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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

O último título do Manchester City na Premiership data de quarenta e quatro anos atrás. Mas tudo leva a crer que esse período sem conquistar o Campeonato Inglês terá um fim no próximo domingo, quando o time receberá o Queens Park Rangers para confirmar o caneco através de uma vitória simples.

Os dois últimos compromissos dos Citizens não foram nada simples. Na segunda-feira, dia trinta de abril, o duelo de Manchester colocou frente a frente líder e vice-líder na tabela de classificação da primeira divisão. Melhor para os comandados de Roberto Mancini, que alcançaram a vitória dentro de casa e assumiram a liderança na competição. No domingo seguinte (dia seis de maio), a equipe teve outra parada duríssima e novamente saiu-se bem: conseguiu vencer o Newcastle em St. James Park (2a0, com os dois gols tendo sido marcados no segundo tempo pelo volante marfinense Yaya Touré).

Muita grana foi investida nesse time desde a aquisição feita alguns anos atrás por seu bilionário atual proprietário. E, se não ocorrer nenhum grande imprevisto, o City tem tudo para celebrar uma conquista que não vem há quase meio século. Há um ditado que afirma que "dinheiro não compra felicidade". Concordo. Mas, nesse caso específico, é inegável que as libras e mais libras investidas estão ajudando a promover a alegria daqueles que vestem azul em Manchester.

Jogada da semana

A jogada da semana vem do Rio de Janeiro. E, para valorizar ainda mais o feito, ocorreu na primeira partida da final estadual, disputada entre Fluminense e Botafogo. Confira como Fred concluiu a jogada que dava, naquele momento, o gol de empate ao seu time. Típico de quem entende da coisa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Com vitórias na quarta-feira e no domingo (ambas por 2a0), o Botafogo se aproximou da condição de líder no Campeonato Brasileiro 2011. Primeiro, a equipe venceu o atual líder Corinthians no estádio Pacaembu, com gols de Sebastián "El Loco" Abreu e Maicosuel. Depois, recebeu o Atlético Paranaense no estádio Engenhão e superou o adversário com gols de Antônio Carlos e... "Loco" Abreu. Se a seqüência de vitórias tiver continuidade na próxima quarta-feira, dia 19, no estádio Vila Belmiro, o Alvinegro será o novo líder na liga nacional. E por falar em Abreu, feliz aniversário ao uruguaio, que hoje completa 35 anos de nascimento.

Jogada da semana

O atacante Frederico Chaves Guedes, mais conhecido simplesmente como Fred, alcançou na última quinta-feira a marca de duzentos gols na carreira futebolística. Acostumado a balançar as redes adversárias (inclusive foi de Fred o gol mais rápido na história catalogada do futebol brasileiro), o camisa 9 do Fluminense marcou um gol belíssimo (o que também não é novidade para alguém do seu talento). Esse gol bicentenário é a jogada da semana. Aliás, nessa semana o Flu de Fred venceu o Coritiba por 3a1 e o Palmeiras por 2a1, com todos os cinco gols tricolores sendo marcados pelo mesmo jogador. A seguir, o primeiro, digo, o ducentésimo deles.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Quem Vira Por Último, Ri Melhor

A Cabofriense até chegou a assustar o Fluminense (vencia a partida por 2a1, de virada, até os 20 minutos do 2º tempo), mas no final das contas o atual campeão brasileiro confirmou o favoritismo, manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Estadual 2011 e, com a vitória por 4a2, segue na segunda colocação no grupo 2 da Taça Guanabara, atrás somente do Botafogo, equipe que tem melhor saldo de gols. A partida foi realizada no mesmo campo onde a Cabofriense havia perdido de 5a0 para o Botafogo, no estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, em Macaé. As maiores diferenças daquele jogo para esse foram a ausência do volante Goeber (personagem que marcou dois gols contra naquela ocasião) e o comando técnico: Waldemar Lemos assumiu a equipe na sexta-feira (Luiz Antônio Zaluar e seu auxiliar Lucas Gonçalves foram demitidos) e logo na estréia acabou expulso após invadir o campo aos 28 minutos do 2º tempo, com a partida então empatada em 2a2.

O jogo

O Fluminense iniciou a partida tomando a iniciativa e se mandando para o ataque. Na primeira chegada mais aguda, Mariano encarou a marcação adversária e sofreu falta pela direita, perto da grande área. Aos 5 minutos, Souza cobrou rasteiro e Fred pegou de primeira, mandando no canto esquerdo e abrindo o placar em Macaé.

Com Fred bastante participativo e os laterais Mariano e Carlinhos apoiando constantemente, o Fluminense dava sinais de que estava ali para ampliar o saldo de gols. Mas foi surpreendido aos 34 minutos: Zotti levantou no capricho a partir do lado esquerdo, Capixaba acompanhou o quique da bola e chutou no canto direito, mandando no contrapé do goleiro Diego Cavalieri e deixando tudo igual no marcador.

Aos 42 minutos, o zagueiro Leandro Euzébio apareceu no ataque canetando o adversário, deixou a bola com Mariano na direita, o lateral cruzou rasteiro da linha final, Fred deixou passar, Rodriguinho chutou acertando o defensor que impediu o gol e, no rebote, Tartá tinha a baliza aberta mas acabou conseguindo chutar por cima do travessão.

A posse de bola na primeira etapa foi de 61% para o Fluminense e desperdícios como aquele de Tartá devem ter motivado o treinador Muricy Ramalho a mudar o time no intervalo. Tartá deu lugar para Marquinho enquanto Rodriguinho foi substituído para entrada do argentino Darío Conca, jogador que realizou uma artroscopia no joelho esquerdo no dia 27 de dezembro de 2010, retornando aos jogos oficiais praticamente um mês depois da intervenção cirúrgica.

Aos 3 minutos, Diego Sales tratou de resolver sozinho um lance de ataque da Cabofriense: o jogador passou por André Luís, deixou Souza para trás e, quando ia fintando a marcação de Diguinho, foi puxado por Souza dentro da área. Felipe Gomes da Silva apontou a penalidade máxima e o próprio Diego Sales pediu a bola. Cobrou no quadrante 14, Diego Cavalieri foi pro lado direito e estava decretada a virada da Cabofriense.

O Fluminense voltou a controlar as ações e, pelas minhas contas, teve entre os 6 e os 18 minutos do segundo tempo um total de quatro chances de gol. Mas a bola somente foi entrar aos 20 minutos, em novo lance de bola parada: Souza cobrou escanteio pela direita, André Luís subiu bem e cabeceou melhor ainda, direcionando a bola para o canto direito, acertando a trave e também a rede, empatando a partida.

Na volta da parada técnica, Waldemar Lemos trocou de atacante: saiu Capixaba para a entrada de Assumpção. Figura que transmite um ar de tranqüilidade, Waldemar Lemos ia conseguindo conduzir a Cabofriense ao empate, algo muito bacana se levarmos em consideração a força do adversário e o fato de a equipe da Região dos Lagos não ter marcado um único gol nas 3 primeiras rodadas da competição (Goeber marcou dois, mas lembremos que foram contra). Aos 28 minutos, toda a dita tranqüilidade do treinador foi subitamente substituída por um momento de fúria quando Leandro Euzébio deu-lhe uma bolada em lance na linha lateral: Waldemar deixou a área a ele destinada, invadiu o campo e foi tirar satisfação com o agressor. Coube ao árbitro expulsar o treinador, que retornou ao gramado irritado e rumou para o vestiário esbravejando para os microfones que estivessem por perto: "jogador de merda" (referindo-se a Euzébio, que saiu impune do lance).

Dois minutos após o incidente, Muricy Ramalho também agiu. Mas não para invadir o campo e sim para promover sua última mexida no time tricolor: saiu Souza para a entrada de Willians. O negócio piorou para a Cabofriense quando Allyson recebeu seu segundo cartão amarelo e foi expulso de campo após puxar Fred. O Flu tirou proveito do momento de fragilidade emocional adversária e também da vantagem numérica para resolver a partida. Aos 36 minutos, Willians, de dentro da área, tocou rasteiro para Fred - o camisa 9, centralizado na meia-lua, chutou de primeira, da entrada da área, e colocou a bola no canto esquerdo, marcando seu 5º gol em quatro jogos e isolando-se como goleador na competição.

Logo após sofrer o gol, a Cabofriense trocou um atacante (Allan) por um zagueiro (Bené). E o negócio deu resultado: em jogada pelo flanco esquerdo, Marquinho recebeu de Carlinhos, cruzou e Willians completou com o gol aberto. 4a2 Fluminense.

Aos 44 minutos, Alexandre Calango entrou no lugar de Zotti, e o máximo que a Cabofriense conseguiu produzir foi um chute de fora da área defendido tranqüilamente por Diego Cavalieri.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Fluminense Começa 2011 Como Terminou 2010: 1a0

Dando seqüência à rodada dupla de quinta-feira no Engenhão (mais cedo jogaram Botafogo e Duque de Caxias), o Fluminense passou por momentos adversos (tomando pressão do adversário e ficando por cerca de 20 minutos com um jogador a menos) mas acabou contando com um gol de Fred e com a própria trave para garantir a vitória por 1a0 sobre o Bangu. Foi o mesmo placar do triunfo tricolor na última vez em que atuou no estádio, em partida que será recordada por gerações de torcedores da equipe.

O jogo

O Fluminense começou a partida com maior volume de jogo, criando algumas chances. Mas foi o ataque banguense que conseguiu os principais lances da primeira etapa: com um time ágil nos contra-ataques e demonstrando talento nas tentativas de jogadas individuais, o Alvirrubro da Zona Oeste passou a pressionar o Tricolor das Laranjeiras (por pelo menos duas vezes tendo ficado perto de abrir o placar, sem contar o lance em que me pareceu haver pênalti a favor dos banguenses, negado pelo árbitro Péricles Bassols). Um chute de Ricardinho aos 37 minutos, por exemplo, passou muito perto da trave esquerda. Pouco depois, Ricardo Berna precisou agir rápido para interceptar uma enfiada de bola buscando Somália.

A preponderância do Bangu ocorria dentro e fora das quatro linhas: no Setor Norte do Engenhão, torcedores botafoguenses que decidiram permanecer no estádio apoiavam o time com fervor, silenciando a torcida tricolor (que, embora em maior número, não conseguia responder à altura). Aos 38 minutos, Souza cometeu nova falta e foi expulso pelo segundo cartão amarelo. O apito de intervalo parece ter vindo em boa hora para o Fluminense: Muricy Ramalho teria um tempinho para tentar reordenar a casa.

Durante o intervalo, a torcida do Fluminense manifestou-se de uma forma não vista em momento algum no primeiro tempo. Washington, atacante recém-aposentado, saudou os torcedores e foi ovacionado com cânticos como "Coração Valente, guerreiro tricolor... Washington é matador" e um emocionante "Ô ô ô... ô ô ô ô... muito obrigado".
Washington teve duas passagens pelo Fluminense: aposentado, foi homenageado pelos tricolores no estádio Olímpico João Havelange, local onde conquistou o Campeonato Brasileiro 2010.

Lá dos vestiários os jogadores não devem ter conseguido ouvir esse bonito momento que ocorria no gramado, mas parece que a ocasião contagiou o Fluminense, que veio forte para a etapa complementar e passou a controlar a partida. Em 17 minutos, Muricy já havia realizado as 3 substituições a que tinha direito: Júlio César por Carlinhos, Mariano por Marquinhos e Deco por Rodriguinho. Vale colocar que, aos 12 minutos, o zagueiro Raphael foi expulso de campo também pelo segundo cartão amarelo, reestabelecendo a igualdade numérica entre os times.

Na volta da parada técnica (tempo de 60 segundos concedido por volta dos 21 minutos), Gum completou de cabeça uma cobrança de escanteio e mandou a bola perto da trave direita. A resposta banguense foi ainda mais contundente: Thiago Galhardo apareceu na área completando de cabeça uma bola cruzada e mandou no travessão tricolor.

Com 27 minutos, nova chance do Bangu: Pipico escapou de três adversários, chutou e Ricardo Berna evitou o gol que abriria o placar. Aos 36 minutos, o gol do jogo: Tartá carregou a bola pela esquerda, cruzou no segundo pau e a bola encontrou-se com o goleador Fred, que com um cabeceio no contrapé de Thiago Leal conseguiu tirar o zero do placar.

Abatido com o gol sofrido, por pouco o Bangu não concedeu o segundo: aos 42 minutos, Fred cobrou falta pela esquerda e só não estufou a rede mais uma vez porque Thiago realizou grande defesa, espalmando o chute.

domingo, 14 de novembro de 2010

Flu Empata Com Goiás Graças A Gol De Pênalti

Mesmo jogando no Rio de Janeiro e contando com o apoio de cerca de 36.000 torcedores tricolores presentes no Engenhão, o Fluminense não foi capaz de vencer o Goiás e reassumir a liderança na Série A. E poderia ter sido pior: não fosse uma penalidade máxima marcada por Carlos Eugênio Simon aos 37 minutos do segundo tempo, muito provavelmente o Goiás teria conseguido carregar a vitória até o apito final.

O jogo

Num primeiro tempo de bastante correria e disposição, ouvia-se mais o apito do árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon marcando infrações para ambos os lados do que propriamente eram criadas chances de gol. Numa jogada de lucidez, o placar foi inaugurado: aos 19 minutos, Jones cruzou a partir do lado esquerdo e Rafael Moura cabeceou para superar Ricardo Berna e marcar 1a0 para os visitantes.

O Fluminense passou a dominar as ações e concentrar a posse de bola consigo. Mas nem as presenças de Deco e Fred - que retornavam de contusões - foram capazes de auxiliar Darío Conca na armação de jogadas e o Fluminense simplesmente não apresentava poder de penetração no sistema defensivo do Esmeraldino.

Para a segunda etapa, Muricy Ramalho decidiu promover duas mexidas: saíram Deco e Tartá para as entradas de Diguinho e Washington. Com isso, o Tricolor passava a contar com três volantes e dois atacantes de área. A proposta do treinador ficou clara: liberar Mariano e Carlinhos para que a bola fosse jogada dentro da área goiana, buscando os camisas 9 (Fred) e 99 (Washington). Acontece que a insistência nessa mesma jogada não surtia o efeito desejado, sobretudo levando-se em conta a grande participação de Marcão, que parecia ser o dono da área defendida por sua equipe.

Se na etapa inicial o Goiás incomodava com contra-ataques em velocidade, no 2º tempo a equipe pareceu abrir mão desse recurso, candenciando o jogo e tentando ter a bola nos pés. Acontece que o Fluminense, empurrado pela torcida, seguia com o controle do jogo. Entre um levantamento na área e outro, de vez em quando o time da casa tentava alguma coisa pelo chão. E, numa delas, caiu do céu um pênalti: Rodriguinho chegou antes de Ernando numa sobra de bola, aproveitou-se do toque do zagueiro adversário e desabou na área. Na marca de 38 minutos, Conca partiu pra bola, chutou forte e estufou o quadrante 12 de Harlei, que acertou o canto e quase conseguiu bloquear.

A receita do Fluminense de Muricy para tentar a virada era a mesma que fracassava rotineiramente na busca pelo gol de empate. Já Artur Neto decidiu retomar no Goiás a proposta de dar velocidade aos contra-ataques. No melhor deles, Rafael Moura deu passe para Felipe (que entrara na etapa complementar no lugar de Jones), o atacante recebeu em liberdade mas acabou finalizando sobre o travessão a chance de recolocar o Goiás na frente, aos 46 minutos. Ainda houve tempo para uma nova investida tricolor. Como foi? Daquele jeitinho: Carlinhos levantou na área, Fred tentou o cabeceio, mas a bola saiu em tiro-de-meta. Se déssemos a esse tipo de jogada o nome de um filme e trocássemos os atores por Mariano e Washington, estaríamos falando de uma saga com dezenas de capítulos. E o mesmo final...

Outros resultados

Quarta-feira
Ceará 2a2 Botafogo

Ontem
Corinthians 1a0 Cruzeiro
Santos 0a0 Grêmio
Atlético/MG 4a1 Flamengo

Hoje
Guarani 1a1 Vitória
Internacional 2a3 Avaí
Atlético/GO 3a0 Palmeiras

Há duas partidas em andamento e que completam a 35ª rodada: em São Januário jogam Vasco e São Paulo, enquanto na Arena da Baixada atuam Atlético/PR e Grêmio Prudente.

Mais detalhes sobre a partida entre Fluminense e Goiás podem ser vistos através do "Twitter" (@jogadadefeito), onde narramos e comentamos em tempo real os acontecimentos desse empate por 1a1.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Fluminense Vence E Alcança A Liderança

Se na semana passada, no mesmo Maracanã, o Fluminense dominou as ações e não conseguiu a vitória sobre o Grêmio Prudente, dessa vez a equipe foi envolvida pelo Cruzeiro mas acabou conseguindo o resultado que o coloca na liderança da Série A 2010. O próprio treinador Muricy Ramalho reconheceu a superioridade dos comandados de Cuca, afirmando que "o time adversário nos dominou no setor de meio-campo".

A partida, antes do início, já ganhou uma atmosfera especial: em gratidão pela inesquecível campanha que salvou a equipe do rebaixamento no ano passado, os torcedores tricolores ecoaram o grito de "olê, olê, olê, olá... Cuca, Cuca!". O técnico agradeceu e reconheceu que tratava-se de um momento especial e pouco comum no meio futebolístico.

Fred, capitão tricolor, e Cuca, comandante celeste, se saúdam antes da bola rolar, no reencontro de uma parceria que deu muitas alegrias ao Fluminense. Após o jogo, o presidente Roberto Horcades também mostrou carinho pelo técnico.

Com bola rolando, o Cruzeiro parecia estar jogando no Mineirão: trocava passes com objetividade no campo de ataque, sufocava o Fluminense, criava oportunidades. Porém, esbarrava na boa atuação do goleiro Fernando Henrique ou na falta de pontaria dos próprios jogadores. Após o apito final da primeira etapa, Fred foi perguntado por um repórter sobre o que achou dos 45 minutos iniciais e respondeu com franqueza: "vocês viram o que aconteceu, nós fomos dominados pelo Cruzeiro".

Na volta para o segundo tempo, o desenho do jogo esboçava se repetir, com Wellington Paulista e Thiago Ribeiro tendo boas chances de abrir o placar a favor dos visitantes. Mas, aos 8 minutos, veio o gol tricolor: em cobrança de escanteio pelo lado esquerdo, Leandro Euzébio subiu e cabeceou no canto direito para estufar a rede de Fábio.

Muricy decidiu recuar ainda mais a equipe para tentar conservar o resultado e o Cruzeiro, que já parecia em casa, ficou com volume de jogo muito maior. Porém, mesmo sob intensa pressão, o "time de guerreiros" (apelido dado pela torcida tricolor durante a passagem de Cuca pelo clube) fez jus à alcunha e resistiu às investidas adversárias, garantindo a vitória e chegando à liderança da competição, para alegria de mais de 28.000 pagantes.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bola Pune, Prudente Sorri

A equipe do Fluminense desperdiçou sua maior oportunidade de assumir a liderança da Série A do Campeonato Brasileiro, frustrando os mais de 24 mil pagantes na noite de ontem. Jogando melhor que o adversário, criando chances, sabendo se impôr dentro do Maracanã, abrindo 1a0 no placar, com tudo isso lhe sendo favorável, a equipe vacilou no final da partida e permitiu o empate dos visitantes.

O tricolor abriu o marcador com 16 minutos: Darío Conca cruzou da direita e Fred mostrou seu faro de gol ao cabecear no canto direito do goleiro Márcio. Antes e depois disso a equipe criava situações que colocavam a meta prudentina em risco, dando sinais de que a diferença poderia ser ampliada a qualquer momento. Porém, o placar da primeira etapa foi mesmo o 1a0, com Fred dizendo em entrevista que a equipe deveria ficar atenta pois o jogo não estava resolvido.

A declaração ganhou ares de profecia: no retorno para a segunda etapa, o Fluminense seguia superior mas simplesmente era incapaz de aumentar a contagem e decidir a partida. É clichê o pensamento de "quem não faz, leva". No jogo de ontem, nem foi o caso: se por um lado era nítido que o Flu dominava as ações, por outro era latente que faltava ser mais incisivo e arisco para merecer um 2º gol. O próprio técnico Muricy Ramalho costuma dizer que "a bola pune". E não deu outra: aos 38 minutos , Wesley arrancou pela esquerda, se livrou da marcação, viu uma avenida pela sua frente e não desperdiçou a maior oportunidade de gol do Grêmio Prudente na partida. Resultado final? 1a1. Os visitantes lucram um e os mandantes lamentam dois pontos.

O elenco sob o comando de Muricy receberá o lateral direito Juliano Belletti e o meia Deco, o que deve animar a torcida tricolor. Porém, dificilmente o Fluminense tenha outra chance como essa de terminar a rodada na liderança. Corinthianos e prudentinos agradecem.