O Botafogo é o primeiro finalista na Taça Rio 2012 - o segundo turno do Campeonato Estadual no Rio de Janeiro. A vaga na decisão foi conquistada com vitória por 4a2 sobre o Bangu, com direito a hat-trick de Sebastián "El Loco" Abreu. O camisa treze uruguaio ainda perdeu um pênalti (o sexto dos últimos sete cobrados por ele) e foi substituído por Germán Herrera, sendo ovacionado pelos botafoguenses.
A partida foi dominada pelo Alvinegro de General Severiano que, empurrado por uma animada torcida, marcou presença no campo de ataque. O Bangu, em lua-de-mel com uma torcida que dias atrás temia pelo rebaixamento, teve dificuldades de encontrar sua melhor maneira de jogar, mas nem por isso os banguenses presentes no setor Sul do estádio Engenhão desanimaram.
O Botafogo, embora vitorioso no duelo tanto no desempenho quanto no resultado final, cometeu alguns vacilos que, se não corrigidos até o próximo domingo, poderão lhe custar o título da competição e o direito de jogar as finais com o Fluminense (campeão no primeiro turno, a Taça Guanabara). Um desses vacilos atende pelo nome de Elkeson, que teve atuação apática e quase comprometedora.
Agora, o Botafogo aguarda o vencedor do duelo entre Flamengo e Vasco, que se enfrentam nesse domingo, no mesmo estádio. O Bangu, embora eliminado, deve comemorar a transformação vivida após a chegada do treinador Cleimar Rocha: de lanterna sem pontuar na Taça Guanabara a líder no grupo B na Taça Rio. Um trabalho curto mas que merece ser elogiado pelos frutos terem sido colhidos tão depressa.
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domingo, 22 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Equipe E Jogada Da Semana
Depois de terminar a Taça Guanabara (primeiro turno no Campeonato Estadual Fluminense) com sete derrotas em sete jogos, o Bangu veio para a Taça Rio transformado, conseguindo concluir a fase de grupos como líder na chave B (15 pontos em oito jogos). Nas duas últimas partidas, vitórias sobre Macaé (1a0, no sábado dia 7) e Resende (3a0, no domingo dia 15). A equipe comandada por Cleimar Rocha está de parabéns pelo feito de, em tão curto intervalo de tempo, migrar da lanterna num turno para a liderança em outro, marcando presença na fase semifinal da Taça Rio. Independentemente do que aconteça no próximo sábado, quando enfrenta o Botafogo, no Engenhão, o Alvirrubro da Zona Oeste deve olhar com carinho para essa trajetória vista no Estadual 2012. Pode não ser como a glória dos títulos de 1933 e 1966, mas certamente resgata um sentimento forte nos torcedores do clube. Parabéns, Bangu!
Jogada da semana
Hoje faremos diferente. Nem dribles, nem golaços, nem trocas de passe, nada disso. A grande "jogada" da semana aconteceu fora dos gramados e é digna das mais respeitosas reverências: Antonio Di Natale, capitão da Udinese, revelou publicamente que assumirá a custódia da irmã de Piermario Morosini, jogador que faleceu no último sábado, em plena partida entre o Pescara e o Livorno, pela Série B italiana. Di Natale, que tantas alegrias vem dando aos torcedores da Udinese com gols e mais gols vestindo a camisa alvinegra, mostrou nessa atitude a nobreza do ser-humano, muitas das vezes oculta no mundo futebolístico. Veja mais a respeito em http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI5721712-EI1137,00-Di+Natale+assume+custodia+legal+da+irma+deficiente+do+jogador+Morosini.html
Parabéns, Di Natale! A família Morosini certamente lhe é grata.
Jogada da semana
Hoje faremos diferente. Nem dribles, nem golaços, nem trocas de passe, nada disso. A grande "jogada" da semana aconteceu fora dos gramados e é digna das mais respeitosas reverências: Antonio Di Natale, capitão da Udinese, revelou publicamente que assumirá a custódia da irmã de Piermario Morosini, jogador que faleceu no último sábado, em plena partida entre o Pescara e o Livorno, pela Série B italiana. Di Natale, que tantas alegrias vem dando aos torcedores da Udinese com gols e mais gols vestindo a camisa alvinegra, mostrou nessa atitude a nobreza do ser-humano, muitas das vezes oculta no mundo futebolístico. Veja mais a respeito em http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI5721712-EI1137,00-Di+Natale+assume+custodia+legal+da+irma+deficiente+do+jogador+Morosini.html
Parabéns, Di Natale! A família Morosini certamente lhe é grata.
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domingo, 3 de abril de 2011
Expulsão Muda Jogo E Vasco Goleia Bangu Com Facilidade
Jogando num estádio de São Januário próximo da lotação, o Vasco da Gama estreou uma camisa que homenageia os indivíduos de fenótipo preto e fez a alegria de seus torcedores com uma goleada por 4a0, reassumindo a liderança no grupo 1 da Taça Rio.O resultado, construído após a precoce expulsão do volante banguense Raphael Azevedo, poderia ter sido ainda mais elástico não fosse a grande atuação do goleiro Thiago Leal.
O jogo
Com Tiano atuando bem na tarefa de conduzir o Alvirrubro da Zona Oeste ao ataque, o Vasco passou grandes dificuldades no início de partida. Que o diga o goleiro Fernando Prass, que aos 11 minutos teve uma trabalheira danada para não permitir que uma falta cobrada por Tiano atravessasse a linha final: a bola tocou no travessão, no rosto, no peito e nas luvas do goleiro vascaíno antes de sair em escanteio.
O Cruzmaltino respondeu com Felippe Bastos: também de fora da área (mas com bola rolando), o meio-campista chutou com força e precisão, mas Thiago Leal começaria o seu repertório de belas defesas indo ao canto direito para impedir que a redonda entrasse.
Com cada time buscando o gol e proporcionando um jogo bacana de se assistir, quem passou a ser o centro das atenções aos 19 minutos foi um personagem que a gente costuma torcer para que tenha atuação discreta: o árbitro. Mas Grazianni Maciel Rocha, que havia dado um único cartão amarelo no jogo, tratou de punir com o 2º cartão exatamente o mesmo jogador, expulsando Raphael Azevedo e causando reboliço entre os atletas: enquanto vascaínos aplaudiam, banguenses mostravam revolta.
Quem eventualmente procurar pela jogada do segundo amarelo vai ver o braço de Raphael no pescoço do adversário. Questão de critério? Seria, mas o desenrolar do jogo mostrou que não: por pelo menos duas vezes, o atacante Alecsandro também levou o braço ao pescoço de oponentes e adivinhem se recebeu algum cartão...
Motivado pela desvantagem numérica, o treinador Marcão, ex-volante que iniciou e terminou a carreira de jogador no próprio Bangu, trocou Ricardinho por Thiago Galhardo. Mas o Bangu já estava condenado a passar maus bocados em São Januário, ficando sob intensa pressão até o apito final de Grazianni. Antes de sair o 1º gol da partida (do zagueiro Dedé, aos 40 minutos, pegando sobra de bola livre na pequena área), Thiago Leal já havia realizado duas defesaças em finalizações de Éder Luís.
O gol de Éder ficou guardado para o 2º tempo: aos 3 minutos, o atacante chutou forte no canto direito e colocou 2a0 no placar. Enquanto a apatia tomava conta dos comandados de Marcão, o time de Ricardo Gomes voava em campo e, com objetividade e consciência, trocava passes que rotineiramente viravam situações de gol. Principalmente quando a bola passava por Felipe, como aos 27 minutos: o camisa 6 tocou para Bernardo (que entrara no lugar de Diego Souza), e este deu de lado para Alecsandro completar, marcando seu 1º gol com a camisa do Vasco.
A atuação de Felipe era daquelas que merecia um gol. E ele aconteceu dois minutos depois do 3º: aos 30, ele recebeu de Leandro e colocou a bola no canto esquerdo. Colocou. Não dá pra chamar aquilo de chute.
Quem achava que o Vasco diminuiria o ritmo após o 4º gol, bastava ver os goleiros em campo para notar que não: enquanto Fernando Prass era espectador, Thiago Leal seguia agindo de maneira decisiva e evitando o que poderia ter sido a maior goleada do Estadual. O chato disso tudo é que, vendo a atuação do Bangu antes da expulsão, poderíamos ter tido uma partida equilibrada não fosse aquele fatídico segundo cartão amarelo, tal como foram equilibradas as partidas do Bangu diante de Fluminense e Botafogo.
O Vasco, que teve grande atuação ofensiva, chegou ao 4º jogo consecutivo sem levar gol. Terá algo a ver com o fato de ser comandado por um ex-zagueiro? Não sei ao certo, mas cravo aqui que esse menino de 22 anos chamado Ânderson Vital da Silva, mais conhecido como Dedé, tem uma técnica que pode levá-lo à seleção brasileira. Vamos aguardar.
Outros resultados
Sábado
Nova Iguaçu 3a2 Cabofriense
Madureira 2a0 América
Volta Redonda 1a2 Fluminense
Macaé 2a1 Boavista
Duque de Caxias 0a2 Flamengo
Domingo
Americano 0a0 Olaria
Botafogo 1a1 Resende
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Botafogo Perde Os 100% Mas Jéfferson Salva Invencibilidade
Nem em Moça Bonita nem no Engenhão: o estádio que sediou a partida entre Bangu e Botafogo pelo Campeonato Estadual foi o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, que recebeu um público de 5.635 presentes. E o que se viu em campo foi quase uma "inversão de papéis": o Bangu parecia o dito time grande enfrentando uma equipe de menor porte. Não fosse a exibição sensacional do goleiro Jéfferson (que estava combinando perfeitamente com o traje verde e amarelo por ele vestido), o Bangu teria conseguido mais do que o empate por 1a1.O jogo
Fazendo uma retrospectiva do que foi o primeiro tempo de partida, pode-se dizer que a única chegada botafoguense aconteceu no lance de onde saiu seu gol: Sebastián "El Loco" Abreu foi ligeiramente agarrado em disputa na área e o árbitro Rodrigo Nunes de Sá apitou aquele tipo de penalidade que, se for levada em conta todas as vezes que acontece, a média de gols do futebol mundial seria aumentada. A cobrança deu-se aos 25 minutos e "Loco" Abreu mandou a redonda no quadrante 11, chegando ao seu 5º gol na competição e igualando-se ao tricolor Fred no topo da lista de goleadores.
Antes disso, Jéfferson já tinha se tornado o personagem-chave da partida. Aos 15 minutos, o camisa 1 defendeu finalizações seqüenciais de Leandro Costa e Thiago Galhardo. Aos 20 minutos, nova intervenção ao rebater chute de China. Após o Botafogo obter a vantagem no placar, o cenário pouco mudou e o Bangu seguia no ataque. Aos 36 minutos, um erro de saída de bola permitiu que André Barreto tivesse a oportunidade de empatar a partida, mas o jogador banguense desperdiçou dois chutes, mandando um em cima da marcação e outro à esquerda da meta. Na marca de 46 minutos, Thiago Galhardo escapou de Antônio Carlos pela direita, deu de lado para Ricardinho e este emendou chute que passou perto da trave esquerda.
Em outras palavras: o jogo foi para o intervalo com um placar enganoso. Aos 14 minutos da etapa complementar, Joel Santana trocou Renato Cajá por Caio. Nem daria tempo para o jovem atacante fazer alguma coisa e lá viria o Bangu para buscar o empate: aos 16 minutos, Fabiano Silva foi derrubado por Fahel e Rodrigo Nunes de Sá apitou nova penalidade máxima. A cobrança ocorreu aos 18 minutos. Gol de empate? Que nada: nova defesa de Jéfferson, que foi ao canto direito e não permitiu que a bola chutada por Thiago Galhardo encontrasse a rede. Thiago Galhardo, por sinal, foi substituído oito minutos depois, dando lugar para Allan Posatto.
Aos 27 minutos, Caio conduziu contra-ataque alvinegro em velocidade e passou na direita para Abreu, que marcou um golaço após finalização no ângulo direito. Marcou não, marcaria, pois a arbitragem flagrou impedimento do atacante uruguaio. No minuto seguinte, Joel trocou Germán Herrera por Alexsander. Só que mexer lá na frente era pouco funcional, pois a bola raramente chegava aos atacantes botafoguenses.
Com 32 minutos, o Bangu chegou ao ataque através de uma bola alçada que contou com um desvio de cabeça. Livre de marcação e em posição aparentemente legal (difícil garantir), Pipico ficou cara-a-cara com Jéfferson, chutou rasteiro e testemunhou nova defesaça do camisa 1. No rebote, para intensificar a covardia, Abílio também estava absolutamente em liberdade para mandar a bola pra rede e empatar a partida.
3 minutos depois de sofrer o gol, o Botafogo teve uma chance de voltar a liderar o placar: após bola lançada da defesa, Alex conseguiu dominar, tocou atrás e Caio chutou por cima. Percebendo a escassez de criação, Joel promoveu a estréia do meio-campista Everton, que entrou aos 36 minutos no lugar de Fahel (outros que estrearam foram o lateral-esquerdo Márcio Azevedo e o volante uruguaio Arévalo Ríos, que atuaram o jogo inteiro). O treinador Gabriel Vieira também mexeu novamente, trocando China por Gedeílson. Mas a inoperância criativa do Botafogo aliada à performance fantástica de Jéfferson não permitiriam novos gols em Volta Redonda.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Fluminense Começa 2011 Como Terminou 2010: 1a0
Dando seqüência à rodada dupla de quinta-feira no Engenhão (mais cedo jogaram Botafogo e Duque de Caxias), o Fluminense passou por momentos adversos (tomando pressão do adversário e ficando por cerca de 20 minutos com um jogador a menos) mas acabou contando com um gol de Fred e com a própria trave para garantir a vitória por 1a0 sobre o Bangu. Foi o mesmo placar do triunfo tricolor na última vez em que atuou no estádio, em partida que será recordada por gerações de torcedores da equipe.O jogo
O Fluminense começou a partida com maior volume de jogo, criando algumas chances. Mas foi o ataque banguense que conseguiu os principais lances da primeira etapa: com um time ágil nos contra-ataques e demonstrando talento nas tentativas de jogadas individuais, o Alvirrubro da Zona Oeste passou a pressionar o Tricolor das Laranjeiras (por pelo menos duas vezes tendo ficado perto de abrir o placar, sem contar o lance em que me pareceu haver pênalti a favor dos banguenses, negado pelo árbitro Péricles Bassols). Um chute de Ricardinho aos 37 minutos, por exemplo, passou muito perto da trave esquerda. Pouco depois, Ricardo Berna precisou agir rápido para interceptar uma enfiada de bola buscando Somália.
A preponderância do Bangu ocorria dentro e fora das quatro linhas: no Setor Norte do Engenhão, torcedores botafoguenses que decidiram permanecer no estádio apoiavam o time com fervor, silenciando a torcida tricolor (que, embora em maior número, não conseguia responder à altura). Aos 38 minutos, Souza cometeu nova falta e foi expulso pelo segundo cartão amarelo. O apito de intervalo parece ter vindo em boa hora para o Fluminense: Muricy Ramalho teria um tempinho para tentar reordenar a casa.
Durante o intervalo, a torcida do Fluminense manifestou-se de uma forma não vista em momento algum no primeiro tempo. Washington, atacante recém-aposentado, saudou os torcedores e foi ovacionado com cânticos como "Coração Valente, guerreiro tricolor... Washington é matador" e um emocionante "Ô ô ô... ô ô ô ô... muito obrigado".
Washington teve duas passagens pelo Fluminense: aposentado, foi homenageado pelos tricolores no estádio Olímpico João Havelange, local onde conquistou o Campeonato Brasileiro 2010.Lá dos vestiários os jogadores não devem ter conseguido ouvir esse bonito momento que ocorria no gramado, mas parece que a ocasião contagiou o Fluminense, que veio forte para a etapa complementar e passou a controlar a partida. Em 17 minutos, Muricy já havia realizado as 3 substituições a que tinha direito: Júlio César por Carlinhos, Mariano por Marquinhos e Deco por Rodriguinho. Vale colocar que, aos 12 minutos, o zagueiro Raphael foi expulso de campo também pelo segundo cartão amarelo, reestabelecendo a igualdade numérica entre os times.
Na volta da parada técnica (tempo de 60 segundos concedido por volta dos 21 minutos), Gum completou de cabeça uma cobrança de escanteio e mandou a bola perto da trave direita. A resposta banguense foi ainda mais contundente: Thiago Galhardo apareceu na área completando de cabeça uma bola cruzada e mandou no travessão tricolor.
Com 27 minutos, nova chance do Bangu: Pipico escapou de três adversários, chutou e Ricardo Berna evitou o gol que abriria o placar. Aos 36 minutos, o gol do jogo: Tartá carregou a bola pela esquerda, cruzou no segundo pau e a bola encontrou-se com o goleador Fred, que com um cabeceio no contrapé de Thiago Leal conseguiu tirar o zero do placar.
Abatido com o gol sofrido, por pouco o Bangu não concedeu o segundo: aos 42 minutos, Fred cobrou falta pela esquerda e só não estufou a rede mais uma vez porque Thiago realizou grande defesa, espalmando o chute.
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