Mostrando postagens com marcador Peñarol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Peñarol. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Após Quase Meio Século, Santos Conquista América

49 anos depois do bicampeonato continental em 1962, o Santos voltou a conquistar a Copa Libertadores da América. Os 3 gols da vitória santista por 2a1 foram marcados por jogadores de sobrenome "da Silva": os jovens de 19 anos Neymar e Danilo anotaram a favor, e o experiente Durval marcou contra.

Embora haja todo um Campeonato Brasileiro pela frente e o treinador da equipe seja um sujeito acostumado a ganhar esse torneio (foram 3 títulos com o São Paulo e um com o Fluminense), é praticamente inevitável deixar a liga nacional para segundo plano e projetar o encontro entre os "Meninos da Vila" e a sensacional equipe barcelonista comandada por Josep Guardiola, que, salvo zebras, deverão duelar em dezembro.

O jogo

Escalado com força máxima e contando com o retorno de Paulo Henrique Ganso, o Santos mostrou sua superioridade técnica e, mesmo sem estabelecer uma pressão, atacou o Peñarol. E se o 0a0 persistiu até o intervalo, não demorou muito para sair o gol na etapa final: com 1 minuto, Arouca se apresentou no ataque, tabelou com Paulo Henrique recebendo um belo passe de letra do camisa 10, serviu Neymar e o astro santista finalizou rasteiro no canto direito. Bola defensável, mas que acabou no fundo da rede.

Se com o Peñarol focado em se defender o Santos já arrumava uma ou outra brecha, os espaços passaram a aparecer por tudo que é canto do campo depois que o time uruguaio se mandou ao ataque na busca pelo empate. E quem aproveitou a oportunidade foi Danilo: em bonita jogada individual pelo lado direito, o lateral se livrou da marcação e descolou chute cruzado muito bem colocado no canto direito. Dessa vez, não há como responsabilizar o goleiro Sebastián Sosa. 2a0 Santos.

Dava pinta de que o desfecho do jogo seria tranqüilo, afinal, todos os ingredientes naquele momento eram favoráveis ao Santos Futebol Clube: vantagem de dois gols, torcida inflamada, equipe melhor postada em campo e a já sabida superioridade técnica. Só que futebol não é uma ciência exata: com Zé Eduardo desperdiçando duas chances claras de marcar novamente, quem aproveitou uma rara chegada foi o Peñarol, graças a um gol contra de Durval na tentativa de cruzamento de Estoyanoff.

Para aumentar o drama santista, aos 40 minutos do segundo tempo houve aquele "momento Muricy", com o treinador tirando Ganso de campo para colocar Pará. Até torci para o meia se recusar a sair, a exemplo do que fizera na final estadual de 2010, negando orientação do então treinador Dorival Júnior. Mas o usuário da camisa que já foi vestida por Pelé obedeceu o comandante e passou os últimos minutos da competição como um torcedor (um desperdício, sem dúvidas). De toda forma, o Santos é tricampeão da América. O Peñarol, que já conquistou o caneco cinco vezes, precisa aprender a lidar melhor com a derrota, pois o esporte não merece imagens como a da pancadaria generalizada ao término da partida. Bem melhor recordar da festa do elenco e da torcida santista, reforçada por ninguém menos que Édson Arantes do Nascimento, que teve a sorte de não ter sido treinado por Muricy Ramalho. Senão era bem capaz de terminar aquela partida, de quase meio século atrás, do lado de fora, torcendo...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Peñarol E Santos Sem Gols E Sem Definição

A primeira partida da final na Copa Libertadores da América 2011 terminou com o mesmo placar que começou. Embora tenha ficado longe de ser um jogo emocionante, o duelo entre Peñarol e Santos no estádio Centenário, em Montevidéu, poderia facilmente ter contado com gols.

Para o duelo de volta, no estádio Pacaembu, em São Paulo, qualquer empate levará a decisão continental para os pênaltis (não há o critério de desempate pelos gols marcados fora, presente nas fases anteriores da competição). O vencedor conquistará a América e irá ao Mundial.

O jogo

Se por um lado o Santos não jogava um futebol dos mais envolventes, por outro a equipe alvinegra (muito mais alvi do que negra) conseguia jogar de igual para igual no campo do adversário, tarefa difícil se considerarmos o quão a relação torcida-time é intensa na capital uruguaia.

Neymar, "para variar", era a figura que mais mostrava capacidade de resolver individualmente. Entre dribles, arrancadas e passes em velocidade, o jovem habilidoso jogador santista ia algumas vezes ao gramado. Numa delas, aos 18 minutos, o árbitro o puniu com cartão amarelo entendendo ter havido simulação do camisa 11, ignorando um choque que o atingiu na altura da linha de cintura.

As chegadas do Peñarol ao ataque não foram tantas, mas causaram sérias dificuldades à defesa brasileira, que dava espaços para os adversários inclusive em lances dentro da grande área. Num deles, Olivera ficou de frente com o goleiro Rafael e só não abriu o placar porque o camisa 1 abafou a finalização, saindo do gol no tempo exato para dividir com o atacante.

No intervalo de jogo, o treinador Muricy Ramalho confessou ficar preocupado em perder Neymar por um eventual cartão vermelho, mas nem por isso tirou seu principal jogador de campo. Sábia decisão: continuou sendo basicamente através de suas investidas que a equipe se lançava ao ataque, contando também com as boas participações de Arouca e Alex Sandro. Zé Eduardo teve duas das finalizações mais agudas da partida, tendo parado uma vez em grande defesa do goleiro Sosa e, na outra empreitada, tendo cabeceado perto da trave direita após cruzamento certeiro de Alex Sandro.

A pressão aurinegra na busca pela vitória dentro de casa não era das maiores, mas obrigou Rafael a realizar pelo menos três defesas importantes. Aos 40 minutos, Rafael nada poderia fazer para evitar o gol de Diego Alonso após passe de Luís Aguiar, mas o assistente que acompanhava o lance teve a felicidade de assinalar um impedimento de fato existente, para desespero da torcida local e do elenco do Peñarol.

É bem razoável que o Santos volte para o Brasil satisfeito com a igualdade no placar, mas mais razoável ainda é considerar que o negócio está totalmente em aberto. Mas uma coisa deve ser dita: ambas as defesas apresentaram fragilidades. No caso do Santos, resta saber até que ponto isto se deveu à ausência de Edu Dracena. A partida de volta ajudará a tirar essa dúvida. Ou não.