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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Em Final No Estilo CONMEBOL, São Paulo Levanta Taça Sul-Americana


O São Paulo foi sempre superior ao Tigre. Superioridade que é técnica, pois os jogadores são flagrantemente mais habilidosos. Que é tática, pois o time de Ney Franco é visivelmente mais disposto a atacar. E isso foi abordado no Jogada De (E)feito anteriormente. Aliás, curiosamente, foi feita aqui uma espécie de previsão, quase uma profecia:
Se o Tigre se limitar a fazer o mesmo que fez em La Bombonera, já dá para selar o São Paulo campeão continental. Aliás, se o árbitro escalado para o duelo for cumpridor da regra - diferentemente do paraguaio Antonio Arias, cúmplice da violência em Buenos Aires -, a partida corre o risco de terminar antes dos noventa minutos regulamentares, por excesso de jogadores expulsos.
E a partida, de fato, terminou antes dos noventa minutos regulamentares. Terminou mais precisamente no intervalo desse jogo de volta. Ou seja, a superioridade são-paulina, que tinha tudo para ser de 180 minutos, parou nos 135. O saldo da "partida sem fim" no Morumbi foram dois belos gols tricolores (o primeiro de Lucas e o segundo de Osvaldo, em assistência de Lucas). Lucas que, melhor em campo, foi mais uma vez vítima da violência adversária, tendo inclusive sofrido agressão no rosto que rendeu um ferimento sangrento no nariz do craque.

E deixo aqui registrada a abominação a qualquer que seja a forma de violência. Desferir cotoveladas e pontapés num companheiro de profissão é condenável. Infelizmente, a figura escalada para condenar, por vezes sequer falta assinala. É triste. E, de quebra, a final entre São Paulo e Tigre teve um agravante: a denúncia de que jogadores do clube argentino foram agredidos por seguranças a serviço (?) do São Paulo Futebol Clube. Fala-se em pancadaria com sangue e revólver apontado para o peito. Gente, pelo amor de Deus, isso é qualquer coisa, menos futebol. Menos esporte. Menos segurança. Ultrapassou qualquer limite do aceitável e do tolerável. Apuração é necessária para se ver até onde a história é fantasiosa e/ou realista.

Fato é que, vendo um gramado prejudicado porque teve show da Madonna; vendo um festival de entradas desleais num jogo onde uma equipe parece não aceitar esportivamente o fato de ser inferior ao seu oponente; vendo arbitragens serem cúmplices da violência ao não punir os infratores com o rigor da regra do jogo; vendo seguranças e/ou policiais agindo de maneira criminosa e covarde; vendo a CONMEBOL não tomar qualquer atitude para corrigir esse cenário caótico, chego a uma conclusão.

Concluo que o Brasil e a América do Sul não merecem jogadores como Lucas. Menino de talento notável, negociado com o Paris Saint-Germain, desejo-lhe a sorte de encontrar pela frente técnicos de futebol que valorizem o seu encantador estilo de jogo, tal como fez e faz o Ney Franco. A sorte de sair dessa bagunça generalizada você já teve. Obrigado pela beleza de seu jogo e desculpe a nossa falha.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

São Paulo E Tigre - A Volta



Nessa quarta-feira, 12.12.12, São Paulo e Tigre decidirão o título na Copa Sul-Americana 2012. Chegam até a partida final vivendo momentos distintos, com times distintos e estilos de jogo distintos. Nos três aspectos - momento, time e estilo de jogo - o São Paulo leva vantagem.

Como se não bastasse o fato de atravessar uma melhor sequência de resultados na temporada, de contar com uma equipe de maior qualidade técnica e de apresentar um futebol mais atrativo, o Tricolor Paulista ainda contará com o apoio de uma torcida que esgotou os ingressos do Morumbi.

Se o Tigre se limitar a fazer o mesmo que fez em La Bombonera, já dá para selar o São Paulo campeão continental. Aliás, se o árbitro escalado para o duelo for cumpridor da regra - diferentemente do paraguaio Antonio Arias, cúmplice da violência em Buenos Aires -, a partida corre o risco de terminar antes dos noventa minutos regulamentares, por excesso de jogadores expulsos.

O desfalque de Luís Fabiano, que no jogo de ida recebeu corretamente o cartão vermelho após mais um destempero em sua carreira de reincidências de indisciplina, deverá ser menos impactante dessa vez, pois Ney Franco deverá contar com Willian José, jogador com algum faro de goleador (embora nada que se compare ao titular da posição). De resto, fica a torcida para que tenhamos um grande jogo. Do lado dos comandados de Ney Franco, espero mais uma bela atuação, se possível como a vista na goleada sobre a Universidad de Chile, na fase quartas-de-final. Do lado do time dirigido por Nestor Raúl Gorosito, vamos tirar a prova se aquele tanto de botinada foram "infelizes coincidências" ou se faz parte de uma "estratégia de jogo".

Ah! Será a despedida do ótimo Lucas com a camisa do São Paulo! No último treino, o hábil meia da seleção foi às lágrimas. Craque, garoto, brasileiro. Ganhará fortunas em Paris. Mas está com a cabeça e o coração no São Paulo Futebol Clube. Exemplo para muitos dessa profissão, dessa faixa-etária, dessa nacionalidade. Se a despedida for com título e grande atuação, seria um belo desfecho.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Botafogo Sufoca Palmeiras, Mas Não Consegue "Milagre"

Botafogo e Palmeiras fizeram partida interessante na noite de quarta-feira. Interessante muito mais pela disposição dos jogadores do que propriamente pelo desenho tático sugerido pelos treinadores das duas equipes. Bastante desfalcado, o Palmeiras de Felipão foi ao Engenhão para administrar os 2a0 conquistados na partida de ida, em Barueri. Não que o Verdão tenha apenas se limitado a jogar na defesa, mas o domínio dos donos da casa foi perceptível. Aliás, pela primeira vez com Oswaldo de Oliveira, o Botafogo foi montado com três zagueiros e um único volante - Renato -, numa composição inédita, provavelmente pouco treinada, mas que, graças à entrega do elenco, funcionou em vários momentos da partida. No final, o resultado de 3a1 para o Alvinegro classificou o Alviverde, que segue em frente em mais um torneio eliminatório nesse ano de 2012 (foi campeão na Copa do Brasil nessa presente temporada).

O clube de General Severiano coloca suas fichas todas no Campeonato Brasileiro, onde encontra-se na sétima posição. Não sei se será com dois ou três zagueiros, um ou dois volantes, um ou dois atacante que o Botafogo irá conseguir os resultados que eventualmente possam colocá-lo na próxima Copa Libertadores da América. Mas tudo leva a crer que o mais importante será o empenho dos jogadores, visto sobretudo nos ótimos Clarence Seedorf e Andrezinho, senhores do meio-campo.

Se o Palmeiras terá ânimo para correr atrás de mais um título, o tempo responderá (até porque a vaga na Libertadores já foi conquistada). Mas que o time está no "espírito" dos duelos estilo "mata-mata", isso não há como negar. O Patrik, por exemplo, chegou de tal maneira em Elkeson que muitos lutadores de vale-tudo devem ter ficado com inveja...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Conduzido Por Barcos, Palmeiras Vence Botafogo Na Copa Sul-Americana 2012

O Palmeiras venceu o Botafogo em Barueri e ficou bastante próximo da classificação para a fase oitavas-de-final na Copa Sul-Americana 2012. Os dois gols do jogo foram marcados no segundo tempo pelo atacante argentino Hernán Barcos.

O jogo

Melhor postado em campo e mais incisivo quando com a posse de bola, o Botafogo dava sinais de que levava a partida mais a sério do que o Palmeiras. Também pudera: a equipe alviverde, campeã na Copa do Brasil, já tem vaga assegurada na próxima Copa Libertadores, coisa que o Alvinegro ainda corre atrás.

Chances de gol aconteceram com Lucas, Vítor Júnior e Andrezinho, que deu lindo chute que carimbou caprichosamente o travessão. E, se o time visitante não aproveitou as oportunidades, veio a segunda etapa para Barcos mostrar como é que se faz.

Logo a um minuto, Artur cruzou da direita, Lucas não conseguiu cortar e permitiu que Barcos recebesse a bola às suas costas - com um ótimo domínio e precisa finalização, o argentino mandou perto do ângulo esquerdo, com a redonda ainda tocando no travessão antes de entrar.

A vitória parcial de 1a0 já era um resultado interessante em se tratando de um torneio eliminatório que tem como regulamento o desempate pela quantidade de gols marcados fora de casa. E a situação ficou ainda melhor para os palmeirenses aos dezenove minutos, quando Barcos recebeu lançamento de João Vítor e, da meia-lua, esbanjou categoria para colocar a bola no canto direito - Jéfferson até chegou a desviar sutilmente, mas não o bastante, pois a bola tocou na parte interna da trave e tomou o caminho da rede. 2a0 Palmeiras, para alegria de cerca de 3.800 palmeirenses que acompanharam de dentro do estádio na noite de quarta.

A equipe visitante tinha tudo para diminuir o prejuízo aos vinte e quatro minutos, mas Rafael Marques, de frente para o goleiro, teve seu chute forte defendido por Bruno. O resultado acabou persistindo até o apito final, o que obriga o Botafogo a vencer por mais que dois gols de diferença, dia 22, no Engenhão, para se classificar. Repetindo o resultado de 2a0, o desempate será nas penalidades. Caso marque gol, o Palmeiras se classifica mesmo perdendo por dois gols de diferença. Vai que o Verdão não cria gosto de tentar conquistar mais essa competição...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Parabéns, Universidad De Chile!

Oitenta e quatro anos depois de sua fundação (em 24.05.1927), o Club Universidad de Chile chegou à sua primeira final continental. E ontem, 14.12.2011, com uma goleada por 3a0 sobre a Liga Deportiva Universitária, "La U" sagrou-se campeã na Copa Sul-Americana.

Os parabéns que dão o título ao presente texto não se restringem ao troféu conquistado, mas permeiam sobretudo a performance da equipe comandada pelo argentino Jorge Sampaoli: regular no sentido de não oscilar no jogo, eficiente no sentido de aproveitar as chances criadas, intensa no sentido de constantemente buscar o gol, vistosa no sentido em que trabalha a posse de bola e artística pela combinação de todos aqueles ítens anteriores. Essa é a Universidad de Chile, invicta há trinta e cinco jogos e campeã incontestável na Copa Sul-Americana 2011.

Tive o prazer de assistir alguns jogos desse time, e em todos eles gostei do que vi. A goleada por 4a0 sobre o Flamengo no Rio de Janeiro foi um dos desempenhos mais bonitos que vi de um time em 2011. Nos duelos semifinais com o Vasco, a equipe chilena teve o mérito de arrancar um empate no Rio de Janeiro e depois fez-se valer do fator campo, sufocando os vascaínos e jogando com inteligência, embora sem necessariamente brilhar na vitória por 2a0. Infelizmente, nenhuma emissora aberta da televisão brasileira se prestou a transmitir a final, mas o blogueiro já imaginava que o desfecho seria com um título dos "Azules". Aliás, tempos difíceis para o futebol brasileiro: os únicos personagens da partida derradeira nascidos em terras tupiniquins eram aqueles que formavam o quarteto de arbitragem (Wilson Luiz Seneme no apito, Alessandro Álvaro Rocha de Matos e Emerson Augusto de Carvalho nas flâmulas, e Leandro Pedro Vuaden como quarto árbitro).

Agora fica a torcida para que o "Barcelona das Américas" dê seqüência a esse belo trabalho e a essa conseqüente bela série invicta. A Copa Libertadores da América 2012 não perde por esperar.

Fanática torcida chilena vibra com o time: essas pessoas não sabem o que é perder há trinta e cinco jogos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Copa Sul-Americana 2011: La U Ou LDU?

Nessa quarta-feira, catorze de dezembro de dois mil e onze, a Copa Sul-Americana chega ao seu jogo derradeiro. Duelando no estádio Santa Laura, na capital chilena Santiago, estarão a Universidad de Chile e a Liga Deportiva Universitária, também conhecidas pelas respectivas alcunhas de La U e LDU.

Embora cada time viva um momento diferente nesse momento (La U faz campanha memorável no Campeonato Chileno, sem perder jogo nenhum para ninguém; LDU é apenas quinta colocada no Campeonato Equatoriano), uma final de campeonato deve ser tratada como um jogo diferente (na acepção mais mística do termo).

Falando em "final de campeonato", nesse ponto a LDU carrega uma vantagem em relação ao adversário: foi campeã na Copa Libertadores da América em 2008 e na Copa Sul-Americana em 2009. Isto é, chega à sua terceira final continental nos últimos quatro anos. La U, por sua vez, está disputando a sua primeira final sul-americana em toda a história do clube.

No primeiro jogo, na altitude da capital equatoriana Quito, a Universidad de Chile conseguiu vencer por 1a0. Desta forma, será campeã na Copa Sul-Americana em caso de empate dentro de casa. Uma vantagem considerável, sobretudo se lembrarmos que essa equipe está invicta há trinta e quatro partidas.

O palpite do blogueiro vai para um título dos comandados de Jorge Sampaoli. E essa opinião se baseia em diversos aspectos: o ótimo desempenho da equipe em partidas nessa mesma Copa Sul-Americana (a exibição na goleada de 4a0 sobre o Flamengo, no Engenhão, foi formidável), o ótimo momento recente que o time atravessa, o apoio da fanática torcida e o desejo de continuar fazendo história. Mas, sem dúvidas, essa mesma "história" orienta-nos a não duvidar da força da Liga Deportiva Universitária.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

La U Vence Vasco E Chega Em Inédita Final Continental

Transformando o estádio Santa Laura, em Santiago do Chile, num caldeirão daqueles que até fumaça solta, a fanática torcida da Universidad de Chile pôde comemorar um feito inédito na história do clube: pela primeira vez desde que foi fundada, em 24.05.1927, "La U" disputará uma final continental. O duelo semifinal com o Vasco da Gama foi parelho, mas a vaga na decisão da Copa Sul-Americana ficou em boas mãos: sem abdicar de atacar mesmo estando com a vantagem no placar, os comandados de Jorge Sampaoli mereceram a vitória por 2a0 e a conseqüente classificação, que começou a ser construída com um empate por 1a1 em São Januário.

O jogo

O ímpeto ofensivo que caracteriza essa equipe chilena e a necessidade vascaína de correr atrás do resultado foram dois ingredientes determinantes para o belo jogo de futebol visto na noite de quarta-feira. A partida começou lá e cá, com ambos os times tendo possibilidades de marcar o gol nos primeiros minutos - e aqui cabe já tecer elogios aos goleiros Johnny Herrera e Fernando Prass, com performances destacáveis.

Foi necessário um "abafa" generalizado na área vascaína para finalmente o placar ser inaugurado, aos trinta minutos, num bate-rebate que contou com defesaça de Prass. Atento ao rebote, Gustavo Javier Canales chegou antes de Renato Silva e de qualquer outro jogador vascaíno para chutar firme e estufar a rede, levando o público presente ao delírio.

Para não dizer que tudo eram flores, havia muitas faltas duras cometidas de um lado e de outro. Com um pouco mais de rigor, o árbitro uruguaio Darío Ubríaco poderia ter reduzido a quantidade de atletas em campo ainda no primeiro tempo. Veio o intervalo e com ele a primeira substituição: Cristóvão Borges trocou Allan por Bernardo, jogador que saiu do banco domingo para dar ao Vasco a vitória na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro.

A equipe brasileira iniciou o segundo tempo conseguindo atacar, com duas chances de gol nos primeiros três minutos. Na primeira, Rômulo tabelou com Alecsandro e teve o chute defendido por Herrera. Na segunda, Dedé cabeceou após cobrança de escanteio e mandou a bola à direita. Aos poucos, os "Azules" foram equilibrando a partida e causando dificuldades ao sistema defensivo cruzmaltino. Aos vinte e quatro minutos, Fágner desferiu uma cotovelada em Gustavo Canales e foi corretamente expulso de campo. Um duro revés para o Vasco, principalmente diante de um adversário tão bem treinado: tirando proveito da saída do lateral-direito adversário, "La U" partiu pro ataque explorando aquele lado do campo. E, três minutos depois, deu resultado: Francisco Castro cruzou da esquerda e encontrou Eduardo Jesús Vargas Rojas, que fechou pelo meio e completou pra rede. 2a0 Universidad e tome festa nas arquibancadas.

Com o controle da partida e do resultado, era questão de tempo para que fosse anunciada a classificação chilena para a final da Copa Sul-Americana 2011. Só que o Vasco não dá muita bola para essa história de "estar em desvantagem" e tentava do jeito que dava reverter a situação que naquele momento parecia irreversível. Aos trinta e sete minutos, o zagueiro Dedé se mandou pro ataque, ganhou a jogada na base da disposição e da entrega, tabelou com Alecsandro e chutou rasteiro, no canto esquerdo. Bola que não entrou porque lá estava o arqueiro Johnny Herrera para mais uma defesa. Sabe Deus o que seria do jogo se esse chute tivesse entrado, mas o fato é que nos minutos finais a Universidad de Chile soube administrar o placar e garantir a inédita presença numa final continental. Aquela torcida merece.

Na decisão, o adversário do "Barcelona das Américas" será a Liga Deportiva Universitária, a famosa LDU, que em 2009 ganhou essa mesma competição em cima do Fluminense. Considerando a força dessa equipe equatoriana e o fato de "La U" estar há trinta e um jogos invicta, creio que não seja prudente apontar um favorito. Ao Vasco, resta o duelo dominical com o Flamengo: em caso de vitória, o "Clube da Colina" faturará o título no Campeonato Brasileiro se o Corinthians for derrotado pelo Palmeiras, em partida prevista para o mesmo horário.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

La U Busca Empate Em São Januário E Se Aproxima De Final Continental

Vasco e Universidad de Chile abriram as semifinais na Copa Sul-Americana 2011 empatando por 1a1 no estádio São Januário. Os gols do jogo foram marcados aos trinta e três minutos de cada tempo: no primeiro, Bernardo abriu o placar para os donos da casa; no segundo, Osvaldo González igualou o marcador para o time visitante. Com o resultado, "La U" avança à final continental em caso de empate por 0a0 na capital Santiago, em partida que será disputada na próxima quarta-feira, dia trinta.

O jogo

Para enfrentar a qualificada equipe chilena, invicta há vinte e oito partidas na temporada, o Vasco da Gama foi para campo utilizando a força máxima disponível para a partida. E iniciou o jogo tomando breve pressão do adversário, que ia para o campo ofensivo como se atuasse diante de seus torcedores - uma postura admirável e tão rara no futebol.

Aos poucos, o volume de jogo vascaíno foi crescendo e a participação do bom goleiro Johnny Herrera ia garantindo o 0a0 no placar. Aos vinte e nove minutos, Élton ainda carimbou o travessão, quase inaugurando o marcador. Mas o gol estava guardado para os trinta e três minutos: Allan deu o passe, a defesa desviou e a bola chegou em boas condições para Bernardo. O camisa dezesseis dominou já fazendo o giro e chutou cruzado, mandando no canto direito. 1a0 Vasco.

Entre o final do primeiro tempo e o início do segundo, a Universidad de Chile conseguiu criar algumas chances de igualar o placar. Os comandados do argentino Jorge Sampaoli - que por diversas vezes era flagrado pelas câmeras fora da área técnica a ele destinada - saíam para o jogo de forma a encurralar a defesa vascaína. Mas foi somente aos trinta e três minutos que sairia o gol de empate. E foi em lance de bola parada: na bola levantada a partir da intermediária, González, de costas para o gol, subiu bem e cabeceou melhor ainda, tirando de Fernando Prass e colocando no canto esquerdo.

Restavam cerca de quinze minutos para o Vasco tentar retomar a frente no placar e levar alguma vantagem para a partida de volta, mas parece ter faltado mais pernas do que propriamente disposição tática à equipe comandada por Cristóvão Borges, que disputa duas competições simultaneamente. E o Vasco ainda ganhou uma preocupação para o Campeonato Brasileiro: após deixar o campo sentindo dores, o meio-campista Felipe é dúvida para o clássico dominical com o Fluminense, na penúltima rodada da competição nacional. A Universidad de Chile, que pouco tem a ver com isso, chega aos vinte e nove jogos de invencibilidade e, pelo menos teoricamente, parece favorita por uma vaga na final continental. Só que "o Vasco é o time da virada"...

Uma curiosidade sobre a partida: a primeira jogada de linha-de-fundo foi ocorrer somente nos acréscimos do segundo tempo, pelo lado direito de ataque do Vasco. É uma estatística curiosa, sobretudo se imaginarmos que a Universidad de Chile faz uso de dois pontas e o Vasco, ao longo da temporada, trabalhou bastante esse tipo de jogada. Creio que esse dado se deva, pelo menos parcialmente, à solidez defensiva de ambos os conjuntos e à ausência de jogadores como Diego Souza e Éder Luís pelo lado cruzmaltino.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Baile De Formatura Em Noite Universitária

Jogando um futebol envolvente, a Universidad de Chile foi ao Rio de Janeiro e esmagou o Flamengo do primeiro ao último minuto de jogo no estádio Engenhão. O resultado foi uma goleada por 4a0, placar que poderia ter sido mais elástico: a equipe chilena marcou um gol anulado incorretamente e ainda desperdiçou um pênalti por questão de centímetros.

O jogo

Muitos podem atribuir o aparente desleixo rubronegro na partida de quarta-feira ao fato de o time estar mais focado na disputa do Campeonato Brasileiro do que na Copa Sul-Americana. Mas a escalação de Vanderlei Luxemburgo dava o tom de que o Flamengo ia a campo para vencer. Só que do outro lado estava uma Universidad de Chile muito bem montada por Jorge Sampaoli, atuando ofensivamente, em velocidade e com versáteis tramas de jogadas. Em um primeiro tempo aniquilador, "La U" marcou quatro gols (apenas três deles, porém, validados). O Flamengo deu somente um chute na etapa inicial, com Aírton, para bonita defesa de Johnny Herrera. Só que Aírton daria um novo chute, porém dessa vez sem mirar a bola, deslealmente atingindo Oswaldo González e sendo corretamente expulso pelo árbitro argentino Saul Laverni, um dos destaques na partida.

O Flamengo voltou do intervalo com o volante chileno Maldonado no lugar do atacante Deivid (a primeira substituição havia acontecido ainda no primeiro tempo, pois o argentino Darío Bottinelli sentiu uma lesão e deu lugar para Renato Abreu). Aos quatro minutos, uma suposta cotovelada de Castro em Williams rendeu o retorno à igualdade numérica no gramado, dessa vez em dez jogadores. Se "La U" era superior e marcava gol no onze contra onze e no onze contra dez, não foi diferente nessa nova condição: após contra-ataque fulminante e muito bem trabalhado, Lorenzetti marcou o quarto gol chileno e comemorou acenando o número de gols marcados pelo time. Antes disso, Rodríguez havia desperdiçado pênalti, com o goleiro Felipe dando um tapa na bola quando ela estava a alguns centímetros de atravessar completamente a linha final. Uma bola cabeceada por Jael no travessão foi o mais próximo que o time da casa chegou ao gol. A julgar pelo resultado e pela diferença de rendimento entre as equipes, a vaga na próxima fase já está definida. E o Flamengo pode focar, agora sim, na disputa do Campeonato Brasileiro.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Como De Hábito, Botafogo Vence Atlético Mineiro E Se Classifica

Botafogo e Atlético Mineiro se encontraram pela terceira vez em treze dias e, novamente, deu Alvinegro Carioca: com a vitória por 1a0 no estádio Engenhão, a equipe de General Severiano garantiu classificação para a fase oitavas-de-final na Copa Sul-Americana 2011 (já havia vencido o jogo de ida por 2a1) e agora retorna as atenções à liga nacional, onde fará sábado clássico com o Fluminense. O Galo, em péssimo momento na temporada, tem no clássico com o Cruzeiro a chance de tentar dar a volta por cima e esquecer essa eliminação no torneio continental, buscando sair da zona de descenso na competição doméstica.

O jogo

Mesmos clubes, porém jogos diferentes. Tamanha foi a superioridade atleticana no primeiro tempo dessa partida de volta pela Copa Sul-Americana que nem parecia que estamos falando de um jogo entre dois clubes que tinham acabado de se enfrentar três dias atrás, em duelo de desenho bem diferente. Se no sábado o Botafogo construiu a vitória com relativa facilidade, na terça-feira o que se via no Rio de Janeiro era um Atlético mais eficaz com a posse de bola e chegando em pelo menos três ocasiões com reais condições de abrir o placar. Afinal, o time visitante já entrava em campo com débito de dois gols, e não havia muito o que fazer se não atacar o adversário e tentar a classificação. Mesmo o contratempo da lesão de Dudu Cearense, que aos 15 minutos precisou sair dando lugar para o veterano Mancini, não diminuiu o ímpeto mineiro. Mas quem acabou tirando o zero do placar foram os donos da casa: quando o primeiro tempo dava pinta de terminar sem gol, o Botafogo chegou ao ataque com o argentino Germán Herrera e eis que o camisa 17 caiu na área ao se atracar com o zagueiro Leonardo Silva, em pênalti duvidoso marcado pela confusa arbitragem de Wilson Luiz Seneme. A torcida pediu e o próprio Herrera foi pra bola, colocando no canto esquerdo e dando maior tranqüilidade a um Botafogo que não fazia boa partida, mas aumentava a vantagem no confronto.

No intervalo, Caio Júnior mexeu duas vezes: na lateral-esquerda, Bruno Cortês deu lugar para Márcio Azevedo; mais à frente, o meia Felipe Menezes saiu para a entrada do atacante Alex. E o time pareceu reagir em campo, conseguindo alguns bons momentos e quase chegando ao segundo gol. Cuca, então, fez suas duas últimas mexidas às quais tinha direito: primeiro, Magno Alves entrou no lugar de Jhonata Obina; três minutos depois, aos dez, o irregular Richarlyson deu vaga para Daniel Carvalho. Os atleticanos melhoraram, reassumiram o domínio nas ações ofensivas e não chegaram ao gol basicamente devido às intervenções do goleiro Jéfferson, que novamente confirmou porque vem sendo convocado regularmente para a seleção brasileira. Ainda houve tempo para Alessandro entrar no lugar de Lucas e de ambos os times terem uma ou outra chance de mexer no placar, mas persistiu o 1a0 e a conseqüente classificação botafoguense.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Entre o domingo e o sábado que passaram, o Botafogo conseguiu 3 vitórias nos 3 jogos disputados naquele período. Tudo começou com um clássico diante do dito favorito Vasco da Gama, partida que o Alvinegro de General Severiano teve atuação sensacional e sapecou um inapelável 4a0 pra cima do Clube da Colina. Três dias depois, o time foi até Minas Gerais enfrentar o Atlético Mineiro, equipe que estreava o técnico Cuca, ex-Cruzeiro e com passagem marcante pelo Botafogo. E o time comandado por Caio Júnior conseguiu estrear com vitória na Copa Sul-Americana, vencendo por 2a1 e podendo avançar na competição mesmo perdendo por 1a0 no jogo de volta. E se o assunto é clube mineiro, a equipe retornou ao Rio de Janeiro e, de virada, venceu o América por 4a2, ocupando a 5ª colocação no Campeonato Brasileiro 2011. Foram 10 gols marcados e 100% de aproveitamento na semana em que completou 107 anos de fundação futebolística. Poderia ser melhor para o Botafogo?

Jogada da semana

Sabe aquele toque de bola envolvente que, historicamente, definiu o futebol arte por muito tempo praticado pela seleção brasileira? Ele deu o ar de sua graça em Stuttgart, no amistoso em que o Brasil de Mano Menezes enfrentou a Alemanha de Joachim Löw. E a jogada da semana é alemã, veja que grande performance da equipe anfitriã, finalizada por Mario Götze.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Copa Sul-Americana 2011: À Caminho Da Libertadores 2012

Começou em 2 de agosto e vai até 14 de dezembro a disputa da Copa Sul-Americana 2011, atual segunda competição mais importante no continente. A exemplo da edição passada - vencida pelo Independiente -, o campeão garante vaga na Copa Libertadores da América no ano seguinte.

O Brasil é o país com mais representantes (são oito: Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Botafogo, Ceará, Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Vasco), seguido pela Argentina (além do atual campeão Independiente, há outras seis equipes argentinas: Argentinos Juniors, Arsenal de Sarandí, Estudiantes, Godoy Cruz, Lanús e Vélez Sarsfield). Os demais oito países representados na competição levam três clubes cada: Aurora, San José, The Strongest (Bolívia), Deportes Iquique, Universidad Católica, Universidad de Chile (Chile), Deportivo Cali, La Equidad, Santa Fé (Colômbia), Deportivo Quito, Emelec, LDU (Equador), Libertad, Nacional, Olímpia (Paraguai), Juan Aurich, Universidad César Vallejo, Universitário (Peru), Bella Vista, Fênix, Nacional (Uruguai), Deportivo Anzoátegui, Trujillanos e Yaracuyanos (Venezuela).

As equipes argentinas e brasileiras iniciam sua participação a partir da segunda fase, com exceção do Independiente, que já está automaticamente garantido na fase oitavas-de-final. Eis os duelos envolvendo clubes argentinos e brasileiros na segunda fase - todos eles confrontos caseiros (partidas envolvendo um brasileiro e um argentino só poderão acontecer a partir da fase quartas-de-final).

Argentinos Juniors e Vélez Sarsfield (jogos em 1º de setembro e 8 de setembro)
Vasco e Palmeiras (jogos em 11 de agosto e 25 de agosto)
Arsenal de Sarandí e Estudiantes (jogos em 30 de agosto e 6 de setembro)
Atlético Mineiro e Botafogo (jogos em 10 de agosto e 23 de agosto)
Lanús e Godoy Cruz (jogos em 10 de agosto e 24 de agosto)
Ceará e São Paulo (jogos em 10 de agosto e 24 de agosto)
Flamengo e Atlético Paranaense (jogos em 10 de agosto e 24 de agosto)

Não é nada recomendável dar um pitaco nessa altura do campeonato. Explica-se: a Copa Sul-Americana costuma "engrenar" mais próximo de seu desfecho. Nessas primeiras fases eliminatórias, muitos clubes simplesmente priorizam suas ligas nacionais e escalam equipes recheadas de reservas na competição continental. Uma questão de prioridade, que muitas das vezes gera arrependimento a um time eventualmente eliminado, com aquela sensação de "não consegui a vaga na Libertadores através do campeonato doméstico e poderia tê-la conquistado pela Copa Sul-Americana". O fato é que argentinos e brasileiros têm, sim, algum favoritismo. Mas não se pode desprezar o peso da camisa de equipes como o Nacional do Uruguai, a Univeridad de Chile e a equatoriana LDU. Além, é claro, do fator surpresa: quem imaginaria que Argentina e Brasil cairiam na fase quartas-de-final na Copa América 2011 e Peru e Venezuela marcariam presença na fase semifinal? Coisas do futebol.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Independente Do Resultado, Parabéns Ao Goiás

90 minutos em Goiânia, onde o Goiás foi mais time por quase a totalidade do tempo. 120 minutos em Avellaneda, onde o Independiente somente conseguiu ser superior nos primeiros 45 minutos. No total, 3 gols para cada lado levaram a decisão para as penalidades máximas. E, com o futebol longe de ser uma ciência exata, os donos da casa - que, esgotados fisicamente e sofrendo forte pressão dos jogadores brasileiros, queriam que o jogo acabasse o quanto antes - acabaram conseguindo o título.

Nessa partida no estádio Libertadores da América, o Esmeraldino foi melhor na parte técnica, na parte tática e até na parte emocional. Muitos defendem a tese de que "pênalti é loteria". Outros sentenciam que aqueles três aspectos supracitados definem o destino da cobrança. Seja lá como for, o fato é que em mais de 210 minutos de duelo, um chute de Felipe na trave foi o que diferenciou o campeão do vice. Longe de querer ser o trombeteiro do apocalipse, apenas acho interessante lembrar aqui o que disse no jogo de ida, quando o Goiás não soube tirar proveito de uma vantagem numérica após a expulsão de Silvera e acabou não ampliando a vantagem de dois gols no estádio Serra Dourada:
Apesar do resultado que animou os torcedores alviverdes, talvez o futebol venha a cobrar um preço na quarta-feira, em Avellaneda. É para isso que torcerão gremistas e/ou botafoguenses, interessados diretos no desfecho da Copa Sul-Americana. Além do Independiente, é claro.
Foi o que aconteceu. Para alegria de gremistas (que disputarão a próxima Libertadores), de flamenguistas (que disputarão a próxima Sul-Americana) e, mais ainda, dos "Rojos", o Independiente é campeão da Copa Sul-Americana 2010.

O jogo

Impulsionado, empurrado, carregado, conduzido e estimulado por uma fantástica torcida que abarrotava as arquibancadas do estádio Libertadores da América, o Independiente passou por cima das próprias limitações técnicas e partiu para o ataque. Quando detinha 63% do tempo de posse de bola, conseguiu abrir o placar aos 18 minutos: em jogada ensaiada em lance de bola parada, Carlos Javier Matheu chutou, Harlei espalmou e Julián Velázquez marcou no rebote.

A resposta esmeraldina foi ligeira: aos 21 minutos, Wellington Saci cruzou da esquerda e Rafael Moura cabeceou no contrapé de Hilario Bernardo Navarro, fazendo lembrar grandes jogadores que dominavam o fundamento, como Dadá Maravilha. 1a1 no placar, para delírio dos torcedores que atravessaram a fronteira e demonstraram um "amor sem divisão e sem distância".

Na marca de 24 minutos, o árbitro colombiano Oscar Ruíz, de longa experiência internacional, acabou afinando diante do estádio lotado: Carlos Matheu agrediu Rafael Moura com uma cotovelada no nariz e Oscar Ruíz mostrou apenas o cartão amarelo.

Dois minutos depois, o desempate do Independiente: Patricio Rodríguez recebeu bola enfiada, Ernando tentou fazer o corte e, num golpe de sorte ou intervenção sobrenatural, a bola bateu em Facundo Parra e foi dormir no fundo do gol de Harlei.

Tal como quando sofreu 1a0, o Goiás conseguiu nova resposta após 3 minutos, mas dessa vez sem o mesmo êxito: a finalização dada por Otacílio Neto foi por cima do gol.

Com 34 minutos, novo gol do Independiente, novo gol de Facundo Parra, novo lance com ares de "forças ocultas": levantamento da esquerda, Parra sobe para dividir com Marcão, a bola praticamente não sai do lugar e o camisa 17, caído no gramado, estica a perna acertando um chute raro, principalmente se tratando de um jogador que encontra-se praticamente deitado, mandando a bola no canto esquerdo.

No minuto seguinte, uma grande defesa de Harlei evitou que o chute de Hernán Daniel Fredes fosse para a rede, o que colocaria o Independiente em vantagem pela primeira vez no duelo de ida-e-volta. Aos 43 minutos, Oscar Ruíz teve nova chance de coibir a violência com um cartão vermelho, mas novamente preferiu ser complacente com o time local: Velázquez foi com o pé acima da linha da bola, atingiu Douglas no tornozelo e recebeu um simples cartão amarelo.

O ritmo intenso da equipe da casa parecia não ter fim: aos 46 minutos, os argentinos encaixaram um contra-ataque em velocidade, Nicolás Alejandro Cabrera recebeu na direita e chutou cruzado, perto da trave direita.

Com tamanha pressão imposta pelo adversário e ainda sofrendo com entradas desleais, o apito de intervalo saiu mais tarde dos que os esmeraldinos gostariam.

No segundo tempo, o Independiente manteve-se disposto a dar continuidade ao abafa visto em quase toda a etapa inicial. A diferença é que, agora, o Goiás se mostrava mais solto e arisco, também se mandando ao campo de ataque. A partida ficou lá e cá, com ambos os times criando oportunidades claras. Numa delas, aos 12 minutos, Otacílio Neto apareceria para marcar o 2º dos goianos, mas o impedimento foi corretamente assinalado: o atacante estava cerca de meio metro adiantado.

Com 17 minutos, Cabrera avançou pela direita e tentou fazer um cruzamento, mas a bola foi fechada, surpreendeu Harlei e quase foi parar dentro do gol. Seria abusar da metafísica, e olha que foi por muito pouco. No minuto seguinte, uma das mais belas jogadas da partida: Rafael Moura recebeu pelo lado esquerdo, driblou Velázquez e Mathieu do jeito que quis e chutou: Hilario Navarro defendeu com a perna, evitando o que seria um golaço do artilheiro da Copa Sul-Americana 2010.

A partir desse momento, o que se via em Avellaneda era um amplo domínio dos visitantes, que acuava os argentinos no campo de defesa e silenciava a até então barulhenta torcida vermelha. Com 27 minutos, Otacílio Neto estufaria a rede adversária mais uma vez, mas, tal como na anterior, o impedimento foi corretamente assinalado. O Goiás ainda teve duas chances de evitar a prorrogação, ambas com Rafael Moura: aos 39 minutos, ele recebeu, fintou a marcação, chutou e Navarro espalmou (Felipe não aproveitou o rebote, cruzando mal a bola); e aos 44 minutos, Marcelo Costa levantou a bola com a cabeça e Rafael Moura foi até ela, mas se atrapalhou com o quique da bola e finalizou na rede externa.

Veio, então, a prorrogação. E o jogo que era dominado pelo Goiás passou a ser uma verdadeira hegemonia do clube brasileiro. O goleiro Navarro, irritado com um sistema defensivo que era totalmente envolvido pelas jogadas adversárias, foi se tornando o principal responsável pelo Independiente seguir na disputa pelo título, com duas intervenções importantes no primeiro tempo. No segundo tempo, a maior chance de gol aconteceu logo com 1 minuto: Rafael Moura escapou de Velázquez, cruzou encobrindo Navarro e Rafael Tolói cabeceou na trave direita. 3 minutos depois, o Goiás teve pela terceira vez uma jogada de gol invalidada: após desvio de Rafael Moura, Marcão estava em condição de impedimento. Daí pro final, os dois acontecimentos que mais chamaram a atenção não foram por jogadas de ataque. Aos 8 minutos, Rafael Moura e Navarro se estranharam e ambos receberam cartão amarelo. Aos 9 minutos, Velázquez caiu no gramado se contorcendo de dor, indo ao máximo de sua resistência física pois tinha ciência de que Antonio Mohamed já fizera as três substituições permitidas. E lá viriam as penalidades máximas.

Harlei acertou o canto três vezes (em duas se antecipando e em uma aguardando o chute). Navarro foi no canto certo em uma oportunidade. Mas não, nenhum dos goleiros conseguiu realizar defesas. Em mais de 210 minutos de duelo, um chute de Felipe na trave foi o que diferenciou o campeão do vice. Coube ao experiente zagueiro Eduardo Nicolás Tuzzio, de 36 anos, realizar a cobrança derradeira e, com um chute no quadrante 10, fazer explodir de emoção uma apreensiva torcida, que vibrava e chorava com a dramática conquista continental, no primeiro triunfo internacional do clube desde 1995.
Eduardo Tuzzio no momento da última cobrança de pênalti, garantindo o título ao Independiente. Abaixo, torcedores festejam no estádio Libertadores da América.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Goiás Faz O Dever De Casa E Carrega Vantagem Para Avellaneda

Nos maiores registros de público e renda no estádio Serra Dourada em 2010 (número de 35.500 pagantes e arrecadação de 912.940 reais), o Goiás fez a alegria da massa esmeraldina que compareceu às arquibancadas e venceu o Independiente por 2a0, dando largo passo em direção a um inédito título continental. Na partida de volta, no estádio de sugestivo nome Libertadores da América, o Verdão só não faturará a Copa Sul-Americana caso os donos da casa consigam uma vitória por pelo menos 3 gols de diferença (2a0 levaria a partida para as penalidades máximas).

O jogo

Antes de a bola rolar, incidentes flagrados pela transmissão televisiva passavam aquela típica imagem que abonimanos de qualquer prática esportiva: o confronto físico entre torcedores e policiais. Tudo começou, segundo informações, com um erro de organização no acesso às arquibancadas, onde adeptos de ambos os clubes puderam circular pelo mesmo setor, separado somente por um cinturão de homens da força de segurança. Mas ao que tudo indica, passados alguns minutos de tensão, a situação foi normalizada e o foco pôde ser transferido para os acontecimentos internos às quatro linhas.

As equipes foram a campo apostando no sucesso alcançado nas semifinais: Arthur Neto levou o mesmo time que venceu o Palmeiras no Pacaembu e Antonio "Turco" Mohamed só não levou todos os que superaram a LDU em Avellaneda pois precisou trocar o volante Gómez (vetado por lesão muscular) por Fernando Godoy.

E o Goiás logo impôs um ritmo de quem queria fazer-se valer do fator campo. Apresentando marcação frágil e abusando da violência, o Independiente recebeu dois cartões amarelos já nos 12 primeiros minutos (Velázquez e Galeano foram corretamente advertidos pelo árbitro Carlos Torres após entradas duras). Aos 13 minutos, não teve pontapé nem nada que impedisse Rafael Moura de abrir o placar em Goiânia: o atacante recebeu sobra de disputa de bola em boas condições e chutou para o fundo do gol de Navarro. Foi o 7º gol do "He-Man", maior goleador na atual edição da competição e que foi comemorar com a galera.

Os argentinos foram na busca pelo empate e quase conseguiram se dar bem aos 16 minutos, em lance que Harlei afastou parcialmente e a zaga quase se atrapalhou na tentativa de tirar a bola da zona de perigo. Mas era o Goiás que marcaria novamente: aos 21 minutos, Douglas deu chute lascado e Otacílio Neto estava no lugar certo para conferir e marcar 2a0.

Daí para o final do primeiro tempo, o Independiente seguia atordoado e teve sorte de não ir para os vestiários com uma desvantagem ainda maior. Percebendo que o fato de se manter no campo de defesa não era a melhor estratégia, Antonio Mohamed mexeu no time no intervalo: saiu Godoy e entrou mais um atacante, o habilidoso Patricio Rodríguez, que logo de cara mostrou que daria bastante trabalho ao sistema defensivo de Arthur Neto. Daria. No momento em que o Independiente crescia na partida, Silvera agrediu Rafael Tolói, o quarto árbitro Antonio Arias acusou e Torres tratou de expulsar o centroavante argentino de campo. O quarteto de arbitragem paraguaio trabalhou muito bem, diga-se.

A expulsão serviu mais para dar uma ducha de água fria na equipe visitante do que propriamente para incentivar o Goiás a reimprimir um ritmo acelerado. Aliás, o time da casa parecia não tirar proveito da vantagem numérica e produziu muito pouco até o apito final. Apesar do resultado que animou os torcedores alviverdes, talvez o futebol venha a cobrar um preço na quarta-feira, em Avellaneda. É para isso que torcerão gremistas e/ou botafoguenses, interessados diretos no desfecho da Copa Sul-Americana. Além do Independiente, é claro.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Heróico, Goiás Vira O Jogo E Desbanca "Favorito"

A imprensa esportiva brasileira - com o perdão da generalização - parecia já saber que o Palmeiras chegaria na final da Copa Sul-Americana 2010 (alguns, como o pseudo-craque Neto, já até antecipavam o título continental). Mas esqueceram de avisar tais "previsões" ao mundo dos fatos. E, no mundo dos fatos, o Goiás foi superior ao adversário, não tomou conhecimento de um Pacaembu com grande público e conquistou, merecidamente, a vitória que o classificou para a final. Como disse o goleiro Harlei ainda no gramado, "o Goiás hoje é o Brasil".

O jogo

36.410 era o número de espectadores no estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, vulgo Pacaembu. A esmagadora maioria de palmeirenses não faria idéia da grande decepção que essa noite de quarta-feira lhes proporcionaria. Principalmente levando-se em consideração o início de jogo por parte do Palmeiras, com direito a bola de Tinga na trave direita de Harlei aos 12 minutos e nova oportunidade em chute de Lincoln da meia-lua, defendido por Harlei no canto direito, aos 18 minutos.

Aos 21 minutos, o Goiás respondeu de imediato a uma nova chance palmeirense (que havia chegado através de arrancada de Luan, mas o chute fraco foi defendido por Harlei): Rafael Moura decidiu chutar de fora da área e mandou a bola no travessão de Deola. Com 27 minutos, foi a vez de Otacílio Neto pegar sobra de bola na área e chutar rasteiro para defesa de Deola no canto direito.

No momento em que a equipe visitante equilibrava as ações, surgiu o gol palmeirense: Edinho lançou Luan na esquerda, o atacante de 22 anos amorteceu no peito e chutou cruzado para estufar a rede goiana no quadrante 15, aos 33 minutos. Festa no Pacaembu.

Contando com atuação sensacional de Rafael Moura, o Goiás buscava reagir. Aos 37 minutos, Rafael Moura fintou Maurício Ramos sem sequer tocar na bola, atraiu a marcação adversária e passou para Otacílio Neto, que mandou um chute por cima da meta. 6 minutos depois, Kléber teve chance de ampliar para o Verdão, mas o chute foi à direita do gol.

Aos 47 minutos, Marcelo Costa cobrou falta no travessão, Rafael Moura recebeu a sobra de bola escorando de cabeça e, também com um cabeceio, Carlos Alberto emendou e contou com desvio na marcação para superar Deola, empatando a partida instantes antes do intervalo.
Carlos Alberto comemora o gol de empate, no último lance do primeiro tempo.

E foi no intervalo que Arthur Neto teve grande sacação tática: tirou o zagueiro Douglas (que recebera o único cartão amarelo da partida por falta cometida aos 30 minutos) e colocou o atacante Felipe. Aliando essa grata substituição à postura mais ofensiva do Esmeraldino, veríamos na etapa complementar o atacante Rafael Moura recebendo maior aproximação de seus companheiros. E se isolado no ataque o "He-Man" já tinha atuação brilhante, imagine agora.

Aos 4 minutos, Deola já teria de trabalhar com defesa difícil no canto direito. 2 minutos depois, Danilo saiu jogando errado, Felipe recuperou, fez o cruzamento e Marcão cabeceou à direita.

As arquibancadas tinham um clima de apreensão que tomava conta do estádio. Nem parecia que o Palmeiras tinha um resultado que lhe favorecia e um público que o apoiava. A aplicação tática e a valentia dos comandados de Arthur Neto se sobrepunham à falta de jogadas mais elaboradas por parte do time escalado por Luiz Felipe Scolari.

Com 24 minutos, Rafael Moura foi lançado, encarou a marcação, chutou firme e Deola conseguiu encaixar. 5 minutos depois, Kléber estava em liberdade para desempatar o jogo, mas desperdiçou a sobra com um chute torto, à esquerda.

Aos 33 minutos, Scolari fez sua primeira substituição: optou por tirar Lincoln para colocar Dinei. Ou seja, um ganho de velocidade mas uma perda na valorização da posse de bola. Na marca de 36 minutos, veio a virada visitante. Pelo lado esquerdo, Wellington Saci tocou na passagem de Marcão. O bravo defensor de 35 anos cruzou com uma cavadinha caprichada e encontrou Rafael Moura na trave oposta. Esbanjando consciência, Rafael Moura centralizou o lance com um cabeceio que desmontou de vez a marcação palmeirense. E, na pequena área, estava o zagueiro Ernando, que completou de cabeça para estufar a rede do já batido Deola.

Agora oficialmente em desvantagem, o Palmeiras passou pela primeira vez no confronto de 180 minutos a ter a real necessidade de marcar um gol. Enquanto Arthur Neto recompunha o meio-campo trocando Otacílio Neto por Jonílson, Felipão chamava Éwerthon para a vaga de Tinga. E o que o Palmeiras criou nos minutos derradeiros? Resposta: nada. O silêncio só não era sepulcral no Pacaembu pois um reduzido número de torcedores esmeraldinos cantava e pulava no setor que lhe era reservado no estádio. Numa tacada só, o Goiás silenciou um estádio de futebol e uma comunidade de jornalistas.
Do inferno ao céu: após lamentarem rebaixamento para a Série B, torcedores goianos festejam inédita vaga em final continental.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Chutaço De Marcos Assunção Aproxima Palmeiras Da Final

No estádio Serra Dourada, mais de 14.000 alvi-verdes pagaram para ver Goiás e Palmeiras, pelo jogo de ida na fase semifinal da Copa Sul-Americana 2010. O triunfo visitante deu-se contando, fundamentalmente, com dois acontecimentos. O primeiro foi o chute preciso de Marcos Assunção, aos 2 minutos da etapa complementar, marcando 1a0. O segundo foi a marcação de impedimento no que seria o gol de empate da equipe da casa, nos acréscimos da partida, em lance difícil e que foi assinalado corretamente pelo auxiliar Márcio Santiago.

O jogo

Se geralmente é o time da casa que costuma tomar a iniciativa em partidas eliminatórias, no Serra Dourada foi o Palmeiras que conseguiu ditar o ritmo da partida. Cadenciando a posse de bola e buscando os chutes de Marcos Assunção, os comandados de Luiz Felipe Scolari deram alguns sustos no goleiro Harlei, que teve dificuldade para intervir em pelo menos duas oportunidades.

Se o Verdão tentava nos remates de longa distância, o Esmeraldino buscava o gol nas jogadas aéreas, mas sem conseguir levar vantagem sobre o goleiro Deola e os defensores Maurício Ramos e Danilo. Com a bola no chão, o Goiás conseguiu sua melhor chance na etapa inicial: aos 30 minutos, Felipe ficou cara-a-cara com Deola mas chutou para fora.

Na volta do intervalo, o que o Palmeiras tanto tentou nos 45 minutos iniciais acabou surtindo efeito logo aos 2 minutos, quando Marcos Assunção acertou um petardo indefensável, que estufou o quadrante 4 de Harlei e inaugurou o marcador em Goiânia.

Ambos os times não apresentavam jogadas mais trabalhadas, restando saber se isso se dava por limitações técnicas, táticas, ou se a idéia era tentar tirar proveito das condições do gramado, que encontrava-se molhado.

A busca pelo empate esbarrava nessa falta de organização, mas nos instantes finais surgiram, na base do abafa, duas chances incríveis. Aos 44 minutos, Deola defendeu uma finalização de bicicleta de Otacílio Neto após bate-rebate originado em lance de bola parada. Aos 47 minutos, nova falta para o Goiás no campo ofensivo, nova promessa de bola na área palmeirense e nova irritação de Felipão, que parecia ter ciência de que uma falta cometida naquela região intermediária levaria perigo. E lá foi a bola. Após um desvio no meio do caminho, Rafael Moura e Otacílio Neto ficaram em posição de impedimento e foram em direção a uma bola que iria parar dentro do gol de Deola. Acertadamente, foi levantada a bandeira indicando a irregularidade. Difícil é convencer os torcedores goianos disso: passou a chover novamente no Serra Dourada. Mas não eram águas vindas das nuvens, e sim objetos arremessados das arquibancadas. Um deles, um radinho de pilha, atingiu a cabeça de Scolari enquanto dava entrevista ao repórter Fernando Fernandes. Sem negar o seu estilo, Felipão retribuiu a gentileza com um gesto pouco amigável. Mas o comandante palmeirense pareceu tranqüilo, dando a entender que o que o irrita mesmo são os resultados negativos, o que não foi o caso ali.

Na partida de volta, em São Paulo, o Goiás joga com a obrigação de vencer para poder avançar à final. Os palmeirenses carregam a vantagem conquistada em Goiânia, podendo até empatar diante de seus torcedores. Em caso de vitória goiana por 1a0, a vaga na decisão será definida nas penalidades.

A outra semifinal da competição tem sua primeira partida na noite de hoje e será jogada entre a Liga Deportiva Universitária (a LDU, do Equador) e o Independiente, da Argentina. Se o campeão sair desse jogo, o Campeonato Brasileiro levará o 4º colocado à próxima Copa Libertadores da América. Do contrário, será feita a alegria de Palmeiras ou Goiás. Vamos aguardar os próximos capítulos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

Se antes de começar a 12ª rodada o Botafogo estava na zona de rebaixamento na Série A brasileira, após o término da 13ª rodada e com duas vitórias na semana (a primeira no Barradão, por 3a1 sobre o Vitória, e a segunda no Engenhão, por 3a0 sobre o Atlético Mineiro) a equipe saltou para a 8ª colocação. E, com os seis gols marcados, chegou a 23 no campeonato, tornando-se o ataque mais efetivo da competição.

As chegadas de jogadores como Marcelo Mattos e Maicosuel já deram ares de transformação no setor de meio-campo da equipe. As boas atuações (agora aliadas a bons resultados) colocam o time em lua-de-mel com a torcida, que compareceu ao estádio no sábado para incentivar e ovacionar seus jogadores após a goleada pra cima do Atlético. O clima é altamente positivo no Alvinegro de General Severiano e tudo leva a crer que a equipe, a partir de agora, olhará mais para a parte de cima do que para a parte de baixo da tabela de classificação.

Jogada da semana

Teve início, semana passada, a Copa Sul-Americana 2010. E logo no jogo que abriu oficialmente o torneio (que dessa vez dará vaga na próxima edição da Libertadores) saiu um belo gol. Foi no estádio Luiz Franzini, em Montevidéu, onde jogavam Defensor Sporting e Olímpia. Os dois gols do jogo foram marcados por Rodrigo Mora e destacamos o segundo gol, quando o camisa 11 recebe passe alto, amortece com o peito e emenda sem deixar a bola enconstar no gramado.

Caso esteja com pressa de ver a obra, vá para o 18º segundo de vídeo. Ou então, acompanhe desde o início e assista ambos os gols da partida.



Será um indício da "melhor Sul-Americana de todos os tempos"?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A melhor Sul-Americana de todos os tempos...

Agora sim a Copa Sul-Americana vai ser interessante. Um torneio totalmente pobre de times e de vontade de ser vencido, principalmente pelos clubes brasileiros, agora vai ser motivo de muito estádio lotado e jogadores motivados para sua conquista.

Isso porque a regra mudou, e agora a Sul-Americana vale vaga pra Libertadores. Se tornou o caminho mais fácil para os Brasileiros, mais fácil que a própria Copa do Brasil. E por isso esse ano, em vez de ver times reservas jogando em estádios vazios e sem nenhuma vontade, veremos grandes jogos repletos de emoção. E isso já começa cedo pois os times brasileiros duelam entre si nas primeiras fases.

Nesta quarta por exemplo, teremos um confronto de desesperados. Grêmio Prudente x Atlético MG se enfrentam no Prudentão para tentar salvar o ano das 2 equipes. Com péssimas campanhas no Brasileirão, uma vaga na Libertadores pode dar uma alegria para a torcida que antes era impossível.

Na quinta outro jogo para 2 times tentar salvar o ano : Goiás x Grêmio no Serra Dourada. 2 times na zona de rebaixamento do Brasileiro, e vão apostar tudo no torneio sulamericano pra que muitas cabeças não rolem ao fim do ano.

Isso sem contar os outros 2 belos confrontos entre brasileiros.

Palmeiras x Vitória se cruzam neste início em 2 grandes jogos. O primeiro jogo será no Barradão. Será a estréia de Felipão em torneios que são sua especialidade : Mata-mata. O técnico gaúcho tem a grande maioria de seus títulos em torneios rápidos, o que será uma atração a parte.

E mais um confronto que deverá ser recheado de gols e emoção. Santos x Avaí. O time sensação do primeiro semestre contra o time sensação do segundo semestre. 2 times em ótima fase terão que se enfrentar e só um continua o sonho da Libertadores 2011.

E lá fora?

Não pense que a Sul-Americana vai ser como antes, só com times de segunda linha dos outros países. Esse ano vem aí : Colo-Colo (CHI), Independiente (ARG), Cerro Porteño (PAR), Estudiantes (ARG), Vélez Sarsfield (ARG), Peñarol (URU), Olímpia (PAR) e as tradicionais altitude, catimba e repressão das torcidas adversárias.

Com todos estes ingredientes, podemos nos preparar para mais um torneio sensacional com times brasileiros neste segundo semestre.

A Sul-Americana agora vai pra valer. E vai valer a pena ver cada jogo.