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domingo, 17 de agosto de 2014

Em Confronto De Ameaçados, Flamengo Suspira: 1a0 No Coritiba

Foto: Heuler Andrey / Getty Images
Coritiba e Flamengo iniciaram a décima quinta rodada na zona de descenso e foram a campo buscando uma vitória que possibilitasse escapar dessa situação. A partida foi equilibrada, tendo feito a diferença o oportunismo do meia Éverton, que aproveitou vacilo de Baraka para marcar o único gol na partida realizada no estádio Couto Pereira.

Se o Coxa de Celso Roth não contava com sua estrela Alex, chances não faltaram para a equipe alviverde sair de campo com melhor resultado: só no primeiro tempo foram pelo menos três ocasiões claras para marcar. Não aproveitou nenhuma delas e acabou sucumbindo diante de seus insatisfeitos torcedores, com muitos deles abandonando as arquibancadas antes mesmo do apito final - mais precisamente após a expulsão de Robinho, que recebeu o segundo cartão amarelo aos trinta e cinco minutos no segundo tempo, quando os donos da casa pouco ameaçavam o adversário.

Em quatro jogos desde o retorno de Luxemburgo ao Rubronegro Carioca, é a quarta vez que o resultado de uma partida do Flamengo termina 1a0. Foi assim na vitória sobre o Botafogo, na derrota diante da Chapecoense e no triunfo diante do Sport, rodada passada. Uma equipe econômica em gols e também em futebol, mas onde sobra força de vontade. Num torneio nivelado por baixo, o suficiente para fugir das quatro últimas posições.

Já o Coritiba, que não vence no Brasileiro há três rodadas e na temporada há quatro jogos, precisa encontrar alternativas para sair da condição de lanterna. O time é fraco tecnicamente e conta com um treinador pra lá de limitado. Desse jeito, nem se Alex reviver o ano de 2003 (quando foi treinado por Luxemburgo no Cruzeiro e conquistou a Tríplice Coroa esbanjando talento) será possível dar jeito. E um craque como ele merece uma aposentadoria mais digna do que o atual cenário coxa branca.

sábado, 19 de julho de 2014

Bolatti Faz, Jéfferson Garante E Botafogo Vence Coritiba. Saudades Da Copa

Foto: Gazeta Press
O Campeonato Brasileiro voltou. Se há algum tempo já estávamos achando o nível técnico baixo, a situação de crise técnica e tática fica ainda mais escandalosa quando comparamos a liga nacional com a Copa do Mundo, viva em nossas memórias, graças a Deus.

Assistir um Botafogo e Coritiba seis dias depois de um Argentina e Alemanha é pesado. Mas futebol é a nossa área e cá estamos para tecer alguns comentários sobre essa partida. Aquela, anos-luz a frente dessa, pode ser lida clicando aqui.

Vamos começar pelo local do jogo: estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O Botafogo está sem o Engenhão por proibição da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e sequer conseguiu levar o evento para o Maracanã ou São Januário, tendo que viajar para outra cidade. E o que é pior: para jogar às nove da noite de um sábado, afinal, tem bastante gente na Ásia querendo assistir pela televisão na manhã/tarde de domingo. Enquanto isso, mil e quinhentas testemunhas presentes num jogo de Série A. Eis a Confederação Brasileira de Futebol, cujo sete-a-um é mero detalhe perto de tantos absurdos.

Com bola rolando, fomos agraciados pela presença do melhor goleiro do Brasil e seguramente um dos melhores do mundo (e olha que o planeta tá com muitos arqueiros de grande qualidade): Jéfferson. Responsável direto pelo resultado, quer dizer, pelo zero que coube ao Coritiba. Coritiba de Alex, excepcional meio-campista que acabou rendendo menos do que o seu potencial, dada fundamentalmente a grande marcação do cabeça-de-área Aírton. Quando Aírton deixou o campo machucado (Rodrigo Soutto entrou em seu lugar), Alex teve mais espaços, mas não conseguiu produzir o suficiente para que o Coxa alcançasse a vitória ou mesmo o empate. É que o Botafogo tem Jéfferson, autor de pelo menos três grandiosas defesas, incluindo vôos para impedir gols aparentemente certos, como em cobrança de falta certeira do próprio Alex.

A única bola na rede foi do argentino Bolatti: após escanteio pela direita, o ótimo volante, que não foi para essa Copa, completou de primeira, mesmo marcado. Golaço. Disse no intervalo que o mais importante era não o resultado, mas o time voltar melhor para o segundo tempo. Outro golaço. Pensamento correto e louvável, sobretudo em terras onde a cultura do resultado parece imperar. De vez em quando os deuses do futebol dão um alô, mandado um sete-a-um pra quem se vangloria por ter um dia ganho um Mundial. Não que o Alvinegro tenha voltado melhor para o segundo tempo. Mas tentou jogar. Tentou produzir. O paraguaio Zeballos, boa alternativa pelos flancos, teve atuação positiva. Perdeu um pênalti, mas nem isso manchou sua atuação.

E por falar em pênalti, o que foi aquela marcação no lance em que Gabriel caiu na área Alviverde? Não houve infração alguma ali, senhor árbitro! Felizmente, o goleiro Vanderlei conseguiu defender. Do contrário, poderíamos aqui estar falando pela enésima vez de um resultado injusto. Mas o 1a0 foi justíssimo: valorizou o belo gol de Bolatti e a grande atuação de Jéfferson. Numa partida cheia de erros técnicos dentro e fora das quatro linhas, já é alguma coisa. O problema é a gente pensar que seja o suficiente num país de tantos talentos e tanta história nesse esporte. Não é. Não pode ser. E precisamos reconstruir o futuro a partir do presente. Fora, CBF!

domingo, 11 de agosto de 2013

Campeonato Brasileiro: Balanço Na 13ª Rodada

As partidas disputadas entre sábado e domingo (dez e onze de agosto) confirmaram aquilo que tanto se fala sobre o Campeonato Brasileiro ser uma das ligas nacionais mais equilibradas no mundo - isso se não for de fato a mais competitiva de todas elas. Nenhuma equipe que integrava o badalado G4 na noite de sexta-feira conseguiu vencer: Cruzeiro e Botafogo empataram, Coritiba e Vitória perderam.

O blogueiro acompanhou os jogos de Botafogo e Cortiba (o Alvinegro empatou com o Goiás no sábado e o Alviverde perdeu para o Vasco no domingo) e concluiu que ambas as equipes dependem do talento de seus principais craques para obterem sucesso: Seedorf e Alex não renderam nem perto daquilo que estamos habituados a ver (muito provavelmente por ambos estarem exaustos fisicamente). E por falar em "fisicamente", é curioso observar que o jogador que mais se destaca no elenco esmeraldino é Walter - tanto pela silhueta quanto pelo talento. Por muito pouco não marcou o gol da virada, acertando a trave direita do goleiro Jéfferson nos últimos minutos de partida no estádio Mané Garrincha. O Coxa, que só contou com Alex no primeiro tempo, perdeu a invencibilidade que detinha no estádio Couto Pereira ao ser derrotado pelo Vasco - gol de Pedro Ken, velho conhecido dos torcedores coritibanos.

Vamos comentar brevemente cada resultado nessa rodada.

Botafogo (2º) 1a1 (12º) Goiás. O Botafogo saiu na frente com gol de Rafael Marques mas se abalou quando sofreu o gol de empata (André Bahia marcou contra). Passou os últimos minutos basicamente jogando a bola para a área, contando com Henrique, Alex e Dória (!) como atacantes.

Náutico (20º) 0a0 (16º) Atlético Mineiro. Se o atual campeão na Libertadores achou que fosse começar a engrenar no Brasileiro na partida em que enfrentava o lanterna na competição, enganou-se. A equipe não conseguiu sair do zero e, carente de um companheiro de criação para Ronaldinho, anunciou a contratação do ex-colorado Dátolo.

Fluminense (14º) 2a3 (11º) Flamengo. O Tricolor até saiu na frente, mas levou a virada do Rubronegro e amargou a primeira derrota desde a chegada de Vanderlei Luxemburgo no lugar de Abel Braga. Destaques para Hernane e Rafael Sóbis, cada um com dois gols no jogo.

Corinthians (4º) 2a0 (8º) Vitória. Com um gol no início de cada tempo (Ralf no primeiro e Alexandre Pato no segundo), o Timão venceu o jogo e encostou nos líderes, afinal, foi uma rodada marcada pelos tropeços das equipes situadas na parte de cima da tabela. O Vitória sai do G4.

Cruzeiro (1º) 0a0 (15º) Santos. Serviu para conservar a liderança, mas certamente os cruzeirenses esperavam um resultado melhor nessa partida dentro de casa. Os santistas terminam a rodada fora da zona de rebaixamento, mas cientes de que estão numa situação onde qualquer vacilo poderá levá-los para lá.

Coritiba (3º) 0a1 (10º) Vasco. Dorival Júnior, treinador revelado no Coxa, conseguiu montar o Vasco de forma a praticamente neutralizar as investidas do adversário. Marquinhos Santos procurou alternativas, mas não conseguiu envolver o time visitante, que mereceu a surpreendente vitória no Couto Pereira.

Bahia (9º) 0a3 (7º) Grêmio. Com três gols marcados no segundo tempo (dois deles após passar a jogar em vantagem numérica), o Tricolor Gaúcho venceu o Tricolor de Aço em plena Arena Fonte Nova, subindo consideravelmente na tabela de classificação e ultrapassando o próprio Bahia.

Internacional (6º) 2a2 (5º) Atlético Paranaense. O Colorado conseguiu buscar o empate duas vezes em jogo onde o Furacão marcou um gol-relâmpago: com cerca de meio minuto, João Paulo já havia aberto o placar em Novo Hamburgo. Ambos desperdiçam chance de entrar no badalado G4.

Ponte Preta (13º) 3a1 (18º) Criciúma. A Macaca fez valer o mando de campo e conseguiu importante resultado em confronto direto entre clubes ameaçados pelo rebaixamento. Pior para o Tigre, antepenúltimo colocado.

Portuguesa (17º) 2a1 (19º) São Paulo. Com dois gols de Diogo e com direito ao goleiro Lauro pegar pênalti do também goleiro Rogério Ceni, a Lusa alcançou sua segunda vitória no Campeonato Brasileiro 2013, afundando o Tricolor na vice-lanterna na competição.

Os cerebrais camisas dez Seedorf (acima) e Alex (abaixo) não renderam o esperado e seus times decepcionaram diante de Goiás e Vasco, respectivamente.

sábado, 3 de agosto de 2013

Estamos Aqui

Vinte e um dias depois, estamos de volta com uma postagem no blógui. O usuário de longa data sabe muito bem que as publicações nessa página obedecem uma freqüência mais assídua do que as dos tempos recentes e o blogueiro pede desculpas por não vir mantendo aquela gostosa rotina de tópicos novos. Mas cá estamos e, sem mais delongas, falemos de futebol.

Tivemos Cuca, Ronaldinho e Atlético Mineiro campeões continentais, fato que acho ótimo para o futebol. Primeiramente, pelo fato de o melhor técnico brasileiro das últimas décadas estar conquistando tão relevante torneio internacional - parabéns, Cuca! Em segundo lugar, por Ronaldinho Gaúcho, maior craque brasileiro em atividade, conseguindo conciliar dedicação profissional com aquela velha e conhecida arte de jogar bola que pouquíssimos conseguem fazer como ele - parabéns, Ronaldinho! E por último, ao Clube Atlético Mineiro, mais um campeão inédito de Libertadores - parabéns, Atlético!

A saída de Abel Braga do Fluminense (Luxemburgo assumiu após cerca de um mês desempregado) é outro daqueles casos que mostram o imediatismo no futebol. Atual campeão brasileiro, Abel deixa o cargo após desapontantes participações em todos os torneios disputados em 2013. Mas o futebol do Flu é aquele de sempre... burocrático. Quando ganhava jogos e campeonatos, tava tudo certo, né, tricolores? Procurar alguém que assuma o comando técnico com uma filosofia de jogo que vá além do mísero futebol-resultado é algo que ainda não entrou na cultura esportiva tupiniquim. Digo ainda porque sou otimista e acredito que muitos Cucas ainda surgirão.

No mais, hoje assisti dois jogos. Em Londres, o ótimo amistoso pré-temporada entre Arsenal e Napoli terminou empatado em 2a2, com a mesma rede sendo estufada quatro vezes. Partida movimentada, com o Arsenal mostrando aquela qualidade de posse de bola típica de um time (muito bem) treinado por Arsène Wenger, diante de um Napoli que conservou a agilidade de contra-atacar mesmo com a troca de Walter Mazzarri por Rafa Benítez. O uruguaio Edinson Cavani provavelmente fará falta ao clube celeste, mas não é prudente duvidar da capacidade do argentino Gonzalo Higuaín. Insigne também é boa opção, mostrando oportunismo no gol inaugural. Pelo lado londrino, seria interessante a equipe buscar um nome de impacto para o setor ofensivo. Apesar do golaço de Giroud.

Ah! O outro jogo que vi hoje foi a vitória do Cruzeiro sobre o Coritiba, no reencontro do treinador Marcelo Oliveira com o Alviverde Paranaense. A partida foi relativamente equilibrada, mas o Coxa sentiu a ausência de Alex. Lincoln e Bottinelli não deram conta da armação de jogadas e o jogador mais influente no resultado acabou sendo o goleiro Vanderlei, com diversas defesas difíceis que mantiveram o 1a0 cruzeirense, em gol que saiu no início, com Luan completando cruzamento de Mayke, aos onze. Amanhã, o Botafogo pode retomar a liderança no Campeonato Brasileiro se sair vencedor no clássico com o Vasco. Outro jogo interessante na rodada é o Gre-Nal, num confronto entre os ex-jogadores Renato Gaúcho e Dunga.

Saudações futebolísticas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Palmeiras "Imita" Corinthians E Também É Campeão Invicto


Havia sido em 2008 o último título palmeirense, então campeão estadual. Extrapolando as fronteiras de São Paulo, datava do ano 2000 o troféu mais recente (a extinta Copa dos Campeões). Mas nessa quarta-feira, onze de julho de dois mil e doze, o Palmeiras conquistou a Copa do Brasil e fez a alegria de seus torcedores, o que deve transformar um clima tenso entre as partes em uma "lua-de-mel" sem data para terminar.

Para valorizar ainda mais o feito dos comandados de Luiz Felipe Scolari, a equipe foi para campo no estádio Couto Pereira desfalcada de Valdívia (suspenso após ser expulso por agressão na partida de ida) e Barcos (operado e ausente também no primeiro jogo da final). E, convenhamos, não é nada simples suportar a pressão do Coritiba naquele estádio, ainda mais quando o público comparece em peso e proporciona linda festa, como a que foi vista antes de a bola rolar.

Acontece que nem tudo foram flores nesse cenário de conquista. Na primeira partida, em Barueri, um erro flagrante da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio prejudicou o time paranaense, que tinha um pênalti para bater e poderia caminhar em direção a um resultado menos desfavorável naquela noite de quinta-feira. Uma penalidade muito menos evidente foi marcada a favor do Palmeiras, o que coloca em dúvida a idoneidade do cidadão escalado para arbitrar. Quem apitou o jogo de volta foi Sandro Meira Ricci, personagem central da fatídica partida entre Corinthians e Cruzeiro, no Campeonato Brasileiro 2010, quando beneficiou por diversas vezes a equipe da casa, que venceu por 1a0 com um gol de pênalti aos quarenta minutos do segundo tempo (a partida envolvia duas equipes que disputavam o título no torneio e acabou beneficiando o Fluminense, campeão naquele ano). Embora não seja objetivo nesse texto ficar levantando suspeitas sobre o mérito palmeirense, não é nada legal ver tudo isso acontecendo envolvendo um torneio e uma equipe campeã detentoras de um mesmo patrocinador...

O jogo

O encontro no Couto Pereira envolvia duas equipes alviverdes com o mesmo objetivo: o título. O Coritiba, que disputou a final em 2011, queria voltar a faturar um título nacional após 27 anos (foi campeão brasileiro em 1985). O Palmeiras, com tantos títulos nacionais, buscava encerrar um período de 12 anos sem faturar nada fora dos limites estaduais. De diferente entre os times, era a postura para alcançar tal objetivo em comum.

Enquanto o Coritiba tinha a necessidade de sair para o jogo e correr atrás de um prejuízo de dois gols, o Palmeiras focava em se defender e explorar os contra-ataques. Uma falta cometida com quatro segundos de bola rolando dá uma idéia de como foi isso, embora o time visitante não tenha sido necessariamente violento ao longo do jogo. Jogo esse que teve sua qualidade reduzida por um gramado em más condições (muitos trechos estavam empoçados) e, talvez por isso, jogadores talentosos como Tcheco e Daniel Carvalho acabaram tendo desempenho muito aquém do que deles se espera, comprometendo a capacidade criativa de ambos os times, que eram mais perigosos em lances de bola parada do que em jogadas envolvendo trocas de passes.

Após um primeiro tempo de mais transpiração do que inspiração, Marcelo Oliveira mexeu na equipe da casa no intervalo, colocando Ayrton no lugar de Jonas. E foi de Ayrton o gol que inaugurou o placar no estádio Couto Pereira: através de uma cobrança de falta aos dezesseis minutos, o lateral colocou a bola no canto direito, marcando 1a0 para o Coritiba e proporcionando uma explosão de alegria nas arquibancadas.

A entrada do meio-campista Lincoln, ex-Palmeiras, ocorreu no minuto anterior ao primeiro gol (entrara no lugar do volante Sérgio Manoel) e pode-se dizer que sua participação foi ativa na partida - a começar pelo próprio lance do gol, pois foi ele quem sofreu a falta cobrada por Ayrton. Buscando jogo, o atleta com passagem pelo Schalke 04 se movimentava e era bastante acionado pelos companheiros. Talvez por sentir o clima da final, talvez por alguma coisa originada em sua passagem pelo Parque Antarctica, Lincoln acabou se envolvendo em algumas confusões com jogadores adversários. Numa delas, colocou a bola no rosto de Marcos Assunção, em desentendimento que poderia tranqüilamente resultar em expulsão.

Ambos os jogadores permaneceram em campo (foram advertidos com cartão amarelo) e, dos pés de Assunção, teve início o gol de empate: cobrando falta pelo lado direito, o homem das bolas paradas colocou a redonda na medida para Betinho, que cabeceou no canto direito sem dar possibilidade de defesa para Vanderlei. 1a1 aos vinte e cinco minutos do segundo tempo, festa palmeirense no Paraná e o sentimento de que o título estava mais perto do Palestra do que nunca.

Obrigado a marcar pelo menos três gols, o Coritiba não tinha muito o que fazer a não ser atacar. A entrada de Ânderson Aquino no lugar de Roberto aumentou as opções ofensivas da equipe da casa, mas nem por isso foi estabelecida uma forte pressão sobre a meta defendida pelo goleiro Bruno. Aliás, esse goleiro Bruno merece algumas considerações mais extensas: com 28 anos de idade (13 de Palmeiras), Bruno Corez Cardoso é daqueles arqueiros que dão seqüência ao ótimo trabalho que o Palmeiras faz com relação aos goleiros. Não que devamos colocá-lo à altura de Veloso, Sérgio, Marcos, Diego Cavalieri ou Deola, mas é digno de dizer que Bruno é mais um fruto comum a uma mesma árvore, que a instituição mostra saber como regar.

Aparentemente sem forças nem inspiração para passar pela linha de defesa adversária e, nos raros momentos em que isso acontecia, sem poder para superar o goleiro Bruno, o Coritiba sucumbiu pela segunda vez seguida numa final de Copa do Brasil. Ano passado, pressionou enormemente o Vasco e só não faturou o título por detalhe. Dessa vez, esbarrou na arbitragem tendenciosa no jogo de ida e na solidez palmeirense no jogo de volta, além do gramado para lá de horroroso, destoando de tudo o que foi visto nas arquibancadas.

Garantido na próxima edição da Copa Libertadores da América, o Palmeiras tem agora um ingrediente fundamental para dar seqüência a um trabalho: paz. Afinal, nada como um título nacional para acalmar os ânimos no ambiente conturbado. Mas é necessário ponderarmos as coisas: nem toda derrota é sinal de que as coisas vão mal e nem toda vitória é sinal de que as coisas vão bem. Em paz, pelo menos, tudo fica mais claro.

P.S.: curiosamente, o Corinthians foi campeão na Libertadores e o Palmeiras na Copa do Brasil vencendo o adversário por 2a0 no jogo em São Paulo e empatando em 1a1 no campo oponente. Invencibilidades e títulos que merecem ser festejados, aos dois primeiros times garantidos na próxima Libertadores.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vasco Conquista Inédita Copa Do Brasil. Mas Precisava Ser Assim?

O tradicional clube cruzmaltino foi ao estádio Couto Pereira representado por cerca de 4.000 vascaínos presentes nas arquibancadas e tantos milhões que acompanharam os acontecimentos através dos veículos de comunicação diversos. Quem esteve longe de representar a grandeza do Vasco da Gama, porém, foi o treinador Ricardo Gomes - antes de mergulhar na crítica ao ex-zagueiro, cabe colocar que o Vasco conseguiu uma bela sacodidela desde que Gomes assumiu o posto deixado por Paulo César Gusmão, após o pior início de temporada da história da instituição. Mas a recuperação vascaína no decorrer do Campeonato Estadual e as algumas boas exibições na Copa do Brasil não dão ao time o direito de jogar tão mal a final da competição eliminatória. Muito pelo contrário: o Vasco, que tem um nome a zelar e já provou qualidade em seu plantel (um exemplo é a vitória sobre o Avaí, no jogo de volta pela fase semifinal), apresentou um futebol medonho. Medonho por ser medroso, acovardado diante de um adversário que não tem a mesma força nem na camisa nem no material humano dentro das quatro linhas. A grande vantagem do Coritiba, no meu entender, estava no comando técnico: a figura de Marcelo Oliveira, que, embora distante de armar um time envolvente, conseguiu amplo domínio territorial por praticamente a totalidade do tempo, não saindo campeão por detalhes que competem ao mundo dos esportes. Um desses "detalhes" atende pelo nome de Sálvio Spínola Fagundes Filho, árbitro de São Paulo que negou um pênalti claro em favor do clube paranaense aos 24 minutos do segundo tempo, de Dedé em Leonardo, quando a partida já estava 3a2 para o Coritiba.

Parabéns à imensa torcida vascaína por celebrar um título inédito, que recoloca o clube na disputa da Copa Libertadores da América. Mas o Vasco é grande demais para se contentar com uma exibição covarde, que por muito pouco não custou o tão aguardado caneco. Diego Souza e Felipe, dois dos elementos mais experientes do Clube da Colina, foram substituídos na etapa derradeira e, do banco de reservas, refletiam o que era o time nessa decisão, preferindo nem olhar o que estava acontecendo dentro das quatro linhas, entregues ao nervosismo e à tensão.

Se os torcedores trocariam o título jogando como "time pequeno" por um vice-campeonato cheio de dignidade? Creio que não. Mas certamente seria mais interessante o título vir acompanhado de uma atuação à altura da história do Clube de Regatas Vasco da Gama. Isso, definitivamente, passou longe de acontecer.

A campanha

1ª rodada eliminatória

Comercial/MS 1a6 Vasco

2ª rodada eliminatória

ABC 0a0 Vasco
Vasco 2a1 ABC

Oitavas-de-final

Náutico 0a3 Vasco
Vasco 0a0 Náutico

Quartas-de-final

Atlético/PR 2a2 Vasco
Vasco 1a1 Atlético/PR

Semifinal

Vasco 1a1 Avaí
Avaí 0a2 Vasco

Final

Vasco 1a0 Coritiba
Coritiba 3a2 Vasco

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vasco Vence Coritiba Com Gol De Alecsandro

Na partida de ida pela final da Copa do Brasil em 2011, o Vasco recebeu o Coritiba num festivo estádio de São Januário, venceu o jogo por 1a0 com gol de Alecsandro e deu grande passo na direção de um título inédito na história do clube.

Esse foi o 1º de 3 jogos em seqüência entre os dois clubes, que no domingo se enfrentam pela 3ª rodada no Campeonato Brasileiro e na quarta-feira atuam para ver quem levanta o troféu na Copa do Brasil, garantindo vaga na próxima edição da Copa Libertadores da América.

O jogo

Embora a torcida vascaína tenha abraçado o time e marcado presença em São Januário, o Coritiba não se intimidou nem no campo e nem nas arquibancadas: dentro das quatro linhas, os comandados de Marcelo Oliveira buscavam ocupar o campo ofensivo e, fora delas, a torcida cantava a ponto de poderem ser ouvidos gritos de "Coxa, Coxa!". Outra coisa verde que dava as caras no gramado era o (reincidente) feixe luminoso, que com menos de 3 minutos ocasionou uma paralisação na partida com o árbitro Paulo César de Oliveira tendo a sensata idéia de pedir que os próprios jogadores vascaínos solicitassem o desligamento do objeto.

Com bola rolando, dois chutes - um para cada lado - mereceram destaque no primeiro tempo: tanto na finalização de Diego Souza quanto na de Bill (ambas buscando o canto direito), os goleiros Édson Bastos e Fernando Prass conseguiram defender.

Bola na rede ficou para o segundo tempo: aos seis minutos, Bernardo passou para Diego Souza, que abriu na direita com Allan. O lateral cruzou pra área e Alecsandro fez exatamente aquilo que se espera de um centroavante efetivo, abrindo o placar com um cabeceio certeiro entre a trave esquerda e o goleiro. Na comemoração, homenagem ao pai Lela, ex-jogador e ídolo no Coritiba.

Em competições no formato ida-e-volta onde o gol fora conta como critério de desempate, o 1a0 é muitas das vezes um resultado comemorável para os mandantes. O Vasco parecia satisfeito com o placar e passou a "aceitar" as rotineiras investidas paranaenses. Não era apenas a falta de habilidade de Ânderson Aquino (goleador do Coxa na competição, com 4 marcados) que dificultava o trabalho alviverde, mas sobretudo a boa performance de Prass e do zagueiro Dedé. Nos minutos finais, a equipe visitante - que havia feito as 3 substituições trocando Davi, Aquino e Bill por Geraldo, Marcos Paulo e Leonardo - foi bastante incisiva na busca pelo gol e chegou perto de conseguí-lo, mas o Vasco resistiu e carregou para o jogo de volta uma relevante vantagem do empate e da derrota simples em caso de gol marcado no campo oponente.

Nessa Copa do Brasil, o Vasco fez suas melhores exibições atuando como visitante. Resta saber se conseguirá concretizar isso na duríssima partida a ser disputada no estádio Couto Pereira, na próxima quarta-feira, estádio onde o Coritiba está invicto nessa temporada. O jogo de domingo, pelo Brasileiro, também será lá - mas definitivamente não é nesse duelo que os torcedores estão focados.

domingo, 14 de novembro de 2010

Coxa Com A Mão Na Taça

Num jogo recheado de cartões amarelos (foram dez no total), o Coritiba fez a alegria da imensa maioria do público presente no estádio Couto Pereira, venceu o Figueirense por 2a1 e praticamente assegurou o título da Série B 2010: o caneco só não irá para a capital paranaense caso o Alvi-verde perca os dois últimos jogos e o Bahia, novo vice-líder, triunfe em ambos os compromissos. Nessa antepenúltima rodada, aliás, conhecemos mais dois clubes que disputarão a Série A 2011 (além do Coxa, que se garantiu na rodada passada): o Bahia e o próprio Figueirense, que não podem mais ser alcançados pelo atual 5º colocado. Parabéns aos três clubes e aos milhões de adeptos que essas instituições, somadas, totalizam.

O jogo

Se nas arquibancadas a festa dos torcedores alvi-verdes já estava dando o tom antes mesmo de a bola rolar, dentro das quatro linhas a partida também começou agitada, com ambos os times mostrando velocidade e determinação em ir ao ataque. E quem chegou pela primeira vez para uma finalização foi o Figueirense: aos 4 minutos, Reinaldo ajeitou com a sola da chuteira recuando para Maicon, que chutou do jeito que veio, a bola desviou na defesa coritibana e saiu pela linha-de-fundo - estava ali o primeiro erro de arbitragem, sendo marcado tiro-de-meta para o time da casa.

Aos 8 minutos, nova chegada da equipe catarinense: Willian passou com categoria, encobrindo a defesa e encontrando Fernandes, que chutou cruzado, à meia-altura, mandando perto da trave direita de Edson Bastos. No minuto seguinte, em lance de bola parada, o Coritiba chegou. E foi pra valer: Jeci subiu, cabeceou e mandou no ângulo esquerdo para abrir o marcador e intensificar a alegria que tomava conta no Alto da Glória.

E dava para ficar melhor: aos 16 minutos, Rafinha recebeu na meia-lua, ajeitou com o pé direito e chutou com o esquerdo. Onde? No ângulo - dessa vez o direito -, mantendo o goleiro Wilson novamente estático. 2a0 Coritiba, e tome festa. Por falar em Rafinha, olho nesse jogador: com passe pertencendo ao São Paulo, o atleta se queixou de ser pouco aproveitado no Morumbi (inclusive acionando a Justiça para tentar romper com o clube), mas diz-se que Paulo César Carpeggiani quer contar com o jogador na próxima temporada.

Com 23 minutos quase saiu o 3º gol, mas o cabeceio de Cleiton, que surgiu livre em novo lance de bola parada, saiu por cima do travessão.

Aos 36 minutos, Bruno desceu pelo lado direito e, após invadir a área, foi empurrado por Enrico. Pênalti e cartão amarelo para o coritibano. Na cobrança, Edson Bastos saltou ao canto direito e defendeu parcialmente o chute de Reinaldo, mas o atacante conseguiu pegar o rebote e conferir, diminuindo a desvantagem do Figueirense.

Ney Franco nem quis esperar o intervalo para mudar as coisas em sua equipe e optou por tirar o pendurado Enrico - que apoiava bem mas não tinha sucesso na marcação - para colocar o volante William, jogador com características muito mais defensivas do que o qualquer outra coisa.

Veio a segunda etapa e com ela uma desaceleração na intensidade da partida. Porém, ainda teríamos quatro lances interessantes. Em três deles, destaque para o goleiro Wilson: o capitão do Figueirense trabalhou bem demais ao defender finalizações de Rafinha (duas vezes indo buscar com a ponta da luva) e uma ainda mais incrível de Leonardo, quando bloqueou com o joelho um remate frontal. Se o Coxa parava no goleiro adversário, quem atrapalhava os planos dos comandados de Márcio Goiano era o juíz do jogo, que ignorou penalidade máxima de Jeci em Reinaldo, quando o zagueiro puxou o atacante pela camisa, impedindo-o de progredir até a bola.

O Figueirense, mesmo derrotado no placar, comemorou o fato de, com a vitória do Bahia sobre a Portuguesa, também ter garantido o acesso por antecipação. Ao Coritiba, coube dar seqüência à festa que já estava acontecendo.

Outros resultados

Sexta-feira
São Caetano (10º) 0a0 América/MG (4º)
Bragantino (11º) 5a1 Vila Nova (15º)
Sport (6º) 1a1 Santo André (20º)
Ipatinga (17º) 2a0 Duque de Caxias (9º)

Sábado
Ponte Preta (13º) 0a1 Icasa (12º)
Brasiliense (18º) 0a1 Náutico (14º)
Bahia (2º) 3a0 Portuguesa (5º)
América/RN (19º) 5a2 Guaratinguetá (16º)
ASA (8º) 0a1 Paraná (7º)

Se na 35ª rodada acertei 7 palpites, nessa 36ª foram apenas 4.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Série B 2010: 36ª Rodada E Seus Pitacos

Entre hoje e amanhã serão jogadas as dez partidas válidas pela 36ª rodada na Série B brasileira. Com nove pontos em disputa para cada equipe, a única definição é que o Coritiba, comandando por Ney Franco, assegurou uma vaga na Série A 2011. Parabéns ao Coxa, que está próximo de garantir o título na Série B 2010.

Após o triunfo por 3a2 sobre o Duque de Caxias, em São Januário, jogadores do Coritiba festejam o retorno à Série A.

Nos pitacos para a rodada passada, o blogueiro acertou 70% das vezes. Será que o índice pode ser superado dessa vez? O que mais importa não é isso, mas que os resultados sejam o máximo justos possíveis. Vamos aos pitacos então.

São Caetano e América/MG
Após perder em casa para o Bahia - um confronto direto pelo acesso -, o América Mineiro vai ao Anacleto Campanella buscando a vitória, pois a Portuguesa aparece no encalço. Sem maiores preocupações com a competição, resta saber como o São Caetano encara a partida dessa noite. Dá empate.

Bragantino e Vila Nova
Ambas as equipes sabem que não entrarão na zona de descenso ao término dessa rodada, mas também têm ciência que a ameaça existe. Há um resultado que, de certa forma, interessa a ambos os times. E é nele que eu vou. Dá empate.

Sport e Santo André
Dentro da Ilha do Retiro e buscando entrar no G4, creio que o Sport tem nessa partida o tira-teima de se merece ou não pleitear o acesso. Do outro lado, um desesperado Santo André. O palpite que aqui coloco mantém o Leão da Ilha firme na disputa por uma vaga na Série A e rebaixa o Ramalhão para a Série C. Dá Sport.

Ipatinga e Duque de Caxias
Estável na Série B e podendo pensar no calendário 2011, o Duque de Caxias vai ao Ipatingão encontrar uma equipe bastante ameaçada pelo descenso. Creio que o clube mineiro conseguirá pelo menos adiar a sentença indesejada. Dá Ipatinga.

Ponte Preta e Icasa
Não gostei do desempenho pontepretano na última partida jogada no estádio Moisés Lucarelli (derrota por 2a0 para a Portuguesa). Apesar de desconhecer o futebol do Icasa, não acho que com uma performance semelhante àquela a Ponte Preta consiga uma vitória. Dá empate.

Coritiba e Figueirense
Líder e vice-líder em campo! Com a tranqüilidade de quem garantiu o retorno à Série A e a motivação de quem quer o título nacional, o Coritiba joga diante de seus torcedores a possibilidade de já garantir o caneco da competição. Para tal, basta a vitória dentro de casa e um tropeço do Bahia diante da Portuguesa. Vejo indícios de um grande jogo. E o mais bacana: independentemente do resultado, o estádio Couto Pereira, ao contrário das cenas lamentáveis vistas na última rodada pela Série A 2009, abrigará um clima de muita alegria. Dá Coritiba.

Brasiliense e Náutico
Confronto direto na disputa pela permanência na Série B! O Brasiliense abre a zona indesejada e só sairá dela se conseguir vencer o Náutico, equipe posicionada imediatamente acima. Tô achando que eles trocarão de posições nessa rodada. Dá Brasiliense.

Bahia e Portuguesa
Confronto direto na disputa pelo acesso para a Série A! O Bahia precisará de mais do que o calor de sua torcida para vencer a Portuguesa e, com isso, garantir o tão aguardado retorno à Primeira Divisão. Esse é o típico jogo para um "triplo" na loteria esportiva. Só posso escolher um? Dá empate.

América/RN e Guaratinguetá
No Machadão, o drama da equipe da casa é o de não poder mais tropeçar e ainda ficar de olho em jogos alheios. Também ameaçado, o Guaratinguetá sabe que não entra na zona indesejada nessa rodada, mas nas duas últimas terá pela frente o Figueirense e o Coritiba. Vamos apimentar a disputa? Dá América/RN.

ASA e Paraná
Cumprimento de tabela em Arapiraca. Na falta de fome e de vontade de comer, que palpite fazer? Vamos dar uma alegria aos torcedores que se dispuserem a comparecer ao estádio Coaracy da Mata Fonseca então. Dá ASA.

sábado, 4 de setembro de 2010

Guará Vence Coxa E Cola No G4

Mesmo sem apresentar um bom futebol, o Guaratinguetá fez-se valer do fator campo e tirou proveito da apática atuação do Coritiba para vencer por 1a0 no estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite, o "Ninho da Garça", no Vale do Paraíba. A equipe paulista, que disputa a Série B nacional pela primeira vez, termina a primeira metade da competição bem perto da zona de acesso: tem um ponto a menos que os 31 do 4º colocado, o Bahia. Já o Coxa, que chegou a liderar o torneio, não atravessa um momento positivo, conhecendo a 4ª derrota nos últimos 5 compromissos - mesmo assim, é o atual 3º colocado, com 33 pontos, 3 a menos que o líder Figueirense.

O jogo

Sob um forte sol e temperatura alta (cerca de 36ºC), a partida começou literalmente quente. Mas quem atacava era o time visitante, vindo da tradicionalmente fria cidade de Curitiba: aos 2 minutos, Marcos Aurélio finalizou com força e o goleiro Saulo conseguiu defender em dois tempos. Mais tarde, a maior chance do Alviverde abrir o placar: Enrico recebeu belo passe nas costas da defesa e ficou de frente com o goleiro, mas chutou torto, à esquerda do gol. O Guará, enfim, passou a sair mais para o jogo. Sem a mesma organização que o adversário, a equipe incomodava mais na base da transpiração do que da inspiração. Porém, o goleiro Vanderlei mostrava-se numa boa tarde e correspondia quando exigido. Eis que vem uma chance de bola parada, aos 39 minutos. O defensor Everton foi pra bola e soltou um foguete, no quadrante 10, sem chance para o arqueiro oponente e, como diz o narrador Sílvio Luiz, "balançou o capim no fundo do gol do Coritiba". Após o gol, lá foram os suplentes do Coritiba para o aquecimento (algo que, naquelas condições climáticas, nem era nececessário).

No intervalo, Ney Franco realizou uma troca: saiu o lateral Ângelo para a entrada do volante Marcos Paulo, que passou a atuar pelo flanco direito. Pouco aconteceu de mais produtivo e Ney decidiu mexer também no setor esquerdo do campo, trocando Marcos Aurélio pelo experiente lateral Triguinho. Do outro lado, Roberto Fonseca respondeu colocando Léo Silva no lugar de Régis. O jogo, se era quente na perspectiva térmica, era um deserto de criatividade. E, quando as escassas oportunidades apareciam, acabavam acontecendo desperdícios bizarros, como o de Lúcio Flávio, que conseguiu mandar para fora uma bola recebida com o gol escancarado.

Como última cartada para mudar o destino que se apresentava, Ney Franco colocou o atacante Leonardo no lugar do lateral esquerdo Lucas Mendes. Mas, quando teve a chance em lance pelo alto, o avante cabeceou fraco e parou em defesa de Saulo. Djalma Beltrami, o soprador de apito escalado para a partida, ainda deu uma forcinha ao indicar 6 minutos de acréscimos, para desespero do treinador Roberto Fonseca. Aos 49', veio um escanteio pelo lado direito. Jeci, capitão da equipe alviverde, subiu mais que os adversários e cabeceou bem. Mas, melhor que o movimento do zagueiro, foi a defesa segura do goleiro Saulo, que saltou e defendeu sem dar rebote.

A próxima parada do Guaratinguetá será no Engenhão, diante do Duque de Caxias, às 18:30h de terça-feira. No mesmo dia mas um pouco mais tarde, às 21h, o Coritiba "recebe" o Náutico, na Arena Joinville, em Santa Catarina, naquele que será seu último jogo como mandante que não poderá ser disputado no próprio estádio - o Couto Pereira.

Outros resultados

São Caetano 1a2 Vila Nova; Náutico 1a0 Santo André; América Mineiro 1a3 Ponte Preta; Bahia 1a1 Bragantino; Portuguesa 1a2 Sport; Paraná 1a1 Figueirense; Brasiliense 1a0 América de Natal; ASA 0a2 Duque de Caxias e Icasa 2a0 Ipatinga.