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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

O Sport Club Corinthians Paulista vivenciou nos últimos dias o que foi provavelmente a semana mais especial na história centenária da instituição. Desde a chegada ao Japão (onde milhares de corinthianos desembarcaram para representar milhões de torcedores do clube) até o momento em que o troféu do Mundial foi erguido, passando pelas vitórias sobre Al Ahly e Chelsea. Uma semana mágica. Para ficar eternamente dentro de muitos corações.

Jogada da semana

Napoli e Bologna jogavam no estádio San Paolo, pelo encerramento na 17ª rodada no Campeonato Italiano 2012-3. E veja só o que fez Kone, aos quarenta minutos do segundo tempo...

domingo, 16 de dezembro de 2012

Napoli Não Faz "Dever De Casa" E É Surpreendido Pelo Bologna

O encerramento da 17ª rodada no Campeonato Italiano teve um resultado surpreendente. Jogando pera retomar a vice-liderança na Série A, o Napoli, invicto dentro de casa e com a insuperável campanha de 20 pontos ganhos em 24 disputados em seus domínios, recebeu o Bologna no estádio San Paolo. Bologna esse que havia vencido somente uma vez fora de casa. E eis que a equipe visitante saiu de Nápoles com uma vitória por 3a2, fazendo os comandados de Stefano Pioli saltarem para 18 pontos, na 13ª colocação, se distanciando da zona de descenso. Resultado que faz os napolitanos permanecerem na terceira posição na tabela de classificação, estacionados nos 33 pontos.

O jogo

Como era de se esperar, o Napoli tomou a iniciativa na partida, embora sem necessariamente estabelecer grande pressão na defesa oponente. Organizado, o Bologna mostrava qualidades na saída para o ataque e acabou chegando ao primeiro gol através de Gabbiadini, completando cruzamento de Cherubin por trás da defesa napolitana. Foi a primeira vez nessa edição de Série A que o Napoli viu seu adversário abrir o placar diante de si no San Paolo. Foi também a primeira vez que o Bologna saía na frente jogando como visitante.

Tentando chegar ao empate, os napolitanos esbarraram numa grande atuação de Agliardi, que realizava defesa difícil atrás de defesa difícil para manter a meta inviolável. Destaque para as intervenções em cobrança de falta de Cavani e em remate de Hamsik. Se Agliardi garantia lá atrás, o Bologna também mostrava competência lá na frente, marcando o segundo gol em cabeceio de Gilardino - mas a arbitragem cometeu o equívoco de acusar impedimento onde não havia, anulando o tento.

O placar de 0a1 persistiu até o apito de intervalo, e Walter Mazzarri voltou para o segundo tempo com uma alteração de ordem tática: menos um zagueiro (saiu Britos), mais um homem de meio-campo (entrou Pandev). E o Napoli logo mostrou melhorias, ganhando uma nova dinâmica ofensiva. O empate saiu aos quatro minutos, com Gamberini completando cruzamento de Insigne que Agliardi defendeu apenas parcialmente. Contundido, Gamberini precisou deixar o campo dezoito minutos mais tarde. Em seu lugar entrou outro defensor: Campagnaro.

Aos vinte e quatro (dois minutos após a "substituição forçada"), o Napoli chegou à virada: depois de tantas vezes parar na muralha Agliardi, Cavani tirou proveito de ótimo lançamento de Insigne para, com cabeceio certeiro, mandar pra rede. 12º gol do atacante uruguaio na competição. Melhor no jogo e com a vantagem no placar, o Napoli poderia muito bem partir para o ataque para tentar liquidar a fatura. Mas Walter Mazzarri parece pensar diferente, mantendo uma fidelidade comprometedora a uma filosofia defensivista. Dois minutos depois do gol, trocou Insigne (aparentando contusão) por mais um volante (o suíço Dzemaili, formando uma trinca de compatriotas à frente da última linha de defesa). Se Insigne, autor das duas assistências no jogo, tinha que sair, por que não colocar Eduardo Vargas? Perguntas que talvez jamais sejam respondidas...

Fato é que os deuses do futebol puniram essa postura retranqueira por parte do treinador napolitano. E puniram com uma elegância deslumbrante. Aos quarenta minutos do segundo tempo, Kone - que entrara nove minutos antes - acertou um voleio maravilhoso, no ângulo esquerdo, aproveitando cruzamento de Garics (outro que entrara na segunda etapa). E o "castigo" não parou por aí: aos quarenta e três minutos (o relógio marcava 88 redondos), a cobrança de falta de Diamanti encontrou Portanova, que fez a bola encontrar a rede. Por falar em "punição" e "castigo", Portanova estava fazendo sua estréia na temporada, pois cumprira pena de seis meses por envolvimento no recente escândalo de combinação de resultados em apostas esportivas. Voltou e ajudou a dar a segunda vitória do Bologna como visitante na Série A, a primeira derrota do Napoli no San Paolo. Aliás, esse foi o único jogo na rodada em que o visitante saiu vencedor. Só pode ser desígnio dos deuses. Resta saber se Mazzarri aprenderá a lição...

domingo, 1 de maio de 2011

Milan Vence Bologna E É O Virtual Campeão Italiano 2010-1

O Milan venceu sua 5ª partida consecutiva na Série A italiana (a 23ª em 35 jogos no "Calcio") e praticamente assegurou o que será seu 18º "scudetto", igualando-se à Internazionale e ficando atrás somente da Juventus em número de conquistas. Já o Bologna, que conheceu sua 5ª derrota consecutiva na competição, encontra-se 5 pontos acima da zona de descenso faltando 3 rodadas para o encerramento.

O jogo

O blogueiro dormia enquanto a bola rolava no primeiro tempo em Milão. E, a julgar pelos melhores momentos transmitidos no intervalo de partida, não perdeu quase nada. É bem verdade que o único gol do jogo saiu aos 7 minutos, quando o francês Mathieu Flamini recebeu do brasileiro Robinho, escapou da marcação com uma meia-lua desconcertante, chutou sendo abafado pelo goleiro Emiliano Viviano e chegou ao rebote para empurrar pra rede. Porém, tirando esse lance, a partida careceu de emoções na etapa inicial.

Veio o segundo tempo e o Bologna logo demonstrou que a intenção era chegar ao empate. Sem conseguir estabalecer uma pressão no "Rossonero", o time visitante concedia espaços e quase levou o 2º gol aos 15 minutos: o ganês Kevin-Prince Boateng recuperou a bola no meio, deixou com Antonio Cassano e o camisa 99 colocou Robinho na cara do gol. Era uma espécie de "faz, Robinho". Mas o que Robinho fez foi mandar a bola para fora.

Sete minutos antes desse gol perdido pelo Milan, o Bologna havia realizado duas alterações que melhorariam o time comandado por Alberto Malesani: Matteo Rubin e Riccardo Meggiorini por Francesco Della Rocca e o uruguaio Gastón Ramírez. Fazendo melhor uso da posse de bola, a equipe visitante começou a rondar a área milanesa e ficou perto, muito perto de empatar a partida. Os dois lances mais agudos deram-se após cobranças de escanteio. Aos 30 minutos, Henry Damián Giménez Báez (outro uruguaio que entrara no segundo tempo, no lugar do sueco Albin Ekdal aos 25 minutos), apareceu livre para cabecear à direita, arrancando elogios do ex-centroavante Careca, que gostou da impulsão e da movimentação do jogador de 1,76m de altura. Aos 34 minutos quem quase marcou de cabeça foi o compatriota Ramírez, que mandou à esquerda da meta defendida por Christian Abbiati.

Pelo desenrolar dos acontecimentos, o empate "Bolognesi" iria ocorrer a qualquer momento. Mas eis que aparece o "homem do apito" para dar aquela ajudinha ao tradicional time de Silvio Berlusconi, que foi visto marcando presença no estádio Giuseppe Meazza. Andrea De Marco mostrou uma falta de critério estarrecedora ao ignorar o carrinho de Massimo Ambrosini na proximidade da área e, na seqüência do lance, expulsar Della Rocca por dar um carrinho num adversário. Quer dizer que o capitão do Milan pode e o jogador do Bologna não pode? A pergunta parece retórica, e talvez seja mesmo. O fato é que, com a expulsão do jogador que ajudou a mudar o panorama do jogo a favor dos visitantes, o restante da partida foi administrado pelo líder do torneio, que ainda ficou perto de marcar o 2º gol através do jovem Giacomo Beretta, que entrara no lugar de Cassano.

Outros resultados

Sábado

Cesena (16º) 1a2 (2º) Internazionale
Napoli (3º) 1a0 (10º) Genoa

Domingo

Sampdoria (17º) 3a3 (19º) Brescia
Catania (14º) 2a0 (11º) Cagliari
Chievo (12º) 1a0 (18º) Lecce
Parma (13º) 3a1 (8º) Palermo
Fiorentina (9º) 5a2 (5º) Udinese

Completam a rodada duas partidas. Nesse domingo tem Bari (20º) e Roma (6º) e na segunda-feira jogam Lazio (4º) e Juventus (7º).

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um Tsunami? Um Furacão? Não: É A Inter De Milão

Com atuação de gala de Samuel Eto'o, disposição tática empolgante de todo o elenco e apresentando um futebol leve e ofensivo, a Internazionale de Leonardo mostrou, nesse 4a1 sobre o Bologna, que os tempos de Rafael Benítez no comando interista ficaram definitivamente para trás.

Antes de mergulharmos em maiores detalhes do que foi essa partida no estádio Giuseppe Meazza, um lembrete: o holandês Wesley Sneijder, maestro interista, desfalcou o time. Mas o desempenho do conjunto "nerazzurri" foi tão convincente que a equipe parecia estar completíssima.

O jogo

Atacando com velocidade e consciência impressionantes, a Internazionale não tardou a afunilar o Bologna no campo de defesa e, já com 3 minutos, uma bola escorada de cabeça por Lúcio acabou em finalização - também de cabeça - de Diego Milito, que resvalou na trave direita de Emiliano Viviano. Com Esteban Cambiasso e Dejan Stankovic aparecendo constantemente no ataque e Maicon atuando como se fosse um ponta direita, era previsível que a qualquer momento a equipe da casa balançaria a rede adversária. Aos 19 minutos, aconteceu. O camaronês Samuel Eto'o avançou com a bola dominada a partir da linha que divide o campo ao meio, escapou da marcação adversária mostrando explosão e vigor físico, e, já dentro da grande área, deu assistência para o sérvio Dejan Stankovic apenas completar para o gol. Cabe colocar que Stankovic estava em posição duvidosa, mas na dúvida, nem árbitro nem auxiliar devem ter sentido vontade de anular uma jogada como aquela.

Dez minutos depois, uma enfiada de bola partida do círculo central acionou o argentino Diego Milito no ataque. E Milito demonstrou a frieza e a categoria que esperamos de um bom atacante, desviando de Viviano com sutileza para colocar 2a0 no placar.

O time do Bologna, apesar de largamente dominado, não se dava por entregue. Aos 33 minutos, o veterano atacante Marco Di Vaio, de 34 anos, mostrou fôlego de garoto ao escapar de Lúcio no domínio de bola, dar velocidade ao lance e chutar no canto direito. Mas lá estava Luca Castellazzi para realizar grande defesa e evitar o que seria mais um belo gol. Dois minutos depois, Di Vaio cobrou falta no canto direito e novamente Castellazzi interviu de forma providencial, conseguindo espalmar.

As equipes foram para o intervalo e voltaram dele com os mesmos jogadores. O início de segundo tempo manteve a tônica da primeira parte, com a Inter pressionando. Mas uma substituição de Alberto Malesani aos 4 minutos melhorou visivelmente a equipe do Bologna: na saída do congolês Gaby Mudingayi (que deixou o campo com expressão de irritação) para a entrada do uruguaio Henry Damián Giménez Báez, a equipe visitante abriu mão de um dos três volantes e ganhou grande poder de aproximação com o ataque, forçando a Inter a segurar um pouco mais os meio-campistas Cambiasso e Stankovic.

E o Bologna começaria a mostrar o efeito positivo da mexida do treinador rapidamente. Aos 6 minutos, o também uruguaio Gastón Ramírez esbanjou categoria ao chapelar a marcação no meio-campo e deu seqüência ao lance com uma enfiada de bola para o compatriota Giménez, que, acompanhado por Maicon, não conseguiu mais do que um chute para fora. Aos 9 minutos, Di Vaio cobrou falta pertinho do quadrante 11. Castellazzi pulou nela, mas dessa vez contou com a sorte, pois se ela fosse no gol, entraria.

O Bologna era melhor naquele momento e o desenrolar dos acontecimentos levavam a crer que a equipe estivesse cada vez mais perto de diminuir a desvantagem. Mas do outro lado havia a genialidade de Samuel Eto'o. Aos 17 minutos, o camaronês recebeu na esquerda, encarou a marcação do uruguaio Miguel Angel Britos (não perca as contas, são quatro dessa nacionalidade no time do Bologna), tocou a bola por entre as pernas do adversário para encontrar Diego Milito, recebeu de volta do argentino (que deu lindo passe de calcanhar) e, com um tapa na bola, levou a redonda ao canto esquerdo, tirando de Viviano e marcando o 3º da Inter. Golaço.

Quem acompanha a carreira de Eto'o sabe de algumas coisas a respeito da fera. Por exemplo: [1] muita velocidade nas arrancadas, [2] habilidade e agilidade para atormentar os defensores adversários, [3] boa visão de jogo. Mas que Eto'o cobrava faltas com maestria, eu pelo menos (ainda) não sabia. A partir dos 26 minutos do segundo tempo, passei a tomar conhecimento: com um chute que mais pareceu um afago na bola, Eto'o levou a redonda caprichosamente até o quadrante 6, marcando seu segundo gol no jogo e o quarto da Internazionale.

Com a vantagem de 4a0 imposta no placar, Leonardo convidou Eto'o a receber os aplausos da massa, substituindo-o aos 29 minutos pelo macedônio Goran Pandev. No minuto seguinte, Giménez deu chute cruzado e só não anotou o primeiro gol dos visitantes porque Castellazzi interviu brilhantemente ao alcançar a bola no canto direito e, com os dedos, mandá-la para escanteio. A cobrança veio e, após atravessar a área da Inter sem ser afastada por ninguém, Daniele Portanova furou a tentativa de remate e a redonda se apresentou à Giménez, que estufou a rede interista para marcar o gol de honra "rossoblu".

Entre os 39 e os 40 minutos, cada equipe teve mais uma chance de mexer no marcador. Primeiro, Pandev chutou para fora após bola recuperada no campo de ataque. Depois, Di Vaio emendou um lançamento vindo da esquerda e finalizou por cima da barra.

Leonardo, então, colocou o jovem lateral Davide Santon no lugar do argentino Javier Aldemar Zanetti. Javier Zanetti tem 37 anos de idade, mas a disposição e a forma física do capitão interista me permitem também chamá-lo de jovem. E o jovem Zanetti, com seus 723 jogos vestindo a camisa "nerazzurri", foi ovacionado pela platéia.

A mais nova missão de Leonardo em Milão começa muito bem, obrigado. São quatro vitórias em quatro jogos. E, a julgar pelo desempenho nessa partida de hoje, a Internazionale está firme e forte na corrida por novos títulos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Desse Jeito, O Tetra Não Vira Penta

O Calcio temporada 2010-1 está apenas começando, com a 1ª rodada tendo sido finalizada hoje, com a partida entre Bologna e Internazionale de Milão.

Mas a tamanha apatia que se viu na equipe atual tetracampeã italiana no estádio Renato Dall'Ara já deve ter promovido algumas coceiras atrás das orelhas dos torcedores interistas. Pode-se dizer, sem medo, que apenas um jogador da Inter teve atuação destacada, que foi o camisa 10 Wesley Sneijder: sempre lúcido, o holandês distribuía passes precisos e chutava também de forma certeira, ora mandando perto da trave, ora parando em defesas do goleiro Emiliano Viviano, melhor jogador em campo.

Alguns podem argumentar que o desgaste da recente disputa da Supercopa Européia (quando perderam para o Atlético de Madrid) pode ter sido determinante no 0a0 de hoje. Bem, o Atlético também entrou em campo nessa segunda-feira, e tratou de golear o Sporting Gijón por 4a0. E aí? Será que o desfalque de Maicon foi tão sentido a ponto de dar uma pane generalizada na equipe de Rafa Benítez? Ou será apenas um alarme falso, e que a Internazionale logo logo se acertará e buscará títulos? A especulação é livre, mas encarar o 0a0 com a atuação apresentada hoje como algo à altura de alguém campeão da Tríplice Coroa... isso não se pode admitir.