Figueirense e Goiás são dois clubes que nos acostumamos a ver na Série A. E esse costume causa estranheza quando olhamos para eles disputando um jogo na Segunda Divisão. Pior que isso: ambas as equipes começam o segundo turno com grandes ameaças de rebaixamento.
A partida entre eles, hoje, em Florianópolis, foi mais brigada do que jogada. Dois conjuntos determinados a ganhar as disputas territoriais, mas com escassas tramas de jogadas ofensivas. O lateral-esquerdo Carlinhos era figura bastante acionada pelo flanco esquerdo esmeraldino, dando bastante canseira na última linha de defesa do Figueira. Mas a falta de precisão nas finalizações mantinha o zero a zero. Pelo menos até os doze no segundo tempo, quando Carlos Eduardo recebeu ótimo passe de Victor Bolt e não desperdiçou, abrindo a contagem para os visitantes.
Em desvantagem por um gol, a equipe da casa lançou-se com menos cerimônias ao ataque. Chegava, cercava, incomodava. Mas faltava algo mais para transformar as investidas em empate. Deixou de faltar quando o goleiro Marcelo Rangel, imprudente, cometeu pênalti. José Eduardo Bischofe de Almeida, vulgo Zé Love, converteu cobrando no canto direito.
Daí em diante, o Figueirense assumiu o controle das ações como jamais antes. E teve toda a pinta de que viraria o jogo. Só que esbarrou em pelo menos duas defesas difíceis de Marcelo Rangel, o que deve tê-lo redimido do lance em que cometera a penalidade. Isso tudo acabou decretando o 1a1, único empate nessa rodada. Agora a Série B segue com dois clubes de investimento bastante acima da média da competição tentando sair da parte de baixo da tabela de classificação: o Figueirense é 18º (posição de descenso) e o Goiás encontra-se em 15º, duas posições e um ponto acima da zona indesejável. Certeza de que muito trabalho deverá ser feito tanto por Argel Fucks, no Goiás, quanto por Mílton Cruz, que fez sua estréia no Figueirense exatamente nessa partida. Isso se as respectivas diretorias permitirem, é claro...
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sábado, 12 de agosto de 2017
sábado, 26 de julho de 2014
Líder, Máquina De Minas Goleia Figueirense No Mineirão: 5a0
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| Foto: Rodrigo Clemente / EM / DA Press |
Só que a máquina azul demorou para engrenar. Ensaiava um melhor funcionamento toda vez que Marquinhos era acionado no campo de ataque, mas via-se em risco nas ocasiões em que o time catarinense encaixava os contra-ataques. Em dois deles, Pablo teve duas boas situações de abrir o placar em Belo Horizonte, mas em ambos os lances demorou demais para soltar a bola (no primeiro, seu cruzamento parou no goleiro Fábio; no segundo, conseguiu passar pelos dois zagueiros adversários mas se atrapalhou no gramado aquático e perdeu o ângulo para tentar superar o goleiro cruzeirense).
O primeiro tempo dava sinais de terminar sem gols. Até porque Tiago Volpi mostrava segurança para defender mesmo aquelas bolas complicadas, que deslizam na grama molhada e costumam trair os goleiros. Só que o árbitro Gabriel Rodrigues Castro Júnior deu uma mãozinha para os donos da casa. Ou melhor, um apitinho. Ele marcou pênalti em lance normal, aliás, de simulação de Ricardo Goulart. Estilo Fred diante da Croácia na Copa, lembra? Só que nesse caso sem sequer dominar a bola. Quem se encarregou da cobrança do pênalti que não houve foi o jogador mais jovem do Cruzeiro: e Lucas Silva, vinte e um anos, caprichou. A bola tocou na trave e percorreu boa parte da linha final antes de entrar e abrir, oficial e ilegalmente, o placar em Minas Gerais, aos quarenta minutos.
Se a máquina achou o primeiro gol com ajuda do apito, voltou do vestiário usando seus próprios mecanismos para transformar a contestável vitória parcial em goleada convincente. Aos dois, Marquinhos recebeu de Goulart e mandou um voleio sensacional no canto direito. Gol daqueles para concorrer a mais bonito na competição. Três minutos depois, Dedé, que voltava a atuar após dois meses de contusão, cabeceou no canto esquerdo após ótimo cruzamento de Éverton Ribeiro em lance de bola parada. Três a zero.
Marcelo Moreno, homem mais de área do Cruzeiro, não pode reclamar das chances que lhe couberam. Foram pelo menos três situações para o atacante boliviano, que não aproveitou nenhuma e foi substituído aos vinte e quatro, dando lugar a Marlone. Dois minutos antes, Dagoberto havia entrado no lugar de Marquinhos. A máquina comandada por Marcelo Oliveira mostrava contar com ótimas peças de reposição, a ponto da gente não ter a exata certeza de o que ali é titular ou reserva. São, de fato, um elenco. E o nível de jogo do Cruzeiro subiu. O treinador do Figueirense, Argel Fucks, parecia perceber que seu time estava meio que na situação do seu sobrenome. Naquela altura, já tendo feito duas mexidas (Pablo por Everaldo e Cereceda por Felipe), montava o time buscando a solidez necessária para não levar mais gols em sua estréia no retorno ao clube.
Só que a máquina de Minas estava calibrada. Aos vinte e sete, em lindo contra-ataque, Éverton Ribeiro levantou esbanjando consciência e Ricardo Goulart mostrou uma das razões de ser o maior goleador nessa edição no torneio, aproveitando sem dar chance para o goleiro. Aos trinta e quatro, em nova descida pelo flanco direito, foi a vez de Mayke (que entrara no lugar de Ceará), cruzar para a conclusão de Dagoberto. Cinco a zero. O Figueira ainda colocou Leandro Silva no lugar de Luan. E deve ter dado graças a Deus do jogo ter terminado aos quarenta e sete. Porque só a ação do apito final para parar uma máquina que funcionava tão bem. O mesmo apito que, no primeiro tempo, a ajudou a engrenar.
Outros resultados
Santos 3a0 Chapecoense
Criciúma 1a3 Vitória
As defesas catarinenses ajudando a subir a média de gols no campeonato...
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domingo, 29 de julho de 2012
Botafogo Vence Figueirense, Mas Atuação Não Convence
E foi colocado um ponto final na seqüência de partidas sem vitórias no Botafogo: após quatro rodadas sem vencer (dois empates sem Seedorf e duas derrotas com a presença do holandês em campo), o clube de General Severiano superou o Figueirense e pôde celebrar a conquista de três pontos, encurtando para seis a distância para a zona de classificação direta para a próxima edição de Copa Libertadores da América (o Fluminense é o terceiro colocado com vinte e seis). Já a equipe catarinense, que estreou no Campeonato Brasileiro 2012 com vitória e depois disso não venceu mais, continua na lanterna, a cinco pontos da primeira equipe fora da zona de descenso (o Santos aparece em décimo sexto lugar, com treze).
O gol de Andrezinho foi o primeiro do Botafogo após três jogos seguidos sem marcar uma única vez - e olha que a equipe tinha o ataque mais positivo na competição até algumas rodadas atrás. O Figueirense, com essa derrota, passou em branco pela terceira vez consecutiva, somando cinco rodadas sem pontuar.
O jogo
Foi num gramado degastado e para um público pequeno que Botafogo e Figueirense atuaram no Engenhão na noite de sábado. Os donos da casa foram para o jogo com modificações táticas, atuando com um meio-campo sem nenhum jogador especialista em marcação, com Renato, Fellype Gabriel, Andrezinho e Clarence Seedorf compondo o setor - Elkeson atuou no ataque, formando dupla com Rafael Marques. A equipe visitante, mesmo desfalcada de três homens de frente considerados titulares ("Loco" Abreu, Caio e Júlio César), acabou dando muito trabalho ao sistema defensivo botafoguense, tendo as maiores chances de abrir o placar no primeiro tempo.
Fábio Ferreira passou a ser vaiado após cometer seu segundo grande erro na defesa e o zero a zero persistia basicamente devido às atuações do goleiro Jéfferson e do zagueiro Brinner, que fazia ótima partida (Antônio Carlos, titular na posição, cumpria suspensão). Aos 42 minutos, o Botafogo teve grande oportunidade de marcar o primeiro gol, mas a finalização cruzada de Elkeson bateu caprichosamente na trave direita e não entrou.
A única modificação para a etapa complementar ocorreu no Botafogo, com Oswaldo de Oliveira trocando Rafael Marques por Vítor Júnior. Embora tomasse a iniciativa e trabalhasse mais a bola, o time da estrela solitária não conseguia envolver a equipe adversária e tinha dificuldades na criação de jogadas, apesar de toda a lucidez de seu ótimo camisa dez holandês. Aos catorze minutos, porém, a sorte sorriu ao Botafogo: Andrezinho recebeu em velocidade, partiu com a bola dominada e chutou - o remate desviou na marcação e teve o rumo alterado o suficiente paa enganar o goleiro Ricardo, indo parar na rede. 1a0.
Mais leve em campo, o Botafogo melhorou no jogo. Mas não o bastante para impôr uma superioridade que fizesse a equipe merecer o segundo gol. Aos trinta e dois minutos, um carrinho de Pablo em disputa de bola com Elkeson rendeu o segundo cartão amarelo ao jogador do Figueirense e permitiu ao Botafogo jogar em vantagem numérica. Só que a equipe praticamente não usufruiu dessa suposta vantagem: no minuto seguinte, Vítor Júnior tentou pegar um rebote na área colocando a mão na bola, também sendo expulso pelo segundo cartão amarelo. O final de jogo foi eletrizante, com o Figueirense atuando basicamente no campo ofensivo e pressionando o time da casa. Aos quarenta e cinco minutos, Aloísio recebeu livre de marcação, avançou dando pinta de que empataria a partida, mas Jéfferson e Brinner intervieram de maneira providencial, salvando a equipe e promovendo a primeira vitória sob a batuta de Seedorf.
O gol de Andrezinho foi o primeiro do Botafogo após três jogos seguidos sem marcar uma única vez - e olha que a equipe tinha o ataque mais positivo na competição até algumas rodadas atrás. O Figueirense, com essa derrota, passou em branco pela terceira vez consecutiva, somando cinco rodadas sem pontuar.
O jogo
Foi num gramado degastado e para um público pequeno que Botafogo e Figueirense atuaram no Engenhão na noite de sábado. Os donos da casa foram para o jogo com modificações táticas, atuando com um meio-campo sem nenhum jogador especialista em marcação, com Renato, Fellype Gabriel, Andrezinho e Clarence Seedorf compondo o setor - Elkeson atuou no ataque, formando dupla com Rafael Marques. A equipe visitante, mesmo desfalcada de três homens de frente considerados titulares ("Loco" Abreu, Caio e Júlio César), acabou dando muito trabalho ao sistema defensivo botafoguense, tendo as maiores chances de abrir o placar no primeiro tempo.
Fábio Ferreira passou a ser vaiado após cometer seu segundo grande erro na defesa e o zero a zero persistia basicamente devido às atuações do goleiro Jéfferson e do zagueiro Brinner, que fazia ótima partida (Antônio Carlos, titular na posição, cumpria suspensão). Aos 42 minutos, o Botafogo teve grande oportunidade de marcar o primeiro gol, mas a finalização cruzada de Elkeson bateu caprichosamente na trave direita e não entrou.
A única modificação para a etapa complementar ocorreu no Botafogo, com Oswaldo de Oliveira trocando Rafael Marques por Vítor Júnior. Embora tomasse a iniciativa e trabalhasse mais a bola, o time da estrela solitária não conseguia envolver a equipe adversária e tinha dificuldades na criação de jogadas, apesar de toda a lucidez de seu ótimo camisa dez holandês. Aos catorze minutos, porém, a sorte sorriu ao Botafogo: Andrezinho recebeu em velocidade, partiu com a bola dominada e chutou - o remate desviou na marcação e teve o rumo alterado o suficiente paa enganar o goleiro Ricardo, indo parar na rede. 1a0.
Mais leve em campo, o Botafogo melhorou no jogo. Mas não o bastante para impôr uma superioridade que fizesse a equipe merecer o segundo gol. Aos trinta e dois minutos, um carrinho de Pablo em disputa de bola com Elkeson rendeu o segundo cartão amarelo ao jogador do Figueirense e permitiu ao Botafogo jogar em vantagem numérica. Só que a equipe praticamente não usufruiu dessa suposta vantagem: no minuto seguinte, Vítor Júnior tentou pegar um rebote na área colocando a mão na bola, também sendo expulso pelo segundo cartão amarelo. O final de jogo foi eletrizante, com o Figueirense atuando basicamente no campo ofensivo e pressionando o time da casa. Aos quarenta e cinco minutos, Aloísio recebeu livre de marcação, avançou dando pinta de que empataria a partida, mas Jéfferson e Brinner intervieram de maneira providencial, salvando a equipe e promovendo a primeira vitória sob a batuta de Seedorf.
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sábado, 5 de novembro de 2011
Figueirense Continua Ascenção E Desbanca Botafogo No Engenhão
Um bonito gol de Júlio César aos cinco minutos de partida decretou a alegria catarinense e a tristeza carioca no duelo alvinegro realizado na noite deste sábado, no estádio Engenhão. Melhor para o Figueirense, que engata a quinta vitória consecutiva, chega a doze partidas de invencibilidade e entra, pelo menos provisoriamente, na zona de classificação para a próxima edição de Copa Libertadores da América. Ao Botafogo, ficou mais difícil alcançar a liderança: a equipe está três pontos atrás dos também alvinegros Vasco e Corinthians, que entram em campo nesse domingo.
O jogo
A equipe comandada por Jorginho manteve-se bem postada no gramado desde o início de partida e, para melhorar ainda mais a situação, encontrou do outro lado um Botafogo descaracterizado: é que o treinador Caio Júnior, sem mais nem menos, optou por começar o jogo com o volante Léo em vez de utilizar o atacante argentino Germán Herrera. Se a idéia era povoar o meio-campo e fortalecer o setor, na prática deu tudo errado. O Figueirense levava vantagem na maioria das sobras de bola e tinha bastante campo para trocar passes. E o Botafogo, sem Herrera, tinha dificuldades de fazer uma aproximação com "Loco" Abreu, que desde 2010 vem fazendo uma parceria bem-sucedida com o camisa 17, estranhamente barrado.
O gol catarinense e, sobretudo, a fraca atuação botafoguense atestavam que a escolha de Caio Júnior foi pra lá de infeliz. A torcida entoou o nome de Herrera desde o primeiro tempo e eis que o argentino foi colocado no intervalo, substituindo o próprio Léo (que não teve atuação das piores, faça-se justiça). Apesar de o Botafogo ter conseguido estabelcer uma pressão considerável nos primeiros minutos da segunda etapa, o Figueirense soube resistir e garantiu mais essa vitória - foi o primeiro revés do Botafogo atuando no Engenhão nesse Campeonato Brasileiro, o que valoriza o feito catarinense. As hostilidades da torcida botafoguense (eram cerca de 25.000 presentes) nos minutos finais são um indicativo de que a semana do clássico com o Vasco deverá ser sob um clima pesado. Resta saber como o elenco e o treinador irão reagir. Uma coisa parece certa: essa derrota abalou a confiança da torcida nas possibilidades de título brasileiro.
O jogo
A equipe comandada por Jorginho manteve-se bem postada no gramado desde o início de partida e, para melhorar ainda mais a situação, encontrou do outro lado um Botafogo descaracterizado: é que o treinador Caio Júnior, sem mais nem menos, optou por começar o jogo com o volante Léo em vez de utilizar o atacante argentino Germán Herrera. Se a idéia era povoar o meio-campo e fortalecer o setor, na prática deu tudo errado. O Figueirense levava vantagem na maioria das sobras de bola e tinha bastante campo para trocar passes. E o Botafogo, sem Herrera, tinha dificuldades de fazer uma aproximação com "Loco" Abreu, que desde 2010 vem fazendo uma parceria bem-sucedida com o camisa 17, estranhamente barrado.
O gol catarinense e, sobretudo, a fraca atuação botafoguense atestavam que a escolha de Caio Júnior foi pra lá de infeliz. A torcida entoou o nome de Herrera desde o primeiro tempo e eis que o argentino foi colocado no intervalo, substituindo o próprio Léo (que não teve atuação das piores, faça-se justiça). Apesar de o Botafogo ter conseguido estabelcer uma pressão considerável nos primeiros minutos da segunda etapa, o Figueirense soube resistir e garantiu mais essa vitória - foi o primeiro revés do Botafogo atuando no Engenhão nesse Campeonato Brasileiro, o que valoriza o feito catarinense. As hostilidades da torcida botafoguense (eram cerca de 25.000 presentes) nos minutos finais são um indicativo de que a semana do clássico com o Vasco deverá ser sob um clima pesado. Resta saber como o elenco e o treinador irão reagir. Uma coisa parece certa: essa derrota abalou a confiança da torcida nas possibilidades de título brasileiro.
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domingo, 11 de setembro de 2011
Vasco Perde Chance De Liderar, Mas Traz Ponto De Florianópolis
O Figueirense deu seqüência ao péssimo momento que atravessa em partidas disputadas dentro de casa (são quatro jogos sem vencer no estádio Orlando Scarpelli) e apenas empatou com o Vasco. E olha que o time catarinense teve sorte: a julgar pelas últimas chances de gol, o Vasco poderia ter conseguido a virada em Florianópolis.
O jogo
Os primeiros minutos devem ter causado grandes expectativas aos torcedores do Figueirense que marcaram presença no estádio: pressionando o adversário com saídas em velocidade, o time da casa conseguia se manter no campo de ataque e criava oportunidades. E o gol saiu aos três minutos: Elias cobrou falta, a defesa vascaína afastou parcialmente e o volante Ygor, ex-Vasco, recolocou a redonda na área. No bate-rebate a bola foi em direção ao atacante Wellington Nem, que teve reflexo e precisão para mandar a bola pra rede.
O gol sofrido não abalou o psicológico dos jogadores do Vasco. Pelo contrário: a equipe até passou a atacar com maior organização quando em desvantagem no placar. Aos treze minutos, Fágner cruzou da direita, Roger Carvalho desviou contra o próprio patrimônio e o goleiro Wilson agiu de forma espetacular para evitar o empate. O lance era o ensaio para o gol vascaíno: cerca de três minutos depois, o mesmo Fágner recebeu novamente ali pelo lado direito e, a uns dois passos da quina da área, mandou uma bola rasteira e cruzada. Vi a repetição da jogada diversas vezes e não consegui chegar a uma conclusão se o lateral-direito tentou encontrar um companheiro ou mandar pra rede. O fato é que ninguém desviou a trajetória da bola e ela acabou entrando no canto direito, não antes sem bater na trave. Se considerarmos a difícil defesa que o goleiro Wilson havia realizado pouco antes, essa seria uma bola fácil para ele. Mas não devemos responsabilizar o arqueiro no lance, pois ao que tudo indica, o camisa 1 deve ter imaginado que fosse ocorrer algum desvio no meio de tantas pernas - vai saber se não era essa a idéia original de Fágner...
As duas equipes tiveram chances de chegar ao intervalo em vantagem, e no último lance Diego Souza lamentou a marcação de um toque de mão na jogada em que ele viraria o placar para a equipe visitante. Na minha interpretação, tanto o árbitro Nielson Nogueira Dias quanto o jogador Diego Souza erraram no lance. O primeiro por entender que o toque foi intencional. O segundo por argumentar que a bola bateu no peito. Melhor para Wilson, que também vacilou ao não manter a bola sob seu domínio.
A saída do volante Túlio ainda no primeiro tempo (o jogador ex-Botafogo sentiu uma contusão na coxa aos quarenta minutos) para a entrada de Jônatas sugeria uma maior qualidade dos donos da casa na saída de bola. Mas o que ocorreu foi uma grande perda ao Figueira na proteção à defesa, que parecia a todo momento estar exposta ao ataque adversário. A maior das chances foi acontecer mais para o final da partida, quando Diego Souza recebeu, escapou com facilidade de Juninho e também de Édson Silva, ficou de frente com Wilson, mas chutou em cima do goleiro.
Com o resultado, o Figueirense se mantém na zona intermediária da tabela (é o 10º colocado) enquanto o Vasco desperdiça a chance de assumir a liderança (o Corinthians perdeu para o Fluminense no estádio Engenhão, 1a0). Se serve de consolo aos vascaínos, a equipe termina a rodada mais perto da ponta na classificação. Mas o maior motivo de comemoração para o Vasco é uma notícia que transcente a dimensão esportiva: o treinador Ricardo Gomes segue recuperando-se bem e pode receber alta na UTI a qualquer momento. Que Deus abençoe.
O jogo
Os primeiros minutos devem ter causado grandes expectativas aos torcedores do Figueirense que marcaram presença no estádio: pressionando o adversário com saídas em velocidade, o time da casa conseguia se manter no campo de ataque e criava oportunidades. E o gol saiu aos três minutos: Elias cobrou falta, a defesa vascaína afastou parcialmente e o volante Ygor, ex-Vasco, recolocou a redonda na área. No bate-rebate a bola foi em direção ao atacante Wellington Nem, que teve reflexo e precisão para mandar a bola pra rede.
O gol sofrido não abalou o psicológico dos jogadores do Vasco. Pelo contrário: a equipe até passou a atacar com maior organização quando em desvantagem no placar. Aos treze minutos, Fágner cruzou da direita, Roger Carvalho desviou contra o próprio patrimônio e o goleiro Wilson agiu de forma espetacular para evitar o empate. O lance era o ensaio para o gol vascaíno: cerca de três minutos depois, o mesmo Fágner recebeu novamente ali pelo lado direito e, a uns dois passos da quina da área, mandou uma bola rasteira e cruzada. Vi a repetição da jogada diversas vezes e não consegui chegar a uma conclusão se o lateral-direito tentou encontrar um companheiro ou mandar pra rede. O fato é que ninguém desviou a trajetória da bola e ela acabou entrando no canto direito, não antes sem bater na trave. Se considerarmos a difícil defesa que o goleiro Wilson havia realizado pouco antes, essa seria uma bola fácil para ele. Mas não devemos responsabilizar o arqueiro no lance, pois ao que tudo indica, o camisa 1 deve ter imaginado que fosse ocorrer algum desvio no meio de tantas pernas - vai saber se não era essa a idéia original de Fágner...
As duas equipes tiveram chances de chegar ao intervalo em vantagem, e no último lance Diego Souza lamentou a marcação de um toque de mão na jogada em que ele viraria o placar para a equipe visitante. Na minha interpretação, tanto o árbitro Nielson Nogueira Dias quanto o jogador Diego Souza erraram no lance. O primeiro por entender que o toque foi intencional. O segundo por argumentar que a bola bateu no peito. Melhor para Wilson, que também vacilou ao não manter a bola sob seu domínio.
A saída do volante Túlio ainda no primeiro tempo (o jogador ex-Botafogo sentiu uma contusão na coxa aos quarenta minutos) para a entrada de Jônatas sugeria uma maior qualidade dos donos da casa na saída de bola. Mas o que ocorreu foi uma grande perda ao Figueira na proteção à defesa, que parecia a todo momento estar exposta ao ataque adversário. A maior das chances foi acontecer mais para o final da partida, quando Diego Souza recebeu, escapou com facilidade de Juninho e também de Édson Silva, ficou de frente com Wilson, mas chutou em cima do goleiro.
Com o resultado, o Figueirense se mantém na zona intermediária da tabela (é o 10º colocado) enquanto o Vasco desperdiça a chance de assumir a liderança (o Corinthians perdeu para o Fluminense no estádio Engenhão, 1a0). Se serve de consolo aos vascaínos, a equipe termina a rodada mais perto da ponta na classificação. Mas o maior motivo de comemoração para o Vasco é uma notícia que transcente a dimensão esportiva: o treinador Ricardo Gomes segue recuperando-se bem e pode receber alta na UTI a qualquer momento. Que Deus abençoe.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Equipe E Jogada Da Semana
Vindo de seis jogos sem vitória, o Figueirense conseguiu dar a volta por cima nessa última semana. Recebendo o Botafogo no estádio Orlando Scarpelli, quarta-feira, o time comandado por Jorginho (ex-auxiliar de Dunga na seleção brasileira) venceu por 2a0 com gols de Édson Silva (zagueiro que já atuou no Botafogo) e Júlio César, cobrando um pênalti que, na verdade, foi marcado equivocadamente pelo árbitro Wagner Reway (se houve alguma infração, esta deu-se fora da área). Três dias depois, o Figueira foi até o estádio João Lamego, em Ipatinga, e lá venceu o Atlético Mineiro (2a1, com Elias marcando ambos os gols da equipe visitante), no que acabou sendo o último jogo de Dorival Júnior no Galo, pois o treinador veio a ser demitido após esse revés. Foi a primeira vitória do Alvinegro Catarinense atuando fora de casa nesse Campeonato Brasileiro.
Com 22 pontos e aparecendo na 8ª colocação, o Figueirense não é uma equipe a se ter em conta nem para a disputa do título, nem para disputar uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores. Porém, aparece como um time que pode "arrancar" pontos de equipes consideradas favoritas e manter-se - por que não? - na primeira metade da tabela de classificação. Algo bastante bacana para um clube com passagem recente pela Série B brasileira.
Jogada da semana
A temporada está apenas começando na Europa, mas o Manchester United já conseguiu marcar um gol daqueles que indicam um grande entrosamento na equipe. Aliás, entrosamento apenas não basta para fazer o que esses jogadores fizeram diante do Manchester City, na decisão da Supercopa Inglesa: é necessário também talento. Coisa que o português Nani tem de sobra - e é legal quando o utiliza em favor do time.
Clique e veja o 2º gol do Manchester United na partida em que começaram perdendo por 2a0 para os Citizens mas acabaram conseguindo a virada e o conseqüente título na "Community Shield".
Com 22 pontos e aparecendo na 8ª colocação, o Figueirense não é uma equipe a se ter em conta nem para a disputa do título, nem para disputar uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores. Porém, aparece como um time que pode "arrancar" pontos de equipes consideradas favoritas e manter-se - por que não? - na primeira metade da tabela de classificação. Algo bastante bacana para um clube com passagem recente pela Série B brasileira.
Jogada da semana
A temporada está apenas começando na Europa, mas o Manchester United já conseguiu marcar um gol daqueles que indicam um grande entrosamento na equipe. Aliás, entrosamento apenas não basta para fazer o que esses jogadores fizeram diante do Manchester City, na decisão da Supercopa Inglesa: é necessário também talento. Coisa que o português Nani tem de sobra - e é legal quando o utiliza em favor do time.
Clique e veja o 2º gol do Manchester United na partida em que começaram perdendo por 2a0 para os Citizens mas acabaram conseguindo a virada e o conseqüente título na "Community Shield".
domingo, 29 de maio de 2011
No Fim, Empate Vira Vitória Graças A Lucas
Duas equipes que estrearam com vitória na primeira rodada (o São Paulo vencendo o atual campeão Fluminense no Rio de Janeiro e o Figueirense vencendo o atual vice-campeão Cruzeiro em Santa Catarina) duelaram no Morumbi na noite de sábado. Foi uma partida bem disputada que, se por um lado não teve uma movimentação das mais empolgantes, por outro reservou algumas emoções, principalmente no segundo tempo.Jogando com Dagoberto e Fernandinho pouco mais à frente de Lucas e Carlinhos Paraíba, o São Paulo saía para o jogo sem se expôr atrás, o que dificultava o plano alvinegro de contra-atacar. Como as tramas ofensivas são-paulinas eram geralmente previsíveis e a defesa seguia protegida, o placar de 0a0 persistir até o intervalo foi conseqüência natural.
No intervalo, Paulo César Carpeggiani promoveu uma dupla alteração: entraram Henrique Miranda e Rivaldo, saíram Juan e Fernandinho. E a entrada do ex-astro de Barcelona e seleção brasileira logo elevou a qualidade do passe tricolor, que passava a conservar mais e melhor a posse de bola. As chances apareceram em maior número, com o goleiro Wilson passando a participar ativamente da partida e a trave esquerda salvando por duas vezes a meta catarinense.
Pelo lado da equipe visitante, Jorginho buscou alternativas para fugir daquele cenário que se desenhava favorável aos donos da casa, que pareciam cada vez mais perto do gol. Saindo mais para o jogo e em alguns momentos sufocando a defesa tricolor, o Figueirense mostrava que tinha condições de sair do Morumbi com algo melhor do que um empate. Mas acabou vendo o talento individual de Lucas fazer a diferença nos instantes finais da partida, mais precisamente no último lance antes do apito final: aos 47 minutos, o jovem meia (que não trato como promissor pois desde o Sul-Americano Sub-20 já o vejo como realidade) pegou a bola fora da área, arrumou pro chute e mandou firme uma bola que ainda foi desviada por Wilson antes de entrar no canto esquerdo.
Não foi uma grande atuação dos comandados de Carpeggiani - como o próprio Lucas reconheceu em entrevista pós-jogo - mas a vitória que leva o Tricolor Paulista aos 6 pontos em duas rodadas ratifica que a equipe, que vivia ambiente pra lá de turbulento, parece focada nesse novo campeonato que se inicia. Rivaldo, que não jogava 45 minutos há algum tempo (tempo demais para alguém de sua qualidade técnica), explicitou alegria ao deixar o campo, mostrando-se contente com sua participação. Torço para que Carpeggiani possa fazer maior uso desse atleta fantástico. Aliás, um time que conta com o talento de uma dupla como Lucas e Rivaldo tem meio caminho andado para o sucesso.
Outros jogos
Botafogo 1a0 Santos
Enfrentando um time de reservas, o Botafogo recuperou-se da derrota para o Palmeiras na estréia e conseguiu seus primeiros pontos na competição. O solitário gol do jogo saiu após cobrança de escanteio de Éverton com participação da dupla de zagueiros - Antônio Carlos desviou e Fábio Ferreira escorou com bonito chute. O Santos, que estreara com empate diante do Internacional, segue priorizando a Copa Libertadores da América.
Internacional 0a1 Ceará
Após não conseguir mais do que um empate com um time de reservas do Santos na rodada inaugural, o Internacional tropeçou dessa vez dentro de casa. Iarley, ex-Inter, marcou o gol da vitória visitante, somando os primeiros pontos de um time que, na estréia, usou reservas e perdeu para o Vasco. Nada como uma vitória para refazer-se da eliminação na Copa do Brasil e seguir em frente na temporada.
Avaí 1a3 Atlético MG
Após estrear levando uma sapecada de 4a0 do Flamengo e ser eliminado da Copa do Brasil pelo Vasco da Gama com derrota no estádio da Ressacada, o Avaí segue um mau momento na temporada. A equipe até saiu na frente, mas levou a virada em 3 gols de jogadas de escanteio. Melhor para o Atlético Mineiro, que chega aos seis pontos ganhos (havia estreado goleando o Atlético Paranaense por 3a0).
A 2ª rodada se completa nesse domingo com os demais 7 jogos.
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Lucas Rodrigues,
São Paulo
domingo, 14 de novembro de 2010
Coxa Com A Mão Na Taça
Num jogo recheado de cartões amarelos (foram dez no total), o Coritiba fez a alegria da imensa maioria do público presente no estádio Couto Pereira, venceu o Figueirense por 2a1 e praticamente assegurou o título da Série B 2010: o caneco só não irá para a capital paranaense caso o Alvi-verde perca os dois últimos jogos e o Bahia, novo vice-líder, triunfe em ambos os compromissos. Nessa antepenúltima rodada, aliás, conhecemos mais dois clubes que disputarão a Série A 2011 (além do Coxa, que se garantiu na rodada passada): o Bahia e o próprio Figueirense, que não podem mais ser alcançados pelo atual 5º colocado. Parabéns aos três clubes e aos milhões de adeptos que essas instituições, somadas, totalizam.O jogo
Se nas arquibancadas a festa dos torcedores alvi-verdes já estava dando o tom antes mesmo de a bola rolar, dentro das quatro linhas a partida também começou agitada, com ambos os times mostrando velocidade e determinação em ir ao ataque. E quem chegou pela primeira vez para uma finalização foi o Figueirense: aos 4 minutos, Reinaldo ajeitou com a sola da chuteira recuando para Maicon, que chutou do jeito que veio, a bola desviou na defesa coritibana e saiu pela linha-de-fundo - estava ali o primeiro erro de arbitragem, sendo marcado tiro-de-meta para o time da casa.
Aos 8 minutos, nova chegada da equipe catarinense: Willian passou com categoria, encobrindo a defesa e encontrando Fernandes, que chutou cruzado, à meia-altura, mandando perto da trave direita de Edson Bastos. No minuto seguinte, em lance de bola parada, o Coritiba chegou. E foi pra valer: Jeci subiu, cabeceou e mandou no ângulo esquerdo para abrir o marcador e intensificar a alegria que tomava conta no Alto da Glória.
E dava para ficar melhor: aos 16 minutos, Rafinha recebeu na meia-lua, ajeitou com o pé direito e chutou com o esquerdo. Onde? No ângulo - dessa vez o direito -, mantendo o goleiro Wilson novamente estático. 2a0 Coritiba, e tome festa. Por falar em Rafinha, olho nesse jogador: com passe pertencendo ao São Paulo, o atleta se queixou de ser pouco aproveitado no Morumbi (inclusive acionando a Justiça para tentar romper com o clube), mas diz-se que Paulo César Carpeggiani quer contar com o jogador na próxima temporada.
Com 23 minutos quase saiu o 3º gol, mas o cabeceio de Cleiton, que surgiu livre em novo lance de bola parada, saiu por cima do travessão.
Aos 36 minutos, Bruno desceu pelo lado direito e, após invadir a área, foi empurrado por Enrico. Pênalti e cartão amarelo para o coritibano. Na cobrança, Edson Bastos saltou ao canto direito e defendeu parcialmente o chute de Reinaldo, mas o atacante conseguiu pegar o rebote e conferir, diminuindo a desvantagem do Figueirense.
Ney Franco nem quis esperar o intervalo para mudar as coisas em sua equipe e optou por tirar o pendurado Enrico - que apoiava bem mas não tinha sucesso na marcação - para colocar o volante William, jogador com características muito mais defensivas do que o qualquer outra coisa.
Veio a segunda etapa e com ela uma desaceleração na intensidade da partida. Porém, ainda teríamos quatro lances interessantes. Em três deles, destaque para o goleiro Wilson: o capitão do Figueirense trabalhou bem demais ao defender finalizações de Rafinha (duas vezes indo buscar com a ponta da luva) e uma ainda mais incrível de Leonardo, quando bloqueou com o joelho um remate frontal. Se o Coxa parava no goleiro adversário, quem atrapalhava os planos dos comandados de Márcio Goiano era o juíz do jogo, que ignorou penalidade máxima de Jeci em Reinaldo, quando o zagueiro puxou o atacante pela camisa, impedindo-o de progredir até a bola.
O Figueirense, mesmo derrotado no placar, comemorou o fato de, com a vitória do Bahia sobre a Portuguesa, também ter garantido o acesso por antecipação. Ao Coritiba, coube dar seqüência à festa que já estava acontecendo.
Outros resultados
Sexta-feira
São Caetano (10º) 0a0 América/MG (4º)
Bragantino (11º) 5a1 Vila Nova (15º)
Sport (6º) 1a1 Santo André (20º)
Ipatinga (17º) 2a0 Duque de Caxias (9º)
Sábado
Ponte Preta (13º) 0a1 Icasa (12º)
Brasiliense (18º) 0a1 Náutico (14º)
Bahia (2º) 3a0 Portuguesa (5º)
América/RN (19º) 5a2 Guaratinguetá (16º)
ASA (8º) 0a1 Paraná (7º)
Se na 35ª rodada acertei 7 palpites, nessa 36ª foram apenas 4.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Equipe E Jogada Da Semana
Ninguém, além do Internacional, voltou do período pós-Copa do Mundo conseguindo 100% de aproveitamento nessas quatro últimas rodadas da Série A. Celso Roth, treinador que foi contratado justamente nesse período de recesso, só conhece a vitória no comando colorado.Quarta-feira, a equipe visitou o Atlético em Sete Lagoas e conseguiu um triunfo de virada, com dois gols de Alecsandro. No domingo, poupando alguns jogadores para dar seqüência ao plano de chegar o mais forte possível na Copa Libertadores da América, a equipe superou o Flamengo com uma vitória por 1a0 no Beira-Rio (gol de Taison) e entrou no G4.
Se, antes da pausa pra Copa, o São Paulo era favorito para o duelo semifinal, as coisas mudaram de figura. O Tricolor Paulista atravessa um momento crítico, com um ponto ganho em 12 disputados. E o Inter é isso daí que estamos vendo, numa ascendente impressionante e que ganha contornos ainda mais firmes dados os reforços que se juntaram ao plantel alvirrubro.
Jogada da semana
Esse blógui acompanhou o jogaço entre Figueirense e Santo André, pela 11ª rodada da Série B 2010. No vídeo que segue, podemos ver os dois gols da equipe da casa. Atenção ao segundo, que começa a ser mostrado com 36 segundos de vídeo. Nele, Willian tabela com Maicon, que devolve a bola com uma cavadinha sensacional. O desfecho da jogada? À altura da assistência. Confira.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
Figueira E Ramalhão De Primeira Divisão
Que jogaço de futebol tivemos ontem no Orlando Scarpelli! Certamente uma das melhores partidas entre clubes no ano de 2010, com um segundo tempo eletrizante. De quebra, quatro belos gols foram marcados nesse empate por 2a2, com direito a uma senhora atuação do meio-campo Maicon, vestindo a camisa 8 da equipe catarinense. O resultado leva o Figueirense para a liderança da Série B 2010, mas podendo ser ultrapassado ainda nessa rodada por Náutico e/ou Coritiba, que jogam em casa no próximo sábado.O placar foi inaugurado aos 20 minutos de jogo, com cobrança de falta certeira de Lucas, sem chance de defesa para Júlio César. O empate veio aos 41', quando Ânderson Gomes recebeu de Xuxa, limpou o lance e chutou com precisão para superar Wilson, goleiro que carregava na camisa o número 200, em referência à quantidade de partidas realizadas pelo Figueirense (marca atingida no jogo diante do Vila Nova). Wilson havia, anteriormente, realizado pelo menos duas defesas difíceis.
Na segunda etapa, Wilson já foi convidado a trabalhar logo no início, impedindo, no reflexo, que Ânderson Costa encontrasse a rede. Na marca de 9 minutos, uma linda jogada de Maicon: o jogador recebeu próximo da grande área, escapou de dois adversários com dribles curtos e deu um tapa na bola, encobrindo Júlio César mas carimbando caprichosamente o travessão.
No minuto seguinte, o técnico Márcio Goiano trocou o meia Roberto Firmino pelo atacante Tássio. 12 minutos mais tarde e a equipe do Figueirense ficava ainda mais ofensiva com a segunda mexida de Márcio Goiano: Fernandes por João Paulo.
A proposta de jogo foi recompensada. Aos 21 minutos, Maicon deu enfiada de bola com uma cavadinha deslumbrante para Willian, que manteve a beleza da jogada e finalizou emendando de forma precisa: golaço.
Sérgio Soares resolveu mudar as coisas no Santo André e trocou Sandro Hiroshi por Pio. E sairia dos pés de Pio o gol de empate: o jogador de 24 anos tentou de fora da área e acertou bonito chute, no ângulo, aos 36 minutos. Pouco antes, o Figueira havia mandado na trave o que poderia ter sido a bola que definiria os três pontos.
Nos minutos restantes, o Ramalhão conseguiu resistir à pressão da equipe da casa e retornar ao ABC Paulista com um ponto conquistado. Foi o 1º empate do Figueirense em seus domínios (tinha 3 vitórias em 4 jogos anteriores) e também o 1º empate do Santo André fora de casa (2 vitórias em 5 jogos até então).
Não fiquemos iludidos com a modesta 14ª colocação do Santo André nesse momento: o vice-campeão paulista perdeu 13 jogadores e vai fazendo um trabalho de reformulação que merece atenção, dando sinais de que pode se erguer na tabela.
Outro jogo
No estádio Elmo Serejo Farias, vulgo Serejão, o Brasiliense recebeu o Paraná e deu sinais de ter assimilado bem a contundente derrota da semana passada, quando levou de 6a1 do ASA. Com a vitória da equipe da casa por 3a0 (gols de Santiago, Jean e William), a equipe chega à 10ª colocação na tabela e zera o saldo de gols. Já o Paraná segue despencando após o período de pausa pra Copa: de lá pra cá, a equipe empatou uma e perdeu duas vezes (ambas por 3a0), ocupando atualmente a 6ª posição.
O que mais chamou a atenção na partida em Taguatinga, porém, foi o uniforme do Brasiliense: a camisa da equipe mais remetia ao carnaval do que a qualquer outra coisa, num estilo um tanto arrojado em se tratando de vestimentas para um clube de futebol.
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