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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Botafogo Vence O Santos Em Jogo De Domínios Alternados

Ainda misteriosamente sem poder fazer uso do estádio Engenhão (lá dentro são realizadas gravações comerciais de multinacionais, treino da seleção inglesa, entre outras atividades, mas jogo do Botafogo a Prefeitura do Rio de Janeiro diz que "não é seguro"), o Alvinegro de General Severiano "recebeu" o Santos em Volta Redonda e venceu a partida por 2a1. Com o resultado, os comandados de Oswaldo de Oliveira somam quatro pontos (estrearam empatando com o Corinthians em 1a1) enquanto o time dirigido por Muricy Ramalho permanece com um ponto ganho (havia empatado sem gol com o Flamengo no jogo inaugural).

Grosso modo, a partida foi um tempo de cada time. O Botafogo dominou as ações no primeiro tempo, abrindo 2a0 com gols de Fellype Gabriel e Rafael Marques. Na volta do intervalo, o Santos foi equilibrando as ações até se impôr dentro de campo, diminuir a diferença com gol de Montillo e quase alcançar o empate - a maior chance foi em jogada do próprio Montillo. Por falar no ótimo meia argentino, bastante contestado nessa temporada, parece que o camisa 10 rende melhor vestindo uniformes azuis: Universidad de Chile, Cruzeiro, Argentina, Santos alternativo... Enfim, fato é que Seedorf (diagnosticado com amigdalite) fez falta ao Botafogo e Neymar (negociado com o Barcelona) faz ainda mais falta ao Santos. É prematuro dizer até onde cada um desses times poderá chegar, principalmente antes da janela européia se abrir e fechar, mas uma coisa é certa: os craques fazem a diferença no competitivo Campeonato Brasileiro. Não tenho dúvidas de que o às vezes monótono jogo em Volta Redonda teria sido muito mais interessante na presença do craque holandês e do novo reforço barcelonista. E, por que não dizer, se tivesse sido realizado na casa do Botafogo (ou seria da Prefeitura?), o estádio Engenhão.
Rafael Marques comemora o seu gol, o segundo do Botafogo na partida: atacante está dando a volta por cima e atravessa ótimo momento na temporada, tendo marcado seis gols em seus últimos seis jogos oficiais.

domingo, 26 de maio de 2013

Santos 0a0 Flamengo: Muita Arrecadação, Pouco Futebol

O Campeonato Brasileiro teve início nesse final-de-semana. Dez partidas para começar uma das ligas nacionais mais competitivas de todo o planeta, que irá até dezembro num total de trinta e oito compromissos para cada clube.

Em três jogos, tivemos encontros entre campeões estaduais. No sábado, o Vitória empatou com o Internacional em 2a2 (gosto amargo para o Rubronegro Baiano, que chegou a abrir 2a0 diante de seus torcedores). Também no sábado, no esdrúxulo horário de 21h, foram a campo Corinthians e Botafogo, que terminaram empatados em 1a1 (dessa vez, foi o time visitante quem abriu o placar). E, finalmente no domingo, o Coritiba virou o jogo com um gol no final e saiu vitorioso diante do Atlético Mineiro: 2a1 no Couto Pereira.

Nos demais sete jogos, tivemos quatro vitórias dos donos da casa (Vasco 1a0 Portuguesa, Grêmio 2a0 Náutico, Fluminense 2a1 Atlético Paranaense e Cruzeiro 5a0 Goiás) e uma vitória dos visitantes (São Paulo 2a0 Ponte Preta). A outra partida foi o empate sem gol entre Santos e Flamengo, disputada em... Brasília. Brasília? Pois é, Brasília.

Pausa para aquele momento em que você pergunta a si mesmo: mas por que Brasília? Pausa de período semelhante para a resposta: négocios.

Promovendo a inauguração do estádio Mané Garrincha, que recebeu obras de custos acima de um bilhão e meio de reais (em números: R$1.500.000.000,00), Santos e Flamengo foram a campo para a maior arrecadação da história do futebol brasileiro, em valores perto de sete milhões de reais (mais precisamente: R$6.948.710,00). A FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) pede, ou pior, exige, que seja chamado de estádio nacional de Brasília. Um insulto para o imortal Garrincha, Anjo das Pernas Tortas, Alegria do Povo. Mas Garrincha, justamente por fazer e ser a alegria do povo, não combina com o estádio de cifras astronômicas. Nem muito menos com o péssimo jogo entre Santos e Flamengo. Partida com aparência que mais a aproximava de uma pelada de fim-de-semana do que a de um jogo profissional em país prestes a sediar mais uma Copa do Mundo. O 0a0 acabou ficando de bom tamanho. Muitos poderão dizer: mas o Flamengo criou mais chances, perdendo gols incríveis. Justamente por isso. O Flamengo desperdiçou oportunidades de tal maneira que seria melhor para o aprendizado sair com um empate do que com uma vitória. Vão treinar finalizações, ora! E dessa vez não há Deivid para receber a culpa. O único a colocar a bola na rede foi o estreante Marcelo Moreno, que entrou no intervalo mas estava impedido no lance em que abriria o placar na capital federal.

Então é isso... o Campeonato Brasileiro começou. Neymar, negociado com o Barcelona e prestes a assinar contrato com o clube azul-grená da Catalunha, está de saída. Não tenha dúvidas de que fará falta ao futebol nacional. Mas nossa seleção terá um ganho imenso: Neymar sai jogando muita bola, e deverá, logo mais, estar jogando muito futebol. E por falar em futebol, espero que o Santos Futebol Clube pense muito bem no que fazer com o montante de dinheiro que receberá com a venda da jovem promessa. Eu, particularmente, correria primeiramente atrás de um técnico. Técnico de futebol.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

1984 + 2013 = Santos Bicampeão Na Copa São Paulo

Um grande público presente no Pacaembu testemunhou, no dia do 459º aniversário da cidade de São Paulo, o segundo título do Santos na Copa São Paulo de Juniores. Com jogadores talentosos no elenco - e isso porque atletas como Victor Andrade, Felipe Ânderson e Gabigol já integram o elenco profissional e por isso não participaram no torneio -, a equipe do Santos foi quase sempre superior ao Goiás na partida derradeira.

Não que tenha sido um time envolvente, longe disso. Mas foi perspicaz o suficiente para construir a vitória por 3a1. Já no primeiro tempo, os santistas conseguiram dois gols, indo para o vestiário com uma vantagem relativamente confortável. Acontece que não demorou muito para o Esmeraldino demonstrar uma nova atitude após o intervalo. Se na etapa inicial a zaga goiana "bateu cabeça" e facilitou as coisas para o ágil ataque santista, no segundo tempo o time do Goiás se lançou ao ataque, diminuiu a desvantagem e teve grande chance para empatar a partida, mas desperdiçou a cobrança de pênalti a que teve direito. Mais tarde, o Santos conseguiu marcar o terceiro, reestabelecendo a vantagem de dois gols, que não mais se alterou até o apito final.

De destaque, colocaria ambos os goleiros (Gabriel Gasparotto e Paulo Henrique atuaram bem e evitaram novos gols na partida), os meio-campistas Pedro Castro (do Santos) e Túlio (do Goiás) também mostraram qualidade, jogando com grande aplicação tática e de cabeça erguida, pensando a partida. O meia Liniker oscilou, mas mostrou habilidade, tendo a infelicidade de chutar para fora o pênalti que poderia dar o empate ao Goiás no início do segundo tempo. Arthur, autor do gol goiano aos dois minutos do segundo tempo (entrou no intervalo), mostrou oportunismo e boa movimentação. Mas os dois elementos de ataque que mais "bagunçaram" as coisas foram Neílton e Giva. A jogada do último gol da Copinha deu-se em bela tabela entre os dois, concluída pelo segundo. E se este blógui tem ultimamente criticado as arbitragens, cabe agora um elogio: Leonardo Ferreira de Lima esteve bem e pareceu coerente tanto nas infrações assinaladas quanto na distribuição de cartões.

Espero que não demore para muitos desses meninos brilharem em jogos pela Série A nacional. Parabéns ao Santos e também ao Goiás, pois não é tarefa simples chegar a uma final numa competição que praticamente já nasce em caráter eliminatório e é disputada muitas das vezes em condições adversas (temperatura, tempo de descanso, qualidade do gramado etc).

domingo, 14 de outubro de 2012

Santos Supera 'Neymardependência' E Vence Vasco


Santos e Vasco se enfrentaram na Vila Belmiro com pelo menos uma coisa em comum: ambos foram a campo desfalcados de seus principais jogadores. Sem a experiência e liderença de Juninho Pernambucano, o meio-campo vascaíno foi sofrível na partida. Felipe e Carlos Alberto não foram capazes de conduzir o time com grande qualidade ao ataque, embora uma ou outra oportunidade tenham sido criadas. A entrada de Marlone no segundo tempo até deu novo ânimo, mas pouco acrescentou ao time comandado por Marcelo Oliveira. Pelo lado do Santos, a ausência de Neymar já é por si só significativa. Somando-se a ela as de Bernardo e André, imagina o estrago ofensivo. Mas Muricy Ramalho, pasmem, conseguiu armar uma equipe ligeira e, em alguns momentos, envolvente. E, tirando proveito da marcação em linha da defesa oponente, o argentino Miralles precisou de dois momentos de liberdade para marcar os dois gols do jogo, um no início de cada tempo. Primeiro, recebeu passe de Bill, que estava praticamente na linha média do gramado. Depois, mais próximo da área, Felipe Ânderson deu a assistência, também tirando proveito da (des)marcação em linha dos visitantes.

O Santos não encantou, até porque time de Muricy Ramalho não vai a campo com esse objetivo. Mas jogou para vencer e mereceu a vitória. O Vasco, ineficaz sem a bola e inoperante com ela, foi presa fácil. Com Neymar em campo, talvez tivéssemos uma goleada na tarde santista. Com Juninho, talvez o Vasco, pelo menos, impusesse maior resistência.

Com 41 pontos, o Santos sobe na tabela e se afasta da zona de descenso (o Sport abre o setor indesejável na tabela classificatória com 27). Com 50, o Vasco vê interrompida uma sequência de 54 rodadas integrando o chamado "G4", situando-se dois pontos abaixo do São Paulo, que pela primeira vez nessa edição consegue chegar lá.

Na próxima rodada, o Santos recebe o vice-líder Atlético Mineiro. O Vasco faz clássico carioca e alvinegro com o Botafogo.

Anteontem publicamos entrevista com Luiz Ademar, que defende o trabalho de Muricy. Confira!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

No Fim, Talento Dá Gols E Vitória Ao Santos Sobre O Flamengo

Se no ano passado, na mesma Vila Belmiro, o duelo entre o Santos de Neymar e o Flamengo de Ronaldinho foi um dos jogos mais marcantes na temporada brasileira, dessa vez a partida envolvendo os dois clubes foi pra lá de apática.

Neymar teve performance discreta na maior parte do tempo enquanto o Fla, enfraquecido desde a saída de Ronaldinho e carente de um padrão de jogo, mostrou por que é candidato ao rebaixamento. Dorival Júnior escalou um time diferente pela décima vez em dez jogos no clube, e a atuação coletiva não justifica um repeteco.

No primeiro tempo, as aproximações do time da casa se davam basicamente em duas esferas: jogadas individuais e erros do adversário. A defesa visitante cometeu pelo menos três faltas beirando a própria área e, numa delas, o goleiro Felipe salvou a cobrança realizada por Neymar, que desviou numa barreira "aberta" e rumava para o ângulo esquerdo.

O jogo se arrastava para um monótono zero a zero. Aos trinta e nove, porém, o Flamengo teve a maior chance do jogo para abrir o placar - só que Vágner Love mandou a bola na trave direita. No minuto seguinte, o castigo: Victor Andrade, jovem de dezesseis anos que acabara de entrar, recebeu nas costas de Frauches e concluiu com categoria, na rede. Menino alegre, tirou a camisa na comemoração e por isso foi punido com cartão amarelo. Um minuto depois, quem fez a alegria dos santistas foi o também menino Neymar, que passou como quis pela marcação e finalizou encobrindo Felipe.

Se o Santos fosse depender exclusivamente do talento tático de Muricy Ramalho, dificilmente alguma coisa evitaria o 0a0. Talvez a trave direita santista, que parou aquela finalização de Love, aos trinta e nove...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um Campeão Como Deve Ser: Viva O Barcelona De Guardiola

Hoje o mundo da bola aprendeu uma lição. A sala de aula era o estádio Nissan, em Yokohama, que registrou 68.166 alunos presentes nas arquibancadas. Outras centenas de milhões de pessoas acompanharam o aulão à distância, em todos os continentes do planeta.

Ministrando a aula estava o Barcelona de Josep Guardiola, com mais uma demonstração de que o futebol, esse tão apaixonante esporte inventado pelos bretões, vai muito além da mera prática esportiva - é uma manifestação artística. E, com atores do mais alto nível como são esses personagens que compõem o elenco barcelonista, o resultado só poderia ser um espetáculo.

Parabéns e obrigado, Barcelona. O domingo futebolístico foi agraciado com mais essa encantadora performance de um grupo que encanta o mundo há algum tempo. E é um prazer viver nesse tempo.

O jogo (leia-se "A aula")

O domínio azul-grená foi do primeiro ao último instante de partida. O melhor jogador santista em campo começou a se destacar com duas defesas em seqüência, aos doze minutos: primeiro espalmando chute cruzado de Lionel Messi e depois rebatendo a finalização de Thiago Alcântara, se redimindo do rebote proporcionado no lance. Ainda aos doze, Andrés Iniesta chutou de fora da área e mandou à direita.

O Santos descolou sua primeira finalização aos catorze minutos: Borges caiu em disputa com Gerard Piqué e o árbitro uzbeque Ravshan Irmatov apitou falta na proximidade da área. Na cobrança, Neymar rolou para Paulo Henrique Ganso e o chute do meio-campista saiu à esquerda, sem assustar. Dois minutos depois, aos dezesseis, o placar seria aberto com um golaço no estilo Barcelona. Troca de passes de um time que valoriza a posse de bola sem abrir mão da objetividade, domínio de bola e assistência dignas de um Xavi Hernández e finalização com o selo Messi de qualidade. Prefiro mostrar em vídeo do que narrar com palavras esse primor de jogada.


Com vinte minutos de aula, o Barcelona detinha 74% da posse de bola. Envolvia o Santos como quem enfrentasse um time qualquer, podendo fazer-nos esquecer que do outro lado haviam jogadores do nível de Arouca, Ganso e Neymar (naquele momento, Elano estava no banco). Aos vinte e três, tome 2a0 Barça: após intensa troca de passes, Daniel Alves recebeu na direita e deu a bola para Xavi, que dominou e, praticamente da marca do pênalti, chutou para a rede.


Dois minutos após marcar o segundo, quase saiu o terceiro: Messi tabelou com Francesc Fàbregas e Edu Dracena apareceu para evitar que a bola retornasse ao craque argentino, cortando em escanteio. No minuto seguinte, o Santos ensaiou um momento condizente com aquilo que se esperava da equipe campeã da Libertadores: de Henrique para Ganso, de Ganso para Borges e de Borges para defesa de Victor Valdés. Valdés voltaria a fazer uma defesa no minuto posterior, aos vinte e sete, recolhendo em dois tempos o que parecia ser uma tentativa de cruzamento de Borges (mas a julgar pela falta de companheiros na área adversária, talvez tenha sido um chute ao gol).

Organizado, bem postado, veloz, envolvente e algo mais, o Barcelona respondeu - se é que posso chamar de resposta, até porque em alguns momentos parecia só haver um time em campo. Aos vinte e oito minutos, Cesc Fàbregas apareceu livre e em posição legal na área oponente e finalizou mandando no poste direito. Aos trinta quem chutou foi Dani Alves, mas a bola passou à direita. O desenho do jogo era claro como um mais um são dois: se as coisas seguissem naquele rumo, sem maiores alterações, teríamos uma goleada histórica em plena decisão do Mundial de Clubes. Contundido, o lateral-direito Danilo deu lugar para o meio-campista Elano com meia hora de aula barcelonista.

Aos trinta e três, uma troca de passes envolvendo Xavi, Messi, Iniesta e Fàbregas bagunçou aquilo que muitos chamariam de defesa, mas o impedimento marcado parou o ataque. Só que nada nem ninguém pararia o terceiro gol, aos quarenta e quatro: uma avanlanche bicolor envolvendo Messi, Daniel Alves e Thiago terminou na conclusão de Cesc. Se nas palavras é difícil transmitir tamanha intensidade, tome vídeo-aula.


Pausa para o intervalo. E não demorou meio minuto para vermos que o segundo tempo de aula nos ajudaria a recordar a magia do primeiro: Cesc recuperou a bola às custas de Edu Dracena, passou para Messi, recebeu de volta e chutou. Rafael Cabral conseguiu fazer bonita defesa no canto esquerdo.

Com um minuto, o Santos chegou ao ataque: Borges recebeu de Ganso na direita, cruzou e Neymar cabeceou por cima. Tanto Borges era acompanhado de perto por Eric Abidal como Neymar era seguido por Daniel Alves, em mais uma mostra que atacar com freqüência combina com marcação bem realizada. Aliás, a impressionante disciplina tática dos comandados de "Pep" Guardiola no jogo sem bola também são um capítulo importante nessa aula de futebol ensinada pelo Barcelona: sem cometer sequer mais faltas que o adversário, o time catalão consegue dificultar a troca de passes oponente e rapidamente voltar a ter a bola consigo.

E a pressão voltou a se estabelecer. Aos seis, Messi arrancou escapando de Neymar e também de Durval, abriu na esquerda, Thiago Alcântara cruzou, Daniel Alves chegou de peixinho e a defesa santista quase marcou contra. Aos oito, Cesc acionou Messi com belo cruzamento, a fera argentina dominou e chutou, mas o goleiro Rafael conseguiu bloquear. O Santos tentou aos nove, com Borges, mas o chute foi bloqueado pela correta marcação do melhor time do mundo. Aos dez, tome Barça de volta ao ataque: Iniesta recebeu de Xavi, tabelou com Cesc Fàbregas e chutou cruzado, mandando à direita. Naquele mesmo minuto, Guardiola trocaria Piqué por Javier Mascherano.

O Santos teve boa chegada aos onze: Ganso deu ótimo passe para Neymar que, de frente pro gol, parou em bela defesa de Valdés. Com quinze minutos, Arouca iniciou contra-ataque que passou também por Léo, Neymar e Elano, sendo que a conclusão deste último foi desviada em escanteio.

Com o cronômetro indicando vinte minutos no segundo tempo, veio a informação de que naquele momento 73% do tempo da posse de bola era de um time só. Ou seja, praticamente 3 vezes mais que o time que assistia a aula.

Aos vinte e três, Messi surgiu de frente com Rafael com tamanha velocidade na jogada barcelonista que pode parecer que o camisa dez se teletransportou para aquele local onde se encontrava no momento em que foi marcado impedimento. Novo impedimento foi anotado aos vinte e seis minutos, com Messi recebendo de Iniesta e passando para Daniel. Aos trinta e dois, sem impedimento, quem interviu para evitar o que poderia ser mais um gol catalão foi o goleiro Rafael, cortando o passe que ia de Thiago para Cesc. Foi o último momento de Thiago Alcântara, que deu lugar para Pedro Rodríguez aos trinta e dois minutos - naquele mesmo instante, o Santos trocava Borges por Alan Kardec. Tudo isso sob um cenário onde o tempo de posse de bola estava em 72% pró-Barcelona e o placar em 3a0.

Um minuto depois de entrar em campo, Pedro acertou a trave direita santista, quase marcando o quarto. Se não saiu naquele chute, aconteceu dois minutos mais tarde: aos trinta e seis, um contra-ataque fulminante barcelonista teve passe de Daniel Alves para conclusão do melhor jogador do mundo, driblando o goleiro e mandando pra dentro. Um gran finale para uma grande atuação.


Perceba que no vídeo acima, enquanto o Barça celebrava o quarto gol, o treinador do Santos optava por trocar Paulo Henrique Ganso por Íbson. Aos trinta e nove minutos, o capitão Carles Puyol deu lugar para Andreu Fontás, defensor de vinte e dois anos. A goleada já estava consumada, o apito iria soar como aquele alarme que indica o final da aula, mas o Barcelona, insaciável, teria mais um ataque: aos quarenta e três, Dani - muito mais um ponta do que um lateral - tabelou com Pedro e chutou por cima da barra horizontal. Irmanov deu apenas um minuto de acréscimo. Um estraga-prazer, seria muito mais saboroso se tivéssemos mais tempo de jogo, digo, de aula. Mas a lição foi passada. Que todos tenham aprendido.

Encerro esse texto transcrevendo o que disseram Neymar e Walter Casagrande Júnior após o término do espetáculo.

"Hoje, aqui, aprendemos a jogar futebol" (Neymar)
"É o futebol arte que joga e que ganha. É só se espelhar nisso daí" (Casagrande)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Com uma virada sensacional na quarta-feira (venceu o Santos por 5a4 após chegar a estar perdendo por 3a0) e uma vitória por 2a0 sobre o Grêmio no sábado, para mais de 28.000 presentes no estádio Engenhão, o Flamengo encontra-se em "estado de graça" nesse presente momento. Invicto no Campeonato Brasileiro, vice-líder na classificação e no embalo do craque Ronaldinho Gaúcho, o Rubronegro da Gávea parece pronto para disputar mais um título na temporada 2011 (já faturara no primeiro semestre a Copa São Paulo de Juniores e o Campeonato Estadual).

Jogada da semana

O final-de-semana reservou um grande momento para os cariocas no Brasileiro 2011: todos os quatro representantes da Cidade Maravilhosa venceram seus jogos, totalizando 9 gols marcados e nenhum concedido. Teve golaço de Sebastián "El Loco" Abreu, que estreou no torneio marcando o gol da vitória botafoguense sobre o Cruzeiro (quebrando um tabu de 14 anos em partidas diante desse adversário em Minas Gerais). Teve golaço de Felipe, que, com belo chute, concretizou linda jogada vascaína tramada com Diego Souza e Jumar, garantindo a vitória sobre o São Paulo no Morumbi (o time não vencia este adversário desde 2005). Teve belo gol do Fluminense através do recém-contratado Rafael Sóbis, que tabelou e concluiu com categoria na goleada tricolor por 4a0 sobre o Ceará. Mas a jogada da semana não poderia deixar de ser a obra-prima de Neymar, quarta-feira, na Vila Belmiro. Em noite onde Ronaldinho Gaúcho brilhou marcando três gols e conduzindo o Flamengo à vitória, o santista fez algo de espetacular. Digno de uma placa.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Um Jogo Que Dispensa Adjetivos

Não estou lembrado de quando foi a penúltima partida de nove gols que assisti. A última foi na noite de quarta-feira, 27.07.2011, quando o Flamengo venceu o Santos em plena Vila Belmiro com o placar de 5a4. Partida sensacional desde o resultado, mas sobretudo pelo que foi o jogo propriamente dito. Um desfile de talentos, com Neymar e Ronaldinho Gaúcho em noite inspirada. Tenho convicção de que tanto o santista quanto o flamenguista que pagou para ver esse jogo, saiu do estádio com a sensação de que valeu o ingresso. E digo isso sem nem saber o preço do bilhete.

O jogo

A partida começou intensa. Seguiu intensa. Terminou intensa. Com 4 minutos, uma enfiada de bola primorosa de Elano foi a assistência que Borges precisava para abrir o placar. Doze minutos depois, Neymar ficou de frente com Felipe, chegou no próprio rebote e, de bicicleta assistiu Borges completar para a rede. Se o que Neymar fizera já era belo, o que aconteceu aos 25 minutos foi maravilhoso: o craque partiu com a bola escapando de dois adversários, tabelou já recebendo de volta, deixou mais dois marcadores para trás e finalizou para marcar um golaço. 3a0 Santos. O detalhe é que o Flamengo não fazia uma má partida, pelo contrário, também diversificando jogadas e criando oportunidades. O goleiro santista Rafael atuava bem, garantindo a meta inviolável diante de uma defesa que dava espaços para Ronaldinho Gaúcho e companhia trabalharem a bola.

Com 28 minutos, a reação rubronegra teve início naquilo que tange ao resultado: Ronaldinho aproveitou que nem Rafael nem Edu Dracena cortaram o cruzamento rasteiro vindo da direita e tratou de mandar pra rede. Três minutos mais tarde, cruzamento de Leonardo Moura e cabeceio de Thiago Neves - era o Flamengo, até pouco tempo goleado, "de volta" à partida. O Santos até poderia retomar a vantagem de dois gols aos 41 minutos: Neymar sofreu pênalti de Willians, mas Elano cobrou fraco, no meio, numa má-sucedida "cavadinha", defendida por Felipe. Péssima cobrança, mas não pior do que aquela diante dos paraguaios (relembre). O Flamengo não esperou o intervalo para igualar o marcador: Deivid completou de cabeça após cobrança de escanteio e deixou tudo equiparado em incríveis 3a3.

Se o Santos tinha Neymar e o Flamengo Ronaldinho, então tome mais gols no segundo tempo. Aos 5, Neymar recolocou o time da casa na frente. Aos 22, Ronaldinho cobrou falta tirando da barreira para empatar novamente (observação: tirando da barreira colocando a bola por baixo dela, em cobrança rasteira da mais pura astúcia). Aos 35 minutos, Ronaldinho chegou ao "hat-trick" após receber passe de Thiago Neves e chutar cruzado. De se tirar o chapéu para o camisa 10, que fez atuação ao nível dos bons tempos de Barcelona. De se tirar o chapéu para a partida, agradável de ser assistida. O futebol merece espetáculos assim. E os 12.968 pagantes terão história pra contar. Eu guardaria o bilhete.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Após Quase Meio Século, Santos Conquista América

49 anos depois do bicampeonato continental em 1962, o Santos voltou a conquistar a Copa Libertadores da América. Os 3 gols da vitória santista por 2a1 foram marcados por jogadores de sobrenome "da Silva": os jovens de 19 anos Neymar e Danilo anotaram a favor, e o experiente Durval marcou contra.

Embora haja todo um Campeonato Brasileiro pela frente e o treinador da equipe seja um sujeito acostumado a ganhar esse torneio (foram 3 títulos com o São Paulo e um com o Fluminense), é praticamente inevitável deixar a liga nacional para segundo plano e projetar o encontro entre os "Meninos da Vila" e a sensacional equipe barcelonista comandada por Josep Guardiola, que, salvo zebras, deverão duelar em dezembro.

O jogo

Escalado com força máxima e contando com o retorno de Paulo Henrique Ganso, o Santos mostrou sua superioridade técnica e, mesmo sem estabelecer uma pressão, atacou o Peñarol. E se o 0a0 persistiu até o intervalo, não demorou muito para sair o gol na etapa final: com 1 minuto, Arouca se apresentou no ataque, tabelou com Paulo Henrique recebendo um belo passe de letra do camisa 10, serviu Neymar e o astro santista finalizou rasteiro no canto direito. Bola defensável, mas que acabou no fundo da rede.

Se com o Peñarol focado em se defender o Santos já arrumava uma ou outra brecha, os espaços passaram a aparecer por tudo que é canto do campo depois que o time uruguaio se mandou ao ataque na busca pelo empate. E quem aproveitou a oportunidade foi Danilo: em bonita jogada individual pelo lado direito, o lateral se livrou da marcação e descolou chute cruzado muito bem colocado no canto direito. Dessa vez, não há como responsabilizar o goleiro Sebastián Sosa. 2a0 Santos.

Dava pinta de que o desfecho do jogo seria tranqüilo, afinal, todos os ingredientes naquele momento eram favoráveis ao Santos Futebol Clube: vantagem de dois gols, torcida inflamada, equipe melhor postada em campo e a já sabida superioridade técnica. Só que futebol não é uma ciência exata: com Zé Eduardo desperdiçando duas chances claras de marcar novamente, quem aproveitou uma rara chegada foi o Peñarol, graças a um gol contra de Durval na tentativa de cruzamento de Estoyanoff.

Para aumentar o drama santista, aos 40 minutos do segundo tempo houve aquele "momento Muricy", com o treinador tirando Ganso de campo para colocar Pará. Até torci para o meia se recusar a sair, a exemplo do que fizera na final estadual de 2010, negando orientação do então treinador Dorival Júnior. Mas o usuário da camisa que já foi vestida por Pelé obedeceu o comandante e passou os últimos minutos da competição como um torcedor (um desperdício, sem dúvidas). De toda forma, o Santos é tricampeão da América. O Peñarol, que já conquistou o caneco cinco vezes, precisa aprender a lidar melhor com a derrota, pois o esporte não merece imagens como a da pancadaria generalizada ao término da partida. Bem melhor recordar da festa do elenco e da torcida santista, reforçada por ninguém menos que Édson Arantes do Nascimento, que teve a sorte de não ter sido treinado por Muricy Ramalho. Senão era bem capaz de terminar aquela partida, de quase meio século atrás, do lado de fora, torcendo...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Peñarol E Santos Sem Gols E Sem Definição

A primeira partida da final na Copa Libertadores da América 2011 terminou com o mesmo placar que começou. Embora tenha ficado longe de ser um jogo emocionante, o duelo entre Peñarol e Santos no estádio Centenário, em Montevidéu, poderia facilmente ter contado com gols.

Para o duelo de volta, no estádio Pacaembu, em São Paulo, qualquer empate levará a decisão continental para os pênaltis (não há o critério de desempate pelos gols marcados fora, presente nas fases anteriores da competição). O vencedor conquistará a América e irá ao Mundial.

O jogo

Se por um lado o Santos não jogava um futebol dos mais envolventes, por outro a equipe alvinegra (muito mais alvi do que negra) conseguia jogar de igual para igual no campo do adversário, tarefa difícil se considerarmos o quão a relação torcida-time é intensa na capital uruguaia.

Neymar, "para variar", era a figura que mais mostrava capacidade de resolver individualmente. Entre dribles, arrancadas e passes em velocidade, o jovem habilidoso jogador santista ia algumas vezes ao gramado. Numa delas, aos 18 minutos, o árbitro o puniu com cartão amarelo entendendo ter havido simulação do camisa 11, ignorando um choque que o atingiu na altura da linha de cintura.

As chegadas do Peñarol ao ataque não foram tantas, mas causaram sérias dificuldades à defesa brasileira, que dava espaços para os adversários inclusive em lances dentro da grande área. Num deles, Olivera ficou de frente com o goleiro Rafael e só não abriu o placar porque o camisa 1 abafou a finalização, saindo do gol no tempo exato para dividir com o atacante.

No intervalo de jogo, o treinador Muricy Ramalho confessou ficar preocupado em perder Neymar por um eventual cartão vermelho, mas nem por isso tirou seu principal jogador de campo. Sábia decisão: continuou sendo basicamente através de suas investidas que a equipe se lançava ao ataque, contando também com as boas participações de Arouca e Alex Sandro. Zé Eduardo teve duas das finalizações mais agudas da partida, tendo parado uma vez em grande defesa do goleiro Sosa e, na outra empreitada, tendo cabeceado perto da trave direita após cruzamento certeiro de Alex Sandro.

A pressão aurinegra na busca pela vitória dentro de casa não era das maiores, mas obrigou Rafael a realizar pelo menos três defesas importantes. Aos 40 minutos, Rafael nada poderia fazer para evitar o gol de Diego Alonso após passe de Luís Aguiar, mas o assistente que acompanhava o lance teve a felicidade de assinalar um impedimento de fato existente, para desespero da torcida local e do elenco do Peñarol.

É bem razoável que o Santos volte para o Brasil satisfeito com a igualdade no placar, mas mais razoável ainda é considerar que o negócio está totalmente em aberto. Mas uma coisa deve ser dita: ambas as defesas apresentaram fragilidades. No caso do Santos, resta saber até que ponto isto se deveu à ausência de Edu Dracena. A partida de volta ajudará a tirar essa dúvida. Ou não.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Massimiliano Allegri: O Muricy Ramalho Italiano?

Vai terminando o Campeonato Italiano e iniciando o Brasileiro. O Jogada de (E)feito acompanhou o Calcio nessa temporada e também pretende seguir de perto os acontecimentos na Série A nacional. Mas o presente tópico não busca fazer uma abordagem resumindo o que aconteceu nessa temporada na Itália nem tampouco traçar expectativas para o que pode ocorrer até dezembro por essas terras tropicais. Vamos, isto sim, nos utilizar de dois personagens vencedores nas ligas domésticas desses que são os dois países mais vezes campeões de Copas do Mundo.

Massimiliano Allegri assumiu o Milan nessa temporada após uma passagem pelo Cagliari (passagem essa que não posso dar pormenores, pois não assisti um único jogo da equipe quando comandada por Allegri). O saldo de sua temporada inaugural em Milão inclui um "scudetto", uma presença na fase semifinal na Copa da Itália e uma presença na fase oitavas-de-final na Liga dos Campeões da Europa.

Muricy Ramalho, atualmente no Santos, começou o ano de 2011 no Fluminense (onde foi campeão nacional em 2010) e abandonou a equipe alegando "problemas estruturais", que vieram à tona quando o Tricolor das Laranjeiras vinha mal das pernas tanto no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro quanto na Copa Libertadores da América.

Mais do que terem nomes iniciados pela mesma letra, Massimiliano e Muricy têm em comum um certo gosto (o qual não compartilho) por montar equipes de caráter defensivo, com enfoque na marcação em detrimento de jogadas mais elaboradas quando com a posse de bola. Foi com um futebol burocrático e feio para os olhos de quem vê que o Milan faturou o título italiano. Algo não muito diferente das conquistas de Muricy Ramalho, que nesse ano corre atrás de seu 5º título nacional e de uma inédita conquista continental (o Santos está na fase semifinal).

Muitos poderiam argumentar que, se as conquistas aparecem, então é sinal de que o trabalho está sendo bem feito. Creio que não seja esse o ponto para discussão, até porque não há muito o que discordar naquela premissa. A questão é: se há um material humano de qualidade em mãos, por que não fazer o time jogar de forma bonita e envolvente para buscar as vitórias e os conseqüentes títulos?

O Milan sofreu com baixas de jogadores ao longo do ano (Filippo Inzaghi e Andrea Pirlo perderam praticamente toda a temporada lesionados, Alexandre Pato saía e retornava ao Departamento Médico, Zlatan Ibrahimovic era mais réu de tribunal do que jogador de futebol etc e tal). Mas digo aqui de forma convicta que era perfeitamente possível formar um time atraente com o elenco à disposição do treinador. Aliás, como em muitos momentos a equipe não podia contar com dois de seus atacantes, como explicar o fato de Antonio Cassano ser reserva num time onde jogavam Gennaro Gattuso, Massimo Ambrosini, Mathieu Flamini e Kevin-Prince Boateng? E se o Milan fizesse 1a0 num adversário mais fraco, Allegri logo se agitava para aumentar a marcação e a proteção à defesa. Defesa essa que conta com uma das duplas mais respeitáveis do mundo - Alessandro Nesta e Thiago Silva!

Muricy não fica muito atrás (no sentido de compará-lo com Massimiliano, pois os times de Muricy costumam ficar de fato muito atrás, com o perdão do trocadilho). Na Copa Libertadores da América, o Fluminense estreou dentro de casa diante do Argentinos Juniors. Empatando o jogo em 2a2 sem apresentar um bom futebol, era natural que o treinador fosse buscar alternativas para vencer a partida onde era mandante. Mas então, como explicar que na proximidade do final do jogo foi realizada uma alteração tirando o meia Souza para colocar o volante Valência? Medo de perder para um time que se limitava a sair para o jogo em esporádicos contra-ataques? Falta de opções não era, pois havia um atacante recém-contratado sentado no banco de reservas!

Estimados leitores, o convite que vos faço é claro e objetivo: não se iludam com resultados. Não é porque fulano é campeão disso ou daquilo que é necessariamente "bom técnico". Pode ser competente naquilo que se propõe a fazer, e isso é outro ponto. Mas o "bom técnico" costuma aparecer quando a equipe mais precisa, como por exemplo quando o time tem a opção de dilatar a vantagem no placar optando pela entrada de um jogador mais criativo, explorando os espaços que tendem a aparecer. Ou quando aquele jogo dentro de casa está empatado, o final se aproxima e o time tem o direito de realizar mais uma substituição.

Não serei insano de dizer que o Santos de Muricy e o Milan de Allegri não irão almejar títulos. De forma alguma, sobretudo analisando a força do plantel dessas equipes. Mas olhando exclusivamente para a mentalidade de seus treinadores, diria sem pestanejar que a melhor coisa para os elencos desses dois tradicionais clubes do futebol mundial seria procurar alguém que tivesse mais a ver com a rica história dessas instituições privilegiadas por um dia já terem contado com Pelé e van Basten, hoje contando com Neymar e Seedorf. Ou, de repente, seria melhor para Neymar e Seedorf procurar um lugar mais compatível com as suas aptidões técnicas e o pleno desenvolvimento de suas capacidades, independentemente de estarem iniciando ou finalizando a carreira. Creio que Santos e Milan sairiam perdendo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

OS BRASILEIROS NA LIBERTADORES 2011


Libertadores é um campeonato a parte. Parece que todos os times da América jogam cada jogo como se fosse o mais importante da história. Até agora a competição mais importante do continente tem garantido jogos de bastante emoção. (Quem viu Velez e Universidade Católica vai concordar definitivamente.) Destacamos sempre aos brasileiros e argentinos, tempero maior da competição. Embora nenhum time, ainda tenha demonstrado um futebol digno de favoritismo, (talvez a exceção do Cruzeiro), os times da terra tupiniquim moldam seus caminhos.



Vamos começar pelo Fluminense, o tricolor das laranjeiras, tem a situação mais desesperadora de todos, tendo feitos apenas dois pontos de 9 disputados, sendo estes em jogos dentro de casa, o nosso pó de arroz se vê com a complicada missão de recuperar uma desvantagem de 4 pontos, em apenas 3 jogos... Impossível? Bom isso foi o que disseram sobre esse mesmo time, a dois anos, sobre a chance de escapar do rebaixamento. Duvidar da capacidade de reação do Fluminense parece dar força a esse, e o time ressurge com uma fome de vitória inenarrável. É o que acreditam os tricolores, ainda mais sabendo o poder de um time regido por Conca. Não duvidar do fluminense é basicamente uma orientação fundamental a todos times do mundo... Embora, o caminho aponte uma eliminação, o tricolor tem histórico de reação. Mas pros secadores do flu de plantão sempre é bom lembrar: O tricolor só passou da primeira fase da libertadores, uma vez na sua história.

O Grêmio: Bah tchê, como esse time parece ter sorte com sorteio nas libertadores, depois de atropelar o Liverpool do Uruguai, o tricolor gaúcho tem tudo pra ser líder numa chave teoricamente tranquila... Mas como mostrou o Junior Barranquila, libertadores é um campeonato diferente, imprevisível. Enfim como sempre, se tratando dos gaúchos, temos um importante fator ao seu lado: Sua tradição: O Grêmio simplesmente tem 4 finais de libertadores, 2 títulos. É algo diferente, é como se o futebol conspirasse para manter tal competição e o time sempre unidos. E se a história conspira pra ajudar o grêmio, é sinal de merecimento, de tradição. Já considero o Grêmio nas oitavas. Adversário a ser temido para quem o encontrar em seu caminho. Ganhar do Grêmio no Olímpico é uma glória, um mérito tão grande quanto a dificuldade de acontecer.

Quanto ao paulista, sendo sincero, se alguém hoje me convidar pra assistir um jogo do Santos na libertadores, pensaria mil vezes antes de aceitar. Fato é que Adilson o transformou num time previsível. Sério, atualmente um time que escala diogo como titular, tá de brincadeira com o torçedor. Todavia, o alvinegro praiano tem em seu elenco um time de dar inveja: Neymar, Elano, Jonantham, Dracena, sem contar na volta de Ganso. Um novo técnico pode melhorar o conjunto de jogo, trazer de volta o futebol Santástico... Espero muito do Santos, que escalado com os titulares tem o melhor time do brasil, mas até agora, esse futebol burocrático não convence ninguém.

Cruzeiro, 77% de aproveitamento, 9 gols marcados, nenhum sofrido. Líder de um grupo super difícil. Credenciado ao titulo, que conquistaria pela terceira vez, o histórico da raposa ainda mostra que o time nunca foi eliminado na primeira fase, e em 2011, também não deve ser. O Cruzeirense está alegre e confiante. Não é pra menos, as vezes tenho a impressão que o Cruzeiro foi feito pra Libertadores, e a Libertadores pro Cruzeiro. São jogos a parte, são jogos que valem a pena ver. O técnico Cuca deu um padrão de jogo aos celestes incrível, prezando o ataque o e o gol. É um time pra se temer. Mas é libertadores, tudo pode acontecer; o próprio Cruzeiro, conseguiu seu ultimo titulo, depois de iniciar a competição perdendo os três primeiros jogos. Ser o melhor time da primeira fase da libertadores não parece credenciar time nenhum a nada. Embora, tradição credencie, e isso, o Cruzeiro tem. E tem mais do que qualquer outro brasileiro da atual disputa. Não é a toa que o chamam de La Bestia Negra das Américas!

Por fim, o atual campeão; Internacional. E bota internacional nisso. o atual dono da taça, confia em seus jogadores estrangeiros para o tricampeonato. E é sério candidato, nos últimos 5 anos, o colorado escreveu uma história que muitos times em cem anos não conseguem chegar nem perto. E essa história do Inter ainda está sendo escrita, desenhada a cada jogo de libertadores. Não é simples jogar contra o atual campeão. Na contra mão, caminha a desconfiança no trabalho de Celso Roth, e suas escalações tida como retranqueiras. Vale lembrar que uma libertadores, não é ganha por qualquer time, por qualquer jogador, por qualquer técnico. O Inter se credencia por ter um elenco cheio de jogadores vitoriosos na América. E se isso não faz do time o mais sério e temido candidato, nada mais faz.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Vitória Santista Com Gosto De "Não Se Vá..."

O torcedor santista viveu 2 sentimentos interessantes ontem. O primeiro é ver seu time misto atropelando mais um adversário. Elano voltando e organizando o meio campo, Adílson com o total controle da equipe e do adversário nas mãos e a alegria de ver seu time novamente visitando o Pacaembu.

Ao mesmo tempo bateu o sentimento de saber que o promissor Maykon Leite seria o atacante que o time da Vila precisaria para toda a temporada e talvez para as próximas. Seria... pois prematuramente o atacante assinou um pré contrato com o Palmeiras para o meio do ano.

E foi interessante ver expressões de dúvidas durante o gol do garoto. Comemoro ou não comemoro? Peço pra ficar ou mando sair?

Um dilema atrapalhado pela emoção do santista apaixonado, que só não se tornou um dilema homérico pois Zé Eduardo também estava arrasador.

Fez 2 gols no segundo tempo, sendo o último um golaço, e fez o torcedor pensar que ao menos não ficaria completamente órfão com a saída de Maykon Leite. O Santos está bem servido.

E nunca é tarde pra lembrar: Ganso e Neymar vêm vindo...

(Lançado por Soham mas de autoria de Lucas Vinícius)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Santos É O Novo Campeão

No lamaçento gramado do estádio Manoel Barradas, o Santos conquistou pela primeira vez o título na Copa do Brasil e é o primeiro clube brasileiro garantido na próxima edição da Libertadores da América. A campanha dos "Meninos da Vila" foi recheada de goleadas, com direito a um 10a0 sobre o Naviraiense e um 8a1 sobre o Guarani. Tudo isso num futebol alegre, envolvente e comprometido integralmente a atacar o adversário.

A equipe do Vitória, adversária na final, tentava abrir o placar e tinha algumas chances claras, mas o gol sofrido aos 44 minutos da primeira etapa (Edu Dracena, completando de cabeça um bom passe de Neymar pelo alto) deixou o time da casa em maus lençóis, precisando de 4 gols para reverter a situação. Após o intervalo, o rubro-negro conseguiu a virada (gols de Wallace, aos 11', e de Júnior, aos 31') e pressionou o então encolhido time do Santos, que resistiu às investidas do pouco criativo time dirigido por Ricardo Silva para sair de campo derrotado porém campeão.

Jogadores como Robinho e André, com participação ativa na conquista, deixam o clube. Outros, como Keirrison, estão chegando. Mas, transferências à parte, o momento é de plena alegria para a torcida santista, que fez uma bonita festa em Salvador. Serão os comandados de Dorival Júnior capazes de conquistar a Tríplice Coroa, como fez o Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo em 2003? A bem da verdade, nem há necessidade: o desempenho do Alvinegro Praiano já corresponde às expectativas e, salvo uma improvável tragédia na Série A, o ano de 2010 será lembrado com muito carinho pela torcida do Peixe.

Para consagração de uma geração, agora quem dá bola é o Santos. O Santos é o novo campeão.

Paulo Henrique Ganso, maduro aos 20 anos, e Neymar, garoto de 18: o primeiro foi nomeado o melhor em campo na final enquanto o segundo terminou a competição como goleador, estabelecendo recorde de 12 gols marcados.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Uma final que tem história pra contar...


Quarta-feira sai mais um campeão da Copa do Brasil. Mais um campeão para o torneio apenas, porque tanto Santos quanto Vitória terão a honra de erguer este troféu pela primeira vez.

A expectativa é maior ainda para o Vitória, pois nunca um time baiano havia chegado em uma final deste torneio. A sensação é totalmente nova. Os santistas também chegam pela primeira vez na decisão, tentando aumentar o número de paulistas campeões, até o momento 6 títulos.

Aliás, vale aqui ressaltar números interessantes sobre a Copa do Brasil:

Os Paulistas podem chegar a ser os maiores vencedores da Copa do Brasil este ano, visto que este status sempre foi dado aos gaúchos e foi empatado ano passado: 6 títulos para cada estado.

Porém não é este ano que aparecerá o maior vencedor do torneio, pois os times que neste momento brigam por isso, não estão nesta final: Grêmio e Cruzeiro, com 4 títulos cada.

Agora um fato ruim para o Vitória, nunca um time que tomou de 2 x 0 no primeiro jogo da final do torneio, conseguiu reverter. Isso aconteceu 3 vezes. Em 2005 o Paulista de Jundiaí venceu o primeiro jogo em cima do Fluminense por 2 x 0 . No Rio de Janeiro bastou um 0x0 para o título ir para Jundiaí.

No ano seguinte a batalha era entre os rivais Vasco e Flamengo. 2 x 0 para o mengão no primeiro jogo. No segundo jogo o rubro-negro matou o confronto fazendo mais 1 x 0.

E ano passado o Corinthians fez a lição de casa e bateu o Inter por 2 x 0 no primeiro jogo. No RS um empate em 2x2 trouxe o terceiro título para o Parque São Jorge.

Fato curioso : Você sabia que os 7 times que mais disputaram a Copa do Brasil nunca foram campeões? Atlético MG (21), Remo, Vasco e Vitória (20), Bahia e Botafogo (19) e Goiás (18).

O fato é que o Barradão presenciará a história sendo feita mais uma vez. O primeiro time brasileiro da Libertadores 2011 será escolhido amanhã.

Após o jogo o JOGADA (D)EFEITO fará a cobertura e os comentários referentes a partida e ao campeão.

E que se decida o Campeão da Copa do Brasil 2010!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

De um domingo ao outro, três vitórias em três jogos. Primeiro, 1a0 no clássico com o São Paulo. Depois, pelo jogo de ida da final da Copa do Brasil, 2a0 pra cima do Vitória, em partida que poderia terminar com um resultado mais expressivo. Ontem, pela 12ª rodada da Série A, o treinador Dorival Júnior decidiu levar uma equipe recheada de reservas, mostrando que o foco santista está todo no título em jogo na próxima quarta-feira: apenas o goleiro Rafael e o lateral esquerdo Léo, que retorna de contusão, foram escalados dos considerados titulares. Resultado disso? 2a1 pra cima do Grêmio Prudente, no campo do adversário.

O Santos, atual campeão estadual, está muito perto de faturar a Copa do Brasil. É verdade que o elenco poderá enfraquecer com as saídas de André (negociado com o Dínamo de Kiev) e Robinho (prestes a retornar ao Manchester City). Porém, o momento do Peixe é bastante positivo e a torcida só quer, por ora, pensar na possibilidade de ver o clube levantar um caneco inédito. Contagem regressiva?

Jogada da semana

Velocidade, habilidade, objetividade, precisão. Quatro fundamentos que os atacantes prezam. Conciliar todos eles em um único lance é privilégio para poucos. Um deles atende pelo nome de Jóbson Leandro Pereira de Oliveira. No 3º gol do Botafogo no jogo de ontem com o Vitória, no Barradão, Jóbson precisou de alguns poucos segundos para receber passe de Marcelo Mattos, encarar a marcação de Reniê, driblar o zagueiro e chutar precisamente para superar o goleiro Viáfara. O internauta poderá achar que o lance parece simples, e, realmente, onde o talento abunda as coisas ficam mais fáceis de acontecer.



É bonito ver a volta por cima de alguém que, meses atrás, atravessava momento difícil ao se deparar com uma punição em função do uso de drogas.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Santo Desperdício!

O Santos foi claramente superior ao Vitória, dominando o jogo e criando diversas oportunidades. Porém, como apenas duas delas foram convertidas em gol, o Peixe irá ao Barradão precisando ficar esperto, pois uma derrota por 2a0 levará a decisão do título da Copa do Brasil 2010 para os pênaltis. Marcando um golzinho no campo adversário, poderá sofrer 3 que mesmo assim assegurará o segundo caneco no ano.

O jogo

Mesmo com o Vitória realizando uma marcação de forma correta, a Vila Belmiro praticamente lotada incentivava o Santos a buscar a penetração e correr atrás do 1º gol o quanto antes. A primeira chance clara aconteceu em cobrança de falta de Paulo Henrique Ganso, aos 11 minutos, parada pela trave. 3 minutos depois, já viria o gol: Pará recebe na direita, cruza à meia-altura, a bola passa por André mas não por Neymar, que escora com a barriga para inaugurar o marcador. Mais 3 minutos passados, mais Santos: Alex Sandro se livrou da marcação pela esquerda, rolou para Robinho e o camisa 7 completou chutando colocado, mas à direita da meta.

Com 22 minutos, o treinador Ricardo Silva via-se obrigado a efetuar a primeira substituição, tirando o contundido Rafael Cruz (meia utilizado como lateral direito) para a entrada de Bida (volante de origem). O ritmo do jogo diminuiu, mas o Santos teve nova chance de ampliar ainda antes do intervalo: Robinho tocou de lado para André, que ajeitou e chutou cruzado com a perna esquerda, sobre o travessão.

Na volta do intervalo, a equipe santista reiniciou o jogo em ritmo frenético, conseguindo oito finalizações nos primeiros catorze minutos da etapa complementar. Mas nada de bola na rede.

Vieram mais duas substituições - uma para cada lado -, Ramón por Renato e André por Marcel. E, aos 27', Neymar fez jogada individual dentro da área, ia se livrando da marcação mas foi derrubado: pênalti marcado por Leonardo Gaciba. O próprio Neymar tratou de ir pra cobrança, mas a cavadinha foi manjada pelo goleiro Lee, que defendeu em dois tempos sem praticamente precisar se mover.

Se o Santos tinha direito a mais duas trocas de jogadores e o Vitória a mais uma, ambos os times fizeram-se valer disso: saíram Robinho, Paulo Henrique Ganso e Fernando para as entradas de Zé Eduardo, Marquinhos e Gabriel. E de um deles saiu o 2º e último gol do jogo. Aos 38', Marquinhos cobrou falta encobrindo levemente a barreira e carimbando a parte interna da trave direita antes de a bola rumar pra rede, para delírio dos santistas.

Sem esboçar reação, o Vitória ainda passou alguns sustos nos acréscimos, quando o Santos teve uma seqüência de finalizações ora defendidas por Lee ora sendo bloqueadas pelos jogadores rubro-negros.

A vantagem do Alvinegro Praiano é significativa, mas a parada poderia já estar resolvida.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

SANTOS 1 X 0 SÃO PAULO - Ahhh se não vier a Libertadores...

Libertadores é o torneio mais difícil do continente. Por isso nunca foi obrigação.

Porém o São Paulo está fazendo com que vire uma obrigação para seus torcedores.

Mais um resultado ruim , com um futebol ruim. Foi a melhor apresentação do São Paulo desde o retorno da copa...mesmo assim muito longe do que o time precisa pra ser campeão continental.

E ao ver o Brasileiro ficando extremamente longe, a pressão para as 2 batalhas contra o Inter vai se tornando insuportável. Imagine uma derrota para o colorado, e o tricolor se volta para um Brasileiro onde está em 15º, com a mesma pontuação dos times que já estão na zona de rebaixamento, e a 12 pontos de um empolgado Corinthians e 11 de um extremamente motivado Fluminense.

Dá pra alcançar depois? Claro que dá. Mas só se o tricolor comandar uma arrancada absurda de vitórias e contar com vários tropeços dos líderes. E eu ainda nem falei do Ceará com sua defesa sensacional, do Avaí e sua empolgação imbatível e do Inter que tem tudo pra ser destruidor no Brasileirão. Será que todo mundo tropeça a tal ponto?

Tirando o fator Ricardo Gomes. Se não vencer a Libertadores, cai sim. Vai haver tempo e calma para outro técnico reestruturar o elenco do Morumbi? Impossível se as posições não forem melhorando.

E tudo isso levantei para o seguinte fato : O Brasileirão tem um significado tão inferior assim a ponto de ser totalmente ignorado para a Libertadores e esta ser a única coisa que interessa de fato?

Se um time não ganha a Libertadores, praticamente todo o ano é perdido? Um título brasileiro não tem mais valor?

Se for assim, que entreguem ao fim do Brasileiro, não o troféu de campeão, mas 4 troféus aos classificados para o torneio continental. E só.

Mas tomara que minha visão esteja enganada. E o Campeonato Brasileiro ainda seja um torneio que envolva amor, paixão e muita emoção para mais de 180 milhões de pessoas. E que traga orgulho para seu campeão, fato que obrigue seus 20 competidores a batalharem 38 vezes por esse status.

E tomara que o São Paulo se lembre que ser campeão Brasileiro é uma das glórias mais extraordinárias que um time pode ter.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Palmeiras 2 x 1 Santos - Sob as ordens do novo "chefe"


Chefe novo no trabalho. Hora de mostrar serviço. Todo mundo sabe que é assim que funciona. Inclusive no Palmeiras. Que jogador não queria ser treinado por Felipão? Com essa motivação redobrada de estar sob os olhos de um ídolo mundial, o Verdão encarou o Peixe na noite desta quinta no Pacaembu.


E o novo comandante chegou discretamente, não houve a "apresentação para a torcida" no gramado do Pacaembú. Até por que a torcida parece ter esquecido que em dia de clássico em São Paulo, as bilheterias fecham 4 horas antes do jogo. Resultado...8 mil pagantes.


Alguns acenos e direto pra tribuna. Hora de guiar seu fiel escudeiro Murtosa pra enfrentar o melhor time do Brasil na atualidade.


Ou será o melhor time do Brasil há alguns meses atrás? Porque o Santos está em sinal amarelo. Neymar vem decadente a cada jogo. Se não fosse o cartão amarelo que tomou, Dorival Jr. não teria outra desculpa e teria que falar a verdade, substituiu o garoto santista porque estava nulo em campo. Ganso ainda vem recuperando, mas deu sinais que não vai sofrer do mesmo mal.

André se esforçou, quase deixou o dele...atuação na sua média. Hoje o Santos não é o mesmo que voava antes da copa. E as próximas rodadas serão divisoras de águas na vila.


Enquanto isso no time palestrino, outras 2 estréias muito boas. Kléber brigou, até arriscou um driblezinho aqui e ali, protegeu a bola (como muitos acham algumas vezes de forma desleal, mas que há de se reconhecer....tem um jogo de corpo sensacional), e deu o passe para o primeiro gol, um chutaço de Éwerthon no ângulo esquerdo do gol santista.


E no segundo tempo, o garoto Tinga entrou com os nervos a flor da pele. Doido pra mostrar serviço não aceitou o tempo errado de bola em seu primeiro lance e tentou recuperar com um carrinho. Amarelo. Mas o jovem tem estrela. Não se intimidou e recebeu um passe no meio campo (novamente de Kléber), invadiu a área e chutou completamente torto.


Mas Edu Dracena que voltava acabou tocando na bola e empurrando pra sua meta. Como foi apenas um desvio, gol de Tinga.


A partir daí só restou ao verdão administrar. O que não fez muito bem. Marcel entrou no lugar de Neymar, marcou um golaço e deu uma vida pro Santos que ninguém acreditava. Uma pressão terrível aconteceu nos acréscimos. Até acontecer o lance que todo mundo viu a bola entrando, e quando percebeu ela foi pra fora. Foi em um cruzamento que não foi cortado por Deola e acabou batendo em Vítor. A bola tomou o rumo do gol palmeirense mas subiu milimetricamente para tocar no travessão e sair. Não teve um palmeirense que não prendeu a respiração.


E fim de jogo. O Palmeiras vence o Santos pela segunda vez no ano e dá um dos maiores saltos na tabela.


O Peixe que ainda foca a Copa do Brasil , e talvez possa ter isso como interferência em seu futebol "feijão com arroz", continua a trabalhar , mas não tem como tirar da cabeça a questão.....


Quantos jogadores sairão nas próximas semanas?

domingo, 9 de maio de 2010

Campeões De Rio E SP Empatam Partida De 6 Gols

Nessa que foi a estréia de Botafogo - campeão estadual no Rio de Janeiro - e Santos - campeão estadual em São Paulo - na Série A 2010, os tradicionais clubes alvinegros empataram por 3a3, no estádio Olímpico João Havelange.

Dorival Júnior mandou a campo um time recheado de reservas, tendo em mente o jogo semifinal pela Copa do Brasil, no meio-de-semana. Jogadores como Pará, Léo, Arouca, Ganso e Robinho sequer viajaram para o Rio de Janeiro. Já Joel Santana contava com força máxima, numa formação semelhante a que conquistou a Taça Rio na final com o Flamengo. E foi o Botafogo quem saiu na frente, com Antônio Carlos aproveitando bate-rebate após lance de bola parada. O Santos empatou ao seu estilo, isto é, trocando passes: Neymar teve apenas o trabalho de concluir após boa assistência de Marquinhos. A virada veio 3 minutos depois, quando Somália cortou um passe do ataque santista mas acabou servindo caprichosamente o atacante adversário: André não perdoou e chutou sem defesa para Jéfferson. Nos instantes finais do primeiro tempo, novamente o zagueiro Antônio Carlos marcou para o Botafogo, levando as equipes para o vestiário com a igualdade no placar.

No segundo tempo, o Santos teve domínio territorial e levava mais perigo que a equipe da casa, mesmo com as alterações de Joel: tirou Renato Cajá e Túlio Souza para as entradas de Edno e Caio. O prêmio pela atuação superior ao adversário veio aos 34 minutos, quando Zé Eduardo completou de peixinho para colocar o Peixe novamente na frente. Porém, com o cronômetro marcando 43 minutos, o campeão carioca novamente buscou o empate, com o argentino Germán Herrera, um dos destaques do jogo.

Após o término da partida, Dorival comemorou o fato de o elenco santista mostrar força e somar um ponto no Engenhão. Joel, por sua vez, achou que o empate foi ruim para os dois times, embora tenha considerado o placar justo. O fato é que, pelo desenrolar da partida, o empate teve um sabor de um ponto ganho para o Botafogo e de dois perdidos para o Santos.

Engenhão recebeu mais de 25.000 pessoas na estréia de Botafogo e Santos na Série A 2010.