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quinta-feira, 14 de março de 2013

Despedida De Cabeça Erguida: Internazionale 4a1 Tottenham

Zilhões de vezes dizemos por aqui que não existe vitória/classificação de véspera. Ser repetitivo não é uma escolha nesse caso: é necessidade. Afinal, não raramente vemos analistas sentenciando destinos de clubes em jogos e torneios, precipitando-se num esporte onde reviravoltas no placar tantas vezes se mostram presentes.

O Tottenham havia vencido a Internazionale por 3a0 em White Hart Lane, levando muitos a "entender" que a eliminatória estava resolvida: o clube inglês avança e o italiano dá adeus. No final, quem ousou dizer isso antes da partida de volta, acabou acertando. Mas há que se ponderar o seguinte: não foi nem de perto algo tão simples assim.

A Inter jogou muita bola em San Siro. Mas muita bola mesmo. O aparente desleixo do clube londrino pode até ter sido um facilitador para o predomínio flagrante interista, mas vejo outros fatores ainda mais relevantes para a superioridade constatada no estádio Giuseppe Meazza. E vou começar falando da atuação formidável do argentino Rodrigo Palacio.

Com dezenove minutos de partida, em mais uma de suas ágeis jogadas pelos flancos do campo, o habilidoso camia oito escapou pela direita, cruzou de forma certeira e coube a Antonio Cassano a conclusão - de cabeça, na rede, 1a0 Internazionale. Ninguém na linha de defesa do Tottenham se mostrou nem se mostraria capaz de parar Palacio. Melhor pra Inter, ótimo para o confronto.

Com a defesa protegida por Esteban Cambiasso, Walter Gargano e Mateo Kovacic, Freddy Guarín auxiliava na armação de jogadas, mas não fazia partida à altura de seu potencial. Porém, a versatilidade de Cambiasso e a parceria entre Cassano e Palacio compensavam qualquer carência que Guarín teoricamente proporcionava com a atuação abaixo do esperado.

O Tottenham, em todo o primeiro tempo, só ameaçou uma vez. Mais precisamente no último lance, com Emmanuel Adebayor não conseguindo superar Samir Handanovic. Na segunda etapa, veio o segundo gol dos donos da casa já aos seis minutos: de compatriota do novo papa para compatriota do novo papa, Cambiasso serviu Palacio com precisão e o chute cruzado do avançado resultou no 2a0.

André Villas-Boas parecia sentir que a vantagem obtida na ida estava por um triz de ser quebrada e fez uma alteração para dar maior presença no meio-campo da equipe, trocando Jermain Defoe por Lewis Holtby, escolha que acabou isolando o togolês Adebayor do resto de um time que se concentrava na defesa e praticamente não passava da metade do gramado.

Se Guarín estava apagado em campo, Andrea Stramaccioni tratou de colocar mais um argentino na equipe: Ricky Álvarez. Quatro minutos após a primeira mexida do jovem treinador de trinta e sete anos, veio o terceiro gol, que igualava o confronto: Cassano cobrou falta, William Gallas desviou e a bola foi parar na rede, para infelicidade do zagueiro francês.

Com o confronto igualado aos trinta minutos do segundo tempo, a Inter poderia talvez diminuir um pouco o ritmo, até porque era frenética a transição da equipe ao ataque até então. Mas a equipe nerazzurri fez a melhor escolha possível para os amantes do futebol bem jogado: continuou atacando. Cassano e Palacio continuaram bastante participativos, com Cambiasso a controlar a meiuca.


Villas-Boas, que havia feito duas mexidas (a segunda foi colocando Aaron Lennon no lugar de Jake Livermore, pouco antes da alteração inaugural de Stramaccioni), parecia não encontrar soluções para evitar que seu time fosse encurralado no campo de defesa. Tônica que foi mantida após Stramaccioni colocar Marco Benassi no lugar de Kovacic. Mas o 3a0 persistiu e o jogo foi à prorrogação.

Aí entra um momento crítico da partida, pois estamos falando da definição de um duelo que já teve pelo menos cento e oitenta minutos de duração e que pode estar a meia hora de rumar para os pênaltis. O regulamento dá à Inter a vantagem de jogar essa prorrogação dentro de casa, mas é cruel com a equipe anfitriã pois o critério dos gols marcados fora de casa permanecem valendo.

E o Tottenham usufruiu dessa regra perversa. Conseguiu estabelecer uma pressão no início da prorrogação, tendo chance clara com Lennon. Pouco depois, aos cinco minutos, Adebayor foi mais ligeiro que Christian Chivu e Javier Zanetti para aproveitar o rebote de Handanovic após chute de Moussa Sidi Yaya Dembélé e marcar um gol que valia por dois.

Ainda antes do intervalo derradeiro, o treinador português mexeu pela última vez em sua equipe ao colocar Steven Caulker no lugar de Kyle Naughton. No início da etapa final, Stramaccioni trouxe Andrea Ranocchia, tirando o brasileiro Jonathan e aumentando a estatura de uma equipe que passaria a dar mais atenção em investidas ofensivas pelo alto.

Juan passava a ser o único brasileiro na partida, e seu trabalho consistia naquela altura em agilizar a maneira de recolocar a bola no campo de ataque. Aos quatro minutos, a Internazionale chegou ao quarto gol através de Álvarez, que recebeu de Cassano e voltou a agitar a massa presente nas arquibancadas em Milão. Tinha até torcedor com camisa barcelonista de Messi, provocando o Milan.

Restavam dez minutos para a Internazionale correr atrás de mais um gol. Não faltaram esforços, mas Gallas e Jan Vertonghen portaram-se bem para resistir a todas as tentativas, sejam por baixo ou por cima. Aliás, a zaga do Tottenham era praticamente a totalidade da equipe, enquanto a Inter chegou a contar com o goleiro Handanovic na área adversária, em lance que Ranocchia cabeceou por cima.

Com o apito final e somente com o apito final de Ivan Bebek, o clube londrino pôde comemorar a classificação. Duzentos e dez minutos de um duelo que terminou matematicamente empatado em quatro a quatro, mas que o regulamento da UEFA acabou por beneficiar a equipe que ficou mais tempo longe de seus domínios. A lição é aquela de sempre: no futebol, não se vence de véspera.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Internazionale Vence Napoli Em Grande Jogo Pelo Italiano

Ótima partida de futebol fizeram Internazionale e Napoli. Se a noite em Milão era fria (comentaram que a temperatura estava em dois graus negativos), dentro de campo - e também nas arquibancadas - o espetáculo foi quente, digno de um encontro entre duas equipes que concorrem ao título nacional, estando atrás somente da líder, a Juventus. Com a vitória por 2a1, a Inter trocou de posição com os napolitanos, saindo do terceiro lugar para a vice-liderança, ficando a quatro pontos da Juve.

Tanto Stramaccioni quanto Mazzarri optaram por uma formação com três homens na linha de zaga (a Inter com Ranocchia, Cambiasso e Juan; o Napoli com Gamberini, Cannavaro e Britos). Destes seis, destaco as atuações de Juan (embora às vezes afoito, demonstrou personalidade rara a um zagueiro brasileiro tão jovem num time de ponta europeu) e do uruguaio Britos, este apresentando qualidade defendendo e também nas ocasiões em que detinha a posse de bola. No meio-campo, o dono do setor era o colombiano Freddy Guarín. Aos sete minutos, abriu o placar com chute de primeira, após magistral cobrança de escanteio de Antonio Cassano. Aos trinta e oito, deu assistência primorosa para Diego Milito, oportunista, anotar o segundo tento nerazzurri.

Mas o Napoli, que era melhor no jogo quando teve a infelicidade de levar o segundo gol, não se entregou. Pelo contrário: voltou do intervalo com ímpeto ainda maior, motivado pela entrada do ex-interista Goran Pandev no lugar de Gamberini. Aos oito, uma jogada de intenso bate-rebate teve bola de Pandev no travessão, defesa de Handanovic após chute de Maggio e bola na rede no rebote de Cavani. Os visitantes, valentes, atacavam e davam muito trabalho aos donos da casa. Em resposta, Guarín e Palacio atormentavam nas saídas em contra-ataques.

Não saiu nem o terceiro gol da Inter nem o empate napolitano - que seria o mais sob medida pela dinâmica dos acontecimentos. Mas não faltou emoção numa partida entre duas equipes muito bem montadas. Faltou, isto sim, a presença de Wesley Sneijder e de Eduardo Vargas. A diferença é que o holandês não foi relacionado pois ainda não chegou a um acordo com o clube quanto à renovação contratual, enquanto o chileno ficou o tempo todo na condição de suplente. Uma pena, pois o jogo que já foi de ótimo nível, poderia ter sido ainda melhor se essas duas feras estivessem no gramado.

Mais detalhes sobre a partida pode ser visto no @jogandoagora.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Uma Muralha Chamada Massimiliano Benassi

Nascido em 11.11.1981 (portanto, hoje com trinta anos de idade), o goleiro italiano Massimiliano Benassi foi o grande personagem da partida entre Lecce e Internazionale, no estádio Comunale Via Del Mare, em Lecce. Esta é a segunda temporada de Benassi no clube onde veste a camisa 81, e se alguém não o conhecia (eu, por exemplo), fica aqui registrado o quão impressionante é este arqueiro nos atributos de reflexo e elasticidade.

A partida válida pela vigésima rodada na atual temporada da Série A italiana colocava frente a frente uma equipe que não ganhou nenhum jogo em casa diante de um time com sete vitórias consecutivas na competição. Um time que vem freqüentando a zona de descenso diante de outro que arranca na busca pelo título. São informações que colocam todo o favoritismo em favor da Internazionale. Mas, no futebol, as coisas definitivamente se resolvem única e exclusivamente dentro das quatro linhas.

Para felicidade da Lecce, sua baliza estava sendo protegida pela inspirada atuação de Benassi. E olha que o goleirão vacilou em uma de suas primeiras participações: aos nove minutos, ele recebeu bola recuada e saiu jogando equivocadamente, permitindo que o atacante argentino Diego Milito interceptasse a jogada e quase abrisse o marcador.

Com a bola nos pés e concentrando a criação de jogadas na criatividade do holandês Wesley Sneijder, a Internazionale tomava a iniciativa na partida. Só que o time da casa mostrava qualidade nas saídas em contra-ataque, mostrando uma velocidade que complicava o trabalho do brasileiro Lúcio e, principalmente, do argentino Walter Samuel. O equatoriano Juan Guillermo Cuadrado Bello jogava uma bola redonda e era uma ótima alternativa pelo lado direito Giallorossi. Mas era na performance do goleiro Benassi que a Lecce seguia firme na partida: após cobrança de escanteio por volta dos trinta minutos, o arqueiro de trinta anos saltou espetacularmente e evitou o que seria um gol certo, voando até o canto esquerdo.

Aos trinta e nove minutos, foi o ataque da Lecce que "resolveu" funcionar: o capitão uruguaio Guillermo Giacomazzi recebeu uma tijolada de Massimo Oddo mas teve a categoria e a precisão para arredondar o lance com um domínio de bola aparentemente simples e uma finalização certeira. 1a0 para os mandantes e festa nas arquibancadas, aos trinta e nove minutos.

No intervalo, Claudio Ranieri mexeu no Nerazzurri: saiu Sneijder para a entrada do argentino Ricardo Álvarez. Elogiei o desempenho de "Ricky" Álvarez na partida em que a Inter goleou o Parma por 5a0, mas jamais tiraria Sneijder numa partida como essa: o bacana seria ver ambos os meias atuando juntos, mesmo que para isso se optasse por tirar um dos centroavantes (embora achasse mais interessante tirar o nigeriano Joel Obi, que até teve bom desempenho). De toda forma, a Inter se mandou ao ataque, teve mais posse de bola, mas não conseguiu sair do zero. Uma oportunidade de Giampaolo Pazzini nos últimos minutos parecia o gol de empate. Uma finalização daquelas que logo rotulamos como indefensável. Mas qual o sentido do vocábulo indefensável quando Massimiliano Benassi está em campo? O camisa 81 esbanjou reflexo, elasticidade e agilidade de níveis impressionantes e defendeu de forma brilhante a finalização no canto esquerdo. Era a cereja no topo do bolo dessa primeira vitória da Lecce dentro de casa. E que o primeiro pedaço dessa torta vá para Benassi.

sábado, 7 de janeiro de 2012

2012 Começa Bem Para A Internazionale: Goleada E Grande Atuação

Dificilmente haveria uma maneira melhor para a Internazionale iniciar o ano de 2012. Com uma atuação brilhante (sobretudo na transição do meio-campo para o ataque), a equipe dirigida por Claudio Ranieri goleou o Parma pelo placar de 5a0 e consolidou a 5ª colocação na tabela do Campeonato Italiano. Como a Lazio foi surpreendida mais cedo pelo Siena (4a0, sendo que o Siena não marcava gol pela Série A havia cinco partidas), o Nerazzurri terminará a 17ª rodada a um ponto do 4º lugar, que pertence exatamente à Lazio.

O time do Parma, em 13º na tabela de classificação, pode ser ultrapassado por Fiorentina e Cagliari, que entram em campo nesse domingo e estão um ponto atrás da equipe comandada por Franco Colomba.

O próximo compromisso da Internazionale é nada mais, nada menos, do que o clássico de Milão com o Rossonero, dia quinze. Já o Parma recebe o Siena, na mesma data, no estádio Ennio Tardini.

O jogo

Devo confessar que a escalação interista em nada me agradava. Com três volantes e um único meia mais ofensivo, tudo levava a crer que teríamos mais uma atuação burocrática da equipe da casa. Sem jogadores como Wesley Sneijder e Diego Forlán (que se recuperam de contusões), ficava ainda mais difícil entender a opção do treinador em manter Philippe Coutinho como reserva. Só que o desempenho do time foi tão interessante que pode-se afirmar o seguinte: o 4-3-1-2 de Ranieri funcionou na noite desse sábado. Muito disso se deve à maravilhosa atuação do argentino Ricardo Gabriel Álvarez, de 23 anos de idade e contratado junto ao Vélez Sarsfield. Caindo pela esquerda e também pela direita, o hábil meio-campista descolou muitas opções de ataque, chamando o jogo para si e correspondendo com diversas jogadas bem realizadas.

O primeiro gol da partida saiu aos doze minutos, com jogada 100% argentina: Javier Zanetti abriu na esquerda com Ricardo Álvarez e ele cruzou no capricho para Diego Milito, que completou com estilo antes da primeira trave. 1a0 Internazionale em San Siro. Aliás, o que não falta na Internazionale é jogador de nacionalidade argentina: além desses três que participaram do gol inaugural, Walter Samuel e Esteban Cambiasso também foram titulares.

Com dezessete minutos, foi a vez de brilhar a estrela de outro atleta sul-americano: aproveitando-se de uma sobra de bola, o brasileiro Thiago Motta pegou em cheio na redonda e mandou pra rede. 2a0 Internazionale.

O domínio do time mandante era tamanho que, entre um gol e outro, Giampaolo Pazzini desperdiçou grande oportunidade de marcar após receber ótimo passe de "Ricky" Álvarez, dessa vez em jogada pelo lado direito. O time do Parma, que não demonstrava qualquer sinal de abatimento, saía para o jogo em velocidade e tinha em Sebastian Giovinco sua principal alternativa para tentar superar a forte defesa interista. Alíás, achei interessante observar algumas semelhanças de Giovinco com o brasileiro Alex, do turco Fenerbahce: careca, de baixa estatura, pele clara, bastante habilidade, passadas curtas e ligeiras. E ainda por cima, vestindo a camisa dez. Não duvido nada que Giovinco possa ser um nome a se ter em conta para a seleção italiana para a Copa de 2014. Dos pés de Giovinco, saíram passes e finalizações apreciáveis, como por exemplo uma cobrança de falta que colocou o goleiro Júlio César para trabalhar - e bem. De cabeça, Giovinco perdeu chance clara para diminuir a desvantagem no placar, mandando a bola à direita da meta. Tudo bem, não vamos exigir muita coisa nesse fundamento para um jogador de 160 centímetros de altura. Mas que foi uma chance clara, isso foi.

Com os constantes apoios de Maicon pelo lado direito e de Yuto Nagatomo pelo esquerdo, a Inter ganhava opções de ataque e marcava presença no campo do adversário. Numa dessas subidas pelos flancos do gramado, Maicon cruzou com precisão e Diego Milito foi certeiro no cabeceio, colocando 3a0 no placar e marcando seu segundo gol no jogo.

A superioridade interista no desempenho e no resultado davam a entender que a partida já estava resolvida no que tange à ditribuição dos pontos. E, aos dez minutos do segundo tempo, Pazzini ratificou essa impressão: em contra-ataque fulminante iniciado por Lúcio, Milito recebeu e serviu o companheiro de ataque, que concluiu com um toque sutil, tirando do goleiro Antonio Mirante e colocando 4a0 no placar. Na comemoração, Pazzini fez seu habitual gesto de colocar os dedos indicador e médio próximos aos próprios olhos, em imagem que já virou até desenho de bandeira na torcida.

Com Andrea Poli, Coutinho e Marco Davide Faraoni entrando nos lugares dos argentinos Cambiasso, Álvarez e Milito, a Internazionale perdeu um pouco de sua dinâmica ofensiva, mas continuou atuando bem. Lá na defesa, uma intervenção de Zanetti cortando para a própria rede em lance paralisado por impedimento arrancou aplausos da massa, em reconhecimento ao esforço do lendário capitão de 38 anos de idade, esbanjando uma forma física admirável. Ele agradeceu prontamente o carinho dos torcedores no lance inusitado, pois teria sido um golaço contra se o árbitro Antonio Giannoccaro não seguisse a correta indicação de impedimento apontada pelo auxiliar.

Aos trinta minutos, três depois de entrar em campo, Davide Faraoni marcou o que talvez tenha sido o mais belo gol do jogo: a bola sobrou para ele a alguns metros da meia-lua e o camisa trinta e sete emendou um chute de rara beleza, encobrindo Mirante. Golaço, 5a0 Inter.

O ano de 2012 está apenas começando e há muita água para rolar na Série A italiana nessa temporada (ainda nem chegamos na metade). Se conseguir tornar atuações como a dessa partida um hábito, a Internazionale tem totais condições de entrar na zona de classificação para a Liga dos Campeões da Europa e também pleitear a conquista do scudetto. O Parma, embora derrotado de goleada, tem qualidades individuais e táticas para não precisar se preocupar com zona de despromoção. Muito me agradou a rápida saída da equipe visitante nos contra-ataques, sempre buscando se aproximar do gol adversário de forma objetiva. Com alguns acertos na proteção à defesa, o time que vestiu um belo uniforme monocromaticamente amarelo pode terminar ali pelo meio da tabela, mas creio que fora da zona de classificação para as competições européias.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Com Defesa Sólida E Ataque Frágil, Internazionale Vence Fiorentina

Vinda de duas derrotas na temporada (ambas no estádio Giuseppe Meazza), a Internazionale recebeu a Fiorentina e finalmente conseguiu fazer a alegria dos interistas: com uma vitória por 2a0, a equipe "nerazzurri" saltou para a nona colocação na tabela de classificação, deixando a "Viola" para trás, em décimo quarto lugar no Campeonato Italiano.

O jogo

Enfraquecida pelas ausências de jogadores como Javier Zanetti, Dejan Stankovic, Wesley Sneijder e Diego Forlán, a equipe comandada por Claudio Ranieri mostrou severas deficiências na capacidade de criar ocasiões de gol. Porém, a defesa formada pelo brasileiro Lúcio e pelo argentino Samuel, protegida pelos respectivos compatriotas Thiago Motta (naturalizado italiano) e Esteban Cambiasso mostrava-se sólida o bastante a ponto de tornar o goleiro brasileiro Júlio César praticamente um espectador privilegiado da partida.

Lá na frente, Philippe Coutinho buscava jogo mas pouco produzia. Mas, aos quarenta minutos, o jovem meia brasileiro descolou belo lançamento nas costas da defesa e serviu Giampaolo Pazzini, que aproveitou a oportunidade com toque categórico na bola, tirando do goleiro polonês Artur Boruc. 1a0 Internazionale, para uma contida comemoração de Pazzini, que já foi jogador da Fiorentina.

No segundo tempo, um gol logo aos três minutos praticamente resolveu a parada em Milão: Pazzini fez o passe e o japonês Yuto Nagatomo tratou de correr pra disputar a bola com três adversários, incluindo o goleiro Boruc. Para alegria de Nagatomo, Manuel Pasqual tentou afastar e acabou chutando no corpo do japonês, e a redonda tomou o rumo da rede. 2a0 Internazionale e muita comemoração da equipe com o autor do gol, mostrando que Yuto é bastante querido pelos companheiros.

Com o passar do tempo, Delio Rossi e Ranieri mexeram em suas equipes, mas o fato é que pouca coisa se modificou no desenho da partida. No caso da Inter, diria até que as coisas pioraram após a saída de Coutinho para a entrada do ganês Sulley Ali Muntari, que entre um erro e outro, desperdiçou chance clara de marcar o terceiro após cruzamento certeiro do brasileiro Maicon.

Com o retorno dos jogadores ausentes, a Internazionale deverá encontrar um melhor futebol e melhorar sua posição na Série A italiana. Porém, não me parece um time para disputar o scudetto e também não colocaria essa equipe entre as favoritas por uma das três - e não mais quatro - vagas na Liga dos Campeões da Europa. Já a Fiorentina, que nessa partida teve o desfalque do montenegrino Stevan Jovetic (goleador da equipe na temporada e jogador que mais finalizou no Campeonato Italiano), dará muito trabalho ao treinador Delio Rossi, já que parece carecer intensamente de um articulador no meio-campo. Porém, justiça seja feita: Riccardo Montolivo também não atuou nessa partida diante da Inter.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Janela Fechou: Veja Algumas Das Principais Transferências Na Europa

Encerrou-se ontem a janela de transferências que marca o início de temporada européia. Muitas transferências de impacto se fizeram presentes, e vamos a uma breve análise sobre algumas negociações. 

Futebol espanhol

Atlético de Madrid


Negociou as saídas dos atacantes Sergio Agüero e Diego Forlán (com Manchester City e Internazionale, aos respectivos custos de 45 milhões pelo argentino e de 5 milhões de euros pelo uruguaio) e também do meio-campista brasileiro Elias (que passa a ser a maior contratação da história do Sporting: 8,85 milhões de euros). Outro que partiu foi o goleiro David de Gea, no Manchester United por um valor estimado em 19 milhões de libras. Quem chega ao Vicente Calderón é o goleador colombiano Falcao García, pelo qual os Colchoneros pagaram €40 milhões ao Porto. O meia brasileiro Diego, que saiu do Wolfsburg pela porta dos fundos, custou €15,5 milhões aos cofres do clube e tem no futebol espanhol a chance de retomar a carreira.
Falcao García tem sua apresentação no Atlético de Madrid presenciada por quinze mil torcedores: atacante colombiano foi o maior investimento do clube para a presente temporada.


Barcelona

Mantendo o elenco que vem encantando o futebol mundial, o Barça de Josep Guardiola conseguiu ficar ainda mais forte ao acertar as contratações do atacante chileno Alexis Sánchez (22 anos, ex-Udinese, em transação que pode chegar a 37 milhões de euros) e do meio-campista Francesc Fàbregas (24 anos, ex-Arsenal, pelo qual o Barcelona desembolsou 34 milhões de euros, com possibilidade de outros 6 milhões em bonificação por desempenho). Parece uma utopia, mas é realidade: os amantes do futebol arte podem ver Xavi, Iniesta, Cesc e Messi atuando juntos. Ah! O zagueiro argentino Gabriel Milito, de 30 anos e que estava desde 2007 no Barça, saiu e agora joga no Independiente. Mas ao que tudo indica nenhum barcelonista sentirá a falta dele: mesmo com as lesões de Puyol e Piqué, o Barça reagiu muito bem à proposta de Pep Guardiola. Qual proposta? Jogar seu um único zagueiro de origem.
Criado nas divisões de base do Barcelona, Francesc Fàbregas foi lapidado por Arsène Wenger no Arsenal e agora retorna ao Camp Nou, vestindo a camisa que um dia foi usada por Josep Guardiola.

Real Madrid

Pelo turco Nuri Sahin, meio-campista de 22 anos (completa 23 em 05.09.2011), o Real Madrid pagou aproximadamente €10 milhões ao Borussia Dortmund. Também da Alemanha veio outro meia turco: Hamit Altintop, que deixou o Bayern de Munique a custo zero. Mas talvez a maior novidade merengue tenha sido a de um compatriota do treinador José Mourinho: o lateral-esquerdo português Fábio Coentrão, nomeado o melhor jogador da posição na Copa do Mundo 2010, chega do Benfica por 30 milhões de euros. No fluxo contrário, o zagueiro argentino Ezequiel Garay trocou o Real pelo Benfica, que pagou €5,5M por 50% do passe desse jogador de 24 anos. O atacante togolês Emmanuel Adebayor retornou ao Manchester City após o empréstimo e o goleiro polonês Jerzy Dudek anunciou aposentadoria.
Contratado junto ao Benfica por €30M, lateral-esquerdo português Fábio Coentrão junta-se ao Real Madrid de seus compatriotas José Mourinho e Cristiano Ronaldo.
 
Futebol inglês


Arsenal

Dificilmente um outro clube tenha sofrido tanto com as perdas de jogadores quanto o Arsenal. Cesc Fàbregas (para o Barcelona), Samir Nasri e Gaël Clichy (ambos para o Manchester City) foram negociados. Para preencher lacunas como essas, o time foi às compras. E passam a integrar o elenco de Arsène Wenger: André Santos (transferência estimada em 7 milhões de euros junto ao Fenerbahce pelo lateral-esquerdo brasileiro de 28 anos), Per Mertesacker (zagueiro que aos 26 anos sai pela primeira vez do futebol alemão, ao deixar o Werder Bremen por 9 milhões de euros), Mikel Arteta (que chega por indicação de Wenger como substituto de Fàbregas, tendo o clube pago 10 milhões de libras ao Everton pelo meio-campista espanhol de 29 anos), Yossi Benayoun (meia israelense de 31 anos e que já atuou nos ingleses West Ham, Liverpool e Chelsea), Park Chu-Young (hábil meia sul-coreano de 26 anos, que vem do Mônaco por cerca de €5M para vestir a camisa 9 do Arsenal) e Gervinho (marfinense de 24 anos, contratado junto ao Lille por €13,5 milhões).
Destaque da Coréia do Sul na Copa do Mundo 2010, Park Chu-Young, ex-Mônaco, foi trazido pelo Arsenal em contratação que custou €5M ao clube londrino.


Chelsea

Saiu o treinador italiano Carlo Ancelotti, entrou o português André Villas-Boas, que faturou a Tríplice Coroa com o Porto na temporada passada. O clube tentou trazer o meio-campista croata Luka Modric, mas o Tottenham Hotspur não aceitou as ofertas. Se Modric não chegou, a equipe conseguiu acertar com o meia espanhol Juan Manuel Mata, de 23 anos e que custou 28 milhões de euros junto ao Valência. Outra novidade é o também meio-campista Raul Meireles, 28 anos, vindo do Liverpool por €13M.
No Valência desde 2007, Juan Manuel Mata chega ao Chelsea de André Villas-Boas em negociação de €28M.

Liverpool

A equipe comandada por Kenny Dalglish foi mais discreta nas suas transferências - modificou-se consideravelmente, mas sem envolver nomes tão badalados como os vistos na janela de janeiro. Chegaram o goleiro brasileiro Doni, o zagueiro uruguaio Sebastián Coates, o lateral-esquerdo espanhol José Enrique, os meio-campistas Jordan Henderson, Stewart Downing (pelo qual o clube pagou 20 milhões de libras ao Aston Villa), o escocês Charlie Adam, além do atacante galês Craig Bellamy, que retorna aos Reds após quatro anos. Dentre os que deixaram o clube, destacam-se Raul Meireles (o Chelsea pagou 13 milhões de euros pelo português) e o meia Joe Cole, emprestado ao Lille.
Atacante galês Craig Bellamy, hoje com 32 anos, em ação na sua primeira passagem pelo Liverpool: jogador esteve em Anfield Road entre 2006 e 2007, período em que marcou nove gols em quarenta e dois jogos.

Manchester City

45 milhões de euros por Agüero. 22 milhões de libras por Nasri. 8 milhões de euros por Clichy. Nadando em notas graúdas, os Citizens investiram forte para fazerem bonito nessa temporada, o que inclui uma participação na Liga dos Campeões da Europa, onde caíram num grupo com Napoli, Villarreal e Bayern de Munique. Os jogadores considerados mais importantes pelo treinador Roberto Mancini permanecem no clube, que pode ter como maior reforço um jogador que já faz parte do elenco: o argentino Carlos Alberto Tévez. Se "Carlitos" retomar o gosto por jogar futebol, o time tem maiores chances de sucesso ao longo das competições.
Samir Nasri posa com a camisa do Manchester City: jogador francês teve saída conturbada do Arsenal e foi negociado por 22 milhões de libras com sua nova equipe.


Manchester United

Se por um lado nomes de peso como o goleiro holandês Edwin van der Sar e o meio-campista Paul Scholes anunciaram aposentadoria, o técnico escocês Alex Ferguson conseguiu contratar jogadores de qualidade suficiente para pelo menos manter o nível visto em anos anteriores. Chegaram o jovem goleiro espanhol David de Gea (de 20 anos, trazido junto ao Atlético de Madrid por algo em torno de 19 milhões de libras) e o atacante Ashley Young (26, ex-Aston Villa e trazido por 16 milhões de libras), bem como retornaram de empréstimo os jovens Tom Cleverley (meio-campista de 22 anos) e Danny Welbeck (atacante de 20).
David De Gea, ex-Atlético de Madrid, tem aos vinte anos de idade a missão de vestir a camisa que era usada pelo lendário Edwin van der Sar.

Futebol italiano


Internazionale

Um dos melhores centroavantes na atualidade (na minha opinião o melhor, se relevarmos Lionel Messi) trocou Milão por Makhachkala, onde vestirá a camisa do russo Anzhi, equipe que vem investindo fortemente em contratações e que desembolsou €27M para tirar Samuel Eto'o do Nerazzurri. O camaronês de 30 anos de idade passa a ser o futebolista de maior salário no mundo: serão €20,5M anuais. Para a posição, os interistas pagaram €5M pelo uruguaio Diego Forlán, restando saber se estão trazendo o melhor jogador no Mundial 2010 ou uma figura bastante sumida na temporada passada com a camisa do Atlético de Madrid. Entre idas e vindas, a Internazionale cedeu o meia macedônio Goran Pandev por empréstimo ao Napoli e contratou, também por empréstimo (com custos de €2,7M), o atacante argentino Mauro Zárate, da Lazio. Vamos ver como se comportará a Internazionale com essas mudanças pontuais - porém significativas - no setor de ataque. Para alegria dos interistas, o camisa 10 Wesley Sneijder, fortemente especulado no Manchester United, segue sendo o maestro da equipe comandada por Gian Piero Gasperini, que assumiu o lugar do brasileiro Leonardo, que aceitou o convite para o cargo de diretor esportivo no Paris Saint-Germain.
Diego Forlán em ação contra a Internazionale: atacante uruguaio foi trazido do Atlético de Madrid para a vaga de Samuel Eto'o, que fez muito sucesso com a camisa interista.

Juventus

A equipe comandada por Antonio Conte (que atuou no clube como jogador entre 1992 e 2004) contou com reforços para todos os setores. Na defesa, chegou o lateral-direito suíço Stephan Lichtsteiner, de 27 anos, vindo da Lazio e com preço de 10 milhões de euros. No meio-campo, o experiente volante ex-milanista Andrea Pirlo, de 32 anos, veio a custo zero enquanto foram pagos €10,5M pelo chileno Arturo Vidal, 24 anos, ex-Bayer Leverkusen. Outro nome que reforça a meiuca juventina é o do paraguaio Marcelo Estigarribia, que aos 23 anos de idade teve bela participação na Copa América 2011 a serviço da seleção paraguaia, sendo emprestado pelo Le Mans à Juve por meio milhão de euros, com valor de transferência fixado em €5M. Para o ataque, chegam o montenegrino Mirko Vucinic (27 anos, ex-Roma, por €15M) e o habilidoso holandês Eljero Elia, de 24 anos, trazido do Hamburgo por €9M. E teve mais um reforço ao Bianconero: o volante brasileiro Felipe Melo foi emprestado para o futebol turco, onde atuará pelo Galatasaray. Por algo em torno de €8M, Mohamed Sissoko, de 26 anos, foi vendido ao Paris Saint-Germain.
Eljero Elia em ação pela seleção holandesa: jovem atacante é uma das maiores promessas do futebol mundial e chega em Turim numa negociação de nove milhões de euros.

Milan

Mantida a base campeã italiana na temporada passada, a maior perda milanista foi a saída de Pirlo para a Juventus, apesar de o veterano volante não ter atuado bastante no último ano. Juntam-se ao plantel de Massimiliano Allegri os defensores Philippe Mexès (francês de 29 anos, ex-Roma, chegando a custo zero), Taye Taiwo (nigeriano de 26 anos, ex-Olympique de Marselha, também em transferência livre), além dos meio-campistas Alberto Aquilani (de 27 anos, emprestado pelo Liverpool) e Antonio Nocerino (de 26 anos, chegando do Palermo em negociação que inclui um pagamento de €2,7M além da cessão de 50% dos direitos do jovem zagueiro português Ricardo Ferreira, de 18 anos, ao Rosanero).
Meio-campista italiano Alberto Aquilani, que tem vínculo contratual com o Liverpool, chega ao Milan por empréstimo.

Roma

Está aí um time que se modifica bastante em relação à temporada passada. Trocou de treinador (o espanhol Luís Enrique assume o comando técnico prometendo um estilo de jogo vistoso), perdeu jogadores importantes e trouxe muitas novidades. Dos que saíram, destaques para Mexès (agora no Milan), Vucinic (vendido à Juventus por €15M) e Jérémy Ménez, que se junta ao Paris Saint-Germain de Leonardo por um preço de €8M (e que pode ser acrescido em um milhão caso o PSG chegue à Liga dos Campeões da Europa). Entre os que chegam, vale destacar o goleiro holandês Maarten Stekelenburg (28 anos, ex-Ajax, por €6,8M), o meio-campista bósnio Miralem Pjanic (21 anos, ex-Lyon, por preço especulado em €11M), o também meio-campista Fernando Gago (argentino, 25 anos, ex-Real Madrid, por €7M) e o jovem atacante ex-Barcelona Bojan Krkic (espanhol, 20 anos, em transferência oficializada com valor de €12M).
 
Holandês Maarten Stekelenburg, vice-campeão mundial com a seleção holandesa em 2010, chega para proteger a baliza "Giallorossi" a um nível fora do alcance das capacidades técnicas do brasileiro Doni.

Saindo do eixo Espanha-Inglaterra-Itália, o time que mais se destacou no mercado de transferências nessa janela aqui abordada foi o francês Paris Saint-Germain, que depois de adquirido por um grupo sediado no Catar, passou a "assoar o nariz em notas de 100". Só para citar algumas das contratações do time que tem Leonardo como novo diretor esportivo: Sirigu (ex-Palermo, por €3,5M), Lugano (ex-Fenerbahce, por €3,5M), Bisevac (ex-Valenciennes, por €3,5M), Sissoko (ex-Juventus, por €7M), Ménez (ex-Roma, por €8M), Matuidi (ex-Saint Etienne, por €10M), Gameiro (ex-Lorient, por €11M) e a mais bombástica das contratações registradas nesta época: o meia argentino Javier Pastore, que veio do Palermo custando €42M.
Javier Pastore no momento de sua apresentação no Paris Saint-Germain: meia argentino de 22 anos chega como contratação mais cara dessa janela de transferências e é a maior esperança da equipe que tem Leonardo como novo diretor esportivo e um investidor disposto a gastar bastante com o clube.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

De domingo a domingo, apenas vitórias. Esse é o Porto, que no dia 3 de abril garantiu o título nacional com 5 rodadas de antecipação (como se não bastasse, o feito foi conquistado através de uma vitória diante do Benfica, em pleno estádio da Luz). Na quinta-feira, dia 7, a equipe comandada por André Villas-Boas recebeu o Spartak de Moscou em compromisso pela fase quartas-de-final na Liga Europa, tratando de já deixar a classificação muito bem encaminhada: 5a1, com direito a "hat-trick" do atacante colombiano Falcão García. E 3 dias depois, no domingo, vitória por 3a2 sobre o Portimonense, pra mostrar que nem o título assegurado faz esse time portista deixar de buscar novas vitórias. Os brasileiros Hélton (goleiro), Maicon (defensor), Souza e Fernando (meio-campistas), Hulk e Walter (atacantes) devem estar rindo à toa.

Jogada da semana

Com menos de meio minuto de jogo em San Siro, a Internazionale abriu o placar com um gol antológico do sérvio Dejan Stankovic. Para tristeza dos interistas e alegria dos torcedores do Schalke 04, a partida de ida pela fase quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa terminou 5a2 para o clube alemão. Mas o "Nerazzurri" pode - e deve - guardar com carinho a recordação do golaço de seu camisa 5.

sábado, 9 de abril de 2011

Com Maicon Decisivo, Inter Vence Chievo Por 2a0

A Internazionale recebeu o Chievo em San Siro e, com dois gols no segundo tempo, venceu uma partida que valia algo mais do que 3 pontos: tinha o aspecto moral de um time que vem de duas goleadas sofridas em seqüência, ambas nesse mesmo estádio (3a0 para o Milan e 5a2 para o Schalke 04).

O jogo

O número reduzido de oportunidades comentadas no intervalo de jogo serviram para comprovar duas coisas. A primeira é que Lúcio faz muita falta ao "Nerazzurri". A outra é que, sem Wesley Sneijder, o setor de criação interista fica deficitário. E foi com a segurança de Lúcio lá atrás aliada à entrada do camisa 10 no intervalo de jogo que a Internazionale construiu a vitória por 2a0.

Maicon e Yuto Nagatomo apoiavam constantemente o ataque por seus respectivos flancos, e suas apreciáveis mobilidades para fugir das marcações ajudavam a Inter a encontrar alternativas ofensivas. Isso é relevante de se dizer na medida em que Houssine Kharja, Samuel Eto'o e Giampaolo Pazzini não conseguiam algo de diferente para superar a bem montada marcação adversária.

Então, foi contando com as investidas de Maicon que aconteceu a vitória. Aos 19 minutos, o lateral-direito recebeu de Lúcio uma bola recolhida em cobrança de falta que sobrou pelo seu setor, tocou rasteiro para Esteban Cambiasso e o argentino definiu o lance com uma finalização de primeira, abrindo o placar no estádio Giuseppe Meazza.

Em momento algum se dando por entregue, a equipe visitante teve chances interessantes de chegar ao empate. Uma das mais agudas aconteceu quando o capitão Sergio Pellissier recebeu livre na proximidade da marca do pênalti mas chutou para fora, imediatamente lamentando a oportunidade desperdiçada.

Quem não tinha o que lamentar era o brasileiro Maicon: aos 38 minutos, ele se apresentou novamente pelo lado direito, recebeu de Javier Zanetti, avançou em diagonal em direção à grande área, passou para Sneijder, o holandês chutou prensado e a bola chegou em Diego Milito. O atacante argentino, que entrara no 2º tempo no lugar de Pazzini, não conseguiu a finalização mas foi fundamental no lance, pois atraiu uma marcação tripla na disputa pela bola e permitiu que Maicon ficasse livre dentro da área, pegando a sobra e chutando rasteiro para marcar 2a0.

As comemorações dos gols por parte do elenco interista indicam que a vitória tirou um peso das costas de cada um (talvez principalmente do treinador Leonardo). Resta saber o que eles serão capazes de aprontar em Gelsenkirchen diante do Schalke 04, pois irão a campo com a necessidade de marcar pelo menos 4 gols. Lúcio e Sneijder estarão presentes. Maicon também.
Maicon comemorando o seu gol: lateral-direito acabou tendo participação decisiva, dando o passe para o gol de Cambiasso e marcando ele próprio o segundo gol da equipe.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Anotaram A Placa?

Em um grande jogo, o Schalke 04 atropelou a Internazionale e está virtualmente classificado para as semifinais da UEFA Champions League.

O jogo começou muito bem para o time mandante. Sneijder lançou para Diego Milito no ataque e o goleiro Neuer saiu da área para afastar de cabeça: mas no rebote do meio de campo, Stankovic pegou de primeira e fez um golaço com apenas 25 segundos de jogo.

O time visitante foi para cima em busca do empate e conseguiu. Após cobrança pela esquerda, Papadopoulos cabeceou para ótima defesa de Júlio César mas no rebote, Matip chutou para fazer 1a1.

O jogo ficou equilibrado com lances de perigo para ambos os lados. Os italianos voltaram a frente do placar aos 33 minutos. Sneijder levantou a bola na área, Cambiasso ajeitou de cabeça para a pequena área e Milito só completou para o gol, colocando 2a1 no placar. Os alemães empataram ainda no primeiro tempo: aos 40 minutos, o brasileiro Edu recebeu passe de Baumjohann nas costas de Chivu, foi em direção da área e, no segundo chute após rebote de Júlio César, o brasileiro só teve o trabalho de empurrar para o gol e decretar a igualdade do placar.

No segundo tempo a Inter voltou bem e criou chances mas não aproveitou e acabou pagando o preço por isso. Aos 7 minutos, após tabela na entrada da área, Raúl chutou na saída de Júlio César e marcou seu 70º gol na história da Champions League, fazendo 3a2. Quatro minutos depois o Schalke aumentou o marcador com o cruzamento de Jurado - o zagueiro Ranocchia desviou e marcou contra. Já aos 27 minutos a derrota ficou praticamente decretada com a expulsão de Chivu e o iminente revés se tornou humilhante quando Edu fez mais um com um belo chute da entrada da área, assim decretando o placar de 5a2 para o time alemão.

O Schalke 04 fez uma partida quase perfeita, com grande atuação coletiva: provou que é mais do que um "azarão" e pode surpreender mais vezes. Já a Inter, sem Lúcio na zaga, apresentou muitos erros defensivos e comprovou que esse time já está encerrando seu ciclo e por isso necessita de renovação.

Outro resultado

Real Madrid 4a0 Tottenham


(Por Lucas Peres)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Liga Dos Campeões Da Europa: Análise Prévia Da Fase Quartas-de-final

Coloque marcado carinhosamente na agenda cada uma das próximas terças e quartas-feiras, dias 5, 6, 12 e 13 de abril. Serão realizadas nessas 4 datas as 8 partidas de quartas-de-final pela Liga dos Campeões da Europa na temporada 2010-1. Sem mais delongas, vamos às análises.

Tottenham e Real Madrid


Não vou definir como surpreendente a presença do Tottenham Hotspur na fase quartas-de-final nessa Liga dos Campeões da Europa por um único motivo: desde antes de iniciar a fase de grupos, já colocava fé que a equipe comandada por Harry Redknapp teria reais condições de ficar entre as 8 melhores do continente.

Contando com um setor de meio-campo bastante dinâmico e com o talento individual de jogadores como o croata Luka Modric, o galês Gareth Bale e o holandês Rafael van der Vaart, os Spurs apresentam um futebol interessante, conciliando velocidade, precisão e disciplina tática invejáveis. Não por acaso, esse time liderou o grupo A, ficando na frente da Internazionale (a atual campeã da competição). E por falar em campeões da competição, nas oitavas-de-final o
Tottenham passou pelo Milan, detentor de 7 títulos.

Mas será, sem dúvida alguma, o Real Madrid de José Mourinho o grande adversário do Tottenham até aqui. Após superar a barreira psicológica das oitavas-de-final, o clube merengue avança para buscar o seu 10º título de Liga dos Campeões. Aliás, o Real atravessa um momento-chave na atual temporada: fará a final da Copa do Rei com o Barcelona, terá confronto direto com o rival "blaugrana" pelo Campeonato Espanhol, além desse duelo eliminatório com o Tottenham. É até difícil estabelecer uma prioridade nesse contexto. Suponho que, se todos os jogadores estiverem gozando de boa forma física, ninguém será poupado. Quem viver, verá.

Pitaco dos blogueiros: avança o Real Madrid.

Shakhtar Donetsk e Barcelona

Se há uma "grata surpresa" nessa fase da competição, esta é encarnada pelo Shakhtar Donetsk. Líder no grupo H - jogando o Arsenal para a 2ª posição na chave - e aniquilador pra cima da Roma nas oitavas (vitória por 3a2 na capital italiana e por 3a0 em Donetsk), o Shakhtar conta com uma legião brasileira para continuar surpreendendo a Europa.

Por não ter assistido a nenhum jogo da equipe ucraniana nessa temporada, o prognóstico fica enfraquecido. Mas, só de olhar para o adversário, não há como não apontar um favorito: o Barcelona de Josep Guardiola, campeão do torneio em 2008-9 e semifinalista na temporada passada (eliminado com arbitragens polêmicas diante da Internazionale), joga há alguns anos o melhor futebol do mundo. E por falar em "melhor futebol do mundo", foi exatamente o Barcelona quem eliminou o Arsenal tanto na edição passada da Liga dos Campeões quanto nessa atual.

Aliás, enfrentar o Barça parece que é o que ninguém quer. Dá só uma olhada na reação de alguns jogadores do Shakhtar quando souberam qual seria seu adversário na fase quartas-de-final. Da esquerda para a direita no vídeo: Andriy Pyatov (goleiro), Yaroslav Rakitskiy (zagueiro), Darijo Srna (lateral e capitão) e Dmytro Chygrynskiy (zagueiro, ex-Barça).

Pitaco dos blogueiros: avança o Barcelona.

Internazionale e Schalke 04

Atual campeã de tudo o que disputou recentemente (Campeonato Italiano, Copa da Itália, Liga dos Campeões da Europa e Mundial de Clubes), a Internazionale reencontrou a alegria de jogar futebol após o brasileiro Leonardo assumir o comando técnico da equipe em substituição ao espanhol Rafa Benítez. Desta forma, o "Nerazzurri" passou pelo Bayern de Munique na fase oitavas-de-final quando poucos acreditavam que a equipe pudesse reverter a situação jogando na Alemanha (havia perdido em Milão por 1a0 e foi para o intervalo no estádio Allianz Arena perdendo por 2a1). No Italiano, uma arrancada sensacional que coincidiu com a chegada de Léo coloca a Inter com ânimo renovado para faturar mais um "Scudetto".

Do outro lado está o Schalke, mais um alemão no caminho dos interistas (Werder Bremen na fase de grupos e Bayern nas oitavas foram os outros). Para tentar surpreender o atual campeão, a aposta da equipe comandada por Ralf Rangnick (Felix Magath foi recentemente demitido do cargo de treinador) gira em torno do atacante espanhol Raúl González Blanco, maior goleador na história da Liga dos Campeões. O goleiro Manuel Neuer, que faz ótima temporada, é outro destaque do time que pode ter papel decisivo. Fora da disputa pelo título alemão, arrisco dizer que uma eventual classificação para as semifinais continentais apareceriam para salvar a temporada do clube de Gelsenkirchen.

Pitaco do blogueiros: avança a Internazionale.

Chelsea e Manchester United

Senhoras e senhores, respeitável público boleiro, eis aí a reedição da final européia disputada na temporada 2007-8. Naquela oportunidade, o título dos comandados de Alex Ferguson aconteceu nas penalidades máximas, com direito a um escorregão de John Terry, que desperdiçou sua cobrança pelo Chelsea. Se naquela oportunidade já era difícil apontar um favorito por se tratar de uma final entre duas potências do futebol atual, creio que continua sendo complicado prever quem levará a melhor dessa vez.

O Chelsea, na obsessão de conquistar sua primeira Liga dos Campeões da Europa, trouxe o treinador Carlo Ancelotti, um profundo conhecedor dessa competição. A eliminação na temporada passada aconteceu na fase oitavas-de-final para a Inter, que viria a sagrar-se campeã. Daquela vez, a conquista da dobradinha "Campeonato Inglês-Copa da Inglaterra" amenizou a dor. Só que agora, já eliminado na "FA Cup" e correndo por fora na disputa pela "Premiership", o principal foco dos Azuis de Londres é a competição continental.

Mas no que depender da vontade do Manchester United, o "sonho europeu" do Chelsea terá de ser adiado. Se por um lado o United não faz uma temporada com o mesmo brilho de quando conquistou a Liga dos Campeões pela última vez, por outro ninguém seria insano de subestimar a capacidade de uma equipe tão acostumada a decisões como é o caso do Manchester. A experiência de atletas vencedores como o goleiro holandês Edwin van der Sar e do meio-campista galês Ryan Giggs, só para citar dois exemplos, é de grande valia para a equipe vermelha, que busca seu 4º caneco de Liga dos Campeões (o que seria o 3º nas últimas 13 edições).

Pitaco do blogueiros: para Soham e Lucas Vinícius avança o Chelsea, para Rodolfo e Lucas Peres avança o United.

sábado, 2 de abril de 2011

À Mil, Milan Atropela Inter Em Clássico E Consolida Liderança

Atípico. Atrevo-me a iniciar o tópico sobre o clássico de Milão utilizando-me de uma só palavra. Atípico.

Há bastante tempo que uma partida entre Milan e Internazionale, pelo Campeonato Italiano, não colocava esses clubes numa situação como essa - disputando o "Scudetto" com uma pequena margem de pontos separando as instituições. De quebra, Leonardo, figura que defendeu o Milan no campo e também fora dele, hoje era adversário do "Rossonero" - e olha que foi hostilizado pelos torcedores, que provavelmente não digeriram muito bem as voltas que o mundo da bola dá. Como se não bastassem estes dois ingredientes, cada equipe tinha uma ausência de peso, ambas por suspensão. Melhor para o Milan, que, sem Zlatan Ibrahimovic, viu seu ataque funcionar como raramente pôde-se ver na presente temporada. E ainda não precisou encarar o gigante zagueiro brasileiro Lúcio, que fez muita falta para o sistema defensivo interista.
Antes de a bola rolar, torcedores do Milan estenderam nas arquibancadas sua indignação por Leonardo assinar com a Internazionale: "Judas Interista". Sinal de saudades?

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Quem imaginaria que um jogo cercado de tamanha expectativa pudesse ter o placar inaugurado no primeiro minuto? Acho que nem o próprio Alexandre Pato, que estufou a rede com 42 segundos de partida. Ele tabelou com Gennaro Ivan Gatuso, aproveitou-se da dividida entre Júlio César e Robinho e pegou a sobra para marcar 1a0.

Que o holandês Clarence Seedorf tem um toque de bola refinado e uma visão de jogo muito acima da média, ninguém seria insano de contestar. Mas, não bastando essas duas características, o surinamês de nascimento (que completou 35 anos de idade no dia 1º de abril, data de aniversário desse blógui) demonstrou uma velocidade impressionante, agilizando os contra-ataques da equipe e formando com Robinho e Pato um triângulo que semeou o pânico na marcação adversária.

Mais atrás, Mark van Bommel e Gennaro Gattuso davam proteção à defesa (como se uma dupla formada por Thiago Silva e Alessandro Nesta precisasse disso), com Kevin-Prince Boateng sendo o ponto de equilíbrio entre um setor e outro, participando da marcação e também, quando necessário, da armação de jogadas. Mesmo com essa mecânica de jogo funcionando bem, o goleiro Christian Abbiati foi convidado a trabalhar, correspondendo com duas grandes defesas: primeiro, bloqueando finalização frontal de Giampaolo Pazzini e depois intervindo espetacularmente após cabeceio de Thiago Motta, em lance onde somente o recurso eletrônico poderia zerar as dúvidas de a bola ter ultrapassado totalmente a linha final ou não, como entendeu a arbitragem humana.

Se o Milan esteve próximo de ampliar a diferença aos 36 minutos (Mark van Bommel acertou o travessão após a bola desviar em Christian Chivu), teve muita sorte de escapar do gol de empate aos 42, quando a bola sobrou limpa para o camaronês Samuel Eto'o na pequena área e o camisa 9 mandou a redonda para fora, com Abbiati fora de ação.

A segunda etapa teve início e não demorou para o "clima de rivalidade" ganhar contornos próximos da antidesportividade. Mas, felizmente, nada de mais grave sucedeu aos desentendimentos entre Motta e Abate, e Nesta e Pazzini. Aos 5 minutos, Massimiliano Allegri trocou Gattuso pelo francês Mathieu Flamini, o que, convenhamos, diminuiu as probabilidades de termos alguma bagunça de ordem disciplinar (mas cabe fazer justiça: Gattuso, por incrível que pareça, comportou-se bem).

3 minutos depois da saída de Gattuso, Chivu foi expulso pelo árbitro Nicola Rizzoli. Não, o romeno não agrediu ninguém. Mas o cartão vermelho foi correto quando o defensor, na condição de último homem, impediu que Pato avançasse em direção ao gol. Leonardo não esperou mais nada e recompôs a defesa trocando o meia macedônio Goran Pandev pelo zagueiro colombiano Iván Córdoba. Na cobrança de falta originada naquele lance, Seedorf deixou que Thiago Silva enchesse o pé da meia-lua, o brasileiro acertou o alvo mas Júlio César conseguiu rebater.

É bem comum vermos jogadores se atracando antes de uma cobrança de escanteio. Mas a forma como Thiago Motta puxou van Bommel pela camisa, erguendo-o na altura do pescoço, estava totalmente fora de contexto da prática futebolística. Pra mim, o suficiente para uma medida mais enérgica da arbitragem, que limitou-se a apartar um do outro na base da conversa (leia-se da ameaça).

Aos 16 minutos, a partida brigada deu lugar para a partida jogada e o Milan encaixou linda troca de passes que colocou a Inter na roda: com um lançamento preciso, Seedorf acionou Abate na direita, o lateral colocou cruzado e Pato, em posição duvidosa, completou pra rede. 2a0 no placar.

Com a defesa "nerazzurri" escancarada, já era anunciada a iminência de uma goleada. Júlio César fez pelo menos 3 defesas difíceis para evitar uma maior elasticidade no resultado. Com Antonio Cassano no lugar de Robinho (que não aproveitou nenhuma das chances que teve de definir o jogo) e com Urby Emanuelson no lugar de Pato (essa sim uma mexida com a cara do Allegri), o Milan diminuiu de intensidade e em alguns momentos viu-se sob pressão. Mas, aos 42 minutos, um novo lançamento milimétrico de Seedorf colocou Cassano em boas condições na área e o camisa 99 foi derrubado pelo argentino Javier Zanetti: pênalti. O próprio Cassano encarregou-se da cobrança e marcou o 3º.

E o desfecho do jogo teve a marca da intensidade de Cassano: sofreu o pênalti aos 42, marcou o gol aos 44 e, por tirar a camisa do uniforme, recebeu cartão amarelo após a comemoração. Aos 46, cometeu uma falta que rendeu-lhe o segundo amarelo e a conseqüente expulsão. Nada que afetasse a festa milanista. Mas, com a volta de Ibra e a ausência do atacante italiano, talvez o próximo jogo (Fiorentina, fora) não seja tão tranqüilo quanto este...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Triunfo Interista Bota Fogo Pro Clássico De Milão

Não foi um futebol encantador (longe disso). Mas mostrando determinação de quem quer e tem consciência de que pode ser campeão, a Internazionale derrotou o Lecce por 1a0 (gol de Giampaolo Pazzini, aos 6 minutos do segundo tempo) e encostou de vez no topo da tabela no Campeonato Italiano. O Lecce, que já havia aprontado com a própria Internazionale (empate por 1a1 no estádio Comunale Via Del Mare), além de também já ter empatado com o Milan e derrotado a Juventus com uma bela atuação, impôs alguma resistência e até teve a chance de empatar a partida no final, mas não conseguiu sair do zero e segue na zona de descenso, a um ponto do 17º colocado (o Cesena).

O jogo


Pouco posso falar sobre o primeiro tempo de partida (comecei a assistir o jogo nos acréscimos da etapa inicial). Mas pelas análises do comentarista Bruno Prado e pela seleção de melhores momentos, parece-me que a Internazionale tinha dificuldades de criação. O momento que os interistas ficaram mais perto de marcar um gol ocorreu em cobrança de falta pela esquerda, quando Wesley Sneijder cobrou e mandou na rede externa, perto da trave direita.

Contando com Sneijder, Goran Pandev, Samuel Eto'o e Giampaolo Pazzini, era sugestivo que a qualquer momento a Inter poderia encaixar uma troca de passes envolvendo 2 ou 3 desses atletas para abrir o placar. E os comandados de Leonardo começaram o segundo tempo atacando. Aos 5 minutos, o camisa 10 holandês colocou caprichosamente na área e Pazzini tinha tempo e espaço para concluir o lance: com um cabeceio no canto direito, a bola somente não entrou porque o goleiro Antonio Rosati realizou grande defesa. Mas no minuto seguinte não teria jeito: Pandev agiu com inteligência e categoria ao dar uma deixadinha com Pazzini, que fez lindo giro estufando o peito e finalizou com um chute cruzado no canto direito. 1a0 Inter e festa em San Siro.

A vantagem no placar deu maior tranqüilidade aos donos da casa, mas nem por isso tornou a partida mais fácil do que anteriormente. Eram raras as jogadas de ataque do "Nerazzurri", e em alguns momentos o adversário até conseguia estabelcer uma pressão. Para dar velocidade nos contra-ataques, Leonardo colocou Philippe Coutinho no lugar de Pandev aos 27 minutos. Na primeira participação do "Pequeno Príncipe", um bonito toque de letra para Maicon. Mas de resto, o jovem brasileiro foi pouco acionado. Aos 37 quem mexeu pela primeira vez foi Luigi De Canio, colocando o brasileiro Jedaias Capucho Neves (vulgo "Jeda") no lugar do uruguaio Guillermo Giacomazzi. No minuto seguinte, Léo trocou Sneijder - que saiu aplaudido de pé pelos torcedores interistas - pelo marroquino Houssine Kharja. Kharja mal havia pisado no gramado e quase saiu o empate dos visitantes: o uruguaio Rubén Olivera desceu pela direita, foi à linha final e tocou atrás para Andrea Bertolacci, que chutou de primeira no canto esquerdo, parando em difícil defesa de Júlio César.

Nos acréscimos, De Canio trocou Giulio Donati por Nenad Tomovic e fez uma mexida que até poderia ter sido realizada antes: saiu o lateral Davide Brivio para a entrada do meio-campista argentino Ignacio Piatti. Com Dejan Stankovic no lugar de Eto'o, a Inter mostrava que iria agarrar o 1a0 do jeito que fosse possível. E conseguiu. A 2 pontos de distância do Milan, o clássico de Milão na próxima rodada pode ser a decisão da temporada italiana. Coloque na agenda: dia 2 de abril tem o jogo entre líder e vice-líder.

Outros resultados

Sábado

Lazio (5º) 1a0 (17º) Cesena
Palermo (8º) 1a0 (1º) Milan

Domingo

Fiorentina (9º) 2a2 (6º) Roma
Juventus (7º) 2a1 (19º) Brescia
Udinese (4º) 2a0 (15º) Catania
Bari (20º) 1a2 (13º) Chievo
Bologna (10º) 1a1 (12º) Genoa
Sampdoria (16º) 0a1 (14º) Parma
Napoli (3º) 2a1 (11º) Cagliari

terça-feira, 15 de março de 2011

Inter Vira No Final E Volta A Ser Algoz Do Bayern

Um jogão de bola foi o que tivemos no estádio Allianz Arena, campo do Bayern de Munique. Se na temporada passada o encontro entre alemães e italianos decidiu o título europeu em favor do "Nerazzurri", dessa vez a nova vitória interista garantiu ao time de Milão uma vaga nas quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa. Pior para o Bayern de Louis van Gaal, que fez ótimo primeiro tempo e só foi ficar atrás no confronto eliminatório aos 42 minutos do segundo tempo.

O jogo

Quando os times ainda pareciam esquentar suas turbinas, uma enfiada de bola do macedônio Goran Pandev para o camaronês Samuel Eto'o colocou o camisa 9 na cara do goleiro Thomas Kraft aos 3 minutos. E, com uma finalização rasteira, Eto'o colocou entre as pernas do alemão e abriu o placar. O chato é que havia dúvida sobre a regularidade do lance, pois a impressão que ficou era a de que o atacante estava em posição de impedimento no momento do passe (polêmicas que somente terão fim quando a FIFA inserir definitivamente a tecnologia eletrônica). Como o auxiliar não dispõe de câmera lenta nem congelamento de imagem, a bandeira não foi erguida e o placar estava aberto.

Se alguém supunha que aquilo abalaria o time da casa, já reveria sua opinião com a seqüência da partida. Guiado preferencialmente por Arjen Robben, Franck Ribèry e Thomas Müller, o Bayern assumiu o comando da partida e pressionou o atual campeão mundial. Aos 9 minutos, o francês Ribèry trouxe a bola da esquerda para o centro, ameaçou chutar e passou para Mario Gómez, que, tão logo chutou a bola, foi travado por Andrea Ranocchia. Na marca de 20 minutos, o holandês Robben avançou da direita pro centro e chutou firme, à meia-altura. Júlio César achou que poderia encaixar, mas acabou batendo-roupa e concedendo o rebote para Mario Gómez, que com uma puxada categórica encobriu sutilmente o goleiro brasileiro para empatar a partida.

Contando com o apoio incondicional da torcida bávara, o Bayern estabelecia pressão dentro das quatro linhas e também nas arquibancadas. A pressão era tão intensa que o experiente zagueiro brasileiro Lúcio parecia às vezes atordoado. Maicon também não conseguia emplacar na partida e o Bayern tinha facilidade de envolver o sistema defensivo interista naquele setor "verde-e-amarelo". Aos 25 minutos, o brasileiro Luiz Gustavo - olho nesse meio-campista! - avançou de cabeça erguida com a bola dominada e passou para Mario Gómez. O atacante, que fazia grande partida, descolou belo drible para escapar de Lúcio e chutou firme, parando em defesa de Júlio César.

Robben conseguia levar vantagem por todos os cantos que passava e, aos 30 minutos, decidiu dar as caras pelo flanco esquerdo. Foi por ali que o habilidoso camisa 10 passou pelo argentino Esteban Cambiasso, tocou rasteiro, a bola rebateu no brasileiro Thiago Motta e foi ao encontro de Müller, que não desperdiçou e marcou 2a1 com um toque por cima de Júlio César. O Bayern seguia envolvente e quatro minutos depois quase saiu o 3º gol alemão: Ribèry recebeu em velocidade, ficou na cara do gol e Júlio César conseguiu defender.

Na marca de 39 minutos, um lance sensacional: após inversão de jogo que encontrou Gómez em boa condição, o atacante desviou de Júlio César e a bola foi lentamente até a proximidade da linha final. Em direção à bola, Ranocchia corria para evitar o gol e Müller para empurrar a redonda pra rede. Na câmera lenta, foi possível notar o que aconteceu naquela disputa de carrinho: Ranocchia chegou centésimos de segundo antes do alemão, desviou a bola pro lado e ela resvalou na chuteira de Müller antes de... tocar na trave direita! Era o 3º gol desenhado com contornos nítidos, mas quiseram os deuses do futebol manter o placar do jeito que estava.

3 minutos depois daquela jogada eletrizante, Robben e Ribèry trocaram passes e, após a bola bater em Ranocchia, Robben finalizou na rede externa, à direita. A intensidade do Bayern era tamanha que, aos 46 minutos, Lúcio simplesmente viu-se prensado na linha-de-fundo devido à uma marcação dupla de Gómez e Ribèry e perdeu a bola na própria área, mas para sua sorte o desfecho da jogada foi com uma marcação de impedimento.

Um dado estatístico divulgado no intervalo me causou admiração: a Internazionale tinha maior tempo de posse de bola (52%) e aproveitava melhor os passes (75% de 199 tentados contra 74% das 188 trocas de passe dos donos da casa). Mas o desenho do jogo mostrava o Bayern amplamente superior, levando perigo rotineiramente e podendo ter ido para o vestiário com uma vantagem maior.

O segundo tempo veio com os times idênticos e o Bayern mantendo-se no ataque. Com 1 minuto, Júlio César agiu bem para recolher uma enfiada de bola onde Ribèry buscava Gómez. No minuto seguinte, Bastian Schweinsteiger chutou fraco de fora da área e Júlio César encaixou sem dificuldades. 3 minutos depois, Leonardo entrou em ação e promoveu a primeira substituição: saiu o sérvio Dejan Stankovic e entrou o brasileiro Philippe Coutinho. O "Pequeno Príncipe" deu seu cartão de visitas com erro primário de passe e tentativa frustrada de drible. O Bayern seguia bem: aos 15 minutos, Ribèry cruzou da esquerda, Mario Gómez chutou e só não fez mais um porque Júlio César interviu espalmando.

Se as primeiras participações de Philippe Coutinho foram para se esquecer, aos 17 minutos o jovem ex-Vasco iniciou a jogada do gol de empate interista com um passe para Eto'o, o camaronês rolou atrás para o holandês Wesley Sneijder e o camisa 10 chutou cruzado com precisão para estufar a rede no canto direito. Cabe dizer que, quando Eto'o recebeu a bola de Coutinho, a bola resvalou no braço do camaronês. Mas na minha interpretação a arbitragem do português Pedro Proença acertou ao deixar o jogo seguir, pois pareceu toque involuntário.

O gol animou a Internazionale, que aos 21 minutos ficou perto da virada quando Pandev recebeu lançamento dominando no peito, ajeitou e chutou de esquerda por cima da meta. E o negócio ficou ainda melhor para a equipe italiana quando Louis van Gaal tirou Robben, o melhor jogador em campo, para colocar o turco Hamit Altintop (não sei se foi por ordem física, mas se foi por questão tática, o técnico do Bayern errou feio). Dois minutos depois, van Gaal mexeu novamente e trocou o belga Daniel van Buyten por Holger Badstuber.

O jogo que outrora fora dominado pelo Bayern passou a ter a Inter no ataque. Aos 25 minutos, Pandev recebeu de Coutinho e, com um chute rasteiro de fora da área, mandou a bola à esquerda. Com 27 minutos, Cambiasso se apresentou no ataque e esbanjou categoria ao abrir na esquerda com Sneijder num toque sem olhar para o lado - o holandês chutou cruzado, à esquerda. O fato da Inter estar no ataque não significava que o Bayern não saía para o jogo. Muito pelo contrário, sempre que possível o time da casa tentava "liquidar o confronto". E veio uma chance aos 37 minutos: em contra-ataque de 3 contra 3, Müller tinha uma ótima opção de tocar na direita mas foi desarmado por Ranocchia quando preparava o drible.

Aos 41 minutos, o romeno Christian Chivu - bem na marcação mas que raramente passava para o campo de ataque - deu lugar para o japonês Yuto Nagatomo, jogador de velocidade e com bons atributos ofensivos. E, na marca de 42, saiu a virada interista: Eto'o e Nagatomo partiram para marcar Bruno por pressão, o camaronês ganhou a disputa com o brasileiro, rolou na direita para Pandev e o macedônio soltou um chute certeiro cruzado para colocar a Inter na frente.

Depois do gol, Leonardo e van Gaal mexeram pela última vez. Na Inter, Pandev saiu para a entrada do marroquino Houssine Kharja; no Bayern, Breno deu lugar para Toni Kroos. De forma heróica, a Internazionale voltou a ser o algoz do Bayern de Munique na Liga dos Campeões da Europa. Estará nascendo uma nova rivalidade no Velho Continente? Se sim, torço para que seja sadia (após o apito final houve um princípio de confusão no gramado, mas logo os ânimos dos mais exaltados foram acalmados).

Outros resultados

08.03.2011

Shakhtar Donetsk 3a0 Roma (6a2 no agregado)
Barcelona 3a1 Arsenal (4a3 no agregado)

09.03.2011

Tottenham 0a0 Milan (1a0 no agregado)
Schalke 04 3a1 Valência (4a2 no agregado)

Terça-feira

Manchester United 3a1 Olympique de Marselha (3a1 no agregado)

domingo, 6 de março de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Após uma seqüência de oito jogos de invencibilidade, no domingo passado o Liverpool foi derrotado pelo West Ham, adversário que vem flertando com a zona de descenso na "Premiership". Aí o leitor se pergunta: "como, então, o Liverpool pode ser a equipe da semana?". É que no domingo seguinte, os "Reds" receberam em Anfield Road ninguém menos do que o líder da competição: o Manchester United. E o resultado? 3a1 Liverpool, com direito a "hat-trick" de Dirk Kuyt e grande atuação de Luis Suárez. Com um detalhe: na sexta-feira, dois dias antes do clássico vermelho, o treinador Kenny Dalglish completara 60 anos de idade. O "parabéns pra você" foi cantado em pleno estádio, para festa do treinador, do elenco e, principalmente, dos adeptos. Veja como foi essa partida (nas palavras de Rodolfo Batista, um "clássico com "C" maiúsculo").

Triunfos como esse costumam ser a motivação ideal para a seqüência da temporada. E, no caso do Liverpool, o próximo compromisso é de caráter eliminatório: trata-se do jogo de ida pelas oitavas-de-final da Liga Europa, diante do Braga, quinta-feira, em Portugal. Tudo em clima de carnaval.

Jogada da semana

Internazionale e Genoa duelando pelo Campeonato Italiano. E, após virar o jogo para 3a1, o "Nerazzurri" descolou uma linda troca de passes que terminou no 4º gol interista, marcado por Goran Pandev. Mas o gol em sim foi mero detalhe: o grande barato da jogada foi a envolvente parceria entre Samuel Eto'o e Wesley Sneijder, que trocaram de posição e desmantelaram a defesa adversária.

terça-feira, 1 de março de 2011

Robben Faz A Diferença E Bayern Vence Em San Siro

Seguindo o exemplo dos compatriotas Milan e Roma, a Internazionale também foi derrotada em território italiano pelo jogo de ida na fase oitavas-de-final da Liga dos Campeões da Europa. O gol da vitória do Bayern de Munique saiu aos 44 minutos do segundo tempo, dando aos alemães a vantagem de se classificar mesmo com um empate na Allianz Arena, nesse que é o duelo que reedita a final da competição na temporada passada.

O jogo

Não sei muito bem qual foi a intenção de Leonardo ao escalar o time com Thiago Motta, Javier Zanetti, Esteban Cambiasso e Dejan Stankovic juntos - ao meu ver bastariam dois, no máximo três, desses jogadores. O fato é que, mesmo com as boas atuações de Wesley Sneijder e sobretudo Samuel Eto'o, a Internazionale não conseguia envolver a defesa adversária. E olha que a dupla de zaga escalada por Louis van Gaal era improvisada: o volante Anatoliy Tymoschuk ao lado do lateral Holger Badstuber. Enumerei quatro chances de gol interistas no primeiro tempo. Com 1 minuto de jogo, Sneijder colocou a bola na área em cobrança de falta pela direita, Andrea Ranocchia apareceu livre escorando de primeira com o pé direito e mandou perto da trave esquerda. Aos 21 minutos, Eto'o atraiu a marcação pela direita e passou para Cambiasso, que chutou sendo bloqueado pelo goleiro Kraft. Aos 32 minutos, Eto'o recebeu belo passe de Lúcio, virou fugindo de dois marcadores e chutou firme, para linda defesa de Kraft com o braço esquerdo. Aos 45 minutos, Dejan Stankovic enfiou para Maicon em contra-ataque e o chute do lateral-direito brasileiro saiu forte, mas para fora.

O Bayern, por sua vez, contava com a boa presença de Luiz Gustavo no setor de meio-campo e o talento indiscutÌvel de Arjen Robben para atormentar o sistema defensivo "nerazzurri". Enquanto Luiz Gustavo dava chutes de longa distância que assustavam Júlio César, o habilidoso holandês trocava passes, descolava enfiadas de bola, fazia cruzamentos e partia em jogadas individuais. A maior chance de gol na primeira etapa nasceu de seus pés: aos 23 minutos, Robben cruzou da direita na cabeça de Franck Ribèry, que mandou a bola no travessão de um estático Júlio César. Aos 37 minutos, Danijel Pranjic, machucado, deu lugar para o zagueiro brasileiro Breno. A entrada do ex-jogador do São Paulo deu uma organizada na defesa bávara, que na volta para o segundo tempo concedeu poucas oportunidades de gol para o time da casa.

Bem postado lá atrás, o Bayern saía para o jogo buscando preferencialmente o seu camisa 10, Arjen Robben. Com 1 minuto do segundo tempo, ele cruzou da direita, Thomas Müller resvalou de cabeça e a bola passou à direita, com Mario Gómez acompanhando o lance. 6 minutos depois, Robben tabelou com Müller centralizado, avançou em diagonal para a direita escapando de Ranocchia e Christian Chivu e, com o pé direito, carimbou a trave esquerda. Um chute daquele faz-nos pensar se, em vez de canhoto, o holandês não seria ambidestro.

A Internazionale teve sua primeira chegada interessante aos 11 minutos, quando Maicon acionou Eto'o com uma cavadinha, o camaronês dominou no peito, amorteceu na coxa e chutou com o pé direito - Thomas Kraft rebateu e Cambiasso apareceu para conferir, mas mandou por cima do travessão. No minuto seguinte, resposta do Bayern, resposta de Robben: o ponta carregou a bola pra esquerda e, da meia-lua, chutou por cima. Aos 22 minutos, Luiz Gustavo voltou a aparecer com chutes de fora da área, com Júlio César indo defender na esquerda. No minuto seguinte, Müller colocou Gómez na cara do gol, mas havia impedimento do atacante no lance, corretamente assinalado pela arbitragem.

A Inter era dominada pelo adversário e aos 28 minutos Ranocchia precisava ser substituÌdo por motivos clínicos. Leonardo tratou de soltar o time e optou por colocar o meio-campista Houssine Kharja no lugar do zagueiro. E o time pareceu reagir bem à mexida, saindo mais para o jogo e voltando a colocar o goleiro Kraft para trabalhar. A maior oportunidade interista de abrir o placar deu-se aos 41 minutos, quando Sneijder cobrou falta pela direita, a defesa tentou afastar mas a bola desviou em Kharja e chegou em Eto'o, que chutou desviado perto da trave esquerda.

A gente ficou falando de Kharja, Sneijder e Eto'o no parágrafo anterior, mas não podemos esquecer que do outro lado há alguém como Arjen Robben. Aos 44 minutos, ele carregou a bola da direita para o centro, chutou firme, Júlio César não segurou e Mario Gómez conferiu no rebote para dar a vitória aos visitantes. Aí já era tarde para chamar Goran Pandev, né, Leonardo?

Outros resultados

15.02.2011: Milan 0a1 Tottenham e Valência 1a1 Schalke 04;
16.02.2001: Roma 2a3 Shakhtar Donetsk e Arsenal 2a1 Barcelona;
22.02.2011: Lyon 1a1 Real Madrid e Copenhagen 0a2 Chelsea;
23.02.2011: Olympique de Marselha 0a0 Manchester United.