Mostrando postagens com marcador Chelsea. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chelsea. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de agosto de 2021

Chelsea Domina O Arsenal E Vence Clássico Londrino

Naquele que é considerado por muitos como o maior clássico da capital inglesa, Arsenal e Chelsea jogaram no Emirates Stadium pela segunda rodada na Premiership. E o que se viu foi um amplo domínio dos visitantes, com os comandados de Thomas Tuchel conseguindo ter a iniciativa das ações durante praticamente a totalidade na partida. Partida essa que começou com algum equilíbrio, mas que aos poucos foi explicitando a superioridade dos Azuis conforme os espaços no último terço de campo iam aparecendo.

Se tivesse que apontar um único destaque no jogo que terminou com o placar de dois a zero, seria o técnico alemão Thomas Tuchel. Ele conseguiu montar uma equipe com grande qualidade na posse de bola e com incrível aptidão em avançar de forma segura e objetiva. Mesmo com o Arsenal sendo altamente aplicado na marcação, foi dificílimo para os comandados de Mikel Arteta evitar lances perigosos do adversário. E, quando tais lances envolviam o ala direito Reece James e o atacante Romelu Lukaku, o perigo era ainda maior.

Foi exatamente em jogada de James servindo Lukaku que o Chelsea abriu a contagem, aos catorze. O atacante belga, de volta ao clube, marcou seu primeiro gol defendendo a instituição logo na reestreia, empurrando a bola para dentro após assistência de James.

Após receber de James, Lukaku completa para a rede e abre o placar em Londres, marcando seu primeiro gol a camisa do Chelsea logo em sua reestreia. Imagem extraída de PlugTimes.

Se em sua primeira passagem pelos Blues, dez anos atrás, Lukaku era reserva de Fernando Torres e Didier Drogba, hoje o centroavante belga se coloca como a incontestável principal peça de todo o setor ofensivo do time.

Vinte minutos após balançar a rede, Lukaku deixou a bola com Mason Mount e o meio-campista abriu de forma certeira para James, que finalizou com categoria para tirar do goleiro Leno. Dois a zero.

E se o Arsenal não tomou uma goleada dentro de casa, deve agradecer exatamente a Leno: no segundo tempo, o alemão foi espetacular em sua intervenção para evitar que o cabeceio forte e frontal de Lukaku estufasse a rede, com a bola sendo desviada ao travessão.

O Chelsea mostrou virtudes o bastante para se credenciar ao título inglês e ao título do que quer que esteja disputando nessa temporada. Já com relação ao Arsenal, a boa notícia é que se trata de uma equipe jovem, com alguns jogadores mostrando grande talento e dando a entender que é um time com muito a evoluir. Acontece que, para o torcedor mais fanático, esse "time com muito a evoluir" dificilmente vá atender seus anseios de curto-prazo. Mas quer saber? Cada torcedor que pediu a saída do mestre Arsène Wenger não deveria ter o direito de reclamar de nada. Apenas aceitar. Aquele time brilhante, que dava gosto de ver jogar, simplesmente não existe mais. E o trabalho fantástico de Wenger, que recrutou talentos, lapidou joias, impôs uma filosofia de jogo encantadora, ao invés de ser eternamente reverenciado, acabou sendo esmagado por críticas em torno da "falta de títulos". Ironicamente, hoje, não há da parte do Arsenal nem disputa por troféus nem tampouco bom futebol. E, surpreendendo um total de zero pessoa, aqueles mesmos que pediam a saída de Wenger, anseiam pela demissão de Arteta.

domingo, 27 de abril de 2014

Tropeço Ou Escorregão - Liverpool Cai Diante De Muro Azul

O Liverpool, que vinha voando, tropeçou em Anfield Road. Tropeçou porque precisou caminhar, já que o aeroporto estava bloqueado por uma muralha azul. Dava no máximo pra fazer um check-in. Embarcar era tarefa complicada. Decolar, impossível. José Mourinho conseguiu fincar sua âncora no campo defensivo e vencer a partida graças ao acaso: um escorregão de Gerrard no final do primeiro tempo e uma bola recuperada ainda no campo defensivo no final do segundo. Coube ao goleiro Schwarzer fazer sua atuação mais importante com a camisa amarela dos Azuis e ratificar o resultado que mantém o Chelsea na disputa pelo título doméstico. Pela primeira vez desde 1986, podemos ter novamente 3 equipes com chances de título na última rodada na competição.

O jogo pode ser resumido pela frieza do Chelsea na arte (abusiva) de (só) se defender e pelo oportunismo dos dois únicos centroavantes da equipe visitante - Demba Ba e Fernando Torres, que entrou em seu lugar. Ba partiu para a rede após vacilo do capitão Gerrard. Torres também não desperdiçou a chance após erro de passe de Sturridge, servindo Willian numa investida dos dois contra o solitário goleiro Mignolet. E assim é o futebol: não importa quanto tempo você fica com a bola (o Liverpool teve em alguns momentos três vezes mais a posse do que o Chelsea), não importa quantas vezes você circule a área oponente (foram quatro vezes mais finalizações dos donos da casa e do jogo). "O que importa é o resultado", dirão os mais calculistas. E, no cálculo de Mourinho, os números bateram. 2a0, placar final. E o português bateu no peito, orgulhoso do que estava acontecendo. Uma comemoração bastante efusiva para quem se dizia fora da disputa pelo título.

Torcedores dos Reds terão uma tarefa dura pela frente: torcer pelo Everton no próximo sábado, quando o rival da cidade de Liverpool enfrenta o Manchester City, concorrente ao título, no estádio Goodison Park. Faz parte de uma caminhada para voltar a levantar um troféu que não é erguido no Anfield desde 1990. Que hora pra escorregar, Gerrard...
Montagem bem-humorada: Steven Gerrard escorrega, deixando escapar a bola, Demba Ba e... o troféu de campeão inglês.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Questão De Coragem

As semifinais na Liga dos Campeões da Europa na presente temporada permitem fazermos comparações entre dois treinadores muito badalados no futebol atual. Um é Josep Guardiola, do qual sou grande admirador. Outro é José Mourinho.

A maior semelhança entre ambos - além da grande quantidade de troféus levantados - está na grafia do primeiro nome: são quatro letras idênticas. Só que se o talento fosse medido dessa forma, poderíamos afirmar que a letra "P" é muito mais poderosa que o acento agudo.

Explicando e comparando. Mourinho e Guardiola viajaram para a capital espanhola. O Chelsea visitou o Atlético no Vicente Calderón e, no dia seguinte, o Bayern enfrentou o Real no Santiago Bernabéu. Tanto os Azuis de Londres quanto o Gigante da Baviera carregam consigo elencos milionários, que em nada devem aos adversários. Vale lembrar que esses dois clubes se enfrentaram na final continental apenas duas temporadas atrás (então treinados por Roberto Di Matteo e Jupp Heynckes). Ou seja, talento é o que não falta nesses plantéis. Saca só o nível: Cech, Neuer, Terry, Boateng, David Luiz, Dante, Lampard, Schweinsteiger, Ramires, Lahm, Willian, Robben, Hazard, Müller, Oscar, Götze, Ribèry, Schürrle, Torres, Mandzukic, Demba Ba, Kroos etc. Com esse material humano, Mourinho e Guardiola podem buscar diversas maneiras de jogar. E a cidade de Madrid viu bem isso.

Na terça-feira, um Chelsea covarde foi montado com uma linha de quatro na defesa (Azpilicueta, Terry, Cahill, Cole) e uma linha de cinco no meio (Willian, Mikel, David Luiz, Lampard, Ramires) e Torres na frente. Na frente e isolado, pois Willian e Ramires mais acompanhavam os laterais oponentes do que se aproximavam do atacante espanhol. Resultado: zero a zero numa partida com poucas emoções. Diria que beirou o entediante. Triste para o esporte.

Já na quarta-feira, outra conversa. O Bayern atuou com a posse de bola e ofensivamente, mesmo diante de um adversário fortíssimo nos contra-ataques (há que se respeitar um time que conta com Modric, Cristiano, Di María e Benzema, além de Bale). Mas covardia não é palavra para o vocabulário de Pep. A equipe atuou com Rafinha e Alaba se apresentando ao ataque de modo a deixar somente Boateng e Dante como autênticos defensores; Lahm e Scheinsteiger encostavam na trinca de meias (Robben, Kroos e Ribèry) enquanto Mandzukic, ao contrário de Torres no dia anterior, tinha com quem conversar. Resultado: um a zero para o Real numa partida repleta de alternativas. Tivemos um jogo. Um grande jogo. Ótimo para o esporte.

No final, os placares na Espanha dão aos times de Diego Simeone e Carlo Ancelotti a vantagem do empate na volta. Teoricamente, melhor para o italiano, que pode perder por um gol de diferença caso marque pelo menos uma vez. Porém, vejo mais possibilidades de sucesso para o argentino. O motivo? Seu adversário é Mourinho. Será muito mais difícil sobreviver ao Bayern de Guardiola. E olha que nem precisa de coragem para afirmar isso: basta ter algum bom senso. Coisa que por vezes falta para aqueles que têm medo.

domingo, 16 de março de 2014

Campeonato Inglês Do Equilíbrio: 4 Equipes Buscam O Título

Old Trafford e White Hart Lane receberam dois clássicos nesse domingo. E em ambos os estádios, a festa foi dos visitantes, com a goleada do Liverpool sobre o Manchester United (3a0) e a vitória do Arsenal sobre o Tottenham (1a0).

A corrida pelo título inglês na presente temporada fica restrita a quatro clubes: o Chelsea (atual líder), o Liverpool (vice-líder e que vem mostrando atuações sólidas), o Arsenal (atual terceiro colocado e esbanjando determinação mesmo com muitos desfalques) e o Manchester City (em quarto lugar e sendo a equipe com melhor índice de aproveitamento no torneio).

Em Manchester, o Liverpool foi melhor que o United a maior parte do tempo. Mostrou maior articulação ofensiva, maior capacidade de manter a defesa protegida e as atuações dos goleiros confirmam tais afirmações: De Gea teve muito mais trabalho que Mignolet. A vitória foi construída na base dos pênaltis: dos três assinalados (dois reais e um simulado), Gerrard converteu os dois primeiros e desperdiçou o último, quando carimbou a trave. No final, o terceiro gol veio com Luis Suárez, que teve mais uma bela atuação e só não anotou um golaço porque De Gea impediu de maneira espetacular.

Em Londres, o Arsenal teve a felicidade de abrir o placar cedo. Muito cedo. Foi o gol mais rápido na história do confronto entre Tottenham e Arsenal pelo Campeonato Inglês: um minuto e doze segundos após o apito inicial, Rosicky abriu o placar no clássico da capital. O Tottenham até teve algumas chances claras de empatar a partida, mas parou na bem preparada defesa do Arsenal e também no goleiro Szczesny, que alternou momentos de quase entregar o ouro com defesas providenciais para manter a meta inviolável.

Se Liverpool e Arsenal mostram-se firmes na disputa pelo troféu na Premiership, resta a Manchester United e Tottenham tentar um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa - o Everton também é forte concorrente nessa empreitada continental. E se emoção pouca é bobagem, veja só alguns dos jogos que teremos pela frente nas próximas rodadas.

31ª rodada: Chelsea e Arsenal
32 rodada: Liverpool e Tottenham; Arsenal e Manchester City
33ª rodada: Everton e Arsenal
34ª rodada: Liverpool e Manchester City
35ª rodada: Everton e Manchester United
36ª rodada: Liverpool e Chelsea
37ª rodada: Everton e Manchester City
38ª rodada: cada um por si e de olho nos jogos dos outros pra ver como termina a tabela.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Arsenal Zero, Chelsea Zero, Liverpool Líder

Cá estamos, na noite de 23 de dezembro de 2013, para fazer duas coisas. Uma é comentar sobre o empate sem gol entre Arsenal e Chelsea, que deu a liderança no Campeonato Inglês ao Liverpool. Outra é desejar um Natal de felicidade e um ano novo repleto de bênçãos.

Quando digo felicidade, estou pensando em todos aqueles que têm interesse em viver uma vida feliz. Jogadores de futebol de Arsenal e Chelsea, por exemplo. Você, que lê esse tópico, também. Animais não-humanos das mais variadas espécies, idem. Somos todos nós - jogadores de futebol, leitores e animais - capazes de experienciar alegria, prazer, dor e sofrimento. Por isso, é necessário respeito para cada um desses seres. Espero que pensemos nisso, principalmente, quando formos tomar uma decisão em relação ao que consumiremos na nossa alimentação.

Arsenal e Chelsea foram ao jogo com fome. Fome de liderança. Mas a partida entre essas duas boas equipes acabou sendo mais travada por divididas duras do que por grandes chances de gol. Chances claras, dá para lembrar de uma dos Azuis (Lampard carimbou o travessão) e duas do Arsenal (Giroud chutou para fora e chutou travado na defesa). O 0a0 foi justo. Mais justo do que o fato de a partida terminar com 22 jogadores em campo.

Felizmente, ninguém se machucou. Ao contrário de muitos seres que, nesse momento, padecem em matadouros. Um Natal de felicidade e um ano novo repleto de bênçãos.

Mais sobre o jogo: https://twitter.com/jogandoagora #ArsChe
Mais sobre a realidade que te escondem: http://pecuaria.info/

quarta-feira, 15 de maio de 2013

No Xadrez Da Final, "Cech Mata" Com Torres E Ivanovic - Chelsea Campeão

Pela segunda vez nas últimas duas temporadas, o Chelsea é campeão europeu. Não foi o bi na Liga dos Campeões da Europa, pois a equipe ficou em terceiro lugar dentro de seu grupo (atrás de Juventus e Shakhtar). Mas foi, sim, com grande dignidade: após uma vitória por 2a1 em partida dramátuca diante da forte e organizada equipe do Benfica, os Azuis levantaram mais um caneco continental, dessa vez o da Liga Europa. Pra derrubar de vez o rótulo de que é um time "doméstico" ou qualquer coisa do gênero. O Chelsea, caros e caras, é uma força européia e merece respeito. Ele e seu treinador, o tão criticado espanhol Rafa Benítez.

Confira como foi a transmissão da partida em tempo real através do Twitter (#BenChe)

A partida realizada em Amsterdã começou com tudo. O ritmo era frenético, a intensidade digna de grandes jogos. Só que era um único time que jogava: o Benfica. Envolvente e objetivo, o time comandado por Jorge Jesus foi ao ataque de maneira a manter o Chelsea constantemente sob pressão, dando a impressão de que poderia abrir o placar a qualquer momento.

Só que a superioridade de ordem tática não se converteu em vantagem no placar. Pelo contrário. No segundo tempo, o Chelsea saiu na frente. Saiu na frente vindo de trás: aos catorze minutos, Cech fez a defesa em lance de ataque benfiquista e rapidamente recolocou a bola em jogo. Ela passou por dois espanhóis (de Mata chegou em Torres), e El Niño mostrou-se avassalador ao livrar-se de dois brasileiros: deixou Luisão para trás, driblou o goleiro Artur e mandou para a rede. Com o padrão Torres de qualidade, Chelsea 1a0.

O Benfica manteve a mesma postura de antes e seguiu a busca pelo gol apresentando um futebol ofensivo. Numa das investidas, Azpilicueta colocou o braço na bola e Kuipers acertou na marcação do pênalti. Cardozo cobrou com força e empatou o jogo, tornando o placar mais próximo da realidade das ações dentro de campo.

Chances de gol para ambos os lados continuaram acontecendo. Cech parou Cardozo de maneira espetacular. Lampard carimbou o travessão. Até que, aos quarenta e sete, Mata cobrou escanteio pela direita e Ivanovic subiu bem para cabecear melhor ainda, marcando o gol do título.

Parabéns ao Benfica de Jorge Jesus, que faz belíssima temporada. Vi esse time merecer a classificação diante do Fenerbahce e o título diante do Chelsea. Mas futebol é assim, e a semana dos Encarnados acabou sendo traumática, com derrotas para Porto e Chelsea por 2a1 com o último gol de cada partida acontecendo nos descontos. Porém, há que se valorizar a qualidade do rendimento benfiquista.

Parabéns ao Chelsea de Rafa Benítez. Tratado como treinador interino e já anunciado fora do clube na próxima temporada, o espanhol levantou a moral de uma equipe qualificada mas que atravessava péssimo momento na ocasião da demissão de seu antecessor, o italiano Roberto di Matteo. Entregará ao seu sucessor, seja ele quem for, um time classificado para a próxima Liga dos Campeões e campeão na Liga Europa. Não que seja um time que me encante, mas vejo mais qualidade e menos medo que na temporada passada. A Europa é azul.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Chelsea Vence United Em Old Trafford - E Sem Levar Gol

Por mais que já tivesse o título assegurado, o Manchester United de Alex Ferguson tem no seu DNA o hábito de buscar a vitória. Ainda mais se tratando de um clássico em Old Trafford. Nesse estádio, a equipe da casa marca pelo menos um gol por jogo de Campeonato Inglês desde 2009 (66 partidas em sequência). Então, apareceu o Chelsea de Rafa Benítez para acabar com a série: com uma vitória por 1a0, os Azuis deram mais um importante passo em direção à próxima Liga dos Campeões da Europa, torneio no qual é atual campeão e teve o dissabor de ser o primeiro clube a, nessa condição, ser eliminado logo na fase de grupo. Um impacto tão forte que gerou a demissão de Roberto di Matteo e o anúncio de Rafa como treinador interino. Só que o interino vai muito bem, obrigado: é finalista na Liga Europa (pode ser bicampeão europeu se vencer o Benfica) e está muito perto de garantir um lugar entre os quatro primeiros na Inglaterra. O espanhol já disse que não permanecerá como funcionário de Roman Abramovich na próxima temporada e especulações apontam o retorno de José Mourinho a Stamford Bridge. Só que isso é mera especulação. A realidade atual é que o Chelsea conseguiu desbancar o United em pleno Old Trafford jogando melhor que o adversário (ou pelo menos criando mais chances claras de gol) e que, apesar do tanto de críticas que caem sobre Benítez, ele conseguiu levantar a moral de um grupo que tinha todos os ingredientes para caminhar para um desfecho de temporada melancólico.

O gol da partida foi marcado por Juan Manuel Mata, aos quarenta e um minutos no segundo tempo, em jogada com participação importante do brasileiro Ramires. Brasileiros, aliás, não foram poucos em campo: o Manchester entrou com Rafael e Ânderson enquanto o Chelsea foi com David Luiz, Ramires e Oscar, todos titulares. Ânderson, discreto, acabou sendo substituído no segundo tempo. David Luiz participou bem e Oscar procurou jogo (embora sem brilho). Ramires foi talvez o mais efetivo destes, mas Rafael... ah, Rafael... com esse temperamento fica difícil - para não dizer impossível - vê-lo resistir por muito tempo como titular num time de ponta. Não é a primeira vez que
o jovem lateral criado em Xerém (divisões de base do Fluminense) se destemperou numa situação adversa. O futebol e o esporte em geral necessitam de atletas com preparo técnico, físico e psicológico. E talvez o último seja o mais importante, pois é o único capaz de comandar os outros dois aspectos. E Rafael, definitivamente, está fora de controle.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Hart Pega Pênalti E City Vence Chelsea

As duas defesas menos vazadas na atual edição de Premiership se encontraram em Manchester nesse domingo. E, a julgar pela dinâmica verificada no primeiro tempo de jogo, o 0a0 beirava o inevitável. Equipes demasiadamente burocráticas, com poucas ocasiões de gol, principalmente com bola rolando. O time da casa, que tinha as melhores chances, parava em ótima atuação do goleiro Petr Cech. E quando o Chelsea tentava sair para o jogo, era parado com faltas: o árbitro Andre Marriner aplicou quatro cartões amarelos no primeiro tempo, três para jogadores do City e um para Ramires, na única falta cometida pelos visitantes antes do intervalo.

Mas coisas mudaram após a ida para os vestiários. Com dois minutos, David Silva descolou belo passe para Sergio Aguero, que não conseguiu encaixar o voleio do jeito que gostaria, mandando para fora. Aos cinco, Demba Ba foi lançado e, prestes a escapar de Joe Hart, caiu no momento da chegada do goleiro. Pênalti pra lá de discutível, mas assinalado pela arbitragem. O que não tem discussão é que Hart foi magnífico ao defender a cobrança de Frank Lampard, que veio conforme reza a cartilha: forte, rasteiro e no canto. Só que Hart foi lá e pegou.

Onze minutos depois da intervenção salvífica do goleiro inglês, os onze titulares do Manchester City puderam vibrar mais uma vez, agora em grito de gol: James Milner passou para Silva e o espanhol fez a assistência para Yaya Touré. Com simplicidade e categoria, o excepcional volante marfinense escapou da marcação que o cercava, chutou com consciência e a bola, após ricochetear em Gary Cahill, entrou no canto esquerdo. 1a0 para os mandantes.

Sem conseguir esboçar uma reação que justificasse o empate, o Chelsea não conseguia transpôr o forte sistema defensivo oponente. Procurando alternativas, Rafa Benítez fez duas substituições simultâneas aos vinte e três: Moses e Oscar entraram, Lampard e Hazard saíram. Pouca coisa mudou. Treze minutos depois, entrou Fernando Torres no lugar de John Obi Mikel.

Com Ba, Torres, Oscar e Moses beirando a inoperância, sem Mikel para fazer a proteção e com um Ramires muito abaixo do que pode e costuma render, o Chelsea facilitou as coisas para os Citizens. Carlitos Tévez, que havia entrado pouco depois do pênalti defendido por Hart, marcou o segundo gol do jogo: o argentino recebeu de Silva e não precisou de mais do que dois toques para dominar, ajeitar e chutar. É que os passes de David Silva parecem já vir sob medida para o desfrute e lazer do finalizador. Tévez, que tem reconhecida intimidade com a bola, já dominou ajeitando. E o chute, além de sair com força, teve precisão. Foi na gaveta, dessa vez do lado direito. Sem chance para Cech. E se é sem chance para Cech, é porque é indefensável mesmo.

No final, Roberto Mancini trocou Aguero por Samir Nasri, fazendo o blogueiro lembrar que sim, há ainda um tal de Nasri no poderoso elenco do Manchester City. E essa existência do francês torna ainda menos compreensível a formação de um meio-campo com figuras como Milner, Javi García e Jack Rodwell. Até jogaram bem os três, desempenhando bem suas funções táticas. Mas não há como compará-los com o talentoso camisa oito que entrou somente nos acréscimos. Mais perto do final, Joleon Lescott foi colocado no lugar de Silva para fechar o que já não era aberto.

Final de jogo e dois a zero Manchester City, em partida onde o Chelsea só conseguiu dar um chute na direção do gol. O pênalti, bem cobrado por Lampard e defendido maravilhosamente por Hart. E o futebol tem dessas coisas: Hart fez uma defesa ("a" defesa), enquanto Cech interviu pelo menos meia dúzia de vezes, sendo talvez o melhor jogador em campo. Mas o protagonista acabou sendo quem?

sábado, 12 de janeiro de 2013

Walters Acaba Com Seu Estoque De Azar

Até então invicto dentro de casa na presente temporada, o aplicado time do Stoke City conheceu sua primeira derrota no Britannia Stadium. O jogo com o Chelsea envolvia duas das três defesas menos vazadas na Premiership 2012-3 e se alguém imaginava um placar apertado, se surpreendeu. É bem verdade que o momento do Stoke já foi melhor defensivamente (a equipe sofreu três gols em cada um dos seus dois jogos anteriores válidos pelo Campeonato Inglês), mas não resta dúvidas de que a goleada azul pelo placar de 4a0 foi impactante.

Aí o estimado leitor e a estimada leitora desse espaço perguntam ao blogueiro: como explicar esse resultado para um time até então invicto dentro de casa e com uma defesa de estatísticas respeitáveis? Caros e caras, a partida em Stoke-on-Trent foi totalmente atípica. E quando digo atípica, é porque efetivamente foge dos padrões pré-estabelecidos de normalidade.

Como era de se esperar, o time comandado pelo galês Toni Pulis concentrou suas atenções no campo defensivo. Só que a retranca montada para resistir à superioridade técnica adversária não limitava a equipe a apenas se defender. Tanto é que, aos sete minutos, os donos da casa tiveram grande chance de sair na frente no placar, mas o trinitário Kenwyne Jones chutou para fora, perto da trave esquerda. A partida era equilibrada, nivelada pela aplicação dos defensores do Stoke. Jogadores de porte físico avantajado mas sem muito trato com a bola, salvo uma ou outra exceção.

O zero a zero que persistia no placar não era mérito "apenas" da barreira humana que o Stoke estabelecia diante do Chelsea. Havia também uma muralha ambulante situada nos metros finais de gramado. Com duas defesaças - ambas usando a perna direita para impedir que a bola entrasse -, o goleiro bósnio Asmir Begovic conservava o empate sem gol, parando finalizações de Frank Lampard e Demba Ba. Mas ele não poderia parar Jonathan Walters, seu companheiro de time. Nos acréscimos do primeiro tempo, o voluntarioso jogador irlandês chegou em alta velocidade para impedir que o cruzamento de Cesar Azpilicueta encontrasse Juan Mata. Se a idéia era impedir a finalização do espanhol, missão cumprida. Mas o que Walters não esperava era que seu mergulho pretensamente salvífico pudesse estufar a própria rede, marcando um a zero para os oponentes. Coisas da vida, jogo que segue.

Na segunda etapa, os times retornaram com as mesmas formações e as mesmas pré-disposições a atacar e defender. Ou seja, era basicamente o Chelsea tentando infilitrar na defesa (na maioria das vezes sem qualquer êxito) e o Stoke segurando as investidas adversárias. O time da casa marcava muito. Marcava em cima de quem tivesse a posse de bola. Marcava terreno para fazer a cobertura. Marcava até a sombra, se assim fosse possível. E, de tanto marcar, Walters marcou... contra. Pela segunda vez no jogo. Dessa vez, o cruzamento encontraria Lampard. Não encontrou, pois o implacável Walters colocou a cabeça na bola. Para infelicidade pessoal e coletiva, gol contra novamente. Coisas da vida, jogo que segue.

Diferentemente do gol (contra) anterior, dessa vez o Stoke City não tinha um intervalo de quinze minutos para respirar e repensar o jogo. Provavelmente abalados com a azarada coincidência de um jogador do time vazar a própria meta por duas vezes na mesma partida, o Stoke sucumbiu ao Chelsea. Um minuto após o segundo gol (contra), foi cometido pênalti em Mata, numa jogada em que tanto Robert Huth (grandalhão alemão, com passagem pelo Chelsea) quanto Ryan Shawcross cercaram o camisa dez sem conseguir desarmá-lo. Pelo menos não na bola. Lampard encheu o pé e estufou a rede, mandando a bola alguns centímetros abaixo do travessão. 3a0 Chelsea.

Lampard teve nova chance de marcar, mas o goleiro Begovic realizou mais uma defesa espetacular, dessa vez com os braços. E como o jogo era atípico mesmo, aconteceu (mais) uma novidade para o Stoke City na temporada corrente: o time levou um gol de fora da área. Foi o belga Eden Hazard o autor do feito, acertando lindo chute no canto direito, sem dar chance de defesa para Begovic. 4a0.

Cada treinador mexeu três vezes em seus jogadores. Fernando Torres havia entrado minutos antes do quarto gol, substituindo Ba. Depois, Rafa Benítez ainda colocou John Terry (retornando de lesão, recebeu de Mata a braçadeira de capitão no momento da alteração) e o português Paulo Ferreira no lugar de Azpilicueta. Pulis tirou Charlie Adam (que deu belo chute de fora, espalmado por Petr Cech), Jones e Matthew Etherington - entraram Dean Whitehead, Cameron Jerome e Michael Kightly. Mas, um personagem central permanecia em campo. Ele: Walters. Walters, jogador com o recorde atual de partidas consecutivas na Premiership, atuando pelo 73º jogo em sequência na competição. Nenhum outro jogador de linha se iguala a Walters. E para mostrar que é realmente um jogador "diferente", Walters entrou na área e caiu após chegada de Terry. Pênalti.

Senhoras e senhores, meninas e meninos de todas as idades, pênalti para o Stoke City no fim de partida. Era o gol de honra se encaminhando. A derrota - a primeira dentro de casa nessa temporada -, já estava consumada. E quem vai para a bola, promovendo empolgação dos torcedores locais, é Walters. E, para não deixar dúvidas de que se tratava de um jogo atípico, Walters tornou tudo ainda mais especial: encheu o pé - mais ou menos como fizera Lampard - e mandou a bola alguns centímetros acima do que gostaria. A redonda explodiu no travessão e tomou o rumo do céu. Quem também deverá ir para o céu é Walters. A julgar pela partida de hoje, ele pagou todos os seus pecados. Coisas do jogo, vida que segue.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Se alguém tinha alguma dúvida a respeito do "abalo psicológico" que poderia se implantar no Chelsea após a derrota na final do Mundial de Clubes, já não tem mais. De lá pra cá, a equipe comandada por Rafa Benítez atuou pela Copa da Liga Inglesa e pelo Campeonato Inglês, somando duas vitórias por goleada: 5a1 sobre o Leeds United, fora de casa (na quarta-feira, dia dezenove, ou seja, três dias após o vice-campeonato no Japão) e um estrondoso 8a0 pra cima do Aston Villa, em Stamford Bridge, um domingo depois da derrota para o Corinthians.

Em 3º lugar na Premiership, o Chelsea espera conseguir amenizar a dor da eliminação precoce na Liga dos Campeões e da derrota na Copa do Mundo de Clubes com, quem sabe, um título na mais forte liga nacional de que se tem notícia. Não será simples, pois há uma distância considerável de pontos em relação aos times da cidade de Manchester. A Copa da Liga Inglesa é uma competição mais ao alcance dos Blues, que enfrentarão o Swansea na fase semifinal.

Jogada da semana

Quebrando recordes atrás de recordes, Lionel Messi não somente impressiona pelas estatísticas como encanta pela maneira de jogar. Na vitória do Barcelona sobre o Real Valladolid (sábado, dia 22.12.2012), pela 17ª rodada no Campeonato Espanhol, o melhor jogador do mundo marcou o segundo gol catalão (a partida terminou 3a1). O Barça é líder soberano no torneio, com nove pontos de frente para o segundo colocado, o Atlético de Madrid. O vídeo a seguir é caseiro, pois está complicado encontrar algum que não tenha sido bloqueado pelos tais direitos autorais. A pintura de Messi aparece a partir dos 24 segundos de vídeo, recebendo passe de calcanhar de Xavi Hernández e partindo com a bola até a finalização, com direito a caneta em adversário que tentou desarmá-lo. Dá-lhe Messi! Dá-lhe Barcelona!
Deixo aqui registrado um Feliz Natal a cada um de vocês. E que o espírito natalino permeie todos os dias de nossas vidas, não ficando restrito a uma única data no calendário. 

Voltaremos qualquer dia, de preferência ainda esse ano para desejar a todos um Feliz 2013.

Fraternais abraços.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Mundo De Loucos. Por Ti, Corinthians

Yokohama foi sede de um dos dias mais especiais na história do Sport Club Corinthians Paulista. Diante do atual campeão europeu de clubes - o Chelsea -, o "Bando de Loucos" conquistou o título mundial 2012. Partida dificílima, onde o Alvinegro do Parque São Jorge fez-se valer daquela consistência tática apresentada na Copa Libertadores da América desse ano.

São muitos os personagens da épica conquista corinthiana. O lateral Alessandro, por exemplo, foi de uma entrega descomunal para cumprir a missão de neutralizar o hábil belga Eden Hazard. O volante Paulinho jogou por si e, em alguns momentos, por Ralf, que não esteve no melhor de seus dias. E o que dizer da aplicação de Danilo? Parecia ocupar espaços diferentes ao mesmo tempo! Jorge Henrique foi uma decisão acertada de Tite, desempenhando uma função que nem três Douglas seriam capazes de fazer. Paolo Guerrero... esse é um predestinado - o mais paulistano dos peruanos, a partir desta data. Poderia aqui citar os nomes de cada membro que viajou para o Japão representando uma multidão de torcedores. Mas há um nome em especial. O heróico goleiro Cássio. Aquele mesmo, responsável direto pela classificação para a semifinal na Libertadores (memorável defesa em finalização de Diego Souza, no segundo tempo no Pacaembu). Dessa vez, Cássio foi além. Foi ao além, talvez. Três, possivelmente quatro, alguns dirão cinco defesas miraculosas. A intervenção no chute cruzado de Victor Moses foi alguma coisa de outro mundo. Mundo que, até segunda ordem, é do Sport Club Corinthians Paulista.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Chelsea Vence, Convence E Ganha Moral Pra Final Do Mundial

A quase unânime opinião de que o Monterrey daria mais trabalho ao Chelsea do que o Al Ahly ao Corinthians foi frustrada após a realização das semifinais. Enquanto os egípcios deram uma canseira na equipe de Tite e quase levaram o jogo para a prorrogação, os mexicanos sucumbiram a um adversário explicitamente superior, que se deu ao luxo de terminar a partida em ritmo de treinamento.

E olha que os Azuis jogaram desfalcados de uma peça-chave: o brasileiro Ramires, que assistiu do banco de reservas o compatriota David Luiz desempenhar bem a função de volante. Com cinco minutos de partida, David Luiz já tinha dado um chute perigoso e efetuado uma bela enfiada de bola para Hazard, que quase resultou no primeiro gol do jogo.

Primeiro gol que saiu aos dezesseis minutos, naquela que foi a primeira participação efetiva de Ashley Cole no campo de ataque. O lateral-esquerdo se apresentou, tabelou com Oscar recebendo toque de calcanhar e serviu Juan Mata, que finalizou bem, no canto direito. 1a0 Chelsea em linda trama de jogada.

O Chelsea teve novas chances de gol, mas aos poucos o Monterrey foi encaixando melhor a marcação e dificultando o poder de criação dos comandados de Rafa Benítez. Até o intervalo. Na volta, não durou vinte segundos a continuidade do placar: após jogada individual de Eden Hazard pela esquerda, Fernando Torres recebeu, ajeitou com dois toques na bola e chutou para marcar o segundo.

A intensidade do Chelsea parecia ininterrupta e o terceiro gol saiu aos dois minutos. Em jogada espanhola envolvendo os dois autores dos gols, Torres inverteu com estilo para Mata, que recebeu na direita, buscou Oscar e Chavez acabou marcando contra. 3a0 Chelsea.

A tônica da partida continuava a mesma: o Chelsea presente no campo de ataque, tocando a bola. Com o placar confortável, Benítez foi promovendo alterações provavelmente mais pensando na final com o Corinthians do que nos minutos que restavam com o Monterrey. Aos poucos, os mexicanos foram se sobressaindo, chegando a ter mais tempo de posse de bola.

O atacante Aldo de Nigris era acionado rotineiramente, mas não conseguia passar por Petr Cech. Foram pelo menos três intervenções do arqueiro para evitar chances claras de gol do camisa nove. Mas o jogo limpo do Monterrey - digno de elogios - foi premiado com um gol de honra, nos acréscimos. E só podia ser dele: De Nigris, que recebeu pela direita e, dessa vez, venceu Cech.

Mas quem saiu vitorioso mesmo na noite de Yokohama foi o o futebol. Depois de tanta pancadaria na(s) final(is) da Copa Sul-Americana, um alento ver uma partida onde o foco é exclusivamente a bola. Que, por sinal, foi muito bem tratada na maior parte do tempo.

Confira como foi a transmissão da partida em tempo real, pelo @jogandoagora #MonChe.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

O Chelsea atravessa momento singular nesse fim de ano (meio de temporada). Trocou de técnico algumas semanas atrás (Roberto di Matteo não resistiu à seqüência de maus resultados) e agora está no Japão para a disputa do Mundial de Clubes 2012. Na semana da viagem, a equipe jogou pela sexta rodada na fase de grupos na Liga dos Campeões da Europa, goleando o Nordsjaelland por 6a1. Mesmo assim, acabou se consumando a eliminação do maior torneio continental de clubes, sendo a primeira vez na história que o atual campeão cai em plena fase de grupos. Bola pre frente, vida que segue e Rafa Benítez conseguiu, finalmente, uma vitória com os Azuis na Premiership: 3a1 pra cima do Sunderland, com belas atuações de Ramires, Mata e Torres. Graças ao excelente início na competição, o Chelsea está em terceiro na tabela de classificação. Mas agora é esquecer os torneios locais e focar na Copa do Mundo de Clubes, onde enfrentará, na semifinal, o Monterrey, na quinta-feira, dia treze. Com nove gols marcados nos últimos dois compromissos, parece que a equipe londrina retoma a confiança, buscando mais uma inédita conquista.

Jogada da semana

Nesse domingo, dia nove, o Campeonato Italiano reservou belíssimos gols e jogadas. Poderia tranqüilamente figurar nesse tópico o lance em que Robinho se desvencilhou da marcação sem tocar na bola e estufou a rede na partida em que o Milan venceu o Torino, de virada. Poderia ser também o primeiro gol da Internazionale no jogaço diante do Napoli, quando Cassano e Guarín fizeram uma parceria sensacional - um cobrando o escanteio e outro concluindo em gol. Mas a jogada da semana "tinha" que ser outra. Não daria para deixar de fora a pintura do gol da vitória juventina sobre o Palermo. Desde o lançamento de Andrea Pirlo até a finalização de Stephen Lichtsteiner, tudo muito legal. Mas o grande atrativo mesmo foi o que aconteceu entre uma coisa e outra. A própria comemoração do gol mostra como os companheiros reconheceram a qualidade da assistência. Com vocês, o montenegrino Mirko Vucinic.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Espanhóis Resolvem E Chelsea Vence No Inglês - Agora É No Japão

Blogueiro de volta com internet (adeus, Claro!) e TV por assinatura (após quase uma década limitado à programação aberta). Então, cá estamos para "quebrar o jejum" do blógui e voltar com as postagens.

Nesse sábado, o Chelsea foi até o Stadium Of Light enfrentar o Sunderland, em seu último compromisso  oficial antes da viagem ao Japão para a disputa da Copa do Mundo de Clubes 2012. Os Azuis, que começaram a Premiership com sete vitórias e um empate nas oito primeiras rodadas, não venciam há sete jornadas, período no qual rolou inclusive a demissão de Roberto di Matteo, que não resistiu à campanha medíocre na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa (o Chelsea é o primeiro clube na história do torneio a não passar dessa fase na condição de atual campeão). O espanhol Rafael Banítez chegou e, se o time ainda não tem a "sua cara", parece estar recuperando a moral: a vitória por 3a1 sobre o Sunderland deve tornar a longa viagem um tanto mais leve para o elenco. Que o diga o atacante Fernando Torres, que voltou a balançar as redes no Campeonato Inglês após doze horas e meia. E El Niño marcou logo duas vezes, sendo o destaque na partida - o outro gol da equipe foi de Juan Manuel Mata, aproveitando rebote de belo remate de Torres, que havia carimbado o travessão.

O corinthiano que acompanhou o jogo espiando aquele que pode ser o adversário da equipe na final do Mundial de Clubes - isso se ambos os conjuntos passarem pela fase semifinal -, deve ter ficado preocupado com a boa performance de Mata, jogador que vem mostrando grande capacidade na distribuição das jogadas. Ramires também fez ótima partida, enquanto Oscar, que entrou depois que Oriol Romeu deixou o campo sentindo alguma lesão, pode - e deve - render muito mais do que o apresentado hoje. Eden Hazard oscilou momentos de lucidez com sumiço absoluto, mas, no geral, foi bastante útil taticamente na composição do meio-campo.

De ânimo renovado após a eliminação na UEFA Champions League, o Chelsea tem tudo para buscar um novo gás para a sequência da temporada através de mais um título inédito na história do clube. Só que é atrás do mesmo ineditismo que estará indo o Corinthians. Quer dizer, a menos que alguém leve aquele torneio de 2000, disputado no Brasil, a sério...

E para não dizer que não falamos no Sunderland, bem, a equipe comandada por Martin O'Neill acaba de adentrar na zona de descenso. Mas só depende de si para sair de lá, pois tem dois pontos a menos e um jogo em atraso em relação ao Wigan. Adam Johnson, que temporada passada esteve no Manchester City, marcou o gol dos donos da casa e foi o elemento mais criativo da equipe. Sèssegnon e Gardner também deram algum trabalho aos visitantes, mas a bem da verdade, os raros momentos de pressão dos Gatos Pretos só ocorreram depois que a (des)vantagem estava dilatada, com alguns torcedores nem ficando para ver e ouvir o apito final. Aliás, parabéns a essa torcida, que mesmo com o clube em situação complicada, tem uma das oito maiores médias de público no torneio, levando cerca de quarenta mil espectadores para o Stadium Of Light. Procurando, talvez, uma luz no fim do túnel...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Oscar Marca Dois, Mas Juventus Busca Empate Em Londres


Teve início nessa terça-feira a fase de grupos na Liga dos Campeões da Europa. Hoje, em Stamford Bridge, Chelsea e Juventus estrearam no torneio e protagonizaram uma bela partida de futebol, que terminou empatada em 2a2 (Oscar marcou os gols dos donos da casa e, depois, os visitantes chegaram ao empate com gols de Vidal e Quagliarella). Veja como foi a transmissão da partida em tempo real, realizada através do Twitter @jogandoagora (acompanhado pela #CHEvJUV).

O jogo não marcava apenas o encontro do atual campeão europeu (o Chelsea, que alcançou o inédito caneco na história do clube) com o atual campeão italiano (a Juventus, que terminou invicta a liga nacional). Marcava também o encontro entre os líderes na Inglaterra e na Itália na presente temporada. A começar pelos dois grandes goleiros presentes em campo (o tcheco Petr Cech e o italiano Gianluigi Buffon), já tínhamos indícios de um jogo interessante.

Apesar de circularem a bola e buscarem o ataque, as equipes tinham dificuldades de criarem ocasiões claras de gol. Uma boa chance deu-se aos 28 minutos, mas Vucinic chutou na rede externa, perto da trave esquerda de Cech. Dois minutos depois, o Chelsea chegou e marcou: Oscar recebeu de Hazard e o chute desviou em Bonucci, enganando Buffon e indo parar na rede, abrindo o placar.

Mais dois minutinhos passados e Oscar, que acabara de marcar seu primeiro gol com a camisa do Chelsea (justo na sua estréia como titular), foi lá e marcou o segundo. Aliás, que golaço do jovem meia brasileiro. Com um remate maravilhoso, o ex-jogador de Internacional e São Paulo surpreendeu Buffon, colocando a bola praticamente no ângulo esquerdo. 2a0 em Stamford Bridge.

Aos trinta e sete minutos, foi a vez da Juventus chegar à rede: Vidal recebeu de Marchisio, limpou a jogada e, da meia-lua, descolou chute rasteiro, no canto esquerdo. Tão ou mais belo que o gol em si foi ver o ótimo volante chileno comemorar mancando, pois minutos antes tinha deixado o gramado com dores. Exemplo esportivo.

Teve início o segundo tempo e não demorou para vermos que a tônica de antes do intervalo se mantinha: o que era ótimo, afinal, as duas equipes buscavam o ataque. Com mais posse de bola, a Juventus dava as cartas na partida, mas a boa presença de Fernando Torres causava dificuldades à bem postada equipe italiana. Giovinco, hábil jogador vindo do Parma, não rendia atuando tão à frente e Carrera (auxiliar do suspenso Antonio Conte) o trocou pelo atacante Quagliarella. E não demorou cinco minutos para surtir efeito: aos trinta e quatro, o ex-jogador do Napoli recebeu linda enfiada de bola de Marchisio e esbanjou tranqüilidade para finalizar por baixo de Cech, igualando o placar.

Após o empate conquistado, a torcida juventina fez grande festa no setor do estádio que lhe era destinado enquanto dentro de campo a equipe alvinegra concentrava seus esforços em manter o resultado até o apito final, diminuindo seu próprio ímpeto ofensivo e mantendo sob controle as investidas dos Azuis. Um ótimo reencontro do Bianconero com a Liga dos Campeões. Seria melhor ainda se um certo Alessandro Del Piero tivesse seu contrato renovado, mas paciência... o mundo cartolístico é muitas das vezes de difícil compreensão...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Falcao Resolve A Supercopa E Atlético Goleia Chelsea: 4a1

Pela quarta vez nas últimas quatro temporadas, foi para a Espanha o troféu de campeão da Supercopa Européia, decisão que reúne os atuais campeões de Liga dos Campeões e Liga Europa. Foi com uma incontestável goleada por 4a1 que o Atlético de Madrid conquistou o caneco pela segunda vez (havia ganho em 2010), praticamente não dando chances ao Chelsea.

E se o oponente não foi capaz de medir forças com a equipe comandada pelo argentino Diego Pablo Simeone, há que se valorizar a postura do Atlético em campo, que mesmo com uma vantagem dilatada no placar não abriu mão de continuar atacando e procurar mais gols, para delírio de uma torcida que fez o estádio Louis II, em Mônaco, se parecer com o Vicente Calderón, em Madrid.

O nome do jogo foi Falcao García, autor dos três gols que selaram um contundente 3a0 na ida para o intervalo, já encaminhando o título. Como se não bastasse o oportunismo notável do centroavante colombiano, o camisa 9 do Atlético ainda conseguiu agregar graça à eficiência, marcando dois belíssimos gols diante de um Petr Cech que nada pôde fazer diante de tanto talento.
Falcao García pensa a jogada e coloca a bola com categoria e precisão para marcar o segundo gol seu e do Atlético de Madrid na Supercopa Européia: atacante colombiano vem se mostrando efetivo nos jogos decisivos e foi peça-chave nessa nova conquista.

O Atlético vence, convence, e caminha para uma temporada onde, a meu ver, deve ter como maior objetivo alcançar um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa. Claro que isso não quer dizer que a equipe deva menosprezar a Copa do Rei ou a própria Liga Europa, mas o time mostrou força suficiente para merecer figurar na principal competição de clubes europeus. O Chelsea que o diga...

Agora, para aqueles que fazem a prematura projeção de um eventual encontro entre Chelsea e Corinthians, no Mundial de Clubes 2012, há que se considerar que existem três meses inteiros separando um jogo do outro. No futebol, tempo mais que suficiente para muitas transformações, mesmo que sem mexer nos elencos. E o Chelsea, desacreditado no início do ano, sabe bem disso...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Atual campeão europeu, o Chelsea começou bem a temporada 2012-3 na Inglaterra. Entre os dois últimos finais-de-semana, a equipe comandada por Roberto di Matteo (outrora interino e agora treinador efetivo), venceu as três partidas disputadas na Premiership. Fora de casa, estreou vencendo o Wigan por 2a0 (Ivanovic e Lampard marcaram já nos primeiros seis minutos de jogo, com o recém-contratado Hazard participando em ambos os gols). Na segunda rodada, teve dificuldades para vencer o Reading em Stamford Bridge, ganhando por 4a2 em jogo polêmico com relação a arbitragem. Na rodada seguinte, novamente dentro de casa, os Azuis de Londres venceram o Newcastle por 2a0 (Hazard e Torres marcaram). A próxima parada do embalado Chelsea é um duelo que vale título: pela Supercopa Européia, a equipe enfrenta o Atlético de Madrid, dia trinta e um.

Jogada da semana

Numa jogada individual desde o círculo central até a área adversária, Ronaldinho Gaúcho mostrou no Campeonato Brasileiro 2012 aquele talento visto por tantas vezes quando atuava pelo Barcelona. Um golaço para o Atlético Mineiro, naquele momento virando o jogo no clássico diante do Cruzeiro, em partida que terminaria 2a2. Palmas para o craque.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Pela primeira vez campeão europeu, o Chelsea não poderia deixar de ser o homenageado nessa semana. Uma semana que começou num domingo de última rodada pela Premiership. Ali, os Azuis de Londres recebiam o Blackburn e venciam por 2a1, escalando entre os onze iniciais somente jogadores que não seriam titulares na partida do sábado seguinte. Afinal, o time estava absolutamente focado na final da Liga dos Campeões da Europa. E, no histórico dezenove de maio de dois mil e doze, o time comandado por Roberto Di Matteo conseguiu o feito de erguer a taça tão cobiçada pelo clube, numa disputa acirrada com o Bayern de Munique, em pleno estádio adversário.

Parabéns ao Chelsea, uma equipe que resistiu a oponentes envolventes (sobretudo Barcelona e Bayern) e, aliando aplicação tática com doses descomunais de sorte, sagrou-se campeão da mais forte competição de clubes do mundo. Já havia passado da hora de Londres testemunhar um time da cidade campeão continental.

Jogada da semana

Começou a edição 2012 do Campeonato Brasileiro. Três jogos no sábado, sete no domingo e está concluída a primeira rodada de uma competição onde cada prognóstico é um risco de erro acima da média futebolística, dada a tamanha competitividade existente nas disputas por título, vaga na Libertadores e permanência na Série A para o ano seguinte. Com o vídeo de um torcedor situado no estádio Beira-Rio, apresento a vocês a bela jogada colorada que terminou num belo gol de Dagoberto, no jogo em que o Internacional venceu o Coritiba por 2a0. Troca de passes de fazer lembrar um certo clube catalão.

sábado, 19 de maio de 2012

Chelsea Cala Bayern Em Munique E Conquista Inédita Liga

Os deuses do futebol capricharam na noite desse sábado em Munique, Alemanha. Depois de despacharem os favoritos Barcelona e Real Madrid na fase semifinal, Chelsea e Bayern duelaram pelo título europeu no estádio dos bávaros - a partida, emocionante, só foi definida nos pênaltis.

E a disputa por pênaltis foi justamente o último dos caprichos promovidos por essas entidades ocultas que atuam governando os acontecimentos futebolísticos. Nunca antes na história das competições européias o Bayern de Munique havia sido derrotado nessas condições (ganhou todas as quatro vezes anteriores). Nunca antes na história das competições européias o Chelsea havia sido vencedor nessas condições (perdeu nas duas vezes anteriores). Então, passando por cima de qualquer prognóstico que olhasse para o passado estatístico, deu Chelsea nas penalidades.

Para dar ainda mais emoção, o Bayern esteve em vantagem nas penalidades, pois converteu suas primeiras cobranças e viu o goleiro Manuel Neuer defender o chute de Juan Manuel Mata. Mas no final das contas, brilhou a estrela de Petr Cech e de Didier Drogba: o goleiro tcheco evitou que os remates de Ivica Olic e Bastian Schweinsteiger encontrassem a rede. E coube ao aplicado atacante marfinense a cobrança derradeira, para sacramentar o título inédito dos Azuis de Londres.

Mas, como alertado no segundo parágrafo, esse desfecho em disputa por pênaltis foi o último dos caprichos proporcionados pelos deuses do futebol. Antes disso, quiseram eles que o holandês Arjen Robben, ex-jogador do Chelsea e um dos melhores em campo nessa final em Munique, desperdiçasse uma cobrança de pênalti em plena prorrogação - Cech defendeu. E sabe quem havia cometido a infração? Drogba, derrubando Frank Ribèry na grande área. O mesmo Drogba que, heróico diante do Barcelona, havia cometido pênalti no Camp Nou (para sua sorte e do Chelsea em geral, Lionel Messi mandou no travessão naquela ocasião).

Agora acreditem: esse cenário de Drogba cometendo pênalti em Ribèry, Robben cobrando e Cech salvando o Chelsea não foi o primeiro dos caprichos da noite. E me atrevo a dizer que o primeiro deles foi justamente o mais relevante, embora para muitos possa vir a passar despercebido. Para mim não - aquilo que aconteceu nos últimos minutos do segundo tempo de jogo fica registrado na história do futebol como um castigo a um time que preferiu focar na marcação em vez de ousar encontrar o segundo gol. Aos trinta e sete minutos, Thomas Müller completou o cruzamento de Toni Kroos e teve a felicidade de cabecear com precisão, para o chão, tirando do ótimo Cech. 1a0 Bayern, fazendo explodir em alegria uma torcida que ficou a maior parte do tempo apreensiva com os acontecimentos que sucediam naquele estádio tão familiar. Pois então, estava tudo se encaminhando para um título histórico, dentro de casa. Mas o treinador Jupp Heynckes vacilou naquilo que tange a fidelidade a um jeito de jogar bola, a uma proposta de jogo. Viu Roberto Di Matteo trocar Salomon Kalou por Fernando Torres e decidiu mexer no Bayern tirando Müller para colocar Daniel van Buyten. A fatídica substituição pode não ser a responsável direta pelo empate do Chelsea, em inapelável cabeceio de Drogba após cruzamento de Mata, no primeiro escanteio de um time que via o outro ter cobrado pelo menos catorze vezes um córner naquele jogo. Mas foi emblemática. Foi uma resposta dos deuses do futebol, encarnados naquele marfinense, a um Bayern que jamais deveria ter tirado Müller de campo. Sem Müller e sem o mesmo futebol envolvente de outrora, o Bayern passou sufoco nos últimos minutos do segundo tempo e nos primeiros da prorrogação. Depois, foi se reencontrando. Mas o final você já sabe.

Aliás, por falar em capricho dos deuses do futebol, sugiro que cada um que lê esse texto pense no seguinte: não foi com o badalado José Mourinho, o competente Guus Hiddink nem com o vitorioso Carlo Ancelotti. O Chelsea conquistou a Liga dos Campeões da Europa com um treinador interino: Roberto Di Matteo, que assumiu o time na competição somente a partir do jogo de volta na fase oitavas-de-final (André Villas-Boas, contratação caríssima, havia sido demitido). Será que o bilionário dono do clube, o magnata russo Roman Abramovich, ainda pensa em dedicar montanhas de petroeuros na contratação de Josep Guardiola?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Caiu, Em Pé, O Melhor Time Do Mundo

Barcelona e Chelsea fizeram um duelo que nasceu, cresceu e morreu com ares de épico. O confronto começou muito antes de ser dado o apito inicial hoje no Camp Nou (confira como foi a transmissão da partida em tempo real) ou semana passada em Stamford Bridge - a polêmica semifinal de 2009 se fazia presente, mesmo que de maneira oculta. O embate se desenvolveu com um domínio absoluto por parte dos Blaugranas, visto tanto em Londres quanto em Barcelona. Esse domínio traduziu-se em diversas chances de gol, incluindo bolas batendo na trave, sendo defendidas magicamente por Petr Cech, rebatidas salvificamente por defensores, enfim, um autêntico duelo de ataque contra defesa. Mas gol mesmo o Barça foi conseguir fazer aos trinta e quatro minutos desse jogo de volta, em jogada com a cara do time de Guardiola, isto é, de intensa troca de passes à procura de espaços, finalizada por Sergio Busquets após assistência de Isaac Cuenca.

Uma agressão de John Terry em Alexis Sánchez rendeu cartão vermelho ao experiente (?) defensor inglês, fato que naquele momento sugeria maiores facilidades para os donos da casa, afinal, os espaços tenderiam a aparecer com maior frequência. Aliás, mais cedo, Gary Cahill, parceiro de Terry na zaga, havia deixado o campo por motivos clínicos e José Bosingwa havia entrado em seu lugar, com Branislav Ivanovic sendo deslocado para o miolo de defesa (se bem que no Chelsea tudo parecia um "miolo de defesa"). Após a expulsão de Terry, Ramires, que fazia boa partida na penúltima linha de defesa, foi recuado para a zaga. E, aos 42 minutos, aquilo que estava bom para o Barcelona, ficou ainda melhor: Andrés Iniesta recebeu de Lionel Messi e marcou 2a0.

Ramires recebeu cartão amarelo no minuto seguinte e já não poderia ser relacionado no caso de uma improvável presença do Chelsea na final da competição. O que ninguém imaginava é que, ainda antes do intervalo, o meio-campista brasileiro marcaria um golaço, no melhor estilo Messi: ele recebeu de Frank Lampard e encobriu Victor Valdés com um toque sensacional. Com isso, os Azuis tomaram o rumo do vestiário novamente em vantagem no confronto. E não demorou para o Barcelona ter nova grande oportunidade no jogo: no terceiro minuto do segundo tempo, Didier Drogba cometeu pênalti ao derrubar Francesc Fàbregas. Só que Lionel Messi cobrou no travessão.

O jogo era uma festa no gramado e nas arquibancadas. Dentro de campo porque o Barcelona desfilava talento no trato com a bola, esbanjando um entrosamento formidável em seu jogo coletivo. Fora dele porque os culés cantavam sem cessar, dando como fundo sonoro gritos incentivadores para manter o time no ataque. Mas o cenário foi ficando tenso, pois o tempo corria e o terceiro gol não ocorria. Aos trinta e sete minutos, uma finalização rasteira de Messi carimbou a trave esquerda, mas não sem antes ser desviada pelo excepcional Cech.

As tentativas de superar a retranca armada por Roberto Di Matteo pareciam incessantes ao mesmo tempo que parecia ser a defesa do Chelsea uma muralha intransponível, sobretudo quando a bola chegava no goleiro. Javier Mascherano descolou bom chute aos 44 minutos, mas também parou em intervenção de Cech. Nos acréscimos, um contra-ataque fatal terminou em arrancada e gol de Fernando Torres, selando a classificação inglesa.

Muito se especula na imprensa que o presidente do Chelsea, Roman Abramovich, tenha como sonho de consumo o técnico Pep Guardiola, estando disposto a oferecer ao barcelonista quantias jamais vistas na profissão. E veja como são as coisas no futebol: o time de um treinador interino eliminou a equipe de Guardiola.

Não sei o que esperar da final, mas estimo que o Chelsea terá de ser novamente heróico para, sem Terry, Ramires nem Raul Meireles, conseguir medir forças com Bayern de Munique ou Real Madrid. Mas uma certeza eu tenho: não dá para ver como "perdedor" um time que joga a bola que joga o Barcelona. São mais do que campeões: são exemplos.

Parabéns ao Chelsea, finalista da Liga dos Campeões da Europa após eliminar um adversário que vem marcando época. Parabéns ao Barcelona, fiel a um estilo de jogo que encanta, inspira e funciona. Independentemente do resultado.