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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

A Sampdoria começou o ano fazendo história. Freguesa de carteirinha carimbada nos jogos com a Juventus em Turim, a equipe da cidade de Gênova foi até o estádio bianconero e passou maus bocados no primeiro tempo: foi pressionada, levou o primeiro gol, teve jogador expulso. Mas o heroísmo dos comandados de Delio Rossi causaram uma reviravolta completa na volta do intervalo e os visitantes conquistaram uma memorável vitória, com dois gols de Mauro Icardi. Uma ótima maneira de começar o ano novo. Veja mais sobre essa partida na postagem Super Samp Surpreende Juventus Em Turim. Em 14º lugar na tabela de classificação, a Sampdoria começa o segundo turno no Campeonato Italiano com um pouco mais de folga em relação à zona de descenso, encontrando-se quatro pontos acima do 18º colocado, o Cagliari.

Jogada da semana

Algumas belas jogadas ocorreram nessa primeira semana de 2013. Mas a mais significativa não terminou em bola na rede. Pelo contrário: a "jogada" mais marcante simplesmente acabou com o jogo. Literalmente. Foi a reação de Kevin-Prince Boateng, meio-campista ganês que atua pelo Milan. Uma bandeira contra as manifestações fenotipistas. Quase três milhões de acessos no vídeo a seguir.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Super Samp Surpreende Juventus Em Turim

Para aqueles indivíduos que têm alguma dúvida sobre o fato de o futebol ser um esporte especial dada a sua imprevisibilidade que beira o imponderável, o jogo de hoje entre Juventus e Sampdoria serve de ilustração para adjetivar o velho esporte bretão como uma das mais surpreendentes modalidades esportivas.

A atual campeã invicta e líder soberana nessa edição (recordista histórica de pontos no torneio durante o ano de 2012) recebeu em seu moderno estádio uma equipe rebaixada em 2011 e que retornou nessa temporada, fazendo campanha que a coloca bem perto da zona de descenso. Vinte e sete pontos separavam os dois times antes dessa partida válida pela décima nona rodada. No passado, Juventus e Sampdoria haviam duelado na cidade de Turim em 63 ocasiões, com 40 vitórias dos mandantes e apenas cinco do clube genovês.

Aí você os coloca frente a frente no dia seis de janeiro, abrindo os compromissos oficiais de ambas as instituições no ano de 2013 e vai assistir o jogo. E assiste o óbvio: empurrada pela torcida e impulsionada por um elenco tecnicamente superior, o time local pressiona para abrir o placar em seu estádio. E abre. Aos vinte e três minutos, Sebastian Giovinco converte penalidade máxima no canto direito. Diga-se de passagem que o zero não saiu mais cedo do placar porque o goleiro argentino Sergio Romero impediu.

Se no lance do pênalti Gaetano Berardi recebera cartão amarelo pela infração cometida dentro da área, aos trinta minutos o mesmo Berardi deu outro carrinho, dessa vez mais forte e mais distante do seu gol. Veio o segundo cartão amarelo, em correta decisão do árbitro Paolo Valeri. Ou seja, a Sampdoria passava a jogar não apenas atrás no placar como também com menos jogadores em campo.

O 1a0 se manteve até o intervalo e é bem possível que o mais otimista torcedor da Samp concordasse que se trataria de uma "missão impossível" evitar uma nova derrota na competição. Mas, queridas crianças de todas as idades, estamos falando de futebol. Veio o segundo tempo e, com ele, uma reviravolta de contornos épicos. Aos oito minutos, Andrea Pirlo, exímio distribuidor de lançamentos, errou um passe simples na intermediária ofensiva juventina. E foi de lá mesmo que, após fazer a interceptação, o sérvio Nenad Krsticic acionou um companheiro com lançamento ao melhor estilo Pirlo. O companheiro era Mauro Icardi, que avançou e chutou do jeito que tinha que ser: cruzado, firme. Para infelicidade de Gianluigi Buffon, a bola quicou imediatamente antes do goleiro tentar espalmá-la, traindo o consagrado arqueiro bianconero e indo parar no canto direito. O mesmo canto direito onde Giovinco abrira o placar na etapa inicial. 1a1.

Tão ou mais inesperado que o empate naquele momento foi o que viria a acontecer quinze minutos depois: a virada dos visitantes. Pedro Obiang carregou a bola pelo centro de ataque e abriu na direita para Icardi. Iluminado, o atacante da camisa 98 descolou remate indefensável, mandando um chute forte e preciso, no alto, estufando a rede e indo celebrar em êxtase. 2a1 Sampdoria, em pleno estádio Juventus.

O treinador Antonio Conte já havia colocado dois atacantes entre um gol e outro do adversário (Fabio Quagliarella e Mirko Vucinic entraram nos lugares de Alessandro Matri e Paolo de Ceglie). Pouco depois de ver seu time atrás no marcador, trocou Paul Pogba (meio-campista francês de visual a lembrar Mario Balotelli) por Emanuele Giaccherini, também jogador de meio-campo. Delio Rossi, que assumiu a Sampdoria após a demissão de Ciro Ferrara (vi Ferrara jogar com a camisa da Juventus, então na reta final de sua bem-sucedida carreira como zagueiro), já havia realizado uma mexida no intervalo, quando trocou Marcelo Estigarribia (jogador vindo da Juve) por Lorenzo de Silvestri. Embora Estigarribia não tenha feito um primeiro tempo brilhante (e ainda tivesse machucado a mão), não sei se foi essa alteração que mudou os rumos do jogo - e olha que De Silvestri, de fato, atuou bem. Prefiro acreditar na superação coletiva da Sampdoria e na força intransponível dos deuses do futebol.

São eles, só podem ser eles - os deuses do futebol - que fizeram com que o chutaço de Vucinic explodisse no travessão e ainda quicasse pouco antes da linha final, sem atravessá-la. Devem ter sido eles novamente que separaram Vucinic do gol de empate por centímetros, numa bola que passou pertinho da trave direita, já sem goleiro no lance. E, com goleiro no lance, nada passava por ele. Romero viveu dia de Buffon. Com as bênçãos dos deuses do futebol. Parabéns, Sampdoria.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Um 0a0 Sob Medida Para Sampdoria E Juventus

Numa partida de poucas emoções e muitos cartões, o placar de 0a0 no estádio Comunale Luigi Ferraris refletiu bem o que foi o jogo disputado entre Sampdoria e Juventus, pela Série A do Campeonato Italiano.

O ponto conquistado em Gênova coloca a Juve no limite da zona das competições européias, na 6ª colocação com 35 pontos. Já a Samp aparece oito pontos e três posições abaixo, mas com um jogo a menos que a "Vecchia Signora".

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Antes da bola rolar, árbitros e jogadores ficaram em torno do círculo central prestando um minuto de silêncio. Parecia que estavam anunciando a morte do futebol, já que a partida entre Sampdoria e Juventus foi muito mais combativa do que criativa, repleta de entradas duras e escassa de lances de ataque. Para se ter uma idéia, a primeira vez que um dos goleiros tocou na bola foi aos 31 minutos, quando Gianluca Curci fez bonita defesa saltando ao canto esquerdo para segurar uma bola cabeceada por Leonardo Bonucci. Gianluigi Buffon, por sua vez, foi para o vestiário sem sujar as luvas.

Se não haviam finalizações, o jogo teve fatos raros: logo com 1 minuto de partida, o francês Armand Traoré deixou o campo sendo substituído por Fabio Grosso. Dez minutos depois, foi a vez de Stefano Lucchini sair para a entrada de Pietro Accardi: Lucchini deixou o campo na maca após levar cotovelada do braso-italiano Amauri, que usava uma máscara de proteção quando na verdade pareciam ser seus oponentes aqueles que deveriam estar com equipamentos de segurança.

Houve bola na rede aos 33 minutos, mas o chute de Simone Pepe para o fundo do gol da Sampdoria rendeu ao juventino um cartão amarelo: é que o árbitro Paolo Valeri havia apitado marcando um toque de mão do jogador.

O jogo ficou ligeiramente melhor na etapa complementar (talvez porque o visto antes do intervalo fosse o limite da falta de futebol). Aos 4 minutos, Giorgio Chiellini não conseguiu cortar um chute cruzado e a bola chegou limpa em Giampaolo Pazzini que, livre, chutou à direita do gol defendido por Buffon, desperdiçando chance clara de abrir o placar.

O sérvio Milos Krasic, que vez ou outra conseguia emplacar uma jogada pelo lado direito, acabou sendo substituído aos dez minutos, entrando Alessandro Del Piero. Quatro minutos depois, Pazzini deixou o campo machucado para a entrada de Nicola Pozzi.

Na marca de 19 minutos, Chiellini deu um tranco duro em Federico Macheda (aquele mesmo, emprestado pelo Manchester United à Sampdoria). O lance ocorreu dentro da área e era passível de marcação de pênalti, mas Valeri optou por deixar o jogo seguir, afinal, era "ombro no ombro"...

Aos 21 minutos, Alessandro Del Piero começou a dar sinais de que a Juventus cresceria com sua presença em campo: o camisa 10 avançou pelo lado esquerdo, escapou de Andrea Poli com um drible curto, cruzou à meia-altura mas Simone Pepe não alcançou e a bola saiu pela linha final. Por falar em "presença em campo", Nicola Pozzi ficou dez minutos no gramado: após entrar no lugar de Pazzini, foi substituído para dar lugar ao volante argentino Fernando Damian Tissone. Com essa mexida, Domenico Di Carlo condenava a Sampdoria a passar o resto do jogo se defendendo das investidas juventinas. E as chances apareceram para o "Bianconero". Aos 30 minutos, um corte de Tissone foi providencial para evitar que a bola cruzada da direita por Marco Motta chegasse em Alberto Aquilani, que movimentou o corpo preparando a finalização na pequena área.

Percebendo que o jogo seria de ataque contra defesa, Luigi Del Neri, treinador ex-Sampdoria, trocou Aquilani pelo meio-campista uruguaio Jorge Andrés Barrios Martínez aos 39 minutos. Aos 43 minutos, Jorge Martínez desceu pelo lado direito, passou para Del Piero, o camisa 10 entrou na área com a bola dominada e chutou parando em defesa de Curci, que rebateu a finalização. Com 45 minutos no cronômetro, Pepe cruzou aberto da esquerda, Martínez ajeitou de cabeça e Amauri finalizou, sendo bloqueado por Luciano Zauri. No minuto seguinte, a oportunidade derradeira caiu nos pés do craque - mas Del Piero acabou isolando por cima do travessão quando recebeu livre na área, mostrando que era mesmo um dia para não sair do 0a0.

Outros resultados

Sábado

Palermo (7º) 1a0 (19º) Brescia
Parma (12º) 2a0 (16º) Catania
Roma (3º) 3a0 (10º) Cagliari

Domingo

Udinese (8º) 3a1 (5º) Internazionale
Chievo (14º) 0a0 (15º) Genoa
Bologna (13º) 3a1 (4º) Lazio
Fiorentina (11º) 1a1 (17º) Lecce
Bari (20º) 0a2 (2º) Napoli

Completam a rodada Milan e Cesena, que se enfrentam a partir das 17:30h desse domingo.

sábado, 27 de novembro de 2010

Com Allegri Fica Difícil Ser Feliz

Apresentando um futebol altamente competitivo e com marcação firme, o Milan mais parecia estar jogando no San Siro do que no Luigi Ferraris. Mesmo assim, não foi suficiente para vencer a Sampdoria: com o empate por 1a1 (Robinho e Pazzini marcaram os gols do jogo), o "Rossonero" mantém a liderança (podendo terminar a rodada apenas um ponto a frente da Lazio, que joga amanhã) e a Sampdoria fica no meio da tabela (atualmente em 8º lugar, mas podendo perder algumas colocações com o complemento da rodada).

O jogo

O Milan começou a partida já encaixando a marcação e impedindo que a Sampdoria, diante de sua torcida, se desse o direito de gostar do jogo. Algumas chances eram criadas pela equipe visitante, mas o goleiro Gianluca Curci mostrava serviço muito bem, como em grande defesa após chute de Robinho, que tinha o endereço do quadrante 10. Mas, aos 42 minutos, viria o gol: Ignazio Abate iniciou a jogada acionando Robinho, o brasileiro tabelou com o sueco Zlatan Ibrahimovic, recebeu de volta e chegou chutando para superar Curci. Na comemoração, foi diretamente abraçar o companheiro Ronaldinho Gaúcho, relacionado mas não escalado entre os titulares.

Veio a segunda etapa e, sem nada a perder, a Sampdoria passou a freqüentar um pouco mais o campo de ataque. Numa dessas investidas, pintou um escanteio: aos 13 minutos, veio o levantamento na área, a bola foi escorada perto da marca do pênalti e chegou até Giampaolo Pazzini, que completou com total liberdade para estufar a rede e levar a torcida à loucura.

Entre os 20 e os 22 minutos, Domenico Di Carlo efetuou duas trocas na equipe. Primeiro, mexeu no meio-campo, trocando o húngaro Vladimir Kuman (que saiu irritado) por Stefano Guberti. Depois, no ataque: saiu Guido Marilungo e entrou Nicola Pozzi. Já na sua primeira participação, Pozzi quase virou o jogo com um cabeceio, mas Christian Abbiati conseguiu realizar difícil defesa.

O jogo ficou equilibrado, com muitas disputas de bola concentradas no setor de meio-campo. Massimiliano Allegri dispunha de ninguém menos que Ronaldinho Gaúcho para colocar novo gás na equipe e aumentar o poder de criação, mas simplesmente não abria mão de figuras como Gennaro Ivan Gattuso, Massimo Ambrosini e o ganês Kevin-Prince Boateng. Aos 40 minutos, Di Carlo mexeu pela última vez, trocando Daniele Mannini por Pietro Accardi. E nada de Allegri buscar alternativas a um Milan que parecia depender da dupla Clarence Seedorf e Robinho para criar algo de diferente.

Aos 44 minutos, acredite se quiser, o treinador milanês mexeu pela primeira vez tirando de campo Seedorf. Entrou Ronaldinho? Que nada, quem ia para campo era o francês Mathieu Flamini. Com 45 minutos no cronômetro, a mexida que poderia ter sido feita meia hora antes: saiu Prince para a entrada de Ronaldinho.

Paolo Mazzoleni prometera 4 minutos de acréscimos. Nesse tempo reduzido, foi possível ver um belo lançamento de Ronaldinho buscando Ibrahimovic (Curci saiu bem e ficou com a bola). O camisa 80 brasileiro também conseguiu um cruzamento que atravessou a área e por pouco não resultou no gol da vitória. Mas um treinador que coloca alguém do nível de Ronaldinho Gaúcho nos instantes finais de uma partida empatada não merece vencer. E como a Sampdoria "gosta" de um empate (foi a equipe que mais empatou até aqui no Calcio, chegando à 8ª igualdade em 14 partidas), o 1a1 se confirmou até o apito final.

Outro resultado

Juventus 1a1 Fiorentina

Jogos de domingo

Internazionale e Parma
Bari e Cesena
Bologna e Chievo
Brescia e Genoa
Cagliari e Lecce
Lazio e Catania
Udinese e Napoli
Palermo e Roma