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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Em Údine, Empate Para Agradar A Juve

Udinese e Napoli empataram sem gol e sem inspiração no estádio Communale Friuli, pela vigésima sexta rodada no Campeonato Italiano 2012-3. Resultado a ser comemorado pela Juventus, que havia vencido o Siena no sábado (3a0) e com isso aumentou a diferença para seis pontos em relação aos napolitanos, vice-líderes. No dia primeiro de março, próxima rodada, Napoli e Juventus fazem no estádio San Paolo o confronto direto na disputa pelo título, onde a obrigação da vitória cai toda ela para o time da casa, única ameaça real ao bicampeonato consecutivo juventino.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real através do @jogandoagora #UdiNap)

Com duas equipes interessadas em atacar, a partida logo teve chances interessantes de gol para ambos os lados. Aos três minutos, Mesto cruzou da direita e a bola passou tanto pelo goleiro Pandelli quanto por Cavani e Insigne, assustando os donos da casa.

Muriel e Cavani eram as respectivas referências na área para Udinese e Napoli, com Di Natale e Insigne caindo pelos flancos na busca por espaços. Só que eram raros os momentos em que os atacantes conseguiam levar vantagem sobre as defesas oponentes. Num jogo equilibrado como esse, qualquer chance mais clara tem um peso maior, e Cavani não aproveitou a que teve aos vinte e um, desperdiçando a finalização após cruzamento de Hamsik.

Os goleiros tinham pouco trabalho na partida, mas aos trinta e cinco Padelli foi determinante para manter o placar zerado: Armero, ex-Udinese e estreando como titular na equipe de Walter Mazzarri, avançou pela esquerda, cruzou bem e Hamsik cabeceou no canto esquerdo, com Padelli espalmando.

Veio o segundo tempo e o desenho do jogo estava explícito: Napoli na iniciativa da posse de bola e Udinese dedicada aos contra-ataques. Aos cinco minutos, os mandantes contra-atacaram bem, mas Muriel não tirou proveito na ótima posição em que se encontrava após sobra de bola em chute de Di Natale, chutando para fora.

A entrada de Pandev no lugar de Inler sugeria um Napoli mais ofensivo, mas essa presença no ataque não foi sinônimo de grandes chances de gol. Mazzarri ainda colocou Dzemaili no lugar de Cannavaro e Zúñiga na posição de Mesto. Era tarde. De todos os jogadores que entraram com a partida em andamento, quem se destacou um pouco mais foi o brasileiro Maicosuel, que entrou no lugar de Di Natale e deu nova dinâmica aos contra-ataques. Mas nada que fosse capaz de mudar o resultado. Aliás, dentro de casa a Udinese somente perdeu para a Juventus, estando invicta há onze partidas de Série A diante de seus torcedores.

O time dirigido por Francesco Guidolin, em nono na tabela, enfrenta o Pescara fora de casa na próxima rodada (adversário pressionado pela incômoda posição de vice-lanterna). Já o Napoli faz "o jogo do ano" diante da Juventus. Há cinco jogos sem vencer na temporada e com Cavani sem marcar gol há sete compromissos, a fanática torcida napolitana espera que seja colocado um ponto final nessas estatísticas negativas.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Virada De Campeão Ou Futebol De Time Do Allegri?

Com alguns desfalques e muitas dificuldades, o Milan conseguiu sair com uma vitória de virada em Údine, alcançando provisoriamente a liderança na Série A italiana - o Rossonero tem dois pontos a mais que a vice-líder Juventus, só que a Vecchia Signora, que volta a atuar na segunda-feira, possui dois jogos a menos. A partida disputada no estádio Communale Friuli parecia sob controle para o time da casa, que vencia por 1a0 e conseguia conter as esporádicas investidas oponentes. Só que a entrada do argentino Maximiliano Gastón López na equipe visitante conseguiu dar novo ânimo para os milanistas, que somaram três pontos bastante festejados após o apito derradeiro do árbitro Mauro Bergonzi. Com a derrota, a Udinese não conseguiu ingressar na zona de classificação para a Liga dos Campeões da Europa, deixando o time um ponto atrás da 3ª colocada, a Lazio (nessa temporada, a Itália levará três representantes para a próxima edição da mais importante competição de clubes europeus, e não mais quatro).

O jogo

Bem arrumado na defesa e saindo com qualidade e entrosamento nos contra-ataques, o time da Udinese atuava melhor que o Milan e, com méritos, abriu o placar aos dezoito minutos: o atacante Antonio Di Natale recebeu pela esquerda e, acompanhado por Thiago Silva, descolou chute com a perna canhota, com a bola desviando no defensor brasileiro e indo parar no canto direito do gol defendido por Marco Amelia. 1a0 Udinese e festa da torcida local naquela fria tarde de inverno italiano.

Sentindo ausências de jogadores como Mark van Bommel, Kevin-Prince Boateng e Zlatan Ibrahimovic, o Milan de Massimiliano Allegri era um deserto de opções de jogadas, não conseguindo tirar proveito nem da categoria de Clarence Seedorf, nem da velocidade de Robinho, nem tampouco da movimentação de Stephan El Shaarawy. Chutes de longa distância de Seedorf (defendido tranqüilamente por Samir Handanovic) e Philippe Mexès (passando sem perigo, à direita) foram o resumo das "oportunidades criadas" pelo atual campeão no primeiro tempo. Em contrapartida, o time da casa mostrava boa desenvoltura na transição ao ataque, contando com Pablo Armero e Mauricio Isla para fazerem a aproximação ao goleador Di Natale, que fazia grande partida.

Veio o segundo tempo e as formações foram mantidas tanto por Francesco Guidolin quanto por Allegri. O Milan até conseguia ter a posse de bola, mas seguia esbarrando na bem postada defesa da Udinese, que tinha no brasileiro Danilo (ex-Palmeiras) um personagem importante. Seu companheiro Maurizio Domizzi não apenas era implacável na marcação como ainda se apresentava na frente, quase marcando o segundo em contra-ataque fulminante, tendo a finalização de bico defendida por Amelia.

E aí as coisas começariam a sofrer modificações. De tanto apanharem dos milanistas, surgiu uma contusão de um jogador da Udinese: em dividida com Massimo Ambrosini, Isla levou a pior e deixou o campo na maca. Queira Deus que não seja nada grave - os gemidos de dor do chileno e a imagem de sua perna direita sendo prensada no gramado são capazes de chocar. Em seu lugar entrou Giovanni Pasquali, aos quinze minutos. Cinco minutos mais tarde, quem mexeu foi o Milan: Nocerino deu lugar a Máxi López. Típica substituição que você só verá o Allegri fazer com o placar adverso... A Udinese voltou a ter chances de abrir 2a0, mas desperdiçou novamente, como em chegada onde Armero poderia se antecipar a Mexès mas permitiu a intervenção do francês em ataque onde só restava o arqueiro oponente pela frente. Explicitando cansaço, Di Natale, que caminha para a terceira temporada seguida como goleador da Série A, deu lugar a Antonio Floro Flores, aos vinte e nove. E, dois minutos depois, quiseram os deuses do futebol que saísse o gol de empate: El Shaarawy, italiano de descendência egípcia, chutou cruzado pela esquerda, o goleiro esloveno Handanovic deu rebote e Máxi López não perdoou, mandando pra rede. Bola que o arqueiro poderia - e deveria - ter encaixado, mas jogo que segue.

Oito minutos depois de López aproveitar o rebote de um chute de El Shaarawy, foi a vez do argentino "retribuir": em contra-ataque pelo flanco direito, Máxi foi à linha final e passou rasteiro, com o jovem de dezenove anos finalizando como manda o figurino, firme e no canto, virando o jogo em Údine. Aproximáva-se o final do jogo e, enquanto Guidolin trocava o volante Michele Pazienza pelo atacante romeno Gabriel Torje, Allegri ratificava aquilo que o blogueiro acha dele ao optar por recuar o time, tirando Robinho para colocar o defensor Daniele Bonera. O Milan ainda passou um sufoco, com direito a defesa de Amelia em chute de Torje para evitar o gol de empate da equipe que melhor atacava no jogo. Mas o placar persistiu e os milanistas puderam celebrar mais três pontos na tabela, garantindo um domingo no topo da classificação na competição. Não será com esse futebol que permanecerá por ali...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Arsenal Vira Em Udine E Está Na Fase De Grupos

Em boa partida realizada no estádio Communale Friuli, o Arsenal virou o jogo pra cima dos donos da casa e garantiu a classificação para a fase de grupos na Liga dos Campeões da Europa. A Udinese ingressa na Liga Europa, segunda competição clubística mais importante no continente europeu.

O jogo

Uma Udinese sem o chileno Alexis Sánchez e um Arsenal sem o espanhol Francesc Fàbregas (ambos negociados com o Barcelona) foram a campo em Udine mostrando muita vontade de atacar o adversário. Para os donos da casa, nada mais que o natural, afinal, a equipe havia perdido o jogo de ida por 1a0 em Londres e necessitava de gols para avançar. Para o Arsenal, o cumprimento de uma filosofia de jogo adotada pelo técnico francês Arsène Wenger, que monta equipes jovens e com vocação ofensiva, valorizando a posse de bola e buscando pressionar o oponente.

A maior estrela da equipe italiana era o atacante Antonio Di Natale, que atuava justificando a idolatria que lhe é prestada pelos torcedores alvinegros: o camisa 10 de 33 anos de idade teve gol anulado, mandou bola na trave e, de tanto insistir, abriu o placar aos 38 minutos, cabeceando consciente após bonito lançamento de Giampiero Pinzi. Os goleiros Samir Handanovic e Wojciech Szczesny foram responsáveis diretos por não termos mais gols antes do intervalo, uma vez que oportunidades não faltaram para uma partida bastante movimentada.

No intervalo, Arsène Wenger promoveu uma troca: saiu o jovem Emmanuel Yaw Frimpong (ganês naturalizado inglês de 19 anos) e entrou o tcheco Tomas Rosicky, de 30 e no clube desde 2006. Além da mexida em si já ter proporcionado um efeito benéfico ao Arsenal, as trocas de posição entre Theo Walcott e Gervinho também foram relevantes para o crescimento de produção do time, que conseguia levar vantagem pelos flancos e atuava preferencialmente pelo lado esquerdo, dessa vez explorando as investidas de Walcott, que na etapa inicial se movimentava mais pelo lado direito. Porém, quem apareceria pela esquerda para fazer a jogada do gol de empate seria exatamente o marfinense Gervinho: ele foi à linha-de-fundo escapando da marcação e serviu o holandês Robin van Persie, que completou pra rede, aos 9 minutos.

Aquele placar de 1a1 obrigava a Udinese a buscar uma vitória por pelo menos dois gols de diferença, já que o Arsenal passava a levar vantagem no número de gols marcados fora de casa. E nada como uma penalidade máxima para reacender a esperança italiana no confronto: o belga Thomas Vermaelen supostamente colocou a mão na bola dentro da área (pelo menos foi isso que aparentou acusar um dos auxiliares). Aos 13 minutos, Di Natale foi pra cobrança, mandou forte e eis que Szczesny realizou defesa sensacional, conseguindo esticar o braço para cima e desviar uma bola que ainda tocou no travessão antes de sair em escanteio - muito mais um pênalti defendido pelo goleiro do que perdido pelo atacante.

Mesmo com o colombiano Pablo Armero se apresentando no campo de ataque e com o ganês Emmanuel Agyemang-Badu tendo destacável atuação no meio-campo italiano, o fato é que o Arsenal a cada momento se aproximava mais da virada, explorando a velocidade de Gervinho e Walcott, que se lançavam nas costas dos laterais e tinham bastante campo para percorrer em alta velocidade. Aos 24 minutos, Bacary Sagna, que jogou na lateral-esquerda, tabelou com Walcott colocando o camisa 14 de frente com Handanovic, situação que não teve perdão: com um chute no contrapé do arqueiro esloveno, Walcott virou o jogo praticamente definindo a classificação inglesa. O italiano Fabio Capello, técnico do "English Team", não tinha muitos ingleses para ver em campo, mas deve ter se deliciado com a partida e com a decisiva performance de Walcott, que tem tudo para ser titular na seleção num futuro não muito distante.

Handanovic ainda realizou outras belas defesas, incluindo chutes frontais, e evitou que a derrota fosse maior. No final, ecoaram sons de aplausos da torcida local durante uma belíssima troca de passes dos comandados de Wenger, com direito a toque de letra de van Persie. É fato que, após negociar Cesc Fàbregas e Samir Nasri, faz-se necessário o investimento em um ou outro reforço na equipe. Mas o mais importante é que o futebol arte segue firmemente representado por essa equipe londrina. Os dois jogadores, aliás, parabenizaram a equipe pela classificação e mostraram admiração pela performance do agora ex-clube.

sábado, 9 de abril de 2011

Se Maltratar A Bola Fosse Crime...

Udinese e Roma atuaram no estádio Communale Friuli e, apesar da partida ter sido quase toda ela de pouquíssima criatividade e jogadas mais elaboradas, o final de jogo foi absolutamente emocionante. Com a vitória por 2a1, os romanos mantém acesa a chama da esperança de disputar a próxima edição da Liga dos Campeões da Europa: a equipe é 6ª colocada com 53 pontos, ficando 3 pontos atrás da atual 4ª colocada, que é exatamente a Udinese.

O jogo

A grande arrancada que a Udinese conseguiu nas últimas rodadas do Campeonato Italiano aliada ao fato de o time alvinegro contar com alguns jogadores interessantes (como por exemplo o goleador Antonio Di Natale e o habilidoso chileno Alexis Sánchez) me despertaram vontade e curiosidade de ver como atua a equipe comandada por Francesco Guidolin. E o resultado (não do jogo, mas da satisfação daquela curiosidade), foi uma decepção. Talvez muito do (não) apresentado pela Udinese deva-se ao desfalque de Sánchez. Talvez pelo fato de Di Natale ter, aos 26 minutos, solicitado substituição (não foi atendido e permaneceu no campo até o apito final do árbitro Antonio Damato). O fato é que o primeiro tempo foi tão sofrível que o encerramento aos 44 minutos e 59 segundos poupou o telespectador de pelo menos mais um segundo de maus tratos à bola.

Veio a segunda etapa e nenhuma substituição foi realizada no intervalo. Será que Guidolin e Vincenzo Montella estavam gostando do que se passava no gramado? Bem, sem muita coisa sendo criada, a Roma teve a chance de abrir o placar em um pênalti que caiu do céu, pois dado o desenho do lance, o chileno David Pizarro não iria arrumar nada de especial na jogada pelo lado direito no interior da grande área, mas foi derrubado e o árbitro acertou em apontar a penalidade. Na cobrança, Francesco Totti fez valer tudo aquilo que cerca a sua personalidade polêmica e converteu com uma cavadinha no centro do gol. É a arte de fazer de uma simples cobrança de pênalti um belo gol. 1a0 no placar aos 11 minutos do segundo tempo.

A Udinese, que raramente incomodava o goleiro brasileiro Doni, passou a ter maior presença de ataque quando o treinador preparou duas substituições (principalmente após a segunda delas): aos 23 minutos saiu o suíço Almen Abdi (cidadão nascido no Kosovo) para a entrada do colombiano Juan Guillermo Cuadrado Bello e 3 minutos depois entrou o atacante Bernardo Corradi no lugar do argentino Germán Gustavo Denis. Olhando para os jogadores envolvidos nas duas mexidas, saíram um meio-campista e um atacante para a entrada de um defensor e de outro atacante. Mas a disposição e participação do experiente Bernardo Corradi foram determinantes para empurrar o time da casa para o campo ofensivo. E o empate aconteceu aos 42 minutos, quando Corradi ganhou na disputa aérea ajeitando de cabeça e encontrando Di Natale que, aproveitando o espaço concedido por Juan, mostrou oportunismo para empatar a partida.

E a Udinese alcançaria uma incrível virada aos 46 minutos: após bate-rebate, o ganês Kwadwo Asamoah empurrou para dentro. Mas, por ter usado o braço, o lance foi invalidado. Eram prometidos 4 minutos como acréscimo e, pra lá dos 48 minutos, a Roma avançou pela esquerda em cobrança rápida de lateral para o norueguês John Arne Semundseth Riise, que tocou atrás e o capitão Totti, da risca da pequena área, completou pra rede. Foi o último ato de um jogo que melhorou já perto do seu final e que acabou ficando com um gostinho de que, fossem dados mais alguns minutos, teríamos mais bola na rede.
Francesco Totti é abraçado por Daniele De Rossi após o 1º gol, cobrando pênalti com estilo. Camisa 10 romano também faria o 2º, decretando a vitória no finalzinho do jogo.

Outro resultado

Internazionale 2a0 Chievo

Nesse domingo, 8 jogos completam a 32ª rodada

Juventus (7º) e Genoa (12º)
Cagliari (10º) e Brescia (19º)
Bari (20º) e Catania (14º)
Palermo (8º) e Cesena (18º)
Sampdoria (15º) e Lecce (17º)
Bologna (11º) e Napoli (3º)
Lazio (5º) e Parma (16º)
Fiorentina (9º) e Milan (1º)