O confronto entre Boca Juniors e Corinthians pela fase oitavas-de-final na Copa Libertadores da América 2013 pode ser dividido em duas partes. A primeira foi aquela disputada em La Bombonera, onde o time da casa mostrou-se superior, venceu por 1a0 e poderia até ter conseguido uma vantagem ainda melhor. A segunda parte realizou-se nessa última quarta-feira, no estádio Pacaembu, onde o time mandante jogou melhor, criou muitas chances e até converteu o suficiente, mas acabou esbarrando na arbitragem de Carlos Amarilla e amargando a eliminação diante do mesmo clube sobre o qual, ano passado, sagrou-se campeão na competição.
O curioso nessa história toda é ver como o fator campo pode influenciar o comportamento de cada equipe e, consequentemente, o andamento da partida. O apático Corinthians que se apresentou em Buenos Aires transformou-se num time com cara de campeão em São Paulo. Principalmente no segundo tempo, quando precisava correr atrás de três gols. O Boca, que impôs seu jogo na capital argentina, atacou apenas esporadicamente em solo brasileiro, tendo a felicidade de encontrar um golaço através de Riquelme e a sorte de ver a arbitragem anular dois lances de gols corinthianos.
O Corinthians sai da Libertadores de cabeça erguida e isso se deve fundamentalmente pelo rendimento no segundo tempo no segundo jogo. Nos outros três (principalmente nos dois primeiros, na Argentina), ficou devendo. É uma equipe que tem totais condições de sair campeã paulista na Vila Belmiro e, mais relevante que isso, que disputará o Campeonato Brasileiro com possibilidade real de título, para usar termo do técnico Tite.
Quanto ao Boca Juniors, não vejo lá grande qualidade técnica nem vigorosa consistência tática. Mas vejo o Boca. Vejo a Libertadores. Vejo Bianchi. Vejo Riquelme. Vejo uma torcida fantástica, que faz de um estádio, caldeirão. Vendo tudo isso, há que se respeitar. Quem tem tudo isso, junto e misturado, vai longe.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Quem Tem Essa Torcida, Vai Longe
Quando alguém diz "no embalo da torcida", talvez não faça idéia do que isso representa quando estamos falando de um jogo do Boca Juniors em La Bombonera. O que os torcedores boquenses realizam naquelas arquibancadas ininterruptamente é daqueles acontecimentos que fazem-nos parar, olhar, ouvir... e rever os conceitos sobre a influência que os adeptos presentes no estádio podem ter no andamento da partida. Vindo de uma péssima sequência de resultados, uma péssima colocação na liga nacional e, consequentemente, um péssimo momento na temporada, o multicampeão Boca Juniors passou por cima de tudo isso para enfrentar o atual campeão continental e mundial. E se passou por cima de tudo isso, muito se deve ao que veio de cima. Literalmente. A força que emana das arquibancadas é algo mais que um 12º jogador. E o Boca precisou desse algo mais, principalmente depois que teve um atleta expulso.
Dentro de campo, os comandados de Carlos Bianchi foram dinâmicos e por algumas vezes envolventes a ponto de deixar o bem organizado time corinthiano em apuros. O gol demorou para acontecer, mas premiou quem jogava melhor no gramado e quem dava festa fora dele: a aparente tentativa de chute de Erbes virou assistência para Blandi abrir a contagem aos treze no segundo tempo. Aos trinta e sete, Ledesma também foi às redes. Mais que isso, foi à loucura. Difícil não enlouquecer com aquela atmosfera bomboneriana. Só que a loucura custou-lhe um cartão amarelo, pois tudo estava parado por alegação de impedimento e o atleta vindo do banco ainda tirou a camisa na celebração. No minuto seguinte, novo cartão amarelo para o mesmo Ledesma fez o Boca jogar com um a menos. Quer dizer, talvez a partir dali houvesse uma aproximação numérica. Com Orion no gol e dezenas de milhares de apaixonados alguns metros mais em cima, o Boca resistiu à tentativa corinthiana de buscar o empate e carrega para São Paulo uma relevante vantagem.
Dentro de campo, os comandados de Carlos Bianchi foram dinâmicos e por algumas vezes envolventes a ponto de deixar o bem organizado time corinthiano em apuros. O gol demorou para acontecer, mas premiou quem jogava melhor no gramado e quem dava festa fora dele: a aparente tentativa de chute de Erbes virou assistência para Blandi abrir a contagem aos treze no segundo tempo. Aos trinta e sete, Ledesma também foi às redes. Mais que isso, foi à loucura. Difícil não enlouquecer com aquela atmosfera bomboneriana. Só que a loucura custou-lhe um cartão amarelo, pois tudo estava parado por alegação de impedimento e o atleta vindo do banco ainda tirou a camisa na celebração. No minuto seguinte, novo cartão amarelo para o mesmo Ledesma fez o Boca jogar com um a menos. Quer dizer, talvez a partir dali houvesse uma aproximação numérica. Com Orion no gol e dezenas de milhares de apaixonados alguns metros mais em cima, o Boca resistiu à tentativa corinthiana de buscar o empate e carrega para São Paulo uma relevante vantagem.
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Com Pacaembu "Liberado", Timão Goleia Tijuana
Três a zero e resultado construído com relativa autoridade. Se considerarmos que o Tijuana, atual campeão mexicano, é um time de qualidade (e é mesmo), e que não por acaso venceu seus três primeiros jogos nessa Copa Kevin Libertadores da América 2013, goleá-los não é missão para qualquer um. E não é mesmo: quem conseguiu o feito foi o Corinthians, atual campeão continental e mundial.
Placar elástico mas à altura do que foi o domínio da equipe da casa. Não que tenha conseguido ser superior do início ao fim, mas soube reagir a cada mudança na partida. Tite precisou realizar sua primeira substituição já aos vinte e sete minutos, pois Pato sentiu alguma contusão e deu lugar para Romarinho. Foi logo depois de o próprio Pato abrir o placar: precisou apenas completar para a rede, aproveitando rebote de chutaço de Renato Augusto, que bateu no travessão, na trave e no travessão novamente, só entrando após intervenção do atacante que viria a ser substituído.
As coisas melhoraram para o Timão quando Guerrero marcou o segundo, após receber de Alessandro, em jogada também com participação de Renato Augusto. Veio o intervalo e Antonio Mohamed, compatriota do novo papa, modificou o Tijuana, trazendo Ruíz no lugar de Corona. Liberou os alas e o clube mexicano melhorou, chegando pelo menos duas vezes com perigo. Mas o Corinthians reagiu. Voltou a conseguir impôr seu jogo e seu ritmo de jogo. Dificultou a transição adversária e por vezes colocava o oponente na roda. No final, Guerrero ajeitou para Paulinho dar números finais no placar.
As posteriores entradas de Douglas e Jorge Henrique nos lugares de Renato Augusto e Danilo mostram que o Corinthians tem mais que onze jogadores qualificados. E talvez a maior qualificação do clube do Parque São Jorge esteja na figura de Tite, que desenvolve trabalho correto, taticamente bem resolvido, embora por vezes excessivamente pragmático. É um sério candidato ao bicampeonato.
Nas arquibancadas, 33120 pessoas. Um aumento substancial em relação aos 4 presentes na partida diante do Millonarios. Só que, se pensarmos bem, passou depressa demais o "luto" por Kevin. A família do adolescente queixa-se de não receber qualquer condolência corinthiana, que responde em nota oficial afirmando ter entrado em contato com o Consulado. Entre a suposta demagogia, a politicagem e a generosidade, acho que está tudo muito mal dosado. A história merece muito mais atenção do que um minuto de silêncio.
Placar elástico mas à altura do que foi o domínio da equipe da casa. Não que tenha conseguido ser superior do início ao fim, mas soube reagir a cada mudança na partida. Tite precisou realizar sua primeira substituição já aos vinte e sete minutos, pois Pato sentiu alguma contusão e deu lugar para Romarinho. Foi logo depois de o próprio Pato abrir o placar: precisou apenas completar para a rede, aproveitando rebote de chutaço de Renato Augusto, que bateu no travessão, na trave e no travessão novamente, só entrando após intervenção do atacante que viria a ser substituído.
As coisas melhoraram para o Timão quando Guerrero marcou o segundo, após receber de Alessandro, em jogada também com participação de Renato Augusto. Veio o intervalo e Antonio Mohamed, compatriota do novo papa, modificou o Tijuana, trazendo Ruíz no lugar de Corona. Liberou os alas e o clube mexicano melhorou, chegando pelo menos duas vezes com perigo. Mas o Corinthians reagiu. Voltou a conseguir impôr seu jogo e seu ritmo de jogo. Dificultou a transição adversária e por vezes colocava o oponente na roda. No final, Guerrero ajeitou para Paulinho dar números finais no placar.
As posteriores entradas de Douglas e Jorge Henrique nos lugares de Renato Augusto e Danilo mostram que o Corinthians tem mais que onze jogadores qualificados. E talvez a maior qualificação do clube do Parque São Jorge esteja na figura de Tite, que desenvolve trabalho correto, taticamente bem resolvido, embora por vezes excessivamente pragmático. É um sério candidato ao bicampeonato.
Nas arquibancadas, 33120 pessoas. Um aumento substancial em relação aos 4 presentes na partida diante do Millonarios. Só que, se pensarmos bem, passou depressa demais o "luto" por Kevin. A família do adolescente queixa-se de não receber qualquer condolência corinthiana, que responde em nota oficial afirmando ter entrado em contato com o Consulado. Entre a suposta demagogia, a politicagem e a generosidade, acho que está tudo muito mal dosado. A história merece muito mais atenção do que um minuto de silêncio.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Corinthians 2a0 Millonarios #CopaKevinLibertadores
No jogo do Corinthians seguinte ao fatídico duelo na altitude de Oruro onde uma atitude irresponsável foi fatal a uma criança inocente, há muito menos a se falar de futebol do que o habitual.
O que pode ser mais importante do que uma vida? A Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) vem tratando o caso aquém, muito aquém de sua relevância e significância. Mas prefiro, pelo menos por ora, não ir muito além nas críticas, colocando fé numa punição condizente à idéia da própria entidade de implementar o inédito comitê disciplinar (embora fatos recorrentes não me deixem muito otimista com o que possa vir das decisões desses senhores).
Os "portões fechados" do Pacaembu tiveram brechas suficientes para a entrada de quatro pessoas - três homens e uma mulher - que marcaram presença nas arquibancadas para o registro de uma renda de oitocentos e setenta reais. Patético. Não a renda, mas a presença daqueles indivíduos no estádio. Se são "portões fechados", como entraram?
Dentro de campo, a exemplo dos portões do estádio, nenhum dos times atuaram fechados. O Corinthians foi superior no primeiro tempo, criou chances, marcou gol através de Guerrero e poderia ter marcado mais uma ou duas vezes, só que Pato não aproveitou.
Na volta do intervalo, sim: aos quatro minutos, Pato completou cruzamento e ampliou a diferença para dois a zero no placar. Com a partida sob controle, foram raros os momentos onde o Corinthians se viu ameaçado pelo adversário. Mesmo o usualmente participativo Rentería, que jogou com Pato entre 2007 e 2008 no Internacional, não conseguiu aparecer o bastante para agitar uma apática equipe colombiana.
No final das contas, o time de Tite venceu o de Hernán Torres, em jogo onde se ouviam mais as suas orientações à beira do gramado do que as manifestações dos quatro corpos capazes de atravessar portões. Treinadores que estiveram frente a frente em 2011, quando o Tolima de Torres eliminou o Corinthians de Tite na fase pré-grupos, instalando uma crise no clube que viria a ser campeão continental no ano seguinte (ano passado).
Com quatro pontos, o Corinthians é vice-líder no grupo cinco, atrás somente do Tijuana, com duas vitórias em dois jogos. Eles se enfrentam nas duas próximas rodadas: primeiro o Corinthians faz a mais longa viagem nessa fase de grupos e atua no México, nas proximidades da fronteira com os Estados Unidos; depois, é a vez do Tijuana desembarcar em São Paulo. Se somar mais pontos no conjunto dos dois jogos, assume a liderança na chave.
Sem pontuar ainda, o Millonarios tem nos dois jogos com o San José (um ponto) a chance de pelo menos encostar na zona de classificação. Jogará antes em casa e depois viajará até o estádio em Oruro, local do episódio que, espero, não cairá no esquecimento e na impunidade. Descanse em paz, Kevin.
P.S.: #CopaKevinLibertadores é uma sugestão de uso na rede social Twitter e tem o intuito de associar mais firmemente o fato ao torneio. Muito mais sensível do que atribuir o nome de uma empresa fabricante de pneus. Pneu que estoura, a gente troca. Vida nenhuma se pode substituir.
P.S.2: O melhor momento na partida entre Corinthians e Millonarios foi, na opinião deste, o minuto de silêncio que antecedeu o apito inicial.
O que pode ser mais importante do que uma vida? A Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) vem tratando o caso aquém, muito aquém de sua relevância e significância. Mas prefiro, pelo menos por ora, não ir muito além nas críticas, colocando fé numa punição condizente à idéia da própria entidade de implementar o inédito comitê disciplinar (embora fatos recorrentes não me deixem muito otimista com o que possa vir das decisões desses senhores).
Os "portões fechados" do Pacaembu tiveram brechas suficientes para a entrada de quatro pessoas - três homens e uma mulher - que marcaram presença nas arquibancadas para o registro de uma renda de oitocentos e setenta reais. Patético. Não a renda, mas a presença daqueles indivíduos no estádio. Se são "portões fechados", como entraram?
Dentro de campo, a exemplo dos portões do estádio, nenhum dos times atuaram fechados. O Corinthians foi superior no primeiro tempo, criou chances, marcou gol através de Guerrero e poderia ter marcado mais uma ou duas vezes, só que Pato não aproveitou.
Na volta do intervalo, sim: aos quatro minutos, Pato completou cruzamento e ampliou a diferença para dois a zero no placar. Com a partida sob controle, foram raros os momentos onde o Corinthians se viu ameaçado pelo adversário. Mesmo o usualmente participativo Rentería, que jogou com Pato entre 2007 e 2008 no Internacional, não conseguiu aparecer o bastante para agitar uma apática equipe colombiana.
No final das contas, o time de Tite venceu o de Hernán Torres, em jogo onde se ouviam mais as suas orientações à beira do gramado do que as manifestações dos quatro corpos capazes de atravessar portões. Treinadores que estiveram frente a frente em 2011, quando o Tolima de Torres eliminou o Corinthians de Tite na fase pré-grupos, instalando uma crise no clube que viria a ser campeão continental no ano seguinte (ano passado).
Com quatro pontos, o Corinthians é vice-líder no grupo cinco, atrás somente do Tijuana, com duas vitórias em dois jogos. Eles se enfrentam nas duas próximas rodadas: primeiro o Corinthians faz a mais longa viagem nessa fase de grupos e atua no México, nas proximidades da fronteira com os Estados Unidos; depois, é a vez do Tijuana desembarcar em São Paulo. Se somar mais pontos no conjunto dos dois jogos, assume a liderança na chave.
Sem pontuar ainda, o Millonarios tem nos dois jogos com o San José (um ponto) a chance de pelo menos encostar na zona de classificação. Jogará antes em casa e depois viajará até o estádio em Oruro, local do episódio que, espero, não cairá no esquecimento e na impunidade. Descanse em paz, Kevin.
P.S.: #CopaKevinLibertadores é uma sugestão de uso na rede social Twitter e tem o intuito de associar mais firmemente o fato ao torneio. Muito mais sensível do que atribuir o nome de uma empresa fabricante de pneus. Pneu que estoura, a gente troca. Vida nenhuma se pode substituir.
P.S.2: O melhor momento na partida entre Corinthians e Millonarios foi, na opinião deste, o minuto de silêncio que antecedeu o apito inicial.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Equipe E Jogada Da Semana
Na busca pelo título do Campeonato Italiano (é atualmente vice-líder na competição, atrás da Juventus em cinco pontos), o Napoli teve uma semana altamente positiva. Não foi uma semana perfeita, até porque o time não conseguiu vencer a Fiorentina (empatou por 1a1, em Florença, na rodada 21). Mas, na 20ª rodada, conseguiu golear o Palermo pelo placar de 3a0, se aproximando da Juve, que empatara com o Parma em 1a1.
E não foi apenas dentro de campo que os napolitanos somaram pontos. Fora dele, o clube recuperou dois pontos arrancados anteriormente, em punição por supostas apostas de resultados envolvendo atletas do elenco, algumas temporadas atrás. Acredito que existam meios melhores de se punir esse tipo de conduta e foi de bom senso devolver ao Napoli pontos conquistados em conformidade à regra do jogo, isto é, exclusivamente dentro de campo.
Em segundo lugar em praticamente tudo (segunda maior pontuação, segundo time com maior número de vitórias, segundo com menos derrotas, segundo melhor ataque e segunda melhor defesa, sempre atrás da Vecchia Signora), o Napoli fará, em Parma, jogo dificílimo contra uma equipe imbatível dentro de casa. E a equipe de Walter Mazzarri conta com os gols de Edinson Cavani. Este não é segundo, mas sim o primeiro na lista de goleadores na Série A, com 17 gols anotados.
Jogada da semana
Muitas vezes alvo de piadas (mais em função da nacionalidade exótica para o futebol brasileiro do que propriamente pelo futebol, já que poucos o viram jogar), o chinês Zizao protagonizou belo lance no domingo, na partida de estréia do Corinthians em 2013. No jogo pelo Campeonato Estadual Paulista, ele arrancou pelo flanco esquerdo escapando da marcação, carregou a bola até a linha final driblando mais um adversário após pedalada desconcertante e fez a assistência. No vídeo aparece escrito "Gol de Giovanni". Sim, foi. Mas o destaque fica para a participação de Zizao. Pode até não dominar o idioma que aqui se convencionou falar, mas de bola já mostrou que entende.
E não foi apenas dentro de campo que os napolitanos somaram pontos. Fora dele, o clube recuperou dois pontos arrancados anteriormente, em punição por supostas apostas de resultados envolvendo atletas do elenco, algumas temporadas atrás. Acredito que existam meios melhores de se punir esse tipo de conduta e foi de bom senso devolver ao Napoli pontos conquistados em conformidade à regra do jogo, isto é, exclusivamente dentro de campo.
Em segundo lugar em praticamente tudo (segunda maior pontuação, segundo time com maior número de vitórias, segundo com menos derrotas, segundo melhor ataque e segunda melhor defesa, sempre atrás da Vecchia Signora), o Napoli fará, em Parma, jogo dificílimo contra uma equipe imbatível dentro de casa. E a equipe de Walter Mazzarri conta com os gols de Edinson Cavani. Este não é segundo, mas sim o primeiro na lista de goleadores na Série A, com 17 gols anotados.
Jogada da semana
Muitas vezes alvo de piadas (mais em função da nacionalidade exótica para o futebol brasileiro do que propriamente pelo futebol, já que poucos o viram jogar), o chinês Zizao protagonizou belo lance no domingo, na partida de estréia do Corinthians em 2013. No jogo pelo Campeonato Estadual Paulista, ele arrancou pelo flanco esquerdo escapando da marcação, carregou a bola até a linha final driblando mais um adversário após pedalada desconcertante e fez a assistência. No vídeo aparece escrito "Gol de Giovanni". Sim, foi. Mas o destaque fica para a participação de Zizao. Pode até não dominar o idioma que aqui se convencionou falar, mas de bola já mostrou que entende.
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Equipe E Jogada Da Semana
O Sport Club Corinthians Paulista vivenciou nos últimos dias o que foi provavelmente a semana mais especial na história centenária da instituição. Desde a chegada ao Japão (onde milhares de corinthianos desembarcaram para representar milhões de torcedores do clube) até o momento em que o troféu do Mundial foi erguido, passando pelas vitórias sobre Al Ahly e Chelsea. Uma semana mágica. Para ficar eternamente dentro de muitos corações.
Jogada da semana
Jogada da semana
Napoli e Bologna jogavam no estádio San Paolo, pelo encerramento na 17ª rodada no Campeonato Italiano 2012-3. E veja só o que fez Kone, aos quarenta minutos do segundo tempo...
domingo, 16 de dezembro de 2012
Mundo De Loucos. Por Ti, Corinthians
Yokohama foi sede de um dos dias mais especiais na história do Sport Club Corinthians Paulista. Diante do atual campeão europeu de clubes - o Chelsea -, o "Bando de Loucos" conquistou o título mundial 2012. Partida dificílima, onde o Alvinegro do Parque São Jorge fez-se valer daquela consistência tática apresentada na Copa Libertadores da América desse ano.
São muitos os personagens da épica conquista corinthiana. O lateral Alessandro, por exemplo, foi de uma entrega descomunal para cumprir a missão de neutralizar o hábil belga Eden Hazard. O volante Paulinho jogou por si e, em alguns momentos, por Ralf, que não esteve no melhor de seus dias. E o que dizer da aplicação de Danilo? Parecia ocupar espaços diferentes ao mesmo tempo! Jorge Henrique foi uma decisão acertada de Tite, desempenhando uma função que nem três Douglas seriam capazes de fazer. Paolo Guerrero... esse é um predestinado - o mais paulistano dos peruanos, a partir desta data. Poderia aqui citar os nomes de cada membro que viajou para o Japão representando uma multidão de torcedores. Mas há um nome em especial. O heróico goleiro Cássio. Aquele mesmo, responsável direto pela classificação para a semifinal na Libertadores (memorável defesa em finalização de Diego Souza, no segundo tempo no Pacaembu). Dessa vez, Cássio foi além. Foi ao além, talvez. Três, possivelmente quatro, alguns dirão cinco defesas miraculosas. A intervenção no chute cruzado de Victor Moses foi alguma coisa de outro mundo. Mundo que, até segunda ordem, é do Sport Club Corinthians Paulista.
São muitos os personagens da épica conquista corinthiana. O lateral Alessandro, por exemplo, foi de uma entrega descomunal para cumprir a missão de neutralizar o hábil belga Eden Hazard. O volante Paulinho jogou por si e, em alguns momentos, por Ralf, que não esteve no melhor de seus dias. E o que dizer da aplicação de Danilo? Parecia ocupar espaços diferentes ao mesmo tempo! Jorge Henrique foi uma decisão acertada de Tite, desempenhando uma função que nem três Douglas seriam capazes de fazer. Paolo Guerrero... esse é um predestinado - o mais paulistano dos peruanos, a partir desta data. Poderia aqui citar os nomes de cada membro que viajou para o Japão representando uma multidão de torcedores. Mas há um nome em especial. O heróico goleiro Cássio. Aquele mesmo, responsável direto pela classificação para a semifinal na Libertadores (memorável defesa em finalização de Diego Souza, no segundo tempo no Pacaembu). Dessa vez, Cássio foi além. Foi ao além, talvez. Três, possivelmente quatro, alguns dirão cinco defesas miraculosas. A intervenção no chute cruzado de Victor Moses foi alguma coisa de outro mundo. Mundo que, até segunda ordem, é do Sport Club Corinthians Paulista.
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Guerrero Do Parque São Jorge
Ele não estava na campanha do título na Copa Libertadores da América 2012. E, com uma contusão a algumas semanas do Mundial, tinha sua presença colocada em dúvida para essa partida semifinal. Dúvida que não habitou a cabeça dele próprio, pois sempre deu declarações de que estava bem e à disposição do treinador. E Paolo honrou o sobrenome. Saiu de sua cabeça a única bola que tomou o rumo da rede. Douglas cruzou de três dedos e o centroavante peruano cumpriu o ofício goleador.
Mas o que dizer do conjunto do Corinthians na partida diante do Al Ahly? Organizado do início ao fim, o time comandado por Tite foi timidamente superior durante um primeiro tempo equilibrado. Na etapa complementar, desabou após a entrada de Aboutrika no lugar de El Said, com menos de dez minutos. Aboutrika tem boa técnica, mostrando-se um jogador diferenciado pela simples forma como pega na bola. Tem visão. Tem categoria. Tem experiência. Mas um time como o Corinthians não pode nem deve se deixar dominar de tal maneira após uma mudança de jogadores no adversário. Nem que fosse o Lionel Messi entrando no gramado. Principalmente porque, do lado de lá, não estava nenhum Barcelona. Então fica a pergunta: até que ponto a entrada de Aboutrika melhorou o Al Ahly e até que ponto a melhora do Al Ahly fez desabar o desempenho corinthiano?
Fato é que os egípcios dominaram a etapa complementar e tiveram pelo menos três chances claras de gol. Três chances talvez mais claras do que o próprio lance do gol de Guerrero. Azar do Al Ahly que, num jogo onde vinte e oito atletas foram utilizados, quiseram os deuses do futebol que o herói na noite japonesa fosse um estrangeiro. Sorte do Corinthians que ele estava do lado brasileiro. É bem como dizem: São Jorge, santo Guerrero.
Mas o que dizer do conjunto do Corinthians na partida diante do Al Ahly? Organizado do início ao fim, o time comandado por Tite foi timidamente superior durante um primeiro tempo equilibrado. Na etapa complementar, desabou após a entrada de Aboutrika no lugar de El Said, com menos de dez minutos. Aboutrika tem boa técnica, mostrando-se um jogador diferenciado pela simples forma como pega na bola. Tem visão. Tem categoria. Tem experiência. Mas um time como o Corinthians não pode nem deve se deixar dominar de tal maneira após uma mudança de jogadores no adversário. Nem que fosse o Lionel Messi entrando no gramado. Principalmente porque, do lado de lá, não estava nenhum Barcelona. Então fica a pergunta: até que ponto a entrada de Aboutrika melhorou o Al Ahly e até que ponto a melhora do Al Ahly fez desabar o desempenho corinthiano?
Fato é que os egípcios dominaram a etapa complementar e tiveram pelo menos três chances claras de gol. Três chances talvez mais claras do que o próprio lance do gol de Guerrero. Azar do Al Ahly que, num jogo onde vinte e oito atletas foram utilizados, quiseram os deuses do futebol que o herói na noite japonesa fosse um estrangeiro. Sorte do Corinthians que ele estava do lado brasileiro. É bem como dizem: São Jorge, santo Guerrero.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Equipe E Jogada Da Semana
Após vencer o Boca Juniors por 2a0 no Pacaembu (havia empatado por 1a1 em La Bombonera, na quarta-feira anterior), o Sport Club Corinthians Paulista, com seus 101 anos de história, colocou um ponto final nas piadas dos rivais: agora, o título da Libertadores da América é uma realidade para o "bando de loucos".
Pode-se dizer que o Corinthians deu a volta por cima em curto período de tempo, afinal, em 2008 a equipe disputava a Série B brasileira em um rebaixamento inédito e, em 2011, caía na Libertadores de maneira vexatória, perdendo para o inexpressivo Tolima na fase pré-grupos. Mas a Terra gira e, hoje, os corinthianos sorriem. Parabéns, Tite e equipe!
Jogada da semana
Era uma tarde/noite festiva no estádio Rio, o Engenhão. Cerca de vinte mil botafoguenses marcaram presença nas arquibancadas no dia em que Clarence Seedorf era apresentado como novo reforço no clube de General Severiano. E, para fechar com chave-de-ouro a ocasião especial, nada como um golaço, o terceiro da equipe pra cima do Bahia na goleada por 3a0 pela oitava rodada no Campeonato Brasileiro.
Pode-se dizer que o Corinthians deu a volta por cima em curto período de tempo, afinal, em 2008 a equipe disputava a Série B brasileira em um rebaixamento inédito e, em 2011, caía na Libertadores de maneira vexatória, perdendo para o inexpressivo Tolima na fase pré-grupos. Mas a Terra gira e, hoje, os corinthianos sorriem. Parabéns, Tite e equipe!
Jogada da semana
Era uma tarde/noite festiva no estádio Rio, o Engenhão. Cerca de vinte mil botafoguenses marcaram presença nas arquibancadas no dia em que Clarence Seedorf era apresentado como novo reforço no clube de General Severiano. E, para fechar com chave-de-ouro a ocasião especial, nada como um golaço, o terceiro da equipe pra cima do Bahia na goleada por 3a0 pela oitava rodada no Campeonato Brasileiro.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Corinthians Dá "Xeque-Mate" No Boca Juniors E Fatura Inédita Libertadores
Após empatar por 1a1 em La Bombonera, o Corinthians fez valer o fator campo e sagrou-se campeão inédito na Copa Libertadores da América 2012, vencendo o Boca Juniors por 2a0, no Pacaembu.
Não foi uma grande partida de futebol, principalmente para quem esteve assistindo os jogos da Eurocopa nas últimas semanas, mas o encontro teve diversas características de uma final continental. Duas delas foram marcantes: dentro de campo, ambas as equipes acreditavam em todos os lances, duelando arduamente em cada disputa de bola; nas arquibancadas, uma torcida bastante participativa e festiva, marcando presença de maneira fantástica.
Bem organizado, o time montado por Tite só não se sobressaía a ponto de dominar o adversário porque a partida era muito amarrada entre as duas intermediárias, com a equipe argentina embolando o setor de meio-campo. Mas, com muita paciência e alguma valentia, o Corinthians conseguiu dois gols no segundo tempo e garantiu o caneco que tanto buscava. Segundo tempo esse que foi iniciado sob uma atmosfera espetacular, onde a torcida da casa agitava milhares de bandeiras e proporcionava um clima contagiante, sob o som dos fogos de artifício.
Aos oito minutos, saiu o primeiro gol. E ele ocorreu em jogada envolvendo o quarteto ofensivo da equipe. Quem cobrou a falta pela direita foi Alex. Quem cabeceou para colocar a bola na muvuca da grande área foi Jorge Henrique. E, a partir daí, aquilo que se desenhava um lance confuso virou uma linda jogada, onde Danilo descolou passe acrobático e Émerson "Xeique" ficou na cara do goleiro uruguaio Sebastián Sosa, chutando com o peito do pé e abrindo o marcador em São Paulo.
O Boca, necessitado de um gol para pelo menos levar o jogo até a prorrogação, tentou se soltar. Julio César Falcioni colocou o atacante Dario Cvitanich no lugar do meio-campista Lucas Ledesma. Tite manteve-se com aqueles onze homens previamente escalados e foi bem-sucedido na estratégia de pressionar a saída de bola adversária: aos vinte e seis minutos, Rolando Schiavi saiu jogando errado e Émerson arrancou para fazer aquilo que Diego Souza não conseguiu naquela fatídica quartas-de-final entre Corinthians e Vasco: o gol. 2a0 Corinthians e uma explosão de alegria de uma torcida que já sentia o gosto do título.
Para apimentar ainda mais a final, Émerson encarou as provocações de Matias Caruzzo e por muito pouco não tirou o adversário do sério. Felizmente, não houve pancadaria e o Corinthians comemorou a conquista após um jogo onde mostrou superioridade tática e técnica, sobretudo no segundo tempo. Riquelme, uma das maiores esperanças do Boca, era visto em campo basicamente ao caminhar lentamente para cobrar um ou outro escanteio - de produtivo, nada. Melhor para o "bando de loucos": o sofrimento foi muito menor que aquele que reza a lenda.
Não foi uma grande partida de futebol, principalmente para quem esteve assistindo os jogos da Eurocopa nas últimas semanas, mas o encontro teve diversas características de uma final continental. Duas delas foram marcantes: dentro de campo, ambas as equipes acreditavam em todos os lances, duelando arduamente em cada disputa de bola; nas arquibancadas, uma torcida bastante participativa e festiva, marcando presença de maneira fantástica.
Bem organizado, o time montado por Tite só não se sobressaía a ponto de dominar o adversário porque a partida era muito amarrada entre as duas intermediárias, com a equipe argentina embolando o setor de meio-campo. Mas, com muita paciência e alguma valentia, o Corinthians conseguiu dois gols no segundo tempo e garantiu o caneco que tanto buscava. Segundo tempo esse que foi iniciado sob uma atmosfera espetacular, onde a torcida da casa agitava milhares de bandeiras e proporcionava um clima contagiante, sob o som dos fogos de artifício.
Aos oito minutos, saiu o primeiro gol. E ele ocorreu em jogada envolvendo o quarteto ofensivo da equipe. Quem cobrou a falta pela direita foi Alex. Quem cabeceou para colocar a bola na muvuca da grande área foi Jorge Henrique. E, a partir daí, aquilo que se desenhava um lance confuso virou uma linda jogada, onde Danilo descolou passe acrobático e Émerson "Xeique" ficou na cara do goleiro uruguaio Sebastián Sosa, chutando com o peito do pé e abrindo o marcador em São Paulo.
O Boca, necessitado de um gol para pelo menos levar o jogo até a prorrogação, tentou se soltar. Julio César Falcioni colocou o atacante Dario Cvitanich no lugar do meio-campista Lucas Ledesma. Tite manteve-se com aqueles onze homens previamente escalados e foi bem-sucedido na estratégia de pressionar a saída de bola adversária: aos vinte e seis minutos, Rolando Schiavi saiu jogando errado e Émerson arrancou para fazer aquilo que Diego Souza não conseguiu naquela fatídica quartas-de-final entre Corinthians e Vasco: o gol. 2a0 Corinthians e uma explosão de alegria de uma torcida que já sentia o gosto do título.
Para apimentar ainda mais a final, Émerson encarou as provocações de Matias Caruzzo e por muito pouco não tirou o adversário do sério. Felizmente, não houve pancadaria e o Corinthians comemorou a conquista após um jogo onde mostrou superioridade tática e técnica, sobretudo no segundo tempo. Riquelme, uma das maiores esperanças do Boca, era visto em campo basicamente ao caminhar lentamente para cobrar um ou outro escanteio - de produtivo, nada. Melhor para o "bando de loucos": o sofrimento foi muito menor que aquele que reza a lenda.
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Boca Juniors 1, Corinthians 1 - E Viva A Eurocopa
É difícil para o amante do futebol bem jogado dar uma pausa na Eurocopa e assistir um jogo como o que foi disputado entre Boca Juniors e Corinthians, no místico estádio La Bombonera. Dois times que chegaram até a final da Copa Libertadores da América após eliminarem, na fase semifinal, as badaladas equipes da Universidad de Chile e do Santos, mas que nem por isso realizaram um jogo digno da sua importância.
Foram pouquíssimas jogadas daquelas mais elaboradas, que envolvessem pelo menos três jogadores na troca de passes. Com uma equipe limitada, Julio César Falcioni montou um Boca que só "mordia" o adversário através de bolas longas, muitas das vezes lançadas da linha de defesa até a linha de ataque, sobrevoando os jogadores de meio-campo. Tite focou o Corinthians na marcação, mas como marcar um adversário que, basicamente, limita-se a fazer a bola viajar nas alturas?
Não bastando essa feiúra estética, altamente contrastante a uma Eurocopa onde as equipes mantém a bola preferencialmente em contato com a grama, o jogo ainda era marcado por desentendimentos ásperos, com Walter Erviti e Émerson "Sheik" se destacando em termos de destemperamento. Para piorar a situação, Alex, um dos jogadores mais hábeis no elenco corinthiano, fazia partida ruim, não conseguindo dar seqüência às jogadas que nele chegavam. E ainda viria a baixa de Jorge Henrique, que sentiu uma fisgada e acabou sendo substituído ainda no primeiro tempo, dando lugar a Liédson.
No segundo tempo, o Boca Juniors conseguiu fazer a bola viajar menos e rolar mais, opção que passou a valorizar a performance do camisa dez Juan Román Riquelme. Aos dezesseis minutos, Riquelme encontrou espaço na costumeiramente bem posicionada defesa corinthiana e passou para Pablo Mouche que, livre de marcação, chutou exatamente onde estava o goleiro Cássio, que encaixou. Aos vinte e sete, teve vez um escanteio fatídico para a partida. A começar pelo autor da cobrança - em vez de Riquelme, quem encarregou-se de ir para a bola foi Mouche. E lá foi a bola para a área, viajando até encontrar dois jogadores do Boca livres de marcação: o peixinho de Santiago Silva foi defendido pelo zagueiro Chicão (com a mão) e ainda tocou na trave direita; no rebote, Facundo Roncaglia, também em liberdade, completou para a rede.
O Corinthians encontrava-se em situação adversa, pois via o adversário em vatangem no placar e impulsionado por uma apaixonada torcida que se manifestava ainda mais intensamente do que antes (como se isso fosse possível). De toda forma, os jogadores brasileiros até se portaram bem, embora sem ainda conseguirem encaixar o jogo que justificasse a presença naquela final continental. Aos trinta e oito, teve vez uma substituição fatídica para a partida (talvez mais do que aquele escanteio): entrou Romarinho no lugar de Danilo. Romarinho, que com os reservas da equipe marcou dois gols no domingo no clássico diante do Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. Romarinho, que não é filho de Romário. Romarinho, que deu seu primeiro toque na bola para empatar a partida em Buenos Aires: Émerson escapou da marcação, tocou nele e a finalização conciliou frieza e categoria, dando sutil toque para encobrir o goleiro Agustín Orion, que tocou na redonda mas não conseguiu evitar o que parecia ser obra do destino, aos quarenta minutos naquele segundo tempo. Dali em diante, a festa nas arquibancadas era basicamente em preto e branco, com os corinthianos festejando um dos empates com mais gosto de vitória na história de um clube centenário. O desempate está marcado para o Pacaembu, na próxima quarta-feira. Antes disso, felizmente, temos Eurocopa - semifinal hoje e final domingo.
Foram pouquíssimas jogadas daquelas mais elaboradas, que envolvessem pelo menos três jogadores na troca de passes. Com uma equipe limitada, Julio César Falcioni montou um Boca que só "mordia" o adversário através de bolas longas, muitas das vezes lançadas da linha de defesa até a linha de ataque, sobrevoando os jogadores de meio-campo. Tite focou o Corinthians na marcação, mas como marcar um adversário que, basicamente, limita-se a fazer a bola viajar nas alturas?
Não bastando essa feiúra estética, altamente contrastante a uma Eurocopa onde as equipes mantém a bola preferencialmente em contato com a grama, o jogo ainda era marcado por desentendimentos ásperos, com Walter Erviti e Émerson "Sheik" se destacando em termos de destemperamento. Para piorar a situação, Alex, um dos jogadores mais hábeis no elenco corinthiano, fazia partida ruim, não conseguindo dar seqüência às jogadas que nele chegavam. E ainda viria a baixa de Jorge Henrique, que sentiu uma fisgada e acabou sendo substituído ainda no primeiro tempo, dando lugar a Liédson.
No segundo tempo, o Boca Juniors conseguiu fazer a bola viajar menos e rolar mais, opção que passou a valorizar a performance do camisa dez Juan Román Riquelme. Aos dezesseis minutos, Riquelme encontrou espaço na costumeiramente bem posicionada defesa corinthiana e passou para Pablo Mouche que, livre de marcação, chutou exatamente onde estava o goleiro Cássio, que encaixou. Aos vinte e sete, teve vez um escanteio fatídico para a partida. A começar pelo autor da cobrança - em vez de Riquelme, quem encarregou-se de ir para a bola foi Mouche. E lá foi a bola para a área, viajando até encontrar dois jogadores do Boca livres de marcação: o peixinho de Santiago Silva foi defendido pelo zagueiro Chicão (com a mão) e ainda tocou na trave direita; no rebote, Facundo Roncaglia, também em liberdade, completou para a rede.
O Corinthians encontrava-se em situação adversa, pois via o adversário em vatangem no placar e impulsionado por uma apaixonada torcida que se manifestava ainda mais intensamente do que antes (como se isso fosse possível). De toda forma, os jogadores brasileiros até se portaram bem, embora sem ainda conseguirem encaixar o jogo que justificasse a presença naquela final continental. Aos trinta e oito, teve vez uma substituição fatídica para a partida (talvez mais do que aquele escanteio): entrou Romarinho no lugar de Danilo. Romarinho, que com os reservas da equipe marcou dois gols no domingo no clássico diante do Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. Romarinho, que não é filho de Romário. Romarinho, que deu seu primeiro toque na bola para empatar a partida em Buenos Aires: Émerson escapou da marcação, tocou nele e a finalização conciliou frieza e categoria, dando sutil toque para encobrir o goleiro Agustín Orion, que tocou na redonda mas não conseguiu evitar o que parecia ser obra do destino, aos quarenta minutos naquele segundo tempo. Dali em diante, a festa nas arquibancadas era basicamente em preto e branco, com os corinthianos festejando um dos empates com mais gosto de vitória na história de um clube centenário. O desempate está marcado para o Pacaembu, na próxima quarta-feira. Antes disso, felizmente, temos Eurocopa - semifinal hoje e final domingo.
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
No Fim, Corinthians Vence Vasco E Avança Na Libertadores
Corinthians e Vasco travaram duelo pra lá de interessante valendo vaga na fase semifinal da Copa Libertadores da América 2012. Longe de terem sido dois jogos vistosos, mas de valor futebolístico exaltável pela solidez tática apresentada por ambos os conjuntos. Dois times brasileiros que, por permitirem a seus treinadores uma sequência no trabalho (algo que contraria aquele cacoete dos dirigentes tupiniquins de demitir o comandante a torto e a direito), puderam proporcionar uma partida que se aproximava de um jogo de xadrez. De um jogo de xadrez bem jogado.A vitória corinthiana no Pacaembu aconteceu, a meu ver, em dois momentos-chave: [1] a defesa milagrosa de Cássio num lance em que parecia gol certo de Diego Souza e [2] o gol propriamente dito, marcado por Paulinho aos 42 minutos do segundo tempo.
Por se tratar de um jogo de poucas chances de gol - mais méritos defensivos do que deméritos ofensivos, embora o pragmatismo tenha pesado muito mais que a audácia -, a oportunidade desperdiçada por Diego Souza foi, sim, impactante. Mas se o zagueiro Rodolfo tivesse pelo menos acompanhado Paulinho no lance do gol, talvez o 0a0 persistisse até o apito final e tivéssemos o classificado conhecido nos pênaltis.
Mas, numa noite onde foi perceptível o esforço de cada elemento escalado tanto por Tite quanto por Cristóvão Borges, vamos relevar aqui os prováveis vacilos de Diego e Rodolfo e valorizar, isto sim, a grande defesa de Cássio aos 18 minutos do segundo tempo e o oportunismo de Paulinho para marcar o único gol dos 180 minutos - embora muitos ainda acreditem que, em São Januário, aquele gol de Alecsandro devesse valer...
Faltaram arte, jogadas de efeito, tabelas etc. Mas pelo ponto de vista tático, Tite e Cristóvão merecem o respeito dos amantes do futebol - as atuações coletivas e a organização de ambos os times explicitam a qualidade do trabalho que vem sendo feito nessas instituições.
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Vasco E Corinthians Se Anulam No Rio E Decidirão Vaga Em São Paulo
No duelo entre os alvinegros Vasco e Corinthians, o marrom completou o espectro de cores no lamaçento gramado do estádio São Januário. Mas muito mais determinante que o campo pesado para o empate em 0a0 foi a postura adotada por ambos os times no confronto de ida pela fase quartas-de-final na Copa Libertadores da América 2012.
O duelo colocava frente a frente dois times qualificados, um atual campeão da Copa do Brasil e outro atual campeão do Campeonato Brasileiro, equipes que disputaram ponto a ponto essa última edição de Série A nacional. Com a manutenção da base de ambos os elencos, Cristóvão Borges e Tite tinham à sua disposição um plantel de entrosamento muito acima do visto na média nacional. E optaram por armar times cautelosos, embora com elementos de grande qualidade técnica.
O time da casa veio com um meio-campo formado por Nilton, Rômulo, Juninho e Diego Souza (Felipe e Carlos Alberto entraram somente no segundo tempo, nos lugares dos dois últimos). Os visitantes, com Ralf, Paulinho, Danilo e Alex - só que era mais comum Jorge Henrique e Émerson recuarem para a meiuca do que qualquer um desses quatro encostar na suposta dupla de ataque.
Tais desenhos táticos minimizaram o trabalho dos goleiros Fernando Prass e Cássio, mas mesmo assim foram vistas boas intervenções dos arqueiros. A mais impressionante delas foi de Prass, que defendeu cabeceio de Jorge Henrique no contrapé. Uma bola cabeceada por Alecsandro até foi parar na rede, no único gol do jogo. Mas a arbitragem acertou ao anular sob alegação de impedimento do centroavante vascaíno - e o 0a0 refletiu bem o que foi a partida no Rio de Janeiro. Para o jogo de volta, em São Paulo, qualquer empate com gol dá a classificação ao Vasco.
Se pensarmos que esse 0a0 diante do Corinthians foi a única partida no ano em que o Vasco não marcou gol, o torcedor cruzmaltino deve se manter confiante nas possibilidades de classificação. E confiante também deve estar o torcedor corinthiano, que viu na fase anterior o time empatar fora de casa com o Emelec em 0a0 e arrancar uma goleada de 3a0 no jogo de volta. Resta saber se Cristóvão e Tite montarão times mais preocupados em manter a meta inviolável ou em marcar gol no adversário.
O duelo colocava frente a frente dois times qualificados, um atual campeão da Copa do Brasil e outro atual campeão do Campeonato Brasileiro, equipes que disputaram ponto a ponto essa última edição de Série A nacional. Com a manutenção da base de ambos os elencos, Cristóvão Borges e Tite tinham à sua disposição um plantel de entrosamento muito acima do visto na média nacional. E optaram por armar times cautelosos, embora com elementos de grande qualidade técnica.
O time da casa veio com um meio-campo formado por Nilton, Rômulo, Juninho e Diego Souza (Felipe e Carlos Alberto entraram somente no segundo tempo, nos lugares dos dois últimos). Os visitantes, com Ralf, Paulinho, Danilo e Alex - só que era mais comum Jorge Henrique e Émerson recuarem para a meiuca do que qualquer um desses quatro encostar na suposta dupla de ataque.
Tais desenhos táticos minimizaram o trabalho dos goleiros Fernando Prass e Cássio, mas mesmo assim foram vistas boas intervenções dos arqueiros. A mais impressionante delas foi de Prass, que defendeu cabeceio de Jorge Henrique no contrapé. Uma bola cabeceada por Alecsandro até foi parar na rede, no único gol do jogo. Mas a arbitragem acertou ao anular sob alegação de impedimento do centroavante vascaíno - e o 0a0 refletiu bem o que foi a partida no Rio de Janeiro. Para o jogo de volta, em São Paulo, qualquer empate com gol dá a classificação ao Vasco.
Se pensarmos que esse 0a0 diante do Corinthians foi a única partida no ano em que o Vasco não marcou gol, o torcedor cruzmaltino deve se manter confiante nas possibilidades de classificação. E confiante também deve estar o torcedor corinthiano, que viu na fase anterior o time empatar fora de casa com o Emelec em 0a0 e arrancar uma goleada de 3a0 no jogo de volta. Resta saber se Cristóvão e Tite montarão times mais preocupados em manter a meta inviolável ou em marcar gol no adversário.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O Campeão Dos Campeões
O jogo final envolvia os dois maiores vencedores na história do torneio (o hepta Corinthians e o penta Fluminense). E aquele Corinthians que o blogueiro viu na primeira fase passou longe do Pacaembu nessa manhã de quarta-feira. E digo isso não desmerecendo o time corinthiano, mas fundamentalmente valorizando a boa atuação coletiva do Tricolor, comandado pelo treinador Marcelo Veiga: com uma marcação adiantada e saída ao ataque em trocas de passes rápidas e objetivas, o time carioca (que tem todos os seus titulares nascidos no ano de 1993) teve mais chances de mexer no placar do que a "equipe da casa". Só que o 0a0 persistiu até o apito de intervalo.
Na volta para o segundo tempo, não demorou três minutos para o Fluminense inaugurar o marcador: cruzamento da direita, falha do goleiro Matheus Caldeira e oportunismo do atacante Michael, que se antecipou ao camisa um e completou pra rede. É curioso pensarmos que Michael marcasse o gol tricolor, até porque ele era figura sumida em campo quando seu companheiro de ataque, Marcos Júnior, havia ficado próximo de estufar a rede em pelo menos três ocasiões.
O Fluminense passou a focar seu jogo quase que exclusivamente aos contra-ataques, e esteve perto de ampliar para 2a0. Não o fez e foi "castigado" aos vinte minutos: após cobrança de escanteio pelo lado esquerdo, o zagueiro e capitão Antônio Carlos subiu soberano e mandou no canto direito, sem dar chance para o goleiro Silésio. 1a1.
Antônio Carlos cabeceando a bola para empatar a partida.
Méritos de uma conquista que não devem cair sobre um único personagem: o treinador Narciso e o elenco corinthiano como um todo mostraram qualidade de uma equipe campeã. E parabéns também ao Fluminense, que embora tenha se retraído na medida em que o jogo se aproximava do final, mostrou atributos que apontam para uma presença nada por acaso na final do evento.
No mês seguinte aos festejos do título de campeão brasileiro, aí está o Sport Club Corinthians Paulista, levantando mais um troféu.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Corinthians Avança Na Copa São Paulo Após Golear O Juventus: 3a0
Com uma vitória por 3a0 sobre o Juventus, o Corinthians assegurou a primeira colocação no grupo M, garantindo classificação para a fase eliminatória na Copa São Paulo de Juniores com 100% de aproveitamento de pontos. Como este blogueiro não acompanhou o primeiro tempo de partida, a análise do jogo fica restrita aos acontecimentos pós-intervalo. E, a julgar pelos comentários de que a etapa inicial do jogo foi carente de chances de gol, pode-se dizer que dei sorte. Logo com um minuto, Paulinho partiu em jogada individual e foi derrubado dentro da área - pênalti assinalado e convertido por Denner. Aos catorze minutos, Ânderson decidiu chutar de fora da área e teve sucesso total nessa empreitada, mandando um chute certeiro no quadrante seis. Logo na seqüência, Clayton cruzou da direita e Douglas cabeceou para colocar 3a0 no placar em Jaguariúna.
A equipe do Juventus chegou com qualidade uma única vez ao ataque,em jogada individual pelo lado direito. Considero muito pouco para uma equipe que marcara uma dúzia de gols nos dois primeiros compromissos. Com a derrota, o Moleque Travesso fica aguardando o desenrolar da terceira rodada para ver se consegue uma vaga como um dos oito melhores vice-líderes de grupo. As chances são altas.
Na outra partida desta chave, o Santos da Paraíba (que estreou levando 9a0 do Corinthians), venceu a Desportiva do Espírito Santos pelo placar de 2a0, terminando com três pontos e em terceiro lugar. Sem pontuar, o clube capixaba fechou sua participação na condição de lanterna.
A equipe do Juventus chegou com qualidade uma única vez ao ataque,em jogada individual pelo lado direito. Considero muito pouco para uma equipe que marcara uma dúzia de gols nos dois primeiros compromissos. Com a derrota, o Moleque Travesso fica aguardando o desenrolar da terceira rodada para ver se consegue uma vaga como um dos oito melhores vice-líderes de grupo. As chances são altas.
Na outra partida desta chave, o Santos da Paraíba (que estreou levando 9a0 do Corinthians), venceu a Desportiva do Espírito Santos pelo placar de 2a0, terminando com três pontos e em terceiro lugar. Sem pontuar, o clube capixaba fechou sua participação na condição de lanterna.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Alguém Conseguiu Anotar A Placa?
Na legislação brasileira de trânsito, nenhuma pessoa com menos de 18 anos de idade pode tirar carteira de habilitação para dirigir veículos motorizados. E, na Copa São Paulo de Juniores (competição sub-18), o Corinthians estreou atropelando o Santos da Paraíba: 9a0, com direito a muitas outras chances de gol que ora bateram na trave, ora foram defendidas pelo goleiro Andrezo, ora passavam perto do alvo. Será que alguém conseguiu anotar a placar da máquina comandada pelo ex-santista Narciso?
No próximo dia sete, o Corinthians volta a campo para enfrentar a Desportiva, do Espírito Santo, novamente no estádio Alfredo Chiavegato. A julgar pelo resultado de estréia da equipe capixaba (derrota de 6a0 para a Juventus), é bom prepararem o radar eletrônico, colocar os guardas de plantão e deixar as ambulâncias à postos, porque um novo atropelamento é iminente.
O jogo
De um lado, um clube tradicional do futebol brasileiro, atual campeão nacional na categoria profissional e detentor de sete títulos na história da Copa São Paulo. De outro, um clube que sequer tem futebol profissional (dedica-se exclusivamente às categorias de base) e pela primeira vez disputava a Copinha. Se do ponto de vista histórico a diferença já era brutal, o negócio não era diferente no rendimento interno às quatro linhas: sobrando técnica e fisicamente, o Corinthians foi criando as chances com enorme naturalidade. As constantes aparições do lateral-esquerdo Denner e do meio-campista Fernandinho eram envolventes, mostrando que o(s) gol(s) eram mera questão de tempo. Aos três minutos, Denner cruzou da esquerda, a bola atravessou a boca do gol mas ninguém conseguiu alcançar. Aos seis, a bola sobrou para Fernandinho, que chutou e o goleiro Andrezo espalmou no alto. Do escanteio aí originado, a bola chegou ao segundo pau e lá foi cabeceada por Denner - o desvio na marcação levou a redonda até o travessão. Com oito minutos, Denner e Fernandinho tabelaram pela esquerda, Denner cruzou e a bola acabou sobrando para Fernandinho, que chutou e Andrezo encaixou. Na marca de dezesseis minutos, Fernandinho fez a tabela, limpou o lance, chutou cruzado e Andrezo realizou nova defesa. Eram muitas chances com a bola rolando, mas o gol inaugural veio em cobrança de falta: aos dezessete minutos, uma linda cobrança de Denner levou a bola até o quadrante um. 1a0 Corinthians em Jaguariúna.
As facções "Gaviões da Fiel" e "Camisa 12", que encararam o sol de verão às três horas da tarde e marcaram presença na arquibancada, faziam muito barulho desde o início do jogo e provavelmente nem o mais fanático do "Bando de Loucos" imaginava que veria uma grande goleada naquela partida de estréia. Aos vinte minutos, Giovanni recebeu na direita e chutou firme - Andrezo rebateu, mas a bola voltou para Giovanni e aí não teve jeito. 2a0 Corinthians. O terceiro saiu aos vinte e sete minutos: Matheuszinho recebeu na meia-lua, aproveitou vacilo da defesa e chutou no canto direito. Aos trinta e um minutos, foi a vez do centroavante Leandro deixar o dele: Cristiano cruzou rasteiro da direita e a bola foi atravessando a área. Mesmo acompanhado de perto por Morcego, Leandro conseguiu se antecipar à marcação do sujeito com apelido de mamífero voador e empurrou a redonda pra rede. 4a0 Corinthians.
Cabiam mais gols no primeiro tempo, mas uma defesa de Andrezo aos trinta e cinco minutos, um ato egoísta de Ânderson aos quarenta e um minutos (ele preferiu chutar quando poderia servir Fernandinho livre na esquerda em contra-ataque de três para dois e mandou para fora) e um chute que raspou a trave aos quarenta e quatro minutos foram as últimas oportunidades antes do intervalo. Veio a etapa complementar e logo com um minuto saiu o quinto gol corinthiano: em escanteio cobrado pela direita, a bola passou por cerca de cinco jogadores e chegou até Gomes, que mandou pra rede. Aos sete minutos, o sexto: Cristiano cruzou da direita e Leandro mergulhou para cabecear no canto esquerdo.
Era simplesmente impressionante o ótimo aproveitamento dos cruzamentos corinthianos. Cristiano pela direita e principalmente Denner pela esquerda conseguiam colocar a bola caprichosamente para a conclusão de seus companheiros de uma forma que raramente vemos entre jogadores profissionais da mais larga experiência. Você pode até pensar que isso se deva à fragilidade da equipe adversária, mas veja bem: independentemente do nível técnico do outro time, para um cruzamento sair certo, a precisão é essencial. Então, coloco aqui todos os méritos para Cristiano e Denner, que já parecem dominar o fundamento. Aos onze minutos, um escanteio cobrado curto deixou a bola com quem? Com Denner. E o que Denner fez? Cruzou a bola. E como foi o cruzamento? Certeiro. Coube a Gomes cabecear para e rede e anotar o sétimo gol da equipe.
Tanto falamos de cruzamentos e o oitavo gol saiu de modo diferente: em troca de passes rápidos pelo chão. E no melhor estilo Barcelona, hein! Aos vinte e dois minutos, em meia dúzia de toques na bola (quatro deles de primeira), o Corinthians pôs a defesa oponente na roda e Matheuszinho deu o último toque - de letra! - para completar a linda jogada. Na marca de trinta minutos, veio o nono e derradeiro gol. Então, voltemos a falar de cruzamentos: Cristiano cruzou da direita, Leandro não concluiu mas a bola voltou nele ("obrigado, defesa adversária", deve ter pensado o centroavante). E aí foi mandar pra rede e fechar a conta. Digo fechar a conta porque assim quis o goleiro Andrezo, que ainda fez três defesas (duas delas em finalizações seqüenciais).
Campeão sete vezes da Copa São Paulo de Juniores, o Corinthians parece ter um time bom o bastante para buscar o oitavo título em 2012. O futebol paraibano, que jamais colocou um clube na segunda fase dessa competição, parece que, no que depender do Santos, terá de aguardar mais um ano. De toda forma, cabe fazer alguns elogios ao time que saiu goleado: sem dar um único pontapé e saindo para o jogo sem medo de ser feliz, o time dirigido pelo treinador Franklin até mostrou algumas qualidades. Para mim, a maior dessas qualidades foi a atitude de um time que foi a campo pura e simplesmente para jogar futebol, mesmo diante de um adversário notoriamente superior. Uma questão filosófica, que vai muito além do mero resultado.
No próximo dia sete, o Corinthians volta a campo para enfrentar a Desportiva, do Espírito Santo, novamente no estádio Alfredo Chiavegato. A julgar pelo resultado de estréia da equipe capixaba (derrota de 6a0 para a Juventus), é bom prepararem o radar eletrônico, colocar os guardas de plantão e deixar as ambulâncias à postos, porque um novo atropelamento é iminente.
O jogo
De um lado, um clube tradicional do futebol brasileiro, atual campeão nacional na categoria profissional e detentor de sete títulos na história da Copa São Paulo. De outro, um clube que sequer tem futebol profissional (dedica-se exclusivamente às categorias de base) e pela primeira vez disputava a Copinha. Se do ponto de vista histórico a diferença já era brutal, o negócio não era diferente no rendimento interno às quatro linhas: sobrando técnica e fisicamente, o Corinthians foi criando as chances com enorme naturalidade. As constantes aparições do lateral-esquerdo Denner e do meio-campista Fernandinho eram envolventes, mostrando que o(s) gol(s) eram mera questão de tempo. Aos três minutos, Denner cruzou da esquerda, a bola atravessou a boca do gol mas ninguém conseguiu alcançar. Aos seis, a bola sobrou para Fernandinho, que chutou e o goleiro Andrezo espalmou no alto. Do escanteio aí originado, a bola chegou ao segundo pau e lá foi cabeceada por Denner - o desvio na marcação levou a redonda até o travessão. Com oito minutos, Denner e Fernandinho tabelaram pela esquerda, Denner cruzou e a bola acabou sobrando para Fernandinho, que chutou e Andrezo encaixou. Na marca de dezesseis minutos, Fernandinho fez a tabela, limpou o lance, chutou cruzado e Andrezo realizou nova defesa. Eram muitas chances com a bola rolando, mas o gol inaugural veio em cobrança de falta: aos dezessete minutos, uma linda cobrança de Denner levou a bola até o quadrante um. 1a0 Corinthians em Jaguariúna.
As facções "Gaviões da Fiel" e "Camisa 12", que encararam o sol de verão às três horas da tarde e marcaram presença na arquibancada, faziam muito barulho desde o início do jogo e provavelmente nem o mais fanático do "Bando de Loucos" imaginava que veria uma grande goleada naquela partida de estréia. Aos vinte minutos, Giovanni recebeu na direita e chutou firme - Andrezo rebateu, mas a bola voltou para Giovanni e aí não teve jeito. 2a0 Corinthians. O terceiro saiu aos vinte e sete minutos: Matheuszinho recebeu na meia-lua, aproveitou vacilo da defesa e chutou no canto direito. Aos trinta e um minutos, foi a vez do centroavante Leandro deixar o dele: Cristiano cruzou rasteiro da direita e a bola foi atravessando a área. Mesmo acompanhado de perto por Morcego, Leandro conseguiu se antecipar à marcação do sujeito com apelido de mamífero voador e empurrou a redonda pra rede. 4a0 Corinthians.
Cabiam mais gols no primeiro tempo, mas uma defesa de Andrezo aos trinta e cinco minutos, um ato egoísta de Ânderson aos quarenta e um minutos (ele preferiu chutar quando poderia servir Fernandinho livre na esquerda em contra-ataque de três para dois e mandou para fora) e um chute que raspou a trave aos quarenta e quatro minutos foram as últimas oportunidades antes do intervalo. Veio a etapa complementar e logo com um minuto saiu o quinto gol corinthiano: em escanteio cobrado pela direita, a bola passou por cerca de cinco jogadores e chegou até Gomes, que mandou pra rede. Aos sete minutos, o sexto: Cristiano cruzou da direita e Leandro mergulhou para cabecear no canto esquerdo.
Era simplesmente impressionante o ótimo aproveitamento dos cruzamentos corinthianos. Cristiano pela direita e principalmente Denner pela esquerda conseguiam colocar a bola caprichosamente para a conclusão de seus companheiros de uma forma que raramente vemos entre jogadores profissionais da mais larga experiência. Você pode até pensar que isso se deva à fragilidade da equipe adversária, mas veja bem: independentemente do nível técnico do outro time, para um cruzamento sair certo, a precisão é essencial. Então, coloco aqui todos os méritos para Cristiano e Denner, que já parecem dominar o fundamento. Aos onze minutos, um escanteio cobrado curto deixou a bola com quem? Com Denner. E o que Denner fez? Cruzou a bola. E como foi o cruzamento? Certeiro. Coube a Gomes cabecear para e rede e anotar o sétimo gol da equipe.
Tanto falamos de cruzamentos e o oitavo gol saiu de modo diferente: em troca de passes rápidos pelo chão. E no melhor estilo Barcelona, hein! Aos vinte e dois minutos, em meia dúzia de toques na bola (quatro deles de primeira), o Corinthians pôs a defesa oponente na roda e Matheuszinho deu o último toque - de letra! - para completar a linda jogada. Na marca de trinta minutos, veio o nono e derradeiro gol. Então, voltemos a falar de cruzamentos: Cristiano cruzou da direita, Leandro não concluiu mas a bola voltou nele ("obrigado, defesa adversária", deve ter pensado o centroavante). E aí foi mandar pra rede e fechar a conta. Digo fechar a conta porque assim quis o goleiro Andrezo, que ainda fez três defesas (duas delas em finalizações seqüenciais).
Campeão sete vezes da Copa São Paulo de Juniores, o Corinthians parece ter um time bom o bastante para buscar o oitavo título em 2012. O futebol paraibano, que jamais colocou um clube na segunda fase dessa competição, parece que, no que depender do Santos, terá de aguardar mais um ano. De toda forma, cabe fazer alguns elogios ao time que saiu goleado: sem dar um único pontapé e saindo para o jogo sem medo de ser feliz, o time dirigido pelo treinador Franklin até mostrou algumas qualidades. Para mim, a maior dessas qualidades foi a atitude de um time que foi a campo pura e simplesmente para jogar futebol, mesmo diante de um adversário notoriamente superior. Uma questão filosófica, que vai muito além do mero resultado.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Equipe E Jogada Da Semana
Vindo de quatro vitórias em seqüência (a última delas diante do Figueirense, em Santa Catarina, no domingo retrasado), o Corinthians não precisava de mais do que um empate no clássico com o Palmeiras, nesse último domingo, para gritar "é campeão". E a bem da verdade o pentacampeonato brasileiro da equipe do Parque São Jorge foi ratificado antes mesmo do apito final no estádio Pacaembu, pois o Vasco não conseguiu vencer o Flamengo no estádio Engenhão (1a1), em partida finalizada minutos antes do 0a0 entre corinthianos e palmeirenses.
Fica aqui registrado o parabéns ao time comandado por Tite, que disparou na frente nas rodadas iniciais mas acabou o campeonato honrando as tradições alvinegras, que dizem que "com o Corinthians tem que ser sofrido". De triste, as cenas de violência entre "jogadores", com direito a quatro expulsões na partida derradeira (duas para cada lado). De belo, as homenagens ao ex-jogador (este sim, sem aspas) Sócrates, que em homenagem póstuma teve um minuto de silêncio antes de cada partida nessa última rodada. Um ídolo da massa corinthiana e um ícone do futebol mundial, tanto pelo que fazia dentro das quatro linhas com tamanha elegância como pelo que realizara fora dos gramados, com sua postura politizada.
Apesar de o presidente do clube ter sido recentemente nomeado diretor de seleções da CBF (o que, em terra de Ricardo Teixeira, não poderia deixar de levantar suspeitas), o título nacional parece ter caído - talvez dos céus - em boas mãos.
Jogada da semana
Ainda falando da última rodada nesse Campeonato Brasileiro 2011, vamos agora até o estádio da Cidadania, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, onde jogaram Botafogo e Fluminense. O Alvinegro chegou ao empate com um belo gol de Felipe Menezes, em jogada bem trabalhada que fez lembrar alguns dos bons momentos do Glorioso durante a competição. Perceba como o camisa dez participa da jogada ainda nas proximidades do meio-campo, antes de aparecer para concluir o lance.
Fica aqui registrado o parabéns ao time comandado por Tite, que disparou na frente nas rodadas iniciais mas acabou o campeonato honrando as tradições alvinegras, que dizem que "com o Corinthians tem que ser sofrido". De triste, as cenas de violência entre "jogadores", com direito a quatro expulsões na partida derradeira (duas para cada lado). De belo, as homenagens ao ex-jogador (este sim, sem aspas) Sócrates, que em homenagem póstuma teve um minuto de silêncio antes de cada partida nessa última rodada. Um ídolo da massa corinthiana e um ícone do futebol mundial, tanto pelo que fazia dentro das quatro linhas com tamanha elegância como pelo que realizara fora dos gramados, com sua postura politizada.
Apesar de o presidente do clube ter sido recentemente nomeado diretor de seleções da CBF (o que, em terra de Ricardo Teixeira, não poderia deixar de levantar suspeitas), o título nacional parece ter caído - talvez dos céus - em boas mãos.
Corinthianos erguem o braço em saudação a Sócrates, que por muitas vezes repetiu este gesto: imagem que fica.
Jogada da semana
Ainda falando da última rodada nesse Campeonato Brasileiro 2011, vamos agora até o estádio da Cidadania, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, onde jogaram Botafogo e Fluminense. O Alvinegro chegou ao empate com um belo gol de Felipe Menezes, em jogada bem trabalhada que fez lembrar alguns dos bons momentos do Glorioso durante a competição. Perceba como o camisa dez participa da jogada ainda nas proximidades do meio-campo, antes de aparecer para concluir o lance.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Equipe E Jogada Da Semana
Entre um e outro domingo, o Corinthians conseguiu vencer todos os três jogos disputados nesse período. Foram nove pontos conquistados dramaticamente, mostrando que os comandados de Tite estão determinados a levantar o troféu de campeão brasileiro nesse ano.
No domingo, dia treze, a equipe abriu 2a0 sobre o Atlético Paranaense nos primeiros minutos de partida, mas quase cedeu o empate ao rubronegro paranaense, que descontou para 2a1 e teve chances de igualar o marcador. Na quarta-feira, dia dezesseis, no estádio Presidente Vargas, o gol solitário diante do Ceará saiu aos trinta e cinco minutos do segundo tempo, marcado pelo peruano Luís Alberto Ramírez Lucay. E ontem a vitória foi talvez mais sofrida que as outras duas anteriores: a equipe perdia para o Atlético Mineiro até os trinta minutos do segundo tempo, mas conseguiu empatar o jogo e, aos quarenta e quatro, alcançar a virada com um gol de Adriano (que não marcava em partidas oficiais desde maio de dois mil e dez, mais precisamente dezoito meses atrás).
Tá ou não tá cheirando à título?
Jogada da semana
Que tal um gol de bola parada? Muito diferente das cobranças de falta comuns, essa do Atlético Mineiro foi no melhor estilo "jogada ensaiada": com cinco toques na bola - todos eles de primeira -, o Galo abriu o placar no Pacaembu diante do líder Corinthians, pela 36ª rodada no Campeonato Brasileiro 2011.
No domingo, dia treze, a equipe abriu 2a0 sobre o Atlético Paranaense nos primeiros minutos de partida, mas quase cedeu o empate ao rubronegro paranaense, que descontou para 2a1 e teve chances de igualar o marcador. Na quarta-feira, dia dezesseis, no estádio Presidente Vargas, o gol solitário diante do Ceará saiu aos trinta e cinco minutos do segundo tempo, marcado pelo peruano Luís Alberto Ramírez Lucay. E ontem a vitória foi talvez mais sofrida que as outras duas anteriores: a equipe perdia para o Atlético Mineiro até os trinta minutos do segundo tempo, mas conseguiu empatar o jogo e, aos quarenta e quatro, alcançar a virada com um gol de Adriano (que não marcava em partidas oficiais desde maio de dois mil e dez, mais precisamente dezoito meses atrás).
Tá ou não tá cheirando à título?
Jogada da semana
Que tal um gol de bola parada? Muito diferente das cobranças de falta comuns, essa do Atlético Mineiro foi no melhor estilo "jogada ensaiada": com cinco toques na bola - todos eles de primeira -, o Galo abriu o placar no Pacaembu diante do líder Corinthians, pela 36ª rodada no Campeonato Brasileiro 2011.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Corinthians Não Consegue Mais Que Um Empate Em Bragança Paulista
O torcedor corinthiano, assim como os jogadores, falam que o time não está com a cabeça mais no Paulista.Eu particularmente vi um Corinthians bem centrado na partida de ontem, correndo como nunca pela vitória e se empolgando com os lances da partida.
Ao que parece o empate foi realmente o máximo que o Corinthians tiraria na noite de ontem do Bragantino em quaisquer circunstâncias.
O time de Bragança, que fez uma boa jogada de marketing, contratando um show sertanejo para antes da partida, proporcionou um estádio lotado de torcedores a seu favor, o que é raro hoje em dia nos estádios do interior.
O Nabi Chedid virou um caldeirão, literalmente falando pois as arquibancadas ficam muito próximas, quase em cima do banco de reservas, e a pressão da torcida deu resultado. O Bragantino apresentou um volume de jogo de quem veio para brigar pra chegar muito longe no campeonato.
Envolveu a defesa do Timão várias vezes, e imprimiu velocidade pelos lados que causou um trabalho tremendo aos laterais corinthianos. Em um lance pela direita, por exemplo, saiu o gol. Nas costas de Roberto Carlos, Júlio César cruzou forte e rasteiro para a área. Chicão tentou cortar mas matou o goleiro Júlio César e provocou o primeiro gol contra do campeonato.
E é aí que digo que o Corinthians estava sim com a cabeça totalmente no Braga. Brigando sorrateiramente por cada bola, o Timão conseguiu o empate em um cruzamento de Moacir para o sempre salvador Jorge Henrique.
No segundo tempo o Bragantino jogava com ares de quem enfrentava um time muito mais fraco. Não respeitava o Timão, causava lances de efeito, e perdeu gols impressionantes.
Custaram 2 pontos. Nem a entrada de Finazzi na segunda etapa tirou o placar do que já estava.
O Timão volta sábado ao Pacaembu para enfrentar o Noroeste. Agora sim podemos afirmar que o Tolima já está na cabeça dos jogadores do Parque São Jorge. Mesmo assim tem a obrigação de vencer, até porque terminará esta rodada um pouco longe da ponta.
O Bragantino joga sábado contra o Santo André, novamente em Bragança. Pela campanha até o momento do Ramalhão, a vitória também deverá ser obrigação do Braga.
(Lançado por Soham mas de autoria de Lucas Vinícius)
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Corinthians 2a0 Portuguesa - À Todo Vapor
O Corinthians sabe o que deve ser feito. Tem que passar como um rolo compressor em cima de tudo o que vier pela frente. Pois a Libertadores está próxima, e muitos jogos do Estadual terão que ser sacrificados.E entrou parecendo que já estava disputando a 8ª rodada. Em um excelente entrosamento e ritmo muito forte, Roberto Carlos triangulou com Bruno César que deixou Paulinho de frente para o gol quase na marca do Penalti. Bola lá dentro.
Nem deu pra Portuguesa se situar e Roberto Carlos mandava um gol, que contando com a falha bisonha da defesa lusitana, se tornou gol olímpico. Grande atuação do lateral, dono do jogo.
E aí a máquina parou. O Corinthians também sabe que tem que se poupar.
Jucilei exagerou nisso e quase deu um gol pra Ademir Sopa... que perdeu uma chance incrível... não de fazer o gol... mas de tocar para Dodô que estava totalmente livre.
Vale lembrar uma certa pressão da Portuguesa no segundo tempo, com um outro gol perdido por Dodô cara a cara com Júlio César e uma bola que Ralf tirou em cima da linha.
Nada que atrapalhasse o avanço da locomotiva alvi-negra. O próximo compromisso é quarta contra o Bragantino em Bragança Paulista. A missão é a mesma. Vencer enquanto o foco é o Paulista.
(Lançado por Soham mas de autoria de Lucas Vinícius)
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