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terça-feira, 30 de junho de 2015

A Experiência De Assistir Argentina E Colômbia Em Viña Del Mar

Sausalito! Saudades desse estádio, que tive a feliz oportunidade de visitar no dia 26 de junho de 2015 e no qual pude acompanhar o ótimo jogo entre Argentina e Colômbia, pela fase semifinal na Copa América.

Múltiplas alegrias. A alegria de estar viajando pela primeira vez para o Chile, na maravilhosa companhia da minha mãe. A alegria de estar assistindo o esporte que mais gosto de acompanhar, envolto de duas torcidas festivas. A alegria de estar presente num torneio como a Copa América, o mais antigo entre seleções do mundo. A alegria de assistir o maior da história: Lionel Messi. A alegria, enfim, de uma atmosfera especial.

A chegada ao estádio passava pelo terminal rodoviário de Viña del Mar e foi uma verdadeira aventura, pois chegamos à cidade-sede da partida sem ingressos em mãos - conseguimos buscá-los, gerando uma sensação de alívio. Nos molhamos no oceano Pacífico. Passeamos. E fomos ao jogo.

O estádio, bastante simpático, era de dimensões relativamente reduzidas (comportando algo em torno de vinte e duas mil pessoas) mas caprichado na sua simplicidade. Longe de ser dos mais confortáveis, era, porém, permeado por todo um clima já destacado anteriormente. E se o vento frio fazia despencar a temperatura nas arquibancadas, os festejos das torcidas (argentina, colombiana, chilena... e nós, brasileiros apoiando a Argentina) mantinha a sensação térmica nos conformes.

O jogo foi possivelmente um dos melhores na competição. Muita qualidade técnica dos dois lados e um futebol muito bem desenvolvido pela Argentina. Se a Colômbia decepcionou (muito abaixo da espetacular performance na Copa do Mundo), os argentinos mantiveram um bom nível de jogo, talvez até acima do Mundial. E mereciam a vitória. Vitória que teria acontecido com maior tranqüilidade se não fossem duas intervenções de caráter miraculoso do goleirão Ospina. Vitória que teria sido construída mais naturalmente se as traves estivessem "jogando a favor". Mas vitória que não seria a mesma do que a que de fato foi. Foi sensacional ver o gol da classificação sair nos pênaltis, numa cobrança de Tévez. Tévez, que "eliminou" a Argentina na Copa América 2011, ao desperdiçar, no seu país, a cobrança diante do Uruguai, também na fase quartas-de-final. Mais quatro voltas completas em torno do sol e o planeta Terra pôde testemunhar a volta por cima de Carlitos. Um prazer e um privilégio estar lá, vendo tudo de perto.








sábado, 25 de abril de 2015

Barça Vence Clássico Catalão No Ritmo Do MSN

Partidas de ligas nacionais que envolvem clubes rivais costumam ser diferentes dos "jogos comuns". Espanyol e Barcelona, dois catalães no Campeonato Espanhol, se encontraram para confirmar a regra. Quer dizer, pelo menos até certo ponto. De diferente do habitual, talvez tenham sido as duas expulsões por reclamações vistas no segundo tempo: primeiro Jordi Alba, que reclamava marcação de cobrança de escanteio e por último Héctor Moreno, após cometer falta a quase 100 metros de distância do próprio gol.

Só que, àquela altura, a parada já estava mais do que encaminhada. É que o Barcelona resolveu jogar bola desde o apito inicial. Contando com um Suárez muito participativo e voluntarioso, a equipe comandada por Luís Enrique Martínez abriu o placar com Neymar e ampliou com Messi, com duas assistências do uruguaio. O placar ao intervalo só não foi de uma goleada porque o goleiro Kiko Casilla interveio para manter alguma dignidade aos donos da casa em Cornella de Llobregat.

No segundo tempo, houve menos futebol e mais reclamações. Mesmo assim, tanto Espanyol quanto principalmente o Barcelona tiveram oportunidades de chegar às redes. Persistiu o 2a0 e a certeza de que, independentemente do que aconteça, o Barça de Luís Enrique joga uma bola suficiente para correr atrás da Tríplice Coroa nessa temporada. Que se cuidem o Bayern de Munique na Liga dos Campeões, o Real Madrid na Liga Espanhola e o Athletic de Bilbao na Copa do Rei.

O trio MSN (Messi-Neymar-Suárez) vai muito bem, obrigado. Comunicação total, instantânea e eficaz. ICQ (leia-se "isso é que") é um ataque de respeito...

P.S.: hoje completa-se um ano do desencarne de Tito Vilanova, ex-técnico do Barcelona e seguidor do estilo de jogo implementado por Josep Guardiola. É possível que a atuação inspirada do Barça como um todo e do trio ofensivo em particular tenha uma explicação.

P.S. 2: entre dribles, arrancadas, tabelas e gols, o momento mais bonito do jogo veio das arquibancadas quando, aos 21 minutos, ressoaram os sons dos aplausos da torcida para homenagear Dani Jarque, ex-jogador do Espanyol, falecido em 2009. Ele vestia a 21.
Foto: Alberto Estévez / EFE.
Um ano após o adeus de Tito, Neymar aponta em sua direção.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Seleção Da Copa Do Mundo 2014

A Copa que começou com muitos erros de arbitragens, terminou com bombas e gás de pimenta. O que uma coisa tem a ver com a outra? Esportivamente, nada. Ideologicamente, tudo. A luta por justiça foi reprimida pelas ações truculentas policiais, indiferentes às dores e aos sofrimentos da população. O que se reivindicava nas ruas não eram melhores árbitros no jogo, mas melhores ações na política. Não fomos atendidos. Pior: a situação social brasileira consegue ser mais grave que a do apito da FIFA. A quem recorrer se insensíveis estão no poder? Para onde correr quando é a polícia que vem lhe bater?

Vamos fugir e falar de futebol.

[1] Parabéns à Alemanha. Pela atuação dentro de campo, confirmando o que já havia sido mostrado na Copa do Mundo 2010, na África do Sul. Pela postura fora de campo, me apresentando uma face que jamais imaginaria de jogadores profissionais ditos de uma "cultura fria": o calor humano e a interação com a população brasileira foram memoráveis. Doaram terreno do centro de treinamento para uma escola. Doaram euros para uma comunidade indigenista. Se doaram a qualquer um que os abordasse. Campeã em todos os sentidos.

[2] Holanda ao extremo. Depois do vice-campeonato em 2010 e da queda na fase de grupos na Euro passada, os holandeses vieram ao Brasil sob desconfiança. Como são inocentes esses profissionais da imprensa! Apegados a resultados, se negam a enxergar o talento e a capacidade de uma seleção comandada por um técnico experiente e com jogadores como Robben, Sneijder e Van Persie. Dos três, Robben se destacou. Aliás, dos 23 x 32 = 736, Robben se destacou. E a Laranja funcionou de tal maneira que ninguém conseguiu derrotá-la. A Espanha levou 5a1 e o Brasil tomou 3a0. Guus Hiddink herdará de Louis van Gaal um grupo rejuvenescido e com grande maturidade tática. Honroso terceiro lugar e invencibilidade que não permite negar o belo Mundial que fizeram em 2014.

[3] Argentina! Uma exclamação para a seleção que mais proporcionou o clima de Copa do Mundo no Brasil. Com uma torcida que festeja nas arquibancadas e nas ruas, os argentinos têm muito a comemorar pelas quatro semanas que viveram no Mundial no país vizinho (e eu por tê-los visto de perto). O vice-campeonato veio graças a uma equipe bem montada e altamente disciplinada taticamente, que mostrou sinergia entre os jogadores e o técnico Alejandro Sabella. Lionel Messi decidiu em todos os três jogos na fase de grupos. E, nos confrontos eliminatórios, apareceu bem. Foi um dos melhores em campo na final no Maracanã. Faltou o título, mas não o reconhecimento: tome Bola de Ouro, gênio! Mascherano e Zabaleta também precisam ser lembrados nessa campanha maiúscula. Eles dois, conjuntamente aos seus companheiros, derrubaram a falácia de que a defesa da equipe não inspira confiança. Eu confio mais, muito mais na defesa argentina do que na mídia brasileira.

[4] Colômbia de Pekerman e Rodríguez. A tática casou com o talento. E os colombianos tiveram, no Brasil, seu melhor desempenho em Mundiais na história do país. James Rodríguez foi um dos melhores na Copa. José Pekerman conseguiu dar leveza e velocidade a um time que apresentou a maior vocação ofensiva de todos os 32. Apanhou muito dos brasileiros, e ironicamente apontam Zúñiga como "violento". Minha defesa ao jogador, que foi infeliz mas jamais desleal em seu lance com Neymar. Acidente à parte, a Colômbia mostrou-se forte mesmo sem Falcao García. E por muito pouco não eliminou o Brasil, em jogo decidido na bola parada e que poderia ter outros contornos se o cartão vermelho fosse mostrado ao goleiro que impediu lance de gol faltosamente. Foi um prazer assistí-los tanto no Mané Garrincha quanto no Maracanã.

[5] Bélgica. Tá aí uma seleção que correspondeu às expectativas. Se não conseguiu jogar o seu melhor futebol em todos os cinco jogos, pelo menos mostrou o potencial uma ou duas vezes e teve uma atuação memorável nas oitavas, diante dos Estados Unidos. Naquela partida, o goleiro Tim Howard evitou o que poderia ter sido uma goleada do nível Alemanha-Brasil. Parabéns para Marc Wilmots por privilegiar o talento em suas escalações e confiar nas suas convicções.

[6] Transformação suíça. Se houve uma seleção que evoluiu taticamente de 2010 para cá, essa foi a Suíça. Ottmar Hitzfeld se aposenta com a cabeça erguida, conseguindo montar uma equipe que não tem medo de ser feliz. Inler (que parece ainda melhor jogador quando visto da arquibancada) é o motor de toda a engrenagem. E o time funciona porque as peças procuram o ataque. Shaqiri, com excepcionais apresentações diante de Honduras (três gols) e Argentina (muito futebol), quase ajudou a levar a equipe além das oitavas. Aquela bola de Dzemaili na trave no finalzinho na prorrogação será lembrada por alguns meses. E aquela retranca de 2010, se Deus quiser, esquecida de vez.

[7] Respeito à Espanha. A Espanha caiu após encontrar dois grandes adversários logo nas duas primeiras rodadas. Fez um ótimo primeiro tempo na estréia, mas foi engolida após o intervalo. No terceiro jogo, já eliminada, jogou belíssimo futebol. E a Espanha é isso: um belíssimo futebol. E a mídia, movida pelo resultado, não esqueceu as recentes conquistas espanholas - ninguém ousou chamá-la de "amarelona" ou mandar aquela de "fragilidade emocional". O respeito veio na marra e a Espanha conseguiu ser eliminada "em paz".

[8] Sensacional Costa Rica. Única seleção na história das Copas a enfrentar três campeãs mundiais na fase de grupos. Resultado: duas vitórias, um empate e liderança incontestável. Na seqüência, empates com Grécia e Holanda. Avançou e caiu nos pênaltis. Com o goleiraço Keylor Navas, os ótimos meias Bryan Ruiz e Cristian Bolaños e o interessante centroavante Joel Campbell, os costarricenses fizeram bonito no Brasil. Meus aplausos ao treinador colombiano Jorge Pinto. Para quem não viu, recomendo que assistam vídeos gravados na Costa Rica sobre a classificação da seleção diante dos gregos para ter uma noção da dimensão do feito conquistado em 2014. Campanha histórica.

[9] África, Ásia, Oceania. Desses continentes, somente avançaram às oitavas Nigéria e Argélia, ambas africanas. E se por um lado os nigerianos mostraram algumas qualidades (principalmente o goleiro Enyeama), quero nesse tópico exaltar os argelinos. Que Copa! Pra servir de inspiração ao resto do continente e do mundo! Jogaram de igual para igual com a Bélgica, com a Rússia e, acredite, com a Alemanha! Superaram a Coréia do Sul com relativa autoridade. E, não bastasse tudo o que conseguiram dentro de campo, ainda deram uma lição fora dele: doaram o dinheiro recebido como premiação para pessoas na Faixa de Gaza. Superação no gramado e exemplo de cidadania. Os comandados do bósnio Vahid Halihodzic honraram algo maior que a camisa: a condição de seres humanos. A calorosa recepção no retorno à capital Argel mostra que, felizmente, muitos argelinos pensam parecido.

[10] Recurso eletrônico. A implementação da tecnologia de linha do gol foi utilizada e, no meu entendimento sobretudo quanto ao jogo entre França e Honduras, requer melhorias. Não fui convencido de que aquela bola chutada por Benzema, rebatida pela trave esquerda e desviada por Valladares tenha ultrapassado completamente a linha final. Talvez o chip tenha atravessado a faixa completamente, mas a bola... De toda maneira, cabe observarmos que há muito mais dúvidas com relação à linha de impedimento do que qualquer outra linha real ou imaginária. Nesse sentido, ainda estamos reféns de árbitros e auxiliares. Que, nessa Copa, até que se saíram razoavelmente bem, embora com diversos erros enumeráveis (que a tecnologia ajudaria e eliminar ou pelo menos reduzir consideravelmente). Cabe frisar: o recurso eletrônico viria pura e simplesmente para ajudar. E não será preciso inventar nada: basta usar o mesmo material que possibilita, por exemplo, identificar uma mordida do Suárez no Chiellini que passa despercebida na correria do jogo.

[11] A diferença entre rivalidade e xenofobia. Simples: quando você transforma um adversário em inimigo e o condena pela sua nacionalidade, você atravessou a fronteira da paixão com a patologia. Brasileiros precisam ouvir menos Galvão Bueno e visitar mais Buenos Aires.

[12] Arquibrancadas. Uma Copa sensacional dentro de campo, com boa média de gols, grandes atuações de vários goleiros e muitas cenas e jogos para lembrarmos com carinho. Estádios quase sempre perto da lotação. Só que, infelizmente, longe de retratar o país miscigenado e apaixonado por futebol que é o Brasil. Público quase exclusivamente branco, que fica ora sentado, ora xingando. Sempre bebendo. Se isso é o "padrão FIFA", precisamos sair dessa embriaguez, colocar a mão na consciência e passar a exigir um rumo diferente para a nação em geral e o futebol em particular. Prometo, a partir de então, me esforçar para cantar aquela canção que coloca brasileiro e orgulho na mesma frase.

Vamos à seleção da Copa do Mundo 2014. Da mesma maneira que fizemos na Copa passada (veja aqui o tópico com a seleção de 2010), o critério é o de número de presenças como titular ou suplente nas seleções de cada rodada da Copa. Quando no caso de grande proximidade entre dois ou mais atletas da mesma posição, vantagem para aquele que teve maior regularidade.

Titulares

Goleiro: Keylor Navas (Costa Rica)
Lateral direito: Pablo Zabaleta (Argentina)
Zagueiro: Ron Vlaar (Holanda)
Zagueiro: Mats Hummels (Alemanha)
Defensor esquerdo: Rafa Márquez (México)
Volante: Javier Mascherano (Argentina)
Volante: Bastian Schweinsteiger (Alemanha)
Meia: Lionel Messi (Argentina)
Meia: James Rodríguez (Colômbia)
Meia: Arjen Robben (Holanda)
Atacante: Karim Benzema (França)
Técnico: Louis van Gaal (Holanda)

Suplentes

Goleiro: Tim Howard (Estados Unidos)
Lateral direito: Philipp Lahm (Alemanha)
Zagueiro: Gary Medel (Chile)
Zagueiro: Mario Yepes (Colômbia)
Lateral esquerdo: Daley Blind (Holanda)
Volante: Gökhan Inler (Suíça)
Volante: Marouane Fellaini (Bélgica)
Meia: Thomas Müller (Alemanha)
Meia: Clint Dempsey (Estados Unidos)
Meia: Ivan Perisic (Croácia)
Atacante: Gonzalo Higuaín (Argentina)
Técnico: Marc Wilmots (Bélgica)

Menção honrosa: Manuel Neuer, Jérôme Boateng, Sami Khedira, Toni Kroos, Mesut Özil, André Schürrle, Miroslav Klose, Mario Götze e Joachim Löw (Alemanha), Sergio Romero, Martín Demichelis, Ezequiel Garay, Marcos Rojo, José María Basanta, Lucas Biglia, Enzo Pérez, Ezequiel Lavezzi, Ángel di María e Alejandro Sabella (Argentina), Jasper Cillessen, Tim Krul, Daryl Janmaat, Stefan de Vrij, Bruno Martins Indi, Dirk Kuyt, Georginio Wijnaldum e Robin van Persie (Holanda), David Luiz, Luiz Gustavo, Oscar e Neymar (Brasil), David Ospina, Cristian Zapata, Pablo Armero, Camilo Zúñiga, Juan Cuadrado e José Pekerman (Colômbia), Thibaut Courtois, Vincent Kompany, Jan Vertonghen, Kevin de Bruyne, Dries Mertens e Divock Origi (Bélgica), Blaise Matuidi, Paul Pogba, Mathieu Valbuena, Antoine Griezmann e Didier Deschamps (França), Geancarlo González, Yeltsin Tejeda, Cristian Bolaños, Bryan Ruíz, Joel Campbell e Jorge Pinto (Costa Rica), Claudio Bravo, Alexis Sánchez e Jorge Sampaoli (Chile), Guillermo Ochoa, Carlos Salcido e Andrés Guardado (México), Diego Benaglio, Stephan Lichtsteiner, Ricardo Rodríguez, Xherdan Shaqiri e Ottmar Hitzfeld (Suíça), Fernando Muslera, Diego Godín, Cristian Rodríguez e Luis Suárez (Uruguai), Vassilis Torosidis, Sokratis Papastathopoulos, Giorgios Karagounis e Georgios Samaras (Grécia), Rais M'Bolhi, Rafik Halliche, Djamel Mesbah, Sofiane Feghouli, Islam Slimani e Vahid Halihodzic (Argélia), Damarcus Beasley, Jermaine Jones, Michael Bradley e Kyle Beckerman (Estados Unidos),Vincent Enyeama, Ahmed Musa e Emmanuel Emenike (Nigéria), Alexander Domínguez, Christian Noboa e Enner Valencia (Equador), Stipe Pletikosa, Darijo Srna, Ivan Rakitic e Mario Mandzukic (Croácia), Sead Kolasinac (Bósnia & Herzegovina), Didier Zokora, Serey Die e Gervinho (Costa do Marfim), Giorgio Chiellini e Andrea Pirlo (Itália), Jordi Alba, Andrés Iniesta, David Villa e Vicente del Bosque (Espanha), Sergei Ignashevich (Rússia), Sulley Ali Muntari, André Ayew e James Appiah (Gana), Gary Cahill, Leighton Baines, Daniel Sturridge e Roy Hodgson (Inglaterra), Son Heung-Min (Coréia do Sul), Reza Haghighi (Irã), Atsuto Uchida e Keisuke Honda (Japão), Tim Cahill (Austrália), Noel Valladares, Roger Espinoza e Marvin Chávez (Honduras) e Stéphane M'Bia (Camarões).

Destaque

Se o fato de não decidir por um jogador apenas quer dizer que o blogueiro ficou "em cima do muro", então podem me considerar no ápice da divisória entre paredes. Vou citar apenas dois nomes nessa grande Copa, de dois jogadores que fizeram sete boas partidas no Mundial. Em algumas delas, foram muito bem. Em outras, simplesmente decidiram a partida na base do talento. São eles: Lionel Messi, vice-campeão com a Argentina, e Arjen Robben, terceiro colocado com a Holanda.

Na fase de grupos, Messi foi responsável direto em todas as três vitórias da seleção (sobre Bósnia & Herzegovina, Irã e Nigéria). Atuações que chamavam para si a responsabilidade e empolgavam pela eficiência. Enquanto isso, Robben ia com todo o gás passando por cima de qualquer sistema defensivo, como ocorreu diante de Espanha, Austrália e Chile.

Nos confrontos eliminatórios, Messi deu a assistência para o gol de Di María, o da classificação diante da Suíça, nos últimos minutos na prorrogação. Também nas oitavas, Robben jogou demais e sofreu o pênalti que foi convertido por Huntelaar, virando a partida diante do México nos acréscimos. Já nas quartas, vi Messi fazer magia a alguns metros de distância, coisa que jamais quero esquecer. Obrigado, gênio, pela atuação. Obrigado, Deus, pela graça. Que bom ter estado em Argentina e Bélgica! Messi participou do lance do gol de Higuaín e quase marcou o dele no segundo tempo. Mais tarde, Robben daria uma canseira em toda a defesa da Costa Rica. Mas, para fazer gol naquele goleiro Navas, só na disputa por pênaltis. Robben converteu o dele, Krul defendeu duas e a Holanda avançou. Nas semis, o encontro: Messi de um lado, Robben de outro. Partida equilibrada, decisão por pênaltis e classificação argentina, com as duas feras convertendo suas respectivas cobranças.

Na disputa de terceiro lugar, Robben sofreu falta de expulsão (que se transformou em pênalti de amarelo) e com três minutos a Holanda já vencia o jogo diante do Brasil. Foi, como de hábito, dificílimo acompanhar o ágil e hábil ponta holandês.

Na disputa de título, Messi jogou muita bola. Foi um dos melhores em campo, talvez o melhor. Mas, em suas grandes jogadas individuais que mais levaram perigo, não conseguiu mandar no gol. E quiseram os deuses do futebol que as maiores chances caíssem para Higuaín e Palacio. São ótimos, mas não são Messi. E a Argentina ficou no quase diante da Alemanha.

Parabéns a ambos pelas excelentes performances e que bom podemos vê-los da primeira rodada até o sétimo e último compromisso!
Mesben e Robssi, destaques na Copa do Mundo 2014.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A Campeã Voltou: Nos Pênaltis E Na Raça, Argentina Papa A Laranja

Imagem extraída de EsporteInterativo
Sergio Romero, Pablo Zabaleta, Martín Demichelis, Ezequiel Garay, Marcos Rojo, Javier Mascherano, Lucas Biglia, Enzo Pérez, Lionel Messi, Ezequiel Lavezzi, Gonzalo Higuaín, Rodrigo Palacio, Sergio Agüero, Máxi Rodríguez. Alejandro Sabella. E todos os demais que compõem a delegação argentina na Copa do Mundo 2014. Sem jamais esquecer dos torcedores que dizem exatamente o que sentem nas arquibancadas.

Só há, no parágrafo inicial, menções a heróis. A atuação argentina diante da forte e bem treinada Holanda foi algo para constar nos livros de História.

Capítulo 1: Do contexto.

Imagem extraída de MaisFutebol
Em pleno dia da independência, a Albiceleste conquista, em semifinal disputadíssima com a Holanda, seu retorno a uma final de Copa do Mundo. São vinte e quatro anos desde a última aparição e a adversária será exatamente a Alemanha, oponente em 1990. Naquela época, ainda existia o Muro de Berlim, e a campeã foi a Alemanha Ocidental - quatro anos antes, a Argentina superou a mesma oponente. Nas Américas, jamais um europeu conquistou o caneco mundial. E lá vai a Argentina ao Maracanã, para manter a escrita e para sair de uma fila de títulos que já se arrasta desde a Copa América 1991.

Alfredo di Stéfano, um dos maiores nomes na história do futebol nacional argentino e do planeta como um todo, foi lembrado em São Paulo. Partiu aos 88 anos, essa semana, mas estava presente. Estava presente nas braçadeiras pretas dos jogadores argentinos. Estava presente no minuto de silêncio antes de a bola rolar. Estava, mais que isso, presente na alma de cada jogador que vestia azul-e-branco. Não duvido que a água que caiu sobre o estádio possa ter alguma relação com a emoção do mito que ascendeu.

Capítulo 2: Do talento.

Imagem extraída de Ahe
Mesmo havendo como adversário um time absolutamente bem postado desde o goleiro até o centroavante,
onde existir talento, sempre será fácil reconhecê-lo. Lionel Messi teve muitas dificuldades para achar e criar espaços no gramado em São Paulo. Mas ainda assim desfilou capacidade técnica no Itaquerão. Seu momento mais próximo do gol foi cobrando uma falta sofrida por Enzo Pérez, defendida pelo goleiro Jasper Cillessen. Porém, seus simples deslocamentos pelo gramado e movimentos por entre os defensores laranjas possibilitavam que, se não para si, aparecessem brechas a serem usufruidas por companheiros como Gonzalo Higuaín. Sua maneira de interagir com a bola é única. Seus passos pelo campo, uma marca registrada. Sua postura, plenamente identificável. Um capitão pelo talento, pelo exemplo, que sequer precisa desgastar além da medida suas cordas vocais. Basta olhar para ele e já se sabe o que fazer.

Capítulo 3: Da tática.

Foto: Getty Images
Sempre que você assistir um jogo de futebol onde estiverem presentes jogadores como Messi e Arjen Robben em lados opostos, tenha convicção de que algo de muito interessante poderá acontecer a qualquer momento na partida. Piscar os olhos é perigoso, pois pode ser exatamente ali que o gênio entre em ação. Acontece que tanto Louis van Gaal quanto Alejandro Sabella sabem disso. Um tem o seu Robben e teme o Messi. O outro tem o seu Messi e teme o Robben. Conseguiram ambos os técnicos preparar suas seleções de modo a conter o talento do maior jogador adversário. Não é fácil fazê-lo, e é por isso que precisam ser exaltados: fizeram de maneira esportiva, sem apelar para o antijogo (embora em alguns - raros - momentos tenham havido faltas com único intuito de interromper o progresso do craque).

Este capítulo três merece um parágrafo especial para Sabella. O treinador argentino mostrou aquilo que já foi possível ver desde as oitavas diante da Suíça e, mais ainda, nas quartas diante da Bélgica: solidez. Uma equipe bem distribuída em campo, sobretudo defensivamente. Mostrando uma capacidade quase infinita de estar preparada para o que quer que seja. E do outro lado havia Dirk Kuyt, Daley Blind, Wesley Sneijder, Robben, Robin van Persie. Mas a Argentina Sabella o que estava fazendo e, nas mais de duas horas de jogo, foi uma seleção consistente, valente, determinada. Contagiante.

Capítulo 4: Da raça.

Imagem extraída de EsporteInterativo
Por falar em contagiante, não saem da minha cabeça as imagens de Mascherano e Zabaleta. O volante e o lateral-direito foram sublimes. São os dois polegares que traduzem a impressão digital da seleção argentina. Vira-latas de raça. Pra tornar inofensivo qualquer Pastor Belga, Holandês, Alemão. Protegem a defesa sem perder a referência. Cercam o adversário sem usar a violência. Recuperam a bola mantendo a postura. Avançam e recuam de maneira segura. Gigantes pela própria natureza! Contagiam, contagiam, contagiam. A quem está assistindo de longe, a quem está perto no gramado. Vemos esse contágio quando nossa pele arrepia, quando automaticamente aplaudimos, quando olhamos hipnotizados tamanha bravura. Não tem choque de cabeça nem ombrada no queixo que os abalem. Podem derrubá-los, pois são humanos. Mas jamais enfraquecê-los, porque inabaláveis pelo espírito dos verdadeiros vencedores. E a Argentina consegue mais. Consegue ser mais. É Garay afastando a bola segurando a chuteira na mão direita. É Rojo mandando o perigo para longe mesmo estando mancando. É Romero festejando uma cobrança de pênalti defendida (Ron Vlaar, forte, no centro). É Romero festejando outra cobrança de pênalti defendida (Sneijder, colocada, buscando o ângulo direito). É Máxi Rodríguez partindo para a bola para selar a classificação com cara de quem não consegue conter a emoção. E não consegue porque o sentimento é maior do que o recipiente. Cillessen tocou no pênalti derradeiro. O travessão também encostou na bola. Mas o destino da Brazuca era a rede. Pois o destino da Argentina, só Deus sabe. Talvez o Papa também. Com as bênçãos de Alfredo di Stéfano.
Foto: Getty Images

Capítulo 5: Da final.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Messi Rege Orquestra E Argentina Não Desafina: Líder E 100%

Perguntado se a Copa começaria nas oitavas, o técnico argentino Alejandro Sabella deu uma sábia resposta: a Copa começa nas Eliminatórias.

Se formos analisar as campanhas das seleções sul-americanas no Mundial, veremos como a declaração é ainda mais pertinente do que pode parecer à primeira vista. Três dessas seleções são dirigidas por técnicos argentinos. O Chile, de Jorge Sampaoli, estreou com vitória diante da Austrália, venceu a Espanha em partida que selou a eliminação dos atuais campeões mundiais e bi continentais, e perdeu somente para a Holanda, em jogo equilibrado. A Colômbia, de José Pekerman, venceu todas as três partidas que disputou: 3a0 na Grécia, 2a1 na Costa do Marfim e 4a1 no Japão. E, enfim, a Argentina de Sabella, que também se mantém com 100% de aproveitamento após vencer Bósnia & Herzegovina, Irã e Nigéria. Se o Brasil vive uma crise na função de treinador (pensar que Mano, Dunga e Scolari foram os últimos a dirigirem a seleção brasileira dá até calafrios nos adeptos do futebol arte), parece que a Argentina caminha muito bem, obrigado.

E caminha com as bênçãos do melhor jogador do mundo. Hoje, em Porto Alegre, o Beira-Rio colorido de azul assistiu uma aula de futebol de Lionel Messi. Ele abriu o placar aos dois minutos, desempatou a partida instantes antes do intervalo e foi substituído no segundo tempo, por provável precaução de Sabella com sua principal referência. A agitada partida no Rio Grande do Sul, estado que faz fronteira com a Argentina, contou ainda com uma Nigéria veloz e objetiva: os africanos buscaram a igualdade duas vezes, com dois gols de Musa, mas não conseguiram reestabelecer a igualdade após Rojo marcar 3a2. Nem precisavam: com a vitória da Bósnia & Herzegovina sobre o Irã (3a1), a classificação das Águias estava assegurada (a seleção nigeriana é a primeira do continente africano a garantir classificação numa Copa que já eliminou camaroneses e marfinenses). O ótimo goleiro Enyeama evitou um placar elástico, defendendo pelo menos duas bolas difíceis chutadas por Di María e uma cobrança de falta perfeita realizada por Messi.

A seleção argentina tem o que melhorar. Há espaços na defesa que precisam ser reduzidos - a Nigéria aproveitou duas oportunidades e teve outras ocasiões de perigo explorando inconsistências no sistema defensivo albiceleste. Mas a seleção argentina tem também o que comemorar: ofensivamente, foi a partida mais produtiva da equipe até o momento. Vê-se potencial para o que está bom ficar melhor, mas o caminho parece estar sendo percorrido na direção correta. Com ajustes pontuais e o talento de Messi, a Argentina tem todo o direito de sonhar. Agora, fica a expectativa para que nada de mais sério tenha ocorrido com Sergio Agüero, que precisou deixar o campo ainda no primeiro tempo. É um jogador que ainda não encontrou seu melhor rendimento, mas que certamente agrega bastante ao time.

A Copa, que começou nas Eliminatórias, vai chegando nas oitavas. E com Messi, uma espécie de oitava maravilha do mundo.

sábado, 21 de junho de 2014

Em Jogo Parelho Com O Irã, Messi Resolve No Final E Garante Argentina Nas Oitavas

A Argentina parece ter aprendido algumas lições de sua estréia diante da Bósnia & Herzegovina. Se naquela ocasião o time melhorou de rendimento após passar a jogar com um centroavante de ofício, dessa vez Alejandro Sabella já tratou de iniciar a partida com Higuaín à frente de Di María, Agüero e Messi.

Só que a mera modificação tática não tornou a vida argentina fácil no Mineirão. É que o Irã também tinha os seus recursos para se tornar competitivo no jogo: com um sistema tático retraído e compacto, os comandados de Carlos Queiróz conseguiram armar um muro vermelho que congestionou a intermediária defensiva e conteve na medida do possível as investidas sul-americanas. Foram poucas as oportunidades criadas via toque de bola, com os lances aéreos levando maior perigo para o gol defendido por Haghighi.

E a seleção iraniana não era apenas defesa, apostando em contra-ataques muito bem desenvolvidos, onde quase sempre conseguia encaixar alguma ocasião de dificuldade para a Argentina. O goleiro Romero interviu pelo menos três vezes com grande qualidade para salvar a equipe favorita.

A torcida apoiou. Sabella mexeu (Higuaín e Agüero por Palacio e Lavezzi). A Argentina tentou. E a salvação veio aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. E quem mais poderia salvar a pátria albiceleste? Ele: Lionel Messi. No seu único chute no jogo que tomou a direção do gol, o camisa dez conseguiu colocar a bola com uma precisão e colocação que tornaram a finalização inalcançável, para delírio de um estádio que conhecia naquela tarde de sábado o seu novo recorde de público.

Essa é a Copa do Mundo 2014: um torneio onde o rótulo de favorito não dá nenhuma garantia de facilidade. Essa é a Argentina: uma seleção que não desiste de seus objetivos em momento algum. Esse é o Irã: determinado e muito competente na sua proposta de jogo. E esse é Lionel Messi: decisivo, diferenciado. Uma bênção para a Copa. Um orgulho para a Argentina.

domingo, 15 de junho de 2014

Maracanã, Messi. Messi, Maracanã.

O Maracanã recebeu na noite desse domingo seu primeiro jogo no Mundial. E foi um jogo com clima de clássico nas arquibancadas, com intensas manifestações de ambos os lados. De um lado, a paixão do torcedor argentino, que exaltava sua própria seleção e incentivava os comandados de Alejandro Sabella. De outro, o medo do torcedor brasileiro, que chegou a vaiar a seleção argentina numa total demonstração de "vocês são importantes para mim e eu não sei lidar com isso de maneira esportiva". Claro que entre argentinos e brasileiros anti-Argentina havia também um grupo de bósnios e de brasileiros pró-futebol. Todos eles devem ter se divertido com a partida: seja pelo bom nível do jogo, seja pela surpreendente atuação da Bósnia, que se mostrou um time sólido.

Foi um confronto que começou de maneira atípica, pois logo na primeira bola que a Argentina colocou na área bósnia, uma infelicidade do defensor Kolasinac abriu o placar em gol contra. Um baque grande para uma seleção que estreava em mundiais. Só que os europeus que se livraram de uma guerra sangrenta em nome da independência da nação são fortes o suficiente para administrar uma situação como essa. E o próprio Kolasinac mostrou-se elemento importante, com ótima atuação na linha de defesa. Ousada na proposta de pressionar a Argentina, a Bósnia & Herzegovina teve as maiores chances de gol no primeiro tempo, dando bastante trabalho para o argentino mais efetivo naquela altura do jogo - o goleiro Romero.

Na volta do intervalo, a Argentina veio com Gago e Higuaín nos lugares de Campagnaro e Máxi Rodríguez, conseguindo ganhar dinamismo no ataque e, o mais importante, dar relevo à atuação de Lionel Messi. Messi foi encontrando espaços em campo e gente com quem trabalhar a bola. Num dos seus momentos de genialidade, tabelou com Higuaín, limpou o lance e chutou sem qualquer chance de defesa para o bom goleiro Begovic: 2a0 no placar.

Foi então que os espaços apareceram ainda mais e as oportunidades, idem. Safet Susic mexeu três vezes na equipe européia e a tornou mais ofensiva do que nunca. O preço que isso cobra é um sistema defensivo exposto a um adversário que contra-atacava com jogadores da qualidade de Messi, Di María, Agüero e Higuaín. Só que a valente defesa da Bósnia & Herzegovina resistiu. Lá na frente, o camisa nove Ibisevic, que entrara no segundo tempo, aproveitou a oportunidade e descontou.

A partir dali, a Argentina viu sua vitória sendo colocada em risco a ponto de Sabella aumentar a marcação no meio-campo para garantir o resultado. Conseguiu garantir mais que isso: também estava assegurada a alegria de uma torcida apaixonada. Os modinhas ficaram aos gritos pseudo-patrióticos de que têm amor e orgulho de nascerem no país que nasceram, embora não estivessem se manifestando nas ruas - essa tarefa ficou com brasileiros que não precisam desse tipo de cântico para se auto-afirmarem cidadãos de uma nação. Talvez fosse bom aos brasileiros anti-Argentina que torceram pela Bósnia & Herzegovina conversar com argentinos e bósnios sobre o que é o patriotismo na opinião dessas pessoas. É possível que seja um passo na direção de começar a cantar alguma coisa diferente no interior de um estádio.

Imune a tudo isso, o talento de Messi foi exaltado de todos os lados. Em sua primeira aparição num dos estádios mais místicos do planeta, não houve quem não se rendesse à sua capacidade de encantar. Esse sim dá orgulho e amor de ver jogar. Que sua participação na Copa seja longa, gênio!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

As coisas voltaram ao normal para o Barcelona. Quer dizer, não que tenham ficado anormais em algum momento, mas é que do melhor time do mundo a gente espera grandes atuações e vitórias. Talvez seja uma expectativa mais instintiva do que racional. Afinal, todo e qualquer time, tem o direito de não viver um dia ou um jogo ideal. O Barça, que havia sido derrotado em três partidas num intervalo de quatro compromissos oficiais, voltou a desfilar sua grande forma.

Num final-de-semana (sábado, 09.03.2013) teve a vitória sobre o Deportivo La Coruña pelo Campeonato Espanhol (2a0, com gols de Sánchez e Messi). No outro, também pela liga espanhola, vitória fora de casa sobre o Rayo Vallecano (3a1, domingo, 17.03.2013, com um gol de Villa e mais dois de Lionel Messi).

Mas o grande destaque na semana barcelonista ficou para a terça-feira, dia doze. 4a0 pra cima do Milan, com um baile futebolístico e a vaga na fase quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa, silenciando os críticos que chegaram a ousar dizer que a derrota em San Siro comprometeria a permanência catalã no torneio europeu. Ingênuos e precipitados. O Barcelona precisa provar o que mais a alguém?

Jogada da semana

Troca de passes curtos e rápidos, buscando espaço diante de um time que era todo dedicado à defesa. Passes curtos, rápidos e certeiros, claro. Do jeito que o Barcelona está acostumado a fazer e a encantar. Mas a conclusão... ah! a conclusão... Com vocês, Lionel Messi. Aquele que encontra espaço onde parece inexistir. E que coloca magia em cada lance. Gênio. Estava aberto o placar no Camp Nou, em noite de espetáculo e goleada em azul-grená.

terça-feira, 12 de março de 2013

Barcelona Para Aplaudir De Pé: 4a0 No Milan

Aquietam-se os trombeteiros do apocalipse, ansiosos por anunciar tempos de crise no Barcelona. O revés em San Siro e as derrotas sequenciais para o Real Madrid foram motivos suficientes para que ressoassem os diagnósticos que atestam a irreversibilidade de um suposto cenário caótico.

Só que não. Num Camp Nou lotado - e festivo -, o Barça foi Barça. Messi foi Messi. E se foram, é porque são. E lá se vão para as quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa, com um apoteótico 4a0 pra cima do Milan, clube que estava invicto há dez jogos na temporada.

No primeiro tempo, dois gols do gênio Lionel Messi. Recebeu passe de Xavi para marcar o primeiro e de Iniesta para anotar o segundo. E Abbiati evitou que uma goleada acontecesse ainda antes do intervalo. Mas o Milan também tem algo a lamentar com a sorte: Niang acertou a trave menos de dois minutos antes de Messi encontrar a rede pela segunda vez.

Na etapa complementar, o Barcelona finalmente passou a frente no confronto quando David Villa marcou 3a0 aos nove minutos (nova assistência de Xavi). Allegri mexeu na equipe visitante, trouxe elementos que tornaram o time mais ofensivo. Aliás, que tornaram o time ofensivo, não cabe o "mais" na retrancada, retraída, recuada equipe preparada pelo treinador.

Mas o prêmio final foi para aqueles que jogam de um jeito quando perdem e do mesmo jeito quando ganham: nos acréscimos, Jordi Alba recebeu de Sánchez e marcou o quarto gol. Jogada iniciada por quem? Por Messi. Pra quem gosta de estatísticas, Messi marcou 33 gols em seus últimos 32 jogos pela Liga dos Campeões da Europa. Pra quem gosta de futebol, veja esse cara e esse time jogando.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Se alguém tinha alguma dúvida a respeito do "abalo psicológico" que poderia se implantar no Chelsea após a derrota na final do Mundial de Clubes, já não tem mais. De lá pra cá, a equipe comandada por Rafa Benítez atuou pela Copa da Liga Inglesa e pelo Campeonato Inglês, somando duas vitórias por goleada: 5a1 sobre o Leeds United, fora de casa (na quarta-feira, dia dezenove, ou seja, três dias após o vice-campeonato no Japão) e um estrondoso 8a0 pra cima do Aston Villa, em Stamford Bridge, um domingo depois da derrota para o Corinthians.

Em 3º lugar na Premiership, o Chelsea espera conseguir amenizar a dor da eliminação precoce na Liga dos Campeões e da derrota na Copa do Mundo de Clubes com, quem sabe, um título na mais forte liga nacional de que se tem notícia. Não será simples, pois há uma distância considerável de pontos em relação aos times da cidade de Manchester. A Copa da Liga Inglesa é uma competição mais ao alcance dos Blues, que enfrentarão o Swansea na fase semifinal.

Jogada da semana

Quebrando recordes atrás de recordes, Lionel Messi não somente impressiona pelas estatísticas como encanta pela maneira de jogar. Na vitória do Barcelona sobre o Real Valladolid (sábado, dia 22.12.2012), pela 17ª rodada no Campeonato Espanhol, o melhor jogador do mundo marcou o segundo gol catalão (a partida terminou 3a1). O Barça é líder soberano no torneio, com nove pontos de frente para o segundo colocado, o Atlético de Madrid. O vídeo a seguir é caseiro, pois está complicado encontrar algum que não tenha sido bloqueado pelos tais direitos autorais. A pintura de Messi aparece a partir dos 24 segundos de vídeo, recebendo passe de calcanhar de Xavi Hernández e partindo com a bola até a finalização, com direito a caneta em adversário que tentou desarmá-lo. Dá-lhe Messi! Dá-lhe Barcelona!
Deixo aqui registrado um Feliz Natal a cada um de vocês. E que o espírito natalino permeie todos os dias de nossas vidas, não ficando restrito a uma única data no calendário. 

Voltaremos qualquer dia, de preferência ainda esse ano para desejar a todos um Feliz 2013.

Fraternais abraços.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

 
A história que se escreve nas cores azul e grená segue com novos capítulos. Entre os dois últimos finais-de-semana, o épico Barcelona de Josep Guardiola entrou em campo três vezes. Primeiro, uma visita ao estádio Santiago Bernabéu para aplicar 3a1 sobre o Real Madrid - e de virada. Depois, viagem para o Japão e estréia no Mundial de Clubes 2011 com goleada por 4a0 sobre o Al Sadd, de Doha, Catar. Naquela partida semifinal, David Villa sofreu grave lesão e deverá desfalcar o Barça por cerca de um semestre (o reserva imediato, Alexis Sánchez, também se contundiu e não pôde jogar a final com o Santos). Veio, então, o domingo, dezoito de dezembro de dois mil e onze. Data para ser lembrada no calendário esportivo em geral e futebolístico em especial: com uma aula de bola, o Barcelona esmagou o Santos com 71% a 29% na posse de bola e 4a0 no número de gols, sagrando-se campeão mundial 2011. Histórico. E que venham muitos outros capítulos.

Jogada da semana

Recordar do mágico domingo em que o Barcelona ensinou a quem quisesse aprender como se joga uma equipe campeã de fato e de direito é um prazer. E, por esse gol que abriu a contagem no estádio internacional de Yokohama, torna-se um dever. Com linda assistência de Xavi Hernández e belíssima conclusão de Lionel Messi, o Barça fazia naquele momento o primeiro gol da partida final pelo Mundial de Clubes 2011. Aprecie sem moderação.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Na Bielorrússia, Barcelona Bate Borisov: 5a0

Os recentes empates na temporada (2a2 com a Real Sociedad, com o Milan e com o Valência) convidaram uma parcela ingênua (para não dizer tola) de pessoas a estimar que algo poderia não estar andando bem com o Barcelona. Se pensarmos que o time comandado por Josep Guardiola acostumou-se às vitórias e às goleadas, realmente aqueles resultados poderiam sugerir uma pequena fuga da normalidade. Mas tudo vai de bem a melhor com o time azul-grená: após sapecar 5a0 no Atlético de Madrid pelo Campeonato Espanhol, a equipe catalã repetiu o placar na Liga dos Campeões da Europa, quando viajou até Minsk, Bielorrússia, e goleou a equipe do BATE Borisov. Com os mesmos quatro pontos do Milan - mas com um saldo superior -, o Barça lidera o grupo H. O BATE, que empata com o Viktoria Plzen em pontos - os dois têm um -, figura na lanterna da chave devido ao saldo de gols. Na próxima rodada, o BATE visita o Milan enquanto o Barcelona recebe o Plzen.

O jogo

Diante de um público de 29.555 pessoas no estádio Dynama, a massa até incentivava os donos da casa diante de um adversário imponente. Mas nem os gritos vindos das arquibancadas foram capazes de levar o time amarelo ao ataque: pressionado e mantendo-se basicamente concentrado entre sua intermediária e a linha-de-fundo, os comandados de Viktor Goncharenko assistiam o Barcelona, que vestia uniforme preto, a trocar passes cada vez mais perto da baliza defendida por Aleksandr Gutor.

Os primeiros dezoito minutos se assemelhavam à partida entre Espanha e Suíça, na Copa do Mundo 2010, quando uma equipe atacava e a outra se defendia. Mas, para alegria de muitos dos atletas que estiveram em campo naquela ocasião, dessa vez o placar foi mais compatível ao desenho da partida. Um gol contra de Aliaksandr Volodko aos dezoito minutos abriu a defesa e também a porteira. As belas atuações de David Villa e Lionel Messi conduziram os barcelonistas a uma tranqüila vitória, que contou com gols de Pedro Rodríguez (linda assistência de Villa), Villa, e dois do fantástico camisa dez argentino. Por sinal, o segundo gol de Messi o colocou igualado ao húngaro Láslo Kubala, como segundo maior goleador na história do clube. Que se faça a contagem regressiva: faltam quarenta e um para igualar César Rodríguez, que marcou 235 vezes pelo Barcelona.

É interessante observar que o Barça terminou a partida com quatro brasileiros em campo: os laterais Daniel Alves (titular), Adriano e Maxwell (que entraram na segunda etapa), e também o hábil meio-campista Thiago Alcântara, filho do ex-jogador Mazinho, que se naturalizou espanhol e inclusive já defendeu a seleção comandada por Vicente Del Bosque. Jogador de apreciável capacidade técnica e facilidade em encostar no ataque, que certamente poderia ser aproveitado com a camisa amarela. Mas lá vamos nós, com figuras como Ralf, Fernandinho e Elias trajando um uniforme que tem cinco estrelas bordadas acima do distintivo...

domingo, 28 de agosto de 2011

É Só O Começo

O Barcelona deu mais uma mostra aos amantes do futebol arte de que a temporada 2011-2 tem tudo para ser bonita de se assistir quando a equipe de Josep Guardiola estiver em campo. Com uma vitória por 2a0 sobre o Porto, os catalães celebraram o título na Supercopa Européia, competição que coloca frente a frente os atuais campeões de Liga dos Campeões e de Liga Europa.

O jogo

O Barcelona estava desfalcado de sua dupla de zaga titular (o volante argentino Javier Mascherano e o lateral-esquerdo francês Eric Abidal atuaram no setor que costumeiramente é preenchido por Carles Puyol e Gerard Piqué). Pelo lado portista, os desfalques em relação à vitoriosa temporada passada eram o do atacante colombiano Falcao García, que foi negociado com o Atlético de Madrid, e o de André Villas-Boas, novo treinador do Chelsea. No banco de reservas, Vítor Pereira seguia os passos de seu antecessor e levava o time a campo com uma postura ofensiva, colocando três homens de frente e pressionando a saída de bola barcelonista com cerca de meio time ocupando o campo de ataque. Algumas chances apareceram para a equipe lusitana, mas a falta de um goleador como Falcao García foi sentida pelo time azul-e-branco, principalmente se levarmos em consideração a pífia atuação do centroavante brasileiro Kléber. O Barcelona foi crescendo na partida, mas só abriu o placar porque contou com um presentaço do colombiano Fredy Guarín: o meio-campista portista recuou uma bola forte demais para ser alcançada pelo romeno Cristian Sapunaru e acabou servindo ninguém mais, ninguém menos que o craque argentino Lionel Messi. O camisa 10 foi até a bola, fintou o goleiro Hélton na base do jogo de corpo e completou pra rede, aos 38 minutos.

O segundo tempo teve início e o Porto mostrava muita vontade de buscar o resultado. João Moutinho era figura que se aproximava com freqüência dos atacantes e fortalecia o poder-de-fogo da equipe, com direito a um chute que passou perto, aos cinco minutos. Aberto pela direita e dando uma canseira em quem o marcasse, Hulk esbarrava nas próprias limitações técnicas para não ser mais efetivo, embora vez ou outra conseguisse produzir algo de interessante. Mas quem mais comprometia o ataque do Porto era Kléber, que não conseguia dar seqüência a praticamente nenhuma jogada, chegando inclusive a irritar o compatriota recém-convocado por Mano Menezes. Com o chileno Alexis Sánchez no lugar de David Villa e com o brasileiro Adriano dando lugar para Sergio Busquets, Guardiola colocava Abidal na sua posição de origem e formava a dupla de zaga com dois volantes, o que aumentava ainda mais a qualidade da já boa saída de bola azul-grená. Vítor Pereira foi procurando alternativas para tentar reequilibrar o tempo de posse de bola entre os dois times e realizou suas três substituições num intervalo de nove minutos: saíram o uruguaio Cristian Rodríguez e os brasileiros Souza e Kléber para as entradas de Silvestre Varela, do brasileiro Fernando (habitualmente titular na campanha da Tríplice Coroa) e do argentino Fernando Belluschi.

Se o Barcelona mexera duas vezes e o Porto três, restava uma última substituição por direito. E Guardiola fez uso com grande capricho, colocando Francesc Fàbregas no lugar de Pedro Rodríguez. Desta forma, Messi era ligeiramente adiantado e formava uma ágil dupla de ataque com Sánchez, contando com o apoio do trio Xavi Hernández, Andrés Iniesta e Cesc Fàbregas para lhe dar apoio. Precisava de mais que isso? Para facilitar as coisas, Rolando recebeu o cartão vermelho pelo acúmulo de dois cartões amarelos (o primeiro aconteceu aos 19 minutos do segundo tempo, por falta cometida em Messi, e o segundo aos 39, também por falta em Messi). Aos 42 minutos, Messi deu passe genial para Fàbregas, que ajeitou no peito e, mantendo a bola no ar, completou com chute belíssimo, estufando a rede e definindo a vitória com um golaço, envolvendo aqueles que considero os dois melhores jogadores na atualidade - ou dois dos quatro melhores, afinal, há também Xavi e Iniesta...

Mais pro final do jogo, um carrinho grosseiro de Guarín em Mascherano rendeu a segunda expulsão na partida, deixando apenas nove atletas portistas para serem envolvidos no baile barcelonista. A temporada está apenas começando. E como é gostoso pensar que ainda há muito Barcelona para entrar em campo...
Lionel Messi comemora o primeiro gol: argentino abriu o placar e deu linda assistência para o gol de Fàbregas.

domingo, 29 de maio de 2011

Uma História Que Se Escreve Em Azul E Grená

Não sei nem por onde começar. É bom escrever sobre o Barcelona. Tentemos - apenas tentemos - descrever mais ou menos o que foi essa final de Liga dos Campeões da Europa 2010-1.

O time que encanta em qualquer território por onde passa desembarcou em Wembley e proporcionou aos amantes do futebol bem jogado mais um espetáculo. O adversário não era um time qualquer, mas o Manchester United, invicto na competição continental e, a exemplo dos barcelonistas, buscando o tetracampeonato europeu. E foi bacana a exibição dos comandados de Alex Ferguson: partindo para o ataque, o time impunha um ritmo veloz na tentativa de superar o bloqueio catalão, muito bem postado mesmo com o desfalque de Carles Puyol (o francês Eric Abidal, figura heróica e emblemática na decisão e na temporada, atuou como titular).

O entrosamento de Wayne Rooney com o mexicano Javier "Chicharito" Hernández causava dificuldades à dupla de zaga composta por Gerard Piqué Bernabéu e pelo argentino Javier Alejandro Mascherano, que mesmo assim raramente se deixavam ser envolvidos. Quando eventualmente ocorresse um vacilo qualquer dos defensores, o goleiro Victor Valdés mostrava prontidão para intervir e afastar o perigo.

Crescendo na partida e começando a mostrar quem é que manda quando o assunto é posse de bola (aliás, Barcelona e Manchester foram os times que mais tiveram a bola consigo ao longo da competição), os comandados de Josep "Pep" Guardiola foram chegando ao ataque através de um toque de bola altamente característico dessa fantástica equipe. Aos 15 minutos, David Villa abriu para Xavi Hernández na direita e o capitão cruzou rasteiro acionando Pedro Rodríguez, que se antecipou à marcação e finalizou à esquerda. Aos 19 quem deu o remate foi Villa, que pouco antes da meia-lua mandou a bola perto da trave esquerda. No minuto seguinte Villa acertou a pontaria, mas não colocou a força necessária para superar o goleiro holandês Edwin van der Sar, em sua partida de despedida no futebol profissional (já deixa saudades, que beleza de arqueiro!).

A arte já estava reinando pelo gramado de Wembley, ritmo da partida era agradável mas faltava o gol. Faltava. Aos 27 minutos, Xavi deu belo passe de trivela encontrando Pedro e o atacante foi certeiro na seqüência do lance, chutando rasteiro e abrindo o placar na Inglaterra, para delírio de uma torcida que fazia parecer que o jogo ocorria na Catalunha.

Mas o Manchester também tinha os seus recursos, e contou com suas duas figuras mais determinantes para empatar a partida: após tabelinha ligeira entre Rooney e Giggs, o "Shrek" finalizou o lance com um chute muito bem colocado no canto direito. Cabe dizer que havia impedimento no lance, não flagrado pela arbitragem.

O jogo rumou para o intervalo com o Barcelona tendo mais a bola mas somente conseguindo por mais uma vez chegar perto do desempate: aos 43 minutos, o genial argentino Lionel Messi escapou do sérvio Nemanja Vidic com uma caneta arrebatadora, abriu com Villa na direita e quase conseguiu completar quando o atacante camisa 7 buscou a devolução.

Ambos os times voltaram idênticos para o segundo tempo, tanto na formação quanto na busca pelo gol. Diz um ditado que "quem procura, acha". E quem tem Messi, acha mais ainda: aos oito minutos, o melhor jogador da atualidade recebeu passe de Andrés Iniesta e, de fora da área, chutou com firmeza. Não foi um chute no canto, mas direcionado da maneira exata para que a bola não batesse em Vidic e não fosse alcançada por van der Sar. 2a1 no placar, o primeiro gol de Messi em solo inglês.

Os espaços apareciam cada vez mais, proporcionando ao Barcelona melhores condições de trabalhar a bola e a Lionel Messi melhores condições de mostrar o seu talento aparentemente sem fim. Aos 16, Messi parou em defesa de van der Sar. Aos 19, quase marcou de calcanhar. E aos 23, após atrair a marcação fazendo fila em quem quisesse tirar a bola do craque, um bate-rebate sobrou para David Villa. E dali mesmo, da meia-lua, a bola chutada por Villa foi para a gaveta esquerda. Golaço. Isso tudo pouco depois de Ferguson trocar o brasileiro Fábio (lesionado) pelo português Nani, numa espécie de "não digam que não tentei".

Tentou novamente aos 31 minutos colocando o experiente Paul Scholes no lugar de Michael Carrick. Porém, sem efeito. Também pudera: o Barça seguia desfilando todo o seu talento e fazendo parecer que o United era uma "equipe comum", facilmente colocada na roda. E no carrossel de Guardiola cabia mais gente pra participar do baile: entraram o malinês Seydou Keita, além de Puyol e do holandês Ibrahim Afellay. De resto, foi esperar o apito final do árbitro húngaro Viktor Kassai, que veio logo após um chute longo de van der Sar. Atrevo-me a dizer que nesse sábado, 28 de maio de 2011, o futebol dormiu feliz. E acordará melhor ainda: o título da mais cobiçada competição clubística européia não poderia ter parado em melhores mãos. Literalmente, pois quem levantou a taça de campeão com a braçadeira de capitão foi ele, Eric Abidal. O desfecho perfeito para um time perfeito. E, se o Barcelona é mais que um clube, essa conquista foi mais que um título. Foi um marco para o futebol mundial: o de que arte e resultado andam juntos, em plena harmonia. E dessa união só pode surgir alegria.
São muitas imagens para se recordar. Nessas duas que encerram a postagem, Josep Guardiola é saudado pelo elenco e Eric Abidal ergue o caneco da Liga dos Campeões. Personagens que por talento e superação estão eternizados na história do futebol mundial.
Parabéns e obrigado, Barcelona!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Marcação 0, Criação 2: Uma Vitória Filosófica

Tanto quanto o Manchester United na terça-feira, o Barcelona deu um passo enorme em direção à final da Liga dos Campeões da Europa nessa presente temporada. Com a vitória por 2a0 em pleno estádio Santiago Bernabéu, os comandados de Josep Guardiola terão campo para jogar na partida de volta. Afinal, o time dirigido por José Mourinho irá ao Camp Nou com a necessidade de marcar pelo menos dois gols.

O jogo

O primeiro tempo da partida na capital espanhola tinha o desenho exato - ou pelo menos muito próximo - daquilo que Mourinho planejava para o evento. Um duelo onde a marcação merengue dificultava uma aproximação dos barcelonistas à meta defendida por Iker Casillas e que, de brinde, fomentava um clima de tensão entre duas equipes que contam com muitos companheiros de seleção, campeões juntos tanto na Euro-2008 (com Luís Aragonés) quanto na Copa-2010 (com Vicente Del Bosque no comando técnico). Por uma mentalidade defensivista que focava o jogo inteiramente no compromisso de marcar o adversário, o Real de Mourinho não permitia que o jogo se desenvolvesse. O luso-brasileiro Pepe retratava fidedignamente o que era o time madridista em campo: aplicado na marcação, atento ao deslocamento adversário, mas ineficaz quando com a bola nos pés (aliás, bola nos pés foi algo que ficou 72% do tempo sob controle "blaugrana").

Com pouca emoção na primeira etapa, o jogo foi para o intervalo num clima de confronto nada esportivo: no tumulto antes da ida para os vestiários, sobrou uma expulsão para o goleiro reserva do Barcelona, o português José Manuel Pinto. Veio o segundo tempo e o Real tinha uma modificação: o meio-campista alemão Mesut Özil deu lugar ao atacante togolês Emmanuel Adebayor. Apesar do Real quase nada se dedicar no que tange às jogadas ofensivas, a simples presença de Adebayor trouxe o time da casa mais para o campo de ataque. Mas, de tanto perseguir os adversários que detinham a posse de bola, de tanto se preocupar em se defender, de tanto combater um oponente que estava mais à vontade em campo, uma hora a bomba estourou. E é aí que voltamos a falar de Pepe: aos 15 minutos, o jogador deixou a sola da chuteira propositalmente na perna direita do brasileiro Daniel Alves e foi merecidamente expulso pelo árbitro alemão Wolfgang Stark.

Se na igualdade numérica já era exaustiva a tarefa de proteger-se das investidas barcelonistas, com um homem a menos a coisa ficou definitivamente complicada para o Real Madrid, que sentia o jogo dentro das quatro linhas (o argentino Ángel Di María, que transparecia tensão a cada dividida de bola, talvez seja o maior exemplo nesse sentido), nas arquibancadas (os torcedores por muitas vezes silenciavam no estádio e permitiam que a minoria azul-grená cantasse) e até no banco de reservas (por mau comportamento, o treinador português José Mourinho foi convidado a se retirar da área técnica e assistiu o restante da partida atrás das grades, a cerca de 8 metros de distância do banco de suplentes). Após levar um pisão do brasileiro Marcelo quando já estava caído no gramado, Pedro Rodríguez precisou ser substituído, dando lugar para o habilidoso holandês Ibrahim Afellay aos 25 minutos. E, 5 minutos depois de entrar, Afellay já mostrou um pouco da sua desenvoltura com a bola nos pés: encarou a marcação de Marcelo, foi à linha final e encontrou o argentino Lionel Messi fechando na pequena área. Sem mais delongas, bola na rede e placar aberto em Madrid aos 30 minutos do segundo tempo.

Se alguém imaginou que o gol sofrido seria uma deixa para que Mourinho tirasse Kaká, Benzema ou Higuaín do banco de reservas e convidasse o Real a freqüentar um pouco mais o campo de ataque, frustrou-se. Eles permaneceram fora das quatro linhas e assistiram o melhor jogador do mundo exibir a sua genialidade: aos 41 minutos, Messi deixou para trás Lassana Diarra, Sérgio Ramos, Raúl Albiol e Marcelo, tirando de Casillas com um chute sutil com a perna direita. Golaço. Aos 45 minutos, Pep Guardiola ainda promoveu a estréia do jovem Sergi Roberto, que entrava no lugar de David Villa.

Com o revés dentro de casa, uma coisa é certa: não será com essa escalação e muito menos com essa estratégia de jogo que o Real Madrid conseguirá reverter a situação no Camp Nou. Já o Barcelona deverá manter-se fiel ao seu estilo, até porque já provou que não abre mão de uma filosofia de jogo em função de adversário ou resultado. Indícios de que a segunda partida será muito melhor do que a primeira e de que os quatro confrontos entre esses times terão um desfecho com chave-de-ouro.

Outro resultado

Terça-feira

Schalke 04 0a2 Manchester United

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Lionel Messi Merece

Na última segunda-feira, Lionel Messi faturou o prêmio de melhor jogador de 2010 e tornou-se o terceiro futebolista a alcançar o feito de conquistar o troféu FIFA por dois anos consecutivos - os outros foram Ronaldo (1996-7) e Ronaldinho Gaúcho (2004-5).
Uma das melhores definições para o futebol de Lionel Messi veio de Arsène Wenger, após a goleada do Barcelona sobre o Arsenal por 4a1, com 4 gols da fera: "é um jogador de PlayStation".

Que Messi é o melhor jogador na atualidade e um dos melhores de todos os tempos, não há qualquer dúvida. Mas o rendimento do argentino em 2010, embora novamente excepcional, foi questionado pela eliminação da seleção de Diego Armando Maradona na fase quartas-de-final. Acho uma tolice: vendo cada jogo da Argentina no Mundial, desafio alguém a apontar uma performance fraca de Messi na Copa. Pelo contrário: contra a Nigéria, por exemplo, Messi "ajudou" a tornar o goleiro Enyeama o destaque da partida.

Porém, se o prêmio da FIFA não estivesse acoplado ao troféu Bola de Ouro (a unificação ocorreu nessa edição do prêmio), quem faturaria o caneco concedido pela France Football seria Wesley Sneijder, o preferido dos eleitores jornalistas. O holandês teve uma temporada brilhante tanto com a seleção Laranja quanto com a Internazionale, sendo o maestro do vice-campeonato na África do Sul e na conquista da Tríplice Coroa. Era um nome para, pelo menos, figurar na lista final, mas acabou ficando de fora para estarem presentes os espanhóis e barcelonistas Andrés Iniesta e Xavi Hernández.
Temporada de Wesley Sneijder foi praticamente perfeita e, não fosse a unificação entre os prêmios, o camisa 10 holandês e interista faturaria a Bola de Ouro 2010.

Eis a porcentagem final dos jogadores mais lembrados.
1º - Lionel Messi (Argentina), 22,65%
2º - Andrés Iniesta (Espanha), 17,36%
3º - Xavi Hernández (Espanha), 16,48%
4º - Wesley Sneijder (Holanda), 14,48%
5º - Diego Forlán (Uruguai), 7,61%
Quem conferiu o tópico "E A Bola De Ouro Vai Para..." percebeu que os cinco preferidos desse blogueiro foram exatamente os cinco mais votados na eleição. Qualquer um daqueles seria digno de faturar o prêmio, mas convenhamos, é particularmente mais bacana quando o troféu é erguido pelo melhor jogador da atualidade. E isso vale também para as mulheres. Dá-lhe Messi! Dá-lhe Marta!
Os melhores futebolistas em seus respectivos gêneros repetem a dobradinha de 2009: ele é bi e ela é penta.

Aproveito e agradeço aos 20 participantes da enquete, que teve o seguinte resultado final:
1º Lionel Messi, com 8 votos (40%)
2º Xavi Hernández, com 5 votos (25%)
3º Wesley Sneijder, com 3 votos (15%)
4º Diego Forlán, com 2 votos (10%)
4º Qualquer um dos 3 finalistas, com 2 votos (10%)
6º Andrés Iniesta, com nenhum voto.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

Já eliminada na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, a equipe do Ajax foi ao San Siro enfrentar o já classificado Milan. Estreando Frank De Boer na função de técnico, os holandeses atuaram em grande nível e selaram o acesso à seqüência da Liga Europa com uma convincente vitória por 2a0, no que pode ter sido a melhor exibição desse clube tradicional na presente temporada. O comentário pós-jogo de De Boer foi bastante interessante:
"I hope this victory will mean that the guys believe in their ability, as they all can play fantastic football" ("Espero que esta vitória signifique que os caras acreditem em sua capacidade, já que todos podem jogar um futebol fantástico")
Pela Eredivisie, quatro dias depois, lá foram os comandados de Frank visitar o Vitesse, domingo, na 18ª rodada da competição. O triunfo por 1a0 (gol de Christian Eriksen) manteve a equipe na 4ª colocação, agora com 35 pontos ganhos. Tão bom quanto a vitória foi o fato de os dois primeiros colocados terem tropeçado nessa mesma rodada: o líder PSV empatou sem gol fora de casa com o De Graafschap enquanto o Twente, também fora de casa, levou uma sapecada de 6a2 do Heerenveen. Desta forma, a distância do Ajax para a ponta da tabela no Campeonato Holandês é atualmente de 3 pontos. E, caso a equipe mantenha o nível de jogo visto no San Siro, está no caminho certo para arrancar em direção ao título.

Jogada da semana

Assistindo aos gols de terça-feira pela 6ª e última rodada na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, pude acompanhar um golaço marcado por Eran Zahavi, no empate entre Lyon e Hapoel Tel Aviv. Não tive dúvidas de que aquela bicicleta seria a jogada da semana. Mas estava faltando o Barcelona entrar em campo no domingo. A obra-de-arte esculpida por Lionel Messi e Daniel Alves na tela emoldurada por Josep Guardiola foi coisa de outro mundo, numa tabela que só pode acontecer se estiver envolvendo jogadores da qualidade desses sul-americanos e sob a batuta de um técnico como o espanhol que dirige o Barça.

Em homenagem ao futebol bem jogado, vamos colocar ambos os vídeos nesse espaço. Mas, não me levem a mal os israelenses, a jogada da semana fica para a parceria Brasil-Argentina-Espanha.


Acima, o golaço de Zahavi (Hapoel Tel Aviv). Abaixo, a jogada da semana.

Ah! Já ia esquecendo: esse foi o terceiro gol na goleada de 5a0 sobre a Real Sociedad, pela 15ª rodada na Liga Espanhola, mantendo o Barcelona no lugar que lhe é por direito: o topo da tabela.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Camisas 10 Se Destacam E Messi Decide

Bolas acertaram a trave. Goleiros realizaram defesas. Sistemas defensivos tiveram bastante trabalho para conter as investidas adversárias. Quando o encontro entre Argentina e Brasil diminuiu de intensidade e finalmente passou a ter cara de zero a zero, apareceu o melhor jogador da atualidade para transformar o empate em vitória. Com um golaço de Lionel Messi, nos acréscimos, a Argentina superou o Brasil em Doha. Foi a primeira derrota e o primeiro gol sofrido pela seleção brasileira desde que Mano Menezes assumiu o posto de treinador canarinho. Sergio Daniel Batista, efetivado como treinador definitivo após a saída de Diego Armando Maradona, estreou com o pé direito.

Veja como foi a transmissão do Jogada De Efeito, em tempo real, através do "Twitter" @jogadadefeito.

O jogo

Ronaldinho Gaúcho, de volta à seleção, mostrou serviço desde que a bola começou a rolar no estádio Internacional Khalifa. Com 1 minuto, já havia alçado uma bola na área, interceptada pelo goleiro Sergio Romero. Aos 6 minutos, quase conseguiu acionar Neymar na área, mas Romero novamente mostrou estar atento.

Ambas as seleções rodavam bastante a bola, mas as oportunidades pouco apareciam. Até que, comandado por Ronaldinho Gaúcho e contando com o apoio constante dos laterais Daniel Alves e André Santos, o Brasil passou a se sobressair em campo. Aos 18', o lateral barcelonista tabelou com David Luiz e chutou no travessão. 3 minutos depois, Ronaldinho pegou sobra de bola após cobrança de escanteio e quase marcou de calcanhar, parando em defesa de Romero.

Demorou, mas a Argentina conseguiu chegar com perigo por duas vezes na etapa inicial. A primeira delas foi aos 28 minutos, quando Gonzalo Higuaín apareceu livre após escanteio e cabeceou para defesa difícil de Victor, que defenderia mais uma vez no rebote, mas com o impedimento já assinalado. 10 minutos mais tarde, a melhor jogada dos primeiros 45 minutos: Messi iniciou jogada na altura da linha que divide o campo, tabelou, recebeu de volta, arrancou e chutou de fora da área uma bola que beijou a trave direita de Victor. O Brasil teria uma oportunidade derradeira antes do apito de intervalo: aos 44 minutos, Ronaldinho abriu na direita com Daniel Alves, mas o camisa 2 preferiu cruzar em vez de mandar um chute cruzado e acabou entregando a bola para o goleiro Romero.

No intervalo, uma única substituição: saiu Higuaín para a entrada de Ezequiel Lavezzi. E foi o atleta napolitano o personagem que mais daria trabalho aos brasileiros dali em diante, principalmente em jogadas pra cima de André Santos, que, vendo a ameaça que o camisa 11 lhe apresentava, ficou a maior parte do tempo no campo defensivo, diminuindo as opções de ataque brasileiras. O Brasil seguia encontrando suas melhores alternativas a partir de Ronaldinho: aos 6 minutos, o camisa 10 brasileiro levantou na área e Thiago Silva quase conseguiu completar de cabeça o que seria um gol exclusivamente milanês.

Aos 10 minutos, a Argentina conseguiu sufocar o Brasil em lance iniciado por Lavezzi pelo lado direito e, durante bate-rebate, Thiago Silva bloqueou usando o braço direito, que estava aberto. Lance interpretativo, onde considero ter havido penalidade máxima, não apitada pelo árbitro Abdullah Balideh.

O jogo diminuiu de ritmo e Sergio Batista buscou novas opções, colocando o colorado Andrés D'Alessandro no lugar de Javier Pastore, aos 24 minutos. 3 minutos depois, Mano Menezes mexeu pela primeira vez, trocando o participativo Ronaldinho pelo gremista Douglas. Mais quatro minutos se passaram e Mano mexeria no ataque, trocando Neymar por André.

Se dentro de campo nada de muito diferente acontecia, um torcedor resolveu quebrar a monotonia do evento e invadiu o gramado. Será que fazia parte da festa nesse "lobby" visando a Copa-2022? Acho pouco provável.

De volta ao jogo, aos 37 minutos, Ángel Di María cruzou da esquerda e quase Lavezzi conseguiu alcançar de peixinho, mas a bola passou. A seleção brasileira nada criava e Mano Menezes parecia ignorar solenemente que o grupo contava com a presença de Philippe Coutinho no banco de suplentes. Quando resolveu mexer novamente no time, optou por, aos 40 minutos, trocar Ramíres por Jucilei, numa tremenda falta de ousadia.

E o castigo veio aos 46'. Castigo para Mano, prêmio para os amantes do futebol arte. Douglas foi desarmado no círculo central, Messi recebeu, tabelou com Lavezzi e partiu em velocidade, escapando de David Luiz, Thiago Silva e Lucas (tendo inclusive resistido a um tranco por trás dado pelo volante) para chutar cruzado no canto esquerdo e não dar chance de defesa para Victor, que saltou e esticou o braço até onde pôde. 1a0 Argentina, calando-se as cornetas de que Messi "é um jogador no clube e outro na seleção". Talvez até seja, em função das distintas estruturas táticas. Mas ambos são geniais.
Momento do chute certeiro, que passou entre as pernas de Thiago Silva antes de encontrar o quadrante 15 do gol defendido por Victor. Golaço.

Outros resultados

China 1a0 Letônia
Montenegro 2a0 Azerbaijão
Omã 0a4 Bielorrússia
Kuwait 1a1 Iraque
Eslováquia 2a3 Bósnia
Rússia 0a2 Bélgica
Estônia 1a1 Liechtenstein
Bulgária 0a1 Sérvia
Hungria 2a0 Lituânia
Senegal 2a1 Gabão
Egito 3a0 Austrália
Israel 3a2 Islândia
Dinamarca 0a0 Congo
Luxemburgo 0a0 Argélia
Suíça 2a2 Ucrânia
Áustria 1a2 Grécia
Polônia 3a1 Costa do Marfim
Irlanda do Norte 1a1 Marrocos
Irlanda 1a2 Noruega
Eslovênia 1a2 Geórgia

Nos outros quatro amistosos que destacamos no tópico anterior, tivemos:

- Vitória holandesa, em Amsterdã, sobre a Turquia (1a0, gol de Klaas-Jan Huntelaar);
- Triunfo francês sobre a Inglaterra, em pleno estádio de Wembley (2a1, com Karim Benzema e Mathieu Valbuena marcando para os visitantes e Peter Crouch descontando);
- Sapecada portuguesa pra cima da Espanha no estádio da Luz (Hélder Postiga, duas vezes, Carlos Martins e Hugo Almeida marcaram nos 4a0 de Lisboa);
- Na capital Santiago, o Chile venceu o Uruguai por 2a0 (gols de Alexis Sánchez e Arturo Vidal) no jogo de despedida de Marcelo Bielsa, que agradeceu o carinho de um público de 45.000 presentes no estádio.