Mostrando postagens com marcador Milan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Milan. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de março de 2013

Barcelona Para Aplaudir De Pé: 4a0 No Milan

Aquietam-se os trombeteiros do apocalipse, ansiosos por anunciar tempos de crise no Barcelona. O revés em San Siro e as derrotas sequenciais para o Real Madrid foram motivos suficientes para que ressoassem os diagnósticos que atestam a irreversibilidade de um suposto cenário caótico.

Só que não. Num Camp Nou lotado - e festivo -, o Barça foi Barça. Messi foi Messi. E se foram, é porque são. E lá se vão para as quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa, com um apoteótico 4a0 pra cima do Milan, clube que estava invicto há dez jogos na temporada.

No primeiro tempo, dois gols do gênio Lionel Messi. Recebeu passe de Xavi para marcar o primeiro e de Iniesta para anotar o segundo. E Abbiati evitou que uma goleada acontecesse ainda antes do intervalo. Mas o Milan também tem algo a lamentar com a sorte: Niang acertou a trave menos de dois minutos antes de Messi encontrar a rede pela segunda vez.

Na etapa complementar, o Barcelona finalmente passou a frente no confronto quando David Villa marcou 3a0 aos nove minutos (nova assistência de Xavi). Allegri mexeu na equipe visitante, trouxe elementos que tornaram o time mais ofensivo. Aliás, que tornaram o time ofensivo, não cabe o "mais" na retrancada, retraída, recuada equipe preparada pelo treinador.

Mas o prêmio final foi para aqueles que jogam de um jeito quando perdem e do mesmo jeito quando ganham: nos acréscimos, Jordi Alba recebeu de Sánchez e marcou o quarto gol. Jogada iniciada por quem? Por Messi. Pra quem gosta de estatísticas, Messi marcou 33 gols em seus últimos 32 jogos pela Liga dos Campeões da Europa. Pra quem gosta de futebol, veja esse cara e esse time jogando.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

Vitória, vitória e mais vitória. Gols, muitos gols. Palavras que estão sendo rotina no Bayern de Munique - e há muito mais do que uma semana. Para se ter uma idéia, a equipe comandada por Jupp Heynckes vem de treze vitórias consecutivas na temporada, incluindo aí todas as competições a que se tem direito. Uma sequência que começou em 2012 e que parece não ter data para terminar. E se formos falar em invencibilidade, então tratam-se de vinte e cinco partidas sem derrota.

Líder soberano na Bundesliga 2012-3, o Bayern aplicou uma goleada de 6a1 no último sábado, diante de um Werder Bremen que pouco poderia fazer, ainda mais jogando o segundo tempo inteiro em desvantagem numérica. Mas o maior resultado bávaro na semana nem foi esse. Na terça-feira, dia dezenove de fevereiro, pela fase oitavas-de-final na Liga dos Campeões da Europa, a equipe encarou o Arsenal e saiu do Emirates Stadium com uma contundente vitória por 3a1.

O próximo compromisso da equipe na temporada é pela fase quartas-de-final na DFB Pokal: enfrenta o Borussia Dortmund, na quarta-feira. São as duas equipes de melhor campanha na liga nacional, mas o momento do Bayern é tão positivo e o time parece tão encaixado que não é nenhum exagero apontá-lo como favorito à classificação. E pensar que na próxima temporada Pep Guardiola vem aí...

Jogada da semana

Houve gols plasticamente mais bonitos do que esse que aqui se analisa. Mas sem dúvida alguma, a jogada envolvendo Niang, El Shaarawy e Muntari tem alguma coisa de emblemática. E há pelo menos duas razões que levam a essa conclusão: [1] por se tratar do Milan de Massimiliano Allegri, equipe carente de grandes jogadas coletivas como essa; e [2] por se tratar de um duelo diante do Barcelona, isto é, fazendo uma linda linha-de-passe diante de um adversário que é especialista nisso.

No clássico com a Internazionale, El Shaarawy, autor da assistência nessa jogada aqui abordada, marcou um golaço para abrir o placar, chutando com a parte externa do pé. Poderia ser a jogada da semana. Mas pelos dois motivos expostos no parágrafo anterior, vamos ficar com a jogada do Milan pra cima do Barça, marcando 2a0 no jogo de ida pela fase oitavas-de-final na Liga dos Campeões da Europa, em partida realizada na quarta-feira, dia vinte de fevereiro de dois mil e treze.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Coletivamente Gigante, Milan Vence Barcelona

Pra quem achava que o Barcelona ia chegar lá no San Siro, impôr seu jogo e ganhar a partida diante do Milan, uma surpresa aconteceu. E o blogueiro assume: está no grupo dos surpreendidos.

Com um sistema de marcação que mostrou-se funcional em praticamente toda a partida, a equipe comandada por Massimiliano Allegri não somente conseguiu a proeza de "segurar" o poderio adversário como ainda teve a grandeza de criar ocasiões de gol.

Foram poucas as chances, é verdade, mas o Rossonero conseguiu aproveitar duas delas. E o placar de 2a0 é uma vantagem considerável para o duelo no Camp Nou, a ser realizado no dia doze de março de dois mil e treze. Resta saber se, na condição de visitante, o tão tradicional clube italiano conseguirá resistir ao Barça. Conseguindo novamente neutralizar Xavi e Messi, por que não?

Para aumentar o tamanho do feito milanista, temos que considerar que a equipe já não conta mais com jogadores como Thiago Silva, Alessandro Nesta, Mark van Bommel, Andrea Pirlo, Clarence Seedorf, entre outros. Ilustres desconhecidos como o zagueiro-central Zapata e o lateral-esquerdo Constant foram alguns dos elementos que formaram uma intransponível última linha de defesa, liderada por Mexès. Abate, pela direita, também deu conta do recado.

Mas a linha de marcação mais impressionante foi a que a antecedia. Ambrosini teve atuação assombrosa na dura missão de acompanhar Messi de perto. Montolivo e Muntari se agigantaram para fortalecer a pegada na marcação e equilibrar a saída de jogo. Boateng, o elo de ligação para os também voluntariosos El Shaarawy e Pazzini, esteve em grande noite também. E Abbiati, seguro como sempre, correspondeu cem por centro das poucas vezes em que foi exigido. De quebra, Niang entrou em campo bem o bastante para participar ativamente na jogada do segundo gol.

Aliás, o segundo gol milanista lembra muito mais o Barcelona do que o Milan atual. Lembrou muito mais o Barcelona do que o próprio Barcelona dessa quarta-feira. O lançamento de Montolivo, a presença de Niang atraindo uma marcação tripla, o toque de El Shaarawy sob medida e a finalização de Muntari esbanjando precisão, numa linha-de-passe ligeira e eficaz, levaram a torcida ao delírio. Jogada que destoa totalmente daquilo que habitualmente se vê desde que Allegri treina esse clube. Podia ser sempre assim, não é mesmo? Tenho a impressão que a filosofia de jogo barcelonista tem o poder de contagiar o adversário, como se fosse um benéfico vírus que se compartilha pelo ar.

O jogo de volta deverá ser dos mais interessantes nessa fase oitavas-de-final de Liga dos Campeões da Europa. Com a obrigação de marcar gols, o Barça provavelmente terá uma posse de bola mais incisiva, vertical, para pressionar um oponente que já mostrou saber se defender e contra-atacar. Curiosamente, esse 2a0 pra cima do Barcelona foi a primeira vitória do Milan dentro de casa nessa edição do torneio. Deve ser um reforço para aquela despretensiosa teoria do contágio pelo ar. Resta saber se as tendências defensivistas de Allegri criarão um fator de autoimunização que levará o Milan a uma performance como tantas outras sob seu comando. Agora, se o time pisar na Catalunha disposto a se manter infectado, poderá estar dando um grandioso passo para a classificação.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Milan Vence Parma Com Presente Inesperado

No último jogo antes do encontro com o Barcelona pela fase oitavas-de-final na Liga dos Campeões da Europa, o Milan recebeu o Parma para abrir a vigésima quinta rodada no Campeonato Italiano.

A vitória por 2a1 coloca os comandados de Massimiliano Allegri na quarta colocação, com um ponto e um jogo a mais que a rival Internazionale (que no domingo visita a Fiorentina).

No jogo realizado em Milão, pode-se dizer que a equipe da casa teve sorte para abrir o placar. É que o Parma havia chegado com perigo por pelo menos duas vezes, numa delas com o aniversariante Gabriel Alejandro Paletta mandando a bola perto da trave direita.

Só que o argentino que completava vinte e sete anos de idade teve um gosto amargo nessa data tão especial: após cruzamento pela direita de ataque milanista, Gabrel Paletta cortou de forma a empurrar a bola para a própria meta, tirando do goleiro Nicola Pavarini e abrindo o placar em favor do Milan.

Eram trinta e oito minutos do primeiro tempo naquele momento e o Parma foi para o intervalo em desvantagem no placar e no psicológico, parecendo sentir o gol contra - e exatamente quando atuava melhor que o oponente.

Na segunda etapa, Roberto Donadoni procurou alternativas, colocando em campo o grego Ninis (no lugar de Parolo, aos dez) e Benalouane (saiu Coda, machucado de tanto bater, aos vinte). Só que quem entrou bem mesmo na partida foi Bojan, colocado por Allegri um minuto antes da segunda mexida de Donadoni (quem saiu foi Boateng, que estava bem). Bojan aumentou a dinâmica ofensiva, dando velocidade na troca de passes. O Milan esteve perto do segundo gol em dois lances de toque de bola, um por cada flanco, mas só conseguiu ampliar a vantagem no placar em jogada de bola parada. Aos trinta e dois, Balotelli recebeu falta de Paletta, ele mesmo, o aniversariante. Pegou a bola, gerando irritação em Niang, que parecia disposto a efetuar a cobrança. E mandou na rede. Quarto gol de Balotelli em seu terceiro jogo pelo Milan, igualando a marca do alemão Oliver Bierhoff no clube.

No final, Sansone descontou para o Parma. Mas era tão no final, que não houve tempo para buscar o empate. E já são seis partidas sem vitórias, estabilizando-se na décima posição na tabela de classificação.

O Milan, que não perde para ninguém há seis partidas (caminho inverso do Parma), terá pela frente um desafio e tanto para conservar essa sequência invicta. É o Barcelona, em San Siro. Sei não, mas sinto cheiro de vitória catalã. E, se dia vinte de fevereiro não for aniversário de ninguém no Barça, de repente pinta uma goleada.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

A Sampdoria começou o ano fazendo história. Freguesa de carteirinha carimbada nos jogos com a Juventus em Turim, a equipe da cidade de Gênova foi até o estádio bianconero e passou maus bocados no primeiro tempo: foi pressionada, levou o primeiro gol, teve jogador expulso. Mas o heroísmo dos comandados de Delio Rossi causaram uma reviravolta completa na volta do intervalo e os visitantes conquistaram uma memorável vitória, com dois gols de Mauro Icardi. Uma ótima maneira de começar o ano novo. Veja mais sobre essa partida na postagem Super Samp Surpreende Juventus Em Turim. Em 14º lugar na tabela de classificação, a Sampdoria começa o segundo turno no Campeonato Italiano com um pouco mais de folga em relação à zona de descenso, encontrando-se quatro pontos acima do 18º colocado, o Cagliari.

Jogada da semana

Algumas belas jogadas ocorreram nessa primeira semana de 2013. Mas a mais significativa não terminou em bola na rede. Pelo contrário: a "jogada" mais marcante simplesmente acabou com o jogo. Literalmente. Foi a reação de Kevin-Prince Boateng, meio-campista ganês que atua pelo Milan. Uma bandeira contra as manifestações fenotipistas. Quase três milhões de acessos no vídeo a seguir.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Superior, Roma Vence Milan Com Tranquilidade

Em seus últimos compromissos oficiais em 2012, Roma e Milan se enfrentaram na capital italiana e o que tivemos foi um passeio da equipe da casa. A vitória (4a2) foi construída com facilidade, num jogo onde os comandados de Zdenek Zeman mostraram muitas qualidades na transição ao ataque. Foram três gols pelo alto e um pelo chão. Começou com uma cobrança de escanteio de Pjanic, cabeceada por Burdisso: 1a0, aos doze minutos. Aos vinte e três, Totti deu um cruzamento-passe que terminou em cabeceio certeiro de Osvaldo: 2a0. Seis minutos depois, uma saída de bola mal feita dos milanistas permitiu que De Rossi encontrasse Lamela livre para marcar o terceiro. Fácil no primeiro tempo, fácil no segundo: aos quinze, Balzaretti cruzou e Lamela marcou de cabeça. Aí vieram as substituições na Roma e a equipe passou a relaxar em campo. Tinha tudo para ser uma goleada histórica, mas as saídas de Lamela, Osvaldo e Totti conciliadas ao conforto no placar e à expulsão do zagueiro Marquinhos (garoto de dezoito anos e de muita qualidade, olho nele!) selaram a diminuição da diferença de gols. Pazzini, de pênalti, descontou aos quarenta e um. Bojan, no minuto seguinte, aproveitou rebote de Pazzini para marcar o segundo. Pazzini e Bojan, dois jogadores de qualidade mas que só saíram do banco de reservas no segundo tempo. Coisas de Massimiliano Allegri.

Mas a Roma teve outro destaque na partida: o goleiro uruguaio Mauro Goicoechea. Defesas dificílimas, esbanjando grande senso de posicionamento e reflexos dos mais apurados. Talvez o jogo fosse diferente se Goicoechea não tivesse atuado em tão alto nível. Mas, pensando bem, foi melhor para a partida que o arqueiro tenha sido tão efetivo. Pois, do contrário, dificilmente veríamos Pazzini e Bojan dentro de campo...

O Campeonato Italiano retorna ano que vem: no dia seis de janeiro, a Roma (atualmente 6ª colocada) vai ao San Paolo enfrentar o Napoli (em 5º lugar) enquanto o Milan (na 7ª posição) recebe o Siena (lanterna, em 20º) no Giuseppe Meazza

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Barcelona Passa Pelo Milan E Avança Na Liga Dos Campeões Da Europa

Deu Barcelona no duelo de gigantes na fase quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa 2011-2. O duelo disputado no Camp Nou teve gols, pênaltis, alternativas. E, no final das contas, venceu a equipe que se mostrou mais apta a buscar o gol. Diria até mais: venceu o time que defende um estilo de jogar futebol. O Milan até resistiu bastante, mas para o bem do esporte, o foco defensivista de Massimiliano Allegri sucumbiu ao futebol total de Josep Guardiola.

Na soma dos 180 minutos, o Barcelona só conseguiu fazer um gol de bola rolando (Andrés Iniesta, aos sete minutos do segundo tempo deste segundo jogo). Não é que o Barça não tenha criado, muito pelo contrário, mas o Milan, mesmo desfalcado de Thiago Silva e Mark van Bommel, conseguiu jogar de forma muito concentrada e minimizar os erros diante de um adversário tão encaixado. Às vezes recorreu a cometer faltas (duas delas dentro da área), às vezes foi salvo pelo goleiro Christian Abbiati, às vezes teve a sorte de as finalizações barcelonistas não entrarem por detalhes e muitas vezes conseguiu bloquear as investidas através de um sólido sistema defensivo. Mas, repetindo o dito no parágrafo anterior, venceu a equipe que se mostrou mais apta a buscar o gol. Felizmente.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Os times foram a campo de maneira parecida com o utilizado inicialmente na partida de ida, em Milão. No Barcelona, Francesc Fàbregas (que estava contundido e por isso não atuou na Itália) reassumiu a titularidade no Camp Nou (Seydou Keita foi para a reserva) enquanto Isaac Cuenca, que sequer havia sido relacionado para o jogo em San Siro, foi escalado entre os onze iniciais (o chileno Alexis Sánchez ficou no banco). Já no Milan, a única mudança foi Ignazio Abate titular na posição ocupada por Daniele Bonera no estádio Giuseppe Meazza. E se as formações se pareciam, o jeito de jogar também foi semelhante. Só que dessa vez o Barcelona teve a felicidade de, logo no começo, conseguir tirar o zero do placar.

Antes de balançar a rede, o Barcelona teve duas boas chances de balançar a rede. Aos quatro minutos, a equipe saiu em contra-ataque com Lionel Messi, que partiu desde a metade do gramado, arrancou driblando quem se colocasse no caminho até o gol, chutou e parou em defesa de Abbiati. Aos seis minutos, linda jogada do Barça: Daniel Alves começou uma triangulação passando para Francesc Fàbregas e o camisa quatro tratou de servir Messi. O craque argentino recebeu e no domínio já preparou a bola pra finalização, mas a redonda passou caprichosamente ao lado da trave direita. Seria um golaço, com a cara desse Barcelona de Guardiola. Aos nove minutos, teve origem o primeiro gol Azul-grená: Messi tirou a bola de Philippe Mexès, avançou pela esquerda e centralizou o lance com passe para Xavi Hernández. Luca Antonini conseguiu desarmar parcialmente mas acabou perdendo a bola para Messi, que sofreu pênalti do camisa setenta e sete italiano. Com uma cobrança rasteira e precisa, Messi pôs a bola no quadrante onze, sem defesa para Abbiati, que saltou exatamente para aquele canto mas não alcançou o objeto esférico. 1a0.

O gol dava a certeza de que o duelo seria definido no tempo regulamentar (somente novo zero a zero levaria a partida para prorrogação). Isto é, o Milan precisava atacar. Kevin-Prince Boateng teve chance pelo lado esquerdo, mas teve o ângulo fechado pela boa saída de Victor Valdés e chutou para fora, aos doze minutos. O Barcelona marcava muito bem, dificultando a saída de bola milanista. Quando o Rossonero passava do meio-campo, esbarrava nos gigantes Javier Mascherano, Gerrard Piqué e Carles Puyol, na maioria das vezes soberanos nos lances que participavam. Robinho se deslocava bem e era um elemento que conseguia, na medida do possível, arrancar algum espaço na defesa barcelonista. Zlatan Ibrahimovic, ao contrário, atravancava as jogadas ao segurar demais a bola e não conseguir se desvencilhar da parede que se formava para proteger a meta de Valdés. Mas, aos trinta e dois minutos, o sueco recebeu toque de Robinho e descolou ótimo passe para Antonio Nocerino. Livre e na cara do gol, Nocerino não desperdiçou e chutou rasteiro, cruzado, no canto direito, empatando a partida e colocando o Milan em vantagem no confronto.

O Barça não demorou a reestabelecer o domínio territorial na partida, mas carecia de jogadas de penetração e optava por remates de fora da área. Aos trinta e cinco minutos, Abbiati espalmou chute de Xavi. Aos trinta e sete, Cesc Fàbregas foi quem finalizou e Abbiati encaixou. Aos trinta e oito, tentou e a bola desviou, saindo em escanteio. E foi aí que teve origem o segundo pênalti e segundo gol barcelonistas: após o levantamento de Xavi, a arbitragem holandesa comandada por Bjorn Kuipers flagrou puxão do experiente Alessandro Nesta em Sergio Busquets, naquela típica infração tão reincidente porém tão ignorada pela maioria dos apitadores. O fato é que a penalidade aconteceu, foi marcada e Messi tratou de converter em gol - dessa vez, a fera mandou a bola no canto esquerdo, surpreendendo Abbiati, que saltou novamente para a direita. 2a1 Barcelona, 14º gol de Messi nessa edição de Liga dos Campeões, igualando recorde histórico de Altafini, que marcou também catorze vezes na edição 1962-3.

Após um primeiro tempo com três gols e muita movimentação, a segunda etapa começou intensa. Logo no primeiro minuto, Ibrahimovic e Mascherano caíram na área em disputa de bola e Kuipers achou melhor deixar o jogo seguir, não apitando nem uma eventual falta do sueco no argentino nem um possível pênalti do argentino no sueco - achei que o holandês fez bem em tomar essa decisão, porque nem o replay me passou certeza de haver um responsável pela queda de ambos os jogadores. Aos sete minutos, saiu o terceiro gol do Barcelona: Messi chutou, Mexès conseguiu travar e a bola prensada foi ao encontro de Iniesta. Abate, que poderia tentar dar combate, preferiu investir num pedido de impedimento (que não havia), e facilitou o trabalho do camisa oito, que chutou no canto direito, tirando de Abbiati e estufando a rede. 3a1 Barcelona.

O jogo era intenso nas jogadas e também nas discussões, com Boateng protagonizando um momento de destempero e sendo acalmado por Daniel Alves. Boateng que, aos catorze, apareceu livre após cobrança de escanteio e cabeceou para fora.

Se Clarence Seedorf foi talvez o maior destaque no jogo de ida, as coisas pareciam não acontecer da melhor maneira para o camisa dez milanista dessa partida de volta. Até passes simples o experiente meia surinamês estava errando. Aos quinze minutos, Allegri trocou a fera por Alberto Aquilani. Naquele mesmo minuto, o Milan teve grande oportunidade de marcar um gol que, provavelmente, daria novo ânimo para a equipe visitante tentar retomar a vantagem: Robinho recuperou a bola, avançou e teve o chute rasteiro rebatido por Valdés. Na seqüência do lance, o Milan teria chance de finalizar novamente (e com o goleiro fora de posição), mas o árbitro marcou toque de mão inexistente do brasileiro, que reclamou com razão. Depois desse lance, não lembro de nenhum outro ataque do Milan que tenha colocado a meta de Valdés em risco. Guardiola trocou Xavi por Thiago Alcântara (aos dezessete), Piqué por Adriano (aos vinte e nove) e Cesc por Keyta (aos trinta e dois). Allegri, que precisava de dois gols improváveis, nem por isso teve audácia tática, trocando Boateng por Alexandre Pato, aos vinte e quatro. E o brasileiro não ficou nem catorze minutos em campo, deixando a partida aos trinta e dois para a entrada de Máxi López - preocupante a condição física de Pato, que vem acumulando lesões ao longo de sua passagem pelo Milan.

O Barça teve pelo menos duas grandes chances de colocar 4a1 no placar, mas desperdiçou ambas com chutes para fora (um de Thiago Alcântara, aos vinte e três, e outro de Adriano, aos quarenta e um minutos). O Milan, que na maior parte do confronto foi digno de elogios pelo sistema defensivo comandado pela proteção de Massimo Ambrosini e o vigor e entrega da dupla Nesta-Mexès, passa a concentrar seus esforços no Campeonato Italiano, onde lidera seguido de perto pela invicta Juventus. Ao Blaugrana, a Tríplice Coroa é um sonho possível, viável e merecido. Mas há muita coisa pela frente para se tornar um fato. Em tempo: essa é a quinta semifinal consecutiva do Barcelona na Liga dos Campeões da Europa.

Outro resultado

Bayern de Munique 2a0 Olympique de Marselha (4a0 na soma dos resultados)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Milan Se Defende E Consegue 0a0 Diante Do Barcelona

Milan e Barcelona fizeram um jogo à altura da tradição de seus uniformes. Na partida de ida pela fase quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa, a atmosfera já era especial desde antes do apito inicial, quando torcedores milanistas montaram mosaico sensacional, numa bem-humorada alusão de que o Milan iria devorar o Barcelona, via imagem do jogo "pacman". Só que, na verdade, foi o Barça quem engoliu o Milan em San Siro. Com muito mais posse de bola, muito mais ocasiões de gol e muito mais disposição de atacar, os comandados de Josep Guardiola pressionaram a forte defesa rossonera durante grande parte do tempo mas, por detalhes, não conseguiram converter nenhuma oportunidade em gol (a única bola que entrou deu-se em impedimento de Lionel Messi, corretamente assinalado pela arbitragem sueca).

Com o resultado de 0a0, o Milan irá ao Camp Nou com a possibilidade de se classificar sem precisar vencer o clube catalão: basta empatar com gol (em caso de novo 0a0, a partida avança para prorrogação ou até disputa por pênaltis, o que, sinceramente, não acredito que aconteça). Fato é que após o apito final no estádio Giuseppe Meazza, os atletas do time da casa festejavam como se fosse uma vitória. E vá lá: pelo que se propuseram a fazer no jogo e pelo nível do oponente, o empate sem gol pode mesmo ter um sabor de triunfo.

O jogo

Desfalcado de dois elementos fundamentais para o sistema defensivo (o zagueiro Thiago Silva e o volante Mark van Bommel), o Milan mostrou superação desde o início de partida e dificultou ao máximo as tentativas de jogadas de penetração do hábil, entrosado e versátil time do Barcelona. Entre erros e acertos, a dupla de zaga composta por Alessandro Nesta e Philippe Mexès funcionou, a proteção dada por Massimo Ambrosini (que mais parecia um terceiro zagueiro do que um cabeça-de-área) e a disposição tática (leia-se defensiva) de Antonio Nocerino, Kevin-Prince Boateng e Clarence Seedorf formaram uma parede branca para impedir os avanços adversários. E com um atrativo: o Milan era perigoso quando conseguia, mesmo que raramente, avançar. Teve a maior chance do jogo já aos dois minutos, aproveitando-se de um erro pra lá de incomum na saída de bola do Barça, que Robinho acabou chutando para fora. Zlatan Ibrahimovic também poderia ter aberto o placar para os donos da casa, mas teve a finalização rasteira bloqueada em linda intervenção do goleiro Victor Valdés.

O Barcelona circulava bem a bola - o que não é nenhuma novidade - e se apresentava com Daniel Alves na extrema direita, Andrés Iniesta no flanco oposto, Xavi Hernández e Messi mais centralizados e Alexis Sánchez como, digamos, referência mais à frente. Uma referência móvel, para fugir da barreira milanista que se impunha. Em meio a tantos recursos ofensivos, chances apareceram. Bolas foram chutadas para fora, bolas pararam em defesas do goleiro Christian Abbiati (pelo menos duas delas de grande dificuldade), e outros chutes acabaram rebatendo em jogadores do Milan, afinal, eram muitos que ficavam atrás da linha da bola.

Veio o segundo tempo e a marcação milanista estava tão encaixada quanto a troca de passes barcelonista, caracterizando um jogo de ataque contra defesa. Só que o melhor jogador em campo não era nem um atacante do Barcelona nem um zagueiro do Milan, era o meio-campista holandês Clarence Seedorf. Numa atuação digna de um camisa 10 clássico, o jogador de 35 anos - completa 36 dia 1º de abril - deu um show em San Siro. Esperto na marcação, sabia cercar o seu setor de forma a dificultar a fluidez do jogo do Barça por onde estivesse posicionado. Inteligente na saída de jogo, parecia sempre saber qual era o companheiro em melhor condição de receber a bola. E, principalmente, Seedorf foi espetacular nos momentos em que parecia não haver opção de jogada. E aí apareceram jogadas de efeito maravilhosas, como uma em que ele se livrou de uma marcação dupla com um categórico toque na bola, abrindo espaço onde, fração de segundo atrás, inexistia.

No final das contas, persistiu o placar de 0a0 para esses dois gigantes do futebol mundial. Talvez fosse, dos quatro jogos de ida, o que menos se esperasse um placar zerado - e acabou sendo o único. Massimiliano Allegri deve ter ficado contente.

Outros resultados

Terça-feira
Apoel 0a3 Real Madrid
Benfica 0a1 Chelsea

Quarta-feira
Olympique de Marselha 0a2 Bayern de Munique

sexta-feira, 23 de março de 2012

Às Quartas Da Liga Dos Campeões Da Europa

Sobraram oito clubes na mais forte competição européia de futebol profissional. Entre os dias 27 e 28 de março (jogos de ida) e 3 e 4 de abril (partidas de volta), serão travados oito duelos envolvendo sete países diferentes (a Espanha é o único país com dois representantes nessa fase).

Vamos nesse espaço abordar cada um desses encontros e dar um palpite sobre o que achamos que poderá acontecer ao término dos 180 minutos - ou, quem sabe, até mais...

Apoel e Real Madrid
A maior surpresa nessa edição de Liga dos Campeões vem do Chipre. Líder no grupo G (que tinha também Zenit, Porto e Shakhtar Donetsk), o time comandado pelo sérvio Ivan Jovanovic tem campanha marcada pela economia. Economia tanto nos gols marcados quanto nos sofridos (foram 6 feitos e 6 tomados na fase de grupos, além de uma vitória e uma derrota pela contagem mínima no duelo eliminatório com o Lyon, na fase oitavas-de-final). No elenco, há meia dúzia de brasileiros (os defensores Kaká, Marcelo Oliveira e William, o meio-campista Marcinho e os atacantes Aílton Almeida e Gustavo Manduca). Para continuar fazendo história no Velho Continente, a missão é duríssima: passar pelo tradicional Real Madrid, dirigido desde a temporada passada pelo perspicaz português José Mourinho, campeão na competição quando treinador da Internazionale, em 2009-10. O Real não atravessa o seu melhor momento no ano, vindo de dois empates consecutivos no Campeonato Espanhol e vendo uma diferença de dois dígitos perante o Barcelona cair para apenas seis pontos. Mas o time que conta com os brasileiros Marcelo e Kaká é franco favorito para o duelo e tem toda a responsabilidade de avançar para a fase semifinal. Pitaco: avança o Real Madrid.

Benfica e Chelsea
Esse me parece ser o duelo mais equilibrado dos quatro sorteados nessa fase. Vice-líder no Campeonato Português a apenas um ponto do Porto, os Encarnados chegaram até aqui após liderarem um grupo que jogou o Manchester United para a Liga Europa e passarem, nas oitavas, pelo Zenit. Aliás, a única derrota da equipe portuguesa foi justamente na partida disputada em São Petersburgo. O desafio do time comandado por Jorge Jesus é complicado: o forte time do Chelsea, que parece ter ganho novo ânimo na temporada após a demissão do recém-contrado André Villas-Boas, também lusitano. Roberto Di Matteo assumiu o comando e a equipe passou pelo Napoli após partida antológica em Stamford Bridge, definida na prorrogação. Fora da disputa pelo título inglês, os Azuis estão a cinco pontos da zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões. Mas, como já se sabe, a obsessão do presidente do clube, o russo Roman Abramovich, é o torneio europeu, que seria uma conquista inédita para os londrinos. Pitaco: avança o Chelsea.

Olympique de Marselha e Bayern de Munique
O Olympique Marseille chega até esse estágio com uma trajetória heróica. Na fase de grupos, a classificação deu-se na sexta e última rodada, com uma virada pra cima do Borussia Dortmund, na Alemanha, depois de estar perdendo por 2a0. Na fase oitavas-de-final, o time comandado por Didier Deschamps ia vendo o jogo migrar para a prorrogação no estádio Giuseppe Meazza, mas Brandão, que estava no banco de reservas, entrou e marcou para os visitantes, nos acréscimos (ainda houve tempo para o goleiro Mandanda, autor da assistência, cometer pênalti e ser expulso de campo, com direito a gol de Pazzini na cobrança antes do apito derradeiro). Só que o momento do OM não é dos melhores: a equipe soma sete derrotas consecutivas (entre elas esse 2a1 Inter, que teve sabor de vitória). E o oponente será um time que atravessa fase extraordinária: o Bayern de Munique, equipe da semana no blógui. Líder no grupo A (o mais forte nessa edição de Liga dos Campeões da Europa, com Napoli, Manchester City e Villarreal), o time comandado por Josef Heynckes arrasou o Basel no jogo de volta nas oitavas-de-final e parece disposto a passar o Borussia na Bundesliga. E tem uma motivação a mais para tentar o título continental nessa temporada, pois o palco da final é justamente o estádio do clube, a Allianz Arena. Pitaco: avança o Bayern de Munique.

Milan e Barcelona
Sem a menor dúvida, esse é o emparelhamento mais forte na fase quartas-de-final nessa atual edição de Liga dos Campeões da Europa. Duas instituições com camisas de peso no cenário internacional, mas que caminham em vias distintas. Enquanto o Milan, comandado por Massimiliano Allegri, vem se acostumando a atuar focado na marcação, o Barça, de Josep Guardiola, encanta o mundo com um estilo de jogo exuberante, de valorização da posse de bola como prioridade. As duas equipes se encontraram na fase de grupos, e aqui no blógui você pode relembrar como foi o duelo em San Siro, vencido pelos visitantes. O Milan lidera o Campeonato Italiano com quatro pontos a frente da Juventus e tem boas chances de conquistar o bicampeonato nacional. O Barcelona, seis pontos atrás do Real Madrid no Campeonato Espanhol, pode, logicamente, ultrapassar os merengues. Mas o foco para ambos os clubes é a Liga dos Campeões. E, num duelo entre dois gigantes, vale aquela máxima: "tudo pode acontecer". Pitaco: avança o Barcelona.

Nas semifinais, a chave de Apoel e Real cruza com a de Olympique e Bayern, enquanto a de Benfica e Chelsea encontra a de Milan e Barcelona. Sem mais pitacos por agora.

terça-feira, 20 de março de 2012

Na Prorrogação, Juventus Consegue Classificação Para A Final Na Copa Da Itália

A Juventus fez a festa em Turim. Não foi fácil - pela primeira vez na temporada 2011-2, a equipe comandada por Antonio Conte foi derrotada nos noventa minutos regulamentares -, mas com um golaço do atacante montenegrino Mirko Vucinic na prorrogação, a Vecchia Signora eliminou o Milan e marcará presença na final da Copa da Itália, buscando seu décimo título no torneio (o mais recente ocorreu no ano de 1995).

O jogo

Embora precisasse correr atrás, necessariamente, de dois gols para ter chance de classificação (afinal, no jogo de ida o Milan perdeu em San Siro por 2a1), o time comandado por Massimiliano Allegri adotou uma postura cautelosa, escalado com Muntari, Aquilani e Emanuelson no meio-campo. A Juve, com mais recursos para aproximar-se da meta adversária, fazia circular melhor a bola no campo de ataque, contando com uma boa participação de Alessandro Del Piero, que buscava o jogo. O Milan até teve uma boa chance de inaugurar o marcador, mas Storari defendeu a finalização cruzada de Ibrahimovic. E quem abriu o placar foi o dono da casa: Pirlo acionou Lichtsteiner e o lateral-direito suíço, próximo da linha final, passou rasteiro. E acabou encontrando Del Piero, que foi ágil para se antecipar a Amelia com um rápido drible e mandar para a rede. 1a0 Juventus, aos vinte e sete minutos, para delírio de uma festiva Juventus Arena.

Com relativo controle dos acontecimentos, a Juventus conseguiu ir para o intervalo sem levar sustos na defesa e ainda pleiteando um segundo gol. No intervalo, Allegri trocou Ibrahimovic por Máxi López. E logo aos cinco minutos, o Rossonero conseguiu chegar ao gol de empate: Mexès lançou Mesbah e o argelino, livre da marcação de Pepe (que não o acompanhou em direção à bola), deu de peixinho para mandar pra rede. O Milan ganhou novo ânimo com o gol e ficaria mais forte no ataque depois das duas últimas substituições de Allegri: Aquilani por Nocerino e El Shaarawy por Inzaghi. Aos trinta e cinco, Máxi López recebeu, passou por dois jogadores e mandou um chute forte para marcar um golaço, o da virada milanista e que levava o jogo para a prorrogação. Prorrogação que somente aconteceu porque a Juventus não aproveitou oportunidades criadas com Borriello (que entrara no lugar de Del Piero) e Vucinic. Só que Vucinic se redimiria de qualquer vacilo quando, aos cinco minutos de prorrogação, descolou um remate maravilhoso que tomou o rumo do ângulo esquerdo, sem dar defesa para Amelia, que ainda resvalou na bola.

A Juventus retomava a vantagem no placar somado e o Milan dependia de um gol para reverter esse cenário. Mas, melhor organizado em campo, o Bianconero soube administrar o resultado da melhor maneira possível: com a bola e marcando presença no campo de ataque. Com um elenco bastante transformado da temporada passada para a atual, a Juve tem grandes chances de conseguir dois títulos nessa temporada: é finalista na Copa da Itália e vice-líder, invicta, no Campeonato Italiano. Mas, para isso, terá que superar o adversário que se apresentar na competição eliminatória (Napoli ou Siena, que se enfrentam nessa quarta-feira) e ultrapassar o Milan, que tem quatro pontos de vantagem na liga nacional. Seria frustrante para a torcida alvinegra não conseguir nenhum dos dois títulos, mas sem dúvidas, é perceptível que esse gigante do futebol italiano, europeu e mundial está no caminho certo para retomar as conquistas. E me parece nome certo na próxima Liga dos Campeões da Europa, o que é bacana para o futebol.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Virada De Campeão Ou Futebol De Time Do Allegri?

Com alguns desfalques e muitas dificuldades, o Milan conseguiu sair com uma vitória de virada em Údine, alcançando provisoriamente a liderança na Série A italiana - o Rossonero tem dois pontos a mais que a vice-líder Juventus, só que a Vecchia Signora, que volta a atuar na segunda-feira, possui dois jogos a menos. A partida disputada no estádio Communale Friuli parecia sob controle para o time da casa, que vencia por 1a0 e conseguia conter as esporádicas investidas oponentes. Só que a entrada do argentino Maximiliano Gastón López na equipe visitante conseguiu dar novo ânimo para os milanistas, que somaram três pontos bastante festejados após o apito derradeiro do árbitro Mauro Bergonzi. Com a derrota, a Udinese não conseguiu ingressar na zona de classificação para a Liga dos Campeões da Europa, deixando o time um ponto atrás da 3ª colocada, a Lazio (nessa temporada, a Itália levará três representantes para a próxima edição da mais importante competição de clubes europeus, e não mais quatro).

O jogo

Bem arrumado na defesa e saindo com qualidade e entrosamento nos contra-ataques, o time da Udinese atuava melhor que o Milan e, com méritos, abriu o placar aos dezoito minutos: o atacante Antonio Di Natale recebeu pela esquerda e, acompanhado por Thiago Silva, descolou chute com a perna canhota, com a bola desviando no defensor brasileiro e indo parar no canto direito do gol defendido por Marco Amelia. 1a0 Udinese e festa da torcida local naquela fria tarde de inverno italiano.

Sentindo ausências de jogadores como Mark van Bommel, Kevin-Prince Boateng e Zlatan Ibrahimovic, o Milan de Massimiliano Allegri era um deserto de opções de jogadas, não conseguindo tirar proveito nem da categoria de Clarence Seedorf, nem da velocidade de Robinho, nem tampouco da movimentação de Stephan El Shaarawy. Chutes de longa distância de Seedorf (defendido tranqüilamente por Samir Handanovic) e Philippe Mexès (passando sem perigo, à direita) foram o resumo das "oportunidades criadas" pelo atual campeão no primeiro tempo. Em contrapartida, o time da casa mostrava boa desenvoltura na transição ao ataque, contando com Pablo Armero e Mauricio Isla para fazerem a aproximação ao goleador Di Natale, que fazia grande partida.

Veio o segundo tempo e as formações foram mantidas tanto por Francesco Guidolin quanto por Allegri. O Milan até conseguia ter a posse de bola, mas seguia esbarrando na bem postada defesa da Udinese, que tinha no brasileiro Danilo (ex-Palmeiras) um personagem importante. Seu companheiro Maurizio Domizzi não apenas era implacável na marcação como ainda se apresentava na frente, quase marcando o segundo em contra-ataque fulminante, tendo a finalização de bico defendida por Amelia.

E aí as coisas começariam a sofrer modificações. De tanto apanharem dos milanistas, surgiu uma contusão de um jogador da Udinese: em dividida com Massimo Ambrosini, Isla levou a pior e deixou o campo na maca. Queira Deus que não seja nada grave - os gemidos de dor do chileno e a imagem de sua perna direita sendo prensada no gramado são capazes de chocar. Em seu lugar entrou Giovanni Pasquali, aos quinze minutos. Cinco minutos mais tarde, quem mexeu foi o Milan: Nocerino deu lugar a Máxi López. Típica substituição que você só verá o Allegri fazer com o placar adverso... A Udinese voltou a ter chances de abrir 2a0, mas desperdiçou novamente, como em chegada onde Armero poderia se antecipar a Mexès mas permitiu a intervenção do francês em ataque onde só restava o arqueiro oponente pela frente. Explicitando cansaço, Di Natale, que caminha para a terceira temporada seguida como goleador da Série A, deu lugar a Antonio Floro Flores, aos vinte e nove. E, dois minutos depois, quiseram os deuses do futebol que saísse o gol de empate: El Shaarawy, italiano de descendência egípcia, chutou cruzado pela esquerda, o goleiro esloveno Handanovic deu rebote e Máxi López não perdoou, mandando pra rede. Bola que o arqueiro poderia - e deveria - ter encaixado, mas jogo que segue.

Oito minutos depois de López aproveitar o rebote de um chute de El Shaarawy, foi a vez do argentino "retribuir": em contra-ataque pelo flanco direito, Máxi foi à linha final e passou rasteiro, com o jovem de dezenove anos finalizando como manda o figurino, firme e no canto, virando o jogo em Údine. Aproximáva-se o final do jogo e, enquanto Guidolin trocava o volante Michele Pazienza pelo atacante romeno Gabriel Torje, Allegri ratificava aquilo que o blogueiro acha dele ao optar por recuar o time, tirando Robinho para colocar o defensor Daniele Bonera. O Milan ainda passou um sufoco, com direito a defesa de Amelia em chute de Torje para evitar o gol de empate da equipe que melhor atacava no jogo. Mas o placar persistiu e os milanistas puderam celebrar mais três pontos na tabela, garantindo um domingo no topo da classificação na competição. Não será com esse futebol que permanecerá por ali...

sábado, 17 de dezembro de 2011

Na Bola Parada, Milan Passa Pelo Siena: 2a0

No estádio Giuseppe Meazza - que os milanistas preferem chamar de San Siro - a equipe da casa venceu o Siena pelo placar de 2a0, com ambos os gols saindo no segundo tempo. Líder provisório com trinta e um pontos, o "Rossonero" pode ser alcançado nessa rodada por Juventus (trinta, recebe o Novara no domingo), Udinese (também com trinta pontos) e Lazio (vinte e oito), sendo que esses dois times se enfretam em Roma. O Siena, em décimo sétimo lugar com catorze pontos ganhos, corre o risco de terminar esta jornada integrando a zona de rebaixamento.

O jogo

Formado com uma linha de quatro homens na defesa e cinco no meio, o time dirigido por Giuseppe Sannino logo mostrou para que veio a Milão: para se defender. Acontece que do outro lado estava um time comandado por Massimiliano Allegri, figura nada adepta de montar equipes que priorizem o ataque. Assim sendo, quem teve a primeira chance clara de gol foi... o Siena. Aos vinte e dois minutos, uma rápida tabela no miolo da defesa colocou Francesco Bolzoni na cara do gol. Só que o goleiro Marco Amelia foi esperto e agiu bem para minimizar os espaços ao meio-campista, com o chute do camisa trinta e seis passando a centímetros da trave esquerda (a arbitragem marcou tiro-de-meta, mas é bem capaz que Amelia tenha conseguido fazer um sutil desvio na bola).

Robinho, Zlatan Ibrahimovic, Kevin-Prince Boateng e Clarence Seedorf procuravam jogo e a todo momento trocavam de posição para tentar se desvencilhar da congestionada defesa adversária. Antonio Nocerino também entrava na roda, mas o fato é que foram poucas as oportunidades criadas. Precisou vir a segunda etapa e, com ela, um lance de bola parada para o Milan finalmente abrir o placar no San Siro. No nono minuto, Robinho recebeu uma cobrança rasteira de escanteio, protegeu a bola e rolou atrás para Nocerino, que chutou firme e rasteiro uma bola que enganou o goleiro sérvio Zeljko Brkic após ser desviada durante o trajeto. Também pudera: era tanta gente defendendo que ficava praticamente impossível a bola seguir seu percurso sem alterações.

Em desvantagem no placar, o Siena decidiu sair para o jogo e passou a ceder espaços que com o placar zerado simplesmente não foram disponíveis. E, num contra-ataque ligeiro, Robinho avançou e passou no capricho para Boateng, que fintou o arqueiro e se jogou no gramado. O árbitro Mauro Bergonzi caiu na do ganês e marcou a penalidade máxima, aplicando cartão amarelo ao camisa um. Na cobrança, Ibrahimovic mandou no canto direito e estufou a rede, com Brkic acertando o canto mas sem conseguir fazer a defesa.

Allegri, então, tratou de "matar" o contra-ataque milanista, tirando de campo Robinho e Boateng para colocar Alexandre Pato e Urby Emmanuelson. Amelia até apareceria fazendo uma bela defesa em chute no canto direito, mas no geral o Milan teve poucos sustos: além de o Siena não aparentar muita qualidade  com a bola nos pés, uma defesa com Thiago Silva e Philippe Mexès além de Mark van Bommel na proteção (o holandês foi talvez o melhor jogador em campo) é difícil de ser transposta.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Barça Vence Milan Em San Siro E Continua Fazendo História

Na partida mais aguardada nessa quinta rodada pela fase de grupos na Liga dos Campeões da Europa, o Barcelona foi até o estádio Giuseppe Meazza e superou o Milan na posse de bola (60% a 40%), na criação de jogadas (13 finalizações a 8) e no placar, vencendo o jogo por 3a2 e garantindo a 1ª colocação na chave. Esta foi a quinta vitória consecutiva do Barça como visitante na mais forte competição de clubes do mundo, um recorde histórico (a última derrota aconteceu no jogo de ida pela fase oitavas-de-final na temporada passada, diante do Arsenal).

O jogo

No encontro entre os atuais campeões das ligas nacionais dos mais recentes campeões de Copas do Mundo (Espanha e Itália), o Milan foi para o jogo conseguindo estabelecer uma pressão nos primeiros minutos, mas logo viu-se envolvido pela grande qualidade individual e coletiva dos comandados de Josep Guardiola, que foram fazendo circular a bola pelo gramado em San Siro e causando apuros na dupla de zaga composta pelo experiente Alessandro Nesta e pelo brasileiro Thiago Silva. Fazendo justiça a esta superioridade, o meio-campista malinês Seydou Keita recebeu aberto na esquerda, cruzou rasteiro e, antes que a bola chegasse em Xavi Hernández, o volante holandês Mark van Bommel fez o corte - só que para dentro da própria baliza. 1a0 Barcelona, aos treze minutos.

O Milan nem por isso se intimidou e, aos dezenove minutos, chegou ao empate: o meio-campista holandês Clarence Seedorf deu passe genialmente simples (ou simplesmente genial?) colocando o atacante sueco Zlatan Ibrahimovic numa boa para finalizar. O camisa onze não pegou em cheio na bola, mas o chute tomou a direção correta e deixou o placar igualado em 1a1.

Jogando com três jogadores na defesa (o capitão Carles Puyol pela direita, o argentino Javier Mascherano centralizado e o francês Eric Abidal pela esquerda), com Sergio Busquets fazendo a proteção, com três armadores (Keita, Xavi e Francesc Fàbregas) e três homens mais à frente (o argentino Lionel Messi se movimentando bastante, além do participativo Thiago Alcântara e de David Villa), o Barça encaixava seu jogo, sendo mais parado por faltas do que por qualquer outra coisa. Aos trinta minutos, uma dessas infrações foi ocorrer dentro da área: pênalti do italiano Alberto Aquilani (que já tinha cartão amarelo e até poderia ser expulso) em Xavi Hernández. Messi cobrou com paradinha, deslocando Christian Abbiati. Uma bela cobrança, mas corretamente invalidada pelo árbitro alemão Wolfgang Stark. Cartão amarelo para Messi, bola de volta para a marca do pênalti e o camisa dez cobrou com força, dessa vez no canto esquerdo, sem dar qualquer possibilidade de defesa para Abbiati, que acertou o lado mas não pôde impedir o segundo gol.

No intervalo, Massimiliano Allegri trocou um atacante brasileiro por outro: saiu Robinho, que perdera "gol feito" na primeira etapa e se destemperara sem cabimento com Abidal, entrou Alexandre Pato. Por mais que Robinho desse motivos para ser substituído, creio que fosse mais viável para um time em desvantagem no placar manter o camisa setenta em campo, colocando Pato no lugar ou de Aquilani ou de Kevin-Prince Boateng. Isso mesmo, caros leitores, confesso que no lugar de Allegri eu talvez tirasse o ganês Boateng de campo. Felizmente, Prince estava dentro das quatro linhas para, aos oito, marcar um golaço: ele esticou a perna para dominar a bola, passou por Abidal com um rápido toque de letra e chutou firme, rasteiro, estufando a rede de Victor Valdés. 2a2, tudo igual novamente. Quer dizer, tudo, não. O placar. Porque a posse de bola barcelonista continuava sendo superior e, aos dezessete, uma enfiada de bola magistral de Messi para Xavi permitiu que o camisa seis ficasse em ótimas condições de desempatar a partida. E ele não desperdiçou, colocando no canto direito e mostrando oportunismo digno dos melhores centroavantes.

Uma aparente lesão de Nesta na coxa direita forçou Allegri a tirá-lo de campo. Poderia pôr o holandês Urby Emmanuelson, deslocando Gianluca Zambrotta para a zaga, mas o treinador colocou Daniele Bonera mesmo. Pep Guardiola também mexeu, trocando Villa pelo chileno Aléxis Sánchez, aumentando ainda mais a dinâmica no ataque catalão. Pouco depois, a última alteração milanista: van Bommel por Antonio Nocerino, que entrou bem no jogo, sugerindo que poderia ter sido colocado antes. Pep ainda trocou Fàbregas (melhor no primeiro tempo que no segundo) por Pedro Rodríguez e, depois, trocou um descendente de brasileiro por outro: saiu Thiago, filho de Mazinho, pelo mexicano Jonathan dos Santos, filho de Zizinho. O placar seguiu inalterado, e o maior responsável por isso foi Abbiati, que fez uma defesa de grande dificuldade quando a partida já estava 3a2 para o visitante. Ou melhor, para o melhor visitante da história da Liga dos Campeões da Europa.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Janela Fechou: Veja Algumas Das Principais Transferências Na Europa

Encerrou-se ontem a janela de transferências que marca o início de temporada européia. Muitas transferências de impacto se fizeram presentes, e vamos a uma breve análise sobre algumas negociações. 

Futebol espanhol

Atlético de Madrid


Negociou as saídas dos atacantes Sergio Agüero e Diego Forlán (com Manchester City e Internazionale, aos respectivos custos de 45 milhões pelo argentino e de 5 milhões de euros pelo uruguaio) e também do meio-campista brasileiro Elias (que passa a ser a maior contratação da história do Sporting: 8,85 milhões de euros). Outro que partiu foi o goleiro David de Gea, no Manchester United por um valor estimado em 19 milhões de libras. Quem chega ao Vicente Calderón é o goleador colombiano Falcao García, pelo qual os Colchoneros pagaram €40 milhões ao Porto. O meia brasileiro Diego, que saiu do Wolfsburg pela porta dos fundos, custou €15,5 milhões aos cofres do clube e tem no futebol espanhol a chance de retomar a carreira.
Falcao García tem sua apresentação no Atlético de Madrid presenciada por quinze mil torcedores: atacante colombiano foi o maior investimento do clube para a presente temporada.


Barcelona

Mantendo o elenco que vem encantando o futebol mundial, o Barça de Josep Guardiola conseguiu ficar ainda mais forte ao acertar as contratações do atacante chileno Alexis Sánchez (22 anos, ex-Udinese, em transação que pode chegar a 37 milhões de euros) e do meio-campista Francesc Fàbregas (24 anos, ex-Arsenal, pelo qual o Barcelona desembolsou 34 milhões de euros, com possibilidade de outros 6 milhões em bonificação por desempenho). Parece uma utopia, mas é realidade: os amantes do futebol arte podem ver Xavi, Iniesta, Cesc e Messi atuando juntos. Ah! O zagueiro argentino Gabriel Milito, de 30 anos e que estava desde 2007 no Barça, saiu e agora joga no Independiente. Mas ao que tudo indica nenhum barcelonista sentirá a falta dele: mesmo com as lesões de Puyol e Piqué, o Barça reagiu muito bem à proposta de Pep Guardiola. Qual proposta? Jogar seu um único zagueiro de origem.
Criado nas divisões de base do Barcelona, Francesc Fàbregas foi lapidado por Arsène Wenger no Arsenal e agora retorna ao Camp Nou, vestindo a camisa que um dia foi usada por Josep Guardiola.

Real Madrid

Pelo turco Nuri Sahin, meio-campista de 22 anos (completa 23 em 05.09.2011), o Real Madrid pagou aproximadamente €10 milhões ao Borussia Dortmund. Também da Alemanha veio outro meia turco: Hamit Altintop, que deixou o Bayern de Munique a custo zero. Mas talvez a maior novidade merengue tenha sido a de um compatriota do treinador José Mourinho: o lateral-esquerdo português Fábio Coentrão, nomeado o melhor jogador da posição na Copa do Mundo 2010, chega do Benfica por 30 milhões de euros. No fluxo contrário, o zagueiro argentino Ezequiel Garay trocou o Real pelo Benfica, que pagou €5,5M por 50% do passe desse jogador de 24 anos. O atacante togolês Emmanuel Adebayor retornou ao Manchester City após o empréstimo e o goleiro polonês Jerzy Dudek anunciou aposentadoria.
Contratado junto ao Benfica por €30M, lateral-esquerdo português Fábio Coentrão junta-se ao Real Madrid de seus compatriotas José Mourinho e Cristiano Ronaldo.
 
Futebol inglês


Arsenal

Dificilmente um outro clube tenha sofrido tanto com as perdas de jogadores quanto o Arsenal. Cesc Fàbregas (para o Barcelona), Samir Nasri e Gaël Clichy (ambos para o Manchester City) foram negociados. Para preencher lacunas como essas, o time foi às compras. E passam a integrar o elenco de Arsène Wenger: André Santos (transferência estimada em 7 milhões de euros junto ao Fenerbahce pelo lateral-esquerdo brasileiro de 28 anos), Per Mertesacker (zagueiro que aos 26 anos sai pela primeira vez do futebol alemão, ao deixar o Werder Bremen por 9 milhões de euros), Mikel Arteta (que chega por indicação de Wenger como substituto de Fàbregas, tendo o clube pago 10 milhões de libras ao Everton pelo meio-campista espanhol de 29 anos), Yossi Benayoun (meia israelense de 31 anos e que já atuou nos ingleses West Ham, Liverpool e Chelsea), Park Chu-Young (hábil meia sul-coreano de 26 anos, que vem do Mônaco por cerca de €5M para vestir a camisa 9 do Arsenal) e Gervinho (marfinense de 24 anos, contratado junto ao Lille por €13,5 milhões).
Destaque da Coréia do Sul na Copa do Mundo 2010, Park Chu-Young, ex-Mônaco, foi trazido pelo Arsenal em contratação que custou €5M ao clube londrino.


Chelsea

Saiu o treinador italiano Carlo Ancelotti, entrou o português André Villas-Boas, que faturou a Tríplice Coroa com o Porto na temporada passada. O clube tentou trazer o meio-campista croata Luka Modric, mas o Tottenham Hotspur não aceitou as ofertas. Se Modric não chegou, a equipe conseguiu acertar com o meia espanhol Juan Manuel Mata, de 23 anos e que custou 28 milhões de euros junto ao Valência. Outra novidade é o também meio-campista Raul Meireles, 28 anos, vindo do Liverpool por €13M.
No Valência desde 2007, Juan Manuel Mata chega ao Chelsea de André Villas-Boas em negociação de €28M.

Liverpool

A equipe comandada por Kenny Dalglish foi mais discreta nas suas transferências - modificou-se consideravelmente, mas sem envolver nomes tão badalados como os vistos na janela de janeiro. Chegaram o goleiro brasileiro Doni, o zagueiro uruguaio Sebastián Coates, o lateral-esquerdo espanhol José Enrique, os meio-campistas Jordan Henderson, Stewart Downing (pelo qual o clube pagou 20 milhões de libras ao Aston Villa), o escocês Charlie Adam, além do atacante galês Craig Bellamy, que retorna aos Reds após quatro anos. Dentre os que deixaram o clube, destacam-se Raul Meireles (o Chelsea pagou 13 milhões de euros pelo português) e o meia Joe Cole, emprestado ao Lille.
Atacante galês Craig Bellamy, hoje com 32 anos, em ação na sua primeira passagem pelo Liverpool: jogador esteve em Anfield Road entre 2006 e 2007, período em que marcou nove gols em quarenta e dois jogos.

Manchester City

45 milhões de euros por Agüero. 22 milhões de libras por Nasri. 8 milhões de euros por Clichy. Nadando em notas graúdas, os Citizens investiram forte para fazerem bonito nessa temporada, o que inclui uma participação na Liga dos Campeões da Europa, onde caíram num grupo com Napoli, Villarreal e Bayern de Munique. Os jogadores considerados mais importantes pelo treinador Roberto Mancini permanecem no clube, que pode ter como maior reforço um jogador que já faz parte do elenco: o argentino Carlos Alberto Tévez. Se "Carlitos" retomar o gosto por jogar futebol, o time tem maiores chances de sucesso ao longo das competições.
Samir Nasri posa com a camisa do Manchester City: jogador francês teve saída conturbada do Arsenal e foi negociado por 22 milhões de libras com sua nova equipe.


Manchester United

Se por um lado nomes de peso como o goleiro holandês Edwin van der Sar e o meio-campista Paul Scholes anunciaram aposentadoria, o técnico escocês Alex Ferguson conseguiu contratar jogadores de qualidade suficiente para pelo menos manter o nível visto em anos anteriores. Chegaram o jovem goleiro espanhol David de Gea (de 20 anos, trazido junto ao Atlético de Madrid por algo em torno de 19 milhões de libras) e o atacante Ashley Young (26, ex-Aston Villa e trazido por 16 milhões de libras), bem como retornaram de empréstimo os jovens Tom Cleverley (meio-campista de 22 anos) e Danny Welbeck (atacante de 20).
David De Gea, ex-Atlético de Madrid, tem aos vinte anos de idade a missão de vestir a camisa que era usada pelo lendário Edwin van der Sar.

Futebol italiano


Internazionale

Um dos melhores centroavantes na atualidade (na minha opinião o melhor, se relevarmos Lionel Messi) trocou Milão por Makhachkala, onde vestirá a camisa do russo Anzhi, equipe que vem investindo fortemente em contratações e que desembolsou €27M para tirar Samuel Eto'o do Nerazzurri. O camaronês de 30 anos de idade passa a ser o futebolista de maior salário no mundo: serão €20,5M anuais. Para a posição, os interistas pagaram €5M pelo uruguaio Diego Forlán, restando saber se estão trazendo o melhor jogador no Mundial 2010 ou uma figura bastante sumida na temporada passada com a camisa do Atlético de Madrid. Entre idas e vindas, a Internazionale cedeu o meia macedônio Goran Pandev por empréstimo ao Napoli e contratou, também por empréstimo (com custos de €2,7M), o atacante argentino Mauro Zárate, da Lazio. Vamos ver como se comportará a Internazionale com essas mudanças pontuais - porém significativas - no setor de ataque. Para alegria dos interistas, o camisa 10 Wesley Sneijder, fortemente especulado no Manchester United, segue sendo o maestro da equipe comandada por Gian Piero Gasperini, que assumiu o lugar do brasileiro Leonardo, que aceitou o convite para o cargo de diretor esportivo no Paris Saint-Germain.
Diego Forlán em ação contra a Internazionale: atacante uruguaio foi trazido do Atlético de Madrid para a vaga de Samuel Eto'o, que fez muito sucesso com a camisa interista.

Juventus

A equipe comandada por Antonio Conte (que atuou no clube como jogador entre 1992 e 2004) contou com reforços para todos os setores. Na defesa, chegou o lateral-direito suíço Stephan Lichtsteiner, de 27 anos, vindo da Lazio e com preço de 10 milhões de euros. No meio-campo, o experiente volante ex-milanista Andrea Pirlo, de 32 anos, veio a custo zero enquanto foram pagos €10,5M pelo chileno Arturo Vidal, 24 anos, ex-Bayer Leverkusen. Outro nome que reforça a meiuca juventina é o do paraguaio Marcelo Estigarribia, que aos 23 anos de idade teve bela participação na Copa América 2011 a serviço da seleção paraguaia, sendo emprestado pelo Le Mans à Juve por meio milhão de euros, com valor de transferência fixado em €5M. Para o ataque, chegam o montenegrino Mirko Vucinic (27 anos, ex-Roma, por €15M) e o habilidoso holandês Eljero Elia, de 24 anos, trazido do Hamburgo por €9M. E teve mais um reforço ao Bianconero: o volante brasileiro Felipe Melo foi emprestado para o futebol turco, onde atuará pelo Galatasaray. Por algo em torno de €8M, Mohamed Sissoko, de 26 anos, foi vendido ao Paris Saint-Germain.
Eljero Elia em ação pela seleção holandesa: jovem atacante é uma das maiores promessas do futebol mundial e chega em Turim numa negociação de nove milhões de euros.

Milan

Mantida a base campeã italiana na temporada passada, a maior perda milanista foi a saída de Pirlo para a Juventus, apesar de o veterano volante não ter atuado bastante no último ano. Juntam-se ao plantel de Massimiliano Allegri os defensores Philippe Mexès (francês de 29 anos, ex-Roma, chegando a custo zero), Taye Taiwo (nigeriano de 26 anos, ex-Olympique de Marselha, também em transferência livre), além dos meio-campistas Alberto Aquilani (de 27 anos, emprestado pelo Liverpool) e Antonio Nocerino (de 26 anos, chegando do Palermo em negociação que inclui um pagamento de €2,7M além da cessão de 50% dos direitos do jovem zagueiro português Ricardo Ferreira, de 18 anos, ao Rosanero).
Meio-campista italiano Alberto Aquilani, que tem vínculo contratual com o Liverpool, chega ao Milan por empréstimo.

Roma

Está aí um time que se modifica bastante em relação à temporada passada. Trocou de treinador (o espanhol Luís Enrique assume o comando técnico prometendo um estilo de jogo vistoso), perdeu jogadores importantes e trouxe muitas novidades. Dos que saíram, destaques para Mexès (agora no Milan), Vucinic (vendido à Juventus por €15M) e Jérémy Ménez, que se junta ao Paris Saint-Germain de Leonardo por um preço de €8M (e que pode ser acrescido em um milhão caso o PSG chegue à Liga dos Campeões da Europa). Entre os que chegam, vale destacar o goleiro holandês Maarten Stekelenburg (28 anos, ex-Ajax, por €6,8M), o meio-campista bósnio Miralem Pjanic (21 anos, ex-Lyon, por preço especulado em €11M), o também meio-campista Fernando Gago (argentino, 25 anos, ex-Real Madrid, por €7M) e o jovem atacante ex-Barcelona Bojan Krkic (espanhol, 20 anos, em transferência oficializada com valor de €12M).
 
Holandês Maarten Stekelenburg, vice-campeão mundial com a seleção holandesa em 2010, chega para proteger a baliza "Giallorossi" a um nível fora do alcance das capacidades técnicas do brasileiro Doni.

Saindo do eixo Espanha-Inglaterra-Itália, o time que mais se destacou no mercado de transferências nessa janela aqui abordada foi o francês Paris Saint-Germain, que depois de adquirido por um grupo sediado no Catar, passou a "assoar o nariz em notas de 100". Só para citar algumas das contratações do time que tem Leonardo como novo diretor esportivo: Sirigu (ex-Palermo, por €3,5M), Lugano (ex-Fenerbahce, por €3,5M), Bisevac (ex-Valenciennes, por €3,5M), Sissoko (ex-Juventus, por €7M), Ménez (ex-Roma, por €8M), Matuidi (ex-Saint Etienne, por €10M), Gameiro (ex-Lorient, por €11M) e a mais bombástica das contratações registradas nesta época: o meia argentino Javier Pastore, que veio do Palermo custando €42M.
Javier Pastore no momento de sua apresentação no Paris Saint-Germain: meia argentino de 22 anos chega como contratação mais cara dessa janela de transferências e é a maior esperança da equipe que tem Leonardo como novo diretor esportivo e um investidor disposto a gastar bastante com o clube.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Massimiliano Allegri: O Muricy Ramalho Italiano?

Vai terminando o Campeonato Italiano e iniciando o Brasileiro. O Jogada de (E)feito acompanhou o Calcio nessa temporada e também pretende seguir de perto os acontecimentos na Série A nacional. Mas o presente tópico não busca fazer uma abordagem resumindo o que aconteceu nessa temporada na Itália nem tampouco traçar expectativas para o que pode ocorrer até dezembro por essas terras tropicais. Vamos, isto sim, nos utilizar de dois personagens vencedores nas ligas domésticas desses que são os dois países mais vezes campeões de Copas do Mundo.

Massimiliano Allegri assumiu o Milan nessa temporada após uma passagem pelo Cagliari (passagem essa que não posso dar pormenores, pois não assisti um único jogo da equipe quando comandada por Allegri). O saldo de sua temporada inaugural em Milão inclui um "scudetto", uma presença na fase semifinal na Copa da Itália e uma presença na fase oitavas-de-final na Liga dos Campeões da Europa.

Muricy Ramalho, atualmente no Santos, começou o ano de 2011 no Fluminense (onde foi campeão nacional em 2010) e abandonou a equipe alegando "problemas estruturais", que vieram à tona quando o Tricolor das Laranjeiras vinha mal das pernas tanto no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro quanto na Copa Libertadores da América.

Mais do que terem nomes iniciados pela mesma letra, Massimiliano e Muricy têm em comum um certo gosto (o qual não compartilho) por montar equipes de caráter defensivo, com enfoque na marcação em detrimento de jogadas mais elaboradas quando com a posse de bola. Foi com um futebol burocrático e feio para os olhos de quem vê que o Milan faturou o título italiano. Algo não muito diferente das conquistas de Muricy Ramalho, que nesse ano corre atrás de seu 5º título nacional e de uma inédita conquista continental (o Santos está na fase semifinal).

Muitos poderiam argumentar que, se as conquistas aparecem, então é sinal de que o trabalho está sendo bem feito. Creio que não seja esse o ponto para discussão, até porque não há muito o que discordar naquela premissa. A questão é: se há um material humano de qualidade em mãos, por que não fazer o time jogar de forma bonita e envolvente para buscar as vitórias e os conseqüentes títulos?

O Milan sofreu com baixas de jogadores ao longo do ano (Filippo Inzaghi e Andrea Pirlo perderam praticamente toda a temporada lesionados, Alexandre Pato saía e retornava ao Departamento Médico, Zlatan Ibrahimovic era mais réu de tribunal do que jogador de futebol etc e tal). Mas digo aqui de forma convicta que era perfeitamente possível formar um time atraente com o elenco à disposição do treinador. Aliás, como em muitos momentos a equipe não podia contar com dois de seus atacantes, como explicar o fato de Antonio Cassano ser reserva num time onde jogavam Gennaro Gattuso, Massimo Ambrosini, Mathieu Flamini e Kevin-Prince Boateng? E se o Milan fizesse 1a0 num adversário mais fraco, Allegri logo se agitava para aumentar a marcação e a proteção à defesa. Defesa essa que conta com uma das duplas mais respeitáveis do mundo - Alessandro Nesta e Thiago Silva!

Muricy não fica muito atrás (no sentido de compará-lo com Massimiliano, pois os times de Muricy costumam ficar de fato muito atrás, com o perdão do trocadilho). Na Copa Libertadores da América, o Fluminense estreou dentro de casa diante do Argentinos Juniors. Empatando o jogo em 2a2 sem apresentar um bom futebol, era natural que o treinador fosse buscar alternativas para vencer a partida onde era mandante. Mas então, como explicar que na proximidade do final do jogo foi realizada uma alteração tirando o meia Souza para colocar o volante Valência? Medo de perder para um time que se limitava a sair para o jogo em esporádicos contra-ataques? Falta de opções não era, pois havia um atacante recém-contratado sentado no banco de reservas!

Estimados leitores, o convite que vos faço é claro e objetivo: não se iludam com resultados. Não é porque fulano é campeão disso ou daquilo que é necessariamente "bom técnico". Pode ser competente naquilo que se propõe a fazer, e isso é outro ponto. Mas o "bom técnico" costuma aparecer quando a equipe mais precisa, como por exemplo quando o time tem a opção de dilatar a vantagem no placar optando pela entrada de um jogador mais criativo, explorando os espaços que tendem a aparecer. Ou quando aquele jogo dentro de casa está empatado, o final se aproxima e o time tem o direito de realizar mais uma substituição.

Não serei insano de dizer que o Santos de Muricy e o Milan de Allegri não irão almejar títulos. De forma alguma, sobretudo analisando a força do plantel dessas equipes. Mas olhando exclusivamente para a mentalidade de seus treinadores, diria sem pestanejar que a melhor coisa para os elencos desses dois tradicionais clubes do futebol mundial seria procurar alguém que tivesse mais a ver com a rica história dessas instituições privilegiadas por um dia já terem contado com Pelé e van Basten, hoje contando com Neymar e Seedorf. Ou, de repente, seria melhor para Neymar e Seedorf procurar um lugar mais compatível com as suas aptidões técnicas e o pleno desenvolvimento de suas capacidades, independentemente de estarem iniciando ou finalizando a carreira. Creio que Santos e Milan sairiam perdendo.

domingo, 1 de maio de 2011

Milan Vence Bologna E É O Virtual Campeão Italiano 2010-1

O Milan venceu sua 5ª partida consecutiva na Série A italiana (a 23ª em 35 jogos no "Calcio") e praticamente assegurou o que será seu 18º "scudetto", igualando-se à Internazionale e ficando atrás somente da Juventus em número de conquistas. Já o Bologna, que conheceu sua 5ª derrota consecutiva na competição, encontra-se 5 pontos acima da zona de descenso faltando 3 rodadas para o encerramento.

O jogo

O blogueiro dormia enquanto a bola rolava no primeiro tempo em Milão. E, a julgar pelos melhores momentos transmitidos no intervalo de partida, não perdeu quase nada. É bem verdade que o único gol do jogo saiu aos 7 minutos, quando o francês Mathieu Flamini recebeu do brasileiro Robinho, escapou da marcação com uma meia-lua desconcertante, chutou sendo abafado pelo goleiro Emiliano Viviano e chegou ao rebote para empurrar pra rede. Porém, tirando esse lance, a partida careceu de emoções na etapa inicial.

Veio o segundo tempo e o Bologna logo demonstrou que a intenção era chegar ao empate. Sem conseguir estabalecer uma pressão no "Rossonero", o time visitante concedia espaços e quase levou o 2º gol aos 15 minutos: o ganês Kevin-Prince Boateng recuperou a bola no meio, deixou com Antonio Cassano e o camisa 99 colocou Robinho na cara do gol. Era uma espécie de "faz, Robinho". Mas o que Robinho fez foi mandar a bola para fora.

Sete minutos antes desse gol perdido pelo Milan, o Bologna havia realizado duas alterações que melhorariam o time comandado por Alberto Malesani: Matteo Rubin e Riccardo Meggiorini por Francesco Della Rocca e o uruguaio Gastón Ramírez. Fazendo melhor uso da posse de bola, a equipe visitante começou a rondar a área milanesa e ficou perto, muito perto de empatar a partida. Os dois lances mais agudos deram-se após cobranças de escanteio. Aos 30 minutos, Henry Damián Giménez Báez (outro uruguaio que entrara no segundo tempo, no lugar do sueco Albin Ekdal aos 25 minutos), apareceu livre para cabecear à direita, arrancando elogios do ex-centroavante Careca, que gostou da impulsão e da movimentação do jogador de 1,76m de altura. Aos 34 minutos quem quase marcou de cabeça foi o compatriota Ramírez, que mandou à esquerda da meta defendida por Christian Abbiati.

Pelo desenrolar dos acontecimentos, o empate "Bolognesi" iria ocorrer a qualquer momento. Mas eis que aparece o "homem do apito" para dar aquela ajudinha ao tradicional time de Silvio Berlusconi, que foi visto marcando presença no estádio Giuseppe Meazza. Andrea De Marco mostrou uma falta de critério estarrecedora ao ignorar o carrinho de Massimo Ambrosini na proximidade da área e, na seqüência do lance, expulsar Della Rocca por dar um carrinho num adversário. Quer dizer que o capitão do Milan pode e o jogador do Bologna não pode? A pergunta parece retórica, e talvez seja mesmo. O fato é que, com a expulsão do jogador que ajudou a mudar o panorama do jogo a favor dos visitantes, o restante da partida foi administrado pelo líder do torneio, que ainda ficou perto de marcar o 2º gol através do jovem Giacomo Beretta, que entrara no lugar de Cassano.

Outros resultados

Sábado

Cesena (16º) 1a2 (2º) Internazionale
Napoli (3º) 1a0 (10º) Genoa

Domingo

Sampdoria (17º) 3a3 (19º) Brescia
Catania (14º) 2a0 (11º) Cagliari
Chievo (12º) 1a0 (18º) Lecce
Parma (13º) 3a1 (8º) Palermo
Fiorentina (9º) 5a2 (5º) Udinese

Completam a rodada duas partidas. Nesse domingo tem Bari (20º) e Roma (6º) e na segunda-feira jogam Lazio (4º) e Juventus (7º).

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Parece que aquela goleada por 3a0 no clássico com a Internazionale está empurrando o Milan em direção a mais uma conquista italiana. Nessa semana que passou, o "Rossonero" venceu a Fiorentina em Florença (2a1, domingo dia 10) e, em Milão, goleou a Sampdoria por 3a0 (no sábado seguinte).

Se pra ser campeão também é necessário ter sorte, nessa 33ª rodada os dois maiores concorrentes ao título perderam seus jogos: o Napoli para a Udinese (2a1 em pleno estádio San Paolo) e a Internazionale para o Parma (2a0 para a equipe que busca fugir do descenso).

Porém, há uma baixa que pode ser sentida: novamente lesionado, o atacante brasileiro Alexandre Pato deverá desfalcar a equipe por cerca de 20 dias. O próximo compromisso milanista é com o Palermo, no jogo de ida pela fase semifinal na Copa da Itália. Palermo que, por sinal, foi a última equipe a derrotar o Milan: 1a0, dia 19 de março, no estádio Renzo Barbera.

Jogada da semana

No domingo, Michele Marcolini marcou um golaço de longa distância pelo Chievo na vitória de 2a0 sobre o Bologna. Um chutaço digno de jogada da semana, sem dúvidas. Mas como recentemente indicamos o chute certeiro de Dejan Stankovic do círculo central como jogada da semana, então ficou decidido valorizar, dessa vez, não um belo chute, mas uma bela jogada coletiva.

Então vamos para a Inglaterra falar do West Bromwich Albion, que no sábado recebeu o Chelsea e abriu o placar com um gol construído coletivamente e finalizado pelo goleador da equipe na "Premiership", o atacante nigeriano Osazemwinde Peter Odemwingie, que recebeu de Jerome William Thomas e marcou seu 12º gol na liga nacional mais forte do planeta. Perceba como do círculo central ao fundo da rede do Chelsea o West Bromwich deu precisamente 6 toques na bola. Para tristeza dos donos da casa, os visitantes virariam a partida para 3a1 ainda no primeiro tempo.

Como não localizei um vídeo que pudesse ser incorporado nesse tópico, então segue um línqui que reúne uma seleção de gols desse final-de-semana: clique aqui. A jogada da semana é o primeiro gol do vídeo, mas são tantos belos gols que vale conferir o vídeo até o final.

sábado, 2 de abril de 2011

À Mil, Milan Atropela Inter Em Clássico E Consolida Liderança

Atípico. Atrevo-me a iniciar o tópico sobre o clássico de Milão utilizando-me de uma só palavra. Atípico.

Há bastante tempo que uma partida entre Milan e Internazionale, pelo Campeonato Italiano, não colocava esses clubes numa situação como essa - disputando o "Scudetto" com uma pequena margem de pontos separando as instituições. De quebra, Leonardo, figura que defendeu o Milan no campo e também fora dele, hoje era adversário do "Rossonero" - e olha que foi hostilizado pelos torcedores, que provavelmente não digeriram muito bem as voltas que o mundo da bola dá. Como se não bastassem estes dois ingredientes, cada equipe tinha uma ausência de peso, ambas por suspensão. Melhor para o Milan, que, sem Zlatan Ibrahimovic, viu seu ataque funcionar como raramente pôde-se ver na presente temporada. E ainda não precisou encarar o gigante zagueiro brasileiro Lúcio, que fez muita falta para o sistema defensivo interista.
Antes de a bola rolar, torcedores do Milan estenderam nas arquibancadas sua indignação por Leonardo assinar com a Internazionale: "Judas Interista". Sinal de saudades?

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Quem imaginaria que um jogo cercado de tamanha expectativa pudesse ter o placar inaugurado no primeiro minuto? Acho que nem o próprio Alexandre Pato, que estufou a rede com 42 segundos de partida. Ele tabelou com Gennaro Ivan Gatuso, aproveitou-se da dividida entre Júlio César e Robinho e pegou a sobra para marcar 1a0.

Que o holandês Clarence Seedorf tem um toque de bola refinado e uma visão de jogo muito acima da média, ninguém seria insano de contestar. Mas, não bastando essas duas características, o surinamês de nascimento (que completou 35 anos de idade no dia 1º de abril, data de aniversário desse blógui) demonstrou uma velocidade impressionante, agilizando os contra-ataques da equipe e formando com Robinho e Pato um triângulo que semeou o pânico na marcação adversária.

Mais atrás, Mark van Bommel e Gennaro Gattuso davam proteção à defesa (como se uma dupla formada por Thiago Silva e Alessandro Nesta precisasse disso), com Kevin-Prince Boateng sendo o ponto de equilíbrio entre um setor e outro, participando da marcação e também, quando necessário, da armação de jogadas. Mesmo com essa mecânica de jogo funcionando bem, o goleiro Christian Abbiati foi convidado a trabalhar, correspondendo com duas grandes defesas: primeiro, bloqueando finalização frontal de Giampaolo Pazzini e depois intervindo espetacularmente após cabeceio de Thiago Motta, em lance onde somente o recurso eletrônico poderia zerar as dúvidas de a bola ter ultrapassado totalmente a linha final ou não, como entendeu a arbitragem humana.

Se o Milan esteve próximo de ampliar a diferença aos 36 minutos (Mark van Bommel acertou o travessão após a bola desviar em Christian Chivu), teve muita sorte de escapar do gol de empate aos 42, quando a bola sobrou limpa para o camaronês Samuel Eto'o na pequena área e o camisa 9 mandou a redonda para fora, com Abbiati fora de ação.

A segunda etapa teve início e não demorou para o "clima de rivalidade" ganhar contornos próximos da antidesportividade. Mas, felizmente, nada de mais grave sucedeu aos desentendimentos entre Motta e Abate, e Nesta e Pazzini. Aos 5 minutos, Massimiliano Allegri trocou Gattuso pelo francês Mathieu Flamini, o que, convenhamos, diminuiu as probabilidades de termos alguma bagunça de ordem disciplinar (mas cabe fazer justiça: Gattuso, por incrível que pareça, comportou-se bem).

3 minutos depois da saída de Gattuso, Chivu foi expulso pelo árbitro Nicola Rizzoli. Não, o romeno não agrediu ninguém. Mas o cartão vermelho foi correto quando o defensor, na condição de último homem, impediu que Pato avançasse em direção ao gol. Leonardo não esperou mais nada e recompôs a defesa trocando o meia macedônio Goran Pandev pelo zagueiro colombiano Iván Córdoba. Na cobrança de falta originada naquele lance, Seedorf deixou que Thiago Silva enchesse o pé da meia-lua, o brasileiro acertou o alvo mas Júlio César conseguiu rebater.

É bem comum vermos jogadores se atracando antes de uma cobrança de escanteio. Mas a forma como Thiago Motta puxou van Bommel pela camisa, erguendo-o na altura do pescoço, estava totalmente fora de contexto da prática futebolística. Pra mim, o suficiente para uma medida mais enérgica da arbitragem, que limitou-se a apartar um do outro na base da conversa (leia-se da ameaça).

Aos 16 minutos, a partida brigada deu lugar para a partida jogada e o Milan encaixou linda troca de passes que colocou a Inter na roda: com um lançamento preciso, Seedorf acionou Abate na direita, o lateral colocou cruzado e Pato, em posição duvidosa, completou pra rede. 2a0 no placar.

Com a defesa "nerazzurri" escancarada, já era anunciada a iminência de uma goleada. Júlio César fez pelo menos 3 defesas difíceis para evitar uma maior elasticidade no resultado. Com Antonio Cassano no lugar de Robinho (que não aproveitou nenhuma das chances que teve de definir o jogo) e com Urby Emanuelson no lugar de Pato (essa sim uma mexida com a cara do Allegri), o Milan diminuiu de intensidade e em alguns momentos viu-se sob pressão. Mas, aos 42 minutos, um novo lançamento milimétrico de Seedorf colocou Cassano em boas condições na área e o camisa 99 foi derrubado pelo argentino Javier Zanetti: pênalti. O próprio Cassano encarregou-se da cobrança e marcou o 3º.

E o desfecho do jogo teve a marca da intensidade de Cassano: sofreu o pênalti aos 42, marcou o gol aos 44 e, por tirar a camisa do uniforme, recebeu cartão amarelo após a comemoração. Aos 46, cometeu uma falta que rendeu-lhe o segundo amarelo e a conseqüente expulsão. Nada que afetasse a festa milanista. Mas, com a volta de Ibra e a ausência do atacante italiano, talvez o próximo jogo (Fiorentina, fora) não seja tão tranqüilo quanto este...