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sábado, 12 de agosto de 2017

Figueirense E Goiás: Mais Pra Lá Do Que Pra Cá

Figueirense e Goiás são dois clubes que nos acostumamos a ver na Série A. E esse costume causa estranheza quando olhamos para eles disputando um jogo na Segunda Divisão. Pior que isso: ambas as equipes começam o segundo turno com grandes ameaças de rebaixamento.

A partida entre eles, hoje, em Florianópolis, foi mais brigada do que jogada. Dois conjuntos determinados a ganhar as disputas territoriais, mas com escassas tramas de jogadas ofensivas. O lateral-esquerdo Carlinhos era figura bastante acionada pelo flanco esquerdo esmeraldino, dando bastante canseira na última linha de defesa do Figueira. Mas a falta de precisão nas finalizações mantinha o zero a zero. Pelo menos até os doze no segundo tempo, quando Carlos Eduardo recebeu ótimo passe de Victor Bolt e não desperdiçou, abrindo a contagem para os visitantes.

Em desvantagem por um gol, a equipe da casa lançou-se com menos cerimônias ao ataque. Chegava, cercava, incomodava. Mas faltava algo mais para transformar as investidas em empate. Deixou de faltar quando o goleiro Marcelo Rangel, imprudente, cometeu pênalti. José Eduardo Bischofe de Almeida, vulgo Zé Love, converteu cobrando no canto direito.

Daí em diante, o Figueirense assumiu o controle das ações como jamais antes. E teve toda a pinta de que viraria o jogo. Só que esbarrou em pelo menos duas defesas difíceis de Marcelo Rangel, o que deve tê-lo redimido do lance em que cometera a penalidade. Isso tudo acabou decretando o 1a1, único empate nessa rodada. Agora a Série B segue com dois clubes de investimento bastante acima da média da competição tentando sair da parte de baixo da tabela de classificação: o Figueirense é 18º (posição de descenso) e o Goiás encontra-se em 15º, duas posições e um ponto acima da zona indesejável. Certeza de que muito trabalho deverá ser feito tanto por Argel Fucks, no Goiás, quanto por Mílton Cruz, que fez sua estréia no Figueirense exatamente nessa partida. Isso se as respectivas diretorias permitirem, é claro...

domingo, 11 de agosto de 2013

Campeonato Brasileiro: Balanço Na 13ª Rodada

As partidas disputadas entre sábado e domingo (dez e onze de agosto) confirmaram aquilo que tanto se fala sobre o Campeonato Brasileiro ser uma das ligas nacionais mais equilibradas no mundo - isso se não for de fato a mais competitiva de todas elas. Nenhuma equipe que integrava o badalado G4 na noite de sexta-feira conseguiu vencer: Cruzeiro e Botafogo empataram, Coritiba e Vitória perderam.

O blogueiro acompanhou os jogos de Botafogo e Cortiba (o Alvinegro empatou com o Goiás no sábado e o Alviverde perdeu para o Vasco no domingo) e concluiu que ambas as equipes dependem do talento de seus principais craques para obterem sucesso: Seedorf e Alex não renderam nem perto daquilo que estamos habituados a ver (muito provavelmente por ambos estarem exaustos fisicamente). E por falar em "fisicamente", é curioso observar que o jogador que mais se destaca no elenco esmeraldino é Walter - tanto pela silhueta quanto pelo talento. Por muito pouco não marcou o gol da virada, acertando a trave direita do goleiro Jéfferson nos últimos minutos de partida no estádio Mané Garrincha. O Coxa, que só contou com Alex no primeiro tempo, perdeu a invencibilidade que detinha no estádio Couto Pereira ao ser derrotado pelo Vasco - gol de Pedro Ken, velho conhecido dos torcedores coritibanos.

Vamos comentar brevemente cada resultado nessa rodada.

Botafogo (2º) 1a1 (12º) Goiás. O Botafogo saiu na frente com gol de Rafael Marques mas se abalou quando sofreu o gol de empata (André Bahia marcou contra). Passou os últimos minutos basicamente jogando a bola para a área, contando com Henrique, Alex e Dória (!) como atacantes.

Náutico (20º) 0a0 (16º) Atlético Mineiro. Se o atual campeão na Libertadores achou que fosse começar a engrenar no Brasileiro na partida em que enfrentava o lanterna na competição, enganou-se. A equipe não conseguiu sair do zero e, carente de um companheiro de criação para Ronaldinho, anunciou a contratação do ex-colorado Dátolo.

Fluminense (14º) 2a3 (11º) Flamengo. O Tricolor até saiu na frente, mas levou a virada do Rubronegro e amargou a primeira derrota desde a chegada de Vanderlei Luxemburgo no lugar de Abel Braga. Destaques para Hernane e Rafael Sóbis, cada um com dois gols no jogo.

Corinthians (4º) 2a0 (8º) Vitória. Com um gol no início de cada tempo (Ralf no primeiro e Alexandre Pato no segundo), o Timão venceu o jogo e encostou nos líderes, afinal, foi uma rodada marcada pelos tropeços das equipes situadas na parte de cima da tabela. O Vitória sai do G4.

Cruzeiro (1º) 0a0 (15º) Santos. Serviu para conservar a liderança, mas certamente os cruzeirenses esperavam um resultado melhor nessa partida dentro de casa. Os santistas terminam a rodada fora da zona de rebaixamento, mas cientes de que estão numa situação onde qualquer vacilo poderá levá-los para lá.

Coritiba (3º) 0a1 (10º) Vasco. Dorival Júnior, treinador revelado no Coxa, conseguiu montar o Vasco de forma a praticamente neutralizar as investidas do adversário. Marquinhos Santos procurou alternativas, mas não conseguiu envolver o time visitante, que mereceu a surpreendente vitória no Couto Pereira.

Bahia (9º) 0a3 (7º) Grêmio. Com três gols marcados no segundo tempo (dois deles após passar a jogar em vantagem numérica), o Tricolor Gaúcho venceu o Tricolor de Aço em plena Arena Fonte Nova, subindo consideravelmente na tabela de classificação e ultrapassando o próprio Bahia.

Internacional (6º) 2a2 (5º) Atlético Paranaense. O Colorado conseguiu buscar o empate duas vezes em jogo onde o Furacão marcou um gol-relâmpago: com cerca de meio minuto, João Paulo já havia aberto o placar em Novo Hamburgo. Ambos desperdiçam chance de entrar no badalado G4.

Ponte Preta (13º) 3a1 (18º) Criciúma. A Macaca fez valer o mando de campo e conseguiu importante resultado em confronto direto entre clubes ameaçados pelo rebaixamento. Pior para o Tigre, antepenúltimo colocado.

Portuguesa (17º) 2a1 (19º) São Paulo. Com dois gols de Diogo e com direito ao goleiro Lauro pegar pênalti do também goleiro Rogério Ceni, a Lusa alcançou sua segunda vitória no Campeonato Brasileiro 2013, afundando o Tricolor na vice-lanterna na competição.

Os cerebrais camisas dez Seedorf (acima) e Alex (abaixo) não renderam o esperado e seus times decepcionaram diante de Goiás e Vasco, respectivamente.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

1984 + 2013 = Santos Bicampeão Na Copa São Paulo

Um grande público presente no Pacaembu testemunhou, no dia do 459º aniversário da cidade de São Paulo, o segundo título do Santos na Copa São Paulo de Juniores. Com jogadores talentosos no elenco - e isso porque atletas como Victor Andrade, Felipe Ânderson e Gabigol já integram o elenco profissional e por isso não participaram no torneio -, a equipe do Santos foi quase sempre superior ao Goiás na partida derradeira.

Não que tenha sido um time envolvente, longe disso. Mas foi perspicaz o suficiente para construir a vitória por 3a1. Já no primeiro tempo, os santistas conseguiram dois gols, indo para o vestiário com uma vantagem relativamente confortável. Acontece que não demorou muito para o Esmeraldino demonstrar uma nova atitude após o intervalo. Se na etapa inicial a zaga goiana "bateu cabeça" e facilitou as coisas para o ágil ataque santista, no segundo tempo o time do Goiás se lançou ao ataque, diminuiu a desvantagem e teve grande chance para empatar a partida, mas desperdiçou a cobrança de pênalti a que teve direito. Mais tarde, o Santos conseguiu marcar o terceiro, reestabelecendo a vantagem de dois gols, que não mais se alterou até o apito final.

De destaque, colocaria ambos os goleiros (Gabriel Gasparotto e Paulo Henrique atuaram bem e evitaram novos gols na partida), os meio-campistas Pedro Castro (do Santos) e Túlio (do Goiás) também mostraram qualidade, jogando com grande aplicação tática e de cabeça erguida, pensando a partida. O meia Liniker oscilou, mas mostrou habilidade, tendo a infelicidade de chutar para fora o pênalti que poderia dar o empate ao Goiás no início do segundo tempo. Arthur, autor do gol goiano aos dois minutos do segundo tempo (entrou no intervalo), mostrou oportunismo e boa movimentação. Mas os dois elementos de ataque que mais "bagunçaram" as coisas foram Neílton e Giva. A jogada do último gol da Copinha deu-se em bela tabela entre os dois, concluída pelo segundo. E se este blógui tem ultimamente criticado as arbitragens, cabe agora um elogio: Leonardo Ferreira de Lima esteve bem e pareceu coerente tanto nas infrações assinaladas quanto na distribuição de cartões.

Espero que não demore para muitos desses meninos brilharem em jogos pela Série A nacional. Parabéns ao Santos e também ao Goiás, pois não é tarefa simples chegar a uma final numa competição que praticamente já nasce em caráter eliminatório e é disputada muitas das vezes em condições adversas (temperatura, tempo de descanso, qualidade do gramado etc).

domingo, 2 de setembro de 2012

Eficiente, Goiás Vence Paraná E É 3º Na Série B


O Goiás conseguiu, sábado, um resultado importante na busca pelo retorno à Série A em 2013. Jogando fora de casa, o Esmeraldino venceu o Paraná pelo placar de 3a1, em partida onde a eficiência do time comandado por Ênderson Moreira contrastou com o desperdício da equipe local, que criou muito mais chances, frequentou muito mais o campo de ataque, trabalhou muito mais a posse de bola, mas acabou saindo derrotada.

Em 3º lugar na tabela de classificação, o Goiás na próxima rodada enfrentará o Ceará, em Goiânia, com boas possibilidades de se manter entre os quatro primeiros (está com um ponto a mais que o Joinville e dois acima do São Caetano). Já o Paraná, em 12º, está onze pontos abaixo da zona de acesso e oito acima da de descenso - enfrentará na próxima rodada o América Mineiro, no estádio Independência.

Apesar de toda essa diferença na situação de cada clube na competição, o que se viu foi um jogo a equipe do Paraná foi superior a maior parte do tempo. Envolvente pelos flancos do campo (Marquinhos pela direita e Geraldo pela esquerda) e perigosa no lances de bola parada (Lúcio Flávio era o encarregado nessas ocasiões), a equipe da casa a todo momento flertava com o gol. Mas acabou esbarrando numa forte defesa oponente, fortalecida na boa atuação do experiente goleiro Harley. De quebra, o Goiás ainda contou com uma eficiência descomunal no ataque, abrindo 2a0 quando era territorialmente esmagado pelo adversário.

O Paraná até conseguiu diminuir o prejuízo ainda no primeiro tempo e começou a segunda etapa no ataque, mas perdeu capacidade criativa após a saída de Marquinhos e ainda viu o Goiás crescer em campo. O final de jogo foi lá e cá, e a eficiência goiana falou mais alto, com o terceiro gol sacramentando a vitória visitante, nos acréscimos.

Para mais detalhes sobre o jogo, confira como foi a transmissão da partida em tempo real, via Twitter.

sábado, 12 de novembro de 2011

Com Dois Gols Em Cada Tempo, Bragantino Goleia Goiás Em São Paulo

Em confronto direto mirando o acesso à Série A, Bragantino e Goiás duelaram no estádio Nabi Abi Chedid (que até 2009 chamava-se Marcelo Stéfani). E quem levou a melhor foi o time dono da casa: com uma goleada por 4a0, a equipe de Bragança Paulista deu importante passo para retornar à Série A nacional, competição que não disputa desde 1998. Faltando duas rodadas para o encerramento da competição, o Bragantino aparece na 4ª colocação, com 58 pontos. O Goiás, com 51, perdeu qualquer possibilidade de acesso, amargando pelo menos mais um ano na Série B brasileira.


O jogo

Um gol de Romário (não confundir com o ex-atacante, hoje deputado federal) logo a um minuto abriu o caminho para uma vitória elástica do Bragantino diante do Goiás. O segundo gol da equipe saiu aos vinte minutos, em finalização certeira de Luís Mário. E, se o Goiás pecava nas finalizações (Rafael Tolói tentou marcar de letra mas acabou tirando do gol e também do companheiro), também vacilava na defesa, mostrando sérias dificuldades em interceptar as bolas que passavam pela sua área. Para dificultar ainda mais a situação esmeraldina, a equipe ficou com um jogador a menos no final do primeiro tempo, pois Amaral recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso de campo pelo árbitro Marcos Mateus Pereira.

Tirando proveito da vantagem numérica e sem abdicar de atacar, o Bragantino fez por merecer os outros dois gols conquistados na partida. Aos vinte minutos, Deyvid Sacconi (que entrara três minutos antes no lugar de Luís Mário), entrou na área oponente, escapou da marcação e teve tempo e espaço de sobra para concluir tranqüilamente para o gol, marcando o terceiro. O quarto veio cinco minutos depois, através de Lincom, numa bola que ainda tocou no goleiro Harlei antes de ir para a rede.

O Goiás teve pelo menos duas chances claras de descontar, mas desperdiçou ambas - nem parecia se tratar de um time embalado por cinco vitórias consecutivas na competição. O Bragantino, que não perde há dez encontros, depende apenas de seus esforços para dar aos torcedores a alegria de figurar na primeira divisão do futebol brasileiro. Vitória (57 pontos), Sport (55), Boa (53) e Americana (53) também concorrem pela vaga, e tentarão tirar proveito caso o Braga vacile em sua empreitada. É o concorrido campeonato de pontos corridos!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Independente Do Resultado, Parabéns Ao Goiás

90 minutos em Goiânia, onde o Goiás foi mais time por quase a totalidade do tempo. 120 minutos em Avellaneda, onde o Independiente somente conseguiu ser superior nos primeiros 45 minutos. No total, 3 gols para cada lado levaram a decisão para as penalidades máximas. E, com o futebol longe de ser uma ciência exata, os donos da casa - que, esgotados fisicamente e sofrendo forte pressão dos jogadores brasileiros, queriam que o jogo acabasse o quanto antes - acabaram conseguindo o título.

Nessa partida no estádio Libertadores da América, o Esmeraldino foi melhor na parte técnica, na parte tática e até na parte emocional. Muitos defendem a tese de que "pênalti é loteria". Outros sentenciam que aqueles três aspectos supracitados definem o destino da cobrança. Seja lá como for, o fato é que em mais de 210 minutos de duelo, um chute de Felipe na trave foi o que diferenciou o campeão do vice. Longe de querer ser o trombeteiro do apocalipse, apenas acho interessante lembrar aqui o que disse no jogo de ida, quando o Goiás não soube tirar proveito de uma vantagem numérica após a expulsão de Silvera e acabou não ampliando a vantagem de dois gols no estádio Serra Dourada:
Apesar do resultado que animou os torcedores alviverdes, talvez o futebol venha a cobrar um preço na quarta-feira, em Avellaneda. É para isso que torcerão gremistas e/ou botafoguenses, interessados diretos no desfecho da Copa Sul-Americana. Além do Independiente, é claro.
Foi o que aconteceu. Para alegria de gremistas (que disputarão a próxima Libertadores), de flamenguistas (que disputarão a próxima Sul-Americana) e, mais ainda, dos "Rojos", o Independiente é campeão da Copa Sul-Americana 2010.

O jogo

Impulsionado, empurrado, carregado, conduzido e estimulado por uma fantástica torcida que abarrotava as arquibancadas do estádio Libertadores da América, o Independiente passou por cima das próprias limitações técnicas e partiu para o ataque. Quando detinha 63% do tempo de posse de bola, conseguiu abrir o placar aos 18 minutos: em jogada ensaiada em lance de bola parada, Carlos Javier Matheu chutou, Harlei espalmou e Julián Velázquez marcou no rebote.

A resposta esmeraldina foi ligeira: aos 21 minutos, Wellington Saci cruzou da esquerda e Rafael Moura cabeceou no contrapé de Hilario Bernardo Navarro, fazendo lembrar grandes jogadores que dominavam o fundamento, como Dadá Maravilha. 1a1 no placar, para delírio dos torcedores que atravessaram a fronteira e demonstraram um "amor sem divisão e sem distância".

Na marca de 24 minutos, o árbitro colombiano Oscar Ruíz, de longa experiência internacional, acabou afinando diante do estádio lotado: Carlos Matheu agrediu Rafael Moura com uma cotovelada no nariz e Oscar Ruíz mostrou apenas o cartão amarelo.

Dois minutos depois, o desempate do Independiente: Patricio Rodríguez recebeu bola enfiada, Ernando tentou fazer o corte e, num golpe de sorte ou intervenção sobrenatural, a bola bateu em Facundo Parra e foi dormir no fundo do gol de Harlei.

Tal como quando sofreu 1a0, o Goiás conseguiu nova resposta após 3 minutos, mas dessa vez sem o mesmo êxito: a finalização dada por Otacílio Neto foi por cima do gol.

Com 34 minutos, novo gol do Independiente, novo gol de Facundo Parra, novo lance com ares de "forças ocultas": levantamento da esquerda, Parra sobe para dividir com Marcão, a bola praticamente não sai do lugar e o camisa 17, caído no gramado, estica a perna acertando um chute raro, principalmente se tratando de um jogador que encontra-se praticamente deitado, mandando a bola no canto esquerdo.

No minuto seguinte, uma grande defesa de Harlei evitou que o chute de Hernán Daniel Fredes fosse para a rede, o que colocaria o Independiente em vantagem pela primeira vez no duelo de ida-e-volta. Aos 43 minutos, Oscar Ruíz teve nova chance de coibir a violência com um cartão vermelho, mas novamente preferiu ser complacente com o time local: Velázquez foi com o pé acima da linha da bola, atingiu Douglas no tornozelo e recebeu um simples cartão amarelo.

O ritmo intenso da equipe da casa parecia não ter fim: aos 46 minutos, os argentinos encaixaram um contra-ataque em velocidade, Nicolás Alejandro Cabrera recebeu na direita e chutou cruzado, perto da trave direita.

Com tamanha pressão imposta pelo adversário e ainda sofrendo com entradas desleais, o apito de intervalo saiu mais tarde dos que os esmeraldinos gostariam.

No segundo tempo, o Independiente manteve-se disposto a dar continuidade ao abafa visto em quase toda a etapa inicial. A diferença é que, agora, o Goiás se mostrava mais solto e arisco, também se mandando ao campo de ataque. A partida ficou lá e cá, com ambos os times criando oportunidades claras. Numa delas, aos 12 minutos, Otacílio Neto apareceria para marcar o 2º dos goianos, mas o impedimento foi corretamente assinalado: o atacante estava cerca de meio metro adiantado.

Com 17 minutos, Cabrera avançou pela direita e tentou fazer um cruzamento, mas a bola foi fechada, surpreendeu Harlei e quase foi parar dentro do gol. Seria abusar da metafísica, e olha que foi por muito pouco. No minuto seguinte, uma das mais belas jogadas da partida: Rafael Moura recebeu pelo lado esquerdo, driblou Velázquez e Mathieu do jeito que quis e chutou: Hilario Navarro defendeu com a perna, evitando o que seria um golaço do artilheiro da Copa Sul-Americana 2010.

A partir desse momento, o que se via em Avellaneda era um amplo domínio dos visitantes, que acuava os argentinos no campo de defesa e silenciava a até então barulhenta torcida vermelha. Com 27 minutos, Otacílio Neto estufaria a rede adversária mais uma vez, mas, tal como na anterior, o impedimento foi corretamente assinalado. O Goiás ainda teve duas chances de evitar a prorrogação, ambas com Rafael Moura: aos 39 minutos, ele recebeu, fintou a marcação, chutou e Navarro espalmou (Felipe não aproveitou o rebote, cruzando mal a bola); e aos 44 minutos, Marcelo Costa levantou a bola com a cabeça e Rafael Moura foi até ela, mas se atrapalhou com o quique da bola e finalizou na rede externa.

Veio, então, a prorrogação. E o jogo que era dominado pelo Goiás passou a ser uma verdadeira hegemonia do clube brasileiro. O goleiro Navarro, irritado com um sistema defensivo que era totalmente envolvido pelas jogadas adversárias, foi se tornando o principal responsável pelo Independiente seguir na disputa pelo título, com duas intervenções importantes no primeiro tempo. No segundo tempo, a maior chance de gol aconteceu logo com 1 minuto: Rafael Moura escapou de Velázquez, cruzou encobrindo Navarro e Rafael Tolói cabeceou na trave direita. 3 minutos depois, o Goiás teve pela terceira vez uma jogada de gol invalidada: após desvio de Rafael Moura, Marcão estava em condição de impedimento. Daí pro final, os dois acontecimentos que mais chamaram a atenção não foram por jogadas de ataque. Aos 8 minutos, Rafael Moura e Navarro se estranharam e ambos receberam cartão amarelo. Aos 9 minutos, Velázquez caiu no gramado se contorcendo de dor, indo ao máximo de sua resistência física pois tinha ciência de que Antonio Mohamed já fizera as três substituições permitidas. E lá viriam as penalidades máximas.

Harlei acertou o canto três vezes (em duas se antecipando e em uma aguardando o chute). Navarro foi no canto certo em uma oportunidade. Mas não, nenhum dos goleiros conseguiu realizar defesas. Em mais de 210 minutos de duelo, um chute de Felipe na trave foi o que diferenciou o campeão do vice. Coube ao experiente zagueiro Eduardo Nicolás Tuzzio, de 36 anos, realizar a cobrança derradeira e, com um chute no quadrante 10, fazer explodir de emoção uma apreensiva torcida, que vibrava e chorava com a dramática conquista continental, no primeiro triunfo internacional do clube desde 1995.
Eduardo Tuzzio no momento da última cobrança de pênalti, garantindo o título ao Independiente. Abaixo, torcedores festejam no estádio Libertadores da América.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Goiás Faz O Dever De Casa E Carrega Vantagem Para Avellaneda

Nos maiores registros de público e renda no estádio Serra Dourada em 2010 (número de 35.500 pagantes e arrecadação de 912.940 reais), o Goiás fez a alegria da massa esmeraldina que compareceu às arquibancadas e venceu o Independiente por 2a0, dando largo passo em direção a um inédito título continental. Na partida de volta, no estádio de sugestivo nome Libertadores da América, o Verdão só não faturará a Copa Sul-Americana caso os donos da casa consigam uma vitória por pelo menos 3 gols de diferença (2a0 levaria a partida para as penalidades máximas).

O jogo

Antes de a bola rolar, incidentes flagrados pela transmissão televisiva passavam aquela típica imagem que abonimanos de qualquer prática esportiva: o confronto físico entre torcedores e policiais. Tudo começou, segundo informações, com um erro de organização no acesso às arquibancadas, onde adeptos de ambos os clubes puderam circular pelo mesmo setor, separado somente por um cinturão de homens da força de segurança. Mas ao que tudo indica, passados alguns minutos de tensão, a situação foi normalizada e o foco pôde ser transferido para os acontecimentos internos às quatro linhas.

As equipes foram a campo apostando no sucesso alcançado nas semifinais: Arthur Neto levou o mesmo time que venceu o Palmeiras no Pacaembu e Antonio "Turco" Mohamed só não levou todos os que superaram a LDU em Avellaneda pois precisou trocar o volante Gómez (vetado por lesão muscular) por Fernando Godoy.

E o Goiás logo impôs um ritmo de quem queria fazer-se valer do fator campo. Apresentando marcação frágil e abusando da violência, o Independiente recebeu dois cartões amarelos já nos 12 primeiros minutos (Velázquez e Galeano foram corretamente advertidos pelo árbitro Carlos Torres após entradas duras). Aos 13 minutos, não teve pontapé nem nada que impedisse Rafael Moura de abrir o placar em Goiânia: o atacante recebeu sobra de disputa de bola em boas condições e chutou para o fundo do gol de Navarro. Foi o 7º gol do "He-Man", maior goleador na atual edição da competição e que foi comemorar com a galera.

Os argentinos foram na busca pelo empate e quase conseguiram se dar bem aos 16 minutos, em lance que Harlei afastou parcialmente e a zaga quase se atrapalhou na tentativa de tirar a bola da zona de perigo. Mas era o Goiás que marcaria novamente: aos 21 minutos, Douglas deu chute lascado e Otacílio Neto estava no lugar certo para conferir e marcar 2a0.

Daí para o final do primeiro tempo, o Independiente seguia atordoado e teve sorte de não ir para os vestiários com uma desvantagem ainda maior. Percebendo que o fato de se manter no campo de defesa não era a melhor estratégia, Antonio Mohamed mexeu no time no intervalo: saiu Godoy e entrou mais um atacante, o habilidoso Patricio Rodríguez, que logo de cara mostrou que daria bastante trabalho ao sistema defensivo de Arthur Neto. Daria. No momento em que o Independiente crescia na partida, Silvera agrediu Rafael Tolói, o quarto árbitro Antonio Arias acusou e Torres tratou de expulsar o centroavante argentino de campo. O quarteto de arbitragem paraguaio trabalhou muito bem, diga-se.

A expulsão serviu mais para dar uma ducha de água fria na equipe visitante do que propriamente para incentivar o Goiás a reimprimir um ritmo acelerado. Aliás, o time da casa parecia não tirar proveito da vantagem numérica e produziu muito pouco até o apito final. Apesar do resultado que animou os torcedores alviverdes, talvez o futebol venha a cobrar um preço na quarta-feira, em Avellaneda. É para isso que torcerão gremistas e/ou botafoguenses, interessados diretos no desfecho da Copa Sul-Americana. Além do Independiente, é claro.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Heróico, Goiás Vira O Jogo E Desbanca "Favorito"

A imprensa esportiva brasileira - com o perdão da generalização - parecia já saber que o Palmeiras chegaria na final da Copa Sul-Americana 2010 (alguns, como o pseudo-craque Neto, já até antecipavam o título continental). Mas esqueceram de avisar tais "previsões" ao mundo dos fatos. E, no mundo dos fatos, o Goiás foi superior ao adversário, não tomou conhecimento de um Pacaembu com grande público e conquistou, merecidamente, a vitória que o classificou para a final. Como disse o goleiro Harlei ainda no gramado, "o Goiás hoje é o Brasil".

O jogo

36.410 era o número de espectadores no estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, vulgo Pacaembu. A esmagadora maioria de palmeirenses não faria idéia da grande decepção que essa noite de quarta-feira lhes proporcionaria. Principalmente levando-se em consideração o início de jogo por parte do Palmeiras, com direito a bola de Tinga na trave direita de Harlei aos 12 minutos e nova oportunidade em chute de Lincoln da meia-lua, defendido por Harlei no canto direito, aos 18 minutos.

Aos 21 minutos, o Goiás respondeu de imediato a uma nova chance palmeirense (que havia chegado através de arrancada de Luan, mas o chute fraco foi defendido por Harlei): Rafael Moura decidiu chutar de fora da área e mandou a bola no travessão de Deola. Com 27 minutos, foi a vez de Otacílio Neto pegar sobra de bola na área e chutar rasteiro para defesa de Deola no canto direito.

No momento em que a equipe visitante equilibrava as ações, surgiu o gol palmeirense: Edinho lançou Luan na esquerda, o atacante de 22 anos amorteceu no peito e chutou cruzado para estufar a rede goiana no quadrante 15, aos 33 minutos. Festa no Pacaembu.

Contando com atuação sensacional de Rafael Moura, o Goiás buscava reagir. Aos 37 minutos, Rafael Moura fintou Maurício Ramos sem sequer tocar na bola, atraiu a marcação adversária e passou para Otacílio Neto, que mandou um chute por cima da meta. 6 minutos depois, Kléber teve chance de ampliar para o Verdão, mas o chute foi à direita do gol.

Aos 47 minutos, Marcelo Costa cobrou falta no travessão, Rafael Moura recebeu a sobra de bola escorando de cabeça e, também com um cabeceio, Carlos Alberto emendou e contou com desvio na marcação para superar Deola, empatando a partida instantes antes do intervalo.
Carlos Alberto comemora o gol de empate, no último lance do primeiro tempo.

E foi no intervalo que Arthur Neto teve grande sacação tática: tirou o zagueiro Douglas (que recebera o único cartão amarelo da partida por falta cometida aos 30 minutos) e colocou o atacante Felipe. Aliando essa grata substituição à postura mais ofensiva do Esmeraldino, veríamos na etapa complementar o atacante Rafael Moura recebendo maior aproximação de seus companheiros. E se isolado no ataque o "He-Man" já tinha atuação brilhante, imagine agora.

Aos 4 minutos, Deola já teria de trabalhar com defesa difícil no canto direito. 2 minutos depois, Danilo saiu jogando errado, Felipe recuperou, fez o cruzamento e Marcão cabeceou à direita.

As arquibancadas tinham um clima de apreensão que tomava conta do estádio. Nem parecia que o Palmeiras tinha um resultado que lhe favorecia e um público que o apoiava. A aplicação tática e a valentia dos comandados de Arthur Neto se sobrepunham à falta de jogadas mais elaboradas por parte do time escalado por Luiz Felipe Scolari.

Com 24 minutos, Rafael Moura foi lançado, encarou a marcação, chutou firme e Deola conseguiu encaixar. 5 minutos depois, Kléber estava em liberdade para desempatar o jogo, mas desperdiçou a sobra com um chute torto, à esquerda.

Aos 33 minutos, Scolari fez sua primeira substituição: optou por tirar Lincoln para colocar Dinei. Ou seja, um ganho de velocidade mas uma perda na valorização da posse de bola. Na marca de 36 minutos, veio a virada visitante. Pelo lado esquerdo, Wellington Saci tocou na passagem de Marcão. O bravo defensor de 35 anos cruzou com uma cavadinha caprichada e encontrou Rafael Moura na trave oposta. Esbanjando consciência, Rafael Moura centralizou o lance com um cabeceio que desmontou de vez a marcação palmeirense. E, na pequena área, estava o zagueiro Ernando, que completou de cabeça para estufar a rede do já batido Deola.

Agora oficialmente em desvantagem, o Palmeiras passou pela primeira vez no confronto de 180 minutos a ter a real necessidade de marcar um gol. Enquanto Arthur Neto recompunha o meio-campo trocando Otacílio Neto por Jonílson, Felipão chamava Éwerthon para a vaga de Tinga. E o que o Palmeiras criou nos minutos derradeiros? Resposta: nada. O silêncio só não era sepulcral no Pacaembu pois um reduzido número de torcedores esmeraldinos cantava e pulava no setor que lhe era reservado no estádio. Numa tacada só, o Goiás silenciou um estádio de futebol e uma comunidade de jornalistas.
Do inferno ao céu: após lamentarem rebaixamento para a Série B, torcedores goianos festejam inédita vaga em final continental.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Chutaço De Marcos Assunção Aproxima Palmeiras Da Final

No estádio Serra Dourada, mais de 14.000 alvi-verdes pagaram para ver Goiás e Palmeiras, pelo jogo de ida na fase semifinal da Copa Sul-Americana 2010. O triunfo visitante deu-se contando, fundamentalmente, com dois acontecimentos. O primeiro foi o chute preciso de Marcos Assunção, aos 2 minutos da etapa complementar, marcando 1a0. O segundo foi a marcação de impedimento no que seria o gol de empate da equipe da casa, nos acréscimos da partida, em lance difícil e que foi assinalado corretamente pelo auxiliar Márcio Santiago.

O jogo

Se geralmente é o time da casa que costuma tomar a iniciativa em partidas eliminatórias, no Serra Dourada foi o Palmeiras que conseguiu ditar o ritmo da partida. Cadenciando a posse de bola e buscando os chutes de Marcos Assunção, os comandados de Luiz Felipe Scolari deram alguns sustos no goleiro Harlei, que teve dificuldade para intervir em pelo menos duas oportunidades.

Se o Verdão tentava nos remates de longa distância, o Esmeraldino buscava o gol nas jogadas aéreas, mas sem conseguir levar vantagem sobre o goleiro Deola e os defensores Maurício Ramos e Danilo. Com a bola no chão, o Goiás conseguiu sua melhor chance na etapa inicial: aos 30 minutos, Felipe ficou cara-a-cara com Deola mas chutou para fora.

Na volta do intervalo, o que o Palmeiras tanto tentou nos 45 minutos iniciais acabou surtindo efeito logo aos 2 minutos, quando Marcos Assunção acertou um petardo indefensável, que estufou o quadrante 4 de Harlei e inaugurou o marcador em Goiânia.

Ambos os times não apresentavam jogadas mais trabalhadas, restando saber se isso se dava por limitações técnicas, táticas, ou se a idéia era tentar tirar proveito das condições do gramado, que encontrava-se molhado.

A busca pelo empate esbarrava nessa falta de organização, mas nos instantes finais surgiram, na base do abafa, duas chances incríveis. Aos 44 minutos, Deola defendeu uma finalização de bicicleta de Otacílio Neto após bate-rebate originado em lance de bola parada. Aos 47 minutos, nova falta para o Goiás no campo ofensivo, nova promessa de bola na área palmeirense e nova irritação de Felipão, que parecia ter ciência de que uma falta cometida naquela região intermediária levaria perigo. E lá foi a bola. Após um desvio no meio do caminho, Rafael Moura e Otacílio Neto ficaram em posição de impedimento e foram em direção a uma bola que iria parar dentro do gol de Deola. Acertadamente, foi levantada a bandeira indicando a irregularidade. Difícil é convencer os torcedores goianos disso: passou a chover novamente no Serra Dourada. Mas não eram águas vindas das nuvens, e sim objetos arremessados das arquibancadas. Um deles, um radinho de pilha, atingiu a cabeça de Scolari enquanto dava entrevista ao repórter Fernando Fernandes. Sem negar o seu estilo, Felipão retribuiu a gentileza com um gesto pouco amigável. Mas o comandante palmeirense pareceu tranqüilo, dando a entender que o que o irrita mesmo são os resultados negativos, o que não foi o caso ali.

Na partida de volta, em São Paulo, o Goiás joga com a obrigação de vencer para poder avançar à final. Os palmeirenses carregam a vantagem conquistada em Goiânia, podendo até empatar diante de seus torcedores. Em caso de vitória goiana por 1a0, a vaga na decisão será definida nas penalidades.

A outra semifinal da competição tem sua primeira partida na noite de hoje e será jogada entre a Liga Deportiva Universitária (a LDU, do Equador) e o Independiente, da Argentina. Se o campeão sair desse jogo, o Campeonato Brasileiro levará o 4º colocado à próxima Copa Libertadores da América. Do contrário, será feita a alegria de Palmeiras ou Goiás. Vamos aguardar os próximos capítulos.

domingo, 14 de novembro de 2010

Flu Empata Com Goiás Graças A Gol De Pênalti

Mesmo jogando no Rio de Janeiro e contando com o apoio de cerca de 36.000 torcedores tricolores presentes no Engenhão, o Fluminense não foi capaz de vencer o Goiás e reassumir a liderança na Série A. E poderia ter sido pior: não fosse uma penalidade máxima marcada por Carlos Eugênio Simon aos 37 minutos do segundo tempo, muito provavelmente o Goiás teria conseguido carregar a vitória até o apito final.

O jogo

Num primeiro tempo de bastante correria e disposição, ouvia-se mais o apito do árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon marcando infrações para ambos os lados do que propriamente eram criadas chances de gol. Numa jogada de lucidez, o placar foi inaugurado: aos 19 minutos, Jones cruzou a partir do lado esquerdo e Rafael Moura cabeceou para superar Ricardo Berna e marcar 1a0 para os visitantes.

O Fluminense passou a dominar as ações e concentrar a posse de bola consigo. Mas nem as presenças de Deco e Fred - que retornavam de contusões - foram capazes de auxiliar Darío Conca na armação de jogadas e o Fluminense simplesmente não apresentava poder de penetração no sistema defensivo do Esmeraldino.

Para a segunda etapa, Muricy Ramalho decidiu promover duas mexidas: saíram Deco e Tartá para as entradas de Diguinho e Washington. Com isso, o Tricolor passava a contar com três volantes e dois atacantes de área. A proposta do treinador ficou clara: liberar Mariano e Carlinhos para que a bola fosse jogada dentro da área goiana, buscando os camisas 9 (Fred) e 99 (Washington). Acontece que a insistência nessa mesma jogada não surtia o efeito desejado, sobretudo levando-se em conta a grande participação de Marcão, que parecia ser o dono da área defendida por sua equipe.

Se na etapa inicial o Goiás incomodava com contra-ataques em velocidade, no 2º tempo a equipe pareceu abrir mão desse recurso, candenciando o jogo e tentando ter a bola nos pés. Acontece que o Fluminense, empurrado pela torcida, seguia com o controle do jogo. Entre um levantamento na área e outro, de vez em quando o time da casa tentava alguma coisa pelo chão. E, numa delas, caiu do céu um pênalti: Rodriguinho chegou antes de Ernando numa sobra de bola, aproveitou-se do toque do zagueiro adversário e desabou na área. Na marca de 38 minutos, Conca partiu pra bola, chutou forte e estufou o quadrante 12 de Harlei, que acertou o canto e quase conseguiu bloquear.

A receita do Fluminense de Muricy para tentar a virada era a mesma que fracassava rotineiramente na busca pelo gol de empate. Já Artur Neto decidiu retomar no Goiás a proposta de dar velocidade aos contra-ataques. No melhor deles, Rafael Moura deu passe para Felipe (que entrara na etapa complementar no lugar de Jones), o atacante recebeu em liberdade mas acabou finalizando sobre o travessão a chance de recolocar o Goiás na frente, aos 46 minutos. Ainda houve tempo para uma nova investida tricolor. Como foi? Daquele jeitinho: Carlinhos levantou na área, Fred tentou o cabeceio, mas a bola saiu em tiro-de-meta. Se déssemos a esse tipo de jogada o nome de um filme e trocássemos os atores por Mariano e Washington, estaríamos falando de uma saga com dezenas de capítulos. E o mesmo final...

Outros resultados

Quarta-feira
Ceará 2a2 Botafogo

Ontem
Corinthians 1a0 Cruzeiro
Santos 0a0 Grêmio
Atlético/MG 4a1 Flamengo

Hoje
Guarani 1a1 Vitória
Internacional 2a3 Avaí
Atlético/GO 3a0 Palmeiras

Há duas partidas em andamento e que completam a 35ª rodada: em São Januário jogam Vasco e São Paulo, enquanto na Arena da Baixada atuam Atlético/PR e Grêmio Prudente.

Mais detalhes sobre a partida entre Fluminense e Goiás podem ser vistos através do "Twitter" (@jogadadefeito), onde narramos e comentamos em tempo real os acontecimentos desse empate por 1a1.

sábado, 4 de setembro de 2010

Série A Chegando Na Metade Do Caminho

Entre os dias de hoje e amanhã, a Série A brasileira concluirá a 19ª rodada de um total de 38. Ou seja, estamos nos encaminhando para a metade do caminho a ser percorrido pelos 20 clubes que competem até dezembro (Corinthians, Santos, Internacional e Vasco da Gama estão com um jogo a menos que os demais).

Às 18:30h desse sábado, 3 jogos abrem a rodada.

No estádio Olímpico João Havelange, Botafogo e Grêmio entram em campo com objetivos distintos. O Alvinegro Carioca quer se manter no GL (grupo da zona da Libertadores) e, se possível, aproximar-se da liderança da competição (está a oito pontos do Fluminense). Já o Tricolor Gaúcho pretende não mais retornar à zona de onde acabou de sair, a qual está distante por apenas dois pontos. Ambos os times vêm de vitória - por 1a0 - na última rodada: o Grêmio venceu o Guarani, no Olímpico, e o Botafogo voltou triunfante de Presidente Prudente após o jogo com o xará do adversário de hoje.

Ceará e Vasco da Gama fazem um duelo em preto e branco no estádio Governador Plácido Aderaldo Castelo. As equipes estão bem próximas na tabela de classificação: o Ceará, com um jogo a mais que o Vasco, está dois pontos a frente do adversário de hoje. Porém, o 7º e o 11º colocados da Série A atravessam momentos distintos: enquando o Vozão vem despencando na tabela de classificação (chegou a liderar o torneio antes da pausa pra Copa do Mundo), o Clube da Colina saiu da zona de descenso e mantém-se invicto desde o retorno daquela mesma pausa supracitada. O técnico cruzmaltino é Paulo César Gusmão, único invicto na competição, e que reencontra seu ex-clube. Fica a pergunta: será lembrado com carinho no Castelão (afinal, saiu do clube sem nenhuma derrota nos 7 jogos disputados) ou será hostilizado pelos torcedores cearenses (afinal, largou o clube mas permaneceu no mesmo campeonato)?

Após o festejo pelo centenário de fundação do clube - que custou o adiamento da partida que seria disputada com o Vasco -, o Corinthians retorna aos gramados e enfrenta o Goiás, lanterna da competição, no estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. É uma grande chance de encostar no líder. O Esmeraldino, por sua vez, sabe que nem a vitória o tira da zona de rebaixamento. Atravessando momentos políticos adversos (o presidente Syd de Oliveira chegou a ser afastado do cargo mas obteve liminar para reassumir o posto), o Goiás tem a missão de jogar água no chopp corinthiano. Por falar em chopp, Ronaldo e sua barriga não irão atuar.

Eis os 7 jogos de domingo: Avaí e Atlético Paranaense; Palmeiras e Cruzeiro; Guarani e Fluminense; Flamengo e Santos; Atlético Mineiro e São Paulo; Atlético Goianiense e Vitória; e Internacional e Grêmio Prudente.