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domingo, 22 de abril de 2012

Superior, Botafogo Passa Pelo Bangu Em Noite De Abreu

O Botafogo é o primeiro finalista na Taça Rio 2012 - o segundo turno do Campeonato Estadual no Rio de Janeiro. A vaga na decisão foi conquistada com vitória por 4a2 sobre o Bangu, com direito a hat-trick de Sebastián "El Loco" Abreu. O camisa treze uruguaio ainda perdeu um pênalti (o sexto dos últimos sete cobrados por ele) e foi substituído por Germán Herrera, sendo ovacionado pelos botafoguenses.

A partida foi dominada pelo Alvinegro de General Severiano que, empurrado por uma animada torcida, marcou presença no campo de ataque. O Bangu, em lua-de-mel com uma torcida que dias atrás temia pelo rebaixamento, teve dificuldades de encontrar sua melhor maneira de jogar, mas nem por isso os banguenses presentes no setor Sul do estádio Engenhão desanimaram.

O Botafogo, embora vitorioso no duelo tanto no desempenho quanto no resultado final, cometeu alguns vacilos que, se não corrigidos até o próximo domingo, poderão lhe custar o título da competição e o direito de jogar as finais com o Fluminense (campeão no primeiro turno, a Taça Guanabara). Um desses vacilos atende pelo nome de Elkeson, que teve atuação apática e quase comprometedora.

Agora, o Botafogo aguarda o vencedor do duelo entre Flamengo e Vasco, que se enfrentam nesse domingo, no mesmo estádio. O Bangu, embora eliminado, deve comemorar a transformação vivida após a chegada do treinador Cleimar Rocha: de lanterna sem pontuar na Taça Guanabara a líder no grupo B na Taça Rio. Um trabalho curto mas que merece ser elogiado pelos frutos terem sido colhidos tão depressa.

domingo, 30 de outubro de 2011

Botafogo Volta A (Con)Vencer E Reacende Esperança De Título

O Botafogo deixou para trás as recentes três derrotas consecutivas na temporada (no Brasileiro para Santos e Avaí, na Sul-Americana para Santa Fé), reencontrou as vitórias superando o Cruzeiro no estádio Engenhão e animou sua torcida, que viu uma boa atuação de um time que, na maior parte do tempo, ditou o ritmo dos acontecimentos. O gol foi marcado pelo atacante uruguaio Sebastián "El Loco" Abreu, que ao final da partida criticou o estado do gramado - das arquibancadas já era perceptível que o campo de jogo estava longe das condições ideais para a prática futebolística, que o diga quem pisava naquela superfície.

O jogo

O domínio territorial botafoguense foi flagrante, mas a correta marcação cruzeirense dificultava uma aproximação alvinegra da meta defendida pelo goleiro Fábio. Focado na defesa, o time mineiro conseguia conter as investidas dos donos da casa mas não oferecia perigo nos contra-ataques, até porque a bola costumava chegar até o meia argentino Walter Montillo mais quadrada do que redonda. As chances de gol no primeiro tempo foram pelo menos três, todas do Glorioso. O atacante argentino Germán Herrera teve duas passando por seus pés, mas foi infeliz em ambas as conclusões: na segunda delas, enganando este blogueiro e muitos outros torcedores, que viram a bola na rede mas somente depois foram verificar que a o contato deu-se pelo lado externo. Uma outra chance alvinegra deu-se em lance para lá de polêmico, quando uma bola chutada para trás só não terminou em épico gol contra porque Fábio agarrou com as mãos. Recuo intencional? Vai saber... O fato é que o Cruzeiro salvou-se mais uma vez, no meio de tanta pressão do Botafogo.

No segundo tempo, a pressão se intensificou e o gol finalmente aconteceu aos nove minutos: Elkeson cruzou a partir do lado esquerdo e "Loco" Abreu cabeceou como manda o figurino. 1a0 Botafogo. A até então apreensiva torcida local passou a se soltar nas arquibancadas e a cantar alto, empurrando o time ao ataque. O lateral-direito Alessandro teve atuação destacada tanto no apoio quanto na marcação e foi ovacionado pela massa quando esticou a perna e interviu para impedir uma clara chance de empate celeste. "Ah! É Alessandro!" foi ouvido vigorosamente no setor Leste Inferior. O Cruzeiro até conseguiu aumentar o volume de jogo, mas toda bola que chegava ao gol era defendida pelo goleiro Jéfferson, sempre esbanjando segurança e dando sua contribuição no resultado.

A empreitada cruzeirense anti-rebaixamento terá um novo capítulo no estádio Engenhão, dessa vez diante do Flamengo, dia seis de novembro. E por falar em Engenhão, é aí mesmo que, no dia anterior, o Botafogo recebe o Figueirense, em mais um passo na caminhada rumo ao título brasileiro. Que, até lá, alguma providência seja tomada em relação ao desgastado gramado.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sob Chuva No Engenhão, Fogão Vence Furacão No Brasileirão

Diante de mais de 26.000 presentes no estádio Engenhão, o Botafogo confirmou o favoritismo diante do Atlético Paranaense e venceu a partida por 2a0 (gols de Antônio Carlos, ex-jogador do "Furacão", e Sebastián "El Loco" Abreu, que nessa segunda-feira celebra aniversário de 35 anos). A equipe comandada por Caio Júnior segue firme na disputa pelo título, e pode assumir a liderança na quarta-feira em caso de vitória sobre o Santos. Em 18º lugar, o Atlético não terá facilidades na tentativa de se manter na Série A.

O jogo

O Alvinegro começou melhor, tomou a iniciativa e conseguiu em alguns momentos sufocar o oponente. Com dez minutos, o atacante argentino Germán Herrera emendou bonito chute próximo à marca do pênalti e só não estufou a rede porque o goleiro Renan Rocha conseguiu linda defesa ao saltar para a esquerda. Seis minutos depois, Renato cobrou falta pelo lado esquerdo e o zagueiro Antônio Carlos mostrou seu faro de goleador, antecipando-se a Renan Rocha e cabeceando para abrir a contagem.

Em vantagem no placar, a intensidade do Botafogo diminuiu - o que não se justifica. Comandados pela experiência de Paulo Baier (que cadenciava o jogo e cavava faltas sempre que possível), o Rubronegro Paranaense ia chegando ao ataque com maior freqüência. E teve grande chance de empatar o jogo aos quarenta e cinco minutos: o atacante uruguaio Santiago Damián "El Morro" García (que teve flagrada presença de cocaína em exame antidopagem quando atuava no futebol uruguaio) pegou sobra de bola em liberdade na área, ficou de frente com o goleiro Jéfferson, chutou rasteiro, mas o arqueiro botafoguense e da seleção brasileira rebateu magnificamente com a perna direita.

Antônio Lopes resolveu aumentar a experiência no meio-campo e voltou para o segundo tempo com Cléber Santana no lugar de Renan Foguinho. Com a marcação mais adiantada que na etapa inicial, o Atlético parecia com maior ímpeto de chegar ao empate. Sem conseguir encaixar um contra-ataque e vendo o adversário subir de produção, Caio Júnior optou por colocar Felipe Menezes no lugar de Germán Herrera, que saiu aplaudido. Maicosuel e Elkeson seguiam atuando num nível abaixo ao que se espera deles, e o jogo seguia aberto. Aos vinte e nove minutos, Marcinho passou para Adaílton (que entrara no lugar de "Morro" García) e o atacante parou em nova defesa de Jéfferson. Cinco minutos mais tarde, o zagueiro Manoel derrubou Antônio Carlos numa disputa de bola pelo alto após levantamento de Felipe Menezes. Nielson Nogueira Dias, que tinha atuação bastante irregular e irritava os torcedores alvinegros, dessa vez marcou penalidade máxima no lance. Coube a Sebastián "El Loco" Abreu convertê-la e confirmar a vitória, para alegria nas arquibancadas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Reviravoltas E Muitas Emoções No "Clássico Vovô"

Fluminense e Botafogo fizeram nesse domingo, no estádio Olímpico João Havelange, o que pode ser considerado o melhor jogo da fase de grupos da Taça Guanabara 2011. Pênaltis, expulsões, gols, provocações, tudo isso fez parte do espetáculo. Infelizmente, também houve espaço para violência: por volta das 19:20h (pouco antes do jogo ter início), um confronto entre torcedores nas proximidades da bilheteria Norte terminou em dois tricolores detidos por policiais (ambos com sinais de ferimento). Se houve algum outro incidente - torço para que não - não fiquei sabendo. Mas aquele ali assisti de perto.

O jogo

Quando duas equipes vão ao campo dispostas a atacar e buscar gols, quem ganha com isso costuma ser o próprio jogo. Com a inspiração de Renato Cajá e os apoios constantes dos laterais Alessandro e Márcio Azevedo, foi o Botafogo quem conseguiu abriu o placar. Aos 22 minutos, Renato Cajá cobrou falta com precisão rara de ser vista até no videogame, colocando a bola no ângulo direito e fazendo explodir de alegria os setores Norte e Oeste do Engenhão.

A pontaria de Renato Cajá estava mesmo especial: 3 minutos depois, o meio-campista recebeu de "Loco" Abreu, deu chute de fora da área e a bola carimbou o travessão, quicando na grama e causando dúvidas se a bola entrou ou não. Enquanto a FIFA não implementa a tecnologia eletrônica no futebol para tirar dúvidas como essa, os torcedores ficam na patética situação de ver que nem árbitro, nem auxiliares podiam passar a certeza do ocorrido (além dos famosos "bandeirinhas", esse Estadual RJ conta também com indivíduos nas linhas-de-fundo).

Rafael Moura, que fazia sua reestréia no Fluminense, tratou de acabar com as dúvidas e marcar dois gols, virando a partida ainda no primeiro tempo. O primeiro aconteceu aos 28 minutos: após tabela entre Mariano e Fred, o lateral-direito finalizou em liberdade e Jéfferson fez bela defesa com o pé direito para mandar em escanteio. Veio a cobrança e Rafael Moura se antecipou à marcação no primeiro poste para desviar pra dentro. O segundo foi aproveitando rebote após bola resvalada por Fred: Jéfferson ainda conseguiu chegar na bola e impedir que balançasse a rede, mas não que atravessasse a linha.

Entre o empate e a virada, houve outro bom chute de Renato Cajá (pertinho do ângulo esquerdo) e muita confusão pela expulsão de Valência (o volante recebeu o segundo cartão amarelo somente depois das reivindicações de Sebastián "El Loco" Abreu, que também recebeu amarelo). Pouco depois do 2º gol tricolor, Marcelo Mattos chegou atrasado para dividir com Darío Conca e acabou derrubando o argentino: para revolta botafoguense, o volante foi expulso de campo sem nem receber anteriormente um cartão amarelo.

O jogo que era bom ficou ainda melhor na volta para o segundo tempo: as equipes, com mais espaço para jogar, mantiveram posturas ofensivas e conseguiram oportunidades diversas. Aos 6 minutos, a puxada que Rafael Moura deu na camisa de Abreu dentro da área resultou em pênalti para o Alvinegro. O próprio atacante uruguaio foi pra cobrança e... Diego Cavalieri segurou a cavadinha sem sair do lugar!

Três minutos depois, Bruno Tiago foi empurrado por Edinho na área, o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca esperou pela "lei da vantagem", mas o chute para fora o fez marcar a penalidade máxima. E adivinha quem foi pra cobrança... ele: Abreu. E acredite se quiser: com nova cavadinha! Dessa vez foi bola pro canto esquerdo e goleiro pro canto direito: 2a2 no placar.

Aos 18 minutos, uma bela enfiada de bola de Renato Cajá colocou o atacante argentino Germán Herrera em ótimas condições e o camisa 17 não desperdiçou: virou o jogo chutando da meia-lua, com direito a leve desvio no goleiro Diego Cavalieri antes de a bola chegar na rede.

Com 20 minutos, Márcio Azevedo lançou da esquerda, Germán Herrera escorou de cabeça ajeitando para Abreu e o uruguaio chutou forte, parando em bonita defesa de Cavalieri.

No retorno da parada técnica, Muricy Ramalho tratou de colocar o atacante Araújo no lugar do meio-campisa Souza, retornando a uma formação de dois centroavantes, já que Rafael Moura havia dado lugar para Fernando Bob. E o próprio Araújo só não reempatou a partida porque Jéfferson agiu brilhantemente: após cruzamento de Mariano pela direita, Araújo cabeceou e o goleiro botafoguense impediu que a bola entrasse em intervenção que aliou reflexo com agilidade num nível somente exibido pelos grandes goleiros. Outras chances vieram com Fred e Carlinhos (duas vezes), mas Jéfferson voltou a realizar grandes defesas e tornou-se o maior responsável pela manutenção do resultado, que recoloca o Botafogo na liderança do grupo 2 e leva o Fluminense para o segundo posto, faltando uma rodada para a definição dos cruzamentos semifinais na Taça Guanabara 2011. O segundo colocado nessa chave terá pela frente o Flamengo, única equipe até o momento com 100% de aproveitamento.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Reação Alvinegra Começa Nas Arquibancadas

O detentor do título estadual estreou com vitória no Rio de Janeiro. Atuando no estádio Olímpico João Havelange, a equipe do Botafogo foi para o intervalo perdendo por 1a0 para o Duque de Caxias - placar que persistiu até os 33 minutos do segundo tempo - mas num intervalo de 5 minutos conseguiu os dois gols que lhe deram a vitória na abertura de uma rodada dupla que contou também com a vitória do Fluminense sobre o Bangu (1a0).

O jogo

Na quente tarde no bairro do Engenho de Dentro, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, Botafogo e Duque de Caxias faziam uma partida sem grandes emoções. Eram poucas as chegadas perigosas ao ataque, destacando-se um chute de Ari, que não entrou porque Jéfferson realizou grande defesa no canto esquerdo. Se faltavam emoções ao jogo, o árbitro Marcelo de Lima Henrique tratou de dar sua "contribuição", flagrando o braço de Lucas em Geovane Maranhão e marcando pênalti a favor do Duque de Caxias. A cobrança de Somália nem foi das melhores, mas a bola estufou o quadrante 7 e inaugurou o marcador aos 40 minutos.

Com 3 zagueiros, 2 volantes e pouquíssima criatividade, Joel Santana mexeu no time durante o intervalo: saíram João Filipe e Guilherme para as entradas de Bruno Tiago e Alex. Mais leve e arisco, o Botafogo passou a dominar a partida e a criar chances. Mas o que efetivamente mudou o panorama do jogo dentro das quatro linhas teve influência direta das arquibancadas: é que a torcida do Fluminense, que chegava ao Engenhão no aguardo do jogo de fundo, passou a gritar no Setor Leste do estádio e imediatamente arrancou reações dos alvinegros. Houve provocações entre os clubes e, o mais importante, incentivos ao time que até aquele momento perdia a partida. Empurrados pelos gritos e cânticos que enfim preenchiam o campo de jogo, os jogadores conseguiram a virada em um intervalo de cinco minutos.

Aos 33 minutos, um bate-rebate danado na área caxiense terminou com um chute forte de Caio estourando na marcação de Lugão, que no entender de Marcelo de Lima Henrique colocou a mão intencionalmente na bola: pênalti. Sebastián "El Loco" Abreu cobrou alto, no meio, mandando a bola no travessão e na rede. Comemorou seu primeiro gol na temporada pegando a redonda e levando consigo para a reposição da bola em jogo.

A alegria botafoguense se intensificou e o segundo gol não tardou em vir: aos 37 minutos, "Loco" Abreu tocou atrás para Renato Cajá e o meia deu belo passe para Caio, que apareceu em liberdade pelo lado direito e virou o placar com um chute firme, sem chances para Erivélton.

A torcida naquela altura era pura euforia. E o time, deixando as arquibancadas guiarem-no, seguiu atacando na busca pelo terceiro gol. Mas o apito final soou e o placar ficou mesmo 2a1. Como na seqüencia havia Bangu e Fluminense, alguns botafoguenses permaneceram no estádio para fortalecer os incentivos ao Alvirrubro da Zona Oeste. Afinal, a festa não pode parar.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Título Longe Tem Onze Letras

Ceará e Botafogo alternaram a liderança no placar, tiveram seus momentos de domínio no jogo e terminaram igualados em 2a2 após partida movimentada, realizada ontem, no estádio Castelão. O empate foi o 15º do Vozão e o 17º do Glorioso nesse Campeonato Brasileiro. Pior para o Alvinegro Carioca, que praticamente foi posto para fora da disputa pelo título: as esperanças botafoguenses passam a estar mais focadas em garantir vaga na próxima Copa Libertadores da América. Já os cearenses buscam uma inédita participação em outra competição continental, a Copa Sul-Americana, estando, inclusive, bem próximos de garantirem essa classificação.

Os demais nove jogos pela 35ª rodada serão disputados no próximo final-de-semana, com três jogos no sábado e seis no domingo. Ceará e Botafogo voltam a campo no final-de-semana seguinte: dia 20, o Ceará pega o Grêmio Prudente, em São Paulo; no dia 21, o Botafogo recebe o Internacional, no estádio Engenhão.

O jogo

Diz-se por aí que botafoguense é bastante ligado em superstição. Procedendo ou não a alegação, o fato é que o número "11" esteve bastante presente na partida. Aproveito e deixo aqui registrado que a postagem ser realizada em um dia 11 não teve qualquer intuito de reforçar a tese.

O Botafogo começou o jogo passando maus bocados: tomava pressão do Ceará e parecia perseguido pela arbitragem de Wallace Nascimento Valente, que, tentando mostrar valentia nas decisões, acabava era passando a nítida sensação de insegurança com cada gesto que fazia. O cartão amarelo dado a Sebastián "El Loco" Abreu, aos 9 minutos, foi uma das escolhas questionáveis do árbitro capixaba.

Mas lá viria o número 11 para ajudar o Botafogo: aos onze minutos, Lúcio Flávio deu chute cruzado e "Loco" Abreu desviou sutilmente para dar à bola uma trajetória que encontrasse a rede. Estava, assim, inaugurado o marcador no Castelão.

O Ceará não se abalou com o gol sofrido e mostrou estar motivado a evitar a 11ª derrota na competição. Acabava, porém, esbarrando em mais uma grande atuação do goleiro Jéfferson, que realizou duas defesas daquelas que só vendo para entender (uma aos 16', quando esticou o braço demonstrando agilidade e reflexo; outra aos 18', quanto saltou para espalmar chute forte). Se essas duas tentativas de Magno Alves foram frustradas, a seguinte não seria: aos 23 minutos, o atacante de 34 anos foi pressionar a saída de bola adversária e aproveitou-se do vacilo de Leandro Guerreiro para encarar a marcação do camisa 5 e finalizar firme, rasteiro, perto da trave esquerda, igualando a contagem.

Pausa para uma curiosidade: antes do Ceará, o veterano jogador autor do gol de empate havia atuado por 11 clubes (a passagem de maior repercussão foi a pelo Fluminense, entre 1998 e 2002, quando o "Magnata" marcou 43 gols em 81 jogos com o Tricolor das Laranjeiras). 11 clubes.

Retornando ao jogo. 11 minutos após empatar a partida, viria o gol da virada: Geraldo tabelou com Marcelo Nicácio e teve a felicidade de acertar um chute indefensável, próximo ao ângulo esquerdo. O camisa 10 comemorou bastante e fez questão de agradecer ao companheiro por ter ajeitado carinhosamente a bola para o chute, "lustrando" a chuteira do camisa 99 na comemoração.

Pouco antes do final do primeiro tempo, Túlio Souza recebeu de Jóbson e teve grande chance de recolocar a partida em igualdade no placar, mas o chute cruzado saiu raspando a trave direita de Michel Alves.

Os times voltaram com as mesmas formações, mas o Botafogo conseguiu, finalmente, impôr seu jogo. Jóbson se movimentava bastante, mas pecava pelo individualismo: aos 4 minutos, o rápido atacante teve o mérito de escapar de três adversários e invadir a área cearense pelo lado esquerdo. Porém, em vez de centralizar o lance - Abreu estava no miolo da área -, Jóbson acabou tentando resolver sozinho e mandou na rede externa, levando bronca do atacante uruguaio, do capitão Lúcio Flávio e do comandante Joel Santana.

Calma, botafoguenses! Lá viria o 11 no cronômetro da etapa complementar! Aos 11 minutos, Alessandro apoiou bem pelo lado direito, cruzou na área e Abreu fez o resto como manda o figurino: dominou e colocou no canto, fora do alcance de Michel Alves. Tudo igual novamente. O 11º gol de "Loco" Abreu na Série A 2010.

O Botafogo ganhou novo ânimo com o gol e também com a entrada de Caio no lugar de Fahel, melhorando visivelmente a movimentação ofensiva da equipe. Porém, era o Ceará que teria duas grandes chances de reassumir a vantagem no marcador: aos 34 minutos, Magno Alves cabeceou no pé da trave direita de Jéfferson; pouco depois, a bola bateria novamente na trave direita botafoguense (Leandro Guerreiro levou uma bolada e quase viu a bola entrar na própria meta). A melhor resposta veio com Jóbson, que entrou na área em liberdade mas acabou desperdiçando novamente, dessa vez chutando em cima de Michel Alves, que defendeu com o joelho.

Com 41 minutos, Michel empurraria Caio, que puxava contra-ataque. Veio o segundo cartão amarelo ao jogador, que deixou o time com um homem a menos. Mas nos minutos finais o Ceará, com 10 homens, acabou tendo mais a bola nos pés do que o Botafogo, com 11. Mas nada que chegasse a dar a 11ª vitória ao Ceará na competição. Nem a 11ª derrota. Desta forma, o Botafogo vai a 56 pontos e o Ceará a 45. Faça as contas e veja a diferença de pontos entre as equipes...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sabores Distintos No Empate Entre Vasco E Botafogo

Vasco e Botafogo mediram forças no Engenhão e, pelo que se viu nos 45 minutos iniciais, dava pinta de que o Cruzmaltino sairia do estádio com uma nova vitória por goleada diante daquele adversário (na Taça Guanabara desse ano, um placar de 6a0 findou a passagem de Estevam Soares pelo Alvinegro, que foi buscar Joel Santana). Porém, mesmo perdendo por 2a0 e vendo dois jogadores saírem machucados de campo na primeira etapa, o Botafogo conseguiu correr atrás, diminuiu a diferença, teve um jogador expulso e, ainda assim, arrancou o empate nos acréscimos da partida.

Com o resultado, o Vasco soma 5 jogos consecutivos sem vencer (é a equipe que mais vezes empatou na competição, com 12 placares na igualdade) enquanto o Botafogo não ganha há 3 jogos. Se o Vasco está em 13º, o Botafogo já não mais comemora o 4º lugar: a CONMEBOL decidiu, ontem, cortar a vaga do 4º colocado da Série A brasileira, argumentando que o título continental não mais cria uma vaga extra para o país que sedia o clube campeão. Portanto, os brasileiros na Libertadores 2011 serão Internacional, Santos, os 3 primeiros na Série A e, caso ocorra, o campeão da Copa Sul-Americana.

O jogo

O Vasco começou melhor a partida, tomando a iniciativa e criando as chances mais agudas. A equipe botafoguense tinha dificuldades de circular a bola, que passava demasiadamente pelos pés de Leandro Guerreiro e Fahel, jogadores sem o mesmo poder de criação de Maicosuel, que atuava adiantado. O negócio pioraria para o Botafogo aos 13 minutos, quando Antônio Carlos sofria falta - ignorada pela arbitragem de Felipe Gomes da Silva - e, no contra-ataque, Ramón fintou Alessandro e contou com desvio em Danny Morais para superar o goleiro Jéfferson. Antônio Carlos, lesionado, deu lugar ao atacante Caio.

O Botafogo até cresceu no jogo, teve chances de alcançar o empate em finalizações de Maicosuel, mas sem êxito. Na última delas, aos 29 minutos, o camisa 7 arrancou em velocidade driblando Dedé e, cara-a-cara com Fernando Prass acabou chutando fraco: pior do que o gol não feito foi ver o jogador saindo de campo com suspeita de entorse no joelho. Quem entrou em seu lugar foi o argentino Germán Herrera.

Com 36', Éder Luís recebeu pelo setor esquerdo, passou por Alessando e chutou cruzado, no canto, estuando a rede alvinegra e colocando 2a0 no placar. Em contra-ataque aos 44', o mesmo Éder Luís ficou perto de transformar a vantagem em goleada, mas o chute saiu à direita.

Na segunda etapa, mais ligado e objetivo, o Botafogo logo alcançou o primeiro gol: em bola levantada pra área, Fernando Prass afastou apenas parcialmente, Herrera recolheu e encobriu goleiro e defensores vascaínos com um toque consciente de cabeça, aos 8'.

O jogo era outro. O Botafogo voltou a adotar a filosofia de jogo com a qual faturou os dois turnos do Estadual 2010, isto é, na ligação direta com "Loco" Abreu. O Vasco levava perigo nos contra-ataques, mas acabava pecando nas finalizações. Na marca de 17 minutos, o camisa 17, autor do gol alvinegro, era expulso pelo segundo cartão amarelo. A partir de então,a recuperação botafoguense na partida ganhou contornos de heroísmo, cujo ponto culminante deu-se nos instantes finais do jogo: em cruzamento na área, Tite levou o braço à bola e não deu outra escolha ao árbitro que não a marcação da penalidade máxima. Na cobrança, Abreu mandou no quadrante 10 e garantiu um empate com sabor de vitória ao clube de General Severiano.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

Nesta semana que passou, o Hércules, recém-promovido à Primeira Divisão Espanhola, jogou uma única partida. Após estrear com derrota dentro de casa para o Athletic Bilbao (1a0), provavelmente nem os mais fanáticos torcedores da equipe imaginariam o que aconteceria dentro do Camp Nou no sábado seguinte. É isso mesmo, o Hércules pegou na segunda rodada o atual bicampeão espanhol dentro do estádio adversário, diante de 77.000 espectadores. O resultado disso? 2a0 para os visitantes, com ambos os gols sendo marcados pelo paraguaio Nelson Haedo Valdez (o clube espanhol pagou 4 milhões de euros ao Borussia Dortmund pelo atacante de 26 anos, na maior contratação da história da instituição).

O elenco do Hércules tem, além de Valdez, alguns outros nomes conhecidos no futebol internacional, como por exemplo o holandês Royston Drenthe (ex-Real Madrid) e o francês David Trèzèguet (ex-Juventus). Uma vitória como essa certamente dá novo ânimo ao clube nessa empreitada de permanecer na Primeira Divisão. Se bem que, para alguém capaz de superar os comandados de Josep Guardiola, é bem razoável traçar planos mais ambiciosos. O torneio está apenas começando, há muitas equipes com mais tradição e investimento, mas o Hércules já mostrou sua força (com o perdão do trocadilho).

Jogada da semana

A jogada dessa semana é sul-americana: aconteceu no Campeonato Brasileiro e foi protagonizada por um jogador uruguaio. Nos minutos finais da partida entre Santos e Botafogo, pela 20ª rodada, a equipe visitante mandou a bola pra área e a redonda chegou em Sebastián "El Loco" Abreu. O camisa 13 fez o que fez e você poder ver a seguir. Gol da vitória botafoguense.

domingo, 12 de setembro de 2010

Botafogo Vence São Paulo E Mostra A Que Veio

Mais de 24.000 pessoas pagaram para entrar no Engenhão e o que se viu foi um Botafogo que, defensivamente, lembrava o São Paulo nos tempos de Muricy Ramalho: impecável na jogada aérea, reduzindo os espaços dos adversários com uma marcação bem postada e saindo em bloco para o ataque. Leandro Guerreiro e Alessandro foram figuras determinantes lá atrás e, somado ao oportunismo de "Loco" Abreu, o Alvinegro conseguiu nova vitória na competição e entrou definitivamente na disputa pelo título, interrompendo uma seqüência são-paulina de três triunfos consecutivos.

O jogo

Joel Santana teve um imprevisto antes de a bola rolar: no aquecimento, Herrera sentiu dor e foi vetado para a partida. O Botafogo já não contava com os lesionados Somália e Jóbson enquanto Sérgio Baresi precisou levar uma dupla de zaga reserva, pois Alex Silva (machucado) e Miranda (suspenso) eram desfalques certos. E a atuação de Xandão e Samuel acabou sendo bastante insegura, com ambos os jogadores ficando envolvidos por diversas vezes nas tramas de jogadas adversárias.

Aos 3 minutos, o Botafogo chegou com Abreu, que acabou parando em defesa de Rogério Ceni. Com 9 minutos, Marcelo Cordeiro deixou o campo com uma lesão, dando lugar para Edno. Aos 22', nova chance dos alvinegros - que seguiam melhor no jogo - mas o cabeceio de Fahel acabou passando perto da trave direita. Ainda na primeira etapa, nova contusão que forçou substituição pelo lado do time da casa: Marcelo Mattos, bem no jogo, deu vaga para Caio.

As mexidas tornaram o Botafogo mais ofensivo e a recompensa veio aos 22 minutos da etapa complementar: Caio pegou sobra de bola pela direita, avançou livre e finalizou. Rogério Ceni rebateu e Abreu apareceu para conferir, abrindo a contagem. Foi o segundo gol do uruguaio nos dois últimos jogos (ele fez o da vitória por 1a0 sobre o Santos, quinta-feira, no Pacaembu).

O Tricolor passou a ir mais para a frente, mas quando não parava num seguro Jéfferson acabava vacilando na pontaria, como na principal chance da equipe, chutada por cima do travessão pelo atacante Dagoberto. E, aos 35', o Botafogo tratou de definir a fatura: Renato Cajá puxou contra-ataque e serviu Edno, que invadiu a área e chutou de esquerda, cruzado, no contrapé de Ceni, para delírio dos botafoguenses que faziam a festa nas arquibancadas e terminaram o jogo aos gritos de "olé".

O clube de General Severiano aparece em 3º lugar, com 37 pontos. Já a equipe do Morumbi está em 9º, com 28.

Outros resultados

Sábado

Corinthians (2º) 0a1 Grêmio (12º)
Flamengo (16º) 2a2 Vitória (15º)
Atlético/GO (18º) 2a1 Fluminense (1º)

Domingo

Palmeiras (13º) 0a0 Vasco (11º)
Atlético/MG (17º) 1a0 Grêmio Prudente (19º)
Avaí (14º) 1a2 Cruzeiro (4º)
Guarani (7º) 1a0 Atlético/PR (8º)
Internacional (5º) 0a0 Goiás (20º)
Ceará (10º) 2a1 Santos (6º)

Na próxima quarta-feira, 8 jogos abrem a 22ª rodada, com direito ao duelo entre líder e vice-líder.

sábado, 3 de julho de 2010

Classificação Com Carimbo Celestial

O encontro entre Uruguai e Gana foi o segundo da Copa 2010 definido nas penalidades. Podemos falar sobre o jogo mostrando os principais lances de perigo - sim, faremos isso também - mas é perfeitamente possível mensurar o quão dramática e histórica foi a classificação uruguaia com um único lance. O lance derradeiro da prorrogação. Um lance sem parâmetros de comparação com qualquer outro na história do futebol mundial. Luis Suárez e Asamoah Gyan, com sentimentos diametralmente opostos, não esquecerão desse lance até quando durarem suas memórias mortais.

Após 40 anos, o Uruguai retorna a uma fase semifinal de Mundial. Gana, que beirou o feito de ser a primeira seleção africana a ficar entre as 4 melhores do planeta, deixa o continente-sede sem um único representante na competição.

Em primeiro tempo de chances discretas, gol sai em chutaço da intermediária

Aos 4 minutos, Diego Forlán cobrou fechado um escanteio pela esquerda e Samuel Inkoom afastou na altura da primeira trave.

3 minutos depois, Kwadwo Asamoah chuta sobra de cobrança de falta pegando de primeira e mandando à esquerda.

Com 9 minutos, Diego Pérez tenta enfiada de bola para Luis Suárez mas Richard Kingson recolhe. No minuto seguinte, Suárez avança com a bola pela esquerda, se livra de Isaac Vorsah, chuta e Kingson defende em dois tempos.

Na marca de 17 minutos, Forlán cobra novo escanteio pela esquerda, Edison Cavani dá um leve desvio, a bola bate no peitoral avantajado de John Mensah e o capitão só não marca contra pois Kingson consegue defender, provavelmente no susto.

Aos 19', Jorge Fucile entra com força em Asamoah, recebe cartão amarelo e fica suspenso automaticamente.

Com metade da primeira etapa jogada, as equipes avançavam basicamente em lances de bola parada. Até que saiu alguma coisa interessante aos 24 minutos: Cavani carrega, passa para Forlán, que tabela com Egídio Arévalo e chuta colocado para fora, em lance que teve origem em saída de bola errada da equipe de Gana. No minuto seguinte, arremesso lateral na direção de Suárez, o camisa 9 acompanha a trajetória da bola, Vorsah não intercepta e o atacante chuta emendando de primeira, no alto, para bonita defesa de Kingson.

Na marca de 29 minutos, Gana tem seu primeiro escanteio no jogo: Muntari cruza da direita, Vorsah sobe mais que Diego Lugano e cabeceia cheio de estilo, mandando a redonda rente ao ângulo direito. No minuto posterior, Kevin-Prince Boateng recebe enfiada na direita, dá uma meia-lua para se livrar da marcação, passa para Asamoah Gyan no centro e o camisa 3 chuta de primeira rente à trave esquerda.

Com 33', Prince volta a procurar Gyan, mas a enfiada de bola é recolhida pelo goleiro Fernando Muslera.

Aos 37', baixa no Uruguai: sai Lugano, machucado, e entra Andrés Scotti. Passado um minutinho, Sulley Ali Muntari cabeceia após lançamento diagonal mandando a bola à esquerda da meta.

Na marca de 42', Fucile sobe para disputar com Inkoom e cai muito feio, preocupando atletas, médicos e espectadores. Depois, viu-se que estava tudo bem com o lateral, que chegou a ficar estático no gramado. No minuto seguinte, Gyan recebe no comando de ataque, planeja encobrir Muslera, mas o goleiro não apresenta dificuldades para defender em dois tempos.

Com 44 minutos, uma belíssima jogada de Gana: Inkoom desce pela direita, se livra de Fucile, cruza à meia-altura, a bola passa por Scotti e chega em Prince, que emenda de bicicleta mas não consegue pegar em cheio, mandando para fora.

Nos instantes finais que antecediam o intervalo, Muntari - que fazia sua estréia como titular na Copa 2010 - faz tabelinha ligeira na intermediária e resolve chutar ao gol. Eis que, a 34 metros do gol, sai um foguete com curva. Velocidade, efeito e o passinho em falso dado por Muslera para o canto direito foram as receitas para o sucesso da empreitada: 1a0 Gana.

Em cobrança de falta, Forlán deixa tudo igual no placar

Oscar Tabárez usou o intervalo para mexer pela segunda vez, tirando Álvaro Fernández para colocar Nicolás Lodeiro.

Com 1 minuto, Forlán enfia para Cavani, Vorsah tromba com ele dentro da área e o árbitro português Olegário Benquerença manda o jogo seguir. Aos 2', Arévalo recebe cartão amarelo por entrada dada em Prince. 6 minutos depois foi a vez de John Pantsil derrubar Fucile com um carrinho e também ficar amarelado.

E foi cobrando falta que o Uruguai chegou ao empate: Forlán decidiu cobrar direto, chutando cruzado, firme e superando Kingson com uma bola no alto, aos 9 minutos.

Com 12', Gyan chuta de fora e Muslera cai para espalmar. Na seqüência, Scotti afasta mas a arbitragem marca impedimento. Aos 14', nova entrada faltosa e novo cartão amarelo: Diego Pérez, por carrinho em Asamoah.

Na marca de 15 minutos, Kingson vai dominar uma bola, se atrapalha e deixa a redonda passar entre as pernas: por sorte da pátria ganesa, o goleiro não estava entre as traves e o lance resultou em escanteio (mal batido por Forlán).

As equipes dividiam a bola democraticamente com 50% da posse e o jogo era lá e cá.

Aos 17', Forlán recebe na esquerda, ajeita e cruza: Kingson não reage e vê a bola ser escorada por Suárez para fora. 3 minutos depois, Scotti puxa o calção de Prince dentro da área e Benquerença ignora: na seqüência, Muntari chuta sobra à esquerda.

Com 25', Lodeiro passa para Suárez e o camisa 9 dá chute forte, espalmado por Kingson. 2 minutos depois, Mauricio Victorino erra e presenteia Gyan, que chuta de primeira e Muslera encaixa.

Na marca de 28' veio a primeira substituição de Gana: Inkoom por Stephen Appiah. No mesmo minuto, Forlán cobra falta pela direita direto pro gol, mas a bola vai na rede externa.

Aos 30 minutos, a última substituição uruguaia: Cavani por Sebastián "El Loco" Abreu. No minuto seguinte, Hans Adu Sarpei recebe cartão amarelo por falta em Suárez. Na cobrança, Forlán levanta na área, Suárez finaliza e Kingson espalma.

Com 36 minutos, contra-ataque para o Uruguai: Maximiliano Pereira avança, tem duas opções de passe mas chuta por cima. No minuto posterior, Fucile chuta de fora da área, Anthony Annan se joga e a bola passa pelo camisa 6 - mas não pelo goleiro Kingson, que segura.

Milovan Rajevac trocou pela segunda vez aos 42': Muntari por Dominic Adiyiah.

Aos 44', a última chance no tempo regulamentar: Appiah recebe cruzamento na esquerda, ajeita no peito e Maxi Pereira corta para escanteio.

Primeiro tempo da prorrogação escasso em criatividade

Gana chegava à sua segunda prorrogação na Copa. Na anterior, conseguiu um gol logo aos 3 minutos diante dos Estados Unidos e manteve o resultado até o último apito. Dessa vez o drama seria maior.

Com 2 minutos, escanteio pelo lado direito no ataque de Gana e Abreu, postado próximo da primeira trave, corta com um mergulho. Por reclamar com a arbitragem, o capitão Mensah recebe o sexto cartão amarelo da partida.

Aos 5', Asamoah arrisca de fora e manda por cima. Na marca de 12', Maxi Pereira levanta na área, Abreu cai junto da marcação adversária e a arbitragem manda seguir. No minuto seguinte, Lodeiro tenta passe para a área, a bola desvia na defesa e fica com Kingson.

Gana se assanha no final, pressiona o Uruguai e a prorrogação tem um desfecho espetacular

Aos 4 minutos, Appiah recebe na direita, cruza, Gyan se antecipa e cabeceia para fora. Com 8 minutos, Forlán recebe pelo lado esquerdo uma inversão de jogo desviada parcialmente por Vorsah e, de dentro da área, chuta para fora.

Aos 12', Pantsil cobra lateral, Fucile desvia para dentro da própria pequena área e Prince completa cabeceando rente à trave esquerda. No minuto seguinte, Prince põe na área uma bola que toma o rumo do gol e Muslera espalma.

Na marca de 15 minutos, "o" lance da partida. Pantsil levanta a partir do lado direito de ataque ganês. Muslera sai do gol para tentar afastar mas não consegue. Appiah pega a sobra e chuta para o gol. Suárez, em cima da linha final, salva com a perna. A bola volta para nova finalização dos africanos. A baliza uruguaia segue sem goleiro, com Fucile e Suárez embaixo do travessão. Adiyiah manda para o gol e o artilheiro da equipe sul-americana salva com as mãos. Benquerença flagra e age corretamente, marcando pênalti e expulsando o "atacante-goleiro" uruguaio.


Luis Suárez salva a finalização de Dominic Adiyiah com o braço: cena épica.

Suárez deixa o gramado e mostra desespero ao se deparar com a situação: Gana está a uma cobrança de pênalti bem-sucedida de avançar e eliminar os uruguaios.

Gyan pega a bola e parte para a cobrança, aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação. O camisa 3 é o artilheiro da equipe na Copa, com 3 gols (2 deles em cobranças de pênalti). O chute vai no meio, explode no travessão e sai por cima.

Suárez, no túnel que dá acesso aos vestiários, comemora como se fosse um título.

Gyan parece não acreditar no que acontece e é consolado por Prince.

Apito final e a partida vai para as penalidades.

Nas penalidades, duas defesas de Muslera e um desfecho no melhor estilo Loco Abreu

Para melhor entender as cobranças, considere o gol dividido em 15 quadrantes: de 1 a 5 na fileira horizontal superior (1 para o ângulo esquerdo, 5 para o ângulo direito), de 6 a 10 a fileira horizontal que caracteriza o chute dado à meia-altura (6 para o canto esquerdo, 10 para o canto direito) e de 11 a 15 para as cobranças rasteiras (11 para o canto esquerdo e 15 para o canto direito). Os chutes no meio do gol seriam nos quadrantes 3 (alto), 8 (meia-altura) e 13 (rasteiro). Quando me referir ao movimento do goleiro para esquerda ou direita é em relação ao próprio goleiro e não ao cobrador.

Forlán mandou no quadrante 19 - Kingson saltou para a direita;
Gyan, que sacodiu a poeira e foi para a bola, chutou no quadrante 5 - Muslera acertou o canto, mas naquele lugar é indefensável;
Victorino cobrou no quadrante 1 - Kingson acertou o canto, mas vale o mesmo que o dito na cobrança anterior;
Appiah converteu no quadrante 6 - Muslera chegou a tocar na bola;
Scotti cobra mal, no quadrante 13 - Kingson cai para a direita, com menor deslocamento pegaria com os pés;
Mensah manda para o quadrante 14 - Muslera defende e põe o Uruguai em vantagem;
Maxi Pereira manda na altura do quadrante 4 - isolou a bola e a vantagem uruguaia;
Adiyiah chuta para o quadrante 14 - Muslera defende novamente;


Fernando Muslera salta para defender a cobrança de Adiyiah.

Loco Abreu converte no quadrante 8 - de cavadinha! Kingson foi para a direita e assistiu a bola entrar.


Loco Abreu dá a cavadinha; Richard Kingson vai pra direita e vê a Jabulani entrar lentamente.

Gyan estava inconsolável.

Os uruguaios comemoraram e não esqueceram de erguer Suárez. O camisa 9 cumprirá suspensão, no cartão vermelho mais importante da história do país.