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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Movido A Fernandão, Internacional Passeia No Beira-Rio

Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS
Num Campeonato Brasileiro nivelado por baixo e, muito em função disso, altamente competitivo, é raro aparecer alguma goleada. Nessa rodada de final-de-semana tivemos três empates, cinco vencedores pela diferença mínima e um placar de dois a zero.

Faltou um jogo: quatro a zero Internacional diante do Flamengo. É ele que vamos rapidamente analisar aqui.

Para início de conversa, por mais que as equipes terminem a rodada bastante distantes na tabela de classificação (o Colorado com dezenove pontos, em quinto, e o Rubronegro com sete, na lanterna), não vejo diferenças gritantes entre os dois times que foram a campo nesse domingo no Beira-Rio.

Mas, na prática, foi visível a superioridade dos donos da casa. Possivelmente contagiados pelo clima tocante de homenagens póstumas ao ídolo Fernandão, torcedores e jogadores deram tudo de si. Eram máscaras do "F9" e cânticos nas arquibancadas. Eram camisas personalizadas com o nome de Fernandão, além de trocas de passe e jogadas de velocidade no gramado. E, para fazer a diferença definitiva, uma inspirada atuação do meia argentino D'Alessandro. Foi dos pés do camisa dez que nasceu o primeiro gol: após lançamento para a área, Juan conseguiu centralizar com um toque sutil e certeiro, encontrando Rafael Moura. Coube ao centroavante simplesmente completar para a rede. E ir para a galera deixando tudo mais bonito ao escolher celebrar o gol homenageando Fernandão.

Ver o adversário abrir o placar aos quinze minutos não era o que planejava Ney Franco ao escalar o time com uma linha de quatro na defesa e três volantes logo a frente. Como soltar um time que tinha apenas o argentino Lucas Mugni na função de criação? Nixon era uma alternativa pelo flanco direito, mas a correta marcação de Fabrício dificultava as tentativas por aquele setor. Do lado esquerdo, André Santos era praticamente uma nulidade. E pelo centro, nada acontecia, pois Mugni simplesmente não aparecia. Alecsandro era figura isolada no ataque.

Por falar em "golpe no planejamento", Abel Braga também tinha o que lamentar: após sentir uma dividida aos seis minutos, o chileno Aránguiz deixou o campo de jogo aos vinte. Nesse meio tempo, mesmo sem estar inteiro, mostrou qualidades técnicas e muita raça, conseguindo ganhar lances em que visivelmente mancava. Entrou o argentino Martín Luque em seu lugar. Êta jogo com estrangeiros sul-americanos, né? Só que apenas os do Inter pareciam participar do jogo. E, no finalzinho do primeiro tempo, veio o segundo gol: D'Alessandro, cobrando pênalti sofrido por Wellington Silva que ainda rendeu cartão vermelho ao zagueiro Chicão (esse é brasileiro mesmo).

Pronto. O Flamengo ia para o vestiário com uma desvantagem de dois gols no placar e de um jogador em campo. Ney colocou o defensor Fernando Rodrigues no lugar de Nixon, recompondo o sistema defensivo inicialmente planejado mas desfalcando a mobilidade num ataque que já não era dos mais ágeis. Aos oito no segundo tempo, tentou devolver um pouco da velocidade perdida ao colocar Negueba no lugar do pendurado (e suspenso para o próximo jogo) Amaral. O Fla passava a jogar com "apenas" dois volantes. Cinco minutos depois, o terceiro gol do Inter: D'Alessandro recebeu pela direita, carregou, ergueu a cabeça e colocou a bola na medida para Fabrício. E o lateral-esquerdo pegou bonito, de primeira, anotando um golaço em chute cruzado sem qualquer chance para o goleiro Felipe.

Perdido e sem esboçar qualquer reação, o Flamengo parecia mais torcer para que o jogo acabasse do que qualquer outra coisa. A última substituição de Ney Franco foi ilustrativa: saiu Alecsandro (aplaudido pela torcida do Internacional) e entrou o volante Luiz Antônio. De volta à formação com três homens protegendo a defesa. Agora sem nenhum atacante, já que até Negueba prestava mais serviços ao sistema defensivo do que qualquer outra coisa.

Abel fez suas duas últimas alterações: Alex no lugar de Luque e Cláudio Winck no de Wellington Silva. Aos trinta e dois, cerca de quatro minutos depois de entrar em campo, Alex aproveitou assistência de Fabrício para marcar quatro a zero. Se Ney tivesse direito a mais uma substituição, provavelmente procuraria por mais um homem para colocar na última linha de defesa. Se não fossem os erros de finalização de Rafael Moura e um lance em que Leonardo Moura salvou praticamente em cima da linha, o Inter poderia ter saído com uma goleada maior. Talvez uns sete a zero. Será que o impacto de jogar com um homem a menos é tão grande assim? Enfim, o Flamengo precisa esquecer aquela fantasia de Flalemanha e lembrar-se que, não por acaso, encontra-se na lanterna. Mas, se quiser insistir nos apegos ao uniforme utilizado pela seleção que deu de sete na brasileira nas semifinais, chamemos de Lahmterna.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Buscando Lugar No G4, Botafogo E Inter Empacam Com Empate

Botafogo e Internacional empataram na noite de quinta-feira, no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro. O jogo foi escasso em oportunidades de gol, embora bastante corrido e movimentado. Com a igualdade no placar (1a1, gols de Leandro Damião e Cidinho), o Botafogo permanece no quinto lugar, a quatro pontos do último integrante da zona de acesso à próxima Libertadores - atualmente o Vasco, com quarenta e dois. O Inter, em sétimo, está dois pontos abaixo do Bota e a seis do G4. Na próxima rodada, ambos os clubes atuarão no domingo, às 18h30: enquanto o Colorado recebe o Sport em Porto Alegre, o Glorioso visita a Ponte Preta em Campinas.

O jogo

A ausência de Clarence Seedorf foi bastante sentida por um Botafogo pouco capaz de se aproximar da área adversária. Andrezinho era participativo e dava mobilidade ao meio-campo, mas a omissão de Márcio Azevedo (que pouco se apresentava no campo ofensivo) e as atuações irregulares de Lodeiro, Fellype Gabriel e Elkeson atravancavam o avanço alvinegro. Jogando em contra-ataque, o Internacional teve a maior chance de gol no primeiro tempo, quando Leandro Damião deixou a bola passar e D'Alessandro, livre na área, finalizou por cima.

Na segunda etapa a partida melhorou, sobretudo após o clube gaúcho abrir o placar: Fred recebeu do goleiro Muriel, avançou sem ser incomodado e descolou ótima enfiada de bola para Damião, que chutou rasteiro, na saída do goleiro Jéfferson, inaugurando o marcador e silenciando a então festiva torcida alvinegra. Veja vídeo.

Oito minutos depois do gol sofrido, porém, os donos da casa tiveram motivo para sorrir: aos trinta e um, dois jovens jogadores que haviam entrado no segundo tempo foram determinantes para o gol de empate, que aconteceu após excelente lançamento de Jéferson Paulista e oportuna conclusão de Cidinho.

O empate parecia não ser o objetivo de ninguém e o cronômetro avançava com os dois lados buscando a vitória. Diego Forlán, que entrou no segundo tempo (havia atuado pela seleção uruguaia e por essa razão não foi escalado com os titulares), deu uma bicicleta que passou à direita, aos trinta e sete. No minuto posterior, Elkeson teve a camisa puxada na área mas o árbitro Elmo Resende não marcou a penalidade cometida por Elton, dando cartão amarelo para o camisa nove do Botafogo pela reclamação veemente. Ainda houve tempo para Forlán balançar a rede, mas dessa vez a arbitragem acertou, indicando impedimento.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Pela primeira vez campeão europeu, o Chelsea não poderia deixar de ser o homenageado nessa semana. Uma semana que começou num domingo de última rodada pela Premiership. Ali, os Azuis de Londres recebiam o Blackburn e venciam por 2a1, escalando entre os onze iniciais somente jogadores que não seriam titulares na partida do sábado seguinte. Afinal, o time estava absolutamente focado na final da Liga dos Campeões da Europa. E, no histórico dezenove de maio de dois mil e doze, o time comandado por Roberto Di Matteo conseguiu o feito de erguer a taça tão cobiçada pelo clube, numa disputa acirrada com o Bayern de Munique, em pleno estádio adversário.

Parabéns ao Chelsea, uma equipe que resistiu a oponentes envolventes (sobretudo Barcelona e Bayern) e, aliando aplicação tática com doses descomunais de sorte, sagrou-se campeão da mais forte competição de clubes do mundo. Já havia passado da hora de Londres testemunhar um time da cidade campeão continental.

Jogada da semana

Começou a edição 2012 do Campeonato Brasileiro. Três jogos no sábado, sete no domingo e está concluída a primeira rodada de uma competição onde cada prognóstico é um risco de erro acima da média futebolística, dada a tamanha competitividade existente nas disputas por título, vaga na Libertadores e permanência na Série A para o ano seguinte. Com o vídeo de um torcedor situado no estádio Beira-Rio, apresento a vocês a bela jogada colorada que terminou num belo gol de Dagoberto, no jogo em que o Internacional venceu o Coritiba por 2a0. Troca de passes de fazer lembrar um certo clube catalão.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Zzzero A Zzzero Sob Medida

Foi de dar sono a partida entre Internacional e Fluminense. A começar pelo horário "pós-novela", escolhido pela emissora detentora dos direitos de transmissão. Até quando teremos de conviver com essa tirania? Fugindo das questões extra-campo (embora isso provavelmente gere influência no jogo em si), Inter e Flu não atuaram bem no estádio Beira-Rio. Aplicados na marcação, muitas das vezes iam com excesso de força nas disputas de bola - para se ter uma idéia, com vinte e sete minutos o time visitante havia cometido pelo menos dez faltas assinaladas pelo árbitro Paulo César de Oliveira.

Com a bola nos pés, os conjuntos de Dorival Júnior e Abel Braga mostravam dificuldades para criarem jogadas envolventes. Talvez isso se deva às ausências de Andrés D'Alessandro e Wellington Nem, mas acho que dava para esperar mais do sistema de jogo de ambos os times, pois haviam outros jogadores talentosos de um lado e de outro. As tentativas até aconteceram, mas a execução das jogadas era problemática. Ilustra essa afirmação a estatística de que, de treze bolas levantadas por cada equipe, nenhuma foi cabeceada a gol. Nenhuma. De treze. E estamos falando de times que contam com Leandro Damião e Fred...

No segundo tempo, o Internacional teve duas grandes chances de tirar o zero do placar. Mas Diego Cavalieri, que disse ter assistido a partida entre Real Madrid e Bayern de Munique, horas antes de entrar em campo, parece ter se inspirado no alemão Manuel Neuer e no espanhol Iker Casillas, que haviam pego cada um duas penalidades. Pois bem, Cavalieri escolheu o canto esquerdo e lá foi buscar o pênalti cobrado por Dátolo, que ainda bateu na trave antes de sair em escanteio. Detalhe no lance é que Dorival teria orientado o goleiro Muriel a pedir para que Nem efetuasse a cobrança. Mas o argentino bateu assim mesmo e deu no que (não) deu.
Diego Cavalieri defende cobrança de pênalti efetuada por Jesús Dátolo: qualquer semelhança com Manuel Neuer e Iker Casillas pode não ser mera coincidência.

A oportunidade derradeira deu-se no último minuto, quando Jô, que entrou no segundo tempo, chutou, a bola desviou na marcação e tomou o rumo da trave esquerda. Cavalieri, totalmente batido no lance, parece ter defendido com a força do pensamento. Talvez não muito diferente do que seu companheiro de profissão, Neuer, fizera na hora da cobrança de pênalti isolada por Sergio Ramos. E por falar em goleiros, vamos aqui deixar um feliz dia do goleiro registrado. Zero a zero é o típico placar que muitas das vezes não agrada o torcedor, mas que certamente soa bem para aqueles encarregados de evitar que a bola entre.

domingo, 9 de outubro de 2011

No Beira-Rio, Internacional Faz Mais Do Que O Dever De Casa: 3a0 No Vasco

A torcida colorada fechou com chave-de-ouro o seu final-de-semana futebolístico: após a derrota do Grêmio para o Coritiba no sábado, a equipe do Internacional recebeu o líder Vasco no estádio Beira-Rio e conseguiu contundente vitória por 3a0. Contundente mais pela performance do que pelo placar: não fossem difíceis defesas realizadas pelo goleiro Fernando Prass, o resultado poderia ter sido ainda mais elástico. Agora, o gaúcho que curte uma música pop tem um novo atrativo ali no Beira-Rio: nessa segunda-feira, tem show do cantor canadense Justin Bieber, que já conta com palco montado atrás de uma das balizas.

O jogo

A presença da dupla Andrezinho e D'Alessandro pelo setor de meio-campo dava uma qualidade perceptível ao time da casa. No início de partida, os dois tiveram relativa liberdade e causaram dificuldades ao sistema defensivo visitante. Aos quinze minutos, o volante vascaíno Eduardo Costa pediu para sair e deu lugar para Fellipe Bastos, que três minutos depois poderia - aliás, deveria - ter sido expulso de campo após dar carrinho grosseiro em D'Alessandro (mas o árbitro Alício Pena Júnior sequer indicou falta). O 0a0 persistiu até o intervalo, mas não durou muito depois da volta para o segundo tempo: aos três minutos, Andrezinho recebeu de Ilsinho pela esquerda e rolou para D'Alessandro, que chutou e contou com desvio na marcação para superar Fernando Prass.

A superioridade colorada só fazia aumentar e não parecia que do outro lado estava um líder de Campeonato Brasileiro. O Vasco, sem Juninho Pernambucano e nem criatividade, tinha raros momentos no campo ofensivo - contando basicamente com a transpiração de Éder Luís - e era incapaz de encaixar uma jogada coletiva. Melhor para o Inter que, bem postado na defesa, contou com gol de um defensor para ampliar a vantagem aos trinta e um minutos: D'Alessandro cobrou falta pela esquerda, Bollatti cabeceou, Prass espalmou espetacularmente e Índio conferiu no rebote.

Já com João Paulo e Tinga em campo (saíram Andrezinho e D'Alessandro, ambos com atuação destacável), o Inter manteve-se melhor que o adversário e ditando o ritmo dos acontecimentos. E fechou o placar aos quarenta e quatro, em jogada envolvendo exatamente aqueles dois jogadores que entraram no segundo tempo: João Paulo avançou pela esquerda e tocou rasteiro, servindo Tinga, que não desperdiçou. Após a partida, Tinga disse em entrevista que o objetivo do Inter não é apenas o de disputar a Libertadores, mas sim o de tentar o título brasileiro. Jogando o que jogou hoje, é um candidato a se ter em conta.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

A seleção brasileira sub-20 iniciou a semana com uma classificação apertada: no domingo, dia catorze, os comandados de Ney Franco passaram pela Espanha no desempate por pênaltis (a partida teve um gol para cada lado nos primeiros noventa minutos e mais um gol para cada lado na meia hora de prorrogação). Veio a fase semifinal e, na quarta-feira, dia dezessete, o Brasil passou por 2a0 pelo México, a única equipe que havia avançado a esta fase sem necessidade de disputar prorrogação. Sábado, dia vinte, colonizados e colonizadores de séculos atrás se encontraram na disputa pelo título. E deu Brasil pra cima de Portugal: 3a2, com "hat-trick" de Oscar, que não havia marcado gol até então na competição em solo colombiano. O último deles deu-se aos cinco minutos no segundo tempo na prorrogação, em bola que surpreendeu o goleiro Mika e provavelmente o próprio Oscar, já que a impressão que ficou é que houve uma idéia original de cruzar a bola na área. Após a grande campanha no Sul-Americano, o Mundial vem para coroar de vez o trabalho do competente Ney Franco e preparar o terreno para uma inédita conquista olímpica. São feitos que aumentam a responsabilidade de Mano Menezes para Londres-2012. Isto é, se Mano for o treinador olímpico.

Jogada da semana

Internacional e Flamengo jogavam no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, uma partida válida pela 18ª rodada no Campeonato Brasileiro 2011, domingo, dia vinte e um de agosto. Naquele momento em que os donos da casa se mandavam ao ataque, o adversário vencia por 2a1 e tinha um jogador a mais dentro de campo. Mas o Colorado mostrou que com o trio Andrezinho-Dellatorre-Damião não precisava de onze jogadores para buscar o placar. Veja a jogada iniciada pelo meio-campista e que, após passar por Dellatorre, chegou redondinha no camisa nove, que fez bonito na hora de finalizar o lance.

domingo, 21 de agosto de 2011

Com Um A Menos, Inter Busca O Empate Duas Vezes Diante Do Flamengo

Internacional e Flamengo jogaram no estádio Beira-Rio na tarde desse domingo, em partida válida pela 18ª rodada no Campeonato Brasileiro 2011. E o empate por 2a2 parece ter sido mais saboroso aos donos da casa do que ao atual vice-líder na competição: atuando com um homem a menos desde antes do intervalo (Guiñazú foi expulso nos acréscimos da etapa inicial), o Colorado conseguiu buscar o empate por duas vezes e evitou um revés diante de um adversário que teve chance clara de abrir 3a1 e, naquela altura, praticamente consolidar a vitória.

O jogo

Ronaldinho Gaúcho, mas não gremista, retornou a Porto Alegre para enfrentar um adversário com o qual não duelava desde 2006, quando foi superado na final do Mundial de Clubes vestindo a camisa barcelonista. E o camisa dez até atuou em bom nível: buscou o jogo, descolou alguns passes caprichados e deu trabalho ao sistema defensivo alvirrubro. Logo aos três minutos, o craque revelado pelo Grêmio quase abriu o placar, aproveitando-se de vacilo na defesa colorada e encobrindo o goleiro Muriel, mas mandando para fora. Se aquela bola não entrou, aos vinte e quatro minutos o camisa dez conseguiu inaugurar o marcador com uma cobrança de falta certeira, que foi parar no canto esquerdo, escapando de uma barreira que foi deslocada por Willians na base da falta de esportividade, em irregularidade não acusada pela arbitragem.

A partida, recheada de lances polêmicos e que sugeriam a necessidade de uma repetição para minimizar as dúvidas, ganhou novo ingrediente nos instantes finais do primeiro tempo: Guiñazú, que já havia recebido cartão amarelo, levou o segundo ao cair na área oponente. Não sei se houve a penalidade, mas o argentino foi ao gramado de forma mais teatral do que meramente por uma lei de ação-e-reação, o que condiz com uma simulação. Com um homem a menos e desvantagem no placar, Dorival Júnior promoveu uma dupla troca no vestiário: saíram Tinga e Jô, entraram Andrezinho e Dellatorre. E foi exatamente Andrezinho, jogador revelado no Flamengo, que acabou se destacando na etapa complementar: esbanjando visão de jogo, passando com qualidade, imprimindo velocidade e convidando o Internacional a atacar a todo momento, o meio-campista foi figura fundamental no resultado final da partida. O gol de empate saiu aos quatro: Zé Mário levantou da esquerda, Leandro Damião ajeitou com um toque de calcanhar e o defensor-goleador Índio completou pra rede, marcando seu primeiro gol na temporada e o 28ª com a camisa do Inter.

Não parecia que o Flamengo tinha um homem a mais dentro de campo, e Vanderlei Luxemburgo resolveu tentar uma reação à subida de produção dos donos da casa promovendo duas mexidas: saíram Luiz Antônio e o argentino Bottinelli para as entradas de Luiz Philipe (vulgo "Muralha") e Jael. Não que o Rubronegro tenha necessariamente melhorado com essas substituições, mas o fato é que não demorou a sair o gol de desempate da equipe carioca: aos catorze, Jael abriu na direita com Deivid, a bola foi pra área e acabou retornando em Jael, que recebeu de Júnior César e pegou mal na bola, mas acabou tendo a alegria de vê-la entrar no canto direito. Aquela típica finalização que se ele quisesse, dificilmente conseguiria.

O jogo não era fácil, mas poderia ter sido praticamente resolvido aos trinta minutos: em jogada cheia de erros, a sorte parecia sorrir para o Flamengo, mas o cruzamento certeiro de Ronaldinho Gaúcho e a liberdade de Deivid para cabecear ao gol escancarado não foram suficientes para que o camisa nove marcasse. Desperdício que cobrou um preço dois minutos mais tarde: Andrezinho avançou pela direita, pôs na área, Dellatorre deu belo toque pelo alto para o lado e Leandro Damião concluiu de bicicleta. Golaço. Após o término da partida, Andrezinho declarou que as palavras de Dorival Júnior no intervalo foram importantes, quando o treinador teria dito que, mesmo com um homem a menos, o Inter podia buscar a virada. Não rolou a virada, mas bem que o empate teve um gostinho de ponto conquistado.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Na Estréia De Dorival, Inter Vence Botafogo Com Gol De Damião

Internacional e Botafogo se enfrentaram no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, e fizeram um jogo equilibrado. Apesar do time visitante parecer melhor organizado dentro de campo, os donos da casa conseguiram uma vitória por 1a0 na estréia de seu mais novo treinador: Dorival Júnior, ex-Atlético Mineiro.

O jogo

Desfalques de Oscar e Zé Roberto de um lado, de Elkeson e "Loco" Abreu de outro. Com ausências desse impacto, podemos pegar um pouco mais leve nas críticas ao nível de jogo de cada uma das equipes. E, de fato, as atuações de Inter e Fogo passaram longe de empolgar. O Alvinegro até chegou ao gol aos 15 minutos, mas foi correta a anulação: Antônio Carlos, que cabeceou pra rede, estava impedido no lance. A maior investida colorada na primeira etapa deu-se aos 35', e Jô só não abriu o placar naquele momento porque o goleiro Jéfferson fez defesa sensacional após cabeceio do atacante.

Veio o segundo tempo e o Inter parecia mais arisco. Aos 10 minutos, o argentino D'Alessandro pareceu querer lançar a bola na área e acabou foi direcionando a redonda até a proximidade do ângulo esquerdo, para nova intervenção mágica de Jéfferson. Aos 12', Zé Mário cruzou da esquerda, Jô desviou e Leandro Damião completou para, agora sim, tirar o zero no placar. O Inter, então, passou a administrar o resultado. O Botafogo, com o argentino Germán Herrera incansável (o que não chega a ser uma novidade), buscava de alguma forma penetrar na defesa vermelha. E, aos 30', conseguiu: Herrera encontrou Alex na proximidade da pequena área e o atacante descolou bonito chute, que explodiu com força na trave esquerda, para sorte de Muriel, que nada poderia fazer para evitar o empate botafoguense. Empate que também poderia ter ocorrido após cobrança de escanteio: Fábio Ferreira subiu bem, cabeceou com estilo digno de sua exótica cabeleira e mandou a bola perto do travessão. Sorte do Inter, talvez pegando carona naquela máxima de que troca de treinador costuma dar resultado.

sexta-feira, 4 de março de 2011

OS BRASILEIROS NA LIBERTADORES 2011


Libertadores é um campeonato a parte. Parece que todos os times da América jogam cada jogo como se fosse o mais importante da história. Até agora a competição mais importante do continente tem garantido jogos de bastante emoção. (Quem viu Velez e Universidade Católica vai concordar definitivamente.) Destacamos sempre aos brasileiros e argentinos, tempero maior da competição. Embora nenhum time, ainda tenha demonstrado um futebol digno de favoritismo, (talvez a exceção do Cruzeiro), os times da terra tupiniquim moldam seus caminhos.



Vamos começar pelo Fluminense, o tricolor das laranjeiras, tem a situação mais desesperadora de todos, tendo feitos apenas dois pontos de 9 disputados, sendo estes em jogos dentro de casa, o nosso pó de arroz se vê com a complicada missão de recuperar uma desvantagem de 4 pontos, em apenas 3 jogos... Impossível? Bom isso foi o que disseram sobre esse mesmo time, a dois anos, sobre a chance de escapar do rebaixamento. Duvidar da capacidade de reação do Fluminense parece dar força a esse, e o time ressurge com uma fome de vitória inenarrável. É o que acreditam os tricolores, ainda mais sabendo o poder de um time regido por Conca. Não duvidar do fluminense é basicamente uma orientação fundamental a todos times do mundo... Embora, o caminho aponte uma eliminação, o tricolor tem histórico de reação. Mas pros secadores do flu de plantão sempre é bom lembrar: O tricolor só passou da primeira fase da libertadores, uma vez na sua história.

O Grêmio: Bah tchê, como esse time parece ter sorte com sorteio nas libertadores, depois de atropelar o Liverpool do Uruguai, o tricolor gaúcho tem tudo pra ser líder numa chave teoricamente tranquila... Mas como mostrou o Junior Barranquila, libertadores é um campeonato diferente, imprevisível. Enfim como sempre, se tratando dos gaúchos, temos um importante fator ao seu lado: Sua tradição: O Grêmio simplesmente tem 4 finais de libertadores, 2 títulos. É algo diferente, é como se o futebol conspirasse para manter tal competição e o time sempre unidos. E se a história conspira pra ajudar o grêmio, é sinal de merecimento, de tradição. Já considero o Grêmio nas oitavas. Adversário a ser temido para quem o encontrar em seu caminho. Ganhar do Grêmio no Olímpico é uma glória, um mérito tão grande quanto a dificuldade de acontecer.

Quanto ao paulista, sendo sincero, se alguém hoje me convidar pra assistir um jogo do Santos na libertadores, pensaria mil vezes antes de aceitar. Fato é que Adilson o transformou num time previsível. Sério, atualmente um time que escala diogo como titular, tá de brincadeira com o torçedor. Todavia, o alvinegro praiano tem em seu elenco um time de dar inveja: Neymar, Elano, Jonantham, Dracena, sem contar na volta de Ganso. Um novo técnico pode melhorar o conjunto de jogo, trazer de volta o futebol Santástico... Espero muito do Santos, que escalado com os titulares tem o melhor time do brasil, mas até agora, esse futebol burocrático não convence ninguém.

Cruzeiro, 77% de aproveitamento, 9 gols marcados, nenhum sofrido. Líder de um grupo super difícil. Credenciado ao titulo, que conquistaria pela terceira vez, o histórico da raposa ainda mostra que o time nunca foi eliminado na primeira fase, e em 2011, também não deve ser. O Cruzeirense está alegre e confiante. Não é pra menos, as vezes tenho a impressão que o Cruzeiro foi feito pra Libertadores, e a Libertadores pro Cruzeiro. São jogos a parte, são jogos que valem a pena ver. O técnico Cuca deu um padrão de jogo aos celestes incrível, prezando o ataque o e o gol. É um time pra se temer. Mas é libertadores, tudo pode acontecer; o próprio Cruzeiro, conseguiu seu ultimo titulo, depois de iniciar a competição perdendo os três primeiros jogos. Ser o melhor time da primeira fase da libertadores não parece credenciar time nenhum a nada. Embora, tradição credencie, e isso, o Cruzeiro tem. E tem mais do que qualquer outro brasileiro da atual disputa. Não é a toa que o chamam de La Bestia Negra das Américas!

Por fim, o atual campeão; Internacional. E bota internacional nisso. o atual dono da taça, confia em seus jogadores estrangeiros para o tricampeonato. E é sério candidato, nos últimos 5 anos, o colorado escreveu uma história que muitos times em cem anos não conseguem chegar nem perto. E essa história do Inter ainda está sendo escrita, desenhada a cada jogo de libertadores. Não é simples jogar contra o atual campeão. Na contra mão, caminha a desconfiança no trabalho de Celso Roth, e suas escalações tida como retranqueiras. Vale lembrar que uma libertadores, não é ganha por qualquer time, por qualquer jogador, por qualquer técnico. O Inter se credencia por ter um elenco cheio de jogadores vitoriosos na América. E se isso não faz do time o mais sério e temido candidato, nada mais faz.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Jogando E Nadando, Internacional Goleia Na Copa SP

Não é profissional, mas também é futebol. Sendo futebol, cá está o Jogada De Efeito para falar da Copa São Paulo de Juniores. Em sua 42ª edição nesse ano de 2011, o torneio sub-18 reúne o contingente de 92 clubes distribuídos por 23 grupos, preenchendo quase que a totalidade do alfabeto em língua portuguesa. E, pelo grupo Q, jogaram hoje em Piracicaba o Sete de Setembro e o Internacional, equipes que estrearam na competição empatando seus jogos (enquanto a equipe do Mato Grosso do Sul ficou no 0a0 com o XV de Piracicaba, o Colorado igualou o placar em 2a2 diante do Primeira Camisa, outro representante de São Paulo).

Assisti apenas ao primeiro tempo da partida e fiquei surpreso com a informação de que o jogo terminou 4a0 para o Internacional. De certa forma, o Inter foi visivelmente superior na etapa inicial, mas o fato de o 0a0 ter persistido até o intervalo parecia minimizar as chances de uma goleada colorada.

O jogo

Paulo Nogueira Pinto Júnior é o nome do árbitro escalado para a partida em Piracicaba. Nome apropriado ao evento, um Júnior apitando jogo de Juniores. Trocadilhos à parte, o que estava longe de ser apropriado à prática futebolística era o campo de jogo, uma vez que o gramado estava bastante degradado pela chuva e apresentava diversos trechos com poças, dificultando o toque de bola de ambas as equipes.

Com muito pouco sendo criado, a primeira finalização do jogo aconteceu aos 7 minutos, quando o Internacional descolou um cabeceio após cobrança de escanteio, mas a bola passou por cima do travessão. Aos 30 minutos, Fred foi com agilidade até a linha-de-fundo e, entre escapadas de adversários e poças, cruzou rasteiro para trás, mas a defesa do Sete de Setembro conseguiu desviar o remate que tinha o endereço do gol.

Finalmente se sobressaindo no jogo e atuando basicamente no campo de ataque, começaram a aparecer oportunidades de gol mais claras, sempre em favor do Internacional. Com intervenções aos 35, aos 37, aos 42 e aos 44 minutos, o goleiro Wellington acabou se tornando o principal responsável pela manutenção do 0a0 no placar. A penúltima defesa foi particularmente brilhante, com o arqueiro defendendo cabeceio de Ânderson após cruzamento certeiro de Tinga, em lance que parecia gol certo.

Foi necessário o blogueiro desligar o televisor (havia indícios de curto-circuito, a chave-geral foi desligada, mas no final das contas tava tudo tranqüilo com a tomada que alimenta o computador) para que os gols saíssem. E eles saíram aos montes. Aos 2 minutos, Tinga optou por cruzar por baixo (ou então tentou outra coisa e acabou dando sorte), a bola chegou em Marquinhos e o camisa 10 não desperdiçou, escorando pro fundo da rede e abrindo o placar. Aos 10 minutos, uma cobrança de escanteio pelo lado direito viajou até a esquerda, Wellington vacilou, e o zagueiro Leonardo aproveitou para cabecear e ampliar a vantagem.

Se era cruzando que o negócio parecia funcionar, aos 22 minutos lá foi o ligeiro Fred para a linha-de-fundo pelo lado esquerdo. A bola atravessou a pequena área sem ser interceptada nem pelo goleiro nem pelos três defensores que acompanhavam o lance e chegou em Dudu. O jogador alvirrubro errou na tentativa de escorar para dentro, mas teve a felicidade de ter uma segunda chance e aí sim marcar o 3º gol do Internacional. Com 36 minutos, Rodolfo estava em posição que até sugeriria um novo cruzamento, mas ele preferiu chutar dali mesmo e acabou acertando um chute no canto esquerdo, que ainda tocou na trave antes de tomar o rumo da rede. 4a0 Inter, pra fechar a conta.

Com 4 pontos ganhos e na liderança da chave, o clube gaúcho está próximo da classificação. Enquanto isso, o Sete de Setembro amarga a lanterna no grupo e só avançará se houver uma intervenção caprichada por parte dos deuses do futebol. Curiosamente, a presença do Clube Recreativo Sete de Setembro na competição é outro ítem que parece apropriado: a equipe fundada em sete de setembro de 1994 tem menos tempo de existência (16 anos desde a data de fundação) do que os jovens atletas têm de vida. Um time, de fato, Júnior.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

No Mundial De Clubes, Um Inevitável Fato Histórico


Neste sábado, 18 de dezembro de 2010, teremos uma final inédita no Mundial de Clubes da FIFA. E o ineditismo ganha ainda mais ares de fato histórico se levarmos em consideração que nunca antes uma equipe de um continente que não o sul-americano ou o europeu conseguiu chegar na decisão. O Tout Puissant Mazembe, da República Democrática do Congo e representante do futebol africano, enfrenta a favorita Internazionale de Milão. Talvez trate-se de um favoritismo menos acentuado do que o do Internacional de Porto Alegre na semifinal, adversário superado pelo Mazembe. Para chegar à decisão, o clube congolês também precisou jogar a fase quartas-de-final, momento em que iniciou sua surpreendente trajetória ao derrotar o mexicano Pachuca por 1a0. Ao clube italiano, o percurso até a decisão contou com uma única partida: a goleada sobre os sul-coreanos do Seongnam por 3a0 na fase semifinal.

Nome por nome, camisa por camisa, investimento por investimento, a Internazionale entrará em campo nessa final com a obrigação de vencer. Obrigação que o Internacional também tinha, mas deu no que deu. Ao Mazembe, cabe a tentativa de continuar escrevendo seu nome na história do futebol mundial, restando saber se o último capítulo terá direito ou não ao troféu de campeão. Mas uma coisa é certa: seja com o surpreendente Mazembe, seja com a postulante à "Quadrúplice" Coroa, Abu Dhabi testemunhará um fato histórico.

Disputa pelo 3º lugar

Também no sábado, mas pouco mais cedo, Internacional e Seongnam disputarão o terceiro lugar na Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Embora nem uma goleada marcante apague da memória colorada a frustração de não figurar na decisão, o Internacional carrega a responsabilidade de amenizar o impacto da ausência na final com uma atuação de qualidade, o que deverá ser o suficiente para superar a equipe adversária. O Seongnam já cumpriu o seu papel - até bem demais - quando aplicou uma goleada por 4a1 sobre o Al Wahda, equipe anfitriã. Mas, caso Mauricio Molina esteja num dia inspirado, não é demais duvidar que algo de diferente possa acontecer.

Disputa pelo 5º lugar
Na disputa pelo 5º lugar, o Pachuca acabou levando a melhor diante do Al Wahda naquele que foi o primeiro confronto decidido nas cobranças de pênaltis. No tempo regulamentar, a equipe mexicana tomou o 2º gol aos 31 minutos do segundo tempo e perdia por 2a0 até os 37 minutos, quando iniciou a reação que levou o time à igualdade em 2a2 (Ismail Matar e Mahmoud Khami puseram os donos da casa em vantagem e dois gols do argentino Dario Cvitanich reestabeleceram o empate). O placar persistiu durante a prorrogação e, nas penalidades, vitória do clube mexicano por 4a2.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Do Congo Para Abu Dhabi: A Zebra Que Vem Quicando

14 de dezembro de 2010 é um dia que entra para a história do futebol africano e mundial: pela primeira vez no Mundial de Clubes da FIFA, uma equipe do continente que sediou a Copa do Mundo deste ano consegue marcar presença na final do torneio intercontinental. Tudo começou com a surpreendente vitória por 1a0 sobre o Pachuca, na fase de quartas-de-final. E quem achou que o passeio da zebra acabaria por ali, não fazia idéia do que ainda estava por vir: o triunfo sobre o Internacional por 2a0 coloca o futebol do Congo na final do Mundial. Tout Puissant Mazembe, muito prazer. Seongnam? Internazionale? Podem vir quente que o Mazembe, no melhor estilo Robert Kidiaba Muteba, já está quicando.

O jogo

O início de partida deve ter levado os telespectadores a imaginarem que a vitória colorada sairia naturalmente: o Internacional tinha mais posse de bola, rondava a área com freqüência e conseguia finalizar ao gol, como em lance aos dez minutos onde o chute de Rafael Sóbis só não entrou porque o goleiro Robert Kidiaba agiu bem para realizar a defesa. Ainda aos dez minutos, o Mazembe respondeu em chute de longa distância: embora a bola tenha ido no meio do gol, o goleiro Renan não teve moleza para evitar que a bomba mandada por Patou Kabangu Mulota explodisse na rede, defendendo em dois tempos.

Se para abrir o placar em jogo de estréia vale qualquer esforço, o Internacional passou a acreditar que o caminho mais simples era através da jogada aérea. Aos 21 minutos, Tinga recebeu passe pelo alto, ajeitou de cabeça para Andrés D'Alessandro e o argentino abriu na direita com Nei: o lateral tratou de fazer cruzamento caprichado pra dentro da área, Tinga chegou antes do goleiro Kidiaba e cabeceou por cima do travessão. A outra grande chance colorada de sair do zero antes do apito de intervalo foi de natureza semelhante: aos 44 minutos, Wilson Matias tocou na direita para Nei e se mandou pro miolo da área para receber ele próprio o cruzamento. A bola foi nele, que com uma bela puxada mandou uma finalização perto da trave, quase marcando um golaço.

As equipes voltaram para o segundo tempo com os mesmos jogadores e a primeira chance foi novamente do clube brasileiro. Em cobrança de falta aos 3 minutos, D'Alessandro tentou encobrir a barreira mas Kabangu saltou no tempo certo para desviar com a cabeça. Se naquele momento Kabangu agiu como defensor, quatro minutos depois ele apareceria no ataque para fazer lindo gol: após bola lançada da esquerda para o centro de ataque, um cabeceio de Narcisse Ekanga Amia para a esquerda ajeitou a redonda para Kabangu. O melhor estava por vir: Kabangu deu uma puxada na bola para evitar a marcação de Índio e Bolívar e, com muita categoria, colocou no canto oposto, mandando um chute no quadrante 10 e abrindo o placar. A transmissão televisiva dividiu atenção na comemoração, sem esquecer de filmar o goleiro Kidiaba e seu festejo singular, literalmente quicando na grande área.
Patou Kabangu, com categoria, chuta cruzado e abre o placar no estádio Mohammed Bin Zayed.

Aos 13 minutos, Kidiaba apareceria novamente na tela, mas dessa vez pelo desempenho enquanto goleiro. Após lançamento vindo do campo de defesa, a marcação do Mazembe desviou para trás e deixou Rafael Sóbis em condição privilegiada: livre dentro da área, o atacante chutou e parou em grande defesa de Kidiaba. No minuto seguinte, Kidiaba defendeu chute rasteiro de Alecsandro, figura pouco acionada na partida.

Com 17 minutos, Celso Roth mandou uma troca dupla de uma só vez: saíram Tinga e Alecsandro para as entradas de Giuliano e Leandro Damião. 2 minutos depois, o Inter conseguiu nova jogada bem trabalhada: no lado esquerdo de ataque, Kléber passou para D'Alessandro que, da linha-de-fundo, cruzou na área e encontrou Rafael Sóbis. O camisa 11 subiu e cabeceou firme, mandando perto do travessão.

Para não dizer que apenas ele, Sóbis, desperdiçava as chances criadas, foi incrível a oportunidade que teve Giuliano aos 23 minutos: o jogador recebeu sem marcação e, já na grande área, chutou cruzado com a parte interna do pé, possibilitando nova grande defesa de Kidiaba. Na marca de 27 minutos, o Inter teve chance em lance de bola parada pelo lado esquerdo (nota: a arbitragem do holandês Bjorn Kuipers errou ao dar toque de mão, pois o que caracteriza a infração é a intenção, que não houve). Na cobrança, Sóbis mandou um toque rasteiro e, a alguns centímetros da marca do pênalti e sem marcação, D'Alessandro finalizou de primeira, mas sem pegar na bola como gostaria, mandando o chute à esquerda da meta.

Aos 30 minutos, Roth, precisando buscar o resultado, fez uma substituição vazia de ousadia, no melhor estilo "seis por meia dúzia", colocando o jovem Oscar no lugar do participativo Rafael Sóbis. Naquela altura do jogo, poderia abrir mão de um dos volantes ou até arriscar algo de diferente, como por exemplo tirar o zagueiro Índio, recuar Pablo Guiñazú para fazer dupla com Bolívar e deixar Wilson Matias como primeiro volante, dessa forma contando com mais peças ofensivas. Mas isso parece muito para Roth.

Com 33 minutos, Nei recebeu, levou a bola pra perna esquerda e chutou perto da trave esquerda. Aos 39 minutos, Lamine N'Dyaie mexeu pela primeira (e única) vez: saiu Patou Kabangu, autor do gol, e entrou Deo Kanda A Mukok. No minuto seguinte, Kidiaba, o goleiro que apareceu no jogo pelas grandes defesas e pela comemoração espalhafatosa, mostrou que seu repertório não tem fim: após realizar nova intervenção, o camisa 1 recolocou a bola em jogo fazendo conexão direta com Alain Kaluyituka Dioko no campo ofensivo. Daí em diante, Kaluyituka cuidou do resto com grande competência, encarando a marcação de Guiñazú e chutando rasteiro na paralela, preciso, perto da trave direita, sem dar chance de defesa para o goleiro Renan. Tome comemoração africana: com o autor do gol, no banco de reservas, nas arquibancadas e, claro, na grande área do Mazembe, onde Kidiaba foi, sem dúvida, o dono do pedaço.
Robert Kidiaba, quicando no gramado, celebra os gols e a classificação do Mazembe: comemoração excêntrica de um dos melhores jogadores em campo.

Enquanto o Internacional permanece em Abu Dhabi com a dor de disputar o 3º lugar no próximo dia 18, na mesma data o continente africano celebrará uma inédita presença na final da competição. Muitos lembrarão de Camarões-1990, Senegal-2002 ou mesmo Gana-2010, seleções presentes na fase de quartas-de-final em Copas do Mundo. Nigéria-1996, ouro olímpico, também merece recordação. Mas penso que o maior feito futebolístico africano até a presente data possa ter acontecido nessa vitória do congolês Mazembe sobre o brasileiro Internacional. Com um detalhe: ainda não acabou.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mundial De Clubes 2010

Terá início nessa quarta-feira, dia 8 de dezembro, o Mundial Interclubes, competição organizada pela FIFA e que encontra-se na 7ª edição. Tudo indica que Internacional de Porto Alegre e Internazionale de Milão disputarão o título no próximo dia 18, mas para isso as equipes campeãs da Copa Libertadores da América e da Liga dos Campeões da Europa terão de enfrentar adversários que irão aos Emirados Árabes Unidos com o intuito de fazerem o papel de zebra.

Conheça um pouco mais das equipes participantes da Copa do Mundo de Clubes FIFA 2010.

Al Wahda (campeão nacional 2010 do país-sede)
A equipe da casa tem no experiente atacante brasileiro Fernando Baiano, de 31 anos, a sua maior esperança de gols. Na atual temporada, o time aparece na 4ª colocação após oito rodadas disputadas na Série A local e adivinha quem é o artilheiro da equipe: o próprio Fernando Baiano, com 6 gols marcados. Há outros três estrangeiros no elenco do Al Wahda: os meio-campistas brasileiros Magrão (31 anos, ex-Internacional) e Hugo (30 anos, ex-Grêmio), além do atacante marfinense Modibi Diarra, de 27 anos.

Hekari United (campeão 2009-10 da Liga dos Campeões da OFC)
Eis aí o que pode ser considerado o grande azarão dessa edição. Representando o futebol da Oceania, essa equipe da Papua Nova Guiné conta com um único jogador nascido fora do continente: o meio-campista japonês e de nacionalidade alemã Yuki Richard Stalph, de 26 anos. Os demais atletas do elenco são da própria Papua Nova Guiné, Fiji ou Ilhas Salomão. Estreará diante do Al Wahda nessa quarta-feira e, caso consiga a proeza de seguir em frente, duelará com o Seongnam na fase seguinte.

Seongnam (campeão 2010 da Liga dos Campeões da AFC)
Contando com a experiência de alguns jogadores que disputaram a Copa do Mundo 2010 (como por exemplo o goleiro Jung Sung-Ryong, de 25 anos), o representante do continente asiático é praticamente todo formado por jogadores sul-coreanos. São apenas 3 exceções: o defensor australiano Sasa Ognenovski (de 31 anos e 195 centímetros de altura), o meio-campista colombiano Mauricio Molina (de 30 anos de idade e vice-artilheiro da equipe na temporada, com 11 gols marcados) e o atacante montenegrino Dzenan Radoncic (27 anos e artilheiro do time na temporada, com 12 gols). Ingressará na competição na fase de quartas-de-final e, caso passe pelo vencedor de Al Wahda e Hekari United, será o adversário da Internazionale no dia 15 de dezembro.

Tout Puissant Mazembe (campeão 2010 da Liga dos Campeões da África)
Traduzindo para o português: Todo Poderoso Mazembe. Pelo menos no nome, essa equipe da República Democrática do Congo já impõe respeito. Todo o elenco é de origem africana: além do Congo, há atletas nascidos na Zâmbia, no Zimbabwe e na República Centro-Africana. O técnico Lamine N'Diaye, de 54 anos de idade, é senegalês. Para "Os Corvos" enfrentarem o Internacional no dia 14, terão a difícil tarefa de passar pelo Pachuca no dia 10.

Pachuca (campeão 2009-10 da Liga dos Campeões da CONCACAF)
Embora apenas 3º colocado no grupo B do Campeonato Mexicano, o Pachuca está invicto há 5 jogos na temporada e entra como favorito no duelo com o TP Mazembe. O time comandado pelo argentino Pablo Marini mescla a juventude mexicana com a experiência de jogadores estrangeiros, como é o caso do goleiro colombiano Miguel Angel Calero Rodríguez (31 anos), do defensor argentino Javier Munoz (30) e do meio-campista argentino Damian Manso (31). No ataque, os três goleadores da equipe são todos estrangeiros: Dario Cvitanich (argentino de 26 anos, marcou 8 gols), Edgar Benítez (paraguaio de 23 anos, marcou 6 vezes) e Franco Arizala (colombiano de 24 anos, tem 5 gols anotados na Série A mexicana).

Internazionale (campeão 2009-10 da Liga dos Campeões da UEFA)
Vencedora da Tríplice Coroa na temporada passada, a Inter de Milão atravessa momento adverso na presente temporada, ocupando o 5º lugar na Série A a 10 pontos de distância do líder Milan. O trabalho do treinador espanhol Rafael Benítez está sendo questionado e o próprio presidente interista Massimo Moratti declarou que espera que, a partir do título mundial, as coisas mudem positivamente para a equipe. É ou não é muita pressão? Dentro de um elenco recheado de grandes nomes, destacam-se o holandês camisa 10 Wesley Sneijder, o camaronês Samuel Eto'o e a legião brasileira (Júlio César, Maicon, Lúcio e Thiago Motta - Philippe Coutinho e Mancini não estarão relacionados na competição).

Internacional (campeão 2010 da Copa Libertadores da América)
Buscando o segundo título mundial em 5 anos, o Inter de Porto Alegre vai aos Emirados Árabes Unidos mais favorito do que em 2006, quando superou o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho com um gol de Adriano Gabiru. O setor colorado de maior qualidade é o meio-campo, que conta com os argentinos Pablo Guinãzú e Andrés D'Alessandro, além dos brasileiros Tinga e Giuliano, reserva que foi nomeado o melhor jogador na atual edição da Libertadores. No ataque, o oportunismo de Alecsandro e o talento de Rafael Sóbis alimentam as esperanças gaúchas em torno de um bicampeonato.

Então é isso. Dessa quarta-feira (8 de dezembro de 2010, data da estréia) até o dia da final (domingo, 18 de dezembro de 2010), estaremos atentos aos acontecimentos da Copa do Mundo de Clubes. Que o bom futebol desfile soberano pelos gramados de Abu Dhabi!

domingo, 21 de novembro de 2010

Expressinho Colorado Dá Olé Em Pleno Engenhão

Na antepenúltima rodada pela Série A 2010, caiu a última invencibilidade na competição: sem perder jogando no Engenhão, o Botafogo foi derrotado nesse domingo pelo Internacional (2a1, com todos os gols na etapa complementar). Detalhe: Celso Roth, já pensando no Mundial de Clubes (competição que será realizada no mês de dezembro, em Dubai), levou um time recheado de reservas para o Rio de Janeiro. Com o triunfo gaúcho, melhor para o Grêmio, que alcançou e manteve a 4ª colocação no Campeonato Brasileiro.

O jogo

Um gol perdido por Fahel logo no início da partida já deixava a impressão de que o Botafogo chegaria com facilidade ao ataque. Ledo engano. Nenhuma equipe conseguiu se impôr na primeira etapa e a partida rumou para o intervalo com o placar zerado. O desempenho pífio dos donos da casa - que tinha em Edno a figura mais apática dentro de campo - resultou em vaias da torcida após o término da primeira etapa.

Na etapa complementar, o que estava ruim para o Botafogo ficou ainda pior. A equipe até voltou diferente, com mais atitude, algo que foi bastante motivado pela entrada de Jóbson no lugar de Túlio Souza. Mas era o Internacional que se mostrava mais organizado, principalmente quando as jogadas envolviam o trio Andrezinho, Rafael Sóbis e Leandro Damião.

Enquanto Joel Santana mexia mal no time (colocou Caio no lugar de Lúcio Flávio no momento em que o camisa 10 produzia mais que Edno), Roth deu o toque de qualidade que faltava ao meio-campo do Inter ao mandar a campo Tinga, que entrou na vaga de Oscar. E 3 minutos depois, veio o gol colorado. Em jogada onde a defesa botafoguense falhou - sobretudo Leandro Guerreiro, incapaz de afastar a bola da área -, Andrezinho não desperdiçou a oportunidade para abrir o placar aos 19 minutos, com um chute rasteiro no canto direito de Jéfferson.

A torcida não perdoou o camisa 5 e passou a vaiá-lo a cada momento que tocava na bola. Isso acabou aos 27 minutos, no momento em que Leandro deixou o campo para a entrada de Renato Cajá. E, no minuto seguinte, o Inter ampliaria a vantagem: após trocar passes bem à vontade pelo flanco esquerdo de ataque, a bola encontrou Rafael Sóbis livre dentro da área. Foi chutar cruzado e correr pro abraço.

Um minuto depois, um alento aos alvi-negros: Antônio Carlos estufou a rede de Muriel e diminuiu o prejuízo. Alguns chegaram a cantar "esse jogo vai virar", mas o que era feito dentro das quatro linhas não dava maiores motivos para se acreditar nisso. Edno teve grande chance de empatar o jogo, mas parou em defesa de Muriel. O goleiro trabalharia novamente pouco depois, defendendo finalização de Jóbson.

O apito final selou uma vitória colorada dada como improvável. Vitória essa que muitos torcedores do Internacional nem fariam muita questão de torcer... Por falar em torcer, os botafoguenses que acreditam em uma vaga na Libertadores terão de torcer bastante. Por um tropeço do Atlético Paranaense, pelo reencontro do Botafogo ao futebol que o credenciou a essa disputa e pelo título da Copa Sul-Americana indo para LDU ou Independiente.

Outros resultados

Sábado
Flamengo (13º) 2a1 Guarani (18º)
Grêmio Prudente (20º) 1a1 Ceará (12º)
Grêmio (4º) 3a1 Atlético/PR (5º)

Domingo
São Paulo (9º) 1a4 Fluminense (1º)
Palmeiras (10º) 0a2 Atlético/MG (14º)
Vitória (17º) 1a1 Corinthians (2º)
Cruzeiro (3º) 3a1 Vasco (11º)
Avaí (16º) 3a0 Atlético/GO (15º)
Goiás (19º) 1a4 Santos (7º)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

Simplesmente eficiente. Assim podemos definir o que foi o Internacional nessa semana que passou. Na Ressacada, conseguiu o difícil feito de superar o Avaí, vencendo por 1a0. No Beira-Rio, acabou com a boa seqüência do Botafogo e triunfou novamente, pelo mesmo placar.

Com isso, a equipe campeã da Libertadores da América entra no G4. É algo que aparentemente não quer dizer muita coisa, pois o campeão continental já garante ingresso na próxima edição da competição. Mas abramos o olho: e se os comandados de Celso Roth cismarem de que querem também o título brasileiro? Time eles já provaram que tem. Terão é de correr atrás do prejuízo matemático, pois 10 pontos separam o Internacional - que tem um jogo a menos - do topo da tabela, hoje pertencente ao Fluminense.

Jogada da semana

Estréia do Barcelona no Campeonato Espanhol, enfrentando o Racing Santander, fora de casa. Com a vantagem de 1a0 no placar, lá ia mais uma vez o Barça ao campo de ataque. E olha de que jeito o meio-campo Andrés Iniesta pega na bola após sobra concedida pelo goleiro. Era o 2º gol da vitória por 3a0 do candidataço ao título espanhol. Está apenas começando...

Boa Seqüência Alvinegra Tem Fim No Beira-Rio

Oito jogos de invencibilidade e 100% de aproveitamento nos últimos cinco jogos. Esses eram os números do Botafogo ao entrar em campo pela 17ª rodada da Série A 2010. Mas do outro lado estava o campeão da América, que venceu por 1a0 (gol de Leandro Damião) e entrou no G4 da competição, mandando o Botafogo para a 5ª colocação (mas na zona da Libertadores, pois Santos e Internacional não precisarão da qualificação no Brasileiro, tendo presença garantida na competição continental em 2011).

O jogo

Sem poder contar com os titulares Marcelo Cordeiro (pertence ao adversário e uma cláusula o impedia de enfrentar o clube dono do passe) e Marcelo Mattos (suspenso), Joel Santana abriu mão de jogar de forma semelhante às partidas anteriores e levou a campo um time bastante defensivo, com o zagueiro Edson atuando pelo flanco esquerdo da defesa e Fahel assumindo um lugar na função de volante, mantendo jogadores como Lúcio Flávio, Edno, Caio e Loco Abreu no banco de reservas.

O resultado disso foi que o Internacional jogou praticamente como quis, mantendo a bola nos pés e agredindo o Botafogo, porém sem conseguir superar o goleiro Jéfferson. E, de tanto tentar, o gol acabou acontecendo: aos 23', Leandro Damião deu toque sutil para desviar bola alçada na área e mandar pra rede, no canto esquerdo.

Os visitantes passaram a, finalmente, sair para o jogo. Criaram oportunidades interessantes, mas o goleiro Renan agiu bem quando exigido, como aos 42', quando defendeu finalização de Jóbson. Nos últimos instantes da primeira etapa, Maicosuel esteve perto de completar pro gol, mas acabou não conseguindo o objetivo.

Para a segunda etapa, a única mudança foi tática: Joel Santana adiantou Leandro Guerreiro para a frente da linha de zaga. Logo aos 4 minutos, o Botafogo construiu chance claríssima de empatar a partida, mas um impedimento erradamente assinalado proibiu que Jóbson desse seqüência a uma jogada em liberdade, com apenas o goleiro pela frente. Aos 7', deu-se a primeira substituição: Fahel por Caio. 6 minutos depois, uma contusão na coxa obrigou Joel a mexer novamente, trocando Jóbson por Edno.

Celso Roth trocou os atacantes Leandro Damião e Rafael Sóbis por Everton e Andrezinho, dando sinais de que o placar o satisfazia. Antes disso, Joel trocou Herrera por Abreu, na sua derradeira tentativa de alternar o desfecho do jogo. Mas foi a expulsão de Caio, nos acréscimos, a última coisa de maior relevância que aconteceu no Beira-Rio naquela noite de sábado.

Outros resultados

A 17ª rodada da Série A 2010 ficou marcada pela quantidade de empates (foram cinco, ou seja, metade dos jogos terminaram em igualdade no placar: Vasco 1a1 Cruzeiro, Ceará 2a2 Grêmio Prudente, Fluminense 2a2 São Paulo, Atlético/GO 2a2 Avaí, e Atlético/PR 1a1 Grêmio).

A única equipe visitante que conseguiu a vitória foi o Palmeiras, que superou o Atlético/MG por 2a1. A rodada ainda contou com a vitória do Santos sobre o Goiás (2a0, com direito a um belo gol de Zé Eduardo e novo pênalti desperdiçado por Neymar), Corinthians vencendo o Vitória (2a1) e o Guarani virando o jogo pra cima do Flamengo com gols nos minutos finais (também 2a1).

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A América Avermelhou

Até parece que o Internacional fez um pacto com os deuses do futebol: a partir de 2006, serão campeões da América em anos pares. Naquela ocasião, faturaram o inédito título da Libertadores na final com o São Paulo; em 2008, o título na Copa Sul-Americana veio para salvar o ano colorado, que triunfou diante do respeitável time do Estudiantes; e ontem, no estádio Beira-Rio, os torcedores fizeram a festa com a vitória de virada pra cima do Chivas Guadalajara, garantindo o bicampeonato na Libertadores.

A atuação da equipe não foi das mais inspiradas, mas o suficiente para mostrar que o caneco continental caiu em ótimas mãos. Jogadores diferenciados como Guiñazu, Sandro, D'Alessandro, Tinga, Giuliano e Rafael Sóbis, cada qual no seu estilo, ajudaram a concretizar o sonho alvirrubro diante de um Chivas que, se não era lá muito eficiente na marcação, mostrava saída de bola com qualidade, mas sem repetir suas melhores atuações na competição.

Destaques para o bonito gol da equipe mexicana, que abriu o placar através de finalização caprichada de Marco Fabián aos 42' (o placar de 1a0 levaria o jogo para a prorrogação) e para a reação colorada, que contou com gols de Sóbis, Giuliano e Leandro Damião (estes dois últimos entraram na segunda etapa).

No final, o Chivas ainda descontou com gol de Omar Bravo (pegando rebote de cobrança de falta de Adolfo Bautista, que acertou a trave). A confusão montada no gramado após o apito final nem merece ser citada: a festa nas arquibancadas, essa sim, fez jus à campanha colorada.

Parabéns, Internacional. Parabéns, Jorge Fossati (10 jogos) e Celso Roth (4), que participaram no comando da equipe nessa caminhada triunfante que terá novo capítulo em dezembro, em Abu Dhabi. O Brasil estará bem representado no Mundial de Clubes.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Internacional Intercontinental

É evidente que a torcida colorada irá querer o título da Libertadores, mas sem dúvida alguma o objetivo do clube do Beira-Rio já está cumprido desde ontem, quando a derrota para o São Paulo por 2a1 no Morumbi garantiu o Internacional na próxima edição do Mundial de Clubes da FIFA, independentemente dos resultados na final da Libertadores, diante do Chivas Guadalajara.

Foi a primeira derrota do alvirrubro sob o comando de Celso Roth, mas ao mesmo tempo foi o mais importante resultado conquistado pela equipe desde então. Por mais que o momento do Tricolor Paulista fosse adverso - e enfatizamos isso aqui -, há que se respeitar o feito de arrancar uma classificação diante de uma equipe com a história que tem o São Paulo Futebol Clube.

A demissão de Ricardo Gomes não é nenhuma surpresa (já debatemos isso antes), mostrando o quanto a cúpula são-paulina considera prioritária a competição continental. Ano passado, a queda de Muricy Ramalho deveu-se basicamente por um novo fracasso no mesmo torneio - e olha que Muricy era tricampeão nacional com o clube do Morumbi.

Hoje, a CONMEBOL confirmou as arbitragens para as partidas da final da Libertadores da América 2010. No jogo de ida, em território mexicano, quem apitará será o argentino Héctor Baldassi (auxiliado por Ricardo Casas e Hernán Maidana). Na última partida da competição, em Porto Alegre, o colombiano Oscar Ruíz será auxiliado por Abraham González e Humberto Clavijo.

O blogueiro, como de hábito, torcerá pela equipe que apresentar o melhor futebol. E lamenta o fato de que, independentemente disso e da promessa de termos dois bons jogos entre Chivas e Inter, o destino para Abu Dhabi em dezembro já esteja garantido. Regulamentos à parte, parabéns desde já para mexicanos e brasileiros.
Torcedores colorados festejam no aeroporto: Internacional estará no Mundial de Clubes pela segunda vez em cinco anos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O impasse da diretoria tricolor...

Hoje o torcedor são paulino amanheceu de certa forma otimista. Está por 2 gols de se tornar finalista da Libertadores. Possível, totalmente possível. Mas o fato é que esses 2 gols não tem saído nem em jogos mais fáceis.

Não, o São Paulo não tem jogado mal. Mas tem jogado o que tem sido proposto para seu jogo.
Ontem no Beira Rio o que foi visto foi um massacre do meio campo colorado em cima do Tricolor.
Consequentemente, um tiroteio pra cima de Rogério Ceni, que esteve brilhante e passou a segurança que há muito tempo o torcedo São Paulino não tinha em sua defesa.

Só na defesa, porque do meio campo pra frente, o que se vê é um time extremamente sem criatividade ou habilidade. E vai precisar muito, mas muito disso pra passar a barreira de vermelho que vai se instalar no campo do Morumbi na quarta-feira.

E é aí que está o problema. Pode Ricardo Gomes fazer com que o time dê mais do que o que foi visto ontem? E se não puder? É a hora da diretoria trocar de técnico, faltando 6 dias para o jogo mais importante do ano?

Sinceramente Marco Aurélio Cunha e Juvenal Juvêncio tem um dos maiores dilemas dos últimos anos. É fato concreto que o elenco são paulino não está evoluindo nas mãos do treinador... Mas é assumir um risco absurdo trocar o comando técnico agora. Seria passar a responsabilidade de uma possível eliminação do treinador para a diretoria.

O fato é que restam 6 dias para que esta história se conclua. Serão definidos os vilões ou até mesmo os heróis. Até lá, o São Paulo treina pelo "algo a mais" que ainda não veio. E o Inter... vem a São Paulo esperando que, assim como foi com o Grêmio Prudente, Avaí, Santos, e Vitória... que o "algo a mais" fique sempre prometido para o jogo seguinte, e não neste.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

Ninguém, além do Internacional, voltou do período pós-Copa do Mundo conseguindo 100% de aproveitamento nessas quatro últimas rodadas da Série A. Celso Roth, treinador que foi contratado justamente nesse período de recesso, só conhece a vitória no comando colorado.

Quarta-feira, a equipe visitou o Atlético em Sete Lagoas e conseguiu um triunfo de virada, com dois gols de Alecsandro. No domingo, poupando alguns jogadores para dar seqüência ao plano de chegar o mais forte possível na Copa Libertadores da América, a equipe superou o Flamengo com uma vitória por 1a0 no Beira-Rio (gol de Taison) e entrou no G4.

Se, antes da pausa pra Copa, o São Paulo era favorito para o duelo semifinal, as coisas mudaram de figura. O Tricolor Paulista atravessa um momento crítico, com um ponto ganho em 12 disputados. E o Inter é isso daí que estamos vendo, numa ascendente impressionante e que ganha contornos ainda mais firmes dados os reforços que se juntaram ao plantel alvirrubro.

Jogada da semana

Esse blógui acompanhou o jogaço entre Figueirense e Santo André, pela 11ª rodada da Série B 2010. No vídeo que segue, podemos ver os dois gols da equipe da casa. Atenção ao segundo, que começa a ser mostrado com 36 segundos de vídeo. Nele, Willian tabela com Maicon, que devolve a bola com uma cavadinha sensacional. O desfecho da jogada? À altura da assistência. Confira.