrava na equipe visitante. Aos doze minutos do segundo tempo, Nani pegou a bola pela direita, encarou a marcação de Boyata e avançou até ser desarmado dentro da área por Reo-Coker. Na sobra, Carrick chutou, a bola rebateu em Boyata e foi encontrar Javier Hernández, que direcionou a redonda pro fundo da rede, marcando seu segundo gol na partida e o quarto do time (antes disso, "Chicharito" havia marcado um gol corretamente anulado por impedimento).

O atalho para a alegria era mesmo pelo lado direito: aos vinte e dois minutos, uma bola lançada do campo de defesa chegou até Nani, que entrou na área, rolou atrás e Rooney, na meia-lua, pegou de primeira, mandando no canto direito para marcar 5a0.

É bem verdade que o Bolton já havia sido facilmente envolvido pelo Liverpool na rodada passada, mas, nessa partida com o Manchester United a derrota foi mais ampla do que o domínio estabelecido de um time sobre outro. O escocês Owen Coyle pode reencontrar a vitória no próximo jogo, novamente em casa, diante do Norwich City. Para isso, o principal ponto a ser corrigido está na defesa, e me refiro mais especificamente àquilo que tange a sobra de bola. Já o Manchester United está com força suficiente para estrear com uma vitória tranqüila na Liga dos Campeões, no estádio da Luz, diante do Benfica. Depois, a parada é mais complicada e menos previsível: o Chelsea, em Old Trafford, pela quinta rodada.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Janela Fechou: Veja Algumas Das Principais Transferências Na Europa

Encerrou-se ontem a janela de transferências que marca o início de temporada européia. Muitas transferências de impacto se fizeram presentes, e vamos a uma breve análise sobre algumas negociações. 

Futebol espanhol

Atlético de Madrid


Negociou as saídas dos atacantes Sergio Agüero e Diego Forlán (com Manchester City e Internazionale, aos respectivos custos de 45 milhões pelo argentino e de 5 milhões de euros pelo uruguaio) e também do meio-campista brasileiro Elias (que passa a ser a maior contratação da história do Sporting: 8,85 milhões de euros). Outro que partiu foi o goleiro David de Gea, no Manchester United por um valor estimado em 19 milhões de libras. Quem chega ao Vicente Calderón é o goleador colombiano Falcao García, pelo qual os Colchoneros pagaram €40 milhões ao Porto. O meia brasileiro Diego, que saiu do Wolfsburg pela porta dos fundos, custou €15,5 milhões aos cofres do clube e tem no futebol espanhol a chance de retomar a carreira.
Falcao García tem sua apresentação no Atlético de Madrid presenciada por quinze mil torcedores: atacante colombiano foi o maior investimento do clube para a presente temporada.


Barcelona

Mantendo o elenco que vem encantando o futebol mundial, o Barça de Josep Guardiola conseguiu ficar ainda mais forte ao acertar as contratações do atacante chileno Alexis Sánchez (22 anos, ex-Udinese, em transação que pode chegar a 37 milhões de euros) e do meio-campista Francesc Fàbregas (24 anos, ex-Arsenal, pelo qual o Barcelona desembolsou 34 milhões de euros, com possibilidade de outros 6 milhões em bonificação por desempenho). Parece uma utopia, mas é realidade: os amantes do futebol arte podem ver Xavi, Iniesta, Cesc e Messi atuando juntos. Ah! O zagueiro argentino Gabriel Milito, de 30 anos e que estava desde 2007 no Barça, saiu e agora joga no Independiente. Mas ao que tudo indica nenhum barcelonista sentirá a falta dele: mesmo com as lesões de Puyol e Piqué, o Barça reagiu muito bem à proposta de Pep Guardiola. Qual proposta? Jogar seu um único zagueiro de origem.
Criado nas divisões de base do Barcelona, Francesc Fàbregas foi lapidado por Arsène Wenger no Arsenal e agora retorna ao Camp Nou, vestindo a camisa que um dia foi usada por Josep Guardiola.

Real Madrid

Pelo turco Nuri Sahin, meio-campista de 22 anos (completa 23 em 05.09.2011), o Real Madrid pagou aproximadamente €10 milhões ao Borussia Dortmund. Também da Alemanha veio outro meia turco: Hamit Altintop, que deixou o Bayern de Munique a custo zero. Mas talvez a maior novidade merengue tenha sido a de um compatriota do treinador José Mourinho: o lateral-esquerdo português Fábio Coentrão, nomeado o melhor jogador da posição na Copa do Mundo 2010, chega do Benfica por 30 milhões de euros. No fluxo contrário, o zagueiro argentino Ezequiel Garay trocou o Real pelo Benfica, que pagou €5,5M por 50% do passe desse jogador de 24 anos. O atacante togolês Emmanuel Adebayor retornou ao Manchester City após o empréstimo e o goleiro polonês Jerzy Dudek anunciou aposentadoria.
Contratado junto ao Benfica por €30M, lateral-esquerdo português Fábio Coentrão junta-se ao Real Madrid de seus compatriotas José Mourinho e Cristiano Ronaldo.
 
Futebol inglês


Arsenal

Dificilmente um outro clube tenha sofrido tanto com as perdas de jogadores quanto o Arsenal. Cesc Fàbregas (para o Barcelona), Samir Nasri e Gaël Clichy (ambos para o Manchester City) foram negociados. Para preencher lacunas como essas, o time foi às compras. E passam a integrar o elenco de Arsène Wenger: André Santos (transferência estimada em 7 milhões de euros junto ao Fenerbahce pelo lateral-esquerdo brasileiro de 28 anos), Per Mertesacker (zagueiro que aos 26 anos sai pela primeira vez do futebol alemão, ao deixar o Werder Bremen por 9 milhões de euros), Mikel Arteta (que chega por indicação de Wenger como substituto de Fàbregas, tendo o clube pago 10 milhões de libras ao Everton pelo meio-campista espanhol de 29 anos), Yossi Benayoun (meia israelense de 31 anos e que já atuou nos ingleses West Ham, Liverpool e Chelsea), Park Chu-Young (hábil meia sul-coreano de 26 anos, que vem do Mônaco por cerca de €5M para vestir a camisa 9 do Arsenal) e Gervinho (marfinense de 24 anos, contratado junto ao Lille por €13,5 milhões).
Destaque da Coréia do Sul na Copa do Mundo 2010, Park Chu-Young, ex-Mônaco, foi trazido pelo Arsenal em contratação que custou €5M ao clube londrino.


Chelsea

Saiu o treinador italiano Carlo Ancelotti, entrou o português André Villas-Boas, que faturou a Tríplice Coroa com o Porto na temporada passada. O clube tentou trazer o meio-campista croata Luka Modric, mas o Tottenham Hotspur não aceitou as ofertas. Se Modric não chegou, a equipe conseguiu acertar com o meia espanhol Juan Manuel Mata, de 23 anos e que custou 28 milhões de euros junto ao Valência. Outra novidade é o também meio-campista Raul Meireles, 28 anos, vindo do Liverpool por €13M.
No Valência desde 2007, Juan Manuel Mata chega ao Chelsea de André Villas-Boas em negociação de €28M.

Liverpool

A equipe comandada por Kenny Dalglish foi mais discreta nas suas transferências - modificou-se consideravelmente, mas sem envolver nomes tão badalados como os vistos na janela de janeiro. Chegaram o goleiro brasileiro Doni, o zagueiro uruguaio Sebastián Coates, o lateral-esquerdo espanhol José Enrique, os meio-campistas Jordan Henderson, Stewart Downing (pelo qual o clube pagou 20 milhões de libras ao Aston Villa), o escocês Charlie Adam, além do atacante galês Craig Bellamy, que retorna aos Reds após quatro anos. Dentre os que deixaram o clube, destacam-se Raul Meireles (o Chelsea pagou 13 milhões de euros pelo português) e o meia Joe Cole, emprestado ao Lille.
Atacante galês Craig Bellamy, hoje com 32 anos, em ação na sua primeira passagem pelo Liverpool: jogador esteve em Anfield Road entre 2006 e 2007, período em que marcou nove gols em quarenta e dois jogos.

Manchester City

45 milhões de euros por Agüero. 22 milhões de libras por Nasri. 8 milhões de euros por Clichy. Nadando em notas graúdas, os Citizens investiram forte para fazerem bonito nessa temporada, o que inclui uma participação na Liga dos Campeões da Europa, onde caíram num grupo com Napoli, Villarreal e Bayern de Munique. Os jogadores considerados mais importantes pelo treinador Roberto Mancini permanecem no clube, que pode ter como maior reforço um jogador que já faz parte do elenco: o argentino Carlos Alberto Tévez. Se "Carlitos" retomar o gosto por jogar futebol, o time tem maiores chances de sucesso ao longo das competições.
Samir Nasri posa com a camisa do Manchester City: jogador francês teve saída conturbada do Arsenal e foi negociado por 22 milhões de libras com sua nova equipe.


Manchester United

Se por um lado nomes de peso como o goleiro holandês Edwin van der Sar e o meio-campista Paul Scholes anunciaram aposentadoria, o técnico escocês Alex Ferguson conseguiu contratar jogadores de qualidade suficiente para pelo menos manter o nível visto em anos anteriores. Chegaram o jovem goleiro espanhol David de Gea (de 20 anos, trazido junto ao Atlético de Madrid por algo em torno de 19 milhões de libras) e o atacante Ashley Young (26, ex-Aston Villa e trazido por 16 milhões de libras), bem como retornaram de empréstimo os jovens Tom Cleverley (meio-campista de 22 anos) e Danny Welbeck (atacante de 20).
David De Gea, ex-Atlético de Madrid, tem aos vinte anos de idade a missão de vestir a camisa que era usada pelo lendário Edwin van der Sar.

Futebol italiano


Internazionale

Um dos melhores centroavantes na atualidade (na minha opinião o melhor, se relevarmos Lionel Messi) trocou Milão por Makhachkala, onde vestirá a camisa do russo Anzhi, equipe que vem investindo fortemente em contratações e que desembolsou €27M para tirar Samuel Eto'o do Nerazzurri. O camaronês de 30 anos de idade passa a ser o futebolista de maior salário no mundo: serão €20,5M anuais. Para a posição, os interistas pagaram €5M pelo uruguaio Diego Forlán, restando saber se estão trazendo o melhor jogador no Mundial 2010 ou uma figura bastante sumida na temporada passada com a camisa do Atlético de Madrid. Entre idas e vindas, a Internazionale cedeu o meia macedônio Goran Pandev por empréstimo ao Napoli e contratou, também por empréstimo (com custos de €2,7M), o atacante argentino Mauro Zárate, da Lazio. Vamos ver como se comportará a Internazionale com essas mudanças pontuais - porém significativas - no setor de ataque. Para alegria dos interistas, o camisa 10 Wesley Sneijder, fortemente especulado no Manchester United, segue sendo o maestro da equipe comandada por Gian Piero Gasperini, que assumiu o lugar do brasileiro Leonardo, que aceitou o convite para o cargo de diretor esportivo no Paris Saint-Germain.
Diego Forlán em ação contra a Internazionale: atacante uruguaio foi trazido do Atlético de Madrid para a vaga de Samuel Eto'o, que fez muito sucesso com a camisa interista.

Juventus

A equipe comandada por Antonio Conte (que atuou no clube como jogador entre 1992 e 2004) contou com reforços para todos os setores. Na defesa, chegou o lateral-direito suíço Stephan Lichtsteiner, de 27 anos, vindo da Lazio e com preço de 10 milhões de euros. No meio-campo, o experiente volante ex-milanista Andrea Pirlo, de 32 anos, veio a custo zero enquanto foram pagos €10,5M pelo chileno Arturo Vidal, 24 anos, ex-Bayer Leverkusen. Outro nome que reforça a meiuca juventina é o do paraguaio Marcelo Estigarribia, que aos 23 anos de idade teve bela participação na Copa América 2011 a serviço da seleção paraguaia, sendo emprestado pelo Le Mans à Juve por meio milhão de euros, com valor de transferência fixado em €5M. Para o ataque, chegam o montenegrino Mirko Vucinic (27 anos, ex-Roma, por €15M) e o habilidoso holandês Eljero Elia, de 24 anos, trazido do Hamburgo por €9M. E teve mais um reforço ao Bianconero: o volante brasileiro Felipe Melo foi emprestado para o futebol turco, onde atuará pelo Galatasaray. Por algo em torno de €8M, Mohamed Sissoko, de 26 anos, foi vendido ao Paris Saint-Germain.
Eljero Elia em ação pela seleção holandesa: jovem atacante é uma das maiores promessas do futebol mundial e chega em Turim numa negociação de nove milhões de euros.

Milan

Mantida a base campeã italiana na temporada passada, a maior perda milanista foi a saída de Pirlo para a Juventus, apesar de o veterano volante não ter atuado bastante no último ano. Juntam-se ao plantel de Massimiliano Allegri os defensores Philippe Mexès (francês de 29 anos, ex-Roma, chegando a custo zero), Taye Taiwo (nigeriano de 26 anos, ex-Olympique de Marselha, também em transferência livre), além dos meio-campistas Alberto Aquilani (de 27 anos, emprestado pelo Liverpool) e Antonio Nocerino (de 26 anos, chegando do Palermo em negociação que inclui um pagamento de €2,7M além da cessão de 50% dos direitos do jovem zagueiro português Ricardo Ferreira, de 18 anos, ao Rosanero).
Meio-campista italiano Alberto Aquilani, que tem vínculo contratual com o Liverpool, chega ao Milan por empréstimo.

Roma

Está aí um time que se modifica bastante em relação à temporada passada. Trocou de treinador (o espanhol Luís Enrique assume o comando técnico prometendo um estilo de jogo vistoso), perdeu jogadores importantes e trouxe muitas novidades. Dos que saíram, destaques para Mexès (agora no Milan), Vucinic (vendido à Juventus por €15M) e Jérémy Ménez, que se junta ao Paris Saint-Germain de Leonardo por um preço de €8M (e que pode ser acrescido em um milhão caso o PSG chegue à Liga dos Campeões da Europa). Entre os que chegam, vale destacar o goleiro holandês Maarten Stekelenburg (28 anos, ex-Ajax, por €6,8M), o meio-campista bósnio Miralem Pjanic (21 anos, ex-Lyon, por preço especulado em €11M), o também meio-campista Fernando Gago (argentino, 25 anos, ex-Real Madrid, por €7M) e o jovem atacante ex-Barcelona Bojan Krkic (espanhol, 20 anos, em transferência oficializada com valor de €12M).
 
Holandês Maarten Stekelenburg, vice-campeão mundial com a seleção holandesa em 2010, chega para proteger a baliza "Giallorossi" a um nível fora do alcance das capacidades técnicas do brasileiro Doni.

Saindo do eixo Espanha-Inglaterra-Itália, o time que mais se destacou no mercado de transferências nessa janela aqui abordada foi o francês Paris Saint-Germain, que depois de adquirido por um grupo sediado no Catar, passou a "assoar o nariz em notas de 100". Só para citar algumas das contratações do time que tem Leonardo como novo diretor esportivo: Sirigu (ex-Palermo, por €3,5M), Lugano (ex-Fenerbahce, por €3,5M), Bisevac (ex-Valenciennes, por €3,5M), Sissoko (ex-Juventus, por €7M), Ménez (ex-Roma, por €8M), Matuidi (ex-Saint Etienne, por €10M), Gameiro (ex-Lorient, por €11M) e a mais bombástica das contratações registradas nesta época: o meia argentino Javier Pastore, que veio do Palermo custando €42M.
Javier Pastore no momento de sua apresentação no Paris Saint-Germain: meia argentino de 22 anos chega como contratação mais cara dessa janela de transferências e é a maior esperança da equipe que tem Leonardo como novo diretor esportivo e um investidor disposto a gastar bastante com o clube.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Vindo de seis jogos sem vitória, o Figueirense conseguiu dar a volta por cima nessa última semana. Recebendo o Botafogo no estádio Orlando Scarpelli, quarta-feira, o time comandado por Jorginho (ex-auxiliar de Dunga na seleção brasileira) venceu por 2a0 com gols de Édson Silva (zagueiro que já atuou no Botafogo) e Júlio César, cobrando um pênalti que, na verdade, foi marcado equivocadamente pelo árbitro Wagner Reway (se houve alguma infração, esta deu-se fora da área). Três dias depois, o Figueira foi até o estádio João Lamego, em Ipatinga, e lá venceu o Atlético Mineiro (2a1, com Elias marcando ambos os gols da equipe visitante), no que acabou sendo o último jogo de Dorival Júnior no Galo, pois o treinador veio a ser demitido após esse revés. Foi a primeira vitória do Alvinegro Catarinense atuando fora de casa nesse Campeonato Brasileiro.

Com 22 pontos e aparecendo na 8ª colocação, o Figueirense não é uma equipe a se ter em conta nem para a disputa do título, nem para disputar uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores. Porém, aparece como um time que pode "arrancar" pontos de equipes consideradas favoritas e manter-se - por que não? - na primeira metade da tabela de classificação. Algo bastante bacana para um clube com passagem recente pela Série B brasileira.

Jogada da semana

A temporada está apenas começando na Europa, mas o Manchester United já conseguiu marcar um gol daqueles que indicam um grande entrosamento na equipe. Aliás, entrosamento apenas não basta para fazer o que esses jogadores fizeram diante do Manchester City, na decisão da Supercopa Inglesa: é necessário também talento. Coisa que o português Nani tem de sobra - e é legal quando o utiliza em favor do time.

Clique e veja o 2º gol do Manchester United na partida em que começaram perdendo por 2a0 para os Citizens mas acabaram conseguindo a virada e o conseqüente título na "Community Shield".

domingo, 29 de maio de 2011

Uma História Que Se Escreve Em Azul E Grená

Não sei nem por onde começar. É bom escrever sobre o Barcelona. Tentemos - apenas tentemos - descrever mais ou menos o que foi essa final de Liga dos Campeões da Europa 2010-1.

O time que encanta em qualquer território por onde passa desembarcou em Wembley e proporcionou aos amantes do futebol bem jogado mais um espetáculo. O adversário não era um time qualquer, mas o Manchester United, invicto na competição continental e, a exemplo dos barcelonistas, buscando o tetracampeonato europeu. E foi bacana a exibição dos comandados de Alex Ferguson: partindo para o ataque, o time impunha um ritmo veloz na tentativa de superar o bloqueio catalão, muito bem postado mesmo com o desfalque de Carles Puyol (o francês Eric Abidal, figura heróica e emblemática na decisão e na temporada, atuou como titular).

O entrosamento de Wayne Rooney com o mexicano Javier "Chicharito" Hernández causava dificuldades à dupla de zaga composta por Gerard Piqué Bernabéu e pelo argentino Javier Alejandro Mascherano, que mesmo assim raramente se deixavam ser envolvidos. Quando eventualmente ocorresse um vacilo qualquer dos defensores, o goleiro Victor Valdés mostrava prontidão para intervir e afastar o perigo.

Crescendo na partida e começando a mostrar quem é que manda quando o assunto é posse de bola (aliás, Barcelona e Manchester foram os times que mais tiveram a bola consigo ao longo da competição), os comandados de Josep "Pep" Guardiola foram chegando ao ataque através de um toque de bola altamente característico dessa fantástica equipe. Aos 15 minutos, David Villa abriu para Xavi Hernández na direita e o capitão cruzou rasteiro acionando Pedro Rodríguez, que se antecipou à marcação e finalizou à esquerda. Aos 19 quem deu o remate foi Villa, que pouco antes da meia-lua mandou a bola perto da trave esquerda. No minuto seguinte Villa acertou a pontaria, mas não colocou a força necessária para superar o goleiro holandês Edwin van der Sar, em sua partida de despedida no futebol profissional (já deixa saudades, que beleza de arqueiro!).

A arte já estava reinando pelo gramado de Wembley, ritmo da partida era agradável mas faltava o gol. Faltava. Aos 27 minutos, Xavi deu belo passe de trivela encontrando Pedro e o atacante foi certeiro na seqüência do lance, chutando rasteiro e abrindo o placar na Inglaterra, para delírio de uma torcida que fazia parecer que o jogo ocorria na Catalunha.

Mas o Manchester também tinha os seus recursos, e contou com suas duas figuras mais determinantes para empatar a partida: após tabelinha ligeira entre Rooney e Giggs, o "Shrek" finalizou o lance com um chute muito bem colocado no canto direito. Cabe dizer que havia impedimento no lance, não flagrado pela arbitragem.

O jogo rumou para o intervalo com o Barcelona tendo mais a bola mas somente conseguindo por mais uma vez chegar perto do desempate: aos 43 minutos, o genial argentino Lionel Messi escapou do sérvio Nemanja Vidic com uma caneta arrebatadora, abriu com Villa na direita e quase conseguiu completar quando o atacante camisa 7 buscou a devolução.

Ambos os times voltaram idênticos para o segundo tempo, tanto na formação quanto na busca pelo gol. Diz um ditado que "quem procura, acha". E quem tem Messi, acha mais ainda: aos oito minutos, o melhor jogador da atualidade recebeu passe de Andrés Iniesta e, de fora da área, chutou com firmeza. Não foi um chute no canto, mas direcionado da maneira exata para que a bola não batesse em Vidic e não fosse alcançada por van der Sar. 2a1 no placar, o primeiro gol de Messi em solo inglês.

Os espaços apareciam cada vez mais, proporcionando ao Barcelona melhores condições de trabalhar a bola e a Lionel Messi melhores condições de mostrar o seu talento aparentemente sem fim. Aos 16, Messi parou em defesa de van der Sar. Aos 19, quase marcou de calcanhar. E aos 23, após atrair a marcação fazendo fila em quem quisesse tirar a bola do craque, um bate-rebate sobrou para David Villa. E dali mesmo, da meia-lua, a bola chutada por Villa foi para a gaveta esquerda. Golaço. Isso tudo pouco depois de Ferguson trocar o brasileiro Fábio (lesionado) pelo português Nani, numa espécie de "não digam que não tentei".

Tentou novamente aos 31 minutos colocando o experiente Paul Scholes no lugar de Michael Carrick. Porém, sem efeito. Também pudera: o Barça seguia desfilando todo o seu talento e fazendo parecer que o United era uma "equipe comum", facilmente colocada na roda. E no carrossel de Guardiola cabia mais gente pra participar do baile: entraram o malinês Seydou Keita, além de Puyol e do holandês Ibrahim Afellay. De resto, foi esperar o apito final do árbitro húngaro Viktor Kassai, que veio logo após um chute longo de van der Sar. Atrevo-me a dizer que nesse sábado, 28 de maio de 2011, o futebol dormiu feliz. E acordará melhor ainda: o título da mais cobiçada competição clubística européia não poderia ter parado em melhores mãos. Literalmente, pois quem levantou a taça de campeão com a braçadeira de capitão foi ele, Eric Abidal. O desfecho perfeito para um time perfeito. E, se o Barcelona é mais que um clube, essa conquista foi mais que um título. Foi um marco para o futebol mundial: o de que arte e resultado andam juntos, em plena harmonia. E dessa união só pode surgir alegria.
São muitas imagens para se recordar. Nessas duas que encerram a postagem, Josep Guardiola é saudado pelo elenco e Eric Abidal ergue o caneco da Liga dos Campeões. Personagens que por talento e superação estão eternizados na história do futebol mundial.
Parabéns e obrigado, Barcelona!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Barcelona, Manchester E A Busca Comum: O Tetra


Respeitável público boleiro, aproxima-se o dia 28 de maio de 2011, data da final da Liga dos Campeões da Europa. A tão aguardada partida a ser disputada em Wembley coloca frente a frente os atuais campeões espanhol e inglês, que venceram suas ligas nacionais sem deixar dúvidas de seus méritos.

Embora o momento seja de focar no mais cobiçado torneio europeu, considero interessante relembrarmos como Manchester United e Barcelona faturaram o Inglês e o Espanhol nessa presente temporada.

Começando pelo Manchester, a equipe comandada pelo escocês Alex Ferguson conseguiu a respeitável marca de somar somente quatro derrotas nas 38 rodadas disputadas (para se ter uma idéia, as outras equipes que menos vezes perderam foram Arsenal e Tottenham, com oito derrotas cada). Os times que conseguiram a façanha de superarem o United na "Premiership" foram Wolverhampton, Chelsea, Liverpool e Arsenal.

Já o Barcelona fez ainda melhor que o rival do próximo sábado: não apenas conquistou a liga espanhola como, mais do que isso, segue encantando o mundo ao conservar um estilo de jogo que está levando para a eternidade, sob a batuta de Josep Guardiola, o jeito barcelonista de se praticar o futebol. É bem verdade que a bipolarizada liga espanhola não tem a mesma força do campeonato inglês, mas tudo o que é apresentado pelo "Blaugrana" na Espanha e na Europa não deixa dúvidas de que esse time entra em qualquer competição para encantar e para ser campeão.

Na Liga dos Campeões da Europa, Manchester United e Barcelona lideraram suas chaves na fase de grupos: tanto o United (com Valência, Rangers e Bursaspor no grupo C) quanto o Barça (com Copenhagen, Rubin Kazan e Panathinaikos no grupo D) somaram 4 vitórias e 2 empates.

Na fase oitavas-de-final, o Barcelona fez com o Arsenal o que os amantes do futebol arte podem considerar a final antecipada da competição. Após perder por 2a1 em Londres, o Barça arrancou para a fase seguinte com triunfo por 3a1 dentro de casa. Já o Manchester eliminou o Olympique de Marselha após empatar sem gol na França e vencer dentro de casa por 2a1.

Nas quartas, foi a vez de o United ter um oponente mais complicado pela frente: com vitórias por 1a0 em Stamford Bridge e por 2a1 em Old Trafford, a equipe passou pelo Chelsea. Enquanto isso, o Barcelona passava pelo Shakhtar Donetsk com um agregado de 6a1 (5a1 no Camp Nou e 1a0 na casa do adversário).

Veio a fase semifinal e com ela o aguardado encontro entre Barcelona e Real Madrid. Praticamente sem dar chances ao retrancado adversário, o Barcelona triunfou por 2a0 em pleno estádio Santiago Bernabéu e confirmou a vaga na final com um empate por 1a1 na Catalunha. O Manchester tinha bem menos trabalho para passar pelo surpreendente Schalke 04, repetindo o 6a1 no agregado que o Barça conquistara na fase anterior (2a0 em Gelsenkirchen e 4a1 em Manchester).

Então é chegada a hora de colocar dois gigantes do planeta bola no mesmo terreno. E que terreno! O palco será a lendária Wembley, que testemunhará a consagração de um tetracampeão europeu na noite de sábado. Quem viver, verá.

Prováveis escalações para a partida

Barcelona: Valdés; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Puyol; Busquets, Xavi, Iniesta e Messi; Pedro e Villa. Guardiola.

Manchester: Van der Sar; Fábio, Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Valência, Ji-Sung e Giggs; Rooney e Hernández. Ferguson.