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sábado, 29 de julho de 2017

Com Atuação Mágica Do "Profeta", São Paulo Vira Sobre Botafogo No Rio

Que no futebol "tudo pode acontecer", provavelmente nenhum torcedor duvida. Mas o que aconteceu com Botafogo e São Paulo na tarde deste sábado no estádio Nílton Santos foi pra superar os mais audaciosos cenários de imprevisibilidade.

Era a reestréia de Hernanes com a camisa do Tricolor Paulista. Era um Botafogo embalado pela classificação às semifinais na Copa do Brasil. Era um monte de coisa. E a soma delas todas deram um grande jogo de futebol.

Os destaques na partida foram Cueva e o próprio Hernanes, ambos maestrais na condução de bola no último terço de gramado. Ainda assim, até os trinta e poucos minutos do segundo tempo, parecia que a vitória não escaparia das mãos do Alvinegro Carioca, que vencia por 3a1 e tinha bastante campo para contra-atacar, jogando do jeito que o time gosta.

"Profeta" Hernanes ajudou o São Paulo a conseguir uma reviravolta no jogo. Imagem extraída de Gols Da Rodada.
Só que "tudo pode acontecer", não é mesmo? Com dois gols de Marcos Guilherme e um de Hernanes, os visitantes buscaram uma virada improvável no Rio de Janeiro. É a primeira vitória do time do Morumbi fora do seu estádio no Campeonato Brasileiro 2017. Vitória que dá grande moral para os comandados de Dorival Júnior tentarem se afastar da zona de rebaixamento o quanto antes. Já para o Botafogo, derrota que Jair Ventura e seu elenco devem assimilar como aprendizado: não há jogo resolvido antes de consumado o apito final. Lição que vem em ótima hora, pois o clube de General Severiano tem confrontos eliminatórios na Copa do Brasil e na Copa Libertadores da América. Para correr atrás desses títulos inéditos, é bom ter em mente que "tudo pode acontecer". Assim, possivelmente, o Glorioso poderá extrair o lado bom da máxima de que "tem coisas que só acontecem com o Botafogo".

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Soberano É O Futebol Arte: Atlético Mineiro 4a1 São Paulo

O Clube Atlético Mineiro está nas quartas-de-final na Copa Libertadores da América 2013. Ponto parágrafo.

Ler essa frase hoje é simples e redundante, pois o fluxo de informações já deixou cada um que se interessa em Taça Libertadores ciente da goleada por 4a1 sobre o São Paulo, totalizando 6a2 na soma dos resultados. Mas muitos "especialistas" e "entendidos" de futebol (aspas com valor de "pseudo") haviam sacramentado a eliminação atleticana após a derrota por 2a0 para o mesmo São Paulo Futebol Clube na última rodada pela fase de grupos no torneio.

Naquele momento, o Galo vinha de uma campanha com 100% de aproveitamento, já assegurando o primeiro lugar no grupo e no geral. Um simples empate no Morumbi eliminava o Tricolor. Só que os donos da casa mostraram sua força e vibração, vencendo a partida com dois gols no segundo tempo. Há quem sugira que o Atlético "tremeu". Que o São Paulo é mais "familiarizado" com Libertadores. A segunda premissa é verdadeira, mas pouco diz dentro de campo. Principalmente quando se está diante de uma equipe tão envolvente e eficiente como essa comandada por Cuca. Ou melhor, como mais essa comandada por Cuca.

As personificações do envolvimento e da eficiência no jogo de quarta-feira no Independência foram Ronaldinho Gaúcho e Jô. Os dribles, as arrancadas, os passes, os lançamentos, os deslocamentos e tudo o mais exibidos por Ronaldinho são para fazer lembrar os tempos de Barcelona. Sim, os tempos de Barcelona, aqueles que muitos garantiram que jamais voltariam. É aquele Ronaldinho! Só que em vez de vestir azul-grená sendo comandado por Rijkaard, é em alvinegro sob os cuidados de Cuca. Um gênio. Daqueles que encantam e que decidem jogos e classificações. Jô, autor de três gols - diga hat-trick, se preferir - mostrou que conhece o atalho para a rede. Não precisa de muitos toques na bola nem de muito espaço para resolver os lances que chegam a si. Ainda carimbou o travessão de Rogério Ceni (a exemplo de Ronaldinho). Foi quatro, mas poderia ter sido mais. Uma sacolada.

Bernard, Tardelli e tantos outros também foram importantes. E quando muitos (talvez todos) rendem bem, há que se olhar com carinho para o trabalho desepenhado pelo treinador. Invicto no Independência desde a reinauguração, o Galo tem a força, a coragem, a organização e o encanto dos verdadeiros campeões. Mostrou isso diversas vezes desde que Cuca assumiu o comando tático e ficou ainda mais belo desde a chegada de Ronaldinho. A participação dos fanáticos torcedores é a cereja no topo do bolo vegano. Se essa trajetória vai terminar na próxima eliminatória, na fase semifinal, em vice-campeonato ou em título, pouco importa. O reconhecimento por algo bem realizado independe disso. Mas será muito mais bonito - principalmente para o futebol - se tivermos um time que joga como joga o Atlético de Cuca (e como joga!) levantando um troféu tão almejado. Azar do São Paulo, do ótimo Ney Franco, que da fase de grupos até as oitavas jogou metade de suas partidas com o Galo (uma vitória e três derrotas). Quer dizer, azar em termos de resultados porque deve ter sido um belo aprendizado.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Heroísmos Numa Quarta-feira Futebolística

Vamos aqui falar sobre três jogos assistidos pelo blogueiro nessa última quarta-feira (ontem, 17.04.2013). Poderiam ser três tópicos diferentes, mas veio a idéia de juntar tudo numa única postagem, compactando o conteúdo e, na medida do possível, estabelecendo relações entre as diferentes partidas.

Seguindo a ordem cronológica dos eventos, comecemos pela fase quartas-de-final na Copa da França, onde Evian e Paris Saint-Germain se enfrentaram em jogo único, decidido somente nas cobranças de pênaltis. No tempo regulamentar, empate em 1a1 (Pastore abriu o placar com um golaço da meia-lua e Khelifa empatou para os donos da casa ainda no primeiro tempo).

Muito superior tecnicamente, tendo montado um time caríssimo e que recentemente conseguiu jogar de igual para igual com o Barcelona, o PSG voltou a atuar de maneira irregular, tal como tive a oportunidade de acompanhar algumas vezes nessa temporada. Sem Lucas (contundido) e com Ménez bastante sumido nas ações ofensivas, a equipe mostrava poucas alternativas para infiltrar na defesa cor-de-rosa, que tinha no brasileiro Betão uma de suas fortalezas para impedir o sucesso de jogadores como Ibrahimovic, Lavezzi (que entrou no segundo tempo) e o próprio autor do gol, Pastore, que não teve grandes facilidades nas proximidades da área.

Com duas ou três belas intervenções, o goleiro Laquait ajudou a levar o aplicado time de Pascal Dupraz às penalidades máximas, defendendo a cobrança de Ibra para se consagrar de vez no confronto que colocou, pela primeira vez na história, o Evian numa semifinal de Coupe de France. Para frustração de um PSG que sonhava com uma dobradinha inédita, restando agora o Campeonato Francês para "salvar" a temporada dos comandados de Carlo Ancelotti, líderes isolados na competição.

Depois de ver a festa de Laquait, Betão e companhia diante de seus torcedores na França, voltamos para o Brasil sem sair do sofá: era estréia do Botafogo na Copa do Brasil. Embalado por oito vitórias consecutivas na temporada (incluindo aí semifinal e final na Taça Guanabara), o Alvinegro jogou no campo do Sobradinho mas com clima de partida dentro de casa, pois a grande maioria presente nas arquibancadas era botafoguense. Seedorf teve grande atuação e a equipe dominou as ações por praticamente todo o tempo de jogo, mas não foi capaz de tirar o zero no placar. E ainda levou um susto no final, pois nos acréscimos levou um gol que veio a ser corretamente anulado, por impedimento de alguns centímetros. O heroísmo nessa partida fica para o esforço dos jogadores do Sobradinho e, em especial, para o goleiro Donizeti, que sempre correspondeu quando exigido, incluindo um lance em que evitou gol contra de Ronaldo, defendendo acrobaticamente. Com sorte, quem sabe a equipe não consegue o feito de sair classificada no Rio de Janeiro? Aliás, com muita sorte, porque tudo leva a crer que o Botafogo estará mais inspirado na partida de volta.

Finalmente, Copa Kevin Libertadores da América 2013. São Paulo, ameaçadíssimo de eliminação, e Atlético Mineiro, garantidíssimo com a melhor campanha na fase de grupos. Duelo colocando em choque times dos excepcionais Ney Franco e Cuca. Jogo com cara de decisão, bastante truncado. No segundo tempo, um pênalti cometido por Leonardo Silva abriu o caminho para a vitória tricolor: Rogério Ceni converteu a cobrança e, mais tarde, uma jogada iniciada por Ganso chegou até Osvaldo e terminou na conclusão de Ademílson. 2a0 e, com a vitória do Arsenal sobre o The Strongest, teremos nas oitavas-de-final... Atlético e São Paulo! Heroísmo? Dessa vez deixo para a torcida são-paulina, que fez bonita festa e abraçou o time. Não estranharia se desse duelo saísse o novo campeão continental...

sexta-feira, 1 de março de 2013

São Paulo Vira Jogo Difícil E Vence The Strongest

Pela segunda rodada no grupo 3 na Copa Kevin Libertadores da América 2013, o São Paulo recebeu o The Strongest no Morumbi para uma partida onde muita gente discutia qual seria a diferença de gols, já pensando no saldo. Só que não. Não havia nada combinado com os bolivianos e o que se viu foi uma partida disputadíssima, inclusive com cara de jogo eliminatório. No final das contas, o Tricolor conseguiu uma vitória de virada e soma seus primeiros três pontos no torneio, igualando-se ao próprio The Strongest. Completam o grupo o líder Atlético e o lanterna Arsenal, que se enfrentaram na terça-feira.

O jogo já começou com uma grande chance do São Paulo abrir o placar: no primeiro minuto, Aluísio gozaria de ótima posição mas a arbitragem do paraguaio Enrique Cáceres ignorou solenemente a lei da vantagem, marcando falta para os donos da casa. Veio o cartão amarelo para Méndez e Rogério Ceni para a cobrança. Cobrança essa muito bem feita, como habitualmente ocorre quando o experiente goleiro goleador se encarrega de fazê-la. Só que melhor que o goleiro são-paulino foi o goleiro da equipe visitante: Vaca voou e espalmou no canto esquerdo.

Bem postado em campo e indo ao ataque quando com a posse de bola, o The Strongest parecia disposto a não ser mero coadjuvante. O camisa dez Pablo Escobar, que conhece o futebol brasileiro e paulista, articulava bem as jogadas, principalmente nos lances de bola parada. E foi num escanteio pelo lado esquerdo que os bolivianos saíram na frente: Escobar cruzou, Cristaldo cabeceou no primeiro poste encobrindo Ceni e Barrera entrou com bola e tudo. Talvez nem fosse necessário Barrera tocar na bola, pois pareceu que o ótimo desvido de Cristaldo tinha o endereço certo. De toda forma, 1a0 para os visitantes.

Com Osvaldo e Aloísio atuando como pontas e Jádson encostando em Luís Fabiano, os comandados de Ney Franco conseguiram construir algumas jogadas interessantes pra cima da aplicada defesa adversária. O empate saiu aos quarenta e dois, quando Aloísio cruzou da direita, Luís Fabiano finalizou centralizado, Vaca fez ótima intervenção e Osvaldo marcou no rebote, em remate que quase foi evitado no que seria uma defesa espetacular do ótimo Vaca.

Não sei qual seria o comportamento dos mais de trinta mil tricolores presentes nas arquibancadas caso a equipe fosse com uma derrota para o intervalo, mas o fato é que em momento algum pude ouvir som de vaias. Sinal positivo, até porque não faria sentido hostilizar um time esforçado, montado de maneira ofensiva e que procurava o gol de diferentes maneiras, mas sempre na base do que de bola em velocidade. Eduardo Villegas, este sim, merece reconhecimento pela maneira como trouxe o time boliviano para o Brasil, conseguindo ter equilíbrio e regularidade taticamente, sendo difícil de ser infiltrado na defesa e chato de ser marcado no ataque.

Foi um segundo tempo com o São Paulo melhor, sim, mas lá e cá em oportunidades de gol. Reina teve boa chance de recolocar os visitantes em vantagem quando Escobar cruzou da esquerda, cabeceando na altura da marca do pênalti para defesa de Ceni, em lance onde Tolói não marcava ninguém. Ney já havia trocado Denílson por Ganso, aumentando o poder de aproximação tricolor. Mas foi após a entrada do argentino Cañete no lugar de Aloísio que o time melhorou de vez. Habilidoso e com boa movimentação, o camisa vinte, único estrangeiro na equipe brasileira, iniciou a jogada do gol da virada: aos trinta e cinco, deu enfiada de bola para Ganso que, livre, levantou a cabeça e serviu Luís Fabiano, que cumpriu o ofício de centroavante. Demorou oitenta minutos, mas o São Paulo conseguiu assumir a frente no placar.

Logo depois do gol marcado, Ney optou trocar Jádson por Fabrício, recompondo uma formação com dois volantes. O The Strongest assustou uma vez ou outra, mostrando que aquela história de "perder de pouco" era balela dentro do plano de jogo da equipe. No final, o apito derradeiro soou como um alívo aos tímpanos são-paulinos. Prova de que esse grupo pode ser muito mais difícil do que previamente se apresentava. O The Strongest mostrou sua força. E no nível do mar.
Paz entre irmãos - eterno Kevin. Faixa trazida por compatriotas de Kevin ao Brasil mostram que o menino boliviano de catorze anos, vítima fatal de um sinalizador lançado por torcedor corinthiano em Oruro, não foi nem será esquecido.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ronaldinho Faz A Diferença E Atlético Vence São Paulo Em Estréia Na Libertadores

A fase de grupos na Copa Libertadores da América teve início nessa carnavalesca semana. Semana que teve Unidos de Vila Isabel campeã no Grupo Especial no Rio de Janeiro e que teve um grande jogo de futebol, entre Atlético Mineiro e São Paulo.

Dirigidos por Cuca e Ney Franco, são dois times que gosto de ver jogar. Ney assumiu o Tricolor Paulista durante a temporada 2012, conquistou uma boa colocação no Campeonato Brasileiro (4º) e foi campeão na Copa Sul-Americana, montando um time ofensivo e de envolvente toque de bola. Cuca, no Galo desde 2011, vem mais uma vez implementando um estilo de jogo vistoso, de muita chegada ao ataque, alcançando o vice-campeonato nacional e o título estadual ano passado.

E a estréia dessas equipes, no estádio Independência, deu um belo jogo de futebol. Melhores no primeiro tempo, os atleticanos abriram o placar aos doze minutos em lance onde Ronaldinho juntou esperteza com inteligência. Bebia um pouco de água ofertada pelo goleiro adversário, o experiente Rogério Ceni, e rapidamente se posicionou para receber uma cobrança de lateral. Em cobrança de lateral não existe impedimento e Ronaldinho tirou proveiro da liberdade de marcação, colocando a bola para a pequena área num cruzamento rasteiro, aproveitado por Jô. Um gol bem hidratado.

No segundo tempo, com o jogo equlibrado entre duas equipes que alternavam aproximações da área adversária, a genialidade de Ronaldinho voltou a ser decisiva: aos vinte e sete, ele escapou da marcação de Ganso (que entrara no lugar de Jádson) e de Wellington (que pouco depois deu lugar para Maicon) e, na proximidade da linha final, cruzou caprichosamente, dessa vez pelo alto, servindo o zagueiro Réver, que cabeceou para a rede. 2a0 e tome festa para cerca de 18 mil presentes.

O São Paulo, dez minutos depois, descontou quando Aloísio recebeu de Luís Fabiano e mandou para o gol. Mas as comemorações foram mesmo dos "donos da casa", que conservam invencibilidade de vinte e dois jogos no estádio do América. Um ótimo começo para a Libertadores da América.

Na próxima rodada, o Atlético vai até Sarandí enfrentar o Arsenal, clube argentino que estreou com derrota (2a1) para o boliviano The Strongest, na altitude de La Paz. Já o São Paulo terá pela frente o próprio The Strongest, que descerá ao nível do Tietê, digo, do mar.

Pra quem acha que os clubes brasileiros terão tranquilidade nessa fase de grupos, um lembrete: o Grêmio recebeu o Huachipato (fala sério, você já tinha ouvido falar nesse clube?) e saiu derrotado com o placar de 2a1.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Santo Trio: São Paulo, Santa Cruz E São Pedro

São Paulo e Santa Cruz fizeram, pela fase 16-avos-de-final, um jogo com cara de Copinha. E quando aqui coloco "com cara de Copinha", é no sentido mais crítico do termo - que me desculpem os entusiastas da competição. É quase sempre muito legal ver a garotada jogando bola, competindo, buscando título. Digo "quase sempre" porque, convenhamos, não é nada razoável praticar futebol em condições que inviabilizem a prática da modalidade.

Geralmente, os jogos em janeiro no estado de São Paulo são marcados por altas temperaturas e o período da tarde é severo no ponto de vista térmico. Mas, as transmissões televisivas mandam e os organizadores obedecem. Dessa vez, nem foi o calor que complicou a qualidade do jogo: foi a chuva. Aliás, melhor dizendo, a chuva é uma das últimas responsáveis, pois nem tivemos um temporal daqueles. O campo de jogo é que não tinha a menor capacidade de drenar a água posta sobre ele.

Resultado: assisti um São Paulo e Santa Cruz sem saber o que cada tricolor seria capaz de fazer num gramado minimamente decente, pois a maior parte de partida foi disputada em cima de poças d'água. O clube pernambucano abriu o placar num lance incomum: para infelicidade do goleiro são-paulino, o escanteio cobrado fechadinho quicou pouco a sua frente e, dada a colaboração do arqueiro e a atuação da bola molhada sobre o gramado mal drenado, tivemos um gol olímpico de Wallacy (ou um "frango" olímpico de Felipe?).

Os elencos foram para os vestiários com aquela única mudança no placar. Seria difícil mexer mais vezes no resultado brigando contra onze adversários e contra o próprio terreno de jogo. De toda forma, ainda assim era possível vislumbrar jovens talentos no time comandado por Sérgio Baresi: o versátil Rodrigo Caio e o eficaz Lucas Evangelista se destacaram com a bola rolando (algumas das vezes boiando mesmo).

Na etapa complementar, a equipe de técnica mais apurada alcançou a virada e a classificação. O gol de empate saiu aos doze, numa triangulação feita pelo chão. É, pelo chão, desafiando as Leis da Física. Coube a Thiago concluir o lance, igualando o marcador e fazendo a alegria de um público razoável presente no estádio.

Onze minutos depois do gol, veio a virada. E talvez tenha sido o lance mais confuso de toda a partida, superando inclusive o gol pernambucano. É que, após a bola ter sido levantada para a área, tudo levava a crer que o goleiro Watson ficaria com ela. E creio que ficaria mesmo, não fosse a trombada forte que lhe foi imposta por Adelino. Árbitro nem auxiliar entenderam como falta e, no chão, Adelino empurrou a bola para o gol. Só que quem disse que a bola ultrapassou completamente a linha final no momento em que foi afastada por um jogador do Santa Cruz? O auxiliar. Falta no goleiro ele não viu, mas a bola atravessar a linha-de-fundo, sim. E veja bem, se atravessou, foi por questão de milímetros. Nem na repetição em câmera lenta e congelando a imagem foi possível ter convicção sobre até onde a bola chegou em relação à última linha.

Para revolta do time do Nordeste, lance validado como gol. Na sequência, o São Paulo conseguiu se sobressair e esteve perto de aumentar a vantagem. Pouco ameaçado por um adversário que raramente conseguia trocar passes (questão técnica ou operacional?), nem precisou de muito para administrar o resultado. Há quem diga que o São Paulo seja o melhor time da Copinha. Talvez seja. Espero poder vê-lo jogar num campo onde seja mais razoável para se jogar futebol.

O próximo adversário do São Paulo é o também tricolor Fortaleza, que eliminou o Botafogo com vitória por 2a0. O Santa Cruz, que a exemplo do Tricolor Paulista havia vencido todos os três jogos na fase de grupos, dá adeus ao torneio. E com um sentimento de que poderia ter ido mais longe. Parou num adversário superior, num gramado encharcado e numa arbitragem infeliz. Não necessariamente nessa ordem.

 Vídeo com lances de São Paulo 2a1 Santa Cruz, na Copa São Paulo de Juniores 2013

P.S.: a foto que ilustra essa postagem registra um momento pré-chuva e pré-alagamento. Mas não se iluda: ninguém que entrou em campo saiu de lá com o uniforme seco.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Em Final No Estilo CONMEBOL, São Paulo Levanta Taça Sul-Americana


O São Paulo foi sempre superior ao Tigre. Superioridade que é técnica, pois os jogadores são flagrantemente mais habilidosos. Que é tática, pois o time de Ney Franco é visivelmente mais disposto a atacar. E isso foi abordado no Jogada De (E)feito anteriormente. Aliás, curiosamente, foi feita aqui uma espécie de previsão, quase uma profecia:
Se o Tigre se limitar a fazer o mesmo que fez em La Bombonera, já dá para selar o São Paulo campeão continental. Aliás, se o árbitro escalado para o duelo for cumpridor da regra - diferentemente do paraguaio Antonio Arias, cúmplice da violência em Buenos Aires -, a partida corre o risco de terminar antes dos noventa minutos regulamentares, por excesso de jogadores expulsos.
E a partida, de fato, terminou antes dos noventa minutos regulamentares. Terminou mais precisamente no intervalo desse jogo de volta. Ou seja, a superioridade são-paulina, que tinha tudo para ser de 180 minutos, parou nos 135. O saldo da "partida sem fim" no Morumbi foram dois belos gols tricolores (o primeiro de Lucas e o segundo de Osvaldo, em assistência de Lucas). Lucas que, melhor em campo, foi mais uma vez vítima da violência adversária, tendo inclusive sofrido agressão no rosto que rendeu um ferimento sangrento no nariz do craque.

E deixo aqui registrada a abominação a qualquer que seja a forma de violência. Desferir cotoveladas e pontapés num companheiro de profissão é condenável. Infelizmente, a figura escalada para condenar, por vezes sequer falta assinala. É triste. E, de quebra, a final entre São Paulo e Tigre teve um agravante: a denúncia de que jogadores do clube argentino foram agredidos por seguranças a serviço (?) do São Paulo Futebol Clube. Fala-se em pancadaria com sangue e revólver apontado para o peito. Gente, pelo amor de Deus, isso é qualquer coisa, menos futebol. Menos esporte. Menos segurança. Ultrapassou qualquer limite do aceitável e do tolerável. Apuração é necessária para se ver até onde a história é fantasiosa e/ou realista.

Fato é que, vendo um gramado prejudicado porque teve show da Madonna; vendo um festival de entradas desleais num jogo onde uma equipe parece não aceitar esportivamente o fato de ser inferior ao seu oponente; vendo arbitragens serem cúmplices da violência ao não punir os infratores com o rigor da regra do jogo; vendo seguranças e/ou policiais agindo de maneira criminosa e covarde; vendo a CONMEBOL não tomar qualquer atitude para corrigir esse cenário caótico, chego a uma conclusão.

Concluo que o Brasil e a América do Sul não merecem jogadores como Lucas. Menino de talento notável, negociado com o Paris Saint-Germain, desejo-lhe a sorte de encontrar pela frente técnicos de futebol que valorizem o seu encantador estilo de jogo, tal como fez e faz o Ney Franco. A sorte de sair dessa bagunça generalizada você já teve. Obrigado pela beleza de seu jogo e desculpe a nossa falha.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

São Paulo E Tigre - A Volta



Nessa quarta-feira, 12.12.12, São Paulo e Tigre decidirão o título na Copa Sul-Americana 2012. Chegam até a partida final vivendo momentos distintos, com times distintos e estilos de jogo distintos. Nos três aspectos - momento, time e estilo de jogo - o São Paulo leva vantagem.

Como se não bastasse o fato de atravessar uma melhor sequência de resultados na temporada, de contar com uma equipe de maior qualidade técnica e de apresentar um futebol mais atrativo, o Tricolor Paulista ainda contará com o apoio de uma torcida que esgotou os ingressos do Morumbi.

Se o Tigre se limitar a fazer o mesmo que fez em La Bombonera, já dá para selar o São Paulo campeão continental. Aliás, se o árbitro escalado para o duelo for cumpridor da regra - diferentemente do paraguaio Antonio Arias, cúmplice da violência em Buenos Aires -, a partida corre o risco de terminar antes dos noventa minutos regulamentares, por excesso de jogadores expulsos.

O desfalque de Luís Fabiano, que no jogo de ida recebeu corretamente o cartão vermelho após mais um destempero em sua carreira de reincidências de indisciplina, deverá ser menos impactante dessa vez, pois Ney Franco deverá contar com Willian José, jogador com algum faro de goleador (embora nada que se compare ao titular da posição). De resto, fica a torcida para que tenhamos um grande jogo. Do lado dos comandados de Ney Franco, espero mais uma bela atuação, se possível como a vista na goleada sobre a Universidad de Chile, na fase quartas-de-final. Do lado do time dirigido por Nestor Raúl Gorosito, vamos tirar a prova se aquele tanto de botinada foram "infelizes coincidências" ou se faz parte de uma "estratégia de jogo".

Ah! Será a despedida do ótimo Lucas com a camisa do São Paulo! No último treino, o hábil meia da seleção foi às lágrimas. Craque, garoto, brasileiro. Ganhará fortunas em Paris. Mas está com a cabeça e o coração no São Paulo Futebol Clube. Exemplo para muitos dessa profissão, dessa faixa-etária, dessa nacionalidade. Se a despedida for com título e grande atuação, seria um belo desfecho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bem Organizado, Botafogo Volta A Vencer O São Paulo

Com boa atuação coletiva, o Botafogo saiu do estádio do Morumbi com uma vitória por 2a0 sobre o São Paulo, resultado que coloca o Alvinegro na 3ª colocação do Campeonato Brasileiro e o Tricolor na vice-liderança da competição. Foi o 4º triunfo consecutivo da equipe de General Severiano sobre este adversário (além do dramático 3a2, em 22.11.2009, no Rio de Janeiro, houve um 2a1, também no Morumbi, em 16.05.2010, e um 2a0 no Engenhão em 12.09.2010).

O jogo

Se alguém imaginava que a sapecada sofrida para o Corinthians por 5a0 na rodada passada pudesse influenciar na partida de hoje, acertou. A apatia são-paulina era visível, ficando difícil estabelecer até que ponto era displicência do time da casa ou propriamente uma superioridade da equipe visitante, que com a bola nos pés mostrava maior desenvoltura e capacidade de aproximação do gol adversário.

As constantes movimentações de Éverton, Maicosuel, Elkeson e do argentino Germán Herrera causavam reboliço no sistema defensivo tricolor. Mas o primeiro gol do jogo contou ainda com um novo elemento: Somália. O meio-campista, que ora vinha aparecendo no banco de reservas e ora sequer sendo relacionado como suplente, foi escalado como titular devido à suspensão de Marcelo Mattos. E, se por um lado começou a partida dando um passe errado na sua primeira participação, teve a felicidade de iniciar a jogada do gol que abriu o placar: aos 36 minutos, ele roubou a bola, passou para Elkeson e o camisa 9 tratou de arriscar o chute - para infelicidade de Rogério Ceni, que falhou na tentativa de espalmar para fora e não evitou que a bola entrasse no canto esquerdo.

O que estava ruim para o São Paulo ficou ainda pior aos 5 minutos do segundo tempo, quando Luiz Eduardo cometeu pênalti em Maicosuel, após belo passe de Herrera. Coube ao próprio Herrera realizar a cobrança e colocar 2a0 no placar.

Com o revés mais acentuado, Paulo César Carpeggiani promoveu as entradas de Rivaldo e Henrique nos lugares de Ilsinho e Fernandinho. Mas quem estava melhor postado era o time comandado por Caio Júnior, que ainda contou com as entradas de Marcos Vinícius, Caio e Cidinho (saíram Márcio Azevedo, Maicosuel e Éverton) e foi melhor em campo na maior parte do tempo.

Após o término da partida, Rogério Ceni declarou que "essa não é a nossa realidade", salientando que o impacto da contundente derrota para o Corinthians teve efeito na partida diante do Botafogo, assumindo a responsabilidade principalmente pela falha no primeiro gol do jogo. Com um treinador instável no cargo e um elenco aparentemente rachado (vide capitão Ceni rebatendo recente declaração de Dagoberto), o fato é que o São Paulo precisa sacodir essa poeira o quanto antes, ou então será presa fácil para o Flamengo no Rio de Janeiro. Já o Botafogo, que atravessa seu melhor momento desde que trocou Joel Santana por Caio Júnior, tem mais é que comemorar a ascensão de rendimento e de resultado e buscar uma nova vitória na próxima rodada, quando receberá o Atlético Goianiense.

Outros resultados

Vasco 0a3 Cruzeiro
Grêmio 2a2 Avaí
América Mineiro 2a3 Flamengo
Figueirense 2a1 Santos
Bahia 0a1 Corinthians

Jogam nessa quinta-feira: Palmeiras e Atlético Goianiense, Coritiba e Ceará, Fluminense e Atlético Paranaense, e Atlético Mineiro e Internacional.

domingo, 29 de maio de 2011

No Fim, Empate Vira Vitória Graças A Lucas

Duas equipes que estrearam com vitória na primeira rodada (o São Paulo vencendo o atual campeão Fluminense no Rio de Janeiro e o Figueirense vencendo o atual vice-campeão Cruzeiro em Santa Catarina) duelaram no Morumbi na noite de sábado. Foi uma partida bem disputada que, se por um lado não teve uma movimentação das mais empolgantes, por outro reservou algumas emoções, principalmente no segundo tempo.

Jogando com Dagoberto e Fernandinho pouco mais à frente de Lucas e Carlinhos Paraíba, o São Paulo saía para o jogo sem se expôr atrás, o que dificultava o plano alvinegro de contra-atacar. Como as tramas ofensivas são-paulinas eram geralmente previsíveis e a defesa seguia protegida, o placar de 0a0 persistir até o intervalo foi conseqüência natural.

No intervalo, Paulo César Carpeggiani promoveu uma dupla alteração: entraram Henrique Miranda e Rivaldo, saíram Juan e Fernandinho. E a entrada do ex-astro de Barcelona e seleção brasileira logo elevou a qualidade do passe tricolor, que passava a conservar mais e melhor a posse de bola. As chances apareceram em maior número, com o goleiro Wilson passando a participar ativamente da partida e a trave esquerda salvando por duas vezes a meta catarinense.

Pelo lado da equipe visitante, Jorginho buscou alternativas para fugir daquele cenário que se desenhava favorável aos donos da casa, que pareciam cada vez mais perto do gol. Saindo mais para o jogo e em alguns momentos sufocando a defesa tricolor, o Figueirense mostrava que tinha condições de sair do Morumbi com algo melhor do que um empate. Mas acabou vendo o talento individual de Lucas fazer a diferença nos instantes finais da partida, mais precisamente no último lance antes do apito final: aos 47 minutos, o jovem meia (que não trato como promissor pois desde o Sul-Americano Sub-20 já o vejo como realidade) pegou a bola fora da área, arrumou pro chute e mandou firme uma bola que ainda foi desviada por Wilson antes de entrar no canto esquerdo.

Não foi uma grande atuação dos comandados de Carpeggiani - como o próprio Lucas reconheceu em entrevista pós-jogo - mas a vitória que leva o Tricolor Paulista aos 6 pontos em duas rodadas ratifica que a equipe, que vivia ambiente pra lá de turbulento, parece focada nesse novo campeonato que se inicia. Rivaldo, que não jogava 45 minutos há algum tempo (tempo demais para alguém de sua qualidade técnica), explicitou alegria ao deixar o campo, mostrando-se contente com sua participação. Torço para que Carpeggiani possa fazer maior uso desse atleta fantástico. Aliás, um time que conta com o talento de uma dupla como Lucas e Rivaldo tem meio caminho andado para o sucesso.

Outros jogos

Botafogo 1a0 Santos

Enfrentando um time de reservas, o Botafogo recuperou-se da derrota para o Palmeiras na estréia e conseguiu seus primeiros pontos na competição. O solitário gol do jogo saiu após cobrança de escanteio de Éverton com participação da dupla de zagueiros - Antônio Carlos desviou e Fábio Ferreira escorou com bonito chute. O Santos, que estreara com empate diante do Internacional, segue priorizando a Copa Libertadores da América.

Internacional 0a1 Ceará

Após não conseguir mais do que um empate com um time de reservas do Santos na rodada inaugural, o Internacional tropeçou dessa vez dentro de casa. Iarley, ex-Inter, marcou o gol da vitória visitante, somando os primeiros pontos de um time que, na estréia, usou reservas e perdeu para o Vasco. Nada como uma vitória para refazer-se da eliminação na Copa do Brasil e seguir em frente na temporada.

Avaí 1a3 Atlético MG

Após estrear levando uma sapecada de 4a0 do Flamengo e ser eliminado da Copa do Brasil pelo Vasco da Gama com derrota no estádio da Ressacada, o Avaí segue um mau momento na temporada. A equipe até saiu na frente, mas levou a virada em 3 gols de jogadas de escanteio. Melhor para o Atlético Mineiro, que chega aos seis pontos ganhos (havia estreado goleando o Atlético Paranaense por 3a0).

A 2ª rodada se completa nesse domingo com os demais 7 jogos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Entre um domingo e outro, o São Paulo Futebol Clube disputou 3 partidas, todas pelo Campeonato Estadual. Na primeira delas, vitória em Presidente Prudente diante do Grêmio, 1a0. Na segunda, derrota para o Paulista, em Jundiaí, por 3a2.

Aí o leitor para e pensa: "algo de especial deve ter acontecido nesse último domingo, porque vencer o Grêmio Prudente por 1a0 e perder pro Paulista não é lá grande feito para uma equipe figurar nesse tópico". E pensou certo: no último domingo, o Tricolor do Morumbi não somente venceu. Venceu o que talvez seja seu maior rival, o Corinthians. E não apenas venceu o Corinthians: com um gol de Rogério Ceni em exímia cobrança de falta, o goleiro são-paulino alcançou (de acordo com suas contas), a marca de 100 gols como profissional. É ou não é um feito especial? Vice-líder no Estadual, o São Paulo parece estar mais do que embalado para a disputa da fase eliminatória. E a torcida vai poder tirar uma onda com os corinthianos sabe-se lá por quanto tempo...
Rogério Ceni, maior goleador entre todos os goleiros na história do futebol profissional, comemora o 100º gol na carreira, marcado após cobrança de falta diante do Corinthians, na 16ª rodada do Campeonato Paulista de 2011.

Jogada da semana

Este blógui acompanhou a sapecada do Benfica pra cima do Paços de Ferreira, em partida realizada na segunda-feira pelo Campeonato Português. E o 3º gol benfiquista é daqueles que quando você está assistindo ao vivo já pensa em colocá-lo como jogada da semana. Um contra-ataque veloz da equipe visitante e, após troca de passes, o paraguaio Óscar Cardozo ajeitou atrás com um toque de primeira para o argentino Nicolas Gaitán fazer o que fez.



Merece, né?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

São Paulo 3a0 São Bernardo - Só Aquecendo...

O torcedor que foi ao Morumbi esperando a emoção de uma partida... se decepcionou. Mas o torcedor que foi ao Morumbi esperando uma vitória do seu time sem sustos... este sim saiu satisfeito. Isto porque o São Paulo não deu a mínima chance ao São Bernardo. Em nenhum momento os espectadores da partida ousariam apostar que o time do ABC aprontaria das suas no Morumbi.

Logo aos 3 minutos de jogo Marlos deixou Dagoberto em condição de efetuar um chute despretensioso que morreu no cantinho do goleiro Marcelo Pitol.

Lance que assustou o São Bernardo. Parecia que toda a motivação que o time do ABC teria ao entrar em campo havia fugido desesperadamente. E se alguma motivação ainda houvesse, ela seria eliminada por Dagoberto.

Inspiradíssimo, endiabrou a defesa do adversário, obrigou Marcelo Pitol a trabalhar muito, e a rezar muito como em um chute que cara a cara com o goleiro, chutou por cobertura e viu a bola triscar a trave.

E se não bastasse apenas os lances de Dagoberto, a velocidade implantada por Ilsinho pela direita preocupava muito o adversário do Tricolor.

Mesmo assim o São Bernardo nada pôde fazer quando Ilsinho avançou e cruzou para trás. Marlos estava lá para completar para o gol.

Como um time de garotos, mas experiente que é, o Tricolor voltou para o segundo tempo com o pé no freio. Até que freou demais.

O São Bernardo, dentro de suas limitações, passou a gostar do jogo, e protagonizou bons minutos da segunda etapa jogando no ataque e recuando o time da casa. Até que Carpeggiani decidiu trocar. Além de Xandão, Fernandinho entrou.

E entrou pra matar a partida. Enfrentando a já cansada defesa adversária, penetrou com rapidez na área e tocou por baixo das pernas do goleiro.

O São Bernardo volta pra sua próxima cidade com 1 vitória e 1 derrota na competição. E a vantagem de já ter deixado um grande para trás. Mostra novamente a que veio no campeonato em uma partida dura no domingo: Paulista em Jundiaí.

O São Paulo tem 2 dias para descansar pois no sábado tem a chance de deslanchar. Pega a desacreditada Ponte Preta no Morumbi novamente. E se o time de Campinas deixar... a impressionante velocidade do meio campo do tricolor vai encobrir a duvidosa defesa de Campinas.

(Lançado por Soham mas de autoria de Lucas Vinícius)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

São Paulo 2a0 Mogi Mirim - Coisas Que Só O Paulista Faz...

Ainda não foi a estréia de Rivaldo. A janela internacional permite que apenas a partir de hoje o craque venha atuar pelo Mogi.

O São Paulo não tem nada a ver com isso e fez a lição básica. Sem sustos venceu por 2 x 0 .

Já no comecinho do jogo uma lambança do zagueiro do Mogi, que bateu com o braço na bola em um cruzamento, permitiu que Rogério Ceni fizesse um gol depois de mais de 6 meses. Agora faltam apenas 6 para o gol 100. Sem conseguir alcançar esta marca no Brasileirão, está muito próximo de conseguir no Campeonato Paulista.

Outro que renasceu para a torcida tricolor foi Marcelinho Paraíba. Depois de confusões internas e de manifestar claramente seu desejo de sair por falta de aproveitamento da comissão técnica. O meia aproveitou a chance que teve e aos 43 do segundo tempo marcou o seu. Mais um jogador que sem chance de aproveitamento no Brasileiro, teve no Paulista a chance de se reabilitar.

E assim, o tricolor garantiu sua pequena mas importante vitória. Afinal, quando Rivaldo estrear, o Mogi vai vender pontos muito caro para os próximos grandes que chegarão.

O Tricolor volta quarta em campo para enfrentar o surpreendente São Bernardo, dentro do Morumbi.

(Lançado por Soham mas de autoria de Lucas Vinícius)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

Dois jogos regionais. O primeiro, em Prudente: vitória por 3a2. O segundo, o clássico "SanSão", no Morumbi: vitória por 4a3. Duas vitórias que fazem o São Paulo Futebol Clube recolocar o tema "Libertadores da América" na pauta de discussão. Com 44 pontos ganhos, o Tricolor Paulista aparece em 9º lugar, a 2 pontos do 6º colocado Atlético Paranaense (atual último da zona de classificação para a competição continental 2011). Alimentando as expectativas, a CONMEBOL divulgou hoje que o G3 retornou à condição de G4 (embora um eventual título brasileiro na Copa Sul-Americana retire a 4ª vaga do Campeonato Brasileiro).

Regulamentos à parte, o SPFC tem boas chances de engrenar e subir posições. O trabalho de Paulo César Carpeggiani começa de forma positiva, resta saber se os resultados seguirão aparecendo. E as duas próximas rodadas podem ter caráter decisivo: primeiro, o Ceará no Castelão; na seqüência, o típico "jogo de seis pontos", dentro de casa com o Atlético Paranaense, time que Carpeggiani conhece bem. Outrora carta fora do baralho, será que hoje alguém descarta o São Paulo de uma vaga na Libertadores?

Jogada da semana

Holanda e Suécia duelaram na Arena de Amsterdã pelas Eliminatórias para a Euro-2012. Uma partida que não assisti - adoraria tê-la visto ao vivo, na íntegra - mas pude me encantar pelo simples fato de assistir aos gols do jogo. Que belas jogadas! Que envolvente a seleção comandada por Bert van Marwijk!

Logo aos 3 minutos, uma troca de passes rasteiros colocou Klaas-Jan Huntelaar em condições de abrir a contagem - e o camisa 9 não desperdiçou. O 2º gol do jogo aconteceu aos 36 minutos e nasceu após erro da equipe sueca: Wesley Sneijder recuperou a posse de bola e deu passe preciso, cabendo a Ibrahim Afellay finalizar para ampliar a vantagem.

Na segunda etapa, aconteceu a jogada que achei mais interessante: Afellay encarou a marcação adversária pelo lado esquerdo exibindo grande intimidade com a bola. Depois, o camisa 11 cruzou na medida para Huntelaar fazer 3a0, aos 9 minutos. 4 minutos depois, viria o 4º: em contra-ataque inapelável, Sneijder passou para Huntelaar, que colocou na área para Afellay dominar e chutar para estufar a rede sueca. Na marca de 23 minutos, a Suécia descontou com outro belo gol: o zagueiro Granqvist pegou de primeira após bonito giro, em feito raro para atacantes, que o diga para defensores.

Veja os gols do jogo e faça sua escolha. A concorrência é forte.

domingo, 12 de setembro de 2010

Botafogo Vence São Paulo E Mostra A Que Veio

Mais de 24.000 pessoas pagaram para entrar no Engenhão e o que se viu foi um Botafogo que, defensivamente, lembrava o São Paulo nos tempos de Muricy Ramalho: impecável na jogada aérea, reduzindo os espaços dos adversários com uma marcação bem postada e saindo em bloco para o ataque. Leandro Guerreiro e Alessandro foram figuras determinantes lá atrás e, somado ao oportunismo de "Loco" Abreu, o Alvinegro conseguiu nova vitória na competição e entrou definitivamente na disputa pelo título, interrompendo uma seqüência são-paulina de três triunfos consecutivos.

O jogo

Joel Santana teve um imprevisto antes de a bola rolar: no aquecimento, Herrera sentiu dor e foi vetado para a partida. O Botafogo já não contava com os lesionados Somália e Jóbson enquanto Sérgio Baresi precisou levar uma dupla de zaga reserva, pois Alex Silva (machucado) e Miranda (suspenso) eram desfalques certos. E a atuação de Xandão e Samuel acabou sendo bastante insegura, com ambos os jogadores ficando envolvidos por diversas vezes nas tramas de jogadas adversárias.

Aos 3 minutos, o Botafogo chegou com Abreu, que acabou parando em defesa de Rogério Ceni. Com 9 minutos, Marcelo Cordeiro deixou o campo com uma lesão, dando lugar para Edno. Aos 22', nova chance dos alvinegros - que seguiam melhor no jogo - mas o cabeceio de Fahel acabou passando perto da trave direita. Ainda na primeira etapa, nova contusão que forçou substituição pelo lado do time da casa: Marcelo Mattos, bem no jogo, deu vaga para Caio.

As mexidas tornaram o Botafogo mais ofensivo e a recompensa veio aos 22 minutos da etapa complementar: Caio pegou sobra de bola pela direita, avançou livre e finalizou. Rogério Ceni rebateu e Abreu apareceu para conferir, abrindo a contagem. Foi o segundo gol do uruguaio nos dois últimos jogos (ele fez o da vitória por 1a0 sobre o Santos, quinta-feira, no Pacaembu).

O Tricolor passou a ir mais para a frente, mas quando não parava num seguro Jéfferson acabava vacilando na pontaria, como na principal chance da equipe, chutada por cima do travessão pelo atacante Dagoberto. E, aos 35', o Botafogo tratou de definir a fatura: Renato Cajá puxou contra-ataque e serviu Edno, que invadiu a área e chutou de esquerda, cruzado, no contrapé de Ceni, para delírio dos botafoguenses que faziam a festa nas arquibancadas e terminaram o jogo aos gritos de "olé".

O clube de General Severiano aparece em 3º lugar, com 37 pontos. Já a equipe do Morumbi está em 9º, com 28.

Outros resultados

Sábado

Corinthians (2º) 0a1 Grêmio (12º)
Flamengo (16º) 2a2 Vitória (15º)
Atlético/GO (18º) 2a1 Fluminense (1º)

Domingo

Palmeiras (13º) 0a0 Vasco (11º)
Atlético/MG (17º) 1a0 Grêmio Prudente (19º)
Avaí (14º) 1a2 Cruzeiro (4º)
Guarani (7º) 1a0 Atlético/PR (8º)
Internacional (5º) 0a0 Goiás (20º)
Ceará (10º) 2a1 Santos (6º)

Na próxima quarta-feira, 8 jogos abrem a 22ª rodada, com direito ao duelo entre líder e vice-líder.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Primeiro Tempo Decide O Jogo No Morumbi

O São Paulo ensaia uma reação na Série A 2010: com o 2a0 de ontem sobre o Flamengo, a equipe de Sergio Baresi engata a 3ª vitória seguida e alcança a 8ª colocação na competição. Já os comandados de Silas seguem a sina dos tempos de Rogério Lourenço: novo revés e mais uma vez com o ataque passando em branco. A zona de descenso bate a porta do clube da Gávea.

O jogo

Já aos 8 minutos, o Tricolor conseguiu sair na frente: enquanto Fernandão se atrapalhava com a bola, o jovem Marcelinho assumiu a jogada e deu assistência precisa para Marlos, que se livrou de Ronaldo Angelim, fintou Marcelo Lomba e completou pra rede.

Em desvantagem no placar e sentindo que o desenho do jogo não lhe era favorável, Silas optou por substituir ainda na primeira metade da primeira etapa: aos 21', Corrêa deu lugar a Vinícius Pacheco. Nome por nome, o Flamengo ficaria mais ofensivo, mas na prática a posse de bola permanecia com a equipe da casa. E a coisa pioraria ainda antes do intervalo: aos 39 minutos, Diogo fez jogada individual, invadiu a área acompanhado por Rodrigo Souto e mergulhou. Alício Pena Júnior não apenas não caiu na do atacante rubro-negro como aplicou o cartão amarelo por simulação - era o segundo do atleta, que deixou o Fla com um homem a menos. Depois do incidente, o São Paulo precisou de dois minutos para chegar ao 2º: Jorge Wagner passou pelo alto para Fernandão e o atacante cabeceou com categoria, acertando a trave esquerda antes de ver a bola entrar.

Para a etapa complementar, Baresi escolheu administrar a vantagem no placar e na quantidade de jogadores: colocou o zagueiro Renato Silva na vaga do volante Cléber Santana e passou a jogar no 3-5-2. O Flamengo passou a ter mais campo para atacar, criou chances para diminuir a diferença, mas acabou parando ora na trave, ora nos defensores tricolores, ora em Rogério Ceni (que recebeu, antes da partida, homenagens pelos vinte anos de clube).

Nem as entradas de Petkovic e Diego Maurício (Renato Abreu e Deivid saíram) mudaram o cenário da escassez de gol. Pelo lado tricolor, Zé Vitor ainda entrou no lugar de Rodrigo Souto e Ilsinho reestreou quando entrou na vaga de Marlos. O ala direito pouco fez e apareceu basicamente quando foi punido com o cartão amarelo. Nada que desanimasse os são-paulinos presentes no Morumbi, de onde se pôde ouvir o coro de "o campeão voltou". Será que voltou?

Outros resultados

Fluminense 3a1 Ceará; Cruzeiro 1a0 Internacional; Grêmio 2a0 Atlético/GO; Goiás 3a1 Guarani; Vitória 1a1 Palmeiras; e Atlético/PR 1a1 Corinthians.

Hoje jogam: Santos e Botafogo; Vasco e Atlético/MG; e Grêmio Prudente e Avaí.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Internacional Intercontinental

É evidente que a torcida colorada irá querer o título da Libertadores, mas sem dúvida alguma o objetivo do clube do Beira-Rio já está cumprido desde ontem, quando a derrota para o São Paulo por 2a1 no Morumbi garantiu o Internacional na próxima edição do Mundial de Clubes da FIFA, independentemente dos resultados na final da Libertadores, diante do Chivas Guadalajara.

Foi a primeira derrota do alvirrubro sob o comando de Celso Roth, mas ao mesmo tempo foi o mais importante resultado conquistado pela equipe desde então. Por mais que o momento do Tricolor Paulista fosse adverso - e enfatizamos isso aqui -, há que se respeitar o feito de arrancar uma classificação diante de uma equipe com a história que tem o São Paulo Futebol Clube.

A demissão de Ricardo Gomes não é nenhuma surpresa (já debatemos isso antes), mostrando o quanto a cúpula são-paulina considera prioritária a competição continental. Ano passado, a queda de Muricy Ramalho deveu-se basicamente por um novo fracasso no mesmo torneio - e olha que Muricy era tricampeão nacional com o clube do Morumbi.

Hoje, a CONMEBOL confirmou as arbitragens para as partidas da final da Libertadores da América 2010. No jogo de ida, em território mexicano, quem apitará será o argentino Héctor Baldassi (auxiliado por Ricardo Casas e Hernán Maidana). Na última partida da competição, em Porto Alegre, o colombiano Oscar Ruíz será auxiliado por Abraham González e Humberto Clavijo.

O blogueiro, como de hábito, torcerá pela equipe que apresentar o melhor futebol. E lamenta o fato de que, independentemente disso e da promessa de termos dois bons jogos entre Chivas e Inter, o destino para Abu Dhabi em dezembro já esteja garantido. Regulamentos à parte, parabéns desde já para mexicanos e brasileiros.
Torcedores colorados festejam no aeroporto: Internacional estará no Mundial de Clubes pela segunda vez em cinco anos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O impasse da diretoria tricolor...

Hoje o torcedor são paulino amanheceu de certa forma otimista. Está por 2 gols de se tornar finalista da Libertadores. Possível, totalmente possível. Mas o fato é que esses 2 gols não tem saído nem em jogos mais fáceis.

Não, o São Paulo não tem jogado mal. Mas tem jogado o que tem sido proposto para seu jogo.
Ontem no Beira Rio o que foi visto foi um massacre do meio campo colorado em cima do Tricolor.
Consequentemente, um tiroteio pra cima de Rogério Ceni, que esteve brilhante e passou a segurança que há muito tempo o torcedo São Paulino não tinha em sua defesa.

Só na defesa, porque do meio campo pra frente, o que se vê é um time extremamente sem criatividade ou habilidade. E vai precisar muito, mas muito disso pra passar a barreira de vermelho que vai se instalar no campo do Morumbi na quarta-feira.

E é aí que está o problema. Pode Ricardo Gomes fazer com que o time dê mais do que o que foi visto ontem? E se não puder? É a hora da diretoria trocar de técnico, faltando 6 dias para o jogo mais importante do ano?

Sinceramente Marco Aurélio Cunha e Juvenal Juvêncio tem um dos maiores dilemas dos últimos anos. É fato concreto que o elenco são paulino não está evoluindo nas mãos do treinador... Mas é assumir um risco absurdo trocar o comando técnico agora. Seria passar a responsabilidade de uma possível eliminação do treinador para a diretoria.

O fato é que restam 6 dias para que esta história se conclua. Serão definidos os vilões ou até mesmo os heróis. Até lá, o São Paulo treina pelo "algo a mais" que ainda não veio. E o Inter... vem a São Paulo esperando que, assim como foi com o Grêmio Prudente, Avaí, Santos, e Vitória... que o "algo a mais" fique sempre prometido para o jogo seguinte, e não neste.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

SANTOS 1 X 0 SÃO PAULO - Ahhh se não vier a Libertadores...

Libertadores é o torneio mais difícil do continente. Por isso nunca foi obrigação.

Porém o São Paulo está fazendo com que vire uma obrigação para seus torcedores.

Mais um resultado ruim , com um futebol ruim. Foi a melhor apresentação do São Paulo desde o retorno da copa...mesmo assim muito longe do que o time precisa pra ser campeão continental.

E ao ver o Brasileiro ficando extremamente longe, a pressão para as 2 batalhas contra o Inter vai se tornando insuportável. Imagine uma derrota para o colorado, e o tricolor se volta para um Brasileiro onde está em 15º, com a mesma pontuação dos times que já estão na zona de rebaixamento, e a 12 pontos de um empolgado Corinthians e 11 de um extremamente motivado Fluminense.

Dá pra alcançar depois? Claro que dá. Mas só se o tricolor comandar uma arrancada absurda de vitórias e contar com vários tropeços dos líderes. E eu ainda nem falei do Ceará com sua defesa sensacional, do Avaí e sua empolgação imbatível e do Inter que tem tudo pra ser destruidor no Brasileirão. Será que todo mundo tropeça a tal ponto?

Tirando o fator Ricardo Gomes. Se não vencer a Libertadores, cai sim. Vai haver tempo e calma para outro técnico reestruturar o elenco do Morumbi? Impossível se as posições não forem melhorando.

E tudo isso levantei para o seguinte fato : O Brasileirão tem um significado tão inferior assim a ponto de ser totalmente ignorado para a Libertadores e esta ser a única coisa que interessa de fato?

Se um time não ganha a Libertadores, praticamente todo o ano é perdido? Um título brasileiro não tem mais valor?

Se for assim, que entreguem ao fim do Brasileiro, não o troféu de campeão, mas 4 troféus aos classificados para o torneio continental. E só.

Mas tomara que minha visão esteja enganada. E o Campeonato Brasileiro ainda seja um torneio que envolva amor, paixão e muita emoção para mais de 180 milhões de pessoas. E que traga orgulho para seu campeão, fato que obrigue seus 20 competidores a batalharem 38 vezes por esse status.

E tomara que o São Paulo se lembre que ser campeão Brasileiro é uma das glórias mais extraordinárias que um time pode ter.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

São Paulo 1 x 2 Avaí - E foi noite de visita...Noite de Roberto...


Ninguém estava afim de jogo no congelante Morumbi. A torcida? Só quem estava com muita saudade mesmo....a torcida quer é o Inter....o Avaí não trouxe muita expectativa...

O time? Reflexo exato da torcida....caro torcedor são paulino...não espere seu time completamente concentrado nos seus jogos do Brasileiro antes de ter decidido a possibilidade de sua 4ª Libertadores. Mesmo com time titular, mesmo após 40 dias treinando e descansando...nada de empolgante foi apresentado ontem.
Bom para o Avaí...que para ter algum resultado dependia exclusivamente da vontade e da habilidade de seu único atacante...Roberto.

E que feliz aposta...pois o atacante catarinense deitou e rolou na defesa ainda desencontrada tricolor. No primeiro tempo, arrancou com uma facilidade impressionante pra cima de Alex Silva, sem nenhum obstáculo, venceu Rogério Ceni mas caprichosamente acertou a trave esquerda do goleiro tricolor.
O São Paulo tinha apenas um Hernanes esforçado...com uma vontade de vencer que era excessão no elenco tricolor. Mas só isso não era suficiente pra bater o retrancado time do sul.

Com 10 atrás, e utilizando de faltas pra parar qualquer tentativa paulista, os chutes do meia tricolor teriam que ser sensacionais pra vencer a defesa adversária. Muito longe disso. Se não fosse uma falta perigosa cobrada por Rogério Ceni...o goleiro Renan nem teria conhecido o adversário.

Mas veio o segundo tempo...e Roberto estava lá novamente. O camisa 9 esperava um lançamento na área...mas o que veio foi mais um chute do lateral Patric. Problema? Nenhum. Com uma categoria de artilheiro nato, e aproveitando o cochilo de Alex Silva que não estava marcando ninguém e deixava o atacante em condição normal, tocou de pé esquerdo uma bola rápida, matando a defesa e colocando a bola no ângulo. 1x0.

E se no primeiro tempo Roberto fez o grande lance do Avaí pelo lado direito, dessa vez o atacante caiu pela esquerda, recebeu lançamento, invadiu a área e entregou a bola pra Vandinho na cara do gol. Rogério Ceni novamente só podia olhar a bola entrando. 2x0.

E se com 0x0 o time catarinense já se defendia com unhas e dentes, a partir daí não precisa ser comentado. Roberto cansou, e o Avaí só existia do meio campo para trás.

Não se deve esquecer o pênalti não marcado em Dagoberto após o segundo gol do Avaí. Um empurrão nitidamente dentro da área que foi marcado fora. Lance claríssimo que realmente prejudicou o tricolor.

E diante da raça defensiva dos catarinenses, não existia criatividade que vencesse. Era preciso na raça, na vontade. E foi assim o único gol são paulino. Numa insistencia que envolveu Cléber Santana, Fernandão, a bola sobrou pra Hernanes que fuzilou no alto e descontou para o São Paulo.

Mas não foi suficiente.

Em um jogo onde de 22 jogadores só um jogador quis jogar....eis que recebeu seu prêmio. Grande noite de Roberto.