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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Caiu No Pratto, Tá Morto

O segundo turno na Série A do Campeonato Brasileiro 2015 começou nesse final-de-semana. E o maior recado nessa vigésima rodada foi a força do fator casa: houve um empate (0a0 entre Ponte Preta e Grêmio, em Campinas, em partida dita dominada pela Macaca) e nove vitórias dos mandantes.

Teve espaço inclusive para goleadas: Santos 5a2 Avaí; Goiás 3a0 Vasco; e Corinthians 3a0 Cruzeiro.

Assisti a partida derradeira na rodada, disputada entre Atlético e Palmeiras, em Minas. E o nome do jogo foi Lucas Pratto: autor dos dois gols na virada atleticana, o atacante argentino foi figura marcante na área adversária. Esteve perto de sair de campo com um hat-trick.

Foi bacana ver um jogo entre o time do Levir Culpi e o do Marcelo Oliveira, sobretudo observando que há um legado relativamente preservado das ótimas passagens de Cuca e Oswaldo de Oliveira por esses clubes. Um futebol de velocidade, de troca de passes, intenso. O Palmeiras errou mais vezes e talvez esse tenha sido o diferencial no resultado final. Mas mostrou qualidades que o credenciam à disputa pelo título ou, pelo menos, a um lugar na zona de classificação para a próxima Copa Libertadores da América. Há que se respeitar um elenco que tem jogadores como Fellype Gabriel e Lucas Barrios entre os reservas. Já o Galo, se por um lado sem a mesma força no plantel, mostrou na coletividade uma poderosa virtude. Um time que se conhece e que funciona enquanto conjunto. Não por acaso, possui o ataque mais efetivo na competição, com 35 gols em 20 jogos. Se apresenta como o mais forte concorrente ao líder Corinthians. Aguardemos o desenrolar dos acontecimentos, na torcida para que outros jogos desse nível aconteçam.
Imagem extraída de Goal.com.
Lucas Pratto comemora: em jogo competitivo e de oportunidades para ambos os lados, o argentino fez a diferença ao anotar os dois gols atleticanos diante do Palmeiras.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mineirão: Um Patrimônio Dos Deuses Do Futebol

Há alguma bênção sobre o estádio do Mineirão. Não sei quem a direcionou para aquele lugar, tampouco faço idéia de quando especificamente tenha ocorrido tal acontecimento fenomênico. Mas, reafirmo: há alguma bênção sobre o estádio do Mineirão.

Para comprovar essa constatação (veja bem, não é teoria ou suposição, mas uma constatação), não precisamos ir longe no tempo. Os feitos do Clube Atlético Mineiro na Copa Libertadores da América estão vivos na memória do futebol continental. E não vou me alongar aqui para descrever a sensacional trajetória daquela equipe comandada por Cuca na beira do gramado e por Ronaldinho dentro das quatro linhas. Vídeos com os melhores momentos de cada jogo de volta são o suficiente para mostrar o sobrenatural em ação, tanto no Independência quanto no Mineirão, palco da derradeira decisão.

Para comprovar aquela constatação (de que há alguma bênção sobre o estádio do Mineirão), vou me debruçar sobre dois jogos mais recentes do que a edição 2013 da Libertadores. São dois momentos marcantes, cada qual à sua maneira, cada qual com suas (in)devidas (des)proporções. Ei-los: a semifinal da Copa do Mundo 2014 entre Brasil e Alemanha; e a semifinal da Copa do Brasil 2014 entre Atlético Mineiro e Flamengo. Dois jogos sediados pelo mesmo abençoado Mineirão e que terminaram com muitos gols, quase todos eles para o mesmo lado.

Do lado da Alemanha, de Joachim Löw. Exaltamos aquela atuação nesse blógui. Quem quiser recordar, acesse "Em Nome Do Futebol, Sete Vezes Obrigado!".

E do lado do Atlético, de Levir Culpi. Levir não é nenhum Löw assim como o Galo não é nenhuma Alemanha. Sequer cabem maiores comparações entre esses treinadores e essas equipes. Só que o Mineirão estava lá. O bendito Mineirão estava lá, abençoando os amantes do futebol que lançavam olhares sobre aquele terreno. Tanto na goleada alemã quanto na atleticana, tivemos do lado oposto duas equipes afogadas na própria incompetência. O Brasil de Luiz Felipe Scolari era uma coisa esdrúxula desde que esse pseudo-treinador assumiu a seleção. Criticamos incansavelmente cada atuação daquele esboço de time de futebol durante a Copa, numa campanha que acabou enganando bastante gente "entendida" do assunto. Até a máscara cair no Mineirão. Ou você acha que com Neymar seria diferente? Aviso: cada segundo seu de reflexão é um meu de risada sarcástica. E o Flamengo de Vanderlei Luxemburgo, pecava pela organização. Mas como assim "pecava pela organização"? Sim, pecava pela organização. O time do Flamengo foi organizado por um sujeito que não queria que seus comandados jogassem futebol. E a equipe, esbanjando disciplina em sua retraída e acovardada formação tática, sucumbiu pela própria incompetência estratégica aliada ao ímpeto vencedor que havia do outro lado, vestindo preto e branco. Uma virada para deixar o mais preto dos flamenguistas vermelho de vergonha.

Um cântico ecoou no Mineirão na noite apoteótica em que o Atlético sapecou 4a1 no Flamengo (lembrando: o jogo de ida foi vencido pelo Rubronegro por 2a0 e a equipe carioca ainda abriu o placar em Belo Horizonte, se dando o direito de tomar três gols para ainda assim se classificar para a final do torneio em que é atual campeão). Esse cântico dizia assim, em duas palavras que formam uma frase que dispensa novos vocábulos: "Eu Acredito". Melhor que isso, só com o ponto de exclamação: "Eu Acredito!". Melhor ainda, quando entoado por dezenas de milhares de pessoas, a plenos pulmões: "EU ACREDITO!". Primeiro, a torcida do Flamengo entoou essas palavras, ironizando a crença atleticana no que parecia impossível. Pois é, parecia. Mas não era. "Yes, We C.A.M.". No final, foi a torcida da casa quem bradou a frase, como se fosse uma oração. Bendito legado do Cuca, bendito Mineirão.

Eu acredito em muitas coisas. Inclusive no futebol bem jogado. Abençoados sejam aqueles que acreditam. Amém.
 Luan aponta para os céus diante da torcida atleticana no Mineirão: equipe buscou quatro gols para se classificar à final da Copa do Brasil 2014. O último foi marcado por ele. Ou por Ele? 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Resumão Do Mundial De Clubes 2013 - Bayern Campeão, Raja Surpresa

Para não deixar passar em branco, aqui estamos para abordar brevemente o Mundial de Clubes 2013. Torneio que teve uma grande surpresa: o Raja Casablanca, representante do país-sede. Ou seja, único participante que não faturou um título continental.

Estreou na competição vencendo o campeão da Oceania - o Auckland City - por 2a1. Até aí, nada demais, pois o futebol que se joga entre clubes na Oceania carece de tradição (embora recentemente a liga australiana tenha recebido Alessandro Del Piero como jogador, o que por si só já gera um salto de qualidade ou pelo menos de atratividade para a modalidade naquele país). Na fase quartas-de-final, uma vitória sobre o mexicano Monterrey, na prorrogação, surpreendeu bastante gente. E colocou o Raja na reta do Atlético. E deu Marrocos em Marrakech. Uma vitória convincente e justa, por 3a1, acabou com o (mais novo) sonho atleticano. Fez os brasileiros voltarem a pronunciar o nome 'Mazembe'. Um feito histórico para o futebol marroquino.

Então, veio a final. E é hora de falarmos do Bayern de Munique. De Josep Guardiola. O Bayern de Guardiola jogou muita bola. Cometeu erros na defesa, mais até do que se espera de um time bem organizado, mas não pagou caro por isso, pois o Casablanca não estava num dia dos mais inspirados em termos de finalização. Com gols dos brasileiros Dante e Thiago, os bávaros celebraram o tricampeonato intercontinental. Também foi o terceiro troféu mundial de Pep, que havia faturado as outras duas vezes com o Barcelona. Esse casamento entre Bayern e Guardiola começou há menos de um semestre e a verdade é que as expectativas estão lá em cima. É a "máquina vermelha", fortíssima candidata a levantar o caneco na Bundesliga e na Liga dos Campeões da Europa. O que engrandece ainda mais o feito do Raja Casablanca, que conseguiu chances claras para pelo menos forçar uma prorrogação diante do Gigante da Baviera.

O Galo, que assegurou o terceiro lugar após vitória sobre o chinês Guangzhou Evergrande por 3a2 (em jogo de duas viradas, com o último gol saindo nos acréscimos), se despede de Cuca, que vai exatamente para a China. O Guangzhou, que no Mundial venceu o Al Ahly, do Egito, e depois perdeu para o Bayern, é multicampeão naquelas terras. Mas quem está preocupado com isso agora é o Cuca. Ao Atlético, com Autuori, cabe a difícil missão de conquistar novamente a América. Não será simples, mas Cuca já mostrou a este clube qual é o caminho da glória continental. Caminho que o próprio Autuori já percorrera em duas ocasiões. Portanto, cabeça erguida, Galo! E boa sorte do outro lado do mundo, Cuca!

De resto, cabe parabenizar o Raja Casablanca pela surpreendente campanha (sua torcida foi um espetáculo à parte) e parabenizar o Bayern de Munique pelo futebol apresentado, com o padrão Pep de qualidade. Resumidamente, é isso. Até o fechamento desta postagem, o Fluminense não entrou com recurso contra Auckland, Al Ahly, Monterrey, Guangzhou, Atlético, Raja nem Bayern.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Botafogo, Atlético Mineiro E O Prazer De Assistir Futebol

Botafogo e Atlético não são por acaso dois dos times que jogam o melhor futebol no país na atualidade. Aliás, não é nem um pouco desconfortável afirmar que sejam, de fato e de direito, as duas melhores equipes brasileiras hoje. O jogo de ida pela fase oitavas-de-final na Copa do Brasil 2013, disputado ontem, no estádio construído onde ficava o Maracanã, ratifica tais afirmações.

Mesmo sem Fellype Gabriel de um lado e Bernard de outro (negociados com clubes no exterior), mesmo sem Seedorf de um lado e Diego Tardelli de outro (poupados por questões físicas), os times de Oswaldo e Cuca renderam muito bem, obrigado. Ou seja, há time, elenco, entrosamento em ambos os lados. E o mais importante: há futebol de qualidade. Futebol daquele que dá gosto de assistir.

No início, o Galo teve as maiores chances. Velocíssimo em contra-ataques, voava da defesa ao ataque sem fazer escalas no meio-campo. Abriu o placar assim, em jogada envolvendo Luan, Ronaldinho e Marcos Rocha. Mas o Botafogo também tem as suas opções e construiu uma virada com imponência. Conduzido por Vitinho, o time mandante mandou no jogo e alcançou quatro gols diante dos campeões continentais.

4a1 seria um resultado justo pela avassaladora reação botafoguense, que ocorreu através da melhor das combinações: organização e ofensividade no gramado, participação e cantoria na arquibancada (quem foi, apoiou, inclusive nos momentos de placares adversos). Mas justo no final, o Galo, tão acostumado a marcar gols no fechar das cortinas quanto o Fogão em levá-los no apagar das luzes, descontou e deu aos atleticanos o direito de acreditar na classificação com vitórias por dois gols de diferença no jogo de volta.

E que bom que vai ter volta. Poderemos saborear mais noventa e alguns minutos do que tem tudo para ser outro grande jogo. Jogo entre as duas equipes que jogam o melhor futebol no Brasil nesse momento. Legítimos campeões estaduais, continentais e líderes de nacional, sérios candidatos a mais títulos nesse ano.

sábado, 3 de agosto de 2013

Estamos Aqui

Vinte e um dias depois, estamos de volta com uma postagem no blógui. O usuário de longa data sabe muito bem que as publicações nessa página obedecem uma freqüência mais assídua do que as dos tempos recentes e o blogueiro pede desculpas por não vir mantendo aquela gostosa rotina de tópicos novos. Mas cá estamos e, sem mais delongas, falemos de futebol.

Tivemos Cuca, Ronaldinho e Atlético Mineiro campeões continentais, fato que acho ótimo para o futebol. Primeiramente, pelo fato de o melhor técnico brasileiro das últimas décadas estar conquistando tão relevante torneio internacional - parabéns, Cuca! Em segundo lugar, por Ronaldinho Gaúcho, maior craque brasileiro em atividade, conseguindo conciliar dedicação profissional com aquela velha e conhecida arte de jogar bola que pouquíssimos conseguem fazer como ele - parabéns, Ronaldinho! E por último, ao Clube Atlético Mineiro, mais um campeão inédito de Libertadores - parabéns, Atlético!

A saída de Abel Braga do Fluminense (Luxemburgo assumiu após cerca de um mês desempregado) é outro daqueles casos que mostram o imediatismo no futebol. Atual campeão brasileiro, Abel deixa o cargo após desapontantes participações em todos os torneios disputados em 2013. Mas o futebol do Flu é aquele de sempre... burocrático. Quando ganhava jogos e campeonatos, tava tudo certo, né, tricolores? Procurar alguém que assuma o comando técnico com uma filosofia de jogo que vá além do mísero futebol-resultado é algo que ainda não entrou na cultura esportiva tupiniquim. Digo ainda porque sou otimista e acredito que muitos Cucas ainda surgirão.

No mais, hoje assisti dois jogos. Em Londres, o ótimo amistoso pré-temporada entre Arsenal e Napoli terminou empatado em 2a2, com a mesma rede sendo estufada quatro vezes. Partida movimentada, com o Arsenal mostrando aquela qualidade de posse de bola típica de um time (muito bem) treinado por Arsène Wenger, diante de um Napoli que conservou a agilidade de contra-atacar mesmo com a troca de Walter Mazzarri por Rafa Benítez. O uruguaio Edinson Cavani provavelmente fará falta ao clube celeste, mas não é prudente duvidar da capacidade do argentino Gonzalo Higuaín. Insigne também é boa opção, mostrando oportunismo no gol inaugural. Pelo lado londrino, seria interessante a equipe buscar um nome de impacto para o setor ofensivo. Apesar do golaço de Giroud.

Ah! O outro jogo que vi hoje foi a vitória do Cruzeiro sobre o Coritiba, no reencontro do treinador Marcelo Oliveira com o Alviverde Paranaense. A partida foi relativamente equilibrada, mas o Coxa sentiu a ausência de Alex. Lincoln e Bottinelli não deram conta da armação de jogadas e o jogador mais influente no resultado acabou sendo o goleiro Vanderlei, com diversas defesas difíceis que mantiveram o 1a0 cruzeirense, em gol que saiu no início, com Luan completando cruzamento de Mayke, aos onze. Amanhã, o Botafogo pode retomar a liderança no Campeonato Brasileiro se sair vencedor no clássico com o Vasco. Outro jogo interessante na rodada é o Gre-Nal, num confronto entre os ex-jogadores Renato Gaúcho e Dunga.

Saudações futebolísticas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Do Pânico Ao Êxtase: Uma Classificação Histórica

Um empate por 2a2 em Tijuana, outro empate (dessa vez por 1a1) em Belo Horizonte e o time de melhor campanha na Libertadores avança para a semifinal continental. Se os resultados lidos friamente já denotam um confronto equilibrado, o jogo propriamente dito consegue ser ainda mais transparente: qualquer um que avançasse, merecedor seria.

No conjunto dos noventa minutos no Independência, uma partida alucinante do início ao fim. Com poucos segundos, os visitantes quase abriram o placar após falha de Réver, com Riascos parando em defesa do goleiro Victor. O mesmo Victor que, nos acréscimos, salvou o Galo ao defender pênalti de Riascos.

Entre uma finalização e outra, muita coisa aconteceu no gramado em Minas Gerais. O ritmo dos comandados de Antonio Mohamed era algo sobrenatural, num empenho formidável para conter o volume de jogo atleticano e lançar-se com competência ao ataque. Fruto de uma equipe bem preparada física e taticamente. Aliás, este blógui acompanhou a estréia do Tijuana na Libertadores e recomenda a leitura: Muito Prazer, Club Tijuana Xoloitzcuintles De Caliente.

O Galo, de tantos encantos desde que assumido pelo excepcional técnico Cuca, teve raros momentos onde conseguiu desenvolver sua capacidade de envolver o adversário. O time parecia um pouco afoito, apressado, mas o mérito maior pela incapacidade de infiltrar era... do Tijuana. Bem postado, bem disposto. Pra acabar de vez com aquela balela de que clube mexicano não leva a Libertadores a sério. Leva, e muito. Vide o Tijuana. A Libertadores é que precisa levá-los mais a sério.

Um gol de Riascos (é bom jogador esse colombiano), em sensacional contra-ataque pelo flanco direito, abriu a contagem para os Xolos. Mas ainda no primeiro tempo, em jogada de bola parada, o Galo empatou através de Réver. No segundo tempo, brilharam os goleiros Saucedo e Victor. Belíssimas defesas para impedir um resultado com muito mais gols. E o momento máximo foi nos acréscimos. Uma tuitada para um momento épico (não veja como profecia, mas pressentimento).

Na entrevista pós-jogo, Cuca disse que não havia euforia no vestiário atleticano. Agradeceu a bênção pela sorte e lamentou o futebol abaixo do apresentado habitualmente pelo time (insisto: mérito maior pelo Galo não ter rendido como costuma render é do Tijuana). Aliás, há alguém que esteja lendo isso que ache o Cuca... hum... azarado?

Por último, olhe bem para aquela imagem que abriu a presente postagem. Na campanha do título corinthiano em 2012, uma defesa de Cássio em chute de Diego Souza na fase quartas-de-final marcou a trajetória do Corinthians na Libertadores. Se o Atlético levantar o troféu em 2013, pode ter certeza que essa intervenção de Victor na cobrança de pênalti de Riascos também ficará eternizada.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Soberano É O Futebol Arte: Atlético Mineiro 4a1 São Paulo

O Clube Atlético Mineiro está nas quartas-de-final na Copa Libertadores da América 2013. Ponto parágrafo.

Ler essa frase hoje é simples e redundante, pois o fluxo de informações já deixou cada um que se interessa em Taça Libertadores ciente da goleada por 4a1 sobre o São Paulo, totalizando 6a2 na soma dos resultados. Mas muitos "especialistas" e "entendidos" de futebol (aspas com valor de "pseudo") haviam sacramentado a eliminação atleticana após a derrota por 2a0 para o mesmo São Paulo Futebol Clube na última rodada pela fase de grupos no torneio.

Naquele momento, o Galo vinha de uma campanha com 100% de aproveitamento, já assegurando o primeiro lugar no grupo e no geral. Um simples empate no Morumbi eliminava o Tricolor. Só que os donos da casa mostraram sua força e vibração, vencendo a partida com dois gols no segundo tempo. Há quem sugira que o Atlético "tremeu". Que o São Paulo é mais "familiarizado" com Libertadores. A segunda premissa é verdadeira, mas pouco diz dentro de campo. Principalmente quando se está diante de uma equipe tão envolvente e eficiente como essa comandada por Cuca. Ou melhor, como mais essa comandada por Cuca.

As personificações do envolvimento e da eficiência no jogo de quarta-feira no Independência foram Ronaldinho Gaúcho e Jô. Os dribles, as arrancadas, os passes, os lançamentos, os deslocamentos e tudo o mais exibidos por Ronaldinho são para fazer lembrar os tempos de Barcelona. Sim, os tempos de Barcelona, aqueles que muitos garantiram que jamais voltariam. É aquele Ronaldinho! Só que em vez de vestir azul-grená sendo comandado por Rijkaard, é em alvinegro sob os cuidados de Cuca. Um gênio. Daqueles que encantam e que decidem jogos e classificações. Jô, autor de três gols - diga hat-trick, se preferir - mostrou que conhece o atalho para a rede. Não precisa de muitos toques na bola nem de muito espaço para resolver os lances que chegam a si. Ainda carimbou o travessão de Rogério Ceni (a exemplo de Ronaldinho). Foi quatro, mas poderia ter sido mais. Uma sacolada.

Bernard, Tardelli e tantos outros também foram importantes. E quando muitos (talvez todos) rendem bem, há que se olhar com carinho para o trabalho desepenhado pelo treinador. Invicto no Independência desde a reinauguração, o Galo tem a força, a coragem, a organização e o encanto dos verdadeiros campeões. Mostrou isso diversas vezes desde que Cuca assumiu o comando tático e ficou ainda mais belo desde a chegada de Ronaldinho. A participação dos fanáticos torcedores é a cereja no topo do bolo vegano. Se essa trajetória vai terminar na próxima eliminatória, na fase semifinal, em vice-campeonato ou em título, pouco importa. O reconhecimento por algo bem realizado independe disso. Mas será muito mais bonito - principalmente para o futebol - se tivermos um time que joga como joga o Atlético de Cuca (e como joga!) levantando um troféu tão almejado. Azar do São Paulo, do ótimo Ney Franco, que da fase de grupos até as oitavas jogou metade de suas partidas com o Galo (uma vitória e três derrotas). Quer dizer, azar em termos de resultados porque deve ter sido um belo aprendizado.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Heroísmos Numa Quarta-feira Futebolística

Vamos aqui falar sobre três jogos assistidos pelo blogueiro nessa última quarta-feira (ontem, 17.04.2013). Poderiam ser três tópicos diferentes, mas veio a idéia de juntar tudo numa única postagem, compactando o conteúdo e, na medida do possível, estabelecendo relações entre as diferentes partidas.

Seguindo a ordem cronológica dos eventos, comecemos pela fase quartas-de-final na Copa da França, onde Evian e Paris Saint-Germain se enfrentaram em jogo único, decidido somente nas cobranças de pênaltis. No tempo regulamentar, empate em 1a1 (Pastore abriu o placar com um golaço da meia-lua e Khelifa empatou para os donos da casa ainda no primeiro tempo).

Muito superior tecnicamente, tendo montado um time caríssimo e que recentemente conseguiu jogar de igual para igual com o Barcelona, o PSG voltou a atuar de maneira irregular, tal como tive a oportunidade de acompanhar algumas vezes nessa temporada. Sem Lucas (contundido) e com Ménez bastante sumido nas ações ofensivas, a equipe mostrava poucas alternativas para infiltrar na defesa cor-de-rosa, que tinha no brasileiro Betão uma de suas fortalezas para impedir o sucesso de jogadores como Ibrahimovic, Lavezzi (que entrou no segundo tempo) e o próprio autor do gol, Pastore, que não teve grandes facilidades nas proximidades da área.

Com duas ou três belas intervenções, o goleiro Laquait ajudou a levar o aplicado time de Pascal Dupraz às penalidades máximas, defendendo a cobrança de Ibra para se consagrar de vez no confronto que colocou, pela primeira vez na história, o Evian numa semifinal de Coupe de France. Para frustração de um PSG que sonhava com uma dobradinha inédita, restando agora o Campeonato Francês para "salvar" a temporada dos comandados de Carlo Ancelotti, líderes isolados na competição.

Depois de ver a festa de Laquait, Betão e companhia diante de seus torcedores na França, voltamos para o Brasil sem sair do sofá: era estréia do Botafogo na Copa do Brasil. Embalado por oito vitórias consecutivas na temporada (incluindo aí semifinal e final na Taça Guanabara), o Alvinegro jogou no campo do Sobradinho mas com clima de partida dentro de casa, pois a grande maioria presente nas arquibancadas era botafoguense. Seedorf teve grande atuação e a equipe dominou as ações por praticamente todo o tempo de jogo, mas não foi capaz de tirar o zero no placar. E ainda levou um susto no final, pois nos acréscimos levou um gol que veio a ser corretamente anulado, por impedimento de alguns centímetros. O heroísmo nessa partida fica para o esforço dos jogadores do Sobradinho e, em especial, para o goleiro Donizeti, que sempre correspondeu quando exigido, incluindo um lance em que evitou gol contra de Ronaldo, defendendo acrobaticamente. Com sorte, quem sabe a equipe não consegue o feito de sair classificada no Rio de Janeiro? Aliás, com muita sorte, porque tudo leva a crer que o Botafogo estará mais inspirado na partida de volta.

Finalmente, Copa Kevin Libertadores da América 2013. São Paulo, ameaçadíssimo de eliminação, e Atlético Mineiro, garantidíssimo com a melhor campanha na fase de grupos. Duelo colocando em choque times dos excepcionais Ney Franco e Cuca. Jogo com cara de decisão, bastante truncado. No segundo tempo, um pênalti cometido por Leonardo Silva abriu o caminho para a vitória tricolor: Rogério Ceni converteu a cobrança e, mais tarde, uma jogada iniciada por Ganso chegou até Osvaldo e terminou na conclusão de Ademílson. 2a0 e, com a vitória do Arsenal sobre o The Strongest, teremos nas oitavas-de-final... Atlético e São Paulo! Heroísmo? Dessa vez deixo para a torcida são-paulina, que fez bonita festa e abraçou o time. Não estranharia se desse duelo saísse o novo campeão continental...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

A doce rotina das vitórias foi coroada nesse sábado com o título na Bundesliga 2012-3. É isso mesmo, com 6 rodadas de antecipação o Bayern de Munique é campeão alemão!

Para se ter uma idéia da maravilhosa sequência bávara, o time comandado por Jupp Heynckes venceu todos os jogos disputados em 2013, com exceção de um, diante do Arsenal, em partida onde o resultado de ida "permitiu" a derrota por 2a0. Ou seja, uma derrota com sabor de... vitória.

O gol de letra de Bastian Schweinsteiger deu a vitória sobre o Eintracht Frankfurt, fora de casa, selando o caneco nacional e podendo ser o primeiro passo para uma inédita Tríplice Coroa. Pela Liga dos Campeões da Europa, o Bayern venceu a Juventus por 2a0 na última terça-feira e, caso marque gol em Turim, se classificará para a semifinal mesmo perdendo por até dois de diferença.

Aplausos para esse belíssimo time que tem tudo para ficar ainda melhor na próxima temporada, pois Josep Guardiola já foi anunciado.

Jogada da semana

Finalização digna dos gênios. Com vocês, Ronaldinho Gaúcho em ação com a camisa do Clube Atlético Mineiro, que goleou o Arsenal por 5a2 pela 5ª rodada na fase de grupos na Copa Libertadores da América 2013.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Com Cara E Alma De Campeão, Atlético Goleia De Novo

Há um belo horizonte para os atleticanos. O time comandado por Cuca consegue carregar consigo a eficiência dos grandes vencedores e a categoria dos times que marcam época. Goleada por 5a2 sobre o Arsenal de Sarandí é um filme que já havíamos visto nessa Libertadores e que os deuses do futebol quiseram que assistíssemos novamente. Afinal, quem cansa da mais pura arte?

Dessa vez sem o ágil Bernard, contundido, o Atlético foi de Luan entre os atacantes. Diego Tardelli, autor do primeiro gol em jogada de grande arrancada pessoal e assistência de Jô, sentiu lesão na coxa direita e deixou o campo ainda no primeiro tempo. Teve tempo de ver sua equipe marcar o segundo, com Ronaldinho, cobrando pênalti onde deveria ter sido marcado falta. Mudaria pouco, creio eu.

Ainda antes do intervalo, Braghieri descontou e fez-nos lembrar que haviam dois times no gramado. Mas, na volta para o segundo tempo, demorou cerca de um minuto para termos a confirmação de quem é que manda no Independência: Luan começou a jogada e terminou ele próprio, mas não antes de a bola passar pelos pés de Ronaldinho e também de Jô. 3a1 Galo.

Gustavo Alfaro trocou Rolle por Benedetto. E viu o Atlético marcar o quarto: golaço de Ronaldinho. Daqueles gols que não precisam de nada acompanhando, apenas o bom senso do espectador para observar como trata-se de um craque do esporte, de um gênio da bola, de um dos maiores do mundo. Ronaldinho Gaúcho, como é bom te ver jogar! Que crime não te convocar!

Alfaro mexeu novamente no Arsenal, dessa vez colocando Torres no lugar de Aguirre. Aguerrido, o time visitante veio para cima tentando diminuir o prejuízo no saldo de gols. Mas Cuca e o Atlético queriam mais. Com Rosinei no lugar do exausto Luan e Alecsandro na posição de Jô, os donos da casa continuaram seu ímpeto ofensivo característico, sob a batuta do maestro da camisa dez.

O Arsenal descontou com Benedetto, em felicíssima cobrança de falta. Mas houve tempo para, nos acréscimos, Alecsandro repetir o resultado de Sarandí, em chute potente de longa distância. Cinco para o Atlético, dois para o Arsenal. De novo. Para não deixar dúvidas. É o melhor futebol que se joga nas Américas e o melhor técnico brasileiro. Independente do que possa dizer a CBF.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Galo Mais Forte Que The Strongest

O Clube Atlético Mineiro deu na noite dessa última quinta-feira mais um sinal de sua força na disputa da Copa Kevin Libertadores da América. Força que está presente nas arquibancadas do estádio Independência, onde torcedores atleticanos cantaram antes, durante e depois da partida diante do The Strongest. Força que está no comando tático, através de uma filosofia de jogo ofensiva e de alta intensidade, promovida pelo excepcional técnico Cuca. Força que está na preparação física, pois há que se dar relevância ao fato de o Atlético conseguir impôr um dinamismo pouco comum e ainda assim manter fôlego até os minutos finais. Força que está no talento de seus jogadores, sobretudo no genial Ronaldinho Gaúcho, o grande nome do jogo.

Enfim, o Galo é forte. Fez um primeiro tempo razoável diante de um adversário organizado e aplicado. Criou pouco, basicamente através de jogadas de craque vindas dos pés de Ronaldinho. Levou alguns sustos, principalmente em jogadas que passassem pelo hábil Reina e pelo esperto Escobar. Mas veio o segundo tempo e com ele um crescimento do time da casa. Conseguindo fazer a bola circular com maior velocidade do que antes do intervalo, o time criou oportunidades de gol com maior frequência. Parou em grandes defesas de Vaca, mas conseguiu, finalmente, abrir a contagem. Cerca de um minuto antes do lance do gol, Tardelli havia cruzado da direita para conclusão de Bernard que carimbou a trave. Era o prenúncio da celebração: aos onze, Ronaldinho cruzou da esquerda e Jô, após desvio na defesa, concluiu para a rede. Ou seja, em duas jogadas de ataque, participação de dois pares de jogadores ofensivos no esquema tático de Cuca.

Tardelli marcaria o segundo após envolvente ataque atleticano, mas foi marcado impedimento daqueles que o assistente acusa na base do "chutômetro". Nesse caso, o chute foi tão certo quanto o de Tardelli. Aos vinte e sete, sem impedimento, Marcos Rocha recebeu magistral enfiada de bola de Ronaldinho e Torrico não viu outra alternativa que não fosse a de cometer pênalti. Cometeu, levou cartão amarelo e Ronaldinho partiu para a cobrança. Com a personalidade de quem não parecia vir de três desperdícios consecutivos, o craque cobrou rasteiro no canto direito e foi comemorar. 2a0.

No final, Mergal, que acabara de entrar, descontou para o The Strongest. Justo, até porque o time boliviano mostrou grande disciplina tática e alguma qualidade na transição ao ataque. Certamente dará muito trabalho quando estiver jogando em seus domínios altimétricos.

Com nove pontos em três jogos, o Atlético (grupo 3) e o Tijuana (grupo 5) são as únicas equipes com 100% de aproveitamento até o momento. E há que se valorizar os feitos, até porque fazem parte dessas chaves equipes da qualidade de um São Paulo e de um Corinthians, respectivamente.

Aproveite e lembre-se como foram as outras duas partidas do Galo na Libertadores: 2a1 sobre o São Paulo e 5a2 sobre o Arsenal de Sarandí.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Galo Canta Forte Em Sarandí: 5a2 No Arsenal

Ronaldinho já havia feito a diferença na partida de estréia, quando o Atlético Mineiro venceu o São Paulo por 2a1 no estádio Independência. E, outra vez, o gênio foi fundamental para a construção de mais um resultado positivo. Mas para falar da histórica goleada do Galo sobre o Arsenal, em Sarandí, há que se falar de muitos outros personagens. Começando por Cuca, técnico de quem sou profundo admirador há algum tempo. Na entrevista pré-jogo, Cuca salientou a necessidade de tentar jogar em Buenos Aires da mesma maneira que o time atua quando está jogando dentro de casa. Lindo isso. Com bola rolando, um repórter de beira de campo deu ênfase durante a transmissão indicando algumas das orientações de Cuca, todas elas de cunho ofensivista: Júnior César tinha que se adiantar, atuando como um meia; Jô tinha que se posicionar entre os zagueiros; Leandro Donizete tinha que sair para o jogo.

Mas como traçar um plano de jogo quando o adversário marca 1a0 com um minuto de partida? Num vacilo da defesa, que errou o tempo de bola e permitiu que Furch recebesse em liberdade uma enfiada de bola de Aguirre, o Arsenal abriu o placar em chute cruzado do camisa nove. Na comemoração, Furch mostrou a camisa de Zelaya, jogador que rompeu ligamentos do joelho na sexta-feira, diante do Argentinos Juniors, pela liga nacional. Bacana a homenagem.

Mas mais homenageado que Zelaya foi o futebol. Já aos sete minutos, saiu o empate: ótima assistência de Ronaldinho Gaúcho e conclusão precisa de Bernard. 1a1 e festa de uma torcida alvinegra que compareceu em bom número. Naquele momento, Cuca foi flagrado comemorando muito o gol marcado e fazendo sinal para arquibancada pedindo um pouco de silêncio e paciência, da maneira mais educada que isso pode ser feito num ambiente como um estádio de futebol.

E quem seguiu as recomendações dele, não se arrependeu. O Galo se impôs em campo com a naturalidade daqueles que jogam um bolão no jogo da mesma maneira que treinam. E olha que o Arsenal jogava bem, embora falhasse demais na última linha de defesa. Aos vinte e seis, o time da casa iria à rede mais uma vez com Furth, mas a arbitragem do uruguaio Martín Vázquez viu a falta cometida pelo atacante no zagueiro Leonardo Silva, anulando acertadamente o lance. E se os mandantes não conseguiram assumir a frente naquele momento, não conseguiriam nunca mais na partida.

Através de uma troca de passes envolvente, Ronaldinho e Jô participaram da ótima jogada que terminou com assistência de Leandro Donizete para conclusão de Diego Tardelli - era o primeiro gol do camisa nove no retorno ao Galo e era visível a emoção estampada em sua face. 2a1 Atlético.

Leitores mais atentos lembrarão que Cuca havia pedido maiores avanços de Donizete e Júnior César. Se aos vinte e sete Donizete deu o passe para o gol de Tardelli, aos trinta e cinco foi a vez de Júnior César cruzar para Jô finalizar com precisão. 3a1 no placar.

Ainda no primeiro tempo, Aguirre cobrou uma falta pela direita com maestria e surpreendeu Victor, mandando a bola no ângulo direito. Cobrança que de alguma maneira lembra aquela de um certo Ronaldinho Gaúcho, nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2002, num Brasil e Inglaterra, encobrindo David Seaman (na minha opinião, embora RG seja genial, aquela cobrança não foi proposital).

Indo para o intervalo, Ronaldinho foi rapidamente entrevistado e afirmou que o negócio era jogar fechadinho e sair em contra-ataques. Fechadinho, Ronaldinho? Time do Cuca? Esperando o adversário? Vai nessa... O Atlético Mineiro voltou para o segundo tempo é tomando a iniciativa, que por sinal é algo que sabe fazer muito bem. E não apenas graças à vocação ofensiva de Cuca, mas também ao próprio Ronaldinho, exímio organizador de jogadas.

Bernard, que como jogador profissional fazia sua primeira partida fora do país, tratou de transformar a vitória em goleada. Aos oito, foi novamente lançado por Ronaldinho Gaúcho, aproveitou o vacilo do defensor que não soube dominar a bola, e mandou para a rede, marcando o quarto do time e o seu segundo pessoal.

Cinco minutos depois, Ronaldinho descolou mais um lançamento, Jô chutou bem, Campestrini espalmou e Bernard, no local exato, conferiu no rebote. Hat-trick, como dizem os britânicos. 5a2 e festa dos visitantes, que pareciam em casa.

As substituições promovidas por Cuca deram maior consistência à equipe, que jogou os últimos minutos ouvindo seus próprios adeptos entoarem gritos de olé, olé. Aos quarenta e dois minutos, Ronaldinho sofreu pênalti na jogada mais violenta de uma partida tranquila: Braghieri foi com as duas solas de chuteira na canela de Ronaldinho, que felizmente não sofreu nada mais grave em entrada daquelas "para quebrar". Vázquez, que atuava muito bem, acertou na marcação do pênalti mas cometeu o gravíssimo erro disciplinar de não aplicar cartão num lance que era para expulsão.

Faltava o gol de Ronaldinho. Ele foi para a cobrança da penalidade máxima e... mandou no travessão. Mais tarde, puxando contra-ataque, tocou para Luan na esquerda e o jogador que acabara de entrar chutou firme, superando Campestrini mas não Nervo, que salvou praticamente em cima da linha. Pênalti no travessão e bola salva incrivelmente nos minutos finais. Foi 5, mas o Galo pintou o 7.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ronaldinho Faz A Diferença E Atlético Vence São Paulo Em Estréia Na Libertadores

A fase de grupos na Copa Libertadores da América teve início nessa carnavalesca semana. Semana que teve Unidos de Vila Isabel campeã no Grupo Especial no Rio de Janeiro e que teve um grande jogo de futebol, entre Atlético Mineiro e São Paulo.

Dirigidos por Cuca e Ney Franco, são dois times que gosto de ver jogar. Ney assumiu o Tricolor Paulista durante a temporada 2012, conquistou uma boa colocação no Campeonato Brasileiro (4º) e foi campeão na Copa Sul-Americana, montando um time ofensivo e de envolvente toque de bola. Cuca, no Galo desde 2011, vem mais uma vez implementando um estilo de jogo vistoso, de muita chegada ao ataque, alcançando o vice-campeonato nacional e o título estadual ano passado.

E a estréia dessas equipes, no estádio Independência, deu um belo jogo de futebol. Melhores no primeiro tempo, os atleticanos abriram o placar aos doze minutos em lance onde Ronaldinho juntou esperteza com inteligência. Bebia um pouco de água ofertada pelo goleiro adversário, o experiente Rogério Ceni, e rapidamente se posicionou para receber uma cobrança de lateral. Em cobrança de lateral não existe impedimento e Ronaldinho tirou proveiro da liberdade de marcação, colocando a bola para a pequena área num cruzamento rasteiro, aproveitado por Jô. Um gol bem hidratado.

No segundo tempo, com o jogo equlibrado entre duas equipes que alternavam aproximações da área adversária, a genialidade de Ronaldinho voltou a ser decisiva: aos vinte e sete, ele escapou da marcação de Ganso (que entrara no lugar de Jádson) e de Wellington (que pouco depois deu lugar para Maicon) e, na proximidade da linha final, cruzou caprichosamente, dessa vez pelo alto, servindo o zagueiro Réver, que cabeceou para a rede. 2a0 e tome festa para cerca de 18 mil presentes.

O São Paulo, dez minutos depois, descontou quando Aloísio recebeu de Luís Fabiano e mandou para o gol. Mas as comemorações foram mesmo dos "donos da casa", que conservam invencibilidade de vinte e dois jogos no estádio do América. Um ótimo começo para a Libertadores da América.

Na próxima rodada, o Atlético vai até Sarandí enfrentar o Arsenal, clube argentino que estreou com derrota (2a1) para o boliviano The Strongest, na altitude de La Paz. Já o São Paulo terá pela frente o próprio The Strongest, que descerá ao nível do Tietê, digo, do mar.

Pra quem acha que os clubes brasileiros terão tranquilidade nessa fase de grupos, um lembrete: o Grêmio recebeu o Huachipato (fala sério, você já tinha ouvido falar nesse clube?) e saiu derrotado com o placar de 2a1.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Se o Campeonato Brasileiro fosse um circuito de automobilismo, estaríamos nesse momento entrando na reta final do percurso. E a equipe da semana percorreu um belo trajeto na busca pelo primeiro lugar. Entre um domingo (14.10.2012) e outro (21.10.2012), o Atlético Mineiro somou sete pontos em três jogos. Começou com uma vitória dentro de casa diante do Sport Recife (2a1, de virada, com direito a gol nos minutos finais). Seguiu com um empate em 2a2 diante do Santos, na Vila Belmro (a equipe tomou o gol mais rápido na atual edição da competição, levou depois o 2a0 mas teve forçar para buscar a igualdade ainda antes do intervalo). E, para coroar a semana atleticana, uma vitória por 3a2 pra cima do Fluminense, encurtando para seis pontos a distância ao topo da tabela classificatória. Detalhe: gol da vitória saindo nos acréscimos.

O Atlético Mineiro não depende apenas de si para faturar o caneco nacional. Mas, se dependesse de mim, o título já era de Cuca e seus comandados. Não vejo no momento nenhuma equipe mais merecedora dessa conquista.

Jogada da semana

Com vocês, mais um espetáculo de Neymar na Vila Belmiro (quarta-feira, 17.10.2012, na 31ª rodada no Campeonato Brasileiro).

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Raça Para Dar E Vencer: Flamengo 2a1 Atlético

Tão logo Ronaldinho Gaúcho deixou o Flamengo acionando a Justiça por uma dívida de cerca de quarenta milhões de reais, a presidenta da instituição devedora, Patrícia Amorim, disse que o clube seria "implacável" na busca pelos seus direitos. "Implacável". Essa me parece ser a melhor palavra para resumir o poder de marcação da equipe comandada por Dorival Júnior. Com um fôlego exuberante, o sistema defensivo do Flamengo funcionou da linha de defesa até a dupla de ataque - e vice-versa. Seria difícil ganhar do Atlético Mineiro de outra forma. Mas o Fla ainda contou com outro fator determinante: a presença marcante de uma torcida que parecia atuar em duas frentes: pró-Flamengo (o que é legítimo e redundante) e anti-Ronaldinho (o que considero lamentável).

No final das contas, o clima foi digno de um jogo decisivo. Infelizmente, alguns personagens passaram dos limites, como por exemplo o zagueiro Réver, expulso por agressão covarde (estou no aguardo para ver quantos jogos de suspensão virão para ele). A vitória rubronegra contou com dois belos gols de seus atacantes: Vágner Love e Liédson, o primeiro abrindo o placar e o segundo desempatando a partida. Uma pena que, na ocasião do primeiro gol, a arbitragem errou ao marcar escanteio para o Flamengo (a saída de bola era para posse atleticana). De toda forma, pelo conjunto dos acontecimentos, o Urubu merecia mais a vitória do que o Galo. Com essa determinação, o Fla deve passar o resto do campeonato longe da zona de descenso. Resta saber se terá fôlego e motivação para manter essa "pegada". O Atlético, que disputa o título, talvez precise buscar alternativas em seu jogo, pois nessa partida no Engenhão foi engolido pela forte marcação oponente. Sorte atleticana que lá está Cuca, técnico daqueles capazes de transformar uma equipe com uma ou outra mexida.

Ademais, o adiamento desse jogo beneficiou o Flamengo, que na ocasião do agendamento original da partida, não contava com alguns jogadores que foram fundamentais na construção do resultado de ontem, como Wellington Silva e Cléber Santana. Sem falar no próprio momento vivido pelo Atlético, que era muito mais favorável naquele momento do que nesse.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Atual campeão europeu, o Chelsea começou bem a temporada 2012-3 na Inglaterra. Entre os dois últimos finais-de-semana, a equipe comandada por Roberto di Matteo (outrora interino e agora treinador efetivo), venceu as três partidas disputadas na Premiership. Fora de casa, estreou vencendo o Wigan por 2a0 (Ivanovic e Lampard marcaram já nos primeiros seis minutos de jogo, com o recém-contratado Hazard participando em ambos os gols). Na segunda rodada, teve dificuldades para vencer o Reading em Stamford Bridge, ganhando por 4a2 em jogo polêmico com relação a arbitragem. Na rodada seguinte, novamente dentro de casa, os Azuis de Londres venceram o Newcastle por 2a0 (Hazard e Torres marcaram). A próxima parada do embalado Chelsea é um duelo que vale título: pela Supercopa Européia, a equipe enfrenta o Atlético de Madrid, dia trinta e um.

Jogada da semana

Numa jogada individual desde o círculo central até a área adversária, Ronaldinho Gaúcho mostrou no Campeonato Brasileiro 2012 aquele talento visto por tantas vezes quando atuava pelo Barcelona. Um golaço para o Atlético Mineiro, naquele momento virando o jogo no clássico diante do Cruzeiro, em partida que terminaria 2a2. Palmas para o craque.

domingo, 19 de agosto de 2012

Em Bom Jogo E Com Duelo De Estrelas, Galo Vence Botafogo

Atlético Mineiro e Botafogo fizeram na tarde desse domingo, no estádio Independência, um dos melhores jogos do Campeonato Brasileiro 2012. Não bastassem as posturas ofensivas vistas tanto no time de Cuca quanto no de Oswaldo de Oliveira, as equipes contaram com grandes atuações das feras Ronaldinho Gaúcho e Clarence Seedorf, outrora companheiros no Milan e hoje adversários num gramado, infelizmente, beirando o impraticável. Mas não houve buraco no campo que contivesse o talento desses craques, que desfilaram grandes jogadas e esbanjaram visão de jogo ao longo de uma partida equilibrada e que teve seu gol de desempate saindo lá para os 42 minutos do segundo tempo, para delírio da torcida atleticana, que vê seu time garantir a liderança até, pelo menos, a virada para o segundo turno.

O Botafogo, que foi a campo buscando uma aproximação da zona de classificação para a Copa Libertadores da América 2013, não apenas iniciou a partida no ataque como conseguiu estabelecer uma certa pressão nos donos da casa. Com justiça, abriu o placar aos trinta e cinco minutos, quando Andrezinho aproveitou o rebote após boa participação de Jádson e mandou para a rede. O jogo era dinâmico na primeira etapa, não saindo mais gols graças, sobretudo, ao ótimo goleiro Jéfferson, que pegava até pensamento. Só que aos 43, não teve jeito: Ronaldinho pensou bem demais a jogada e acionou Jô, que foi bloqueado em nova grande aparição do goleiro da seleção e, no rebote, Escudero usufruiu de liberdade (Amaral apenas assistia aos acontecimentos) e completou ao gol, empatando a parada.

No segundo tempo, o Atlético conseguiu impôr seu jogo e passou a frente no marcador quando Ronaldinho foi lançado por Leonardo Silva (diz-se que a bola viajou cerca de 58 metros) e, livre, chegou na linha-de-fundo para servir Jô, que não desperdiçou. Mas o Botafogo não estava entregue, principalmente tendo em vista a grande vontade de Seedorf e Andrezinho em conduzir a equipe ao ataque. Ataque esse que ganhou cara nova, com a entrada de Rafael Marques no lugar do uruguaio Nicolás Lodeiro. E foi numa enfiada de bola magistral de Seedorf para Rafael que nascia o gol de empate botafoguense: sem ter mais o que fazer, Leonardo Silva cometeu pênalti, convertido por Andrezinho, aos trinta e cinco.

Só que havia mais emoção guardada para esse agitado duelo alvinegro: aos quarenta e dois minutos, uma jogada entre dois jogadores que entraram no segundo tempo desmantelou a defesa visitante quando Carlos César passou para Neto Berola e o atacante, sem atuar oficialmente há mais de três meses, completou com categoria para recolocar o Atlético na frente no marcador e fazer explodir de alegria a massa atleticana que tanto apoiou o time durante a partida. 3a2 para um time que joga bem, que joga pra frente e que pode muito bem servir de exemplo para qualquer equipe nesse país. Como de hábito nos times comandados por Cuca.

domingo, 12 de agosto de 2012

Com Cara De Líder, Atlético Vence Vasco

Líder e vice-líder na tabela de classificação, Atlético Mineiro e Vasco se encontraram no estádio Independência e não decepcionaram aqueles que esperavam um grande jogo. A partida foi movimentada (principalmente devido ao ótimo sistema de criação de jogadas atleticano) e o resultado final de 1a0 não retratou a dinâmica dos acontecimentos.

O jogo

Num país onde a mídia sensacionalista parece se multiplicar, o Atlético Mineiro foi recentemente alvo da imprensa por fatores extra-campo. Mas, se aconteceu alguma coisa mais ou menos perto do que foi noticiado, o relfexo no campo teve efeito inverso - com ótima atuação coletiva e conduzida pelo talento inconfundível de Ronaldinho Gaúcho, a equipe comandada por Cuca se impôs, foi superior durante a maior parte do tempo e por muitas vezes colocou o competente sistema defensivo de Cristóvão Borges na roda.

O ritmo acelerado atleticano no campo de ataque foi visto com intensidade nos primeiros minutos, com o Vasco, aos poucos, conseguindo se portar no gramado de modo a diminuir as oportunidades de gol ao adversário. Gramado que, diga-se, mostrou não ter condições de comportar os jogos de Atlético, Cruzeiro e América, dando claros sinais de desgaste. Isto é, o jogo que era bom, poderia ter sido ainda melhor se disputado num terreno mais apropriado para a prática esportiva.

Bernard e Guilherme se deslocavam bastante e aumentavam as opções de passe para um lúcido Ronaldinho, que tinha ainda Jô mais à frente como referência no ataque. Mas, bem marcado por uma defesa atenta, o Atlético só conseguiu abrir a contagem aos 24 minutos no segundo tempo: Ronaldinho cruzou da esquerda, Fernando Prass desviou com um tapa e a bola chegou até Jô, que completou para a rede, no canto esquerdo. 1a0 Atlético e explosão de alegria da maior parcela de torcedores presentes nas arquibancadas. Detalhe: o Vasco não sofria gol há oito jogos.

Atrás no placar, o Vasco levava perigo basicamente nos lances de bola parada, com Juninho Pernambucano mostrando seu reconhecido talento nesse fundamento. Porém, a cobrança de falta que mais deu trabalho a um dos goleiros foi efetuada por Ronaldinho, que chutou forte e parou em defesa de Prass, que espalmou no alto. Cristõvão alternou formações no ataque, jogando o primeiro tempo com Éder Luís e Alecsandro, iniciando a segunda etapa com o equatoriano Tenório no lugar de Éder e terminando a partida com Alecsandro ao lado de William Barbio (Tenório saiu sentindo uma contusão que, a princípio, foi dita como estiramento na panturrilha direita). E se nenhuma das formações deu grande efeito, muito se deve a atuação pouco produtiva de Carlos Alberto, sobrecarregado na função de conectar o meio ao ataque.

Com essa vitória, o Atlético aumentou para quatro pontos a diferença para o Vasco na ponta da tabela - e tem um jogo a menos, podendo aumentá-la para sete. E o mais importante: o Atlético mostrou futebol de líder, postura de campeão e contou com o apoio de uma torcida que parece sentir que as coisas caminham muito bem, obrigado. Digam os sensacionalistas o que quiserem...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Líder no Campeonato Brasileiro 2012 com a espetacular campanha de nove vitórias, um empate e uma derrota nas primeiras onze rodadas, o Atlético Mineiro venceu todos os seus últimos seis compromissos. Entre os dois últimos finais-de-semana, foram três triunfos. No sábado, dia catorze, a equipe perdia para o Figueirense por 3a1 e, mesmo atuando no estádio Orlando Scarpelli, conseguiu virar o jogo para 4a3. Na quarta-feira, dia dezoito, o Galo jogou em casa e passou pelo Internacional com o placar de 3a1. No sábado seguinte, dia vinte e um de julho, nova virada fora de casa: 4a1 pra cima do Sport, na Ilha do Retiro.

Detentor do ataque mais positivo na competição, com 23 gols (média acima de dois marcados por partida), o time comandado por Cuca caminha em direção ao título nacional. Para o Atlético, uma conquista que somente ocorreu em 1971. Para o técnico, um troféu que seria inédito. Aliás, já não é de hoje que esse caneco ficaria muito bem nas mãos desse excepcional treinador, fiel no conceito de formar times com vocação ofensiva.

Jogada da semana

Na partida que ficou marcada como a estréia de Clarence Seedorf no Botafogo, o Grêmio tratou de se colocar como convidado indesejável na festa sediada no Engenhão. E foi em bela jogada de troca de passes pelo alto que a equipe gremista marcou o gol único daquele jogo, em assistência de Zé Roberto para finalização de Marcelo Moreno, aos três minutos no segundo tempo. Domingo, vinte e dois de julho de dois mil e doze.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Estávamos sem publicar esse tópico em função da atenção voltada quase que exclusivamente para a Eurocopa, torneio de seleções que agitou este blógui nas últimas semanas.

E a equipe da semana será exatamente uma das participantes na Euro 2012, afinal, não poderíamos deixar de homenagear essa brilhante Espanha, que faturou uma inédita Tríplice Coroa (Eurocopa 2008 + Copa do Mundo 2010 + Eurocopa 2012).

Entre o final-de-semana retrasado e o passado, três partidas eliminatórias foram disputadas pelos espanhóis, que, a exemplo daqueles dois torneios anteriores, não foram vazados uma única vez nesse tipo de confronto. Venceram a França por 2a0, no sábado (23.06.2012), em partida onde dominaram as ações durante praticamente a totalidade do duelo, com o "centenário" Xabi Alonso marcando os dois gols da partida. Passaram por Portugal nos pênaltis, na quarta-feira (27.06.2012), após persistente empate no tempo regulamentar e também na prorrogação, em jogo onde a aplicação tática e disposição física dos portugueses endureceram a situação para a melhor seleção do planeta. E, finalmente, golearam a Itália por inapeláveis 4a0, dando um banho de bola no último domingo (1º.07.2012), em partida onde o jogo coletivo dos comandados de Vicente del Bosque foi, mais uma vez, digno dos aplausos dos amantes do futebol arte. Uma apresentação daquelas para fechar com chave-de-ouro a campanha de uma seleção dourada, e não "amarelona". Uma seleção que tem muito a ensinar para aqueles que tiverem alguma disposição em aprender. Equipe da semana com toda certeza e, possivelmente, da história do futebol mundial. Parabéns e obrigado, Espanha!

Jogada da semana

O Campeonato Brasileiro 2012, em sua sétima jornada, contou com nove partidas (o jogo entre Corinthians e Botafogo foi adiado a pedido dos corinthianos). E foi em um desses nove encontros que saiu a jogada da semana. A partida era entre Grêmio e Atlético Mineiro, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Em campo, personagens do relevo de Zé Roberto e Ronaldinho Gaúcho. Mas a jogada, acredite, não envolveu nenhum deles (quer dizer, pelo menos não diretamente, já que o lance começou em cobrança de escanteio realizada por Ronaldinho): foi concluída de voleio por Jô e elaborada espetacularmente por Bernard. Foi ou não foi uma baita jogada de efeito?