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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Análise Da Copa Do Mundo 2018 - Grupo H

Após analisar sete chaves da Copa 2018 (leia o que colocamos sobre os grupos A, B, C, D, E, F e G), chegou a vez de nos debruçarmos sobre o oitavo e último grupo, o H.

Nesta chave, a expectativa é que o equilíbrio seja a tônica da disputa. Há quatro continentes representados e, se não houver grandes surpresas, a última rodada tem tudo para ser agitada e emocionante.

Grupo H: Polônia, Senegal, Colômbia e Japão.

Polônia

Com nove gols marcados nos últimos três amistosos (quatro deles anotados por Lewandowski), a Polônia chega ao Mundial na Rússia com o que é possivelmente a sua melhor seleção neste século.

Polônia: 8ª colocada no ranqueamento da FIFA.
Szczęsny e Fabiański somaram experiência após a saída do Arsenal e hoje são dois goleiros mais confiáveis. Na defesa, Piszczek, referência no Borussia Dortmund, é o jogador mais conhecido. A meiuca conta com atletas como Błaszczykowski, Krychowiak, Kurzawa e Zieliński. E a cereja no bolo está nas opções de ataque à disposição de Adam Nawałka: Lewandowski, que dispensa apresentações, Grosicki e Milik.

Na campanha nas Eliminatórias Européias, a única derrota em dez partidas se deu em Copenhaguen, num 4a0 para a Dinamarca. Jogando em casa, venceu todos os jogos, marcando uma média de três gols por partida. Dezesseis do total de vinte e oito gols foram de autoria do maior goleador da qualificatória do Velho Continente: Lewandowski. Em território armênio, o time polonês foi num 4-2-3-1 onde Lewandowski ficou como referência no ataque e saiu de campo com três gols marcados na goleada por 6a1.

O tamanho da ambição polonesa nessa Copa do Mundo não está muito claro. Mas há, ali, um time que tem o direito e o dever de sonhar. Ainda mais com um centroavante que, só do zagueiro oponente pensar em enfrentar, já deve estar a meio caminho de um pesadelo.

Senegal

Senegal: 27ª colocada no ranqueamento da FIFA.
Líder invicto na complicada chave com Burkina Fasso, Cabo Verde e África do Sul, o Senegal chega à sua segunda participação em Mundiais. Na sua primeira, em 2002, uma exibição sensacional, desde a estréia surpreendendo a então atual campeã França até a eliminação com gol de ouro nas quartas diante da Turquia. Daquele time, continua apenas Cissé: o capitão virou treinador. E terá a missão de comandar uma equipe com alguns bons valores individuais, destacando-se o defensor Koulibaly, do Napoli, e o atacante Sadio Mané, do Liverpool.

Após o término das Eliminatórias Africanas, a equipe acumulou quatro amistosos em seqüência sem vitória, incluindo compromissos diante de seleções de menor expressão no cenário internacional, como Uzbequistão (1a1) e Luxemburgo (0a0). Mas o último jogo antes da estréia na Copa pode ter trazido um novo ânimo ao senegaleses: a vitória por 2a0 sobre a Coréia do Sul é daqueles resultados que possuem um efeito moral de retomada de confiança, algo imensurável nas proximidades de um torneio que gera tanta ansiedade.

Se Cissé conseguir obter o máximo de Mané, Senegal automaticamente sobe um nível. E se alguém duvida alguma coisa de uma nação que ajudou a eliminar uma campeã mundial na fase de grupos, é bom rever seus conceitos. São outros jogadores? Sim. Mas é o mesmo espírito e determinação de surpreender. Cissé há de saber passar isso ao elenco.

Colômbia

Colômbia: 16ª colocada no ranqueamento da FIFA.
Embora tenha feito um ótimo Mundial em 2014 - com futebol muito bem jogado e destaque individual para James Rodríguez -, a Colômbia passou muitos sustos na trajetória rumo à Rússia-2018. Para se ter uma idéia, na última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, os comandados de José Pekerman poderiam ter ido parar na repescagem caso o Chile tivesse pontuado diante do Brasil, que já jogava com a ciência do primeiro lugar. E, se somado a isso não tivesse conseguido manter o empate com o Peru, estaria simplesmente fora até da repescagem.

Só que a Colômbia chegou à Rússia e trouxe na bagagem muitos jogadores de qualidade, treinados por um técnico o qual respeito bastante. Pekerman desenvolve uma filosofia ofensiva e conseguiu fazer diversas formações diferentes em que o time colombiano tomava a iniciativa das ações. Apesar desse mérito, há que se considerar que a equipe parece ter uma certa dependência de James, algo que pode atrapalhar o rendimento coletivo em ocasiões onde o camisa 10 esteja mais marcado ou menos inspirado.

De toda forma, Pekerman tem à sua disposição um time ainda mais entrosado e que conta com muitos outros atletas capazes de decidir um jogo em lance individual, como Cuadrado, Bacca e Falcao.

Japão

Japão: 61ª colocada no ranqueamento da FIFA.
Com uma seleção experiente - mais de um terço do elenco é de jogadores com mais de trinta anos de idade -, o Japão chega à Rússia após uma campanha de melhor ataque e melhor defesa em sua chave nas Eliminatórias, alcançando o primeiro lugar e deixando para trás Arábia Saudita, Austrália, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Tailândia.

O meio-campo possui jogadores de qualidade, como Hasebe, Honda e Kagawa. Na goleada sobre o Paraguai por 4a2, somente Kagawa atuou, marcando o último gol no amistoso realizado esta semana, além de ter dado as assistências nos dois primeiros gols da equipe.

Se por um lado Haraguchi foi o goleador da equipe nas Eliminatórias (quatro gols), por outro, não é garantido que ele seja escolhido, pois a concorrência com o veterano Okazaki é forte. O que parece mais garantido é que, na cabeça de Akira Nishino - no cargo de treinador da seleção desde abril -, ou joga um, ou joga outro: a equipe vem se desenhando numa formação com três meias abastecendo um homem de referência.

O Japão, por ter no futebol brasileiro uma inspiração, é uma seleção que me desperta particular curiosidade em ver jogar. Não que eu reserve grandes expectativas de ver os japoneses avançando na Copa do Mundo 2018. Mas adoraria vê-los desenvolvendo um jogo de ataque, naquele estilo que consagrou a seleção brasileira e que, infelizmente, se tornou mais objeto de memória do que de modelo programático para montar os times da CBF. Talvez o Japão possa nos representar. Vamos acompanhar.

terça-feira, 30 de junho de 2015

A Experiência De Assistir Argentina E Colômbia Em Viña Del Mar

Sausalito! Saudades desse estádio, que tive a feliz oportunidade de visitar no dia 26 de junho de 2015 e no qual pude acompanhar o ótimo jogo entre Argentina e Colômbia, pela fase semifinal na Copa América.

Múltiplas alegrias. A alegria de estar viajando pela primeira vez para o Chile, na maravilhosa companhia da minha mãe. A alegria de estar assistindo o esporte que mais gosto de acompanhar, envolto de duas torcidas festivas. A alegria de estar presente num torneio como a Copa América, o mais antigo entre seleções do mundo. A alegria de assistir o maior da história: Lionel Messi. A alegria, enfim, de uma atmosfera especial.

A chegada ao estádio passava pelo terminal rodoviário de Viña del Mar e foi uma verdadeira aventura, pois chegamos à cidade-sede da partida sem ingressos em mãos - conseguimos buscá-los, gerando uma sensação de alívio. Nos molhamos no oceano Pacífico. Passeamos. E fomos ao jogo.

O estádio, bastante simpático, era de dimensões relativamente reduzidas (comportando algo em torno de vinte e duas mil pessoas) mas caprichado na sua simplicidade. Longe de ser dos mais confortáveis, era, porém, permeado por todo um clima já destacado anteriormente. E se o vento frio fazia despencar a temperatura nas arquibancadas, os festejos das torcidas (argentina, colombiana, chilena... e nós, brasileiros apoiando a Argentina) mantinha a sensação térmica nos conformes.

O jogo foi possivelmente um dos melhores na competição. Muita qualidade técnica dos dois lados e um futebol muito bem desenvolvido pela Argentina. Se a Colômbia decepcionou (muito abaixo da espetacular performance na Copa do Mundo), os argentinos mantiveram um bom nível de jogo, talvez até acima do Mundial. E mereciam a vitória. Vitória que teria acontecido com maior tranqüilidade se não fossem duas intervenções de caráter miraculoso do goleirão Ospina. Vitória que teria sido construída mais naturalmente se as traves estivessem "jogando a favor". Mas vitória que não seria a mesma do que a que de fato foi. Foi sensacional ver o gol da classificação sair nos pênaltis, numa cobrança de Tévez. Tévez, que "eliminou" a Argentina na Copa América 2011, ao desperdiçar, no seu país, a cobrança diante do Uruguai, também na fase quartas-de-final. Mais quatro voltas completas em torno do sol e o planeta Terra pôde testemunhar a volta por cima de Carlitos. Um prazer e um privilégio estar lá, vendo tudo de perto.








quinta-feira, 18 de junho de 2015

Derrota Emblemática: Na Cabeça, Na Bola E Na Tática

Imagem extraída de Sokkaa.
Decepcionante. Nessa palavra, sintetizo o sentimento fruto do desempenho visto nesse jogo. Não o desempenho da Colômbia, que jogou um futebol de qualidade, envolveu a seleção brasileira e mereceu a vitória. Não o desempenho do Brasil, que jogou mal mais ou menos na medida que espero dessa seleção comandada por Dunga e CBF. Decepcionante foi o desempenho de Neymar. Não que ele seja obrigado a todo jogo ter uma atuação formidável como a da estréia. Não que necessariamente ele precise ser o destaque do time ou da partida. Mas ele tem a obrigação de, na condição de profissional e capitão da seleção brasileira, honrar a camisa e a braçadeira.

Neymar Júnior atravessou qualquer limite da imaturidade com sua atuação no estádio Monumental David Arellano. Ridículo ao extremo. Colocou a mão na bola, sendo punido com amarelo e puxando o árbitro pelo ombro, em reação digna de expulsão. Parou de jogar ao ser derrubado, preferindo reclamar do que tentar recuperar a bola, quando a redonda encontrava-se perto dele. Agrediu adversário intencionalmente. E proporcionou um vexame após o apito final, merecendo a expulsão - torço para que seja punido exemplarmente, se possível nos moldes da suspensão dada a Luis Suárez após a fatídica mordida em Giorgio Chiellini.

Fato é que o Brasil não contará com Neymar diante da Venezuela e eu já não confio mais nesse indivíduo. Quando conquista título, é "100% Jesus". Quando sai derrotado, é agressão ao adversário. Decepcionante.

Obrigado, Colômbia e Pekerman por proporcionarem alguns momentos de futebol em Santiago. Se dependensse de Brasil, Dunga e Neymar, seria uma noite pura e simplesmente para esquecer.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Com Jogo Coletivo Exemplar, Venezuela Supera Colômbia Na Estréia

Imagem extraída de El Eco.
O que esperar de um encontro entre uma seleção que encantou na última Copa do Mundo e outra que jamais participou de um Mundial? O inesperado!

Particularmente, não me surpreendeu o bom desempenho venezuelano diante dos colombianos. Simplesmente porque já correm alguns anos de uma ascensão clara e evidente no futebol que se pratica na Venezuela. Mas a capacidade de neutralizar os jogadores mais talentosos da Colômbia é de um mérito formidável tanto para a comissão técnica quanto para os jogadores. A vitória por 1a0 conquistada no estádio El Teniente, em Rancagua, é histórica. A quinta da Venezuela na história da competição, aliás.

O triunfo não teria ocorrido não fosse a ótima atuação do goleiro Baroja, um dos maiores destaques na partida. Também ficaria difícil conter Falcao García, Carlos Bacca, Teo Gutiérrez e Jackson Martnínez se não fosse a enorme disciplina da linha de defesa composta por Rosales, Vizcarrondo, Túñez e Amorebieta. A proteção proporcionada por Rincón e Seijas (mais tarde Lucena, que conseguiu a proeza de levar um cartão amarelo antes de entrar no gramado) ajudou demais a lidar com as feras James Rodríguez e Juan Cuadrado. Tudo isso fruto, também, da correta formação que alternava compactação e espalhamento no trio de meias Vargas, Arango e Guerra. Cabendo ao centroavante Rondón o gol da vitória: aos catorze minutos no segundo tempo, o camisa nove cabeceou no canto esquerdo de Ospina, concluindo jogada rápida e inteligente que começara com um arremesso lateral de Rosales e terminou em cruzamento certeiro de Guerra, decretando a paz de espírito ao Viño Tinto.

Mais tarde, com o placar favorável e a dedicação ofensiva da qualificada seleção da Colômbia, Sanvicente trouxe para campo González e Cichero, conseguindo o equilíbrio e solidez necessários para assegurar os três pontos na estréia. Vida longa, Venezuela!

domingo, 6 de julho de 2014

Menos Orgulho E Mais Amor, Por Favor

Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Uma cobrança de escanteio realizada por Neymar atravessa a pequena área colombiana e é concluída pelo zagueiro Thiago Silva. 1a0. Seis minutos de partida.

Uma cobrança de falta realizada com maestria pelo zagueiro David Luiz passa pelo goleiro Ospina, que até chegou a tocar na bola. 2a0. Vinte e três minutos no segundo tempo.

Antes do primeiro gol de bola parada, entre os dois gols de bola parada e após o segundo gol de bola parada, a seleção brasileira teve um padrão de comportamento: ser violenta. Não que tenha sido uma violência de arrancar sangue adversário. "Apenas" uma violência à modalidade esportiva denominada futebol. É a "tática" do antijogo, que pára o adversário na base da pancada para não permitir a mobilidade de um time reconhecidamente qualificado pelas rápidas e inteligentes transições para o campo ofensivo.

Nesse momento, uma reflexão: há algo de errado com isso?

Resposta: tudo. Cometer vinte e sete faltas em pouco mais de noventa minutos (27 nas estatísticas oficiais, houve algumas outras infrações não assinaladas) indica o comportamento de um time mal orientado. E que é estimulado por uma arbitragem conivente ao antijogo. O primeiro cartão amarelo mostrado pelo espanhol Carlos Velasco aconteceu somente aos dezoito minutos no segundo tempo, para Thiago Silva, que cumprirá suspensão automática diante da Alemanha. Será que os cartões do árbitro não estavam no bolso do uniforme e só foram buscados no intervalo? Pergunta boçal, sei disso, mas é a explicação menos bizarra para Fernandinho ter terminado o primeiro tempo da mesma maneira que começou.

A Colômbia, por conta disso tudo, rendia menos do que seu enorme potencial possibilitaria. O time de José Pekerman era castigado não por um adversário superior taticamente - sequer tecnicamente - mas por um andamento de partida que beira o nefasto. Numa ótima enfiada de bola de James Rodríguez para Carlos Bacca, o atacante driblou Júlio César e sofreu do goleiro o que tantos outros colombianos sofriam de tantos outros jogadores brasileiros: falta. Dessa vez era dentro da área e para cartão vermelho. Velasco assinalou a penalidade mas não maximizou a justiça, mostrando simplesmente um cartão amarelo. James Rodríguez cobrou e descontou.

Outro a descontar foi Camilo Zúñiga. Só que em vez de bola na rede brasileira, rolou dessa vez joelho nas costas de brasileiro. Lance de jogo, como tantos outros. Dos menos graves até, principalmente se compararmos com o comportamento dos próprios brasileiros no gramado do Castelão. Só que, por infeliz coincidência, Neymar acabou se machucando gravemente. Parecer médido pós-partida: fora da Copa. Sentença de brasileiros nada amorosos: Zúñiga culpado. E jorram lágrimas pela perda de Neymar. O mesmo Neymar que, se tivesse sido expulso diante do Chile por cotovelada em adversário, cumpriria suspensão automática e por conseqüencia natural, não perderia a Copa por contusão.

Que percamos essa Copa no campo. A Alemanha de Joachim Löw, que eliminou Portugal na Euro-2008, pode eliminar o Brasil na Copa-2014. Duas seleções - a lusitana e a brasileira - "treinadas" pelo mesmo indivíduo. Estou tão cansado dele que prefiro nem citar o nome. Fala tu, Willian: o gaúcho de bigode.

Parabéns, Colômbia. Bela Copa do Mundo. Tive o prazer de presenciar essa ótima seleção na segunda rodada (vitória de 2a1 sobre a Costa do Marfim, em Brasília) e na fase oitavas-de-final (vitória de 2a0 sobre o Uruguai, no Rio de Janeiro). Ótimas impressões. Time muito bem treinado pelo argentino Pekerman. E uma torcida apaixonadamente contagiante, desde antes do hino nacional até depois do apito final. Já com saudades.

Boa recuperação, Neymar. O mesmo que desejo para Gündogan, Bender, Reus, Di María, Agüero, Ribèry, Falcao García, Strootman, Van der Vaart, De Jong, Onazi e tantos outros. E tantos todos. Se são iguais na dor, por que tratar de maneira diferente? Menos orgulho e mais amor, por favor.

domingo, 29 de junho de 2014

Tradição É O Talento: James Desequilibra E Colômbia Elimina Uruguai

Agraciado pela possibilidade de assistir Colômbia e Uruguai de dentro do estádio, trago a vocês algumas afirmações sobre essa grande partida válida pela fase oitavas-de-final na Copa do Mundo 2014.

[1] Ficou muito clara a superioridade técnica e tática dos colombianos, que foram merecedores da vitória.

[2] O resultado de 2a0 teve contribuições decisivas de James Rodríguez (autor de dois gols, sendo o primeiro uma obra-de-arte) e de Ospina (que realizou defesas magníficas para manter o zero uruguaio).

[3] Lamentável o clima hostil nas arquibancadas, promovidos majoritariamente por brasileiros que provocavam uruguaios de uma forma que ia longe do que se espera do espírito esportivo. Há muita coisa saudável na relação entre torcedores de diferentes clubes e seleções, mas o xingamento gratuito jamais se justifica.

[4] De parabéns a organização para acesso às catracas e arquibancadas. O percurso fluiu tão rapidamente que chegou a ser estranho, sobretudo para alguém que encontrou enormes dificuldades para ver a fila andar em jogo na fase de grupos.

[5] José Pekerman está de parabéns pelo que vem desempenhando como técnico dessa talentosa seleção da Colômbia. Seu time funciona coletivamente e consegue fazer sobressair as diferentes qualidades individuais de seus jogadores. É como se o goleador Falcao García, cortado por lesão, simplesmente não fizesse falta numa engrenagem que vai do goleiro ao centroavante, titular e reserva.

[6] Oscar Tabárez fez o que pôde com o Uruguai, e é fato que a seleção sentiu a ausência de Luis Suárez, suspenso por agressão na última rodada na fase de grupos. Tentou uma solução através de Diego Forlán, que rendeu muito abaixo do que os uruguaios ficaram (mal) acostumados na Copa passada. Teve coragem para colocar Stuani, Ramírez e Hernández no segundo tempo, mas as jogadas ofensivas da equipe foram fruto muito mais de raça e entrega do que qualquer outra coisa. Os uruguaios ainda tiveram a falta de sorte de encontrarem um inspirado Ospina como obstáculo.

[7] Passou a melhor seleção pelo que fez no jogo e pelo que vem fazendo na Copa. A Colômbia tem tudo para proporcionar, diante do Brasil, mais um belo espetáculo. Estarei novamente torcendo por ela.

A seguir, alguns registros do belo jogo no Rio de Janeiro.

Acima: aquecimento dos jogadores antes de a bola rolar, telão anunciando o árbitro da partida, torcedor colombiano felicitando aniversário de casamento de seus amados pais.
Abaixo: Diego Forlán chutando em gol no aquecimento (a bola foi parar na rede), e dois registros de torcedores colombianos durante o intervalo.
 
Abaixo: momento de união instantes antes de a bola rolar para o segundo tempo e dois momentos da comemoração pela classificação inédita da Colômbia às quartas-de-final.

A seguir, dois vídeos exclusivos para sentir um pouco da atmosfera no estádio.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Como Não Podia Deixar De Ser, Colômbia E Costa Do Marfim Fazem Jogaço Pelo Grupo C

 Se o Brasil é o país do futebol, Brasília é a capital da Copa do Mundo.

Após um jogo fantástico entre Suíça e Equador no último domingo, foi a vez de Colômbia e Costa do Marfim se enfrentarem no estádio Mané Garrincha, para delírio do público que coloriu as arquibancadas. Coloriu predominantemente de amarelo, amarelo vivo, de tom colombiano, num jogo de muitas nuances entre a forte seleção sul-americana e a marfinense, que também mostrou grande potencial e diversas qualidades.

O jogo é jogado, como diz o óbvio ditado, mas seu encanto começa antes de a bola rolar. Em caso de Copa do Mundo no Brasil, muito antes de a bola rolar. Desde a atmosfera no entorno do estádio até os hinos nacionais, cada momento carrega consigo um pedaço do eterno e faz perpetuar a magia de um esporte apaixonante, que resiste a qualquer intempérie que possa ousar atingí-lo.

Com bola rolando, tivemos uma partida de contrastes mais fortes que o amarelo e laranja das arquibancadas e o amarelo e verde no campo de jogo: se o primeiro tempo foi por vezes enfadonho, dada a previsibilidade das jogadas trabalhadas de ambas as partes, o segundo trouxe consigo uma bela transformação, com as duas seleções subindo de produção e promovendo um dinamismo que colocou o confronto entre as grandes partidas dessa Copa.

A reconhecida qualidade técnica de jogadores como James Rodríguez e Yaya Touré foram acompanhadas de atuações maiúsculas como as dos defensores Yepes e Zokora e também de dois jogadores que vieram do banco: Quintero (que marcou o segundo gol colombiano) e Drogba (que promoveu uma festa incrível nas arquibancadas, sendo ovacionado pelas múltiplas torcidas no estádio).

No final, a Colômbia viu a sorte lhe sorrir: abriu o placar em lance de bola parada com James Rodríguez e ampliou a diferença em contra-ataque num momento em que os Elefantes eram melhores em campo. Só que a Costa do Marfim descontou através de um golaço de Gervinho e chegou perto de alcançar o empate, esbarrando na defesa colombiana e nas decisões pra lá de esquisitas do árbitro da última final de Copa, o inglês "marombado" Howard Webb.

São duas seleções que vieram para o Mundial e que farão muito bem ao evento se nele permanecerem pelo máximo tempo possível. Seja pelo mar amarelo colombiano com enorme quantidade de adeptos nas arquibancadas, seja pela festa da torcida marfinense, seja pelo belo futebol que ambos os conjuntos mostraram ser capazes de apresentar. Sejamos apreciadores dessa arte que é o futebol. Sejamos cidadãos do mundo. Com muito orgulho e com muito amor.

sábado, 14 de junho de 2014

Colômbia 3a0 Grécia Em BH: Bogotá Horizonte

Nunca antes na história desse país vimos o estádio do Mineirão com o espanhol como idioma oficial. Até a tarde desse sábado. Desde o hino arrepiante, cantado a plenos pulmões, até os festejos pela vitória na estréia, passando pelos gritos de gol, as arquibancadas na capital de Minas Gerais foram mais colombianas do que jamais registrou-se. Lindo de ser ver e ouvir.

Dentro de campo, os seríssimos desfalques de Freddy Guarín (ausente por suspensão) e Falcao García (cortado por lesão) foram compensados por um jogo coletivo muito bem treinado pelo competente argentino José Pekerman. Cuadrado e Rodríguez foram dois dos destaques da equipe sul-americana - equipe na melhor acepção do termo, pois todos pareciam cumprir suas funções em campo.

Pelo fato da Grécia ter feito surpreendentemente um jogo aberto (ainda hoje essa seleção é estigmatizada como retranqueira, e olha que já se passaram dez anos daquela Eurocopa em Portugal), tivemos uma partida absolutamente franca. E o placar de 3a0 mascarou o que foi um confronto marcado por um equilíbrio nas chances de gol. Só que enquanto os gregos pararam no goleiro Ospina, no travessão e nos centímetros que separavam a bola da baliza, a Colômbia esbanjou eficiência. Para delírio de um público que fez do Brasil o seu país, de Minas Gerais o seu estado, de Belo Horizonte a sua cidade e do Mineirão a sua casa.

Parabéns, Colômbia e colombianos! Quinta-feira nos veremos em Brasília!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Terminada a temporada européia 2010-1, o tradicional tópico de melhor equipe e jogada semanal entrou em recesso. Mas as competições internacionais que encontram-se em andamento vêm proporcionando momentos interessantes, que motivam o blogueiro a voltar a homenagear aqueles que parecem merecedores.

A seleção colombiana, primeira classificada à fase quartas-de-final na Copa América 2011, vem somando boa atuação atrás de boa atuação. Nessa última semana, encarou a anfitriã Argentina, foi superior durante quase a totalidade da partida mas acabou não conseguindo sair do 0a0 (o goleiro Sergio Romero contribuiu decisivamente para isso). Quatro dias depois, no domingo, os comandados de Hernán Darío Gómez ratificaram a classificação como líderes no grupo A após vencerem a Bolívia por 2a0 (dois gols do atacante Falcao García). Eis uma seleção que recomendo que o amante do futebol bem jogado preste atenção: com um padrão de jogo bem definido, boas variações de jogadas e atletas de técnica apurada, a Colômbia pode ir muito longe nessa Copa América.

Jogada da semana

Se na Argentina os homens disputam a Copa América, na Alemanha as mulheres jogam a Copa do Mundo. Na 3ª rodada pela fase de grupos, a brasileira Érika fez simplesmente isso que aparece em vídeo, abrindo caminho para a goleada por 3a0 sobre a Guiné Equatorial.

Colômbia Se Classifica Liderando Grupo A; Bolívia Está Fora Da Copa América 2011

 
Com dois gols de Radamel Falcao García Zárate - atacante de 25 anos e que vive temporada espetacular -, a Colômbia venceu a Bolívia por 2a0, garantiu a liderança no grupo A e, esbanjando consciência tática, agora aguarda o melhor terceiro colocado da fase de grupos para com ele duelar na fase quartas-de-final. A seleção boliviana despede-se da Argentina como lanterna na chave (pontuou somente na estréia, quando empatou com a anfitriã em 1a1).

O jogo

A partida até começou equilibrada, com os bolivianos acionando preferencialmente o atacante Juan Carlos Arce Justiniano em suas jogadas de ataque. Mas tão logo os comandados de Hernán Darío Gómez encontraram seu jogo, a Colômbia não teve dificuldades em tomar a frente no placar: com 14 minutos, Dayro Moreno deu bela enfiada de bola para Falcao García e o atacante portista, goleador na Liga Europa, mostrou seu faro de gol e fez tudo certinho, do domínio à finalização, abrindo o placar. Foi um lance que lembrou o gol colombiano na estréia da competição, só que naquela vez envolvendo Fredy Guarín como assistente e Adrián Ramos como finalizador.

A presença de García à frente da linha de quatro meias era uma constante ameaça à defesa boliviana, que via o camisa 9 a todo momento podendo levar perigo à sua meta. Não bastasse a preocupação com o astuto atacante, a Bolívia viu Pablo Armero se mandar ao ataque pelo lado esquerdo, entrar na área na base da jogada individual e sofrer pênalti de Santos Amador, corretamente assinalado pelo árbitro mexicano Francisco Chacón Gutiérrez. Falcao não fez a melhor das cobranças (principalmente para quem viu a "aula" que foi dada nesse quesito na partida entre Brasil e Estados Unidos, pelo Mundial Feminino 2011), mas colocou a bola na rede aos 27 minutos e igualou-se ao peruano José Guerrero com dois gols marcados na competição.

Na etapa complementar, a Bolívia aventurou-se mais vezes ao ataque e convidou o goleiro Luis Enrique Martínez Rodríguez a participar da partida. A Colômbia, bem postada na sua proposta de jogo, saía ao ataque parecendo saber exatamente o que queria, e conseguia levar perigo variando as jogadas. As saídas de Dayro Moreno, Fredy Guarín e Adrián Ramos não representaram uma perda no rendimento da equipe, com Hugo Rodallega, Juan Cuadrado e Elkin Soto dando conta do recado e participando satisfatoriamente do jogo.

Vou reforçar aqui a minha expectativa em torno desse time colombiano: não estranhem se a equipe de Perea, Guarín, Falcao e companhia aparecer na final da Copa América 2011. Não será por falta de méritos.

Falcao García comemora um de seus gols no jogo: atacante fez novamente uma boa partida.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Colômbia É Superior, Mas Fica No Zero Com A Argentina

 
Argentina e Colômbia abriram a 2ª rodada na Copa América 2011 repetindo o resultado mais comum até o momento na competição. E se há algum lado a lamentar o placar de 0a0, certamente não se trata dos donos da casa: os colombianos foram mais time, criaram chances (uma delas desperdiçada de maneira bisonha) e mantiveram-se a maior parte do tempo muito bem postados naquilo proposto pelo treinador Hernán Darío Gómez Jaramillo, mostrando superioridade tática e rendimento coletivo a ponto de compensar uma eventual desvantagem do ponto de vista técnico. Embora ainda sem vitórias na competição, a Argentina depende somente de si para avançar às quartas-de-final (talvez seja aí que more o perigo). Porém, a liderança no grupo A tornou-se algo improvável para a seleção anfitriã, já que esse posto está mais para a Colômbia do que para qualquer outra candidata.

O jogo

Atuando com duas linhas de 4 (uma na defesa e outra encostando no atacante Falcao García), a Colômbia desde o início da partida passava a sensação de saber exatamente do que precisava para neutralizar as investidas argentinas e ainda levar perigo ao adversário. Melhor em campo e praticamente anulando a participação de Lionel Messi (a opção de Sergio Daniel Batista por 3 meio-campistas de características mais defensivas em detrimento da escolha de um homem de criação deixou o craque mais isolado que o recomendado, tornando-o presa fácil para a competente marcação colombiana), a Colômbia teve grande oportunidade de abrir o placar aos 25 minutos: pressionado, Gabriel Milito errou a tentativa de recuo para o goleiro Sergio Romero, Adrián Ramos interceptou, cortou Romero e caiu após choque causado pelo carrinho de Nicolás Burdisso. Pênalti? Que nada, melhor ainda: sem goleiro e com a bola rolando pedindo para ser chutada, Dayro Moreno tinha a baliza à sua frente para empurrar a redonda pra dentro. Mas o camisa 17 conseguiu o menos provável, estufando a rede pelo lado de fora e transformando em tiro-de-meta uma jogada que visualmente era um gol inevitável. Em outras palavras, Dayro Moreno foi mais (in)competente que toda a defesa argentina para evitar que a Colômbia abrisse o placar em Santa Fé.

Com a saída de bola sufocada por 5 homens que pressionavam o toque de bola desde antes da linha que divide o campo, a seleção argentina passava maus bocados diante de sua fanática torcida. Mas teve um bom momento aos 33 minutos, por obra da genialidade de Messi: o melhor jogador da modalidade enfiou no capricho para Ezequiel Lavezzi, deixando o atacante napolitano na cara do goleiro Luis Martínez, que conseguiu evitar o gol esticando a perna direita e rebatendo a finalização cruzada do camisa 21.

Goleador na última edição da Liga Europa, Falcao García atormentava a defesa argentina com seu grande senso de posicionamento entre os zagueiros aliado a um compromisso tático que o tornava o primeiro homem a dar combate à saída de bola alvi-celeste. Como se não bastassem esses dois ingredientes, o camisa 9 ainda dava trabalho em finalizações de longa distância, como uma aos 41 minutos, quando mandou forte no canto direito e forçou Romero a saltar para rebater. Dois minutos depois, Falcao tocou para Dayro Moreno e o camisa 17 mandou belo chute de fora da área (bem melhor que aquele dado sem goleiro) e parou em ótima intervenção de Romero, que espalmou em escanteio.

Veio o segundo tempo e, se a Argentina conseguia se soltar pouco mais, era a Colômbia quem seguia encaixando as principais jogadas: aos 19 minutos, Fredy Guarín deu passe magistral em diagonal para Pablo Armero, que chutou cruzado mandando rente à trave esquerda. Passados dois minutinhos, novo passe sensacional de Guarín: dessa vez encontrando Falcao García - reeditando a parceria arrebatadora exibida no Porto - e o atacante chutou firme, à meia-altura, mas sem conseguir superar o goleiro Romero.

As mexidas de Sergio Batista mostram como pensa pequeno esse treinador argentino: tirou de campo Esteban Cambiasso e Ezequiel Lavezzi, e colocou Fernando Gago e Sergio Agüero. Estarrecedor que um time da qualidade dessa equipe que Batista tem em mãos possa abdicar de utilizar um jogador como Javier Pastore numa partida onde claramente o time está devendo no setor de criação. Onze minutos mais tarde, aos 26, Batista fez a última mexida trocando Éver Banega por Gonzalo Higuaín - agora sim seria jogo para explorar as características de Lavezzi, que teria um centroavante de ofício na grande área para finalizar suas investidas pela ponta. Mas não, Lavezzi já estava no banco e o que se via era o camisa 9 atuando pelo flanco direito - posição que não é a dele, mas sim a de Lavezzi - mostrando que naquela altura a casa argentina estava pra lá de desarrumada (se é que em algum momento chegou a estar em ordem). Mesmo assim, aos 31 minutos Higuaín recebeu de Carlos Tévez, invadiu a área pelo lado esquerdo e chutou forte, rasteiro, parando em defesa de Martínez.

Aos 48 minutos, o apito final do brasileiro Sálvio Spínola Fagundes Filho decretou a igualdade em 0a0 no estádio "Cemitério dos Elefantes". O futebol colombiano está em boas mãos no comando de Hernán Darío Gómez e na batuta da dupla portista Guarín-Falcao, podendo traçar vôos altos na competição. Já a seleção argentina, independente de como termine a Copa América (seja com o título, seja com uma eliminação precoce), me parece absolutamente comprometida caso insista num projeto de alguém com a mentalidade apresentada por Sergio Batista. Com esse futebol e essa visão tática, creio que o melhor que possa acontecer para o futebol argentino seja uma troca no comando técnico. Do contrário, poderão estar condenados a um destino semelhante ao brasileiro na Copa do Mundo 2010, fruto de uma insistência na "Era Dunga" que se baseava muito mais em resultados do que em procedimentos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Colômbia Impõe Dificuldades, Mas Brasil Vence E Lidera Hexagonal Final

No estádio da Universidade Nacional San Agustín, em Arequipa, a seleção brasileira sub-20 venceu a Colômbia por 2a0, chegou aos 6 pontos no hexagonal final (assumindo a liderança como única equipe com 100% de aproveitamento) e caminha a passos largos rumo aos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

O jogo

O primeiro tempo de partida foi em ritmo alucinante. Não sei se o gol precoce marcado pelo Brasil motivou a correria de ambos os times ou se essa era a natureza das equipes comandadas por Ney Franco e Eduardo Lara. Talvez tenha sido um misto das duas coisas. O fato é que com 1 minuto, Oscar cobrou escanteio rasteiro para trás, Alex Sandro cruzou e Casemiro cabeceou para o chão, mandando no ângulo direito, no contrapé do goleiro Andrés Felipe Mosquera Marmolejo.

As equipes se alternavam no ataque, uma tentando ampliar a diferença e outra buscando o empate. Oscar era figura que se movimentava bastante, carregando a bola no ataque e também ajudando na marcação no campo defensivo. A Colômbia quase igualou o placar também em jogada de escanteio: aos 16 minutos, Pedro Franco se antecipou ao capitão Bruno Uvini e escorou à esquerda (talvez a marcação de Bruno tenha sido importante para evitar que Pedro conseguisse mandar na rede). Na marca de 20 minutos, grande chance colombiana: Santiago Arias Naranjo deu mostras de habilidade, passou para Andrés Ramiro Escobar Díaz, que avançou, fez o retorno e chutou no canto esquerdo uma bola que foi rebatida pelo goleiro Gabriel.

Sem o mesmo poder de penetração de outrora, o Brasil passou a tentar o gol em chutes de longa distância. Um dos bons remates que aconteceram nessas condições deu-se ao 23 minutos: Oscar chutou alto e Andrés Mosquera conseguiu espalmar. Na cobrança de escanteio daí originada, Bruno cabeceou beliscando o travessão.

Aparentemente sofrendo algum mal-estar, Casemiro, autor do gol, foi substituído por Diego Maurício aos 35 minutos. Naquele mesmo minuto, uma cobrança de falta rolada de lado terminou num bonito chute de Gustavo Leonardo Cuéllar Gallego, que passou perto da trave direita. Aos 36 minutos foi a vez de Eduardo Lara Lozano mexer: saiu Miguel Ángel Julio Rossete e entrou Edwin Andrés Cardona Bedoya.

Antes de findar o primeiro tempo, Diego Maurício aparecia duas vezes para finalizar: teve um chute firme espalmado (42 minutos) e um cabeceio segurado por Mosquera (44 minutos). A Colômbia também ficou perto de balançar a rede: em chegada pelo lado esquerdo, o cruzamento rasteiro passou pelo goleiro Gabriel e também por Cardona, que por questão de décimos de segundo teria condições de empurrar a bola pra dentro com o carrinho.

No intervalo, Ney Franco trocou Willian José (sumido em campo) por Zé Eduardo. Aos 9 minutos, Eduardo Lara trocou Javier Calle Estrada por John Stiveen Mendoza Valencia. 10 minutos depois, realizou a 3ª substituição: Michael Javier Ortega Dieppa por Fabián Andrés Castillo Sánchez, um meio-campista por um atacante.

E parece que os espaços voltaram a aparecer, com cada seleção chegando bem ao ataque. Aos 25 minutos, Neymar recebeu de Oscar na esquerda, driblou Pedro Franco, chutou cruzado e o goleiro Mosquera conseguiu desvio sutil com pé esquerdo. Sutil o suficiente para encaminhar a bola para a trave esquerda - no rebote, Oscar mandou à direita. Aos 36 minutos, uma bela trama ofensiva colombiana: pelo lado direito, Mendoza descolou toque de calcanhar encontrando Arias, que passou para Escobar chutar da entrada da área, mandando por cima da meta. A resposta brasileira veio aos 43 minutos e decretou a vitória em Arequipa: Lucas deu passe caprichado para Diego Maurício, que acompanhou a trajetória da bola sem nem precisar tocar nela e simplesmente encher o pé no canto esquerdo, estufando a rede colombiana.

Aos 45 minutos, a substituição derradeira foi a entrada de Henrique no lugar de Neymar (que completa 19 anos no sábado). Houve tempo para no mesmo minuto a Colômbia chegar mais uma vez: da entrada da área, Escobar colocou perto da trave esquerda, com Gabriel defendendo com os olhos.

Outros resultados

Uruguai 1a1 Equador
Chile 2a3 Argentina

O Brasil lidera isoladamente com 6 pontos e terá como próxima adversária a Argentina, que aparece com 3 pontos na 4ª colocação. Equador e Uruguai, que dividem a vice-liderança com 4 pontos, duelam respectivamente com Colômbia e Chile, equipes que ainda não pontuaram.