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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Flamengo Cai Em Florianópolis: Avaí 3a2

Depois de vencer o clássico catarinense em pleno estádio Orlando Scarpelli, o Avaí de Toninho Cecílio deu continuidade ao bom momento vivido na competição e venceu o Flamengo por 3a2, na Ressacada. Foi a primeira derrota da equipe de Vanderlei Luxemburgo na condição de visitante nessa temporada 2011 (na Série A, havia vencido quatro e empatado cinco vezes em campo oponente).

O jogo

"Vamos buscar diminuir os espaços ao Flamengo e conseqüentemente atacar em velocidade". Foi mais ou menos com essas palavras que o treinador Toninho Cecílio disse, minutos antes de a bola rolar, como seria o comportamento de seus comandados na partida diante de um adversário que conserva planos de título brasileiro. E tal foi a postura dos jogadores avaianos, que partiram para o ataque e já abriram o placar com três minutos: em posição irregular, Romano recebeu na esquerda e a bola chegou em Robinho, que chutou cruzado para marcar 1a0.

Com dezoito minutos, Vanderlei Luxemburgo trocou o volante Luiz Antônio pelo avante Negueba. São coisas que não entendo no mundo futebolístico: o time que serve para empatar em 0a0 já não serve quando o placar está em 1a0 para o adversário? Por que não iniciar a partida com dois atacantes? Por que insistir numa formação com três volantes? Parece que, quando os resultados aparecem, tudo é justificável... O fato é que o Flamengo passou a chegar mais vezes e chegou à rede adversária aos trinta e um minutos, mas o auxiliar José Amílton Pontarolo acusou infração de Deivid, que teria empurrado o adversário com quem disputaria a jogada aérea.

Muito bem marcado pelos jogadores que o acompanhavam (talvez principalmente Diogo Orlando), Ronaldinho Gaúcho tinha dificuldades para criar ocasiões de gol. Thiago Neves, de volta ao time, não tinha bom rendimento e sobrecarregava o jogo em cima do camisa 10. Dessa forma, o Avaí conseguia conter os avanços flamenguistas. Só que a genialidade de Ronaldinho pediu passagem aos trinta e sete minutos: em cobrança de escanteio pela esquerda, o craque marcou olímpico, mandando a bola bem perto da primeira trave. 1a1, placar que se manteve até o apito de intervalo.

Veio o segundo tempo e o Avaí novamente mostrava maior ímpeto ofensivo. Aos vinte e três minutos, Toninho Cecílio trocou Bruno Silva por Rafael Coelho, deixando o time com mais um atacante. E, no minuto seguinte à mexida, prêmio pela ofensividade: bola levantada pelo lado direito e cabeceio certeiro de Lincoln. 2a1 Avaí, para desespero do goleiro Felipe, que foi à loucura com mais um vacilo da defesa rubronegra: o camisa 1 já havia realizado pelo menos duas defesas difíceis, que talvez não fossem necessárias se a zaga estivesse melhor posicionada nas jogadas.

A alegria avaiana pela vitória parcial virou euforia generalizada no estádio da Ressacada quando, aos vinte e sete minutos, a equipe da casa ampliaria a vantagem: Thiago Neves perdeu a bola no campo de ataque, Rafael Coelho foi acionado em lançamento e, ágil como o animal mencionado em seu sobrenome, foi mais rápido do que Ronaldo Angelim, ficou na cara de Felipe e superou o goleiro com um chute cruzado. 3a1 e muita comemoração por parte de Coelho, que acabara de sair do banco.

A partir daquele momento, o Avaí passou a apostar inteiramente nos contra-ataques e o Flamengo não via mais o que fazer se não partir para o campo ofensivo. Sucederam-se duas substituições para cada lado: no Avaí, entraram Fabiano (genro de Luxemburgo) e Welton Felipe nos lugares de Robinho e Lincoln (possivelmente o melhor jogador em campo, fazendo jus a ovação recebida das arquibancadas); no Flamengo, o argentino Dario Bottinelli e Jael entraram nos lugares de Rodrigo Alvim e Negueba. É curioso pensar que o Flamengo precisava de dois gols para pontuar e mesmo assim manteve Diego Maurício entre os suplentes, insistindo nas pífias atuações de Thiago Neves e Deivid. Mesmo assim, aos quarenta e três minutos pintaria mais um gol rubronegro: Jael disputou a bola com vontade e a redonda sobrou com Ronaldinho, que não desperdiçou a oportunidade e marcou seu segundo gol na partida. Ele até cumpriu o seu papel, como vem acontecendo com freqüência, mas o time não correspondeu e mereceu o revés em Santa Catarina.

Na próxima rodada, o Avaí visita o Atlético Mineiro em duelo direto na fuga pelo descenso. Já o Flamengo recebe o Bahia para manter-se na zona da Libertadores e, quem sabe, tentar uma reaproximação da liderança.

Outros resultados

Corinthians (1º) 3a2 (15º) Grêmio
Vasco (2º) 3a1 (13º) Ceará
Cruzeiro (11º) 2a4 (7º) Figueirense
Atlético/GO (9º) 3a1 (12º) Coritiba
Atlético/PR (19º) 0a1 (18º) Atlético/MG
São Paulo (5º) 1a2 (8º) Fluminense
Botafogo (3º) 3a1 (6º) Palmeiras
Internacional (10º) 3a3 (14º) Santos

Nessa quinta-feira, a partida entre Bahia (17º) e América (20º) concluirá a vigésima rodada.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Botafogo Vence Avaí Mas Faz Nova Atuação Irregular

Num torneio equilibrado como o Campeonato Brasileiro, toda vitória deve ser comemorada - ainda mais se um time estiver há quatro rodadas sem vencer na competição e com o treinador sob pressão. Mas o caso do Botafogo, que reencontrou a vitória ao superar o Avaí pelo placar de 2a1 no estádio Engenhão, requer maiores cautelas: a equipe voltou a apresentar uma atuação irregular, passou sufoco no final do jogo e quase cedeu o empate a um adversário que é o atual vice-lanterna na Série A (podendo ser ultrapassado pelo Atlético Paranaense, que tem um jogo de débito).

O jogo

Com uma dupla de zaga reserva (João Filipe e Gustavo atuaram nas vagas do suspenso Antônio Carlos e do contundido Fábio Ferreira) e também sem o volante Marcelo Mattos (Léo foi titular pois Mattos recebeu cartão vermelho na rodada anterior),é inegável que o sistema defensivo botafoguense seria colocado à prova, mesmo diante de um oponente dos mais frágeis. E logo aos 7 minutos, uma falta cobrada da esquerda do ataque avaiano chegou na área, foi desviada de cabeça por Welton Felipe e, na risca da pequena área, complementada por Dirceu, que totalmente livre abriu o placar para os visitantes.

Explicitando nervosismo, o Botafogo tinha dificuldades de encaixar jogadas mais elaboradas e ainda permitia que o adversário tivesse espaço para explorar nos contra-ataques. Num dos mais perigosos, Pedro Ken foi acionado nas costas da defesa aos 18 minutos, ficou de frente com Jéfferson e chutou torto, à direita. Estava escrito o segundo gol da equipe catarinense, o que dificultaria ainda mais a missão alvinegra. Mas, para amenizar as coisas, aos 27 minutos surgiu o gol de empate: Márcio Azevedo desceu com qualidade pelo lado esquerdo, tocou atrás e Maicosuel pegou de primeira, cruzado, estufando a rede no canto esquerdo. 1a1.

Dez minutos após empatar a partida, o Botafogo chegou à virada: Elkeson cobrou falta alçando a bola na área, Herrera se projetou em liberdade e desviou de cabeça. Ir para o intervalo em vantagem no placar parecia ser tudo o que os alvinegros precisavam para ter tranqüilidade na etapa complementar. Mas o que se viu no segundo tempo foi uma equipe dando chance para o azar, permitindo que o Avaí avançasse suas peças. Aos 19 minutos, Caio Júnior trocou Maicosuel por Felipe Menezes, para desespero dos torcedores presentes. No mesmo minuto, o Avaí balançaria a rede após cobrança de falta, mas a arbitragem invalidou o lance acusando impedimento.

Se o clima entre treinador e torcedor já era ruim, ficou ainda pior quando foi anunciada a segunda modificação no Botafogo: Herrera por Alex. Nada contra a entrada de Alex, mas absolutamente fora de entendimento a saída de Herrera, figura das mais participativas quando o Alvinegro buscava o ataque. Houve ainda uma 3ª substituição, esta com Caio entrando no lugar de Alexandre Oliveira (que poderia ter saído antes). Por um golpe de sorte, Caio deixou o time com um homem a menos após se contundir e o que se viu até o apito final foi um Avaí no ataque e um Botafogo resistindo às investidas adversárias. Mesmo com a vitória ameaçada, o time da casa poderia ter chegado ao terceiro gol em contra-ataque puxado por Alessandro e Elkeson, mas o meia errou a finalização.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Superior, Vasco Vence Avaí Na Ressacada E Está Na Final

Jogando uma boa partida em todos os setores, o Vasco da Gama venceu o Avaí em pleno estádio da Ressacada, em Florianópolis, e garantiu sua 2ª presença na final da Copa do Brasil. Diante do Coritiba, o Cruzmaltino tentará um desfecho diferente da edição de 2006, quando foi derrotado pelo Flamengo e amargou o vice-campeonato.

O jogo

Desde o início de partida, o Clube da Colina mostrou não se intimidar com a presença maciça dos torcedores catarinenses (apesar de muitos vascaínos serem vistos nas arquibancadas, a maioria era, naturalmente, avaiana). O gol inaugural saiu aos 3 minutos: Felipe cobrou falta pela direita colocando a bola com efeito no miolo da área, Diego Souza foi disputar pelo alto mas quem cabeceou para a rede foi o zagueiro Révson, marcando contra.

Difícil saber se aquele gol foi um golpe sentido pelos donos da casa dentro de campo, mas entre os torcedores era perceptível que o revés abateu os adeptos alvi-celestes. O fato é que o Vasco seguia melhor e criou muitas chances para ampliar a vantagem. Com chutes conciliando força e precisão, as finalizações vascaínas convidaram o goleiro Renan para trabalhar e logo se transformar no destaque da equipe mandante.

Com menos de meia hora de jogo, Silas realizou sua primeira substituição, trazendo o atacante Rafael Coelho (ex-Vasco) para o lugar do volante Acleisson (que cometia muitas faltas e pouco acrescentava quando com a posse de bola). Fazendo justiça ao amplo volume de jogo, o Vasco chegou ao 2º gol aos 34 minutos: Alecsandro, costumeiro finalizador, agiu como garçom e serviu Diego Souza, que com um toque categórico tirou de Renan e encaminhou a bola para dentro.

O Avaí até teve uma chance interessante de diminuir o prejuízo ainda na etapa inicial, mas a bola chutada por Julinho pelo lado esquerdo foi parar na trave esquerda. Foi somente após o intervalo que o time da casa melhorou visivelmente no jogo, conseguindo freqüentar o campo ofensivo com um pouco mais de organização na construção de jogadas. Porém, o Vasco seguia perigoso: aos oito, Diego Souza recebeu pela direita, avançou escapando da marcação na base da técnica e da força física e, quando poderia ser esperado um passe procurando um companheiro, o meio-campista tratou de chutar direto e carimbar a trave esquerda.

Apesar de precisar de 3 gols para reverter a situação, o Avaí pouco conseguia produzir e ainda levava um sufoco quando o Vasco se mandava ao ataque: aos catorze minutos, Ramón chutou pelo lado esquerdo, Renan não conseguiu abafar e a bola foi parada novamente pela trave, dessa vez a direita. Uma das melhores empreitadas avaianas ocorreu aos 27 minutos, quando Marquinhos chutou perto do ângulo direito, mandando a bola na haste horizontal que fica atrás da trave, na altura do travessão.

A torcida vascaína já fazia a festa na capital catarinense, soltando gritos de "olé" e cânticos provocando o rival Flamengo (que não são publicáveis em áreas freqüentadas por crianças e adolescentes). E a vitória somente não virou goleada porque a arbitragem errou ao marcar impedimento de Alecsandro quando o atacante completava para a rede uma bola recebida em posição legal, em jogada iniciada magistralmente por Diego Souza, que aplicara lençol sensacional em Marcinho Guerreiro. Para delírio da galera, que passou a entoar "ah! Diego Souza!".

No pós-jogo, Felipe, que deixou o campo no segundo tempo dando lugar ao volante Jumar, desabafou perante as provocações do atacante adversário Willian, figura apagada em campo: 'ele disse que ia nos atropelar, acho que o carro dele enguiçou'.

Outro resultado

Coritiba 1a0 Ceará (1a0 no agregado)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Com Empurrão Da Torcida E Da Arbitragem, Vasco Empata Com Avaí

Vasco da Gama e Avaí fizeram na noite de ontem a partida de ida no duelo que vale vaga na final da Copa do Brasil 2011. E a equipe catarinense não se intimidou com o estádio São Januário lotado: os comandados de Silas portaram-se bem, saíram para o jogo e só não venceram a partida porque o time da casa buscou o empate através de pênalti polêmico aos 47 minutos do segundo tempo. Na partida de volta, a ser disputada na próxima quarta-feira no estádio Ressacada, o empate de 0a0 classifica os donos da casa.

O jogo

Os primeiros minutos foram no ritmo das arquibancadas - frenético. Com um minuto, Éder Luís recebeu pela direita, tocou para Alecsandro e o centroavante, já dentro da área, ajeitou rolando atrás para Diego Souza, que chutou firme tirando do goleiro Renan em lance onde a bola somente não entrou porque Marcinho Guerreiro impediu com um cabeceio no mais puro reflexo, praticamente embaixo da barra. Aos dez minutos foi a vez de Renan impedir o gol vascaíno após chute colocado de Felipe, espalmado brilhantemente pelo arqueiro.

Os avaianos foram equilibrando a partida, conseguindo conter o ímpeto cruzmaltino e também criar jogadas de ataque. Aos catorze, Julinho chutou e a bola passou perto do ângulo. A partida foi ficando cada vez mais igual no que tange ao meio-campo, fato que foi escasseando as oportunidades de gol para ambos os lados, levando a partida ao intervalo com a persistência do zero a zero.

A volta para o segundo tempo foi semelhante ao início de partida: Vasco no ataque. Aos oito minutos, Diego Souza soltou chute cruzado que passou pertinho da trave direita. Os donos da casa seguiam criando chance e contavam com o bom passe de Felipe para buscar uma brecha na defesa adversária. Mas os avaianos também se mandavam ao campo ofensivo e a partida ganhava em emoção com ambos os times chegando perto do gol. Com o placar longe de refletir a dinâmica de jogo, Julinho tratou de inaugurar o marcador aos 35 minutos: ele recebeu pela esquerda, cortou Allan trazendo pra perna direita e chutou cruzado, mandando no canto direito de um Fernando Prass que não conseguiu alcançar a bola.

Se o Vasco não se satisfazia antes, agora que perdia o jogo a equipe comandada por Ricardo Gomes se mandou de vez para o ataque. Uma das melhores jogadas vascaínas deu-se quando Diego Souza avançou pela direita escapando de 3 marcadores e, próximo à linha-de-fundo, cruzou para Élton, que deu uma canelada com a perna esquerda e mandou para fora. Fico pensando o que passava pela cabeça de Diego Souza naquele momento. Devia ser algo como: "faço tudo direito, cruzo certinho e o cara encarregado de finalizar o lance me faz um negócio feio desse". Mas o alento viria nos acréscimos, quando o árbitro Wilson Luiz Seneme - até então bem na partida - foi altamente generoso (para não dizer "caseiro") e apitou pênalti de Gustavo Bastos em Élton. Diego Souza pegou a bola e chutou forte, um pouco à direita do centro do gol, estufando a rede e indo comemorar efusivamente com as arquibancadas.

Outro resultado

Ceará 0a0 Coritiba

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Com 4 Gols No 1º Tempo, Botafogo E Avaí Empatam No Engenhão

Tanto Botafogo quanto Avaí têm algo a lamentar e a comemorar após o término da partida de ida válida pela fase oitavas-de-final na Copa do Brasil 2011. O Avaí, que saiu na frente e abriu 2a0, lamenta ter cedido o empate mas comemora o resultado que lhe dá o direito de se classificar com igualdades em 0a0 ou 1a1 na Ressacada. Já o Botafogo, se por um lado comemora a reação vista no 1º tempo, por outro não conseguiu fazer valer o mando de campo e terá de marcar gol em Santa Catarina.

O placar de 2a2 dentro de casa diante de um público de 5.574 presentes - regado a vaias de torcedores - mostram que alguma coisa está fora de ordem em General Severiano. O primeiro semestre botafoguense está perigando: dependendo de resultados alheios na Taça Rio (o 2º turno do Campeonato Estadual) e precisando buscar o resultado na partida de volta pela Copa do Brasil para seguir na competição nacional, o início de trabalho do treinador Caio Júnior já pode ser considerado sob pressão.

O jogo

Escalado com 3 atacantes (Caio, Herrera e Abreu) e jogando dentro de casa, nada mais natural que o Botafogo tomar a iniciativa e ir ao campo ofensivo. Encolhido na própria metade do campo e contando com a dupla Rafael Coelho e William no ataque, o Avaí parecia jogar aguardando um erro do adversário. E ele ocorreu aos 13 minutos: o zagueiro João Filipe, ex-Figueirense, saiu jogando errado, a equipe catarinense contra-atacou em velocidade com Bruno acionando William e o camisa 9 não desperdiçou, pegando de primeira para estufar a rede, abrindo o placar.

A torcida não deu segunda chance ao camisa 4 e passou a vaiar o defensor toda vez que ele pegava na bola. E o que estava ruim, piorou: aos 21 minutos, Marquinhos Gabriel cruzou da esquerda e Rafael Coelho, livre de marcação, apareceu nas costas de Márcio Azevedo para cabecear. 2a0 Avaí e tome vaias para mais um jogador alvinegro, dessa vez o lateral-esquerdo Márcio Azevedo.

No minuto seguinte, Caio avançou pela esquerda, cruzou rasteiro e o argentino Germán Herrera tratou de amenizar o clima no estádio completando para a rede. Pouco depois do gol, o vaiado Márcio Azevedo deu lugar para outro cabeludo na lateral-esquerda: Cortês, recém-contratado ao Nova Iguaçu e que fazia sua estréia no novo clube. Aos 29 minutos, Alessandro quase empatou a partida ao dar bonito chute de fora da área, com a bola passando perto da trave esquerda. Com 44 minutos, o goleiro Renan viu-se em maus lençóis após o recuo de cabeça de Bruno e quem aproveitou o vacilo foi o uruguaio Sebastián "El Loco" Abreu, que acompanhou o lance e dividiu com o arqueiro para empatar a partida.

É fato que o empate conquistado ainda antes do intervalo dava um novo ânimo ao Botafogo, embora alguns torcedores teimassem em vaiar alguns atletas na descida para os vestiários. Perseguição tola, pois aumentava a pressão sobre um time que precisava de apoio. A torcida que gritava pelo nome de Lucas desde o primeiro tempo foi atendida na etapa complementar, mas não aprovou a escolha de Caio Júnior para deixar o gramado: era Herrera, autor do 1º gol e figura que buscava jogo, mostrando-se participativo. Lucas atuou aberto pela direita, como se fosse um ponta, protagonizando algumas boas jogadas individuais.

Mas quem teve a maior chance de voltar a mexer no placar foi o time visitante: aos 27 minutos, Evando foi lançado na área, driblou Alessandro e também o goleiro Jéfferson, finalizou e eis que Alessandro, até então perseguido por alguns torcedores, salvou o time bloqueando uma bola que, se passasse por ele, tinha a rede como endereço certo. Alessandro ainda daria lugar para Somália, que mostrou-se esforçado mas ineficaz em praticamente todas as tentativas de cruzamentos.

Quarta-feira que vem, no estádio da Ressacada, o Avaí deverá contar com o apoio dos torcedores para buscar a classificação para a fase quartas-de-final. O Botafogo, por sua vez, talvez possa ter melhor rendimento jogando longe de sua torcida. Como diz o ditado: "muito ajuda quem não atrapalha".

domingo, 7 de novembro de 2010

Na Ressacada, Um Ponto Ganho Para Dois Perdidos

Em Florianópolis, o Avaí contou com o apoio de seus torcedores, foi ao ataque para buscar a vitória, mas esbarrou em grande atuação do goleiro Jéfferson, principal nome da partida. O Botafogo teve atuação abaixo do que se espera de uma equipe que visa o título nacional - enquanto Jéfferson justificava porque é goleiro de seleção, lá na frente muito pouco de produtivo acontecia.

Para a próxima rodada, ambos os times atuarão na condição de visitante. O Botafogo pega o Ceará ciente de que somente uma vitória manterá as esperanças alvi-negras acesas para as rodadas seguintes, quando fará duas partidas seguidas no Engenhão. Já o Avaí enfrenta o Internacional sabendo que apenas a vitória lhe dará chances de terminar a rodada fora da zona indesejada.

O jogo

Com 105 segundos de partida, o Botafogo já havia cometido 3 faltas. O Avaí tentava de todas as formas um meio de chegar ao gol e deu o primeiro chute perigoso aos 5 minutos, em bola mandada por Válber à esquerda da meta.

Com 17 minutos, a estatística das faltas cometidas já estava empatada em 4 para cada lado. E seguia sendo o clube catarinense a equipe mais disposta a atacar: aos 25 minutos, Roberto deu um chute lascado e Patric chegou para, na dividida com Jéfferson, mandar pra rede. Porém, o lateral direito estava bastante adiantado em relação ao penúltimo homem e o impedimento foi corretamente assinalado.

Demorou 32 minutos, mas finalmente o Botafogo conseguiu uma boa chegada: Jóbson avançou pela direita, venceu a marcação, chegou à linha-de-fundo e tocou para Sebástian "El Loco" Abreu, que chegou chutando de primeira, mandando acima do travessão. O uruguaio recebeu os cumprimentos de Jóbson e uma reclamação de Edno, para o qual disse não ter ouvido o pedido de deixar a bola passar.

Aos 33 minutos, saiu o primeiro cartão amarelo do jogo, dado para o zagueiro Danny Morais por falta no atacante Roberto. Seis minutos mais tarde, veio o segundo cartão do jogo: se tanta gente já havia cometido falta, a punição acabou indo para quem estava fazendo a sua primeira na partida, para irritação de Antônio Carlos, que terá de cumprir suspensão automática e desfalcará a equipe no Castelão. Aos 39 minutos, a primeira amarelada para jogadores avaianos também teve caráter suspensivo: o zagueiro Rafael não jogará a partida no Beira-Rio.

Com bola rolando, o Bota chegou novamente aos 42 minutos, quando Jóbson deu chute cruzado, Zé Carlos rebateu e Abreu, bem marcado, não teve espaço para uma nova finalização.

Na ida para o intervalo, o treinador Vágner Benazzi fez algo que estamos pouco acostumados: elogiou o colega de profissão. "O Botafogo tem vencido jogos no segundo tempo assim, arrumadinho e acertando os contra-ataques. Tá de parabéns o Joel", disse Benazzi, após desabafar quanto às críticas que o rotulavam como "retranqueiro": "só pode ser brincadeira, coloquei o time todo pra frente".

A segunda etapa começou semelhante à primeira: o Avaí tomava a inciativa e, quando concluía, não conseguia superar o goleiro Jéfferson, que mostrava muita segurança e senso perfeito de posicionamento. Por falar em "colocar o time pra frente", lá foram Benazzi e Joel Santana promover mudanças em suas equipes. Pelo time da casa, Válber deu lugar a Daniel Tiago. Os visitantes trocaram o improdutivo Lúcio Flávio por Renato Cajá e, pouco depois, o lateral direito Alessandro pelo atacante Caio.

Quem mais saiu ganhando foi o Botafogo que, com a boa entrada de Cajá, passou a encaixar ataques perigosos. O primeiro deles aconteceu um minuto após a entrada do camisa 17: aos 18', Abreu puxou contra-ataque, acionou Renato Cajá, que seguiu em velocidade e acabou sendo atrapalhado por Jóbson, que participou do lance em posição de impedimento.

Com 23 minutos, nova baixa no Botafogo por motivos de suspensão: Marcelo Mattos parou contra-ataque avaiano com falta e recebeu o 3º cartão amarelo.

Na marca de 37 minutos, quase o Alvi-Negro abre o placar em lance onde os jogadores acertaram e a arbitragem errou: Renato Cajá acertou o passe, Jóbson acertou a finalização e Zé Carlos acertou o tempo da bola para dar leve desvio para escanteio. Acontece que o auxiliar não viu impedimento do atacante botafoguense e nem o árbitro viu o toque do goleiro, marcando tiro-de-meta.

Entre erros e acertos, aos 39 minutos pintou a última grande chance de gol da partida: Patric armou pro chute mas acabou pegando tão mal na bola que o que seria uma finalização virou um passe para o lado esquerdo. De lá veio um toque para o meio da área e, no remate frontal, Jéfferson fez uma defesaça, esbanjando reflexo e velocidade para levar a mão esquerda até a bola e garantir pelo menos um ponto ao Botafogo.

Outros resultados

Ontem
Atlético Mineiro (16º) 2a2 Santos (7º)
Grêmio (6º) 5a1 Ceará (12º)
Atlético Goianiense (15º) 2a2 Internacional (8º)

Hoje
Vitória (14º) 0a1 Cruzeiro (3º)
São Paulo (9º) 0a2 Corinthians (2º)
Grêmio Prudente (20º) 4a1 Goiás (19º)
Palmeiras (10º) 1a0 Guarani (17º)
Flamengo (13º) 0a1 Atlético Paranaense (5º)
Fluminense (1º) 1a0 Vasco (11º)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Festa Completa No Engenhão

No jogo entre duas equipes presentes no G4 da Série A 2010, o Botafogo recebeu o Avaí no estádio Olímpico João Havelange, vulgo Engenhão, e chegou ao 3º lugar na classificação ao vencer a equipe catarinense por 1a0, enquanto o adversário caiu para a 5ª colocação, sendo ultrapassado também pelo Ceará.

A festa naquela tarde/noite de sábado teve início horas antes de a bola rolar, quando o Botafogo de Futebol e Regatas prestou homenagem ao atacante Jairzinho, inaugurando uma estátua que colocou o ex-atleta numa seleta galeria de craques, com Garrincha e Nílton Santos. O Jogada De Efeito acompanhou a cerimônio e trás para você um vídeo exclusivo com momentos antes, durante e depois do acontecimento.



"Furacão da Copa de 70" celebra homenagem em frente à estátua.

No jogo propriamente dito, a festa alvinegra teve seqüência: num primeiro tempo em ritmo frenético, onde a equipe da casa pressionou quase o tempo todo na busca pelo gol, Fábio Ferreira acabou marcando 1a0 após cruzamento certeiro de Maicosuel, em lance de bola parada pelo setor esquerdo de ataque botafoguense, aos 32 minutos. Na segunda etapa, o Avaí saiu mais para o jogo e teve como principal chance de empate uma bola que, no mesmo lance, foi salva por Jéfferson e por Marcelo Cordeiro. Com a confirmação da vitória, os quase 36.000 botafoguenses presentes no estádio celebraram o 4º triunfo consecutivo, cheios de esperança de que o ano de 2010 poderá render ainda mais alegrias. Tudo sob os olhares de Mano Menezes, que pôde ver de perto os goleiros convocados (Jéfferson e Renan) e, de repente, sair com algumas dúvidas sadias para outras posições.

Outros resultados

Sábado: Goiás (19º) 1a2 Grêmio Prudente (16º); e Ceará (4º) 2a1 Grêmio (17º).

Domingo: Santos (6º) 2a0 Atlético/MG (18º); Guarani (13º) 0a0 Palmeiras (12º); Atlético/PR (14º) 1a0 Flamengo (10º); Internacional (7º) 1a1 Atlético/GO (20º); Cruzeiro (8º) 0a1 Vitória (11º); Corinthians (2º) 3a0 São Paulo (15º); e Vasco (9º) 2a2 Fluminense (1º).

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

Primeiro, tivemos no Morumbi "a noite de Roberto", que com uma atuação decisiva ajudou o Avaí a surpreender o São Paulo com uma vitória por 2a1. Quatro dias depois, no domingo, a equipe catarinense recebeu o Palmeiras no estádio da Ressacada. Um Palmeiras embalado pela vinda de Luiz Felipe Scolari e pela recente vitória no clássico com o Santos. Mas os comandados de Antônio Lopes nem tomaram conhecimento do adversário e venceram por 4a2, com Caio e Roberto se destacando no novo triunfo pós-Copa do Mundo. Com as duas vitórias seguidas - ambas contra clubes candidatos ao título brasileiro nessa temporada - o Avaí sobe para a 6ª colocação na classificação. Ano passado, mais ou menos nessa altura do campeonato, esse clube experimentou uma arrancada fantástica, saindo da lanterna para as primeiras posições da tabela (veja comparativo). Dessa vez, longe da zona de rebaixamento, uma nova subida naquelas proporções levaria o time às alturas. Serão capazes de manter o ritmo? Só o tempo dirá. Mas a semana foi maravilhosa para eles.

Jogada da semana

Se a Copa do Mundo 2010 reservou grandes jogadas e lindos gols aos amantes do futebol, não podemos dizer o mesmo dessas duas rodadas do Campeonato Brasileiro. Houve uma ou outra coisa mais interessante, mas a jogada que destoou das demais aconteceu na Vila Belmiro, ontem, no jogo em que o Santos perdeu para o Fluminense por 1a0. Mas calma: a jogada a qual esse blógui se refere não é a do gol da partida, marcado por Alan após grande enfiada de bola de Mariano.

Aos 39 minutos da segunda etapa, Arouca arrancou do campo de defesa fazendo maravilhosa jogada individual e passou para Robinho. Dos pés dele a bola foi até Paulo Henrique Ganso, que abriu bonito na direita para Zé Eduardo - o chute cruzado acabou virando um cruzamento rasteiro, mas Robinho desviou a bola para a trave, não conseguindo mandá-la pro gol. Mero detalhe. Mas uma linda jogada, que vale ser vista novamente. Caso o(a) leitor(a) saiba de algum línqui com o lance, diga-nos que teremos o prazer de aqui colocá-lo. A jogada na íntegra pode ser vista no vídeo de melhores momentos da partida fornecido pela ESPN Brasil. Está no final do vídeo, aguarde que a recompensa é boa.

domingo, 18 de julho de 2010

AVAÍ 4X2 PALMEIRAS - Caio e Roberto comandam a festa na Ressacada


Ao encerrar o jogo no Estádio da Ressacada, o atacante do Avaí, Roberto foi entrevistado e disse com extrema sinceridade: "É a melhor fase da minha vida. Preciso aproveitar".


Definição perfeita. Ninguém se destacou tanto neste retorno do Brasileiro como o camisa catarinense. Já mostrou que não é jogador de jogo pequeno. Gosta de aprontar com time grande, mérito de poucos jogadores hoje em dia.

E é incrível. Atropelou o São Paulo na quarta e hoje mandou bola no travessão, driblou, deu o passe pra Robinho embaixo do gol fazer 2x1 para o Avaí, deu arrancadas puxando perigosos contra-ataques, sofreu o Pênalti que originou o terceiro gol, e fez o quarto. Pouco hein?
Mas quase que não seria o melhor em campo, pois seu companheiro Caio marcou mais 2 gols pro time catarinense e infernizou a defesa palmeirense.

Do outro lado, ainda estou me esforçando pra ver o replay dos melhores momentos, e vendo se em algum deles aparece Éwerthon. Poucas vezes vi um jogador tão apagado em campo. Se relou na bola, foi de uma produtividade nula.

Kléber mais uma vez brigador. E dessa vez mostrou que pode ser um novo Kléber. Pois apanhou o jogo todo. Sofreu ao todo 10 faltas, algumas delas duríssimas, mas manteve a cabeça no lugar. No único momento que esquentou, deu sorte por seu braço no corpo de Caio ser interpretado por Gaciba como uma jogada normal. Mas ainda dá pra ver que a forma do atacante palmeirense não é a ideal. Quando enxugava o rosto com a camisa deixava escapar uma barriguinha que precisa sumir ainda. E nem comentarei o gol perdido absurdo no primeiro tempo, salvo por Patric em cima da linha.

Felipão fez o que pode, em determinado momento no jogo o verdão estava com Kléber, Éwerthon, Tadeu e Vinícius : 4 atacantes. Mas não adiantou.

Não termino sem esquecer que o torcedor palmeirense matou a saudade do valente Marcinho Guerreiro. Ainda bate um pouco, mas mostrou uma raça e liderança nessa tarde de domingo que foi de impressionar.
O Avaí em 2 jogos contra paulistas marca 6 pontos. Merece ser visto bem mais de perto. Mas bem mais de perto. De repente aparece um time muito gostoso de se ver jogar no campeonato.

O Palmeiras? Permanece uma incógnita. Não pode ter jogadores brilhando em um jogo e desaparecidos em outro. E não falo só de Éwerthon. Deola também foi muito mal. Pierre totalmente perdido em campo. Precisa melhorar muito pra dizer que voltou pra valer.

Mas o campeonato agradece o belo jogo em Santa Catarina.




quinta-feira, 15 de julho de 2010

São Paulo 1 x 2 Avaí - E foi noite de visita...Noite de Roberto...


Ninguém estava afim de jogo no congelante Morumbi. A torcida? Só quem estava com muita saudade mesmo....a torcida quer é o Inter....o Avaí não trouxe muita expectativa...

O time? Reflexo exato da torcida....caro torcedor são paulino...não espere seu time completamente concentrado nos seus jogos do Brasileiro antes de ter decidido a possibilidade de sua 4ª Libertadores. Mesmo com time titular, mesmo após 40 dias treinando e descansando...nada de empolgante foi apresentado ontem.
Bom para o Avaí...que para ter algum resultado dependia exclusivamente da vontade e da habilidade de seu único atacante...Roberto.

E que feliz aposta...pois o atacante catarinense deitou e rolou na defesa ainda desencontrada tricolor. No primeiro tempo, arrancou com uma facilidade impressionante pra cima de Alex Silva, sem nenhum obstáculo, venceu Rogério Ceni mas caprichosamente acertou a trave esquerda do goleiro tricolor.
O São Paulo tinha apenas um Hernanes esforçado...com uma vontade de vencer que era excessão no elenco tricolor. Mas só isso não era suficiente pra bater o retrancado time do sul.

Com 10 atrás, e utilizando de faltas pra parar qualquer tentativa paulista, os chutes do meia tricolor teriam que ser sensacionais pra vencer a defesa adversária. Muito longe disso. Se não fosse uma falta perigosa cobrada por Rogério Ceni...o goleiro Renan nem teria conhecido o adversário.

Mas veio o segundo tempo...e Roberto estava lá novamente. O camisa 9 esperava um lançamento na área...mas o que veio foi mais um chute do lateral Patric. Problema? Nenhum. Com uma categoria de artilheiro nato, e aproveitando o cochilo de Alex Silva que não estava marcando ninguém e deixava o atacante em condição normal, tocou de pé esquerdo uma bola rápida, matando a defesa e colocando a bola no ângulo. 1x0.

E se no primeiro tempo Roberto fez o grande lance do Avaí pelo lado direito, dessa vez o atacante caiu pela esquerda, recebeu lançamento, invadiu a área e entregou a bola pra Vandinho na cara do gol. Rogério Ceni novamente só podia olhar a bola entrando. 2x0.

E se com 0x0 o time catarinense já se defendia com unhas e dentes, a partir daí não precisa ser comentado. Roberto cansou, e o Avaí só existia do meio campo para trás.

Não se deve esquecer o pênalti não marcado em Dagoberto após o segundo gol do Avaí. Um empurrão nitidamente dentro da área que foi marcado fora. Lance claríssimo que realmente prejudicou o tricolor.

E diante da raça defensiva dos catarinenses, não existia criatividade que vencesse. Era preciso na raça, na vontade. E foi assim o único gol são paulino. Numa insistencia que envolveu Cléber Santana, Fernandão, a bola sobrou pra Hernanes que fuzilou no alto e descontou para o São Paulo.

Mas não foi suficiente.

Em um jogo onde de 22 jogadores só um jogador quis jogar....eis que recebeu seu prêmio. Grande noite de Roberto.