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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Time Da Virada Vence E Passa Em Primeiro

O Vasco da Gama, que tinha tudo e mais um pouco para terminar a Taça Guanabara na condição de vice-líder no grupo A, conseguiu a classificação para a semifinal como primeiro colocado em sua chave. Numa rodada em que todos os quatro clubes da Série A nacional marcaram dois gols cada (o Flamengo não foi vazado pelo Olaria no sábado enquanto, no domingo, Botafogo e Fluminense empataram com Boavista e Madureira, respectivamente), o Vasco saiu atrás mas conseguiu a virada pra cima do Duque de Caxias, em Macaé.

Desta forma, teremos como cruzamentos semifinais Vasco e Fluminense (Vasco com a vantagem do empate) e Flamengo e Botafogo (Flamengo com a vantagem do empate). O Duque de Caxias, que em alguns momentos dava pinta de vencer o jogo, amargou nova derrota e terminou o turno como lanterna no grupo B, com a terceira pior campanha no geral.

O jogo

Por mais que todos saibamos que o Campeonato Estadual no Rio de Janeiro tenha um abismo entre os quatro clubes mais ricos e os doze menos badalados, o que se viu no primeiro tempo em Macaé foi uma equipe do Duque de Caxias superior ao Vasco da Gama. Isso mesmo, superior. Se não tecnicamente, pelo menos no comportamento tático e, sobretudo, na disposição demonstrada.

Nove minutos depois de a bola começar a rolar, o atacante Charles Chad teve grandiosa oportunidade de abrir o placar, em lance semelhante àquele fatídico Corinthians e Vasco, quando Cássio foi buscar a finalização de Diego Souza, em 2012, pela Copa Libertadores da América daquele ano. Só que Charles, com um péssimo chute, facilitou a ação para o goleiro Alessandro, que pegou com tranquilidade.

Mas os deuses do futebol foram generosos com Charles, que nove minutos depois teve nova chance clara, dessa vez aproveitando o cruzamento de Leandro Cruz e mandando para a rede, se antecipando ao zagueiro Renato Silva e ao goleiro Alessandro. 1a0 Duque de Caxias.

E o Caxias só não foi para o vestiário com uma vantagem maior porque a arbitragem comandada por André Rodrigo Rocha inventou impedimento em lance onde Leandro Cruz marcaria o segundo gol, aos trinta e nove minutos.

O Vasco voltou para o segundo tempo mais ligado e a defesa passou a conceder menos espaços aos atacantes adversários. Com duas bolas na trave (uma de Bernardo cobrando falta e outra de Dakson, que entrara no lugar de Dieyson), o Clube da Colina dava sinais de melhora. Mas mesmo assim, o Duque de Caxias esteve muito perto de balançar a rede novamente: aos vinte e três, Leandro Cruz voltou a efetuar cruzamento pelo flanco esquerdo e Charles Chad, em ótima condição, não tirou proveito da falha de Renato Silva, chutando para fora e desperdiçando o que seria o segundo gol (moralmente, o terceiro, não esquecendo da anulação no lance de Leandro Cruz no primeiro tempo).

Não ampliou a diferença aos vinte e três, tomou o empate aos vinte e nove. Realidade dura para os comandados de Mário Júnior: após bela jogada individual de Carlos Alberto, Fernando rebateu, a zaga não afastou e Bernardo conseguiu mandar para dentro, cabeceando após chute de Dakson. 1a1.

E se o meia estava contente naquele momento (chegou a tirar a camisa na comemoração, recebendo cartão amarelo), o que dizer cinco minutos depois, com o gol da virada? Aos trinta e quatro, Carlos Alberto acertou o travessão e Bernardo aproveitou o rebote. 2a1 Vasco.

Torcedores presentes no estádio Cláudio Moacyr cantarolavam "ô Urubu, pode esperar, a sua hora vai chegar". Curiosamente, o encontro entre Bacalhau e Urubu só aconteceria se o Vasco fosse vice-líder no grupo A. Mas os vascaínos, talvez sem contar com o tropeço do Botafogo diante do Boavista, terminaram líderes, e por isso enfrentam o Fluminense. Seria aquele cântico um complexo de vice ou a antecipação da final? Veremos o que acontece em cada semifinal.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vasco Quase Se Complica, Mas Vence Duque De Caxias Por 4a2

O Vasco, que recentemente sofreu seu primeiro revés desde que Ricardo Gomes assumiu o comando técnico da equipe (3a1 para o Macaé na estréia na Taça Rio), voltou a vencer e deu mostras de que está disposto a apagar a má impressão por ter ficado de fora das semifinais na Taça Guanabara. A equipe chegou a abrir 3a0 (resultado conquistado ainda no primeiro tempo de partida), mas por um momento chegou a ter a vitória ameaçada pelo Duque de Caxias, que encostou no placar com gols aos 5 e aos 28 minutos do segundo tempo. Mas uma bela cobrança de falta do zagueiro Dedé decretou o triunfo do Clube da Colina.

O jogo

Tudo começou muito bem para os donos da casa em São Januário. Aos 9 minutos, Felipe pegou uma sobra dentro da área e agiu como se fosse um centroavante, descolando chute de bico que foi no canto direito, inaugurando o marcador. O meia comemorou exibindo o escudo do clube estampado na camisa e soltando uma palavra trissílaba de sete letras que não cabe reproduzir nesse espaço freqüentado por adultos e crianças.

Com o controle da partida, o segundo gol veio com relativa naturalidade: aos 36 minutos, uma bola levantada da esquerda foi até o zagueiro Ânderson Martins. De costas para o gol, o defensor mostrou técnica apurada na jogada aérea e cabeceou com estilo no canto direito. 2a0 Vasco. O terceiro veio antes do intervalo: Bernardo recebeu em condição legal, preparou o drible e foi derrubado pelo goleiro Fernando. Aos 44 minutos, o próprio Bernardo cobrou estufando a rede no quadrante 6.

Veio o segundo tempo, e o jogo que parecia resolvido ganhou ares de "tudo pode acontecer". Aos 5 minutos, uma falta cobrada pela direita foi ao encontro de Somália, que, na pequena área, completou com um peixinho. Com 23 minutos, Ânderson Martins foi corretamente expulso pelo árbitro Eduardo Guimarães, deixando o Vasco com um jogador a menos. E a equipe caxiense tirou proveito disso: ao 28 minutos, Ari recebeu livre pelo lado direito da área e superou Fernando Prass com uma finalização rasteira no canto esquerdo.

Vencendo por 3a2 uma partida que já esteve 3a0, o Vasco precisou redobrar a atenção para não ceder o que seria um empate catastrófico. Em jogada individual de Felipe, o meia vascaíno sofreu falta próximo da meia-lua. Falta de uma posição que o próprio Felipe costuma cobrar. Mas dessa vez ele atendeu o pedido de Dedé, que solicitou realizar a cobrança. E que cobrança! Colocando categoricamente no canto direito, o zagueiro fez um belo gol e garantiu o triunfo da equipe. Depois do jogo, deu declarações agradecendo ao Felipe por conceder-lhe o direito de bater aquela falta. Gratidão que também deve ser a dos torcedores do Vasco.

Outros resultados

Quarta-feira

Americano 2a1 Macaé
Cabofriense 2a1 Resende
Olaria 2a0 Boavista
Nova Iguaçu 0a1 Botafogo
Fluminense 3a1 América

Quinta-feira

Bangu 1a2 Flamengo
Volta Redonda 3a2 Madureira

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Reação Alvinegra Começa Nas Arquibancadas

O detentor do título estadual estreou com vitória no Rio de Janeiro. Atuando no estádio Olímpico João Havelange, a equipe do Botafogo foi para o intervalo perdendo por 1a0 para o Duque de Caxias - placar que persistiu até os 33 minutos do segundo tempo - mas num intervalo de 5 minutos conseguiu os dois gols que lhe deram a vitória na abertura de uma rodada dupla que contou também com a vitória do Fluminense sobre o Bangu (1a0).

O jogo

Na quente tarde no bairro do Engenho de Dentro, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, Botafogo e Duque de Caxias faziam uma partida sem grandes emoções. Eram poucas as chegadas perigosas ao ataque, destacando-se um chute de Ari, que não entrou porque Jéfferson realizou grande defesa no canto esquerdo. Se faltavam emoções ao jogo, o árbitro Marcelo de Lima Henrique tratou de dar sua "contribuição", flagrando o braço de Lucas em Geovane Maranhão e marcando pênalti a favor do Duque de Caxias. A cobrança de Somália nem foi das melhores, mas a bola estufou o quadrante 7 e inaugurou o marcador aos 40 minutos.

Com 3 zagueiros, 2 volantes e pouquíssima criatividade, Joel Santana mexeu no time durante o intervalo: saíram João Filipe e Guilherme para as entradas de Bruno Tiago e Alex. Mais leve e arisco, o Botafogo passou a dominar a partida e a criar chances. Mas o que efetivamente mudou o panorama do jogo dentro das quatro linhas teve influência direta das arquibancadas: é que a torcida do Fluminense, que chegava ao Engenhão no aguardo do jogo de fundo, passou a gritar no Setor Leste do estádio e imediatamente arrancou reações dos alvinegros. Houve provocações entre os clubes e, o mais importante, incentivos ao time que até aquele momento perdia a partida. Empurrados pelos gritos e cânticos que enfim preenchiam o campo de jogo, os jogadores conseguiram a virada em um intervalo de cinco minutos.

Aos 33 minutos, um bate-rebate danado na área caxiense terminou com um chute forte de Caio estourando na marcação de Lugão, que no entender de Marcelo de Lima Henrique colocou a mão intencionalmente na bola: pênalti. Sebastián "El Loco" Abreu cobrou alto, no meio, mandando a bola no travessão e na rede. Comemorou seu primeiro gol na temporada pegando a redonda e levando consigo para a reposição da bola em jogo.

A alegria botafoguense se intensificou e o segundo gol não tardou em vir: aos 37 minutos, "Loco" Abreu tocou atrás para Renato Cajá e o meia deu belo passe para Caio, que apareceu em liberdade pelo lado direito e virou o placar com um chute firme, sem chances para Erivélton.

A torcida naquela altura era pura euforia. E o time, deixando as arquibancadas guiarem-no, seguiu atacando na busca pelo terceiro gol. Mas o apito final soou e o placar ficou mesmo 2a1. Como na seqüencia havia Bangu e Fluminense, alguns botafoguenses permaneceram no estádio para fortalecer os incentivos ao Alvirrubro da Zona Oeste. Afinal, a festa não pode parar.