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sábado, 10 de setembro de 2011

De Goleada Em Goleada, Manchester United Lidera A Premiership

Com outro "hat-trick" de Wayne Rooney (o "Shrek" já havia marcado três gols na rodada passada, no histórico 8a2 em cima do Arsenal), o Manchester United emplacou mais uma goleada na "Premiership" 2011-2. A vítima da vez foi o Bolton: 5a0 em pleno Reebok Stadium.

O United lidera a competição com 100% de aproveitamento nos primeiros quatro jogos e incríveis quinze gols de saldo. Já o Bolton, que estreou vencendo o Queens Park Rangers por 4a0 fora de casa, não pontuou mais e aparece provisoriamente na 12ª colocação.

O jogo

O placar sugere um passeio dos comandados do escocês Alex Ferguson, mas a realidade é que o Manchester nem foi tão preponderante assim. E nem precisava: com um futebol objetivo e de grande precisão no momento das finalizações, o time foi construindo a goleada de maneira natural, como se não estivesse fazendo esforço. Quem abriu a contagem foi o atacante mexicano Javier "Chicharito" Hernández, que aos quatro minutos se antecipou à marcação e também ao goleiro finlandês Jussi Jääskeläinen para completar o cruzamento rasteiro do português Nani. 1a0 United e indícios de uma vitória tranqüila.

Aos dezenove minutos, novamente o Manchester foi ao ataque pelo lado direito. Mas em vez da dupla Nani-Chicharito e um cruzamento por baixo, o que ocorreu foi um lançamento pelo alto onde Phil Jones encontrou Wayne Rooney: esticando a perna direita, o camisa 10 direcionou a bola pra rede, evitando a marcação do belga Anga Dedryck Boyata e tirando de Jussi Jääskeläinen. Cinco minutos depois, Phil Jones recebeu de Nani, arrancou em velocidade e chutou ao gol. Jääskeläinen até conseguiu rebater a finalização, mas o rebote caiu no domínio de Rooney, que concluiu com cum chute certeiro no canto direito. 3a0 e goleada sendo desenhada ainda no primeiro tempo de jogo.

Com a presença de Kevin Davies como referência na área, além das participações do croata Ivan Klasnic e as diversas tentativas de finalizações do búlgaro Martin Petrov, o Bolton até levava algum perigo à meta defendida pelo goleiro espanhol David de Gea. No setor de meio-campo, o brasileiro Ânderson e Michael Carrick (que entrou aos oito minutos no lugar do jovem Thomas Cleverley, machucado) não conseguiam se sobressair, o que talvez tenha sido causa (ou efeito?) do baixo rendimento de Ashley Young, pouco produtivo pelo lado esquerdo. O Bolton tinha por ali a disposição de Nigel Reo-Coker, que com muita correria e alguma técnica, tentava ajudar sua equipe a superar uma zaga formada por Rio Ferdinand e Jonathan Evans (o sérvio Nemanja Vidic foi desfalque). Mas faltava aos donos da casa a eficiência que sobrava na equipe visitante. Aos doze minutos do segundo tempo, Nani pegou a bola pela direita, encarou a marcação de Boyata e avançou até ser desarmado dentro da área por Reo-Coker. Na sobra, Carrick chutou, a bola rebateu em Boyata e foi encontrar Javier Hernández, que direcionou a redonda pro fundo da rede, marcando seu segundo gol na partida e o quarto do time (antes disso, "Chicharito" havia marcado um gol corretamente anulado por impedimento).

O atalho para a alegria era mesmo pelo lado direito: aos vinte e dois minutos, uma bola lançada do campo de defesa chegou até Nani, que entrou na área, rolou atrás e Rooney, na meia-lua, pegou de primeira, mandando no canto direito para marcar 5a0.

É bem verdade que o Bolton já havia sido facilmente envolvido pelo Liverpool na rodada passada, mas, nessa partida com o Manchester United a derrota foi mais ampla do que o domínio estabelecido de um time sobre outro. O escocês Owen Coyle pode reencontrar a vitória no próximo jogo, novamente em casa, diante do Norwich City. Para isso, o principal ponto a ser corrigido está na defesa, e me refiro mais especificamente àquilo que tange a sobra de bola. Já o Manchester United está com força suficiente para estrear com uma vitória tranqüila na Liga dos Campeões, no estádio da Luz, diante do Benfica. Depois, a parada é mais complicada e menos previsível: o Chelsea, em Old Trafford, pela quinta rodada.

domingo, 28 de agosto de 2011

Intenso, Liverpool Vence Bolton Por 3a1 Em Anfield Road

O Liverpool recebeu o Bolton em Anfield Road e não decepcionou os 44.725 espectadores presentes nas arquibancadas: com grande volume de jogo e objetividade para chegar ao ataque, a equipe de Kenneth Mathieson Dalglish venceu por 3a1 e assumiu, pelo menos provisoriamente, a liderança na Premiership 2011-2, com sete pontos em três partidas disputadas. Já o Bolton permanece com os três pontos ganhos na estréia, quando goleara, fora de casa, o Queens Park Rangers pelo placar de 4a0.

O jogo

Se Owen Coyle planejava um time para segurar o empate e, quem sabe, conseguir o gol num eventual contra-ataque, a idéia de focar na defesa teve duro revés aos 14 minutos, quando Jordan Henderson abria o placar em favor dos donos da casa. Com o uruguaio Luis Suárez e o holandês Dirk Kuyt atuando de forma intensa, parecia que a qualquer momento poderia pintar o segundo gol dos "Reds", que em momento algum dava sinais de sentir as ausências dos contundidos Steven Gerrard e Raul Meireles. Numa das boas jogadas entre "Luisito" Suárez e Kuyt, o uruguaio recebeu do holandês em posição legal, ficou de frente com o experiente goleiro finlandês Jussi Jääskeläinen e, por excesso de capricho, desperdiçou a chance ao encobrir o arqueiro e mandar a bola na rede externa, logo acima do travessão.

O 1a0 persistiu até o intervalo, resultado que não refletia a ampla superioridade do Liverpool no jogo e que deixava em dúvida se os três pontos seriam ou não efetivamente conquistados. Mas aos seis minutos as coisas ficaram mais tranqüilas para os mandantes do campo e do jogo: Charlie Adam cobrou escanteio pela direita e o zagueiro eslovaco Martin Skrtel (que entrara no primeiro tempo no lugar do lesionado xará de sobrenome Kelly) cabeceou com precisão para ampliar a vantagem. E já no minuto seguinte o Liverpool chegaria ao terceiro gol: Kuyt tocou para Adam e o escocês tratou de mandar pra rede. 3a0, parada resolvida e muita festa entre os torcedores.

As entradas do argentino Maximiliano Rodríguez e do atacante Andrew Carroll nos lugares de Henderson e Suárez não diminuíram o ímpeto ofensivo da equipe de Kenny Dalglish, mas é fato que sem Suárez em campo o jogo perdeu muito de sua intensidade. Talvez quem tenha gostado dessa substituição tenha sido o árbitro Lee Probert, que entre acertos e erros ouviu um bocado de reclamação do camisa 7, que reivindicou pênalti com tamanha veemência que parecia disposto a expulsar um dos auxiliares. Nos acréscimos da partida, um lançamento nas costas da defesa foi apenas parcialmente afastado por Jamie Carragher e acabou chegando no croata Ivan Klasnic, que descontou e chegou ao seu terceiro gol na competição.

Anfield Road esperará pelo Liverpool até 24 de setembro, data que a equipe retornará ao estádio para receber o Wolverhampton. Até lá, serão três compromissos consecutivos como visitante: pela Premier, a equipe pega o Stoke City e o Tottenham Hotspur enquanto pela Copa da Liga enfrenta o Brighton & Hove Albion FC. Já o Bolton terá pela frente dois jogos no Reebok Stadium, onde duelará com Manchester United e Norwich City.

domingo, 24 de abril de 2011

Bolton Manda O Sonho Do Arsenal Para Escanteio

A história se repetiu: o Arsenal jogou bem, rodou a bola, criou chances, pressionou o adversário - mas não conseguiu a vitória. Com a derrota por 2a1 para o Bolton, os comandados de Arsène Wenger ficam a 9 pontos do Manchester United e a 3 do Chelsea, praticamente dando adeus ao título inglês nessa temporada. Já o time comandado por Owen Coyle segue na busca por uma vaga na Liga Europa.

O jogo

Como era de se imaginar, o Arsenal foi ao ataque desde o início e não demorou a se aproximar do gol. Houve grande defesa do goleiro finlandês Jussi Jääskeläinen (que aos 15 minutos evitou com a mão direita que o chute do espanhol Francesc Fàbregas entrasse no canto direito), houve bola na trave (mandada pelo próprio Cesc Fàbregas), houve finalização passando perto da meta. Mas bola na rede quem colocaria era o Bolton. Em escanteio originado após sensacional defesa do polonês Wojciech Szczesny em finalização frontal do sul-coreano Lee Chung-Yong, o mesmo jogador asiático cruzou da esquerda, Gary Cahill cabeceou, o francês Samir Nasri bloqueou já depois da linha final e a bola voltou para Daniel Sturridge cabecear pro fundo da rede, aos 37 minutos.

O início do segundo tempo foi absolutamente frenético. Com 30 segundos, o suíço Johan Djourou cometeu falta dentro da área quando era driblado e o árbitro Mike Jones deu pênalti. Quem partiu pra cobrança foi o veterano atacante Kevin Cyril Davies, que convertera todas as quatro penalidades por ele cobradas nessa "Premiership". Mas quem estava entre as traves era Szczesny, que fez a defesa e deu aquele empurrão motivacional para o Arsenal tomar novo ânimo na busca pelo resultado. Logo aos 2 minutos, o holandês Robin van Persie conduziu a bola encarando e escapando da marcação, tocou para Fàbregas e o espanhol executou a função de pivô com maestria, devolvendo de primeira no camisa 10, que chutou no canto esquerdo e empatou o jogo. Foi o 7º gol consecutivo de van Persie em partidas fora de casa, estabelecendo um novo recorde na história da competição (o anterior era do marfinense Didier Drogba).

Com todo o restante do segundo tempo para chegar ao 2º gol, o Arsenal parecia que a qualquer momento poderia conseguir alcançá-lo. Nasri teve chance claríssima quando recebeu enfiada de bola de van Persie, ficou cara-a-cara com Jääskeläinen, chutou em cima do goleiro e acabou desperdiçando também o rebote, bloqueado por Cahill. Colocando aos 19 minutos um atacante no lugar de um volante (o marroquino Marouane Chamakh na vaga do camaronês Alexandre Song), o Arsenal aumentou ainda mais o seu poderio ofensivo. A boa entrada do russo Andrey Arshavin na vaga de Theo Walcott também foi positiva para o time londrino, que ainda contou com Aaron Ramsey no lugar de Jack Wilshere. No contra-fluxo, o Bolton trocava Sturridge pelo zagueiro israelense Tamir Cohen. E se a intenção era segurar o resultado, eis que veio mais um escanteio a favor dos donos da casa: aos 44 minutos, Matthew Taylor cruzou, Cohen apareceu no primeiro pau antes de Djourou e estufou a rede com um cabeceio firme. 2a1 Bolton.

O Arsenal, que não perdia na competição desde o dia 13 de dezembro (1a0 para o Manchester United), acabou sendo batido por um time que encaixou sua 5ª vitória consecutiva atuando dentro de casa pela "Premiership". Batido no placar e também no físico, pois não foram poucas as entradas grosseiras de jogadores do Bolton, apesar de Jones não ter ido em momento algum além do cartão amarelo.