Pela segunda vez nas últimas duas temporadas, o Chelsea é campeão europeu. Não foi o bi na Liga dos Campeões da Europa, pois a equipe ficou em terceiro lugar dentro de seu grupo (atrás de Juventus e Shakhtar). Mas foi, sim, com grande dignidade: após uma vitória por 2a1 em partida dramátuca diante da forte e organizada equipe do Benfica, os Azuis levantaram mais um caneco continental, dessa vez o da Liga Europa. Pra derrubar de vez o rótulo de que é um time "doméstico" ou qualquer coisa do gênero. O Chelsea, caros e caras, é uma força européia e merece respeito. Ele e seu treinador, o tão criticado espanhol Rafa Benítez.
Confira como foi a transmissão da partida em tempo real através do Twitter (#BenChe)
A partida realizada em Amsterdã começou com tudo. O ritmo era frenético, a intensidade digna de grandes jogos. Só que era um único time que jogava: o Benfica. Envolvente e objetivo, o time comandado por Jorge Jesus foi ao ataque de maneira a manter o Chelsea constantemente sob pressão, dando a impressão de que poderia abrir o placar a qualquer momento.
Só que a superioridade de ordem tática não se converteu em vantagem no placar. Pelo contrário. No segundo tempo, o Chelsea saiu na frente. Saiu na frente vindo de trás: aos catorze minutos, Cech fez a defesa em lance de ataque benfiquista e rapidamente recolocou a bola em jogo. Ela passou por dois espanhóis (de Mata chegou em Torres), e El Niño mostrou-se avassalador ao livrar-se de dois brasileiros: deixou Luisão para trás, driblou o goleiro Artur e mandou para a rede. Com o padrão Torres de qualidade, Chelsea 1a0.
O Benfica manteve a mesma postura de antes e seguiu a busca pelo gol apresentando um futebol ofensivo. Numa das investidas, Azpilicueta colocou o braço na bola e Kuipers acertou na marcação do pênalti. Cardozo cobrou com força e empatou o jogo, tornando o placar mais próximo da realidade das ações dentro de campo.
Chances de gol para ambos os lados continuaram acontecendo. Cech parou Cardozo de maneira espetacular. Lampard carimbou o travessão. Até que, aos quarenta e sete, Mata cobrou escanteio pela direita e Ivanovic subiu bem para cabecear melhor ainda, marcando o gol do título.
Parabéns ao Benfica de Jorge Jesus, que faz belíssima temporada. Vi esse time merecer a classificação diante do Fenerbahce e o título diante do Chelsea. Mas futebol é assim, e a semana dos Encarnados acabou sendo traumática, com derrotas para Porto e Chelsea por 2a1 com o último gol de cada partida acontecendo nos descontos. Porém, há que se valorizar a qualidade do rendimento benfiquista.
Parabéns ao Chelsea de Rafa Benítez. Tratado como treinador interino e já anunciado fora do clube na próxima temporada, o espanhol levantou a moral de uma equipe qualificada mas que atravessava péssimo momento na ocasião da demissão de seu antecessor, o italiano Roberto di Matteo. Entregará ao seu sucessor, seja ele quem for, um time classificado para a próxima Liga dos Campeões e campeão na Liga Europa. Não que seja um time que me encante, mas vejo mais qualidade e menos medo que na temporada passada. A Europa é azul.
Mostrando postagens com marcador Benfica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Benfica. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 15 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Cardozo Resolve, Benfica Passa Pelo Fenerbahce E Encarnados Retornam A Uma Final Continental
Vinte e três anos depois, o Benfica está de volta a uma final continental. Com autoridade de quem era superior tecnicamente e jogava diante de seus entusiastas no estádio da Luz, o time comandado por Jorge Jesus venceu o Fenerbahce por 3a1, revertendo a desvantagem trazida da Turquia (onde havia perdido por 1a0 na semana anterior).
A partida em si não primou pela organização tática. Mas foi abençoada pela garra e empenho de ambas as partes. O primeiro tempo foi dos mais frenéticos possíveis, fazendo um período de 47 minutos parecer uma longa jornada onde os jogadores atravessavam a fronteira do futebol para a maratona, de forma a fazer inveja nos mais bem-sucedidos triatletas.
Uma bela jogada pelo lado direito aos oito minutos terminou com assistência de Lima para finalização magistral de Gaitán, abrindo a contagem em Lisboa e igualando o confronto na soma dos resultados. Desarticulado, o Fenerbahce teve a felicidade de "achar" um pênalti (ou, talvez melhor dizendo, ganhá-lo de presente da arbitragem chefiada por Stephane Lannoy). Aos vinte e dois, Kuyt converteu e colocou os visitantes em vantagem considerável, pois a partir dali garantia classificação mesmo perdendo por um gol de diferença.
Os turcos se animaram no jogo, mas tinham dificuldades de transformar ânimo em oportunidade de gol. E o Benfica, mais envolvente, conseguiu incendiar o que já estava quente: aos trinta e quatro, Cardozo desempatou a partida, deixando o Benfica a um gol da classificação. Era só o primeiro tempo! No segundo, o ritmo foi ligeiramente menos acelerado - o que é humanamente explicável. Mas as emoções se mantiveram acentuadas na capital portuguesa. Aos quinze, um susto: Gaitán foi emendar voleio e, em vez de acertar a bola, atingiu a cabeça de Gonul, que caiu desacordado no gramado. Imobilizado e na maca, foi levado para amublância e desta para um hospital próximo ao estádio. A cena era forte, daquelas que fazem você por um momento pensar no quão frágil é a vida de um simples futebolista, correndo riscos que ignoramos ou por estarmos entretidos com o jogo ou para evitarmos defrontar um problema tão incômodo.
Após ser atingido por Gaitán, Gonul cai desacordado no gramado: graças a Deus, foi menos grave do que a cena sugeria (o atleta levou oito pontos na boca).
Talvez pelo gol sofrido que colocava o time pela primeira vez em desvantagem na elimiantória, talvez pelo acidente com um companheiro de equipe, e provavelmente pelas duas coisas combinadas, o Fenerbahce, que já não era dos mais organizados em campo, sucumbiu. Faltava-lhe apenas um gol para retomar a vantagem no confronto que valia vaga na final, mas o Benfica conseguia se impôr territorialmente e ainda criava as melhores chances. Pode ser que os desfalques de Raul Meireles e Webó também tenham pesado, pois era difícil imaginar que um time tão "quebrado" no meio-campo e sem contundência no ataque pudesse vir de uma belíssima sequência de seis jogos invictos fora de casa em competição européia. Como faz falta um "camisa 10" tipo Alex, não é? Enfim... Na bravura típica dos turcos, os comandados de Aykut Kocaman foram buscar o gol na base do "abafa". Deram um ou outro susto na defesa portuguesa (ou sul-americana, pois há ali brasileiros, argentino, uruguaio e um "intruso" lusitano). Mas o time da casa resistiu e garantiu a festa dos adeptos. Agora, de volta a uma final continental, o desafio será com o Chelsea, que eliminou o Basel na semifinal e busca o bicampeonato no Velho Continente (faturou na temporada passada a Liga dos Campeões). Até Amsterdã!
Marcadores:
Benfica,
Fenerbahce,
Liga Europa,
Semifinal
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Após Belo Jogo, Chelsea Vence Benfica E Marca Reencontro Com Barcelona
Stamford Bridge foi o palco do jogo de volta mais emocionante na fase quartas-de-final na presente edição de Liga dos Campeões da Europa. Foi nesse estádio que Chelsea e Benfica travaram duelo bastante disputado e protagonizaram um belo jogo de futebol. No final, vitória e classificação dos Azuis de Londres, que na semifinal terão pela frente o Barcelona, reeditando o polêmico e eletrizante encontro ocorrido na semifinal da temporada 2008-9.
Os gols da partida foram marcados por Frank Lampard (cobrando pênalti aos vinte minutos de jogo), Javi García (completando de cabeça escanteio cobrado por Pablo Aimar, aos trinta e nove minutos do segundo tempo) e Raul Meireles, que partiu desde a própria intermediária para, a alguns passos da área oponente, disparar chute potente e marcar um golaço, aos quarenta e seis minutos do segundo tempo. Na partida de ida, em Lisboa, o Chelsea havia vencido por 1a0.
O jogo
A missão de superar o Chelsea em Londres teve um complicador para os benfiquistas antes mesmo de a bola começar a rolar no Stamford Bridge: sem nenhum zagueiro em condições de jogo, o treinador Jorge Jesus precisou improvisar para formar sua linha de defesa. E escolheu escalar o volante Javi García e o lateral-esquerdo Émerson para compôr o miolo de zaga. Javi García que experienciou sensações diametralmente opostas na partida, pois cometeu o pênalti que deu origem ao primeiro gol do Chelsea e marcou ele próprio o gol de empate do Benfica. Mas, entre uma coisa e outra, muita coisa aconteceu (embora sem necessariamente mexer no placar do jogo). Os primeiros minutos de partida já mostravam que os Encarnados não seriam eliminados da Liga dos Campeões por falta de atitude. Aimar, Bruno César e Nicolas Gaitán buscavam jogo e a todo momento se aproximavam do centroavante Óscar Cardozo, formando um quarteto sul-americano de respeito no ataque lusitano. Destes, quem parecia mais inspirado era o camisa dez argentino Pablo Aimar, que ditava o ritmo da equipe e distribuía o jogo com aquela lucidez que marcou a sua carreira desde os tempos de River Plate. Só que quem abriu o placar foi o Chelsea: Ashley Cole foi lançado por John Terry e só foi parado dentro da área, em tranco faltoso de Javi García. Pênalti que Lampard bateu com força e colocação, no canto direito, em bola que quase foi defendida pelo goleiro Artur Moraes.
Se o gol abateu os portugueses? Entendo que não. A equipe visitante continuava buscando o ataque, fazendo circular a bola com qualidade (principalmente quando a redonda passava pelos pés de Aimar). Mas foi em lance de bola parada que o time mais se aproximou do gol de empate. Aliás, que beleza de jogada ensaiada! Aos vinte e nove minutos, a bola foi alçada para a área e fez-se uma linha de passe com dois toque de cabeça até a finalização de Cardozo, que rematou firme. A bola passou pelo goleiro Petr Cech mas não por John Terry, que rebateu praticamente em cima da linha. Dez minutos depois, aos trinta e nove, Maxi Pereira teve a infelicidade de receber o segundo cartão amarelo após parar contra-ataque com falta, deixando o Benfica em desvantagem numérica dentro das quatro linhas. Para complicar ainda mais a situação do time de Portugal, a dupla espanhola Juan Manuel Mata e Fernando Torres fazia boa partida, tramando jogadas envolventes que conciliavam técnica apurada com velocidade. No segundo tempo, tanto Mata quanto Torres tiveram chances de ampliar a diferença para o Chelsea, mas seus remates passaram a centímetros de cada uma das traves. Chance maior teve o brasileiro Ramires, que acabou furando praticamente em cima da linha final, não conseguindo empurrar a bola para o fundo da rede. Salomon Kalou, após receber ótima bola de Mata, também teve oportunidade clara de marcar 2a0, mas parou em defesa de Artur.
Ambos os treinadores buscaram alternativas. Jorge Jesus parece ter feito boa escolha ao trocar Bruno César (que não atuou no mesmo nível de seus companheiros de meio-campo) pelo atacante Rodrigo Moreno, que marcou presença com qualidade entre os defensores do Chelsea. Roberto Di Matteo, por sua vez, trocou Terry por Gary Cahill (creio que por motivos clínicos) e, numa mexida perigosa, Mata por Meireles. Digo perigosa porque Mata era o elemento criativo do time, que arredondava as jogadas até Torres e Kalou, e Di Matteo abriu mão desse recurso para fortalecer a marcação no meio-campo. O Benfica pressionou, e entre defesas de Cech, rebatidas da defesa e finalizações que passaram perto da meta, pintou o gol de empate: Javi García, aquele mesmo que cometera o pênalti, marcou de cabeça em lance onde pode-se interpretar falha de Cech e da marcação, que permitiu um jogador em liberdade na pequena área.
Se Di Matteo já havia feito uma mexida aqui classificada como perigosa, aos quarenta e dois minutos (três minutos após o Benfica empatar a partida e ficar a um gol da classificação), o treinador do Chelsea fez uma substituição que considero totalmente equivocada: tirou o veloz Torres para colocar Didier Drogba. Apesar da boa técnica do marfinense, o desenho do jogo era muito mais do feitio de El Niño do que do centroavante que acabara de entrar. O Benfica continuou sua busca pelo gol, que dessa vez seria o gol que o colocaria em vantagem no duelo, mas quiseram os deuses do futebol premiar um outro português: Raul Meireles, ex-Liverpool e que entre 2004 e 2010 vestiu a camisa do Porto, rival dos benfiquistas. Aos quarenta e seis minutos, Meireles iniciou, encaminhou e concluiu em gol um contra-ataque fulminante. Do chapéu à finalização no ângulo esquerdo, tudo como manda o figurino. Um golaço para fechar com chave-de-ouro aquilo que foi um jogaço. E que venham as semifinais!
Outro resultado
Real Madrid 5a2 Apoel (8a2 no resultado somado)
Nas semifinais, teremos os promissores duelos entre Bayern de Munique e Real Madrid, além de Barcelona e Chelsea. Isso confirma as previsões do blogueiro, que palpitou a classificação dessas quatro equipes.
Os gols da partida foram marcados por Frank Lampard (cobrando pênalti aos vinte minutos de jogo), Javi García (completando de cabeça escanteio cobrado por Pablo Aimar, aos trinta e nove minutos do segundo tempo) e Raul Meireles, que partiu desde a própria intermediária para, a alguns passos da área oponente, disparar chute potente e marcar um golaço, aos quarenta e seis minutos do segundo tempo. Na partida de ida, em Lisboa, o Chelsea havia vencido por 1a0.
O jogo
A missão de superar o Chelsea em Londres teve um complicador para os benfiquistas antes mesmo de a bola começar a rolar no Stamford Bridge: sem nenhum zagueiro em condições de jogo, o treinador Jorge Jesus precisou improvisar para formar sua linha de defesa. E escolheu escalar o volante Javi García e o lateral-esquerdo Émerson para compôr o miolo de zaga. Javi García que experienciou sensações diametralmente opostas na partida, pois cometeu o pênalti que deu origem ao primeiro gol do Chelsea e marcou ele próprio o gol de empate do Benfica. Mas, entre uma coisa e outra, muita coisa aconteceu (embora sem necessariamente mexer no placar do jogo). Os primeiros minutos de partida já mostravam que os Encarnados não seriam eliminados da Liga dos Campeões por falta de atitude. Aimar, Bruno César e Nicolas Gaitán buscavam jogo e a todo momento se aproximavam do centroavante Óscar Cardozo, formando um quarteto sul-americano de respeito no ataque lusitano. Destes, quem parecia mais inspirado era o camisa dez argentino Pablo Aimar, que ditava o ritmo da equipe e distribuía o jogo com aquela lucidez que marcou a sua carreira desde os tempos de River Plate. Só que quem abriu o placar foi o Chelsea: Ashley Cole foi lançado por John Terry e só foi parado dentro da área, em tranco faltoso de Javi García. Pênalti que Lampard bateu com força e colocação, no canto direito, em bola que quase foi defendida pelo goleiro Artur Moraes.
Se o gol abateu os portugueses? Entendo que não. A equipe visitante continuava buscando o ataque, fazendo circular a bola com qualidade (principalmente quando a redonda passava pelos pés de Aimar). Mas foi em lance de bola parada que o time mais se aproximou do gol de empate. Aliás, que beleza de jogada ensaiada! Aos vinte e nove minutos, a bola foi alçada para a área e fez-se uma linha de passe com dois toque de cabeça até a finalização de Cardozo, que rematou firme. A bola passou pelo goleiro Petr Cech mas não por John Terry, que rebateu praticamente em cima da linha. Dez minutos depois, aos trinta e nove, Maxi Pereira teve a infelicidade de receber o segundo cartão amarelo após parar contra-ataque com falta, deixando o Benfica em desvantagem numérica dentro das quatro linhas. Para complicar ainda mais a situação do time de Portugal, a dupla espanhola Juan Manuel Mata e Fernando Torres fazia boa partida, tramando jogadas envolventes que conciliavam técnica apurada com velocidade. No segundo tempo, tanto Mata quanto Torres tiveram chances de ampliar a diferença para o Chelsea, mas seus remates passaram a centímetros de cada uma das traves. Chance maior teve o brasileiro Ramires, que acabou furando praticamente em cima da linha final, não conseguindo empurrar a bola para o fundo da rede. Salomon Kalou, após receber ótima bola de Mata, também teve oportunidade clara de marcar 2a0, mas parou em defesa de Artur.
Ambos os treinadores buscaram alternativas. Jorge Jesus parece ter feito boa escolha ao trocar Bruno César (que não atuou no mesmo nível de seus companheiros de meio-campo) pelo atacante Rodrigo Moreno, que marcou presença com qualidade entre os defensores do Chelsea. Roberto Di Matteo, por sua vez, trocou Terry por Gary Cahill (creio que por motivos clínicos) e, numa mexida perigosa, Mata por Meireles. Digo perigosa porque Mata era o elemento criativo do time, que arredondava as jogadas até Torres e Kalou, e Di Matteo abriu mão desse recurso para fortalecer a marcação no meio-campo. O Benfica pressionou, e entre defesas de Cech, rebatidas da defesa e finalizações que passaram perto da meta, pintou o gol de empate: Javi García, aquele mesmo que cometera o pênalti, marcou de cabeça em lance onde pode-se interpretar falha de Cech e da marcação, que permitiu um jogador em liberdade na pequena área.
Se Di Matteo já havia feito uma mexida aqui classificada como perigosa, aos quarenta e dois minutos (três minutos após o Benfica empatar a partida e ficar a um gol da classificação), o treinador do Chelsea fez uma substituição que considero totalmente equivocada: tirou o veloz Torres para colocar Didier Drogba. Apesar da boa técnica do marfinense, o desenho do jogo era muito mais do feitio de El Niño do que do centroavante que acabara de entrar. O Benfica continuou sua busca pelo gol, que dessa vez seria o gol que o colocaria em vantagem no duelo, mas quiseram os deuses do futebol premiar um outro português: Raul Meireles, ex-Liverpool e que entre 2004 e 2010 vestiu a camisa do Porto, rival dos benfiquistas. Aos quarenta e seis minutos, Meireles iniciou, encaminhou e concluiu em gol um contra-ataque fulminante. Do chapéu à finalização no ângulo esquerdo, tudo como manda o figurino. Um golaço para fechar com chave-de-ouro aquilo que foi um jogaço. E que venham as semifinais!
Outro resultado
Real Madrid 5a2 Apoel (8a2 no resultado somado)
Nas semifinais, teremos os promissores duelos entre Bayern de Munique e Real Madrid, além de Barcelona e Chelsea. Isso confirma as previsões do blogueiro, que palpitou a classificação dessas quatro equipes.
Marcadores:
Benfica,
Chelsea,
Liga dos Campeões da Europa,
Quartas-de-final
sexta-feira, 23 de março de 2012
Às Quartas Da Liga Dos Campeões Da Europa
Sobraram oito clubes na mais forte competição européia de futebol profissional. Entre os dias 27 e 28 de março (jogos de ida) e 3 e 4 de abril (partidas de volta), serão travados oito duelos envolvendo sete países diferentes (a Espanha é o único país com dois representantes nessa fase).
Vamos nesse espaço abordar cada um desses encontros e dar um palpite sobre o que achamos que poderá acontecer ao término dos 180 minutos - ou, quem sabe, até mais...
Apoel e Real Madrid
A maior surpresa nessa edição de Liga dos Campeões vem do Chipre. Líder no grupo G (que tinha também Zenit, Porto e Shakhtar Donetsk), o time comandado pelo sérvio Ivan Jovanovic tem campanha marcada pela economia. Economia tanto nos gols marcados quanto nos sofridos (foram 6 feitos e 6 tomados na fase de grupos, além de uma vitória e uma derrota pela contagem mínima no duelo eliminatório com o Lyon, na fase oitavas-de-final). No elenco, há meia dúzia de brasileiros (os defensores Kaká, Marcelo Oliveira e William, o meio-campista Marcinho e os atacantes Aílton Almeida e Gustavo Manduca). Para continuar fazendo história no Velho Continente, a missão é duríssima: passar pelo tradicional Real Madrid, dirigido desde a temporada passada pelo perspicaz português José Mourinho, campeão na competição quando treinador da Internazionale, em 2009-10. O Real não atravessa o seu melhor momento no ano, vindo de dois empates consecutivos no Campeonato Espanhol e vendo uma diferença de dois dígitos perante o Barcelona cair para apenas seis pontos. Mas o time que conta com os brasileiros Marcelo e Kaká é franco favorito para o duelo e tem toda a responsabilidade de avançar para a fase semifinal. Pitaco: avança o Real Madrid.
Benfica e Chelsea
Esse me parece ser o duelo mais equilibrado dos quatro sorteados nessa fase. Vice-líder no Campeonato Português a apenas um ponto do Porto, os Encarnados chegaram até aqui após liderarem um grupo que jogou o Manchester United para a Liga Europa e passarem, nas oitavas, pelo Zenit. Aliás, a única derrota da equipe portuguesa foi justamente na partida disputada em São Petersburgo. O desafio do time comandado por Jorge Jesus é complicado: o forte time do Chelsea, que parece ter ganho novo ânimo na temporada após a demissão do recém-contrado André Villas-Boas, também lusitano. Roberto Di Matteo assumiu o comando e a equipe passou pelo Napoli após partida antológica em Stamford Bridge, definida na prorrogação. Fora da disputa pelo título inglês, os Azuis estão a cinco pontos da zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões. Mas, como já se sabe, a obsessão do presidente do clube, o russo Roman Abramovich, é o torneio europeu, que seria uma conquista inédita para os londrinos. Pitaco: avança o Chelsea.
Olympique de Marselha e Bayern de Munique
O Olympique Marseille chega até esse estágio com uma trajetória heróica. Na fase de grupos, a classificação deu-se na sexta e última rodada, com uma virada pra cima do Borussia Dortmund, na Alemanha, depois de estar perdendo por 2a0. Na fase oitavas-de-final, o time comandado por Didier Deschamps ia vendo o jogo migrar para a prorrogação no estádio Giuseppe Meazza, mas Brandão, que estava no banco de reservas, entrou e marcou para os visitantes, nos acréscimos (ainda houve tempo para o goleiro Mandanda, autor da assistência, cometer pênalti e ser expulso de campo, com direito a gol de Pazzini na cobrança antes do apito derradeiro). Só que o momento do OM não é dos melhores: a equipe soma sete derrotas consecutivas (entre elas esse 2a1 Inter, que teve sabor de vitória). E o oponente será um time que atravessa fase extraordinária: o Bayern de Munique, equipe da semana no blógui. Líder no grupo A (o mais forte nessa edição de Liga dos Campeões da Europa, com Napoli, Manchester City e Villarreal), o time comandado por Josef Heynckes arrasou o Basel no jogo de volta nas oitavas-de-final e parece disposto a passar o Borussia na Bundesliga. E tem uma motivação a mais para tentar o título continental nessa temporada, pois o palco da final é justamente o estádio do clube, a Allianz Arena. Pitaco: avança o Bayern de Munique.
Milan e Barcelona
Sem a menor dúvida, esse é o emparelhamento mais forte na fase quartas-de-final nessa atual edição de Liga dos Campeões da Europa. Duas instituições com camisas de peso no cenário internacional, mas que caminham em vias distintas. Enquanto o Milan, comandado por Massimiliano Allegri, vem se acostumando a atuar focado na marcação, o Barça, de Josep Guardiola, encanta o mundo com um estilo de jogo exuberante, de valorização da posse de bola como prioridade. As duas equipes se encontraram na fase de grupos, e aqui no blógui você pode relembrar como foi o duelo em San Siro, vencido pelos visitantes. O Milan lidera o Campeonato Italiano com quatro pontos a frente da Juventus e tem boas chances de conquistar o bicampeonato nacional. O Barcelona, seis pontos atrás do Real Madrid no Campeonato Espanhol, pode, logicamente, ultrapassar os merengues. Mas o foco para ambos os clubes é a Liga dos Campeões. E, num duelo entre dois gigantes, vale aquela máxima: "tudo pode acontecer". Pitaco: avança o Barcelona.
Nas semifinais, a chave de Apoel e Real cruza com a de Olympique e Bayern, enquanto a de Benfica e Chelsea encontra a de Milan e Barcelona. Sem mais pitacos por agora.
Vamos nesse espaço abordar cada um desses encontros e dar um palpite sobre o que achamos que poderá acontecer ao término dos 180 minutos - ou, quem sabe, até mais...
Apoel e Real Madrid
A maior surpresa nessa edição de Liga dos Campeões vem do Chipre. Líder no grupo G (que tinha também Zenit, Porto e Shakhtar Donetsk), o time comandado pelo sérvio Ivan Jovanovic tem campanha marcada pela economia. Economia tanto nos gols marcados quanto nos sofridos (foram 6 feitos e 6 tomados na fase de grupos, além de uma vitória e uma derrota pela contagem mínima no duelo eliminatório com o Lyon, na fase oitavas-de-final). No elenco, há meia dúzia de brasileiros (os defensores Kaká, Marcelo Oliveira e William, o meio-campista Marcinho e os atacantes Aílton Almeida e Gustavo Manduca). Para continuar fazendo história no Velho Continente, a missão é duríssima: passar pelo tradicional Real Madrid, dirigido desde a temporada passada pelo perspicaz português José Mourinho, campeão na competição quando treinador da Internazionale, em 2009-10. O Real não atravessa o seu melhor momento no ano, vindo de dois empates consecutivos no Campeonato Espanhol e vendo uma diferença de dois dígitos perante o Barcelona cair para apenas seis pontos. Mas o time que conta com os brasileiros Marcelo e Kaká é franco favorito para o duelo e tem toda a responsabilidade de avançar para a fase semifinal. Pitaco: avança o Real Madrid.
Benfica e Chelsea
Esse me parece ser o duelo mais equilibrado dos quatro sorteados nessa fase. Vice-líder no Campeonato Português a apenas um ponto do Porto, os Encarnados chegaram até aqui após liderarem um grupo que jogou o Manchester United para a Liga Europa e passarem, nas oitavas, pelo Zenit. Aliás, a única derrota da equipe portuguesa foi justamente na partida disputada em São Petersburgo. O desafio do time comandado por Jorge Jesus é complicado: o forte time do Chelsea, que parece ter ganho novo ânimo na temporada após a demissão do recém-contrado André Villas-Boas, também lusitano. Roberto Di Matteo assumiu o comando e a equipe passou pelo Napoli após partida antológica em Stamford Bridge, definida na prorrogação. Fora da disputa pelo título inglês, os Azuis estão a cinco pontos da zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões. Mas, como já se sabe, a obsessão do presidente do clube, o russo Roman Abramovich, é o torneio europeu, que seria uma conquista inédita para os londrinos. Pitaco: avança o Chelsea.
Olympique de Marselha e Bayern de Munique
O Olympique Marseille chega até esse estágio com uma trajetória heróica. Na fase de grupos, a classificação deu-se na sexta e última rodada, com uma virada pra cima do Borussia Dortmund, na Alemanha, depois de estar perdendo por 2a0. Na fase oitavas-de-final, o time comandado por Didier Deschamps ia vendo o jogo migrar para a prorrogação no estádio Giuseppe Meazza, mas Brandão, que estava no banco de reservas, entrou e marcou para os visitantes, nos acréscimos (ainda houve tempo para o goleiro Mandanda, autor da assistência, cometer pênalti e ser expulso de campo, com direito a gol de Pazzini na cobrança antes do apito derradeiro). Só que o momento do OM não é dos melhores: a equipe soma sete derrotas consecutivas (entre elas esse 2a1 Inter, que teve sabor de vitória). E o oponente será um time que atravessa fase extraordinária: o Bayern de Munique, equipe da semana no blógui. Líder no grupo A (o mais forte nessa edição de Liga dos Campeões da Europa, com Napoli, Manchester City e Villarreal), o time comandado por Josef Heynckes arrasou o Basel no jogo de volta nas oitavas-de-final e parece disposto a passar o Borussia na Bundesliga. E tem uma motivação a mais para tentar o título continental nessa temporada, pois o palco da final é justamente o estádio do clube, a Allianz Arena. Pitaco: avança o Bayern de Munique.
Milan e Barcelona
Sem a menor dúvida, esse é o emparelhamento mais forte na fase quartas-de-final nessa atual edição de Liga dos Campeões da Europa. Duas instituições com camisas de peso no cenário internacional, mas que caminham em vias distintas. Enquanto o Milan, comandado por Massimiliano Allegri, vem se acostumando a atuar focado na marcação, o Barça, de Josep Guardiola, encanta o mundo com um estilo de jogo exuberante, de valorização da posse de bola como prioridade. As duas equipes se encontraram na fase de grupos, e aqui no blógui você pode relembrar como foi o duelo em San Siro, vencido pelos visitantes. O Milan lidera o Campeonato Italiano com quatro pontos a frente da Juventus e tem boas chances de conquistar o bicampeonato nacional. O Barcelona, seis pontos atrás do Real Madrid no Campeonato Espanhol, pode, logicamente, ultrapassar os merengues. Mas o foco para ambos os clubes é a Liga dos Campeões. E, num duelo entre dois gigantes, vale aquela máxima: "tudo pode acontecer". Pitaco: avança o Barcelona.
Nas semifinais, a chave de Apoel e Real cruza com a de Olympique e Bayern, enquanto a de Benfica e Chelsea encontra a de Milan e Barcelona. Sem mais pitacos por agora.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
A Heróica Saga Do Braga, "Custódio" O Que Custar
Jogando no estádio AXA, onde simplesmente não foi vazado uma única vez nessa Liga Europa, o Sporting Braga conseguiu o gol solitário que o coloca heroicamente na grande final continental, a ser disputada em Dublin, Irlanda, no próximo dia 18. Se por um lado é inegável que a equipe soube se defender e mostrou muita determinação para conseguir a classificação diante de um time mais forte, cabe colocar que o Benfica teve pelo menos três chances daquelas que causam calafrios tanto para quem torce para a bola entrar quanto para quem torce para que o gol não aconteça. Confesso que, hoje, reforcei a torcida bracarense.O jogo
A partida em Lisboa havia terminado com o placar de 2a1 para os benfiquistas e tal resultado trouxe a um início de jogo totalmente dentro do esperado para a partida de volta: o Braga indo ao ataque no simpático estádio AXA (que mistura-se com a bonita paisagem geomorfológica que pode ser percebida atrás de ambas as balizas).
Os torcedores empurravam das arquibancadas e, dentro de campo, era o experiente e hábil meio-campista Hugo Viana (jogador com passagens por Newcastle e Valencia) quem ditava o ritmo da conexão meio-ataque. O brasileiro José Márcio da Costa, mais conhecido como Márcio Mossoró (campeão de Copa do Brasil com o Paulista de Jundiaí e com passagem relativamente discreta pelo Internacional), também era participativo e dava trabalho para uma defesa adversária que contava com dois brasileiros no miolo de zaga: Luisão e Jardel.
Mesmo com a tentativa de pressão por parte dos donos da casa, o primeiro goleiro a ser exigido foi justamente o brasileiro Artur: aos 15 minutos ele vôou bonito para, de mão trocada, desviar com dedos uma cobrança de falta muito bem batida por Carlos Martins. E a resposta braguista veio também na bola parada: aos 18 minutos, Hugo Viana cobrou escanteio pela esquerda e Custódio Miguel Dias de Castro foi impecável na subida e na execução do cabeceio, mandando inapelavelmente na costura da rede, no canto esquerdo, sem chance para o espanhol Roberto Jiménez. 1a0 Braga, para explosão de alegria no estádio.
O negócio realmente era através da bola parada: aos 30 minutos, Hugo Viana cobrou curto para trás uma falta pelo lado direito e Sílvio chutou bonito, mandando um remate cruzado rente ao poste direito. Mas o primeiro tempo também teve um belo lance de bola rolando: aos 42 minutos, o paraguaio Óscar Cardozo passou rasteiro para o argentino Javier Saviola, que com um toque sutil finalizou tirando do goleiro Artur, acertando caprichosamente o pé da trave esquerda. O rebote foi até Fábio Coentrão, que chutou com força mas sem colocação, mandando para fora. Um outro grande lance da equipe visitante foi evitado por Artur, que mergulhou lindamente até além do limite da pequena área para impedir que a bola chegasse limpa em Óscar Cardozo.
A mexida do treinador Jorge Jesus aos 12 minutos do segundo tempo colocando o argentino Franco Jara no lugar de César Peixoto acusava que o Benfica ia se voltar mais para o ataque na busca pelo gol que lhe era necessário. E não demorou para Jara quase marcar: aos 15 minutos, o camisa 11 chutou em arco e colocou a bola muito perto da trave esquerda. Apesar da defesa dos Arcebispos se portar bem - o zagueiro brasileiro Paulão parecia levar a melhor em praticamente todas as disputas que lhe cabiam -, o Benfica voltaria a levar perigo aos 25 minutos, quando Coentrão foi lançado nas costas da defesa pelo lado esquerdo e foi parado de forma providencial pelo goleiro Artur, que cortou limpamente uma fração de segundo antes que o lateral-esquerdo chegasse na bola.
Sob pressão do oponente, o treinador Domingos Paciência buscou dar maior solidez ao meio-de-campo colocando o brasileiro Leandro Salino no lugar de Lima, também tupiniquim, aos 27 minutos. E o Benfica seguia sua busca: aos 33 minutos, o argentino Nicolas Gaitán chutou no canto direito e a bola somente não entrou porque Artur foi fantástico ao desviar para escanteio. Foi então que cada treinador mexeu novamente: no Braga, saía Márcio Mossoró e entrava o compatriota Kaká, zagueiro. Jorge Jesus recorria ao atacante Alan Kardec, ex-Vasco, que foi colocado no lugar de Carlos Martins. Embora as mexidas sugerissem um Braga se defendendo das investidas benfiquistas, a essas duas alterações sucederam duas defesaças do goleiro Roberto, que evitou um gol de Hugo Viana e outro de Custódio.
Restava uma substituição para cada lado, e ela ocorreu aos 41 minutos: Paciência trocou o atacante camaronês Albert Meyong Zé pelo meio-campista Hélder Barbosa e Jesus apostou no brasileiro Felipe Menezes em lugar de Saviola. E, no minuto seguinte, aos 42, o Benfica teve a chance das chances para encontrar o gol que poderia dar-lhe a vaga na final continental. A bola cabeceada por Alan Kardec passou pelo goleiro Artur - algo que parecia fora das possibilidades, dada a grande atuação do arqueiro - mas não por Paulão, que afastou praticamente em cima da linha final.
O apito final do inglês Martin Atkinson fez explodirem fortes emoções no campo e nas arquibancadas, com os adeptos do Sporting Braga celebrando euforicamente a heróica e inédita classificação para uma final européia. Dentro de campo, o contraste de rostos estampando alegrias e tristezas denunciavam o que acabava de acontecer. Coentrão, um dos mais emocionados, chorava como uma criança a eliminação benfiquista, saindo de campo carregado.
Com a classificação do Porto na outra semifinal, podemos garantir que, na alegria ou na tristeza, em Dublin a festa será portuguesa. Com certeza.
Outro resultado
Villarreal 3a2 Porto (4a7 no agregado)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Luisão Abre Caminho Para Vôo Da Águia Às Semifinais
Em Eindhoven, o PSV correu atrás do prejuízo diante do Benfica (havia perdido por 4a1 em Lisboa), abriu 2a0 com 24 minutos de jogo, mas nos instantes finais da primeira etapa sofreu um gol do zagueiro brasileiro Luisão. No segundo tempo, um pênalti convertido pelo atacante paraguaio Óscar Cardozo decidiu a parada em favor dos portugueses, que na semifinal farão um duelo doméstico com o Braga.O jogo
No duelo entre o vice-líder holandês e o vice-campeão português, muito equilíbrio desde o apito inicial do árbitro alemão Wolfgang Stark. Com uma formação que valorizava o jogo pelos flancos, o time da casa apostava nas participações do húngaro Balázs Dzsudzsák e do camisa 9 Jeremain Lens, possivelmente o melhor jogador em campo: com habilidade, velocidade, disposição e bom passe, esse jovem holandês de 23 anos tem tudo para despontar no futebol.
O Benfica tentava manter-se sem correr riscos através de uma marcação adiantada, dificultando a saída de bola de um adversário que demonstrava preferência em manter a bola no chão, típico da escola holandesa. Mas não por acaso, o PSV chegou aos gols através daqueles dois personagens citados no parágrafo anterior: Dzsudzsák e Lens. Aos 14 minutos, Lens avançou pela direita e cruzou rasteiro uma bola que atravessou a área e passou também por Dzsudzsák. Dois minutos depois, porém, uma jogada semelhante terminou balançando a rede: Lens foi acionado com enfiada de bola, cruzou rasteiro a partir da direita e Dzsudzsák esticou-se para completar pra dentro. 1a0 PSV, explodindo o público que apoiava a equipe no estádio Philips.
Não demorou para a explosão do primeiro gol virar um incêndio de alegria nas arquibancadas: aos 24 minutos, uma roubada de bola no campo de ataque foi parar nos pés de Lens, que acreditou no lance e chutou para grande defesa de Roberto Jiménez com a luva direita. Mas o rebote que bateu em Javi García voltou justamente em Lens, que dessa vez conseguiu passar pelo goleiro espanhol, colocando 2a0 no placar e deixando o PSV a um gol da classificação. A jogada do gol merece uma menção ao meio-campista Otman Bakkal, que agiu bem tanto na dividida de carrinho quanto no passe que serviu Lens: o camisa 28 estava praticamente deitado no momento da assistência e mesmo assim encontrou o companheiro no ataque.
A tensão do treinador Jorge Jesus (que aos 20 minutos trocara o argentino Eduardo Salvio, lesionado, por Carlos Martins) contrastava com a empolgação da torcida local, refletindo um cenário que se tornava cada vez mais vantajoso para os donos da casa. O Benfica marcou todos os seus gols na Liga Europa através de jogadores sul-americanos. Curiosamente, nenhum desses gols foi marcado por um brasileiro. Nenhum até os 47 minutos do primeiro tempo: falta cobrada pela direita, o goleiro sueco Andreas Isaksson afastou apenas parcialmente e Luisão conferiu a sobra com um voleio certeiro, digno dos grandes atacantes, colocando a bola praticamente no ângulo esquerdo. Golaço, que tirava um peso psicológico incalculável dos benfiquistas no caminho até os vestiários.
Veio o segundo tempo e o Benfica parecia saber controlar melhor o ímpeto ofensivo do PSV, que passava a depender de dois gols para conduzir a partida à prorrogação. E, para liquidar de vez a fatura em favor dos lusitanos, César Peixoto avançou pela esquerda, invadiu a área e foi derrubado no carrinho do brasileiro Marcelo: pênalti. Cardozo encarregou-se da cobrança e colocou a bola no meio do gol para marcar 2a2.
O treinador Fred Rutten parecia perceber que não haveria mais chances pro seu time: faltavam cerca de 30 minutos para o apito final e a equipe precisava de 4 gols. Realizou as três substituições às quais tinha direito mas o PSV pouco conseguiu desenvolver depois de ceder o empate. Melhor para o Benfica, que avança para a semifinal na Liga Europa depois de ficar sob pressão no primeiro tempo de jogo. Os benfiquistas, certamente, não esquecerão do que até o presente momento é o único gol de jogador brasileiro da equipe na competição.
Outros resultados
Spartak Moscou 2a5 Porto (3a10 no agregado)
Twente 1a3 Villarreal (2a8 no agregado)
Braga 0a0 Dynamo de Kiev (1a1 no agregado, Braga avança pelo gol marcado fora)
Marcadores:
Benfica,
Liga Europa,
Luisão,
PSV Eindhoven,
Quartas-de-final
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Com Show De Aimar, Benfica Ganha Na Boa Em Lisboa
A torcida benfiquista precisava festejar. Ainda mais levando-se em consideração que o Porto comemorou o título antecipado no Campeonato Português com uma vitória em pleno estádio da Luz. E, para brindar o público eufórico que tomava conta das arquibancadas, os comandados de Jorge Jesus contaram com atuação maiúscula do excelente meia argentino Pablo Aimar para conquistar um resultado que deixa a classificação para a fase semifinal muito bem encaminhada: o PSV só reverterá a situação com vitória por 3a0 ou por pelo menos 4 gols de diferença.O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)
O PSV foi a campo com uma proposta interessante, bem característica do futebol holandês: trabalhar a posse de bola com passes rasteiros e ir envolvendo o adversário. E isso aumenta os méritos do Benfica na partida: adiantando a marcação de forma a preencher a intermediária ofensiva com um número de jogadores que sufocava a saída de bola adversária e trazendo a própria linha de defesa para bem próximo da fronteira do meio-campo, o time da casa conseguia somar diversas recuperações na posse de bola, muitas delas já numa área perigosa. Foi assim que o goleiro sueco Andreas Isaksson teve de mostrar serviço mais como um líbero do que como um arqueiro, ajudando uma defesa que ficava muitas vezes em apuros.
Os argentinos Pablo Cesar Aimar, Javier Pedro Saviola e Eduardo Salvio finalizaram cada qual uma vez no início de partida, com a melhor delas sendo justamente a primeira: aos 6 minutos, Pablo Aimar recebeu na área, fez bonito movimento para enganar a marcação e chutou na trave direita. Após tamanha pressão sofrida nos minutos iniciais, a equipe visitante conseguiu escapolir e também levar perigo. O atalho era pelo flanco esquerdo, contando com o apoio do húngaro Balázs Dzsudzsák. Aos 19 minutos, Dzsudzsák cruzou da esquerda e o atacante sueco Marcus Berg se desvencilhou do zagueiro Jardel Vieira para cabecear, mandando perto da trave direita. Seis minutos depois, o mesmo Dzsudzsák voltou a realizar cruzamento a partir do lado esquerdo, a bola atravessou a área e ninguém conseguiu completar o lance.
Parece que o Benfica precisava daqueles sustos para retomar o controle da partida. Com o lateral-esquerdo Fábio Coentrão saindo mais para o jogo e se apresentando inclusive pela faixa central do gramado, a equipe foi criando chance atrás de chance. Até que aos 36 minutos o placar foi finalmente aberto: Coentrão passou para Nicolas Gaitán e o camisa 20 cruzou rasteiro. O atacante paraguaio Óscar Cardozo não acertou a finalização mas possibilitou uma sobra de bola que caiu nos pés da fera e Pablo Aimar não desperdiçou, chutando rasteiro e colocando pra dentro. 1a0.
Os cantos da torcida empurravam o time em direção ao 2º gol. Não veio aos 40 minutos por pouco: Eduardo Salvio recebeu na esquerda, cortou a marcação entrando na área mas chutou por cima. Mas veio aos 44, com o próprio Eduardo Salvio: Coentrão levou vantagem pela esquerda, tocou rasteiro e Salvio se virou bem para completar com um toque de letra. 2a0 no placar.
O primeiro tempo terminou com os gols de Aimar e Salvio e a segunda etapa iniciou com esses mesmos jogadores embalando o Benfica para ampliar a vantagem. Aos 3 minutos, Pablo Aimar distribiuiu jogo na esquerda com Nico Gaitán, veio o cruzamento e Cardozo chutou por cima. Dois minutos depois, saiu o 3º gol benfiquista: Eduardo Salvio escapou de Erik Pieters na base da sorte e do brasileiro Marcelo Guedes na basa de habilidade, chutou cruzado e colocou no canto direito. 3a0 no placar e tome festa na Luz.
O PSV já não sabia mais o que fazer para dar algum tipo de resposta eficaz à superioridade do Benfica na partida. Aos 7 minutos, Otman Bakkal tentou de longa distância, mas o goleiro espanhol Roberto Jiménez segurou. Aos 12, mais próximo da baliza, Berg preparava para a finalização mas teve a bola interceptada pelo zagueiro brasileiro Luisão, que agiu no tempo certo para evitar o remate. Com 19 minutos, o PSV ficou muito perto do seu 1º gol: Roberto Jiménez salvou finalização e, no rebote, Jeremain Lens pegou de bicicleta mandando pertinho do poste direito, quase marcando um golaço. No minuto seguinte, o Benfica respondeu com chute de Cardozo, espalmado por Isaksson em defesa difícil.
Fred Rutten não queria mais saber de esperar e convidou seu time a atacar: aos 26 minutos, trocou Pieters (que recebeu um cartão amarelo que o suspende do jogo em Eindhoven) pelo meio-campista belga Stijn Wuytens.
Aos 33, Jorge Jesus promoveu uma dupla troca: o argentino Gaitán pelo compatriota Franco Jara e o também "hermano" Aimar (o nome do jogo) por César Peixoto (opa, há portugueses no time lusitano). Também aos 33 minutos, Rutten mandou a campo Zakaria Labyad no lugar de Berg, que já deu (aliás, não deu) o que tinha que dar. E veja o que aprontou o jovem de 18 anos que acabara de entrar...
A força do destino! Gol do PSV! Labyad! Acabou de pisar no gramado!Lens chuta cruzado da esquerda, Roberto solta pra zona perigosa e Labyad chega antes de Coentrão para empurrar a bola pra rede. PSV vivo!
Foi com essas "tuitadas" que transmitimos o gol do PSV, dando novo ânimo para a partida. Os benfiquistas pareceram sentir que a grandiosa vantagem de 3a0, de uma hora pra outra, tornou-se um perigoso placar de 3a1: mantido o resultado, "bastaria" ao PSV uma vitória por 2a0 na Holanda. Então, o time da casa tentou recolocar-se no ataque. Sem Aimar em campo, a tarefa ficou visivelmente dificultada. De quebra, Cardozo tinha atuação ruim. A solução do treinador foi trocar o paraguaio pelo meio-campista brasileiro Felipe Menezes, apostando na capacidade de definição de Saviola e ganhando mais uma opção no setor de criação. O prêmio veio no apagar das luzes: aos 48 minutos, o uruguaio Maximiliano Pereira se apresentou pela direita (cabe abrir um parêntese para dizer que estava em posição irregular, apesar de a arbitragem italiana chefiada pelo árbitro Paolo Tagliavento nada assinalar), fintou a marcação ganhando espaço, tocou em Saviola e o argentino, simples e rápido, girou e chutou firme, alto, estufando a rede. 4a1 Benfica e fim de papo em Lisboa.
Mesmo que o Benfica eventualmente caia de rendimento na partida de volta, o PSV Eindhoven terá de jogar muito mais do que o apresentado em Lisboa para ter alguma chance de avançar na competição.
Outros resultados
Porto 5a1 Spartak Moscou
Dynamo de Kiev 1a1 Braga
Villarreal 5a1 Twente
Marcadores:
Benfica,
Liga Europa,
Pablo Aimar,
PSV Eindhoven,
Quartas-de-final
segunda-feira, 28 de março de 2011
Equipe E Jogada Da Semana
Entre um domingo e outro, o São Paulo Futebol Clube disputou 3 partidas, todas pelo Campeonato Estadual. Na primeira delas, vitória em Presidente Prudente diante do Grêmio, 1a0. Na segunda, derrota para o Paulista, em Jundiaí, por 3a2.Aí o leitor para e pensa: "algo de especial deve ter acontecido nesse último domingo, porque vencer o Grêmio Prudente por 1a0 e perder pro Paulista não é lá grande feito para uma equipe figurar nesse tópico". E pensou certo: no último domingo, o Tricolor do Morumbi não somente venceu. Venceu o que talvez seja seu maior rival, o Corinthians. E não apenas venceu o Corinthians: com um gol de Rogério Ceni em exímia cobrança de falta, o goleiro são-paulino alcançou (de acordo com suas contas), a marca de 100 gols como profissional. É ou não é um feito especial? Vice-líder no Estadual, o São Paulo parece estar mais do que embalado para a disputa da fase eliminatória. E a torcida vai poder tirar uma onda com os corinthianos sabe-se lá por quanto tempo...
Rogério Ceni, maior goleador entre todos os goleiros na história do futebol profissional, comemora o 100º gol na carreira, marcado após cobrança de falta diante do Corinthians, na 16ª rodada do Campeonato Paulista de 2011.Jogada da semana
Este blógui acompanhou a sapecada do Benfica pra cima do Paços de Ferreira, em partida realizada na segunda-feira pelo Campeonato Português. E o 3º gol benfiquista é daqueles que quando você está assistindo ao vivo já pensa em colocá-lo como jogada da semana. Um contra-ataque veloz da equipe visitante e, após troca de passes, o paraguaio Óscar Cardozo ajeitou atrás com um toque de primeira para o argentino Nicolas Gaitán fazer o que fez.
Merece, né?
Marcadores:
'Primeira Liga',
Benfica,
Equipe da Semana,
Estadual SP,
Jogada da Semana,
Nicolas Gaitán,
Rogério Ceni,
São Paulo
segunda-feira, 21 de março de 2011
Benfica Sobra Em Campo E Goleia Paços De Ferreira
Se faltava a esse blógui a cobertura de alguma partida pela "Primeira Liga", agora não falta mais. Aceitando o convite de um amigo - que "cobrou" uma postagem referente a algum jogo do Campeonato Português -, lá fui assistir a partida entre Paços de Ferreira e Benfica, válida pela 24ª rodada da competição lusitana. E, tal como esperava, o Benfica não tomou conhecimento do adversário e venceu com tranqüilidade, abrindo 3a0 com 24 minutos de jogo e fechando a contagem em 5a1 nos acréscimos do segundo tempo. Com o resultado, o Benfica praticamente sacramenta a 2ª colocação no torneio: faltando 6 rodadas para o desfecho da competição, os "Encarnados" estão 13 pontos atrás do líder Porto e com 17 pontos de vantagem em relação ao Sporting (3º colocado). Já o Paços de Ferreira, que acaba de sair da zona de classificação para a Liga Europa, aparece em 6º lugar, com os mesmos 33 pontos do 5º colocado Vitória de Guimarães.O jogo
A minha teoria de que, em Portugal, não há uma concorrência decente para Porto e Benfica (com todo o respeito ao Braga, que está nas quartas-de-final da Liga Europa) foi logo confirmada aos 3 minutos de jogo. De maneira bizarra e até certo ponto amadora, o zagueiro paraguaio Javier Antonio Cohene Mereles socou (isso mesmo, socou) o espanhol Francisco Javier García Fernández: pênalti e cartão amarelo para Cohene, que poderia - e deveria - ter sido expulso pela agressão. Óscar Cardozo, compatriota do infrator, colocou a bola no quadrante 12 e abriu o placar no estádio da Mata Real.
O 2º gol benfiquista saiu aos 12: em jogada argentina, Javier Pedro Saviola tocou para Pablo Aimar com uma cavada e o camisa 10 finalizou rasteiro para ampliar a diferença no placar. Aos 24 minutos, veio o 3º gol. Gol não, um golaço: o uruguaio Maximiliano Pereira avançou pela direita, rolou pra área, Cardozo tocou atrás de primeira e o argentino Nicolas Gaitán colocou caprichosamente no ângulo direito, sem qualquer possibilidade de defesa para o goleiro brasileiro Cássio Albuquerque dos Anjos.
Pela leitura das nacionalidades dos jogadores, já deu para perceber que havia muitos sul-americanos em campo (15 dos 22 que iniciaram a partida são naturais da América do Sul). Falando nisso, aos 27 minutos o brasileiro Maykon Daniel Araújo cobrou falta pela direita e um desvio de cabeça do francês Lionel Carole contra o próprio patrimônio enganou o goleiro espanhol Roberto Jiménez. Ou seja, mesmo com o 3a1 no placar, os 4 gols foram marcados por atletas benfiquistas. Dois minutos depois do gol, o Paços de Ferreira só não marcou o segundo porque Roberto Jiménez fez grande intervenção ao desviar no canto direito uma bola que ainda tocou na trave antes de sair.
Tão lembrados da agressão bizarra aos 3 minutos de partida? Pois aos 36 tivemos novo episódio daquela natureza: Maykon, sem mais nem menos, rebocou (isso mesmo, rebocou) o argentino Franco Jara, que estava de costas para o agressor. É difícil entender como o árbitro deu somente um cartão amarelo em vez de expulsar o jogador de campo. Mas mais difícil de entender é o que passa pela cabeça de um jogador para desferir uma agressão daquele jeito e naquele contexto.
Com 40 minutos, Javier Cohene - aquele mesmo do soco aos 3 minutos - recebeu o segundo cartão amarelo e foi finalmente expulso de campo. Na volta para o segundo tempo, o treinador Rui Vitória trouxe para campo o zagueiro Bura no lugar do meio-campista brasileiro Bruno, recompondo a defesa que perdera um jogador.
O Benfica voltou em ritmo mais lento e o Paços de Ferreira continuou apostando na mesma receita do primeiro tempo: chutes de fora da área. A pontaria da equipe é digna de elogios, com uma proporção admirável de remates bem direcionados. Aos 3 minutos, o atacante venezuelano (olha outro sul-americano aí!) Mário Júnior Rondon Fernandez chutou de fora da área no canto direito e Roberto foi até lá espalmar. Na marca de 7 minutos, Pizzi ganhou dividida dentro da área pelo lado esquerdo e chutou firme, rasteiro, parando em nova grande defesa de Roberto no canto direito.
Rui Vitória voltou a mexer aos 15 minutos, colocando Rui Caetano (atacante de 19 anos membro da seleção sub-20) no lugar de Nélson Oliveira. Já Jorge Jesus mexeu pela primeira vez aos 19 minutos, quando entrou César Peixoto no lugar de Cardozo. Aos 25 minutos, os treinadores substituíram simultaneamente: no Paços de Ferreira saiu Pizzi para a entrada do irlandês Padraig Amond e no Benfica Nico Gaitán deu lugar para Carlos Martins.
Mas foi a sexta e última troca de jogadores que trouxe novo ânimo para um jogo naquele momento monótono: aos 31, Saviola saiu para dar lugar ao veterano centroavante Nuno Gomes, de 34 anos. O Benfica ficou perto de marcar o 4º aos 35 minutos, quando em contra-ataque Pablo Aimar ficou de frente com Cássio, chutou cruzado e o goleiro defendeu com o pé. Ficou guardado para o minuto seguinte: aos 36, bola alçada da direita, César Peixoto tenta a primeira... e fura. Tenta a segunda... e Cássio rebate. Nuno Gomes pega o rebote e tenta a primeira... é bloqueado na marcação. Tenta a segunda... e aí é bola na rede, com finalização forte e rasteira no canto direito.
Na marca de 46 minutos, o brasileiro Jardel Nivaldo Vieira ergueu o pé e a bola acabou chegando em Nuno Gomes, que como um típico goleador, esticou a perna e colocou no canto direito. 5a1 Benfica e fim de papo. Na próxima rodada, o Benfica recebe o Porto e, se não pode impedir o adversário de ser campeão, pelo menos pode adiar a conquista do título para um outro território que não seja o estádio da Luz.
Ah! Uma curiosidade para reforçar a minha teoria sobre o nível de competitividade no Campeonato Português: a defesa do Paços de Ferreira entrou em campo como a 4ª menos vazada na competição. Fico tentando imaginar o nível daquelas com maior número de gols sofridos...
Outros resultados
Sexta-feira
Portimonense (15º) 2a1 (5º) Vitória de Guimarães
Sábado
Sporting (3º) 0a0 (8º) União de Leiria
Domingo
Vitória de Setúbal (14º) 2a1 (7º) Nacional
Naval 1º de Maio (16º) 2a2 (9º) Beira-Mar
Marítimo (10º) 4a0 (11º) Olhanense
Porto (1º) 3a1 (13º) Académica
Segunda-feira
Braga (4º) 1a0 (12º) Rio Ave
Marcadores:
'Primeira Liga',
Benfica,
Paços de Ferreira
quinta-feira, 17 de março de 2011
Jogando Bem, Fica O Sonho: Águias Seguem Vivas Na Liga Europa
Com uma equipe compacta que apresentava organização defensiva e velocidade para contra-atacar, o Benfica conseguiu a classificação com um empate por 1a1 diante do Paris Saint-Germain, no estádio Parc des Princes, na capital francesa. Como haviam vencido em Portugal por 2a1 na partida de ida, os benfiquistas garantiram a classificação para a fase quartas-de-final na Liga Europa.O jogo
Era difícil, desde o início, envolver o sistema defensivo do Benfica através do toque de bola. Então, os donos da casa trataram de tentar a finalização lançando a bola na área. Aos 10 minutos, Nenê recebeu dentro da área em liberdade e finalizou para fora, após marcação de um impedimento para lá de duvidoso. 12 minutos depois, uma nova inversão acionando Nenê mais uma vez pelo lado esquerdo no interior da área e novo remate para fora, dessa vez sem marcação de impedimento.
O Benfica não chegava tanto ao ataque, mas guardou seu primeiro chute a gol justamente para inaugurar o placar em Paris aos 26 minutos: a equipe saiu em contra-ataque com grande velocidade (eram 5 atacando para 4 defendendo), o argentino Eduardo Salvio abriu na esquerda para o compatritota Nicolas Gaitán e o camisa 20 surpreendeu o goleiro camaronês Apoula Edima Bete Edel quando decidiu chutar de fora da área, mandando firme no canto direito. Apoula Edel até chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol benfiquista.
O PSG não se abateu e logo no minuto seguinte ficou perto de empatar a partida: Mathieu Bodmer deu belo passe para o francês naturalizado turco Mevlüt Erdinç que, livre, teve o chute prensado nas pernas do goleiro espanhol Roberto Jiménez. Aos 34 minutos saiu o empate: o brasileiro Ceará alçou na área, Erdinç ajeitou de cabeça e Bodmer emendou bonito chute no canto direito, sem defesa para Roberto Jiménez. 1a1.
A torcida fazia barulho e incentivava a equipe da casa a virar o jogo ainda no primeiro tempo. Aos 36 minutos, Nenê veio de trás com a bola dominada, ameaçou chutar e rolou para Erdinç. O atacante estava livre, mas provavelmente não acreditou que a bola seria rolada para ele e acabou não chegando nela. Com 45 minutos, o experiente volante Claude Makélélé foi esperto ao optar por cobrar uma falta rapidamente tocando para Nenê, que chutou de fora da área e mandou perto da trave direita.
No segundo tempo, o Benfica passou a ter mais oportunidades em contra-ataques do que tivera na primeira etapa. Fábio Coentrão passou a se apresentar mais vezes no ataque e rotineiramente causava dificuldades para a defesa francesa. Para povoar mais o meio-campo, o treinador Jorge Jesus trocou o atacante argentino Javier Pedro Saviola por Carlos Martins aos 18 minutos. Já Antoine Kombouare promoveu uma dupla mexida aos 22: Erdinç e Bodmer por Guillaume Hoarau e o veterano Ludovic Giuly.
Ainda assim, era o Benfica quem mais levava perigo e o treinador francês resolveu partir pro tudo ou nada aos 32 minutos, tirando o lateral-direito Ceará para colocar o atacante Jean Maurice. No mesmo minuto, chance incrível para o Paris Saint-Germain chegar ao 2º gol: bola levantada da esquerda, a defesa não conseguiu afastar, Maurice apenas resvalou na tentativa de pegar de bicicleta e a bola sobrou limpa para Hoarau na pequena área. O que parecia um gol certo virou uma defesaça do goleiro Roberto, que foi buscar com o pé esquerdo.
Provavelmente temeroso após aquele lance, o treinador português colocou mais um defensor em campo: entrou César Peixoto no lugar do meia argentino Pablo Aimar. Dessa forma, Coentrão foi liberado para jogar mais à frente e aos 36 minutos mostrou o quanto pode ser útil ofensivamente, arrancando em velocidade e sendo parado somente no carrinho faltoso de Sylvain Armand, que levou cartão amarelo pela entrada. Na marca de 41 minutos, Nico Gaitán puxou contra-ataque de 3 contra 3 e preparou o passe para o lado direito buscando Carlos Martins, mas o ótimo zagueiro Mamadou Sakho interceptou a jogada em mais uma de suas grandes intervenções na partida. Sakho, aliás, foi um dos principais jogadores em campo: com grande noção de tempo e espaço, esse jovem de 21 anos tem todos os ingredientes para se tornar um dos melhores defensores do futebol mundial.
Com 44 minutos, Jorge Jesus passou a focar definitivamente na defesa: tirou Gaitán e pôs o zagueiro brasileiro Jardel Nivaldo Vieira, que entrou em campo com a cabeça enfaixada. O escocês William Collum indicou 5 minutos como acréscimo e foi exatamente na marca dos 50 no cronômetro que o Paris Saint-Germain teve sua chance derradeira de pelo menos forçar a prorrogação: Christophe Jallet recebeu na direita, deu ótimo passe para Maurice e o atacante ficou livre e em posição legal para virar o jogo. Mas acabou escorregando o pé de apoio e o que era para ser uma finalização com altas chances de gol virou uma deixadinha para o goleiro Roberto defender sem maiores transtornos.
Se por um lado parece impossível tirar a diferença para o líder Porto no Campeonato Português (são 13 pontos de desvantagem faltando 7 rodadas), por outro seguem as esperanças da conquista continental por parte das Águias.
Marcadores:
Benfica,
Liga Europa,
Oitavas-de-final,
Paris Saint-Germain
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Mercado Agitado: Janela De Janeiro Fecha Com Estilo
O encerramento da janela de transferências de janeiro foi agitadaço na Europa, sobretudo na Inglaterra. Chelsea e Liverpool protagonizaram as negociações mais bombásticas e terão caras novas bastante cobiçadas pelo futebol internacional.
O zagueiro brasileiro David Luiz, de 23 anos, trocou o Benfica pelos Azuis de Londres em um negócio girando em torno de 25 milhões de euros (aproximadamente 57 milhões de reais). Nemanja Matic, jogador do Chelsea, deverá atuar no estádio da Luz a partir da próxima temporada como parte da negociação, que também envolve um amistoso entre as equipes.
O Benfica aceitou a proposta dos "Blues" e negociou o zagueiro David Luiz com o clube inglês, onde deverá formar dupla de zaga com John Terry.
Vamos agora dar uma chegada na Terra dos Beatles (prometo retornar à Londres): por 35 milhões de libras (cerca de 93 milhões de reais), o atacante Andy Carroll, que vinha se destacando no Newcastle a ponto de ser convocado por Fabio Capello para o "English Team", junta-se ao elenco do Liverpool em transferência que considero vantajosa ao clube que o vendeu (com todo o respeito ao futebol de Carroll, mas 35 milhões de libras?).
Andy Carroll, centroavante que vinha se destacando com a camisa do Newcastle United, foi contratado pelo Liverpool por 35 milhões de libras.
E não é apenas Carroll que está chegando para Anfield Road. O atacante uruguaio Luis Suárez acertou com os Vermelhos após uma negociação que renderá ao Ajax 26,5 milhões de euros (aproximadamente 60 milhões de reais). Na minha opinião, é mais jogador que Carroll (e acabou saindo "mais barato"). A camisa a ser vestida por "Luisito" será a de número 7, mesmo número que foi usado pelo atual treinador da equipe, o lendário Kenny Dalglish.
O uruguaio Luis Suárez, um dos destaques da "Celeste" no Mundial 2010, trocou o Ajax pelo Liverpool e vestirá a mesma camisa 7 que já foi de Kenny Dalglish.
O leitor deve se perguntar: ué... de onde veio tanta grana para os "Reds" fazerem duas aquisições desse impacto?
E a resposta é a transferência mais bombástica do mercado internacional. Faltando 13 minutos para o encerramento da janela de janeiro, o espanhol Fernando Torres, de 26 anos, assinou contrato que o levará para Stamford Bridge. É isso mesmo, senhoras e senhores: "El Niño" trocou o Liverpool pelo Chelsea e poderá formar uma dupla de ataque arrebatadora ao lado do marfinense Didier Drogba. O preço? 50 milhões de libras, nessa que é a maior cifra envolvendo dois clubes ingleses (a 6ª maior compra da história do futebol mundial).
Fernando Torres sendo perseguido por Terry, Lampard e Mikel. Agora os jogadores de azul correrão atrás de Torres para comemorar os gols do espanhol.
O zagueiro brasileiro David Luiz, de 23 anos, trocou o Benfica pelos Azuis de Londres em um negócio girando em torno de 25 milhões de euros (aproximadamente 57 milhões de reais). Nemanja Matic, jogador do Chelsea, deverá atuar no estádio da Luz a partir da próxima temporada como parte da negociação, que também envolve um amistoso entre as equipes.
O Benfica aceitou a proposta dos "Blues" e negociou o zagueiro David Luiz com o clube inglês, onde deverá formar dupla de zaga com John Terry.Vamos agora dar uma chegada na Terra dos Beatles (prometo retornar à Londres): por 35 milhões de libras (cerca de 93 milhões de reais), o atacante Andy Carroll, que vinha se destacando no Newcastle a ponto de ser convocado por Fabio Capello para o "English Team", junta-se ao elenco do Liverpool em transferência que considero vantajosa ao clube que o vendeu (com todo o respeito ao futebol de Carroll, mas 35 milhões de libras?).
Andy Carroll, centroavante que vinha se destacando com a camisa do Newcastle United, foi contratado pelo Liverpool por 35 milhões de libras.E não é apenas Carroll que está chegando para Anfield Road. O atacante uruguaio Luis Suárez acertou com os Vermelhos após uma negociação que renderá ao Ajax 26,5 milhões de euros (aproximadamente 60 milhões de reais). Na minha opinião, é mais jogador que Carroll (e acabou saindo "mais barato"). A camisa a ser vestida por "Luisito" será a de número 7, mesmo número que foi usado pelo atual treinador da equipe, o lendário Kenny Dalglish.
O uruguaio Luis Suárez, um dos destaques da "Celeste" no Mundial 2010, trocou o Ajax pelo Liverpool e vestirá a mesma camisa 7 que já foi de Kenny Dalglish.O leitor deve se perguntar: ué... de onde veio tanta grana para os "Reds" fazerem duas aquisições desse impacto?
E a resposta é a transferência mais bombástica do mercado internacional. Faltando 13 minutos para o encerramento da janela de janeiro, o espanhol Fernando Torres, de 26 anos, assinou contrato que o levará para Stamford Bridge. É isso mesmo, senhoras e senhores: "El Niño" trocou o Liverpool pelo Chelsea e poderá formar uma dupla de ataque arrebatadora ao lado do marfinense Didier Drogba. O preço? 50 milhões de libras, nessa que é a maior cifra envolvendo dois clubes ingleses (a 6ª maior compra da história do futebol mundial).
Fernando Torres sendo perseguido por Terry, Lampard e Mikel. Agora os jogadores de azul correrão atrás de Torres para comemorar os gols do espanhol.Gosto de dizer que "recordar é viver". E vem a calhar recordar como foi o último encontro entre Liverpool e Chelsea. Após dar uma clicada na partida, confira também o tópico de "equipe e jogada da semana" daquela ocasião.
Os torcedores do Chelsea devem estar se deliciando nesse momento. Os do Liverpool devem estar com um misto de sentimentos que poucos seriam capazes de ponderar: comemorar as chegadas de Carroll e Suárez ou lamentar a saída de Torres, ainda mais para o Chelsea?
A resposta para essa eventual questão eu não tenho. Mas estou ansioso para ver as próximas partidas dessas equipes, principalmente o confronto direto pela "Premiership".
Os torcedores do Chelsea devem estar se deliciando nesse momento. Os do Liverpool devem estar com um misto de sentimentos que poucos seriam capazes de ponderar: comemorar as chegadas de Carroll e Suárez ou lamentar a saída de Torres, ainda mais para o Chelsea?
A resposta para essa eventual questão eu não tenho. Mas estou ansioso para ver as próximas partidas dessas equipes, principalmente o confronto direto pela "Premiership".
Marcadores:
'Premiership',
Ajax,
Andy Carroll,
Benfica,
Chelsea,
David Luiz,
Fernando Torres,
Liverpool,
Luis Suárez,
Newcastle,
Transferências
Assinar:
Postagens (Atom)



