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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Falcao Resolve A Supercopa E Atlético Goleia Chelsea: 4a1

Pela quarta vez nas últimas quatro temporadas, foi para a Espanha o troféu de campeão da Supercopa Européia, decisão que reúne os atuais campeões de Liga dos Campeões e Liga Europa. Foi com uma incontestável goleada por 4a1 que o Atlético de Madrid conquistou o caneco pela segunda vez (havia ganho em 2010), praticamente não dando chances ao Chelsea.

E se o oponente não foi capaz de medir forças com a equipe comandada pelo argentino Diego Pablo Simeone, há que se valorizar a postura do Atlético em campo, que mesmo com uma vantagem dilatada no placar não abriu mão de continuar atacando e procurar mais gols, para delírio de uma torcida que fez o estádio Louis II, em Mônaco, se parecer com o Vicente Calderón, em Madrid.

O nome do jogo foi Falcao García, autor dos três gols que selaram um contundente 3a0 na ida para o intervalo, já encaminhando o título. Como se não bastasse o oportunismo notável do centroavante colombiano, o camisa 9 do Atlético ainda conseguiu agregar graça à eficiência, marcando dois belíssimos gols diante de um Petr Cech que nada pôde fazer diante de tanto talento.
Falcao García pensa a jogada e coloca a bola com categoria e precisão para marcar o segundo gol seu e do Atlético de Madrid na Supercopa Européia: atacante colombiano vem se mostrando efetivo nos jogos decisivos e foi peça-chave nessa nova conquista.

O Atlético vence, convence, e caminha para uma temporada onde, a meu ver, deve ter como maior objetivo alcançar um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa. Claro que isso não quer dizer que a equipe deva menosprezar a Copa do Rei ou a própria Liga Europa, mas o time mostrou força suficiente para merecer figurar na principal competição de clubes europeus. O Chelsea que o diga...

Agora, para aqueles que fazem a prematura projeção de um eventual encontro entre Chelsea e Corinthians, no Mundial de Clubes 2012, há que se considerar que existem três meses inteiros separando um jogo do outro. No futebol, tempo mais que suficiente para muitas transformações, mesmo que sem mexer nos elencos. E o Chelsea, desacreditado no início do ano, sabe bem disso...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Falcao Volta A Alçar Vôo E Atlético A Faturar A Liga Europa

Num jogo onde cada equipe se sobressaiu em uma etapa - o Atlético de Madrid na inicial e o Athletic Bilbao na final -, um colombiano bastante acostumado a marcar gols em Liga Europa definiu o destino das equipes ao título e ao vice-campeonato. Falcao García, goleador na edição passada e também na atual, autor do gol que deu o título ao Porto em 2011, marcou duas vezes e foi fundamental para a segunda conquista do Atlético nos últimos três anos.

Nos 3a0 da equipe da capital espanhola, só golaços. Falcao abriu a contagem aos seis minutos esbanjando frieza, categoria e precisão. Pergunto: o que pedir a mais de um atacante que possua essas três virtudes? Talvez, pedir bis. Aos trinta e três minutos, Falcao voltou a exibir aqueles atributos e marcou o segundo.

O Athletic Bilbao voltou diferente para o segundo tempo. Iñigo Pérez Soto e Ibai Gómez Pérez entraram nos lugares de Iturraspe e Aurtenetxe. O Atlético de Madrid, muito provavelmente em conseqüência a isso, passou a atuar de maneira distinta: a partir de então, manteve-se mais recuado e deu campo para os comandados de Marcelo Bielsa. Dar campo não é sinônimo de dar espaço, uma vez que a partir da intermediária ofensiva os bascos encontravam dificuldades de encontrar alguém em liberdade. De toda forma, um time dirigido por Bielsa sempre arruma um jeito de transpôr barreiras, mesmo numa noite em que os jogadores tanto desperdiçavam a posse de bola com passes mal feitos. Chances claras de gol surgiram, e quem passava a protagonista era o jovem goleiro belga Thibaut Courtois, com os mesmos dezenove anos de idade que tinha David de Gea quando arqueiro do Atlético campeão duas temporadas atrás.

Naquela altura, a pressão basca era praticamente ininterrupta, fortalecida pela presença de área de Gaizka Toquero Pinedo, colocado no lugar de Ander Herrera. Entre grandes intervenções de Courtois, rebatidas da defesa - o zagueiro brasileiro Miranda beirou o brilhantismo na tarefa de marcar Fernando Llorente - e bola no travessão, o Atlético conseguiu um contra-ataque com Falcao García, que mandou na trave direita o que seria um fabuloso hat-trick. Mas os comandados de Diego Simeone tinham um outro jogador brasileiro com atuação destacável. O xará do treinador fechou a conta com belo gol, aos trinta e nove minutos.

Mais do que a celebração dos campeões, chamou minha atenção o choro dos bascos. Jogadores que honraram o estilo de jogo proposto por Bielsa, embora sem conseguir, em Bucareste, repetir a eficácia vista nas fases anteriores. Jogadores que, no desespero da derrota, mostraram o quão forte é o sentimento de vestir a camisa do Bilbao e representar, mais que uma instituição, uma nação. Lições que o futebol nos ensina em exemplos que transcendem a dimensão puramente futebolística. Parabéns, Athletic e Atlético!
Acima, publicação em jornal basco mostrando o choro de Iker Muniain e Fernando Llorente, com os dizeres "beti zurekin" ("sempre contigo"). Abaixo, a festa dos campeões da Liga Europa 2011-2, na Arena Nationala, em Bucareste, capital romena.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Colômbia Se Classifica Liderando Grupo A; Bolívia Está Fora Da Copa América 2011

 
Com dois gols de Radamel Falcao García Zárate - atacante de 25 anos e que vive temporada espetacular -, a Colômbia venceu a Bolívia por 2a0, garantiu a liderança no grupo A e, esbanjando consciência tática, agora aguarda o melhor terceiro colocado da fase de grupos para com ele duelar na fase quartas-de-final. A seleção boliviana despede-se da Argentina como lanterna na chave (pontuou somente na estréia, quando empatou com a anfitriã em 1a1).

O jogo

A partida até começou equilibrada, com os bolivianos acionando preferencialmente o atacante Juan Carlos Arce Justiniano em suas jogadas de ataque. Mas tão logo os comandados de Hernán Darío Gómez encontraram seu jogo, a Colômbia não teve dificuldades em tomar a frente no placar: com 14 minutos, Dayro Moreno deu bela enfiada de bola para Falcao García e o atacante portista, goleador na Liga Europa, mostrou seu faro de gol e fez tudo certinho, do domínio à finalização, abrindo o placar. Foi um lance que lembrou o gol colombiano na estréia da competição, só que naquela vez envolvendo Fredy Guarín como assistente e Adrián Ramos como finalizador.

A presença de García à frente da linha de quatro meias era uma constante ameaça à defesa boliviana, que via o camisa 9 a todo momento podendo levar perigo à sua meta. Não bastasse a preocupação com o astuto atacante, a Bolívia viu Pablo Armero se mandar ao ataque pelo lado esquerdo, entrar na área na base da jogada individual e sofrer pênalti de Santos Amador, corretamente assinalado pelo árbitro mexicano Francisco Chacón Gutiérrez. Falcao não fez a melhor das cobranças (principalmente para quem viu a "aula" que foi dada nesse quesito na partida entre Brasil e Estados Unidos, pelo Mundial Feminino 2011), mas colocou a bola na rede aos 27 minutos e igualou-se ao peruano José Guerrero com dois gols marcados na competição.

Na etapa complementar, a Bolívia aventurou-se mais vezes ao ataque e convidou o goleiro Luis Enrique Martínez Rodríguez a participar da partida. A Colômbia, bem postada na sua proposta de jogo, saía ao ataque parecendo saber exatamente o que queria, e conseguia levar perigo variando as jogadas. As saídas de Dayro Moreno, Fredy Guarín e Adrián Ramos não representaram uma perda no rendimento da equipe, com Hugo Rodallega, Juan Cuadrado e Elkin Soto dando conta do recado e participando satisfatoriamente do jogo.

Vou reforçar aqui a minha expectativa em torno desse time colombiano: não estranhem se a equipe de Perea, Guarín, Falcao e companhia aparecer na final da Copa América 2011. Não será por falta de méritos.

Falcao García comemora um de seus gols no jogo: atacante fez novamente uma boa partida.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dupla Colombiana Resolve Numa Jogada E Porto É Campeão Na Liga Europa

O Porto é o mais novo campeão da Liga Europa, conquistando o título continental com uma vitória por 1a0 sobre o também português Braga. Muito pode-se falar sobre uma decisão de campeonato, mas no caso dessa final não é necessário dar maiores pormenores, já que o lance do gol foi um retrato fiel daquilo que há de melhor na equipe portista para tentar traduzir o sucesso do time comandado por André Villas-Boas: jogada individual do ótimo Fredy Guarín e conclusão do goleador Falcao García, numa parceria colombiana que tem tudo para dar o que falar (também) na Copa América 2011. Foi o único remate portista no gol. E nem precisava de mais.

Foto posada dos onze iniciais que entraram em campo em Dublin: equipe portista caminha para a conquista da Tríplice Coroa nessa temporada.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Se Villas-Boas, dito aprendiz de José Mourinho, tem os seus recursos para fazer funcionar um time campeão português invicto e que caminha para a Tríplice Coroa nessa temporada, o treinador Domingos Paciência também mostrou competência na estratégia proposta para essa partida em Dublin (capital irlandesa que estava com cara portuguesa). O Braga, flagrantemente inferior tecnicamente ao oponente, adotava um desenho tático que espelhava a formação portista, com 4 homens na defesa, 3 no meio e 3 mais à frente. E aos 3 minutos a equipe de Paciência ficou perto de abrir o placar no estádio Aviva: uma bola parcialmente afastada pela defesa portista foi recolocada na área e encontrou Custódio Miguel Dias de Castro em posição legal, livre de marcação. Mas a finalização do "herói" da semifinal foi para fora, passando à esquerda da meta defendida pelo aniversariante Hélton.

A resposta do Porto veio 3 minutos depois, aos 6: Hulk escapou pelo flanco direito utilizando-se de explosão, força física e alguma habilidade, limpou o lance e chutou cruzado mandando perto do ângulo direito. O Sporting Braga marcava no campo de defesa e saía com agilidade nos contra-ataques. Por pelo menos duas vezes, Paulo César foi acionado ficando no mano-a-mano com o zagueiro Rolando, que acabou levando a melhor em ambos os lances. Após adiantar a marcação um pouco mais, o Braga seguia dificultando o trabalho de saída de bola portista e passava a dar ao jogo uma variação de ritmo, ora cadenciando a posse, ora partindo com mais objetividade.

Mas faltava um talento individual ao time braguista, aquela figura que desse uma qualidade a mais na busca pelo gol. Esse elemento o Porto tem em seu elenco e atende pelo nome de Fredy Alejandro Guarín Vásquez, meio-campista colombiano de 24 anos de idade. Com boa visão de jogo, bom passe, atitude e mobilidade, o camisa 6 tratou de encaminhar as coisas a favor de seu time quando, aos 43 minutos, desceu pelo lado direito, cortou a marcação e cruzou (leia-se passou) caprichosamente para que o compatriota Falcao García fizesse aquilo que melhor sabe fazer: o gol. 1a0 Porto, em mais um cabeceio inapelável pro repertório do camisa 9, goleador isolado e absoluto da Liga Europa.
Falcao García cabeceia para marcar seu 17º gol na competição onde foi goleador soberano. Na partida de ida na semifinal, anotou 4 vezes e foi figura determinante.

Veio o intervalo e Domingo Paciência aproveitou para fazer uma dupla intervenção na equipe, tirando o defensor peruano Alberto Rodríguez para colocar o brasileiro Kaká e promovendo a entrada de mais um brasileiro - Márcio Mossoró - no lugar de Hugo Viana, que aparecia mais no jogo fazendo reclamações da arbitragem do que propriamente produzindo algo de interessante. E algo de interessante ocorreu no 1º minuto do 2º tempo, quando Mossoró quase abriu o placar: ele recuperou a posse de bola, avançou ficando cara-a-cara com Hélton, chutou cruzado e viu o goleiro evitar o gol através de uma defesaça com as pernas.

O Braga era valente e mostrava que as limitações técnicas podem ser minimizadas quando a determinação coletiva por um ideal comum é levada ao limite. Embora com poder de penetração reduzidíssimo, o time conseguia um domínio territorial a ponto de pressionar o Porto sem sequer permitir que o adversário saísse em contra-ataque. Aos 20 minutos, Paciência ainda colocou o camaronês Meyong Zé no lugar do brasileiro Lima, tentando dar nova dinâmica para o setor ofensivo. Mas faltava aquele elemento criativo, aquele jogador pra dar o passe diferenciado. Alan até se esforçava e em alguns momentos esboçava tratar-se desse atleta, mas não era o suficiente para transpôr a barreira portista. Villas-Boas resolveu então colocar o argentino Fernando Belluschi em campo. Nada contra a entrada aos 27 minutos, mas a saída de Guarín entendo como um equívoco, ainda mais se levarmos em consideração que àquela altura Silvestre Varela era figura sumida na partida. Pelo menos, seis minutos depois o treinador trocou Varela pelo colombiano James Rodríguez, jogador leve e insinuante.

O Braga necessitava de pelo menos um gol para que o jogo se estendesse à prorrogação, mas esbarrava nas próprias limitações. De quebra, Hélton mostrava "mil e uma utilidades": além de seguro embaixo das traves e da colaboração quando deixava a área para atuar como um líbero, o goleiro brasileiro ainda catimbou um bocado para fazer avançar o cronômetro e foi "premiado" com um cartão amarelo do árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo (que atuou bem). A empreitada derradeira do Braga deu-se aos 48 minutos. Alan sofreu falta na altura do meio-campo e o time se mandou pra área, incluindo o goleiro Artur. Cobrança realizada e a bola viajou até o camisa 1, que cabeceou à esquerda no último lance antes do apito final.

Foi o segundo título do Porto na Liga Europa (antiga Copa da UEFA) e os mais supersticiosos devem estar em êxtase: na outra vez em que faturou a competição, na temporada seguinte o clube conquistou a Liga dos Campeões da Europa. Será que o feito pode se repetir? Vamos aguardar. Mas o trabalho de Villas-Boas, mais jovem campeão europeu de todos os tempos (está com 33 anos de idade), parece que vai sendo registrado na história futebolística com tinta permanente.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Vôo De Falcao No Estádio Do Dragão

Com uma trajetória recheada de goleadas na atual temporada, o Porto parecia encontrar no Villarreal um oponente à altura - prova disso é que a equipe espanhola fez um bom primeiro tempo, saindo para o jogo em contra-ataques bem trabalhados e colocando a defesa portuguesa em apuros por diversas ocasiões. Mas o Submarino Amarelo, que foi para o intervalo vencendo por 1a0, não fazia idéia do que o aguardava para o segundo tempo: 4 gols do atacante colombiano Radames Falcao García Zárate, que fez a diferença e praticamente decidiu a classificação portista para a final na Liga Europa. O resultado de 5a1 dá ao Porto o direito de perder por 3 gols de diferença no estádio El Madrigal que mesmo assim seguirá sonhando com a Tríplice Coroa.

O jogo

No estádio do Dragão (que me remete ao estádio Engenhão: cadeiras azuis, lugares vagos, arquitetura arrojada e construção moderna), o Porto partiu para fazer aquilo que melhor sabe: atacar. Porém, ao mesmo tempo que tinha dificuldades em criar jogadas de penetração, o time da casa passava maus bocados com seu sistema defensivo, que insistia em marcar em linha uma equipe que contava com a rapidez de Nilmar e Giuseppe Rossi além da sapiência de Cani, Cazorla e Borja Valero. Enquanto aos 5 minutos Nilmar foi parado faltosamente por Fernando (que recebeu cartão amarelo pelo carrinho no compatriota brasileiro), aos 8 ele escapou da marcação novamente pelo flanco direito, chutou na paralela e parou em defesa do também brasileiro Hélton, que espalmou para escanteio. O Villarreal tornou a ficar perto do gol aos 12 minutos: Nilmar voltou a levar vantagem pelo lado direito, cruzou rasteiro buscando Rossi mas quem chegou na bola foi Rolando, agindo com exatidão na cobertura a mais um perigoso ataque dos visitantes. Pelo lado portista, o colombiano Fredy Guarín era a figura mais lúcida no meio-campo, mas as jogadas da equipe não tinham muita seqüência, principalmente quando chegavam no brasileiro Hulk: ora parado com faltas, ora sem sucesso nas tentativas de drible, o camisa 12 ainda vacilou ao simular pênalti em lance aos 26 minutos, recebendo mais um cartão amarelo do árbitro holandês Bjorn Kuipers. Mas nem tudo que Hulk fazia era necessariamente ruim: aos 31 minutos, ele chutou firme com a perna esquerda e a bola passou triscando a trave esquerda.

O Villarreal voltaria a assustar o Porto aos 34 minutos, mas Hélton tornou a defender, dessa vez após cabeceio do italiano Giuseppe Rossi. Dez minutos depois, saiu o gol: Nilmar recebeu pela direita, olhou pra área e viu o companheiro Rubén Gracia Calmache (ou Cani, se preferir) apontando para a frente, indicando onde queria a bola. E foi exatamente ali que Nilmar mandou a redonda, cabendo ao camisa 10 completar de cabeça e abrir o placar na cidade do Porto, fazendo justiça aos acontecimentos vistos na primeira etapa.

No segundo tempo, o Villarreal teve chance de colocar 2a0 no placar logo aos 2 minutos, mas Santiago Cazorla González acabou rolando sem força o suficiente para encontrar um companheiro que pudesse completar ao gol. E os comandados de Juan Carlos Garrido Fernández aprenderiam naquela mesma noite o quanto pode ter feito falta não aumentar a diferença naquele momento do jogo. No minuto seguinte, Falcao García recebeu de Guarín, chegou antes do goleiro Diego Lópes Rodríguez e foi à grama no contato com o arqueiro. Pênalti que ele próprio tratou de converter, empatando a partida.

Na marca de 15 minutos, Guarín voltaria a mostrar que tem boa visão do que acontece à sua frente. Dessa vez, o colombiano não iria servir um companheiro, mas tirar proveito do posicionamento adiantado do goleiro Diego López - só que a tentativa de encobrí-lo acabou passando por cima do travessão. Naquele mesmo minuto, Guarín recebeu do romeno Ionut Cristian Sapunaru pela direita, saiu da marcação de Bruno Soriano Llido com um corte pra dentro e chutou. A bola não apenas foi desviada brilhantemente por Diego López como também bateu na trave esquerda. E quiseram os deuses do futebol que a redonda retornasse para Guarín, que dessa vez tratou de estufar a rede e virar a partida.

Aos 20 minutos, o Villarreal encaixaria mais um daqueles contra-ataques vistos no primeiro tempo, mas Hélton foi decisivo ao agir como um líbero, deixando a área e afastando com um cabeceio. E logo veio o 3º gol portista: Hulk recebeu pela direita, pedalou três vezes diante do argentino Mateo Pablo Musacchio, deixou o marcador na saudade e cruzou rasteiro para que Falcao direcionasse a bola pro gol.

Atrás em dois gols no placar e atrás também no desenho do jogo - o Porto estabelecia forte pressão -, Juan Garrido realizou 3 substituições: entraram o ganês Wakaso Mubarak (espero que o sobrenome idêntico ao do ditador egípcio não vá além de uma coincidência), o espanhol Javier Magro Matilla (que sinceramente nem sei que nome usava na camisa) e o argentino Marco Gastón Rubén Rodríguez. Deixaram o campo Borja Valero, Cani e Nilmar. Já André Villas-Boas trocou o uruguaio Cristian Gabriel Rodríguez Barrotti por Silvestre Manuel Gonçalvez Varela. E aos 30 minutos, veio o "hat-trick" de Falcao: Guarín cruzou e, com um bonito mergulho, o camisa 9 estufou a rede no canto esquerdo, sem qualquer possibilidade de defesa ao goleiro.

Aos 33 minutos, Villas-Boas trocou Guarín, o dono da meiuca e principal articulador de jogadas, pelo brasileiro Souza. Seis minutos depois foi a vez de Hulk dar lugar para James David Rodríguez Rubio, outro jogador de qualidade nascido em solo colombiano (e com apenas 19 anos de idade). Por falar em James Rodríguez, foi ele que aos 44 minutos cobrou o escanteio que foi parar na cabeça de Falcao García. E se falar esse nome é falar em gol, tome o 15º do goleador isolado na Liga Europa, o 4º na partida e o 5º do Porto no jogo para fechar a conta.

Após o jogo, o treinador André Villas-Boas pediu o time com "os pés na terra". Difícil manter-se no chão quando no time há alguém como Falcao.

Outro resultado

Benfica 2a1 Braga