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domingo, 16 de outubro de 2011

0a0 Para Dar E Vender

A líder Juventus, bastante reforçada para essa temporada, viajou até Verona para enfrentar o Chievo na 6ª rodada do Campeonato Italiano 2011-2. Este blogueiro estava muito curioso para ver os comandados de Antonio Conte atuarem e de certa maneira acabou se decepcionando com a falta de poder de penetração da equipe juventina, que era superior tecnicamente mas tinha sérias dificuldades de se desvencilhar da marcação dos donos da casa. No final, mais um 0a0 numa rodada onde cinco jogos terminaram sem gol (50% das partidas).

O jogo

Com Andrea Pirlo e o chileno Arturo Vidal tomando conta do setor de meio-campo, a Juventus tinha tudo para conseguir impôr uma forte pressão sobre a equipe do Chievo, mas o sistema defensivo montado por Domenico Di Carlo teve o mérito de conseguir dificultar as ações de um jogador bastante importante taticamente para a equipe visitante: o sérvio Milos Krasic, que quase nada conseguiu produzir em campo. Tudo bem que a Juve subiu de produção nos últimos minutos do primeiro tempo (tendo inclusive reclamado dois pênaltis: um perceptível em Vidal aos 39 minutos e um duvidoso no suíço Stephan Lichtsteiner aos 42 minutos), mas quem esteve mais perto de abrir o placar na primeira etapa foram os donos da casa: aos 19 minutos, o francês Cyril Théréau desarmou Pirlo no campo ofensivo, avançou ficando de frente com Gianluigi Buffon e chutou pra rede. Só que o árbitro Andrea De Marco entendeu falta em cima de Pirlo, apitou a infração e deu cartão amarelo a Théréau por dar continuidade ao lance, sob fortes reclamações do atacante.

Não foram feitas modificações no intervalo (a única mexida havia acontecido aos vinte minutos de jogo, quando Gennaro Sardo saiu aparentando estiramento na coxa direita e deu lugar ao francês Nicolas Frey) e somente aos dez minutos Conte realizou a primeira substituição em sua equipe: saiu o inoperante Krasic para a entrada de Emanuele Giaccherini. Giaccherini até entrou bem no jogo, dando uma finalização que passou perto do ângulo esquerdo. Mas o elemento que mais poderia transformar o jogo na base do talento individual só foi colocado em campo aos vinte e quatro minutos: Alessandro Del Piero, que entrou no lugar de Claudio Marchisio. Aos 27 minutos, Vidal cruzou pela direita e Del Piero cabeceou mandando a bola na trave esquerda. A resposta do Chievo veio - ou  viria - no minuto seguinte, quando Sergio Pellissier e Giorgio Chiellini se enroscaram na área e Andrea De Marco optou por deixar o jogo seguir. No minuto posterior, Simone Pepe decidiu tentar de fora da área e mandou um chute que tinha o endereço do gol, mas o arqueiro Stefano Sorrentino conseguiu bonita defesa, saltando e espalmando.

Se Di Carlo já havia efetuado as três substituições (as duas últimas foram a entrada do peruano Rinaldo Cruzado no lugar de Paolo Sammarco e a entrada de Davide Mandelli no lugar do argentino Santiago Morero), Conte ainda podia realizar uma última alteração. E escolheu colocar o paraguaio Marcelo Estigarribia (quem acabou saindo foi Giaccherini, que deixou o campo sentindo uma lesão na coxa, semelhante ao caso de Sardo no primeiro tempo). Creio que a idéia original de Conte seria tirar Chiellini, mas não cabe aqui fazer especulações: o fato é que o treinador da Juve demorou para mexer na equipe. Del Piero poderia ter entrado antes e Pepe, por mais esforçado que seja, não me parece jogador para ser titular. Sobretudo num time que conta com Del Piero e Alessandro Matri entre os suplentes.

Nos minutos finais, cada time teve uma boa chance de chegar à vitória. Na oportunidade dos donos da casa, a bola passou lentamente por Buffon mas Del Piero afastou. Na chance juventina, Vidal lançou Del Piero e o camisa dez chutou bonito, mas por cima do travessão. As estatísticas pós-jogo apontavam o Chievo com 21min52seg de tempo de posse de bola para 34min34seg da Juventus. Mas não basta ter a bola consigo: é necessário saber o que fazer com ela. Vejo muito potencial nessa equipe bianconera, mas será necessário dar um padrão de jogo ao time numa forma que não foi vista no estádio Marc'Antonio Bentegodi. E os adeptos da Vecchia Signora torcem para que Antonio Conte, ídolo no clube, seja capaz de fazê-lo.

Curiosamente, o Jogada De Efeito também acompanhou a partida entre Chievo e Juventus realizada nesse mesmo estádio na temporada passada. Naquela oportunidade, empate por 1a1 que você pode relembrar aqui.

sábado, 9 de abril de 2011

Com Maicon Decisivo, Inter Vence Chievo Por 2a0

A Internazionale recebeu o Chievo em San Siro e, com dois gols no segundo tempo, venceu uma partida que valia algo mais do que 3 pontos: tinha o aspecto moral de um time que vem de duas goleadas sofridas em seqüência, ambas nesse mesmo estádio (3a0 para o Milan e 5a2 para o Schalke 04).

O jogo

O número reduzido de oportunidades comentadas no intervalo de jogo serviram para comprovar duas coisas. A primeira é que Lúcio faz muita falta ao "Nerazzurri". A outra é que, sem Wesley Sneijder, o setor de criação interista fica deficitário. E foi com a segurança de Lúcio lá atrás aliada à entrada do camisa 10 no intervalo de jogo que a Internazionale construiu a vitória por 2a0.

Maicon e Yuto Nagatomo apoiavam constantemente o ataque por seus respectivos flancos, e suas apreciáveis mobilidades para fugir das marcações ajudavam a Inter a encontrar alternativas ofensivas. Isso é relevante de se dizer na medida em que Houssine Kharja, Samuel Eto'o e Giampaolo Pazzini não conseguiam algo de diferente para superar a bem montada marcação adversária.

Então, foi contando com as investidas de Maicon que aconteceu a vitória. Aos 19 minutos, o lateral-direito recebeu de Lúcio uma bola recolhida em cobrança de falta que sobrou pelo seu setor, tocou rasteiro para Esteban Cambiasso e o argentino definiu o lance com uma finalização de primeira, abrindo o placar no estádio Giuseppe Meazza.

Em momento algum se dando por entregue, a equipe visitante teve chances interessantes de chegar ao empate. Uma das mais agudas aconteceu quando o capitão Sergio Pellissier recebeu livre na proximidade da marca do pênalti mas chutou para fora, imediatamente lamentando a oportunidade desperdiçada.

Quem não tinha o que lamentar era o brasileiro Maicon: aos 38 minutos, ele se apresentou novamente pelo lado direito, recebeu de Javier Zanetti, avançou em diagonal em direção à grande área, passou para Sneijder, o holandês chutou prensado e a bola chegou em Diego Milito. O atacante argentino, que entrara no 2º tempo no lugar de Pazzini, não conseguiu a finalização mas foi fundamental no lance, pois atraiu uma marcação tripla na disputa pela bola e permitiu que Maicon ficasse livre dentro da área, pegando a sobra e chutando rasteiro para marcar 2a0.

As comemorações dos gols por parte do elenco interista indicam que a vitória tirou um peso das costas de cada um (talvez principalmente do treinador Leonardo). Resta saber o que eles serão capazes de aprontar em Gelsenkirchen diante do Schalke 04, pois irão a campo com a necessidade de marcar pelo menos 4 gols. Lúcio e Sneijder estarão presentes. Maicon também.
Maicon comemorando o seu gol: lateral-direito acabou tendo participação decisiva, dando o passe para o gol de Cambiasso e marcando ele próprio o segundo gol da equipe.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Empate Em Verona Mostra A Diferença Que Um Homem Faz

No empate desse domingo entre Chievo e Juventus (onde a equipe local foi buscar a igualdade aos 47 minutos do segundo tempo), não foi o fator campo que determinou a reação dos "Burros Voadores" mas sim a vantagem numérica obtida a partir da expulsão de Manuel Giandonato, aos 6 minutos da segunda etapa, quando a Juventus administrava sem maiores sustos a vantagem de 1a0. Com o empate com sabor de vitória, o Chievo ocupa atualmente a 10ª colocação na Série A, enquanto a "Vecchia Signora" deixou escapar uma chance de reduzir a 3 pontos sua distância para o topo da tabela, hoje ocupado pelo Milan.

Essa partida teve cobertura em tempo real através do "Twitter" @jogadadefeito.

O jogo

Logo nos minutos iniciais já dava para perceber que o desfalque do ídolo Alessandro Del Piero iria pesar ao time visitante: muito pouco era criado pela Juventus no início de partida, apesar do volume de jogo ser maior que o do time local. A única finalização juventina nessa tentativa de estabelecer uma pressão sobre o adversário aconteceu aos 6 minutos, em chute de longa distância dado por Simone Pepe e que passou à esquerda da meta. Aos 14 minutos, o Chievo teve grande chance de abrir o placar quando o árbitro Mauro Bergonzi apontou pênalti de Giorgio Chiellini em Davide Moscardelli (o jogador derrubado aparentemente reivindicou expulsão do defensor no lance, mas não saiu mais do que um cartão amarelo do bolso de Bergonzi). Na cobrança, Michele Marcolini mandou a bola no canto esquerdo e, embora o chute tenha sido bem realizado, melhor ainda foi o goleiro Marco Storari, que saltou e conseguiu realizar bela defesa, mantendo o placar zerado no estádio Marc'Antonio Bentegodi.

Se a Juventus pressiona mas pouco cria e o Chievo nem de pênalti consegue inaugurar o marcador, o primeiro tempo dava pinta de rumar ao intervalo sem gol. Mas não na presença de Fabio Quagliarella. Na marca de 30 minutos, um escanteio mal cobrado pela esquerda foi ajeitado por Vincenzo Iaquinta, que levantou a bola para o miolo da área com uma puxada. E, nessa empreitada do camisa 9 eis que a bola chegou em Quagliarella que, mesmo sendo agarrado pelo implacável Andrea Mantovani, conseguiu uma finalização de bicicleta que ainda tocou na trave esquerda antes de entrar, sem dar chance de defesa para Stefano Sorrentino. Golaço, 1a0 Juventus.

Aos 33 minutos, Sorrentino deve ser considerado o maior responsável pela diferença não aumentar: Alberto Aquilani cobrou falta colocando a bola na área, a defesa não afastou e a redonda chegou em Pepe, que finalizou e parou em bloqueio providencial do arqueiro. Sorrentino deu bronca na marcação da equipe, que não foi capaz de tirar a bola dali e ainda permitiu a liberdade de Pepe para o chute.

Com 37 minutos, Quagliarella não quis saber do jogo ter sido parado em marcação da arbitragem e chutou próximo do círculo central. Detalhe: colocou a bola no fundo da rede. Valeu pela beleza do chute, mas a verdade é que o atacante escapou de levar cartão amarelo por dar seqüência a um lance invalidado.

Na volta do segundo tempo, a Juventus ia levando o jogo em diante administrando o resultado e de vez em quando chegando ao ataque. Mas o desenho da partida mudaria drasticamente de figura a partir dos 6 minutos, quando, na condição de último homem, Giandonato foi corretamente expulso após derrubar Kévin Constant, atleta nascido na Guiné e que partia em direção ao gol.

O Chievo passou a freqüentar o campo de ataque com intensidade jamais vista na partida e Luigi Del Neri viu-se obrigado a mudar as coisas na Juve: aos 13 minutos, Fabio Quagliarella, autor do gol, deu lugar ao bósnio Hasan Salihamidzic, em substituição para recompôr o setor de meio-campo da equipe agora com dez jogadores. Mesmo sob pressão, a Juventus mostrava-se capaz de levar perigo em alguns contra-ataques, como o que aconteceu aos 23 minutos: o sérvio Milos Krasic arrancou pelo lado direito em jogada que lhe caracteriza como jogador diferenciado e serviu Iaquinta, mas lá estava Sorrentino para realizar nova grande intervenção. Estava mas não estaria mais dois minutos depois: com a parte superior da coxa enfaixada desde o primeiro tempo, o goleiro foi substituído por Lorenzo Squizzi aos 25 minutos da etapa complementar.

Com a bola nos pés e atuando praticamente o tempo todo no campo de ataque, era flagrante que faltava qualidade ao time da casa para que o maior volume de jogo fosse convertido em oportunidade de gol. Enquanto isso, a Juventus de Krasic quase ampliava a vantagem nas investidas em contra-ataque: aos 34 minutos, o sérvio que muito lembra o tcheco Pavel Nedved - ídolo "bianconero" - arrancou em alta velocidade pela direita, escapou da marcação que tentava acompanhá-lo, driblou o goleiro Squizzi e carimbou o travessão.

Esse susto parece ter acordado o Chievo, que finalmente passou a atacar perigosamente. Aos 39 minutos, Moscardelli apareceu em condição legal mas finalizou torto e mandou à direita. No minuto posterior, Sergio Pellissier pegou de primeira uma bola cruzada da direita e colocou Storari para trabalhar, com o goleiro defendendo em dois tempos.

Focando definitivamente o sistema defensivo e abrindo mão dos contra-ataques puxados por Krasic, Del Neri tirou o sérvio de campo para colocar o zagueiro Nicola Legrottaglie, aos 42 minutos. 3 minutos depois, uma nova troca para reforçar a marcação: saiu Pepe para a entrada do francês Armand Traoré.

Bergonzi, vestindo um modelito que incluía camisa rosa-choque, calção preto e meia rosa-choque (além de uma estranha braçadeira branca), indicou quatro minutos como acréscimo. E, aos 47 minutos, aconteceu: em bola lançada para a direita, o uruguaio Pablo Granoche (que entrou no segundo tempo no lugar de Marcolini) recebeu escorada de cabeça e decidiu fazer o mesmo, encontrando Pellissier. O camisa 31 chutou no contrapé de Storari para empatar a partida e castigar a escolha de Del Neri por abdicar do ataque para reforçar a defesa. Empate com sabor de ponto ganho para o Chievo e de dois perdidos pela Juventus.

Outros resultados

Sábado

Cesena (18º) 1a0 (13º) Cagliari
Milan (1º) 0a1 (5º) Roma

Domingo

Lazio (3º) 3a2 (9º) Udinese
Bari (20º) 1a1 (6º) Palermo
Catania (12º) 1a0 (17º) Brescia
Parma (16º) 0a0 (14º) Bologna
Napoli (2º) 1a0 (19º) Lecce

A partida entre Sampdoria (8º) e Genoa (11º) foi adiada. Fiorentina (15º) e Internazionale (7º) também não jogaram (a Inter, campeã no Mundial de Clubes 2010, retorna de Abu Dhabi e volta a atuar pela Série A na próxima rodada, quando receberá, em 6 de janeiro, o Napoli no estádio Giuseppe Meazza).