Líder e invicta, com possibilidades de ser campeã italiana por antecipação e jogando dentro de casa diante de um time que integra a zona de rebaixamento. O que para muitos se trataria de uma vitória certa para a Juventus, acabou virando um empate diante da valente Lecce, resultado que combinado ao triunfo milanista diante da Atalanta diminui a diferença em relação ao vice-líder para apenas um ponto, a duas rodadas da conclusão da Série A 2011-2. A situação da Lecce continua complicada, mas a bravura da equipe na Arena Juventus dá a entender que os comandados de Serse Cosme não pouparão esforços para buscar os seis pontos e continuar sonhando com a permanência na primeira divisão (o próximo desafio será um confronto direto diante da Fiorentina, que encontra-se seis pontos acima).
Havia assistido uma partida da Lecce nessa temporada (1a0 sobre a Internazionale, na primeira vitória da equipe atuando em seu estádio na atual edição da Série A) e fiquei impressionado com a qualidade do goleiro Massimiliano Benassi. No jogo de hoje, diante da Juve, o arqueiro cometeu o deslize de escorregar no lance que abriu o placar em favor do time mandante. Mas seu desempenho após o incidente ratificou a impressão que havia tido com relação a esse jogador, personagem fundamental para esse empate por 1a1 em Turim, com pelo menos duas grandiosas defesas na partida. E como nenhum goleiro está imune a falhas, até Gianluigi Buffon, para mim o melhor do mundo na função, vacilou no gol que rendeu o empate aos visitantes.
Antonio Conte levou a Juventus para campo com uma formação que considero excessivamente cautelosa, sobretudo considerando a qualidade do elenco bianconero montado para essa temporada. Três zagueiros, nenhum jogador com a função de "dez" no meio-campo e jogadores como Alessandro Del Piero e seu xará de sobrenome Matri sentados no banco de suplentes. Com menos de seis minutos, uma lesão na coxa tirou Paolo de Ceglie de campo. Em seu lugar entrou o uruguaio José Martín Cáceres - vou tentar acreditar que Conte imaginava que Matri (retornando de contusão) e Del Piero não tivessem condição de atuar por tanto tempo e por isso não foram chamados para o jogo naquele momento.
De toda forma, aos oito minutos a Vecchia Signora já abriria a contagem: Andrea Pirlo abusou do direito de ser preciso em seus lançamentos e fez a bola viajar até a cabeça de Claudio Marchisio. Não sei se Marchisio quis mandar pra rede ou servir Mirko Vucinic, mas o fato é que a bola entrou no canto esquerdo num lance em que Benassi teve a infelicidade de escorregar quando se preparava para saltar na tentativa de fazer a defesa. 1a0 Juventus e festa nas arquibancadas do mais moderno estádio italiano.
A Juventus era tão superior e senhora da partida que Buffon foi para o vestiário sem precisar fazer nenhuma defesa no primeiro tempo. Mas até que participou bem quando o jogo ainda estava com o placar zerado: ele recebeu bola recuada e deixou o adversário no chão antes de sair jogando com tamanha naturalidade, usando apenas os pés. Veio o segundo tempo e se a Lecce tinha uma figura em campo que causava alguma dificuldade ao sistema defensivo juventino, esta figura era o hábil colombiano Juan Cuadrado. Era. Aos oito minutos, Cuadrado chegou firme e, se por um lado não atingiu Cáceres com a força acusada pelo uruguaio, por outro sua imprudência era efetivamente digna de cartão amarelo - e como Cuadrado já havia levado outro na etapa inicial, foi corretamente expulso pelo árbitro Paolo Valeri.
O futebol tem umas coisas curiosas. Se em igualdade numérica a Lecce tinha dificuldades de criar jogadas de ataque, você imagina agora que seu elemento mais perigoso no sistema ofensivo foi expulso. Pois acredite: nem parecia que a equipe estava em desvantagem numérica diante da líder e invicta Juventus. É bem verdade que Benassi salvou o time de tomar o segundo gol, mas as entradas de Luis Muriel (atacante compatriota de Cuadrado, que entrou no lugar do suíço Haris Seferovic), do uruguaio Guillermo Giacomazzi (que não entendo como pode ser reserva, tento entrado no lugar de David di Michele) e de Andrea Bertolacci (em substituição ao nigeriano Christian Obodo) deram novo ânimo aos visitantes. Aos trinta e seis minutos, Muriel foi acionado e caiu após Cáceres deslocá-lo com o braço, o que dentro da área caracterizaria pênalti. Caracterizaria. Valeri não apenas ignorou a infração como aplicou cartão amarelo em Muriel por suposta simulação, fato que gerou insatisfação em Gennaro Delvecchio, também punido com o cartão por protestar.
Mas os deuses do futebol desenharam um final de jogo mais justo do que seria se nada de novo acontecesse. Uma bola recuada para Buffon, que tão bonito havia saído jogando em situação semelhante no começo de partida, dessa vez acabou deixando o goleiro em maus lençóis. Aproveitando-se do vacilo, eis que Muriel, aquele mesmo que havia sofrido o pênalti não marcado, pegou a bola e a mandou para a rede, aos trinta e nove minutos.
Naquele momento do jogo, Conte já havia feito suas três substituições (as últimas foram as entradas dos Alessandros nos lugares de Fabio Quagliarella e Vucinic). Ou seja, a Juventus começou e terminou a partida com três zagueiros, dois alas que sequer apoiavam com muita freqüência e dois volantes. Aliás, dois baita volantes: Pirlo e o chileno Arturo Vidal foram possivelmente os dois melhores jogadores da Juventus no jogo. Para um time que lidera a competição de maneira invicta e que atuava com um jogador a mais, lamento pela postura do treinador. E parabenizo Cosme e seus comandados, que fizeram por merecer o gol de empate.
Outros resultados
Terça-feira
Chievo (12º) 0a0 (7º) Roma
Napoli (3º) 2a0 (16º) Palermo
Quarta-feira
Milan (2º) 2a0 (11º) Atalanta
Catania (10º) 0a1 (9º) Bologna
Genoa (17º) 2a1 (14º) Cagliari
Parma (8º) 3a1 (6º) Internazionale
Fiorentina (15º) 2a2 (19º) Novara
Lazio (5º) 1a1 (13º) Siena
Cesena (20º) 0a1 (4º) Udinese
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Uma Muralha Chamada Massimiliano Benassi
Nascido em 11.11.1981 (portanto, hoje com trinta anos de idade), o goleiro italiano Massimiliano Benassi foi o grande personagem da partida entre Lecce e Internazionale, no estádio Comunale Via Del Mare, em Lecce. Esta é a segunda temporada de Benassi no clube onde veste a camisa 81, e se alguém não o conhecia (eu, por exemplo), fica aqui registrado o quão impressionante é este arqueiro nos atributos de reflexo e elasticidade.A partida válida pela vigésima rodada na atual temporada da Série A italiana colocava frente a frente uma equipe que não ganhou nenhum jogo em casa diante de um time com sete vitórias consecutivas na competição. Um time que vem freqüentando a zona de descenso diante de outro que arranca na busca pelo título. São informações que colocam todo o favoritismo em favor da Internazionale. Mas, no futebol, as coisas definitivamente se resolvem única e exclusivamente dentro das quatro linhas.
Para felicidade da Lecce, sua baliza estava sendo protegida pela inspirada atuação de Benassi. E olha que o goleirão vacilou em uma de suas primeiras participações: aos nove minutos, ele recebeu bola recuada e saiu jogando equivocadamente, permitindo que o atacante argentino Diego Milito interceptasse a jogada e quase abrisse o marcador.
Com a bola nos pés e concentrando a criação de jogadas na criatividade do holandês Wesley Sneijder, a Internazionale tomava a iniciativa na partida. Só que o time da casa mostrava qualidade nas saídas em contra-ataque, mostrando uma velocidade que complicava o trabalho do brasileiro Lúcio e, principalmente, do argentino Walter Samuel. O equatoriano Juan Guillermo Cuadrado Bello jogava uma bola redonda e era uma ótima alternativa pelo lado direito Giallorossi. Mas era na performance do goleiro Benassi que a Lecce seguia firme na partida: após cobrança de escanteio por volta dos trinta minutos, o arqueiro de trinta anos saltou espetacularmente e evitou o que seria um gol certo, voando até o canto esquerdo.
Aos trinta e nove minutos, foi o ataque da Lecce que "resolveu" funcionar: o capitão uruguaio Guillermo Giacomazzi recebeu uma tijolada de Massimo Oddo mas teve a categoria e a precisão para arredondar o lance com um domínio de bola aparentemente simples e uma finalização certeira. 1a0 para os mandantes e festa nas arquibancadas, aos trinta e nove minutos.
No intervalo, Claudio Ranieri mexeu no Nerazzurri: saiu Sneijder para a entrada do argentino Ricardo Álvarez. Elogiei o desempenho de "Ricky" Álvarez na partida em que a Inter goleou o Parma por 5a0, mas jamais tiraria Sneijder numa partida como essa: o bacana seria ver ambos os meias atuando juntos, mesmo que para isso se optasse por tirar um dos centroavantes (embora achasse mais interessante tirar o nigeriano Joel Obi, que até teve bom desempenho). De toda forma, a Inter se mandou ao ataque, teve mais posse de bola, mas não conseguiu sair do zero. Uma oportunidade de Giampaolo Pazzini nos últimos minutos parecia o gol de empate. Uma finalização daquelas que logo rotulamos como indefensável. Mas qual o sentido do vocábulo indefensável quando Massimiliano Benassi está em campo? O camisa 81 esbanjou reflexo, elasticidade e agilidade de níveis impressionantes e defendeu de forma brilhante a finalização no canto esquerdo. Era a cereja no topo do bolo dessa primeira vitória da Lecce dentro de casa. E que o primeiro pedaço dessa torta vá para Benassi.
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Triunfo Interista Bota Fogo Pro Clássico De Milão
Não foi um futebol encantador (longe disso). Mas mostrando determinação de quem quer e tem consciência de que pode ser campeão, a Internazionale derrotou o Lecce por 1a0 (gol de Giampaolo Pazzini, aos 6 minutos do segundo tempo) e encostou de vez no topo da tabela no Campeonato Italiano. O Lecce, que já havia aprontado com a própria Internazionale (empate por 1a1 no estádio Comunale Via Del Mare), além de também já ter empatado com o Milan e derrotado a Juventus com uma bela atuação, impôs alguma resistência e até teve a chance de empatar a partida no final, mas não conseguiu sair do zero e segue na zona de descenso, a um ponto do 17º colocado (o Cesena).O jogo
Pouco posso falar sobre o primeiro tempo de partida (comecei a assistir o jogo nos acréscimos da etapa inicial). Mas pelas análises do comentarista Bruno Prado e pela seleção de melhores momentos, parece-me que a Internazionale tinha dificuldades de criação. O momento que os interistas ficaram mais perto de marcar um gol ocorreu em cobrança de falta pela esquerda, quando Wesley Sneijder cobrou e mandou na rede externa, perto da trave direita.
Contando com Sneijder, Goran Pandev, Samuel Eto'o e Giampaolo Pazzini, era sugestivo que a qualquer momento a Inter poderia encaixar uma troca de passes envolvendo 2 ou 3 desses atletas para abrir o placar. E os comandados de Leonardo começaram o segundo tempo atacando. Aos 5 minutos, o camisa 10 holandês colocou caprichosamente na área e Pazzini tinha tempo e espaço para concluir o lance: com um cabeceio no canto direito, a bola somente não entrou porque o goleiro Antonio Rosati realizou grande defesa. Mas no minuto seguinte não teria jeito: Pandev agiu com inteligência e categoria ao dar uma deixadinha com Pazzini, que fez lindo giro estufando o peito e finalizou com um chute cruzado no canto direito. 1a0 Inter e festa em San Siro.
A vantagem no placar deu maior tranqüilidade aos donos da casa, mas nem por isso tornou a partida mais fácil do que anteriormente. Eram raras as jogadas de ataque do "Nerazzurri", e em alguns momentos o adversário até conseguia estabelcer uma pressão. Para dar velocidade nos contra-ataques, Leonardo colocou Philippe Coutinho no lugar de Pandev aos 27 minutos. Na primeira participação do "Pequeno Príncipe", um bonito toque de letra para Maicon. Mas de resto, o jovem brasileiro foi pouco acionado. Aos 37 quem mexeu pela primeira vez foi Luigi De Canio, colocando o brasileiro Jedaias Capucho Neves (vulgo "Jeda") no lugar do uruguaio Guillermo Giacomazzi. No minuto seguinte, Léo trocou Sneijder - que saiu aplaudido de pé pelos torcedores interistas - pelo marroquino Houssine Kharja. Kharja mal havia pisado no gramado e quase saiu o empate dos visitantes: o uruguaio Rubén Olivera desceu pela direita, foi à linha final e tocou atrás para Andrea Bertolacci, que chutou de primeira no canto esquerdo, parando em difícil defesa de Júlio César.
Nos acréscimos, De Canio trocou Giulio Donati por Nenad Tomovic e fez uma mexida que até poderia ter sido realizada antes: saiu o lateral Davide Brivio para a entrada do meio-campista argentino Ignacio Piatti. Com Dejan Stankovic no lugar de Eto'o, a Inter mostrava que iria agarrar o 1a0 do jeito que fosse possível. E conseguiu. A 2 pontos de distância do Milan, o clássico de Milão na próxima rodada pode ser a decisão da temporada italiana. Coloque na agenda: dia 2 de abril tem o jogo entre líder e vice-líder.
Outros resultados
Sábado
Lazio (5º) 1a0 (17º) Cesena
Palermo (8º) 1a0 (1º) Milan
Domingo
Fiorentina (9º) 2a2 (6º) Roma
Juventus (7º) 2a1 (19º) Brescia
Udinese (4º) 2a0 (15º) Catania
Bari (20º) 1a2 (13º) Chievo
Bologna (10º) 1a1 (12º) Genoa
Sampdoria (16º) 0a1 (14º) Parma
Napoli (3º) 2a1 (11º) Cagliari
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Jogando Bem, Lecce Vence Juventus E Mostra Fortes Condições De Permanecer Na Série A
O Lecce recebeu a Juventus na 26ª rodada do Campeonato Italiano e, mesmo bastante desfalcado (entre lesões e suspensões, pelo menos seis jogadores não puderam atuar pela equipe da casa no domingo), conquistou uma vitória por 2a0 jogando melhor que o tradicional adversário.O resultado deve ter esfriado o ânimo juventino (a equipe vinha de vitória por 1a0 sobre a Internazionale), deixando a equipe na 6ª posição e com prejuízo de sete pontos para a zona de classificação para a próxima edição da Liga dos Campeões da Europa. Já para o Lecce, o placar - e talvez principalmente a atuação - dá ao elenco um aumento de confiança na disputa pela permanência na Série A (a equipe está em 16º lugar, com 4 pontos acima da zona de descenso).
O jogo
No 12º minuto de partida, uma bola enfiada deixou David Di Michele em liberdade para abrir o placar em favor dos donos da casa. Para evitar o gol, Gianluigi Buffon saiu da área e tocou com a mão, rendendo a manutenção do 0a0 mas também a expulsão do goleiro "bianconero". O treinador Luigi Del Neri optou por tirar o sérvio Milos Krasic para colocar o goleiro Marco Storari no jogo, o que não considero uma escolha feliz. Se o Lecce já era melhor antes disso (teve chances de inaugurar o placar aos 2 e aos 9 minutos), com a vantagem numérica bastou ter calma e tranqüilidade para construir a vitória.
E o gol inaugural aconteceu na marca de 31 minutos: após lançamento primoroso de Gianni Munari, o argelino Djamel Mesbah dominou no peito e chutou por baixo de Marco Storari para marcar seu primeiro gol na presente temporada. Seis minutos depois, Giulio Donati recolheu a bola na área pela direita, três jogadores juventinos acompanharam passivamente o lance e o chute de Donati saiu à direita. Após a saída de bola, Felipe Melo mostrou-se nervoso com a marcação de seus companheiros.
Com 39 minutos, a Juventus foi ao ataque na base do talento de Alessandro Matri, que fez fila em três adversários e após bate-rebate a bola sobrou para Claudio Marchisio, que chutou prensado e o goleiro Antonio Rosati defendeu. Três minutos depois, o participativo Giorgio Chiellini apresentou-se pelo lado esquerdo, efetuou um cruzamento rasteiro e Alberto Aquilani acabou furando a tentativa de finalizar com um chute de primeira. Naquele mesmo minuto, o Lecce respondeu: Djamel Mesbah recebeu, chutou cruzado à meia-altura da entrada da área e Storari espalmou.
Se por um lado os 10 homens da Juventus tinham mais posse de bola (15 minutos e 11 segundos diante de 12 minutos e 29 segundos dos donos da casa), eram os 11 do Lecce que finalizaram mais na etapa inicial: 8a4. Provavelmente visando transformar a posse em oportunidades de gol, Luigi Del Neri trocou no intervalo o atacante Luca Toni pelo camisa 10 Alessandro Del Piero. É a típica substituição que acusa um arrependimento do treinador por ter tirado Krasic em vez do próprio Toni, afinal, faltava alguém pra fazer a bola chegar lá na frente.
E logo no início do segundo o tempo o time da casa chegou ao segundo gol: Giuseppe Vives lançou, Di Michele - livre da marcação de Andrea Barzagli - ajeitou de cabeça, Marchisio ficou pelo caminho e Andrea Bertolacci completou pra rede, fazendo a alegria dos torcedores no estádio Via del Mare. E quase rolou o 3º gol 3 minutos depois: em contra-ataque iniciado com toque de calcanhar de Munari, ficaram 3 jogadores do Lecce contra um da Juventus, a bola acabou chegando na direita com o uruguaio Carlos Javier Grossmüller e o goleiro Storari conseguiu bloquear a finalização.
Aos 7 minutos, Di Michele deu lugar para o experiente atacante uruguaio Ernesto Javier Chevantón Espinosa, que rapidamente ganharia destaque no jogo com bonitos lances individuais. Na marca de 10 minutos, Ernesto Chevantón ficou muito perto de encostar numa bola cruzada por Davide Brivio, mas quem conseguiu completar foi seu compatriota Grossmüller, que estufou a rede pelo lado externo e gerou um alarme falso do que quase foi o 3º gol "giallorossi".
A fraca atuação do dinamarquês Frederik Sorensen e a necessidade de sair para o jogo induziram Del Neri a trocá-lo pelo atacante Vincenzo Iaquinta aos 13 minutos. Acontece que o Lecce era organizado o suficiente para neutralizar as investidas juventinas, fazendo de Iaquinta mais um figurante na partida.
Aos 21 minutos, Vives derrubou Del Piero após ser driblado pelo camisa 10 e recebeu cartão amarelo. Dois minutos depois, o mesmo Vives atingiu Chiellini com um carrinho, o defensor gritou de dor, olhou pro árbitro Paolo Silvio Mazzoleni e logo ficou de pé quando viu que Vives estava sendo expulso pelo segundo cartão amarelo.
O jogo voltou a ficar em igualdade numérica (agora com 20 jogadores em campo) e era o Lecce quem seguia melhor: aos 31 minutos, Munari aplicou uma caneta de letra pra cima de Chiellini e sofreu falta do camisa 3, que dessa vez não podia simular dores, embora deva ter doído levar aquele drible desconcertante na quina do campo, pertinho da bandeira de escanteio.
Na marca de 33 minutos, uma bola recuada "na fogueira" para Storari acabou sendo chutada pelo goleiro em cima de um adversário: eis que a bola sobrou para Chevantón, que deu de voleio e mandou perto da trave esquerda, na tentativa de marcar um golaço. Pra não dizer que a Juve não chegava ao ataque, houve uma chance aos 37 minutos, quando Del Piero cobrou falta pela direita e Iaquinta quase desviou para dentro. Mas era basicamente só isso.
O treinador Luigi De Canio resolveu fazer suas últimas duas substituições nos minutos finais, em ambos os casos tirando os autores dos gols: aos 40 minutos Mesbah deu lugar para Andrea Rispoli e 6 minutos depois foi a vez de Bertolacci sair para a entrada de Manuel Coppola. Mesmo com menos tempo de posse de bola (6 minutos a menos que os 29:13 sob domínio juventino), o Lecce foi plenamente merecedor da vitória e mostrou potencial para manter-se na Série A italiana.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Não Adianta Chorar O "Lecce" Derramado
Se no dia 29 de agosto, neste mesmo Campeonato Italiano, o Milan contou com um show de Ronaldinho Gaúcho para golear o Lecce por 4a0, quase cinco meses depois e com o jogador já negociado, a equipe de Massimiliano Allegri não conseguiu mais do que um empate por 1a1 com a 18ª colocada na tabela de classificação. A liderança segue sendo "rossonera", mas a proximidade de Lazio e Napoli (quatro pontos atrás) e principalmente a ascensão da Internazionale (que caso vença as partidas que tem em débito ficará a três pontos de distância) devem estar causando preocupação ao time.O jogo
Sem apresentar muitas variações de jogadas, as finalizações do Milan na primeira etapa davam-se fundamentalmente em remates de fora da área: Gennaro Ivan Gattuso, Alexandre Pato e Thiago Silva foram alguns dos que tentaram, sempre chutando para fora. Bola na rede mesmo quem colocaria era o time da casa, mas segundo o árbitro Andrea De Marco, houve falta de Jedaias Capucho Neves (vulgo Jeda) quando este subiu para disputar a bola com Thiago Silva, invalidando a jogada aos 36 minutos.
Parece que esse lance de certa forma "acordou" o Milan. Aos 39 minutos, Zlatan Ibrahimovic iniciou jogada pela esquerda e por aquele flanco Clarence Seedorf cruzou caprichosamente encontrando Pato, que cabeceou à direita. Aos 42 minutos, Ibrahimovic recebeu, carregou a bola em câmera lenta, entrou na área, escapou da marcação do brasileiro Gustavo Schiavolim, chutou e foi travado por um carrinho do sérvio Nenad Tomovic.
A recompensa pelas duas boas chegadas que contaram com a participação do atacante sueco veio aos 3 minutos da etapa complementar, em lance onde as chances de gol pareciam remotas: de costas pro gol e acompanhado de perto pela marcação adversária, Ibrahimovic não precisou de mais do que alguns décimos de segundo para olhar em direção ao gol, detectar a posição adiantada de Antonio Rosati e encobrir o arqueiro com um categórico toque na bola. Golaço para colocar o Milan na frente no placar.
Na marca de 12 minutos, grande chance para o Lecce empatar a partida: o uruguaio Rubén Olivera, figura mais participativa nas ações ofensivas da equipe, chegou numa bola na grande área, manteve a redonda no ar e emendou um chute que só não foi parar na rede porque Marco Amelia realizou excepcional defesa.
Sem criar mais nada no jogo, o Milan passaria a contar com Antonio Cassano, que entrou em campo aos 26 minutos. Porém, quem pensou que Allegri abriria mão de algum de seus meio-campistas de marcação acabou surpreso com a saída de Pato (a mim em nada surpreendeu a escolha, que por sinal é reprovável).
Depois de ter colocado Guillermo Giacomazzi no lugar de Carlos Grossmüller e Daniele Corvia no lugar de Jeda, Luigi De Canio realizou sua última substituição a que tinha direito pondo Ignacio Piatti na vaga de Giuseppe Vives, aos 35 minutos. E veja o que aconteceu no minuto seguinte. David Di Michele chutou de fora da área, a bola desviou em Alessandro Nesta, acertou a trave esquerda de Amelia e saiu em escanteio. Na cobrança, Olivera chegou na bola acertando um bonito chute cruzado para colocar tudo igual no placar no estádio Comunale Via del Mare.
Sentindo o gosto de dois pontos escapando, o Milan se lançou ao ataque e criou oportunidades em tramas de jogada envolvendo Ignazio Abate e Clarence Seedorf (aos 39), e Cassano e Ibrahimovic (aos 40 minutos). Nos acréscimos, Mathieu Flamini deixou o campo para a entrada de Mario Yepes, no que seria uma tentativa derradeira de alcançar a vitória na jogada aérea. A falta cobrada por Cassano aos 48 minutos encontrou Ibrahimovic, que meio desequilibrado (estava adiantado em relação à trajetória da bola), acabou mandando para fora.
Tudo bem que eram muitos os desfalques da equipe visitante, mas a forma como Allegri escala o time e mesmo as escolhas de alterações no decorrer da partida levam-me a concluir que o material humano à disposição é sub-aproveitado pelo treinador. Ronaldinho já se mandou. Quem será o próximo?
Outros resultados
Sábado
Napoli (2º) 0a0 (11º) Fiorentina
Internazionale (6º) 4a1 (16º) Bologna
Domingo
Cagliari (9º) 3a1 (7º) Palermo
Juventus (5º) 2a1 (2º) Bari
Catania (15º) 1a1 (12º) Chievo
Brescia (19º) 2a0 (14º) Parma
Cesena (17º) 0a1 (4º) Roma
Lazio (3º) 1a0 (10º) Sampdoria
Genoa (13º) 2a4 (8º) Udinese
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