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domingo, 27 de abril de 2014

Tropeço Ou Escorregão - Liverpool Cai Diante De Muro Azul

O Liverpool, que vinha voando, tropeçou em Anfield Road. Tropeçou porque precisou caminhar, já que o aeroporto estava bloqueado por uma muralha azul. Dava no máximo pra fazer um check-in. Embarcar era tarefa complicada. Decolar, impossível. José Mourinho conseguiu fincar sua âncora no campo defensivo e vencer a partida graças ao acaso: um escorregão de Gerrard no final do primeiro tempo e uma bola recuperada ainda no campo defensivo no final do segundo. Coube ao goleiro Schwarzer fazer sua atuação mais importante com a camisa amarela dos Azuis e ratificar o resultado que mantém o Chelsea na disputa pelo título doméstico. Pela primeira vez desde 1986, podemos ter novamente 3 equipes com chances de título na última rodada na competição.

O jogo pode ser resumido pela frieza do Chelsea na arte (abusiva) de (só) se defender e pelo oportunismo dos dois únicos centroavantes da equipe visitante - Demba Ba e Fernando Torres, que entrou em seu lugar. Ba partiu para a rede após vacilo do capitão Gerrard. Torres também não desperdiçou a chance após erro de passe de Sturridge, servindo Willian numa investida dos dois contra o solitário goleiro Mignolet. E assim é o futebol: não importa quanto tempo você fica com a bola (o Liverpool teve em alguns momentos três vezes mais a posse do que o Chelsea), não importa quantas vezes você circule a área oponente (foram quatro vezes mais finalizações dos donos da casa e do jogo). "O que importa é o resultado", dirão os mais calculistas. E, no cálculo de Mourinho, os números bateram. 2a0, placar final. E o português bateu no peito, orgulhoso do que estava acontecendo. Uma comemoração bastante efusiva para quem se dizia fora da disputa pelo título.

Torcedores dos Reds terão uma tarefa dura pela frente: torcer pelo Everton no próximo sábado, quando o rival da cidade de Liverpool enfrenta o Manchester City, concorrente ao título, no estádio Goodison Park. Faz parte de uma caminhada para voltar a levantar um troféu que não é erguido no Anfield desde 1990. Que hora pra escorregar, Gerrard...
Montagem bem-humorada: Steven Gerrard escorrega, deixando escapar a bola, Demba Ba e... o troféu de campeão inglês.

domingo, 16 de março de 2014

Campeonato Inglês Do Equilíbrio: 4 Equipes Buscam O Título

Old Trafford e White Hart Lane receberam dois clássicos nesse domingo. E em ambos os estádios, a festa foi dos visitantes, com a goleada do Liverpool sobre o Manchester United (3a0) e a vitória do Arsenal sobre o Tottenham (1a0).

A corrida pelo título inglês na presente temporada fica restrita a quatro clubes: o Chelsea (atual líder), o Liverpool (vice-líder e que vem mostrando atuações sólidas), o Arsenal (atual terceiro colocado e esbanjando determinação mesmo com muitos desfalques) e o Manchester City (em quarto lugar e sendo a equipe com melhor índice de aproveitamento no torneio).

Em Manchester, o Liverpool foi melhor que o United a maior parte do tempo. Mostrou maior articulação ofensiva, maior capacidade de manter a defesa protegida e as atuações dos goleiros confirmam tais afirmações: De Gea teve muito mais trabalho que Mignolet. A vitória foi construída na base dos pênaltis: dos três assinalados (dois reais e um simulado), Gerrard converteu os dois primeiros e desperdiçou o último, quando carimbou a trave. No final, o terceiro gol veio com Luis Suárez, que teve mais uma bela atuação e só não anotou um golaço porque De Gea impediu de maneira espetacular.

Em Londres, o Arsenal teve a felicidade de abrir o placar cedo. Muito cedo. Foi o gol mais rápido na história do confronto entre Tottenham e Arsenal pelo Campeonato Inglês: um minuto e doze segundos após o apito inicial, Rosicky abriu o placar no clássico da capital. O Tottenham até teve algumas chances claras de empatar a partida, mas parou na bem preparada defesa do Arsenal e também no goleiro Szczesny, que alternou momentos de quase entregar o ouro com defesas providenciais para manter a meta inviolável.

Se Liverpool e Arsenal mostram-se firmes na disputa pelo troféu na Premiership, resta a Manchester United e Tottenham tentar um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa - o Everton também é forte concorrente nessa empreitada continental. E se emoção pouca é bobagem, veja só alguns dos jogos que teremos pela frente nas próximas rodadas.

31ª rodada: Chelsea e Arsenal
32 rodada: Liverpool e Tottenham; Arsenal e Manchester City
33ª rodada: Everton e Arsenal
34ª rodada: Liverpool e Manchester City
35ª rodada: Everton e Manchester United
36ª rodada: Liverpool e Chelsea
37ª rodada: Everton e Manchester City
38ª rodada: cada um por si e de olho nos jogos dos outros pra ver como termina a tabela.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Super Liverpool

Hoje, Liverpool se escreve também com "S". De super. De Skrtel, Sterling e Sturridge, autores dos gols. De Steven e Suárez, fundamentais na construção da goleada. Uma goleada que significa ainda mais por ser diante do atual líder no Campeonato Inglês: o Arsenal.

Em dezenove minutos de partida, a equipe da casa já encaixava um contundente 4a0, para delírio da massa em Anfield Road. O zagueiro eslovaco Skrtel foi à rede duas vezes, ambas em lances de bola parada. Depois, Sterling e Sturridge também marcaram. Foram quatro, mais poderiam ter sido seis.

O intervalo foi o momento que os visitantes tiveram para respirar diante de tamanha intensidade do adversário. Só que Sterling ainda marcaria o quinto, cabendo a Arteta descontar, em cobrança de pênalti cometido por Gerrard.

O Liverpool de Brendan Rodgers mostrou força coletiva de tal forma que simplesmente não é prudente descartar a equipe da disputa pelo título. Tudo leva a crer que teremos um retorno triunfal do clube à Liga dos Campeões da Europa, mas ainda há que se trabalhar com a hipótese de conquistar a liga doméstica este ano, algo que não ocorre desde 1990.

O Arsenal, líder com toda justiça, precisa buscar forças para manter-se no topo: há Manchester City e Chelsea na cola, além de um Liverpool com sede de vitórias logo atrás. Talvez o maior mérito dos visitantes em Anfield, hoje, tenha sido a elegância de cair em pé. Com postura. Com posse de bola. Por mais que quase tudo tenha saído fora dos planos. O Arsenal é o Arsenal e não há goleada que o torne diferente. Foi dia do Liverpool e ponto final. Aliás, do Super Liverpool. Com tudo quanto é "S".

P.S.: essa é a nossa primeira publicação em 2014, cabendo ao blogueiro lamentar um janeiro inteiro de ausência nesse espaço. Mas também podemos nos ver no Tuíter @jogadadefeito e no Fêici Jogada De (E)feito, onde temos comparecido com maior freqüência. Saudações futebolísticas.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Campeonato Inglês - Análise De Dois Jogos Com Chuva De Gols

Nesse final-de-semana tive a oportunidade de ver em ação quatro dos sete primeiros colocados no Campeonato Inglês. Foram as partidas entre Manchester City e Arsenal (incríveis 6a3 para o time da casa) e entre Tottenham e Liverpool (não menos incríveis 5a0 a favor do time visitante).

Além do caminhão de gols (total de catorze validados e dois invalidados), chamou atenção a capacidade de transição das equipes ao ataque. Principalmente dos vencedores nos dois jogos. São equipes montadas de forma a proporcionar boas possibilidades de variação, ratificando os ótimos trabalhos de Manuel Pellegrini no City e de Brendan Rodgers no Liverpool. O Arsenal de Arsène Wenger até conseguiu mostrar-se um adversário à altura, sucumbindo apenas nos minutos finais. Mas o Tottenham de André Villas-Boas foi completamente esmagado pelo oponente.

A seguir, uma análise um pouco mais detalhada de cada uma dessas quatro equipes. São quatro times que, pela qualidade do elenco, têm a obrigação de buscarem um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa, por mais difícil e competitivo que seja a Premiership.

Arsenal (líder, com 35 pontos em 16 rodadas)

Foi a campo num 4-2-3-1, onde Flamini e Ramsey faziam a proteção e possibilitavam a aproximação de Wilshere em Özil, Walcott e Giroud. A quantidade de chances perdidas pelo centroavante francês denota que os comandados de Wenger tiveram boas possibilidades de conseguir um melhor resultado. Mas o fato é que faltou solidez defensiva para conter os ímpetos de um adversário velocíssimo na transição e bastante preciso nas trocas de passe. De quebra, o Arsenal levou pelo menos dois gols em erros primários de seu sistema defensivo. Para manter a liderança, terá de jogar mais que isso. E errar menos. Destaque positivo: a participação constante de Walcott. Destaque negativo: os sumiços de Özil.

Liverpool (vice-líder, com 33 pontos)

Envolvente e convincente, o time comandado por Rodgers praticamente não deu chances ao Tottenham, aplicando um 5a0 em pleno White Hart Lane. Sterling e Henderson foram soberanos pelos flancos. Coutinho também atuou em bom nível, flutuando do centro para os lados. E Suárez teve mais uma atuação daquelas - de craque. O volante galês Joe Allen foi fundamental para dar equilíbrio entre defesa, meio e ataque num time que fez o Tottenham parecer pequeno. E o que estava encaminhado ficou ainda mais fácil após a expulsão de Paulinho, que levou a sola da chuteira até a altura do peito de Luis Suárez. Destaque positivo: o trio Sterling-Henderson-Suárez. Destaque negativo: as chances perdidas por Luisito Suárez, que poderia facilmente ter alcançado um hat-trick.

Manchester City (quarto colocado, com 32 pontos)

Mostrou explicitamente porque tem o ataque mais efetivo na liga nacional inglesa. Yaya Touré e Fernandinho são dois volantes com muita capacidade de criar espaços, David Silva e Nasri incomodam constantemente o sistema defensivo adversário, Agüero está em ótimo momento técnico e Negredo funciona bem como referência. É uma equipe que parece ter vocação de chegar à área adversária. Jamais na história havia marcado cinco gols no Arsenal e, nesse sábado, sapecou meia dúzia. No Arsenal que lidera a competição. É um forte candidato ao título e deve ser levado em conta, também, na Liga dos Campeões da Europa. Destaque positivo: Fernandinho, que marcou dois gols e contribuiu na contenção. Destaque negativo: a falta de participação de Clichy, demasiado preso no campo defensivo.

Tottenham (sétimo colocado, com 27 pontos)

Com Sandro, Dembélé e Paulinho no meio, Lennon e Chadli mais abertos e Soldado à frente, o time não conseguiu nem de perto o rendimento que se espera de alguém que investiu tanto para essa temporada. Presa fácil quando o adversário tinha a bola, o time de André Villas-Boas em raros momentos conseguiu se impôr no gramado. Fica difícil defender o treinador, notadamente quando se vêem opções como Holtby, Towsend, Lamela e Defoe - pelo menos dois deles poderiam figurar entre os titulares, aumentando o poder de criação e de definição da equipe. Não sei quanto tempo mais o português ficará no cargo, mas acho que não é por falta de qualidade técnica que o time não decola. Destaque positivo: Lloris, que evitou uma goleada ainda mais acentuada. Destaque negativo: a agressão de Paulinho em Suárez, que rendeu cartão vermelho direto ao brasileiro.

Essa 16ª rodada no Campeonato Inglês teve um total de 30 gols (média de 3 por partida). Acho que dei sorte, pois vendo esses dois jogos pude acompanhar praticamente a metade dos gols na rodada.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Liverpool Faz 5 No Norwich Em Jogo De Golaços

Chamem a defesa ambiental, os protetores dos animais, os abolicionistas todos! O Liverpool não tomou conhecimento do Norwich e atropelou os Canários no gramado de Anfield Road. 5a0, sem dó nem piedade.

O mais impressionante é a relativa naturalidade com que os Reds construíram a goleada. Fizeram uso da posse de bola sem afobação, variaram as formas de infiltrar na última linha de defesa e chegaram aos gols como se fosse um treino coletivo. Aliás, há que se dizer que foram gols muito bonitos, principalmente os três primeiros.

O placar teve sua primeira alteração aos vinte e cinco minutos: Luis Suárez não desistiu da disputa de bola - típico desse ótimo jogador uruguaio - e a redonda acabou sobrando para Jordan Henderson, que acertou lindo chute, de primeira. Daqueles que pegam na veia e vão parar na gaveta. Indefensável.

Dez minutos depois de inaugurar o marcador, veio o segundo gol do time da casa. Era a primeira vez que Daniel Sturridge (ex-Chelsea, contratado nessa presente janela de transferências) e "Luisito" Suárez começavam uma partida formando o ataque vermelho. E, como se tivessem um entrosamento de outras encarnações, deu-se uma jogada maravilhosa: Lucas Leiva enfiou a bola rasteira, Sturridge fez sensacional corta-luz e Suárez chegou em velocidade, livre, chutando cruzado para tirar do goleiro Mark Bunn.

Os comandados de Brendan Rodgers foram para o vestiário com a vantagem do resultado e do desempenho, controlando o placar e também os acontecimentos. E o que estava tranquilo virou festa completa no segundo tempo.  Aos treze minutos, Stewart Downing cruzou pela direita e Sturridge apareceu para completar, marcando seu terceiro gol em três jogos oficiais com essa camisa que tão bem lhe caiu.

Tudo muito bem, tudo muito legal, mas faltava o gol do capitão e ídolo máximo na instituição anfitriã. E ele aconteceu aos vinte minutos: Glenn Johnson fez o passe e Steven Gerrard acertou mais um daqueles chutes de fora da área nos quais o camisa 8 esbanja precisão.

Já não havia qualquer dúvida de que a vitória estava garantida e que o sistema de jogo proposto por Rodgers funcionou maravilhosamente diante da frágil equipe adversária. Quer dizer, diante de atuação coletiva tão eficaz quanto a do Liverpool nesse jogo, fica difícil atestar se a apatia do Norwich era mais fruto de falta de qualidade técnica, se era devido ao nó tático em que Chris Hughton se encontrava ou se, pura e simplesmente, era dia do Liverpool.

Fato é que, mesmo com as três substituições de jogadores que faziam boa atuação, o Liverpool manteve-se soberano em campo. As duas primeiras alterações foram simultâneas: saíram Lucas e Sturridge (este aplaudidíssimo), entraram Raheem Sterling e Fabio Borini. E foi em jogada entre esses dois que saiu o quinto gol: Sterling se livrou da marcação pela esquerda, cruzou e Borini fechava para empurrar para a rede. Só que no caminho da bola ao italiano estava Ryan Bennett que, sem muito o que poder fazer, acabou cortando e marcando contra, "roubando" a assistência de Sterling e o gol de Borini. 5a0 Liverpool.

Rodgers ainda colocaria Joe Allen para participar da festa, tirando Henderson. Com 34 pontos em 23 jogos, o Liverpool aparece em 7º lugar na tabela de classificação e tem todo o direito de sonhar com um retorno à Liga dos Campeões da Europa. O time parece encaixado, tendo marcado gol em todos os últimos doze jogos disputados na temporada. Nesse período, goleou Fulham, Queens Park Rangers e Sunderland, iniciando feliz o ano de 2013. O Norwich, caindo pelas tabelas, conheceu sua quinta derrota nos últimos seis jogos pelo Campeonato Inglês, estando agora na 13ª colocação (26 pontos em 23 partidas).

Acredito que o Norwich logo colocará fim nessa sequência negativa na Premiership, até porque fará três jogos em casa nas próximas quatro partidas no torneio (Tottenham, Fulham e Everton; visita o lanterna Queens Park Rangers). Já o Liverpool viverá um momento que pode ser considerado um divisor de águas na liga nacional: enfrenta o Arsenal em Londres e o City em Manchester. Se repetir a performance vista hoje, tem totais condições de somar pontos importantes na sua caminhada para a quarta colocação (zona que dá a chance de jogar a próxima Liga dos Campeões da Europa). Aguardemos para ver até onde pode chegar esse Liverpool de Rodgers. Mas, independentemente de onde chegue, tem sido divertido assistir esse time jogar.

Ah! Essa é a postagem número 800 na história do Jogada De (E)feito!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Liverpool Começa Feliz 2013

Para alegria da torcida que, como de hábito, marcou presença em Anfield Road, o Liverpool começou o ano novo com uma vitória. E não uma vitória qualquer. Foram cinco gols marcados (dois deles corretamente anulados por impedimento), 67% de posse de bola e 27 finalizações num 3a0 que deve ter empolgado até os mais contidos torcedores vermelhos.

O Jogada De (E)feito talvez seja o blógui em língua portuguesa que mais acompanhou jogos do Sunderland nas últimas quatro semanas (comentamos as derrotas da equipe de Martin O'Neill para Chelsea, Manchester United e Tottenham, todas em dezembro). E em nenhum daqueles jogos viu-se um Sunderland tão dominado pelo adversário como hoje.

Pode ser efeito de uma ressaca de virada de ano? Poder, pode. Mas duvido. A hipótese que mais levo em consideração é a de que, ao mesmo tempo que o Sunderland não estava em um de seus melhores dias, o Liverpool conseguiu encaixar seu jogo de tal forma que tudo ficaria mais difícil para qualquer adversário que cruzasse seu caminho nesse segundo dia de dois mil e treze.

Não apenas pela qualidade da troca de passes, mas também pela aplicação da equipe em marcar por pressão, dificultando a saída de jogo oponente e, com isso, possibilitando que a bola retornasse aos domínios vermelhos. Sterling abriu o placar com um belo gol, recebendo de Suárez e encobrindo Mignolet. O Sunderland teve grande chance de empatar, mas McClean desperdiçou. Suárez, por sua vez, aproveitou a oportunidade e, após receber de Gerrard e escapar de Cuéllar, marcou o segundo. O terceiro veio no segundo tempo, em novo gol de Suárez. Mas dessa vez o destaque do lance não foi a conclusão, mas a assistência - um lançamento que estimo em cerca de quarenta metros, colocando a bola sob medida para o atacante uruguaio. Johnson e Allen também viriam a balançar a rede adversária, mas o auxiliar mostrou-se atento em ambas as marcações de impedimento.

O próximo compromisso dos Reds é na Copa da Inglaterra, quando visitará o Mansfield Town, dia seis. Mas o jogo que a galera espera acontecerá no domingo seguinte, dia treze: o clássico entre Manchester United e Liverpool, pela Premiership. Tem tudo para ser um jogão de bola em Old Trafford. Já o Sunderland, que vê interrompida uma sequência de sete jogos consecutivos marcando gol (julgo mais mérito do Liverpool do que qualquer outra coisa), pega o Bolton, dia cinco, pela Copa da Inglaterra. No sábado seguinte, recebe o West Ham no Stadium Of Light.

Confira como foi a transmissão da partida Liverpool 3a0 Sunderland através do @jogandoagora #LivSun

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Em Grande Partida De Yaya Touré, City Goleia Liverpool

Na vigésima rodada da Premiership, o líder Manchester City recebeu o sexto colocado Liverpool e aumentou a sua vantagem em relação ao concorrente Manchester United (que na quarta-feira visita o Newcastle): com uma vitória por 3a0, os comandados do italiano Roberto Mancini chegaram aos 48 pontos e só perdem a liderança nessa rodada se o United conseguir uma vitória por mais de sete gols de diferença em St. James Park. Já o time treinado por Kenny Dalglish segue estacionado no sexto lugar: com 34 pontos, tem quatro a mais que o Newcastle e dois a menos que o Arsenal.


O jogo

No duelo entre as duas melhores defesas do torneio (pelo menos são as duas que até então tinham sido menos vezes vazadas na competição), a primeira chance de gol saiu aos oito minutos, quando Stewart Downing recebeu bela enfiada de bola e chutou parando em defesa do ótimo goleiro Joe Hart.

O Liverpool tinha mais a bola consigo, mas foi exatamente num erro de passe no campo de defesa que a equipe visitante acabou assistindo a abertura do placar: o holandês Dirk Kuyt vacilou e a bola chegou até o espanhol David Silva, que passou para o argentino Sergio Agüero. O chute do genro de Diego Armando Maradona era defensável, mas o espanhol "Pepe" Reina não foi feliz na tentativa de abafar o chute e acabou aceitando. 1a0 Manchester City no estádio Etihad, antigo estádio de nome "Cidade de Manchester" (ou "City of Manchester", como queira).
Argentino Sergio Agüero comemora o primeiro gol do jogo, observado pelo marfinense Yaya Touré: camisa 42 foi possivelmente o melhor jogador em campo.

Com Steven Gerrard no banco de reservas (o jogador se recupera de contusão) e o brasileiro Lucas Leiva fora (este parece que só retorna na próxima temporada), o Liverpool perde bastante qualidade em seu setor de meio-campo. Como se não bastassem essas baixas, o time ainda padecia pela ausência do atacante uruguaio Luis Suárez, suspenso acusado de conduta fenotipista. O cenário sugeriria que Kuyt liderasse esse time dentro de campo, mas o camisa dezoito era um dos que pior atuavam na partida. Após cobrança de escanteio aos trinta e um minutos, os Citizens só não marcaram o segundo gol em cabeceio do belga Vincent Kompany porque Reina realizou defesa espetacular, se redimindo do gol concedido anteriormente. O lance deu origem a outra cobrança de escanteio, desta vez efetuada pelo lado direito de ataque. A defesa vermelha vacilou de novo e dessa vez não deu para Reina: o marfinense Yaya Touré cabeceou com precisão, no alto, marcando 2a0.

É bem verdade que o Liverpool até conseguia criar alguma coisa a partir dos flancos do campo (principalmente pelo lado direito, onde Glen Johnson mostrava qualidade e aproveitava os espaços condedidos pelos donos da casa). Só que era muito pouco para um time que precisava correr atrás do prejuízo no placar. Pouco que era ainda menos porque lá na frente, como referência no ataque, estava Andy Carroll, que o que tem de esforçado tem também de limitado.

Veio o segundo tempo e aos onze minutos Dalglish colocou em campo Gerrard e o galês Craig Bellamy, tirando o escocês Charlie Adam e também Dirk Kuyt. No jogo passado, quando o Liverpool conseguiu virar a partida para 3a1 sobre o Newcastle, a entrada de Gerrard transformou o meio-campo da equipe. Desta vez, isso não ocorreu. A expulsão de Gareth Barry aos vinte e sete minutos até sugeriu que o Liverpool pudesse ter alguma chance na partida, mas dois minutos depois, veio o lance que definiu o jogo em favor do City: Yaya recuperou a posse de bola e, em vez de segurar e administrar o jogo, teve a brilhante atitude de acelerar o contra-ataque e se apresentar ele próprio para receber de volta. Assim foi feito, e o volante marfinense entrou na área adversária em velocidade e, após ser tocado pelo eslovaco Martin Skrtel, caiu na área e o pênalti foi marcado. Coube a James Milner cobrar e dar números finais ao placar.

Na base do abafa, o Liverpool ainda descolou algumas finalizações para tentar o gol de honra. Teve bola que passou perto do ferro, teve bola bloqueada pela forte defesa do Manchester City (naquele momento com Micah Richards, Kolo Touré, Joleon Lescott, Kompany e Gaël Clichy em linha). Mas o que mais teve foi defesa de Hart, que pegou tudo o que até ele chegava, mantendo a meta inviolável e mostrando o quão tem participação nessa que é, segundo as estatísticas, a melhor defesa do Campeonato Inglês.

Manchester City e Liverpool ainda se encontrarão outra vez nessa temporada, já que serão oponentes na Copa da Liga Inglesa, em partida agendada para o próximo dia onze. Só que antes disso, atuam pela Copa da Inglaterra: no dia seis, o Liverpool recebe o Oldham Athletic (clube situado na League One, a 3ª divisão inglesa); no dia oito, o City enfrenta o United, no segundo de três jogos consecutivos em seu estádio.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Janela Fechou: Veja Algumas Das Principais Transferências Na Europa

Encerrou-se ontem a janela de transferências que marca o início de temporada européia. Muitas transferências de impacto se fizeram presentes, e vamos a uma breve análise sobre algumas negociações. 

Futebol espanhol

Atlético de Madrid


Negociou as saídas dos atacantes Sergio Agüero e Diego Forlán (com Manchester City e Internazionale, aos respectivos custos de 45 milhões pelo argentino e de 5 milhões de euros pelo uruguaio) e também do meio-campista brasileiro Elias (que passa a ser a maior contratação da história do Sporting: 8,85 milhões de euros). Outro que partiu foi o goleiro David de Gea, no Manchester United por um valor estimado em 19 milhões de libras. Quem chega ao Vicente Calderón é o goleador colombiano Falcao García, pelo qual os Colchoneros pagaram €40 milhões ao Porto. O meia brasileiro Diego, que saiu do Wolfsburg pela porta dos fundos, custou €15,5 milhões aos cofres do clube e tem no futebol espanhol a chance de retomar a carreira.
Falcao García tem sua apresentação no Atlético de Madrid presenciada por quinze mil torcedores: atacante colombiano foi o maior investimento do clube para a presente temporada.


Barcelona

Mantendo o elenco que vem encantando o futebol mundial, o Barça de Josep Guardiola conseguiu ficar ainda mais forte ao acertar as contratações do atacante chileno Alexis Sánchez (22 anos, ex-Udinese, em transação que pode chegar a 37 milhões de euros) e do meio-campista Francesc Fàbregas (24 anos, ex-Arsenal, pelo qual o Barcelona desembolsou 34 milhões de euros, com possibilidade de outros 6 milhões em bonificação por desempenho). Parece uma utopia, mas é realidade: os amantes do futebol arte podem ver Xavi, Iniesta, Cesc e Messi atuando juntos. Ah! O zagueiro argentino Gabriel Milito, de 30 anos e que estava desde 2007 no Barça, saiu e agora joga no Independiente. Mas ao que tudo indica nenhum barcelonista sentirá a falta dele: mesmo com as lesões de Puyol e Piqué, o Barça reagiu muito bem à proposta de Pep Guardiola. Qual proposta? Jogar seu um único zagueiro de origem.
Criado nas divisões de base do Barcelona, Francesc Fàbregas foi lapidado por Arsène Wenger no Arsenal e agora retorna ao Camp Nou, vestindo a camisa que um dia foi usada por Josep Guardiola.

Real Madrid

Pelo turco Nuri Sahin, meio-campista de 22 anos (completa 23 em 05.09.2011), o Real Madrid pagou aproximadamente €10 milhões ao Borussia Dortmund. Também da Alemanha veio outro meia turco: Hamit Altintop, que deixou o Bayern de Munique a custo zero. Mas talvez a maior novidade merengue tenha sido a de um compatriota do treinador José Mourinho: o lateral-esquerdo português Fábio Coentrão, nomeado o melhor jogador da posição na Copa do Mundo 2010, chega do Benfica por 30 milhões de euros. No fluxo contrário, o zagueiro argentino Ezequiel Garay trocou o Real pelo Benfica, que pagou €5,5M por 50% do passe desse jogador de 24 anos. O atacante togolês Emmanuel Adebayor retornou ao Manchester City após o empréstimo e o goleiro polonês Jerzy Dudek anunciou aposentadoria.
Contratado junto ao Benfica por €30M, lateral-esquerdo português Fábio Coentrão junta-se ao Real Madrid de seus compatriotas José Mourinho e Cristiano Ronaldo.
 
Futebol inglês


Arsenal

Dificilmente um outro clube tenha sofrido tanto com as perdas de jogadores quanto o Arsenal. Cesc Fàbregas (para o Barcelona), Samir Nasri e Gaël Clichy (ambos para o Manchester City) foram negociados. Para preencher lacunas como essas, o time foi às compras. E passam a integrar o elenco de Arsène Wenger: André Santos (transferência estimada em 7 milhões de euros junto ao Fenerbahce pelo lateral-esquerdo brasileiro de 28 anos), Per Mertesacker (zagueiro que aos 26 anos sai pela primeira vez do futebol alemão, ao deixar o Werder Bremen por 9 milhões de euros), Mikel Arteta (que chega por indicação de Wenger como substituto de Fàbregas, tendo o clube pago 10 milhões de libras ao Everton pelo meio-campista espanhol de 29 anos), Yossi Benayoun (meia israelense de 31 anos e que já atuou nos ingleses West Ham, Liverpool e Chelsea), Park Chu-Young (hábil meia sul-coreano de 26 anos, que vem do Mônaco por cerca de €5M para vestir a camisa 9 do Arsenal) e Gervinho (marfinense de 24 anos, contratado junto ao Lille por €13,5 milhões).
Destaque da Coréia do Sul na Copa do Mundo 2010, Park Chu-Young, ex-Mônaco, foi trazido pelo Arsenal em contratação que custou €5M ao clube londrino.


Chelsea

Saiu o treinador italiano Carlo Ancelotti, entrou o português André Villas-Boas, que faturou a Tríplice Coroa com o Porto na temporada passada. O clube tentou trazer o meio-campista croata Luka Modric, mas o Tottenham Hotspur não aceitou as ofertas. Se Modric não chegou, a equipe conseguiu acertar com o meia espanhol Juan Manuel Mata, de 23 anos e que custou 28 milhões de euros junto ao Valência. Outra novidade é o também meio-campista Raul Meireles, 28 anos, vindo do Liverpool por €13M.
No Valência desde 2007, Juan Manuel Mata chega ao Chelsea de André Villas-Boas em negociação de €28M.

Liverpool

A equipe comandada por Kenny Dalglish foi mais discreta nas suas transferências - modificou-se consideravelmente, mas sem envolver nomes tão badalados como os vistos na janela de janeiro. Chegaram o goleiro brasileiro Doni, o zagueiro uruguaio Sebastián Coates, o lateral-esquerdo espanhol José Enrique, os meio-campistas Jordan Henderson, Stewart Downing (pelo qual o clube pagou 20 milhões de libras ao Aston Villa), o escocês Charlie Adam, além do atacante galês Craig Bellamy, que retorna aos Reds após quatro anos. Dentre os que deixaram o clube, destacam-se Raul Meireles (o Chelsea pagou 13 milhões de euros pelo português) e o meia Joe Cole, emprestado ao Lille.
Atacante galês Craig Bellamy, hoje com 32 anos, em ação na sua primeira passagem pelo Liverpool: jogador esteve em Anfield Road entre 2006 e 2007, período em que marcou nove gols em quarenta e dois jogos.

Manchester City

45 milhões de euros por Agüero. 22 milhões de libras por Nasri. 8 milhões de euros por Clichy. Nadando em notas graúdas, os Citizens investiram forte para fazerem bonito nessa temporada, o que inclui uma participação na Liga dos Campeões da Europa, onde caíram num grupo com Napoli, Villarreal e Bayern de Munique. Os jogadores considerados mais importantes pelo treinador Roberto Mancini permanecem no clube, que pode ter como maior reforço um jogador que já faz parte do elenco: o argentino Carlos Alberto Tévez. Se "Carlitos" retomar o gosto por jogar futebol, o time tem maiores chances de sucesso ao longo das competições.
Samir Nasri posa com a camisa do Manchester City: jogador francês teve saída conturbada do Arsenal e foi negociado por 22 milhões de libras com sua nova equipe.


Manchester United

Se por um lado nomes de peso como o goleiro holandês Edwin van der Sar e o meio-campista Paul Scholes anunciaram aposentadoria, o técnico escocês Alex Ferguson conseguiu contratar jogadores de qualidade suficiente para pelo menos manter o nível visto em anos anteriores. Chegaram o jovem goleiro espanhol David de Gea (de 20 anos, trazido junto ao Atlético de Madrid por algo em torno de 19 milhões de libras) e o atacante Ashley Young (26, ex-Aston Villa e trazido por 16 milhões de libras), bem como retornaram de empréstimo os jovens Tom Cleverley (meio-campista de 22 anos) e Danny Welbeck (atacante de 20).
David De Gea, ex-Atlético de Madrid, tem aos vinte anos de idade a missão de vestir a camisa que era usada pelo lendário Edwin van der Sar.

Futebol italiano


Internazionale

Um dos melhores centroavantes na atualidade (na minha opinião o melhor, se relevarmos Lionel Messi) trocou Milão por Makhachkala, onde vestirá a camisa do russo Anzhi, equipe que vem investindo fortemente em contratações e que desembolsou €27M para tirar Samuel Eto'o do Nerazzurri. O camaronês de 30 anos de idade passa a ser o futebolista de maior salário no mundo: serão €20,5M anuais. Para a posição, os interistas pagaram €5M pelo uruguaio Diego Forlán, restando saber se estão trazendo o melhor jogador no Mundial 2010 ou uma figura bastante sumida na temporada passada com a camisa do Atlético de Madrid. Entre idas e vindas, a Internazionale cedeu o meia macedônio Goran Pandev por empréstimo ao Napoli e contratou, também por empréstimo (com custos de €2,7M), o atacante argentino Mauro Zárate, da Lazio. Vamos ver como se comportará a Internazionale com essas mudanças pontuais - porém significativas - no setor de ataque. Para alegria dos interistas, o camisa 10 Wesley Sneijder, fortemente especulado no Manchester United, segue sendo o maestro da equipe comandada por Gian Piero Gasperini, que assumiu o lugar do brasileiro Leonardo, que aceitou o convite para o cargo de diretor esportivo no Paris Saint-Germain.
Diego Forlán em ação contra a Internazionale: atacante uruguaio foi trazido do Atlético de Madrid para a vaga de Samuel Eto'o, que fez muito sucesso com a camisa interista.

Juventus

A equipe comandada por Antonio Conte (que atuou no clube como jogador entre 1992 e 2004) contou com reforços para todos os setores. Na defesa, chegou o lateral-direito suíço Stephan Lichtsteiner, de 27 anos, vindo da Lazio e com preço de 10 milhões de euros. No meio-campo, o experiente volante ex-milanista Andrea Pirlo, de 32 anos, veio a custo zero enquanto foram pagos €10,5M pelo chileno Arturo Vidal, 24 anos, ex-Bayer Leverkusen. Outro nome que reforça a meiuca juventina é o do paraguaio Marcelo Estigarribia, que aos 23 anos de idade teve bela participação na Copa América 2011 a serviço da seleção paraguaia, sendo emprestado pelo Le Mans à Juve por meio milhão de euros, com valor de transferência fixado em €5M. Para o ataque, chegam o montenegrino Mirko Vucinic (27 anos, ex-Roma, por €15M) e o habilidoso holandês Eljero Elia, de 24 anos, trazido do Hamburgo por €9M. E teve mais um reforço ao Bianconero: o volante brasileiro Felipe Melo foi emprestado para o futebol turco, onde atuará pelo Galatasaray. Por algo em torno de €8M, Mohamed Sissoko, de 26 anos, foi vendido ao Paris Saint-Germain.
Eljero Elia em ação pela seleção holandesa: jovem atacante é uma das maiores promessas do futebol mundial e chega em Turim numa negociação de nove milhões de euros.

Milan

Mantida a base campeã italiana na temporada passada, a maior perda milanista foi a saída de Pirlo para a Juventus, apesar de o veterano volante não ter atuado bastante no último ano. Juntam-se ao plantel de Massimiliano Allegri os defensores Philippe Mexès (francês de 29 anos, ex-Roma, chegando a custo zero), Taye Taiwo (nigeriano de 26 anos, ex-Olympique de Marselha, também em transferência livre), além dos meio-campistas Alberto Aquilani (de 27 anos, emprestado pelo Liverpool) e Antonio Nocerino (de 26 anos, chegando do Palermo em negociação que inclui um pagamento de €2,7M além da cessão de 50% dos direitos do jovem zagueiro português Ricardo Ferreira, de 18 anos, ao Rosanero).
Meio-campista italiano Alberto Aquilani, que tem vínculo contratual com o Liverpool, chega ao Milan por empréstimo.

Roma

Está aí um time que se modifica bastante em relação à temporada passada. Trocou de treinador (o espanhol Luís Enrique assume o comando técnico prometendo um estilo de jogo vistoso), perdeu jogadores importantes e trouxe muitas novidades. Dos que saíram, destaques para Mexès (agora no Milan), Vucinic (vendido à Juventus por €15M) e Jérémy Ménez, que se junta ao Paris Saint-Germain de Leonardo por um preço de €8M (e que pode ser acrescido em um milhão caso o PSG chegue à Liga dos Campeões da Europa). Entre os que chegam, vale destacar o goleiro holandês Maarten Stekelenburg (28 anos, ex-Ajax, por €6,8M), o meio-campista bósnio Miralem Pjanic (21 anos, ex-Lyon, por preço especulado em €11M), o também meio-campista Fernando Gago (argentino, 25 anos, ex-Real Madrid, por €7M) e o jovem atacante ex-Barcelona Bojan Krkic (espanhol, 20 anos, em transferência oficializada com valor de €12M).
 
Holandês Maarten Stekelenburg, vice-campeão mundial com a seleção holandesa em 2010, chega para proteger a baliza "Giallorossi" a um nível fora do alcance das capacidades técnicas do brasileiro Doni.

Saindo do eixo Espanha-Inglaterra-Itália, o time que mais se destacou no mercado de transferências nessa janela aqui abordada foi o francês Paris Saint-Germain, que depois de adquirido por um grupo sediado no Catar, passou a "assoar o nariz em notas de 100". Só para citar algumas das contratações do time que tem Leonardo como novo diretor esportivo: Sirigu (ex-Palermo, por €3,5M), Lugano (ex-Fenerbahce, por €3,5M), Bisevac (ex-Valenciennes, por €3,5M), Sissoko (ex-Juventus, por €7M), Ménez (ex-Roma, por €8M), Matuidi (ex-Saint Etienne, por €10M), Gameiro (ex-Lorient, por €11M) e a mais bombástica das contratações registradas nesta época: o meia argentino Javier Pastore, que veio do Palermo custando €42M.
Javier Pastore no momento de sua apresentação no Paris Saint-Germain: meia argentino de 22 anos chega como contratação mais cara dessa janela de transferências e é a maior esperança da equipe que tem Leonardo como novo diretor esportivo e um investidor disposto a gastar bastante com o clube.

domingo, 28 de agosto de 2011

Intenso, Liverpool Vence Bolton Por 3a1 Em Anfield Road

O Liverpool recebeu o Bolton em Anfield Road e não decepcionou os 44.725 espectadores presentes nas arquibancadas: com grande volume de jogo e objetividade para chegar ao ataque, a equipe de Kenneth Mathieson Dalglish venceu por 3a1 e assumiu, pelo menos provisoriamente, a liderança na Premiership 2011-2, com sete pontos em três partidas disputadas. Já o Bolton permanece com os três pontos ganhos na estréia, quando goleara, fora de casa, o Queens Park Rangers pelo placar de 4a0.

O jogo

Se Owen Coyle planejava um time para segurar o empate e, quem sabe, conseguir o gol num eventual contra-ataque, a idéia de focar na defesa teve duro revés aos 14 minutos, quando Jordan Henderson abria o placar em favor dos donos da casa. Com o uruguaio Luis Suárez e o holandês Dirk Kuyt atuando de forma intensa, parecia que a qualquer momento poderia pintar o segundo gol dos "Reds", que em momento algum dava sinais de sentir as ausências dos contundidos Steven Gerrard e Raul Meireles. Numa das boas jogadas entre "Luisito" Suárez e Kuyt, o uruguaio recebeu do holandês em posição legal, ficou de frente com o experiente goleiro finlandês Jussi Jääskeläinen e, por excesso de capricho, desperdiçou a chance ao encobrir o arqueiro e mandar a bola na rede externa, logo acima do travessão.

O 1a0 persistiu até o intervalo, resultado que não refletia a ampla superioridade do Liverpool no jogo e que deixava em dúvida se os três pontos seriam ou não efetivamente conquistados. Mas aos seis minutos as coisas ficaram mais tranqüilas para os mandantes do campo e do jogo: Charlie Adam cobrou escanteio pela direita e o zagueiro eslovaco Martin Skrtel (que entrara no primeiro tempo no lugar do lesionado xará de sobrenome Kelly) cabeceou com precisão para ampliar a vantagem. E já no minuto seguinte o Liverpool chegaria ao terceiro gol: Kuyt tocou para Adam e o escocês tratou de mandar pra rede. 3a0, parada resolvida e muita festa entre os torcedores.

As entradas do argentino Maximiliano Rodríguez e do atacante Andrew Carroll nos lugares de Henderson e Suárez não diminuíram o ímpeto ofensivo da equipe de Kenny Dalglish, mas é fato que sem Suárez em campo o jogo perdeu muito de sua intensidade. Talvez quem tenha gostado dessa substituição tenha sido o árbitro Lee Probert, que entre acertos e erros ouviu um bocado de reclamação do camisa 7, que reivindicou pênalti com tamanha veemência que parecia disposto a expulsar um dos auxiliares. Nos acréscimos da partida, um lançamento nas costas da defesa foi apenas parcialmente afastado por Jamie Carragher e acabou chegando no croata Ivan Klasnic, que descontou e chegou ao seu terceiro gol na competição.

Anfield Road esperará pelo Liverpool até 24 de setembro, data que a equipe retornará ao estádio para receber o Wolverhampton. Até lá, serão três compromissos consecutivos como visitante: pela Premier, a equipe pega o Stoke City e o Tottenham Hotspur enquanto pela Copa da Liga enfrenta o Brighton & Hove Albion FC. Já o Bolton terá pela frente dois jogos no Reebok Stadium, onde duelará com Manchester United e Norwich City.

domingo, 1 de maio de 2011

Liverpool vence o Newcastle e sonha cada vez mais alto com a Europa.

Esperança trajada em vermelho... Esse deve ser o sentimento da imensa e fanática torcida do Liverpool pelo mundo. O time que nesse campeonato chegou a ser 19º colocado e temer o rebaixamento, vem fazendo uma incrível reação no EPL, muito atribuída ao trabalho do técnico e ídolo da equipe Kenny Dalglish. Hoje, dia após a derrota Tottenham pro Chelsea, o time vermelho finalmente chegou a 5ª colocação, e pela primeira vez no ano a zona de classificação as competições européias. Embora os Spurs tenham um jogo a menos, a ser travado dia 10/05 contra o Manchester City fora de casa, o Liverpool passa a depender só dele para se classificar a UEL, isso porquê ainda terá o confronto direto contra o próprio Tottenham no Anfield na penúltima rodada do campeonato.

Vamos ao jogo deste domingo:

Vindo de uma goleada de 5x0 sobre o Birminghan, o técnico Dalglish manteve na equipe titular o jovem Flanagam e o argentino Maxi, que no ultimo jogo havia deixado o campo com um hat-trick. E se os 3 gols do ultimo jogo já fizeram a fama do sul americano da terra dos Beatles, logo aos 10 minutos de jogo hoje, seu nome seria gritado ainda mais no estádio. Isso porquê em cruzamento de Flanagam Maxi Rodriguez aproveitaria bola rebatida dentro da área e faria o primeiro gol do jogo... Festa em Anfield. A partir de então, o jogo passaria a ficar muito na base do "long ball", de um lado Coloccini arriscava longos cruzamentos para o Newcastle, do outro era Kuyt quem media a força e precisão dos seus longos passes a favor dos mandantes.

Numa excelente partida de Lucas, maior ladrão de bolas da Premier, o Liverpool passaria a maior parte do primeiro tempo atacando, e teria uma excelente chance com Spearing aos 31, mas Gutierrez jogaria a escanteio a tentativa do Red. Os lances seguintes são um festival de escanteios. Não mudaria muito até o segundo tempo.

Aos 13 do segundo tempo, Suárez faria excelente jogada individual, e ao entrar na área, mas seria puxado e derrubado com um penalti convertido por Dirk Kuyt. 2x0 no placar. O terceiro gol sairia 6 minutos depois, e do sempre guerreiro Suárez. O uruguaio após outra excelente jogada individual tabelaria com Kuyt antes de chutar as redes, bela jogada da dupla de ataque mandante. Confirmção da vitória e da festa no Anfield.

Aos 25 do segundo tempo sai o aplaudido Maxi e entra o grandalhão Carrol com a a 9. Dalglish ainda promoveria as entradas de Shelvey e Joe Cole em um Liverpool com um excelente domínio de toque de bola, o que se manteve até o fim do jogo. 5º colocação confirmada, junto com ela a classificação a UEL.

E se a UEL deixa de ser sonho e passa a ser realidade o torcedor red olha pra tabela e se vê a 4 pontos de distância do Manchester City, último classificado a Liga dos campeões, com os skyblues ainda tendo dois jogos a menos que o vermelhos. Missão impossível? Estamos falando de um time que foi campeão dessa mesma Liga após ir ao intervalo de uma final perdendo de 3x0. Mas antes de sonhar demais, é preciso lembrar que a UEL ainda não está garantida, e existem mais batalhas até o fim dessa EPL.

Um Ps: E se o Liverpool é o time do impossível, é bom lembrar que lá em cima na tabela não há somente a disputa pelo titulo e também pela hegemonia inglesa. O Manchester candidato a ultrapassar o time da terra dos Beatles com 19 conquistas ao fim desse campeonato, vê o disputa mais arriscada nesse fim de EPL, isso porque com a vitória do Chelseamencionada, os Azuis de Londres podem passar os Red Devils na próxima rodada e roubar a liderança antes imaculada do United. Vamos aguardar essas emoções finais.

domingo, 17 de abril de 2011

DRAMÁTICO. Empate entre Liverpool e Arsenal mexe com as emoções vermelhas neste domingo e no resto do campeonato.

Dramática... Essa única palavra é capaz de resumir uma partida inteira. Quantos jogos na sua cabeça você se lembra com dois gols que ultrapassam os 50 minutos do segundo tempo? Três das maiores torcidas inglesas sofreram até o último segundo de jogo. E quando eu digo 3, ressalto que além dos adversários desse domingo Arsenal x Liverpool, o Manchester United estava muito interessado nesta partida. Isto porque viu o time londrino, tropeçar dentro de casa mais uma vez e manteve uma vantagem de 6 pontos ao vice-líder. Tudo se encaminha para que os diabos vermelhos levantem seu 19º titulo inglês, e alcancem de vez a hegemonia na terra da rainha. E com uma ajuda hoje do time talvez mais interessado que isso não aconteça: o Liverpool.
Vamos então a eletrizante partida de hoje:

Para quem não viu o jogo, destaco o acompanhamento lance-a-lance feito belo blog no twitter. Para quem viu, sabe que estou falando de um jogaço... Gravado na história pelos últimos 10 minutos de jogo. UMA PRORROGAÇÃO. Mas até chegar nela, muita coisa iria acontecer. Mantendo o jovem Flanagan no time titular, o técnico liverpurdiano apostou na juventude na partida hoje no Emirates. O francês Arsène Wenger veio a campo com força máxima, confiando em Nasri, Walcott, Wilshere, Van Persie e Fàbregas para desequilibrar o clássico. Se o Liverpool desfalcado de Gerrard, apostava na juventude, viu o Arsenal ter a primeira boa chance do jogo. Logo aos três minutos de jogo, em falta cobrada por Nasri, Diaby cabecearia rente a trave. A resposta visitante viria aos 7 minutos. Em falta cobrada por Suaréz, o goleiro Szczesny encaixaria a bola.

Jogo movimentado tem polêmica. O Arsenal reclamaria um penâlti sofrido por Djourou. E o Liverpool um sofrido por Suaréz. E se os torcedores queriam ver pênaltis, valeria a pena esperar o fim da partida. Aos 15 minutos, teríamos a melhor chance do jogo. Em escanteio cobrado por Van Persie, Koscielny aproveitaria falha de Reina, mas a bola bateria no travessão. E só pra ter mais polêmica, o torcida londrina pediria penâlti quando no rebote desse lance Walcott chutasse forte e bola batesse no braço de Kuyt.

Aos 19, Nasri, fazendo excelente partida, ganha na corrida de Carragher, chuta cruzado e vê Reina fazer a defesa. Aos 22, mais uma vez na carreira o brasileiro Fábio Aurélio sai machucado, e Kenny Dalglish promove a entrada de Robinson. E se time da terra dos Beatles já estava jovem, fica ainda mais com entrada do defensor de apenas 17 anos. O fim do primeiro tempo seria de total domínio arsenalista. Com boas trocas de passes, o time envolve o Liverpool, mas peca no último toque. A equipe até balançaria as redes aos 24, porém em posição irregular do holandês Van Persie.

O segundo tempo começa do mesmo jeito que terminou o primeiro, travado no meio de campo, com um Arsenal melhor, mas sem conseguir finalizar. E se a força ofensiva londrina conseguia envolver o Liverpool, o mesmo não podemos dizer dos visitantes - apagado, Carroll quase não tocaria na bola, enquanto Suárez, bem marcado, também não renderia.

A pouco mais de 10 minutos do segundo tempo, uma emoção diferente tomaria conta do estádio. Carragher se chocaria com Flanagan e ficaria caído, a receber atendimento médico. O inglês é retirado de campo aplaudido, com aparelhos pra respiração, deixando o campo para a entrada do grego Kyrgiakos.

E o jogo segue sendo dominado pelo time londrino, embora não consiga chegar com tanto perigo ao gol defendido por Reina. Aos 25 do segundo tempo, sai o apagado Carroll e entra Jonjo Shelvey, mostrando ainda mais a juventude liverpurdiana. Dois minutos mais tarde Wenger promoveria a entrada de Arsharvin e Bendtner, aumentando a força de ataque e perigo do mandantes. É bom lembrar que o russo tem um alto aproveitamento quando o assunto é confronto contra o Liverpool. O Arsenal ainda promoveria a última substituição antes do fim do tempo regulamentar: Song no lugar de Diaby.

E a partir daí que o jogo mostra porque era um clássico. Aos 40 do segundo tempo, Van Persie sai na cara do gol, mas é parado brilhantemente por Reina - linda defesa do goleiro espanhol, que no rebote ainda encaixaria chute de Brendtner. Enquanto a partida se encaminhava ao 0x0 eis que surge o acréscimo de 8 minutos. Quem ligasse a TV naquele momento, iria ganhar um presente dos deuses do futebol.

Isto porque quase aos 8 minutos da prorrogação, Fàbregas faria boa jogada, e seria derrubado por Spearing. Pênalti convertido pelo holândes Van Persie. E ai de quem achasse que com isso acabaria. Ainda mais se tratando de Liverpool. Quando o jogo antige incríveis 100 minutos, o Liverpool atacara com tudo. Lucas cairia na entrada da área e pediria pênalti. Falta marcada (fora da área) e muita reclamação dos visitantes. Mas na cobrança de Suárez, ao bater na barreira a bola volta ao brasileiro, mais uma vez para ser derrubado. Dessa vez sem dúvida, dentro da área. E mais um holândes cravaria um gol e determinaria o empate de maneira hiper-dramática. Kuyt marca e comemora o empate com a torcida visitante. Último lance do jogo coroa um jogaço digno de um clássico tão intenso.

E com este resultado outro lado da Inglaterra também comemora. A torcida do Manchester se enche de felicidade, agora que vê o Arsenal distante na tabela. O Arsenal agora espera um milagre para levantar a taça, e o Liverpool espera outro milagre para se classificar a alguma competição européia ano que vem. O time está a 4 pontos do Tottenham, último classificado a Liga Europa, embora este adversário ainda tem 2 jogos a menos que o da terra dos Beatles.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

No duelo contra o City, Liverpool vence e ainda acredita na classificação às competições européias.

Antes da bola rolar no Anfield Road, homenagem vermelha à tragédia de Hillsborough, que no dia 15 desse mês completará 22 anos. Pra se ter ideia da importância da data ao time liverpudiano, a equipe já pediu que jogo de quartas de finais de liga dos campeões fosse remarcado a uma data que não chocasse com este dia. E foi atendido. O time se recusa a jogar na data pelo respeito que tem aos 96 torcedores que morreram na tragédia.

Mas se não joga 15/04, hoje foi 11/04, e além de homenagear seus torçedores da tragédia, o Liverpool deu uma belo show aos presentes no Anfield com um belo jogo, onde derrotou o Manchester City por 3x0. O resultado ainda faz o time sonhar com uma classificação a Liga Europa, já que o ultimo classificado a competição, Tottenham está a 5 pontos de distância, e ainda há o confronto direto. Mas vamos ao jogo:

O Liverpool veio a campo promovendo a jovem promessa Flanagan, e o retorno de Fábio Aurélio ao time, que havia se machucado na vitória contra o outro Manchester no mesmo Anfield Road. E se os olhos se voltariam para a defesa do novato Flanagan, não saberemos por este jogo a confiabilidade do defensor. Fato é que o Liverpool dominou o jogo o tempo todo.

Logo aos 7 minutos bola na trave de Suárez, depois de belo lançamento de Carroll. Detalhe: no chute do uruguaio, o goleiro Hart chegou a tocar de leve na bola.

E o gol não demoraria a sair. Antes do 12 minutos, o inglês mais caro da história e contratação mais cara do Liverpool, faria seu primeiro gol pelos Reds. E que belo gol. Em roubada de bola feita pelo próprio Carroll, a bola sobraria para Meireles chutar ao gol de fora da área, a bola bateria no zagueiro visitante e voltaria a Carroll. Com um chutaço de fora da área, o atacante concluíra um belíssimo gol . Festa vermelha com seu camisa 9.

Aos 27 Dzeko faria uma boa jogada para os visitantes, ao driblar dois adversários, mais chutar rente a trave pelo lado de fora. Mas ao 33 o time vermelho anotoria o segundo, de maneira chorada. Depois de seguidas chances dentro da área, a bola sobraria para ao holandês Kuyt chutar cruzado e colocar 2x0 no placar. Menos de dois minutos depois um golpe fatal as pretensões do azuis-céu. Em Cruzamento quase que perfeito de Meireles, Carroll aproveitaria a força fisíca e a altura para cabeçar ao gol o segundo tento dele na partida e o terçeiro do seu time. A partir dae era só administrar o resultado até o fim do primeiro tempo e assistir as caras feias de Mancini no banco do Manchester City.

E o segundo tempo também seria de domínio quase que total vermelho. Logo aos 5 minutos, Kuyt cabeçearia escanteio cruzando a bola rente a trave do gol. Próximo aos 25 minutos o City arrisca duas vezes de longe, duas boas chances que passariam pouca acima da meta do goleiro Reina. Uma com Balotelli e uma com David Silva.

A 10 minutos do fim do jogo, o Liverpool quase marca o 4º (coisa que ainda não fez essa temporada). Em uma boa jogada de Suárez e Kuyt, o holandês teria chanche de marcar outro gol com chute cruzado, mas jogaria a bola muito fora do gol. Outra orpotunidade ainda melhor viria dois minutos depois. Desta vez com Meireles recebendo a bola no mesmo lugar do campo que o Kuyt acabara de desperdiçar. Chute forte, mas no meio do gol e defesa de Hart. O City continuaria insistindo em chutes de fora da aéra. Yaya Toure ainda arriscaria de muito longe, e dessa com mais perigo, nada que impedisse defesa certeira de Reina. E a ultima boa chance do jogo seria mesmo liverpudiana. Boa jogada dos atacantes Kuyt, Suarez e Carroll. cruzamento do uruguaio e cabeceio do inglês acima da trave assustando Hart. O camisa 9 seria substituídos nos acréscimos, aquela substituição que é só para fazer a torcida o aplaudir o jogador. Festa vermelha completa.

O Liverpool agora se vê em uma grande dilema. Embora sonhe com a classificação pelo menos a Liga Europa, terá no próximo sábado um confronto contra o Arsenal, jogo este que pode ser decisivo ao campeonato. Isso porque a equipe londrina que também vençeu nesta rodada, é o time mais credenciado a tirar o titulo do Manchester (também vitorioso nesta rodada.) O torcedor red terá o coração dividido. De um lado a chance de ver o Liverpool disputando competições europeias, do outro a possibilidade da perda de uma vez por todas da hegemonia inglesa ao Manchester United. O que nos resta é aguardar as emoções por vir.

domingo, 6 de março de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Após uma seqüência de oito jogos de invencibilidade, no domingo passado o Liverpool foi derrotado pelo West Ham, adversário que vem flertando com a zona de descenso na "Premiership". Aí o leitor se pergunta: "como, então, o Liverpool pode ser a equipe da semana?". É que no domingo seguinte, os "Reds" receberam em Anfield Road ninguém menos do que o líder da competição: o Manchester United. E o resultado? 3a1 Liverpool, com direito a "hat-trick" de Dirk Kuyt e grande atuação de Luis Suárez. Com um detalhe: na sexta-feira, dois dias antes do clássico vermelho, o treinador Kenny Dalglish completara 60 anos de idade. O "parabéns pra você" foi cantado em pleno estádio, para festa do treinador, do elenco e, principalmente, dos adeptos. Veja como foi essa partida (nas palavras de Rodolfo Batista, um "clássico com "C" maiúsculo").

Triunfos como esse costumam ser a motivação ideal para a seqüência da temporada. E, no caso do Liverpool, o próximo compromisso é de caráter eliminatório: trata-se do jogo de ida pelas oitavas-de-final da Liga Europa, diante do Braga, quinta-feira, em Portugal. Tudo em clima de carnaval.

Jogada da semana

Internazionale e Genoa duelando pelo Campeonato Italiano. E, após virar o jogo para 3a1, o "Nerazzurri" descolou uma linda troca de passes que terminou no 4º gol interista, marcado por Goran Pandev. Mas o gol em sim foi mero detalhe: o grande barato da jogada foi a envolvente parceria entre Samuel Eto'o e Wesley Sneijder, que trocaram de posição e desmantelaram a defesa adversária.

Clássico com "C" maiúsculo. Vitória com "S's". S de Suaréz, S pros 3 golS de Kuyt. Liverpool 3x1 Manchester.

Quando Carlos Alberto Parreira disse a frase: "O Gol é só um detalhe", muita gente ficou sem entender. Mas em alguns momentos, ela faz tanto sentido. Hoje, em Anfield, ao atropelar o Manchester, O Liverpool mostrou o porque. Simples. Ao pegar o resultado do jogo, 3x1 pro Liverpool e conferir um hat trick do Kuyt, você logo já pensa, homem do jogo, fez três gols. Conclusão lógica, mais este belo detalhe "o Gol" nesse jogo, teve um destaque mágico: A Participação do Uruguai Suárez. Antes do jogo ele havia dito, "um uruguaio quando veste a camisa de um time, se torna torçedor deste, e joga com tudo por ele." A raça e técnica uruguaia, aliada a raça holandesa de Kuyt deram a alegria aos reds hoje. Vamos a partida:

Para um dos maiores clássicos do mundo, escalações quase previsíveis dos escoceses treinadores de Liverpool e Manchester. Equanto Dalglish escalou Reina, Jhonson, Skrtel, Carregher, Aurelio, Maxi, Gerrard, Lucas, Meireles, Kuyt e Suaréz, Fergurson trouxe ao Anfield: Van de Sar, Evra, Brow, Smaliing, Rafael, Gigs, Carrick, Scholes, Nani, Rooney e Berbatov.

No início de jogo, domínio total do Liverpool, com boas jogadas de Lucas e Suaréz, o time da terra das beatles vai atacando, Maxi tem boa chance aos 5 minutos iniciais, mas a partir dae, o Manchester começa a equilibrar a partida. Aos 24, o brasileiro Fabio Aurélio sai machucado, (pra variar). Entrada de Kyrgiakos em seu lugar.

Aos 34 minutos, jogada fenomenal de Suaréz, daquela de fazer o torçedor sair, pagar o ingresso e entrar de novo. O uruguaio driblou Rafael (com direito a bola entre as pernas do brasileiro), tirou Brown e Carrick pra dançar e chutou, a bola passou por Van der Sar e ia entrar, mais o guerreiro detalhista Kuyt fez o gol em cima da linha. 5 minutos mais tarde, em nova jogada de Suaréz, Nani recua mal e Kuyt de cabeça faz o segundo dele. Festa no Anfield.

Pouco antes do intervalo, início de confusão, aqueles desentendimento de todo clássico. Com Rafael e Skrtel amarelados, o times vão pro intervalo. Na volta, o Machester voltou pressionando. Aos 13, Meireles salva um gol feito de Berbatov, ao tirar uma bola em cima da linha, consagrando uma excelente partida do português. Mas o jogo era do Liverpool. Aos 20, em bela cobrança de falta de Suaréz, Van de sar dá rebote e Kuyt faz o terçeiro, com o estádio fazendo bonita festa. Carrol faz sua estréia no fim da partida, mas apagada, afinal é dia de Suaréz e Kuyt. O uruguaio ainda faria mais uma excelente jogada ao driblar dois zagueiros, avançar rumo a meta, chegar na cara do gol, mas acabar isolando o bola.

No fim do jogo Gigs cruza e Chicarito desconta pro Manchester. Nada que nem de perto balançe a festa do aplaudido de pé Suaréz, do guerreiro Kuyt, ou do aniversariante sorridente Kenny Dalglish, tido como "rei" pela torcida dos reds. O escocês ainda ganhou um emocionante cântico de "Happy Birthday" das arquibancadas.


Aproveito pra pra parabenizar a lenda do futebol Kenny Dalgish pelo seus 60 anos completados semana passada: Vlw Kenny, sua coroa é uma das mais mereçidas desde o surgimento do futebol.

sábado, 5 de março de 2011

Liverpool x Manchester United

Engilsh Premiere League. 6/03/2011 10:30 (Horário de Brasilia.) O maior clássico do futebol inglês.

18 titulos para cada lado. Uma rivalidade escrita em vermelho. Independente do motivo, esse jogo vale a pena de ser visto. O Manchester briga pelo titulo, tarefa facilitada pelo empate do Arsenal agora a pouco. O Liverpool sonha com uma classificação pra Liga dos Campeões. Missão quase impossível, quase, porque a palavra impossível simplesmente pareçe não existir pro time da terra dos Beatles. Tempero de um grande jogo, do qual já aguardo ansioso pra ver.

A Inglaterra deve parar amanhã pra este clássico. E não só a terra da rainha, muitos apaixonados por futebol vão querer ver a partida ao redor do mundo.

No lado do Liverpool, a estréia do jogador inglês mais caro da história, Carrol, é aguardada com ansiedade. Um camisa 9 pra fazer os reds esquecerem Torres é divida da diretoria. E o jovem inglês deve fazer a estréia, embora comece no banco.

Pelos visitantes, O titulo e a hegemonia inglesa parecem cada vez mais perto. a derrota pro Chelsea a pouco tempo atrás embora tenha sido um pedra no sapato, tem tudo pra ser esquecida caso o time vença o rival de terra portuária.

Duelo a parte ao Sir Alex Ferguson, e ao (King) Kenny Dalglish, técnicos de Manchester e Liverpool, respectivamente. Dois escoceses tratados como heróis na Inglaterra. Quem sorrirá amanhã?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mercado Agitado: Janela De Janeiro Fecha Com Estilo

O encerramento da janela de transferências de janeiro foi agitadaço na Europa, sobretudo na Inglaterra. Chelsea e Liverpool protagonizaram as negociações mais bombásticas e terão caras novas bastante cobiçadas pelo futebol internacional.

O zagueiro brasileiro David Luiz, de 23 anos, trocou o Benfica pelos Azuis de Londres em um negócio girando em torno de 25 milhões de euros (aproximadamente 57 milhões de reais). Nemanja Matic, jogador do Chelsea, deverá atuar no estádio da Luz a partir da próxima temporada como parte da negociação, que também envolve um amistoso entre as equipes.
O Benfica aceitou a proposta dos "Blues" e negociou o zagueiro David Luiz com o clube inglês, onde deverá formar dupla de zaga com John Terry.

Vamos agora dar uma chegada na Terra dos Beatles (prometo retornar à Londres): por 35 milhões de libras (cerca de 93 milhões de reais), o atacante Andy Carroll, que vinha se destacando no Newcastle a ponto de ser convocado por Fabio Capello para o "English Team", junta-se ao elenco do Liverpool em transferência que considero vantajosa ao clube que o vendeu (com todo o respeito ao futebol de Carroll, mas 35 milhões de libras?).
Andy Carroll, centroavante que vinha se destacando com a camisa do Newcastle United, foi contratado pelo Liverpool por 35 milhões de libras.

E não é apenas Carroll que está chegando para Anfield Road. O atacante uruguaio Luis Suárez acertou com os Vermelhos após uma negociação que renderá ao Ajax 26,5 milhões de euros (aproximadamente 60 milhões de reais). Na minha opinião, é mais jogador que Carroll (e acabou saindo "mais barato"). A camisa a ser vestida por "Luisito" será a de número 7, mesmo número que foi usado pelo atual treinador da equipe, o lendário Kenny Dalglish.
O uruguaio Luis Suárez, um dos destaques da "Celeste" no Mundial 2010, trocou o Ajax pelo Liverpool e vestirá a mesma camisa 7 que já foi de Kenny Dalglish.

O leitor deve se perguntar: ué... de onde veio tanta grana para os "Reds" fazerem duas aquisições desse impacto?

E a resposta é a transferência mais bombástica do mercado internacional. Faltando 13 minutos para o encerramento da janela de janeiro, o espanhol Fernando Torres, de 26 anos, assinou contrato que o levará para Stamford Bridge. É isso mesmo, senhoras e senhores: "El Niño" trocou o Liverpool pelo Chelsea e poderá formar uma dupla de ataque arrebatadora ao lado do marfinense Didier Drogba. O preço? 50 milhões de libras, nessa que é a maior cifra envolvendo dois clubes ingleses (a 6ª maior compra da história do futebol mundial).
Fernando Torres sendo perseguido por Terry, Lampard e Mikel. Agora os jogadores de azul correrão atrás de Torres para comemorar os gols do espanhol.

Gosto de dizer que "recordar é viver". E vem a calhar recordar como foi o último encontro entre Liverpool e Chelsea. Após dar uma clicada na partida, confira também o tópico de "equipe e jogada da semana" daquela ocasião.

Os torcedores do Chelsea devem estar se deliciando nesse momento. Os do Liverpool devem estar com um misto de sentimentos que poucos seriam capazes de ponderar: comemorar as chegadas de Carroll e Suárez ou lamentar a saída de Torres, ainda mais para o Chelsea?

A resposta para essa eventual questão eu não tenho. Mas estou ansioso para ver as próximas partidas dessas equipes, principalmente o confronto direto pela "Premiership".

domingo, 16 de janeiro de 2011

Liverpool E Everton Alternam Liderança E Terminam Empatados Em Anfield Road

Pode-se dizer que cada uma das equipes tomou conta de uma metade do jogo: enquanto o Liverpool, empurrado pelos arrepiantes cânticos da torcida que não o deixa caminhar sozinho, dominou amplamente as ações no primeiro tempo, o Everton voltou eficiente na segunda etapa e conseguiu a virada. Mas um gol de Dirk Kuyt aos 22 minutos, cobrando pênalti, deu números finais ao 2a2 em Anfield Road. Sob o comando do treinador escocês David Moyes, os "Toffees" jamais triunfaram na casa dos "Reds": esse foi o 5º empate em 9 partidas naquele território, resultado que mantém o Everton em 12º lugar e o Liverpool na 13ª posição na Premiership.

O jogo

Uma finalização do atacante espanhol Fernando Torres com 8 segundos de partida já antecipou o que seria uma primeira etapa praticamente totalmente controlada pelos donos da casa. O ensaio para o primeiro gol se acentuou aos 16 minutos, quando o próprio Fernando Torres voltou a aparecer: o camisa 9 recebeu pela direita, cortou a marcação e soltou um chute colocado que carimbou a trave direita do goleiro estadunidense Timothy Howard. No rebote, o holandês Dirk Kuyt chegou na bola mas acabou chutando por cima do travessão. Na marca de 28 minutos o placar foi inaugurado: Glen Johnson, escalado na lateral esquerda, cruzou com a perna direita, Kuyt levou vantagem sobre Leighton Baines no jogo aéreo, cabeceou e Tim Howard fez bonita defesa. No rebote, Kuyt chutou com força e a bola estourou em Howard. Houve mais um rebote e aí não teve jeito: após um chutaço do português Raul Meireles, a bola estufou a rede do Everton.

Os defensores da equipe visitante devem ter ouvido sonoras broncas no vestiário: antes do apito de intervalo, Tim Howard voltou a ser exigido em três outros lances: aos 30 minutos, espalmou chute cruzado de Torres; aos 41 minutos, nova bola espalmada após finalização rasteira de Raul Meireles; e aos 44 minutos, o cabeludo meio-campista belga Marouane Fellaini-Bakkioui atravessou uma bola nas proximidades da grande área e acabou entregando para o argentino Maximiliano Rodríguez, que chegou chutando, e lá estava Howard para encaixar e evitar o 2º gol.

Uma curiosidade estatística da primeira etapa apontou os percentuais de uso do campo quando o Liverpool tinha a bola: 71% do tempo o time avançava pela faixa central e em apenas 10% pelo lado esquerdo de ataque, por onde acabou saindo a jogada do único gol até então.

Com uma única substitução ao intervalo (uma troca de zagueiros no Liverpool, onde saiu o dinamarquês Daniel Agger e entrou o grego Sotiris Kyrgyakos) lá vieram as equipes para o segundo tempo.

Uma jogada que me chamou atenção na primeira etapa era a movimentação dos jogadores do Everton quando tinham uma cobrança de escanteio a seu favor. Nela, três jogadores ficam próximos da linha da grande área e quando o batedor vai pra bola eles passam a se deslocar ou em linha reta ou em zigue-zague, tentando se desvencilhar da marcação adversária. Pois bem: logo aos 39 segundos da etapa complementar, essa jogada ensaiada deu resultado. Após cobrança pelo lado esquerdo, o francês Sylvain Distin cabeceou pro chão e pôde comemorar com gol na sua 400ª aparição em partidas no futebol inglês.

A igualdade no placar animou o Everton e a virada saiu aos 6 minutos: em disputa pelo alto, o nigeriano Victor Anichebe acabou derrubando Martin Kelly e levando a bola até Leon Osman. O camisa 21 recolheu a redonda e passou para Jermaine Beckford, que com um chute cruzado estufou a rede de Pepe Reina no canto esquerdo.

Três minutos após levar a virada, o Liverpool esteve perto de empatar: Meireles recebeu na esquerda, chutou rasteiro e Howard caiu para encaixar a bola. Aos 21 minutos, uma bola levantada na área foi furada pelo eslovaco Martin Skrtel e acabou indo parar nos pés de Máxi Rodríguez: Howard, na tentativa de cercar a jogada, acabou se chocando com o argentino e comentendo pênalti, corretamente assinalado pelo árbitro Philip Dowd (numa primeira impressão, até parecia que Dowd não marcaria a penalidade, gerando reclamação em Rodríguez). Na cobrança, Kuyt colocou a bola no quadrante 11 enquanto Tim Howard pulou para o outro lado: tudo igual em Anfield Road.

E com esses quatro gols a partida seguiu até o apito final, com apenas mais duas chances de gol dignas de nota: aos 31 minutos, Torres recebeu nas costas da defesa e encobriu Howard mas também o travessão; aos 43 minutos, o irlandês Seamus Coleman chutou, a bola foi travada por Kuyt e Reina disparou o batimento cardíacos daqueles que acompanhavam a partida, fazendo um "golpe de vista" numa bola que passou, devagarzinho, perto da trave direita. Foram 62% de posse de bola na segunda etapa para o Everton e, se por um lado empatar com o Liverpool em Anfield Road não é um mau negócio, por outro o tabu de Moyes continua nesse clássico da "terra dos Beatles".