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terça-feira, 30 de junho de 2015

A Experiência De Assistir Argentina E Colômbia Em Viña Del Mar

Sausalito! Saudades desse estádio, que tive a feliz oportunidade de visitar no dia 26 de junho de 2015 e no qual pude acompanhar o ótimo jogo entre Argentina e Colômbia, pela fase semifinal na Copa América.

Múltiplas alegrias. A alegria de estar viajando pela primeira vez para o Chile, na maravilhosa companhia da minha mãe. A alegria de estar assistindo o esporte que mais gosto de acompanhar, envolto de duas torcidas festivas. A alegria de estar presente num torneio como a Copa América, o mais antigo entre seleções do mundo. A alegria de assistir o maior da história: Lionel Messi. A alegria, enfim, de uma atmosfera especial.

A chegada ao estádio passava pelo terminal rodoviário de Viña del Mar e foi uma verdadeira aventura, pois chegamos à cidade-sede da partida sem ingressos em mãos - conseguimos buscá-los, gerando uma sensação de alívio. Nos molhamos no oceano Pacífico. Passeamos. E fomos ao jogo.

O estádio, bastante simpático, era de dimensões relativamente reduzidas (comportando algo em torno de vinte e duas mil pessoas) mas caprichado na sua simplicidade. Longe de ser dos mais confortáveis, era, porém, permeado por todo um clima já destacado anteriormente. E se o vento frio fazia despencar a temperatura nas arquibancadas, os festejos das torcidas (argentina, colombiana, chilena... e nós, brasileiros apoiando a Argentina) mantinha a sensação térmica nos conformes.

O jogo foi possivelmente um dos melhores na competição. Muita qualidade técnica dos dois lados e um futebol muito bem desenvolvido pela Argentina. Se a Colômbia decepcionou (muito abaixo da espetacular performance na Copa do Mundo), os argentinos mantiveram um bom nível de jogo, talvez até acima do Mundial. E mereciam a vitória. Vitória que teria acontecido com maior tranqüilidade se não fossem duas intervenções de caráter miraculoso do goleirão Ospina. Vitória que teria sido construída mais naturalmente se as traves estivessem "jogando a favor". Mas vitória que não seria a mesma do que a que de fato foi. Foi sensacional ver o gol da classificação sair nos pênaltis, numa cobrança de Tévez. Tévez, que "eliminou" a Argentina na Copa América 2011, ao desperdiçar, no seu país, a cobrança diante do Uruguai, também na fase quartas-de-final. Mais quatro voltas completas em torno do sol e o planeta Terra pôde testemunhar a volta por cima de Carlitos. Um prazer e um privilégio estar lá, vendo tudo de perto.








sábado, 13 de novembro de 2010

Falta De Ousadia Empata A Vida Do Manchester City

O Manchester City recebeu o Birmingham, a torcida tentou empurrar o time ao ataque, mas, graças basicamente aos "esforços" do treinador italiano Roberto Mancini, a equipe não conseguiu sair do 0a0 diante do 17º colocado na tabela de classificação.

Assisti apenas a segunda metade da partida, e foi o suficiente para ficar impressionado com a falta de ambição de Roberto Mancini. A exemplo do jogo passado (0a0 diante do Manchester United), via-se um time pouco desenvolto dentro de campo. E o que é pior: com o empate persistindo, as chances sendo escassas e o cronômetro avançando em direção ao apito final, o treinador se recusava a colocar no jogo as peças que, teoricamente, ajudariam o time a superar o adversário.

Carlos Tévez era a figura mais participativa nos Citizens, assumindo a responsabilidade de ser o oásis de criação no deserto de idéias da equipe da casa. Os irmãos Touré se apresentavam freqüentemente ao campo de ataque, com Yaya insistindo nos chutes fortes (porém, sem direção) e Kolo buscando a tabela e às vezes mostrando uma habilidade rara para um zagueiro. David Silva e James Milner se apresentavam também, mas o pouco que era produzido e que chegava ao gol, era defendido por Ben Foster, que demonstrava muito bom posicionamento e transmitia segurança ao sistema defensivo.

Aos 20 minutos, os treinadores mostraram suas caras através das substituições. Mancini chamava pro jogo o atacante paraguaio Roque Santa Cruz. Até aí nada de absurdo, seria bem-vinda uma referência ao ataque do City. Mas tirar James Milner não foi a melhor das escolhas. Poderia, tranqüilamente, convidar o camisa 7 para fazer a ala esquerda no lugar de Aleksandar Kolarov. Já Alex McLeish fez o contrário, tirando a referência de área (Nikola Zigic) e colocando alguém para auxiliar na articulação de jogadas (Aliaksandr Hleb). Resultado: o Birmingham passou a ganhar o setor de meio-campo, colocando Joe Hart para trabalhar.

Vendo-se com um cenário adverso - resultado pouco interessante, torcida apreensiva e o time longe de dominar as ações -, Roberto Mancini cometeu duas novas mexidas. Primeiro, optou por trocar "seis por meia dúzia": saiu Kolarov e entrou Pablo Zabaleta (substituição idêntica à que fizera na rodada passada). Dois minutos depois, na marca de 38', Mancini se superou: tirou Tévez para colocar o meiocampista Gareth Barry! Não sei se o mais difícil é compreender a saída de Tévez, a entrada de Barry ou a permanência do brasileiro Jô no banco de suplentes. É uma questão que mereceria uma enquete. Aliás, quero cravar aqui que o argentino não parece nada à vontade: mostrou nervosismo após alguns desperdícios de posse de bola e, embora tenha deixado o campo aplaudido e sem transparecer descontentamento, "Carlitos" está longe de irradiar aquela alegria.

No final das contas, um novo 0a0 e a certeza de que, se o Manchester City quer colher frutos à altura dos investimentos feitos, talvez o próximo passo seja procurar um treinador com uma mentalidade compatível aos anseios dos torcedores. Por falar em torcedores, alguns deles nem ficaram para ver o apito final de Michael Jones. Outros vaiaram Mancini.

Outros resultados

Aston Villa 2a2 Manchester United
Newcastle 0a0 Fulham
Tottenham 4a2 Blackburn
West Ham 0a0 Blackpool
Wigan 1a0 West Bromwich
Wolverhampton 2a3 Bolton

Stoke City e Liverpool jogam ainda hoje. Amanhã, dois jogos completam a 13ª rodada: Everton e Arsenal; e Chelsea e Sunderland.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Rigidez Tática, Ânimos Exaltados E Pouco Futebol No Clássico Da Cidade De Manchester

A 12ª rodada pela Premiership, que teve início na terça-feira com duas partidas, foi concluída nessa quarta com os oito jogos restantes. O Jogada De Efeito acompanhou os acontecimentos do clássico da cidade mais industrializada da Inglaterra, realizado no City Of Manchester Stadium, tendo narrado o empate por 0a0 em tempo real através do "Twitter".

A torcida do time da casa fez a sua parte, incentivando os Citizens com bastante barulho vindo das arquibancadas, que contava com mais de 47.000 espectadores. Mas a proposta de jogo do treinador Roberto Mancini estava longe de corresponder aos anseios dos adeptos, que acabaram por assistir um Manchester City pouco desenvolto, sendo presa fácil para a marcação do United.

O jogo

Se no tópico anterior havíamos falado a respeito de jogadores irem a campo mesmo sem estar no melhor de suas condições físicas, o Manchester United ofereceu-nos pelo menos quatro exemplos numa tacada só: Nemanja Vidic, Patrice Evra, Paul Scholes e Dimitar Berbatov, mesmo resfriados, foram ao jogo na condição de titulares da equipe de Alex Ferguson. Qualquer semelhança com aquela postagem de ontem não deve ser considerada mera coincidência, tampouco poder de vidência por parte do blogueiro.

O fato é que o jogo era bastante pegado e em raríssimas ocasiões pintava alguma oportunidade de gol. Carlos Tévez mostrava aquela disposição e entrega que lhe são habituais, mas encontrava-se muito isolado no setor de ataque, com a aproximação quase exclusiva de David Silva, que não estava numa noite das mais inspiradas. A chance mais aguda antes do intervalo deu-se em lance de bola parada: aos 35 minutos, Tévez cobrou falta buscando o ângulo e Edwin van der Sar foi bem no lance para saltar e espalmar em escanteio.

Nos acréscimos da etapa inicial, houve um lance mais tenso. Não, ninguém estava se aproximando do gol adversário. O que ficou perto de haver foi uma confusão entre Tévez e o jovem lateral direito brasileiro Rafael, que se desentenderam e transpareceram ira um perante o outro. O árbitro Chris Foy não consegui acalmar os ânimos de argentino e muito menos de brasileiro e, mesmo assim, negou-se a tirar algum cartão do bolso.

Veio a segunda etapa e Rafael foi colocado para fora de campo aos 3 minutos. Não, o atleta do Manchester United não foi expulso: por motivos físicos, Alex Ferguson o trocou pelo veterano Wes Brown. Brown, bastante acionado pelo flanco direito, participaria bem aos 11 minutos: o camisa 6 cruzou na área e Berbatov conseguiu finalizar de voleio, mas Joe Hart defendeu. No mesmo minuto viria a resposta do Manchester City: Tévez fez bela jogada individual mas finalizou fraco demais para superar Edwin van der Sar.

O jogo se arrastava e as chances seguiam escassas. Por falar em arrastar, Ferguson precisou fazer sua segunda substituição por motivos físicos: Evra, se arrastando, saiu do gramado aos 22 minutos para dar lugar ao irlandês John O'Shea. 5 minutos depois, Mancini mexeu pela primeira vez: saiu James Milner para a entrada de Adam Johnson.

Era notório que o desenvolvimento do jogo levava a partida para um inevitável 0a0. E o que mais incomodava esse blogueiro é o fato de ambos os times contarem, no banco de reservas, com jogadores capazes de mudar a história do jogo em uma jogada individual - casos de Emmanuel Adebayor e Javier Hernández. Ferguson pareceu atender a esse apelo e, aos 32 minutos, realizou a 3ª troca ao tirar Berbatov e colocar o mexicano em campo. Já Mancini parecia absorto em seu estilo burocrático de encarar o futebol, trocando, dois minutos depois, Jérôme Boateng por Aleksandar Kolarov, puxando Pablo Zabaleta para a lateral esquerda.

Aos 40 minutos, Zabaleta teria uma chance de abrir o placar. Teria não, teve. Acontece que o argentino demorou a acreditar que a bola chegaria nele do jeito que chegou e, apesar disso, até que não foi tão mal: fez o corte pra limpar o lance e chutou perto do travessão. Talvez fosse a bola do jogo caso caísse nos pés de Adebayor. Mas, pasmem, o togolês seguia sentado no banco de suplentes.

Aos 44 minutos, Hernández recebeu pelo lado esquerdo e, não fosse a noção exata de tempo de Kolo Touré, a finalização de "Chicharito" teria ido ao gol. Mas o zagueiro marfinense interviu cortando para escanteio com um carrinho certeiro.

Foy prometia jogo até os 49 minutos e, acredite, Mancini resolveu colocar Adebayor em campo nos acréscimos! Parece brincadeira (ou será que há algum "racha" no elenco?), mas o atacante acabou entrando em campo aos 48 minutos, no lugar de Tévez. É tanto desperdício de talento que o apito final anunciou um 0a0 justo. A não ser para a torcida, que merecia algo melhor do que aquilo que lhe foi ofertado.

Outros resultados

Terça-feira
Stoke City (16º) 3a2 Birmingham (17º)
Tottenham (7º) 1a1 Sunderland (8º)

Quarta-feira
West Ham (20º) 2a2 West Bromwich (11º)
Wigan (18º) 1a1 Liverpool (9º)
Wolverhampton (19º) 0a2 Arsenal (3º)
Aston Villa (10º) 3a2 Blackpool (14º)
Chelsea (1º) 1a0 Fulham (15º)
Newcastle (5º) 1a2 Blackburn (13º)
Everton (12º) 1a1 Bolton (6º)

A próxima rodada terá oito partidas no sábado e duas no domingo. Entre as partidas de sábado estarão as das equipes que abordamos nesse tópico. O United estará novamente na condição de visitante, com a missão de ir ao Villa Park enfrentar o Aston Villa. Pouco mais tarde, os Citizens jogam novamente dentro de casa, recebendo desta vez o Birmingham.