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terça-feira, 16 de junho de 2015

Equador 2, Bolívia 3, Vento 5

Foto: Jorge Saenz / AP Photo.
A seleção boliviana deu um passo gigante rumo à classificação na Copa América 2015. Em sua primeira vitória na competição no século 21, a equipe abriu incríveis 3a0 no primeiro tempo e, na etapa final, resistiu à pressão equatoriana e à força do vento para conseguir o triunfo em Valparaíso.

A pessoa que começou a acompanhar a partida a partir dos 28 minutos de jogo deve ter tido uma surpresa. Pelo menos eu tive: como é que pode a Bolívia estar fazendo 2a0 no Equador? Pois pode, com gols de Raldes (aos quatro minutos) e de Smedberg-Dalence (aos dezessete). E pode ainda mais porque o goleiro Romel Quiñónez defendia tudo que viesse, inclusive uma finalização dificílima de seu xará de sobrenome, Pedro Quiñónez. Pegou, também, uma cobrança de pênalti (inexistente e repetida) de Enner Valencia. Pênalti que, quando houve, foi convertido (mas não repetido) por Marcelo Moreno - 3a0 Bolívia.

Só que veio o segundo tempo, e com ele a necessária troca de campo. Os ventos passavam a soprar a favor do Equador, que diminuiu a desvantagem aos dois, com Valencia (excelente jogada de Montero). A vida do goleiro Quiñónez não estava fácil: a partida era jogada praticamente inteiramente no campo de defesa boliviano. A essa altura, a pressão já tinha características de tornar o vento um furacão. Aos 37', chute de Bolaños, vento firme e bola na rede. 3a2 no placar. Mas não houve tempo nem pontaria para a derrota virar empate. Quando a pontaria estava boa, Quiñónez estava melhor ainda. Foi o goleiro boliviano a barreira mais difícil para o vento transpôr. Para tristeza do Equador.

sábado, 13 de junho de 2015

Quando O Tabu Triunfa: México E Bolívia Ficam No Zero A Zero

Foto: Notimex.
Qualquer coisa que eu diga sobre México e Bolívia será parcial. Parcial não no sentido de eu ter torcido loucamente a favor ou contra uma das duas seleções. Parcial pura e simplesmente porque não assisti o primeiro tempo, iniciando o acompanhamento da transmissão a partir do intervalo.

Isto posto, venho dizer que gostei bastante da seleção mexicana. Principalmente levando-se em consideração o fato de que o México não leva muito em consideração a Copa América. É bem verdade que a Bolívia não se trata de uma seleção com grandes aspirações no torneio, mas mesmo assim, o fato de o México ter sobrado no jogo (leia-se no segundo tempo) indica o quanto há de qualidade no time (leia-se no elenco) de Miguel Herrera.

Não apostaria um único centavo nessas duas equipes para chegar além de uma improvável semifinal na competição. Mas vou gostar de vê-las enfrentando Equador e Chile, os outros componentes no grupo A.

O 0a0 no estádio Sausalito, em Viña del Mar, não reflete o volume de situações ofensivas proporcionado nos últimos 45 minutos de partida.  Mais especificamente aos 37', o México não saiu do zero por detalhes, no plural: primeiro detalhe foi a não marcação de um pênalti cometido por Morales; segundo detalhe foram os centímetros que desviaram o chute de Vuoso para o lado esquerdo da trave.

Jesús Corona e Raúl Jiménez apresentaram-se bem e causaram muitas dificuldades à defesa montada por Mauricio Soria. Talvez a presença de um jogador do nível do Carlos Vela ou do Javier Hernández fosse o suficiente para dar o gol que faltou para a vitória mexicana na estréia - mas nenhum dos dois foi convocado para a competição. Porém, há que se considerar que mesmo com todas as limitações bolivianas, o time também flertou com a vitória. Os constantes apoios de Alejandro Chumacero, o instinto goleador de Marcelo Moreno e a entrada animada de Pablo Escobar proporcionaram situações interessantes.

Mas vamos combinar: as duas equipes terão de jogar mais que isso para avançarem. E o tabu triunfou no zero a zero: a Bolívia, que nunca ganhou um jogo de Copa América em solo chileno, continua sendo a única seleção sul-americana que o México jamais venceu.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Colômbia Se Classifica Liderando Grupo A; Bolívia Está Fora Da Copa América 2011

 
Com dois gols de Radamel Falcao García Zárate - atacante de 25 anos e que vive temporada espetacular -, a Colômbia venceu a Bolívia por 2a0, garantiu a liderança no grupo A e, esbanjando consciência tática, agora aguarda o melhor terceiro colocado da fase de grupos para com ele duelar na fase quartas-de-final. A seleção boliviana despede-se da Argentina como lanterna na chave (pontuou somente na estréia, quando empatou com a anfitriã em 1a1).

O jogo

A partida até começou equilibrada, com os bolivianos acionando preferencialmente o atacante Juan Carlos Arce Justiniano em suas jogadas de ataque. Mas tão logo os comandados de Hernán Darío Gómez encontraram seu jogo, a Colômbia não teve dificuldades em tomar a frente no placar: com 14 minutos, Dayro Moreno deu bela enfiada de bola para Falcao García e o atacante portista, goleador na Liga Europa, mostrou seu faro de gol e fez tudo certinho, do domínio à finalização, abrindo o placar. Foi um lance que lembrou o gol colombiano na estréia da competição, só que naquela vez envolvendo Fredy Guarín como assistente e Adrián Ramos como finalizador.

A presença de García à frente da linha de quatro meias era uma constante ameaça à defesa boliviana, que via o camisa 9 a todo momento podendo levar perigo à sua meta. Não bastasse a preocupação com o astuto atacante, a Bolívia viu Pablo Armero se mandar ao ataque pelo lado esquerdo, entrar na área na base da jogada individual e sofrer pênalti de Santos Amador, corretamente assinalado pelo árbitro mexicano Francisco Chacón Gutiérrez. Falcao não fez a melhor das cobranças (principalmente para quem viu a "aula" que foi dada nesse quesito na partida entre Brasil e Estados Unidos, pelo Mundial Feminino 2011), mas colocou a bola na rede aos 27 minutos e igualou-se ao peruano José Guerrero com dois gols marcados na competição.

Na etapa complementar, a Bolívia aventurou-se mais vezes ao ataque e convidou o goleiro Luis Enrique Martínez Rodríguez a participar da partida. A Colômbia, bem postada na sua proposta de jogo, saía ao ataque parecendo saber exatamente o que queria, e conseguia levar perigo variando as jogadas. As saídas de Dayro Moreno, Fredy Guarín e Adrián Ramos não representaram uma perda no rendimento da equipe, com Hugo Rodallega, Juan Cuadrado e Elkin Soto dando conta do recado e participando satisfatoriamente do jogo.

Vou reforçar aqui a minha expectativa em torno desse time colombiano: não estranhem se a equipe de Perea, Guarín, Falcao e companhia aparecer na final da Copa América 2011. Não será por falta de méritos.

Falcao García comemora um de seus gols no jogo: atacante fez novamente uma boa partida.