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sábado, 9 de abril de 2011

Se Maltratar A Bola Fosse Crime...

Udinese e Roma atuaram no estádio Communale Friuli e, apesar da partida ter sido quase toda ela de pouquíssima criatividade e jogadas mais elaboradas, o final de jogo foi absolutamente emocionante. Com a vitória por 2a1, os romanos mantém acesa a chama da esperança de disputar a próxima edição da Liga dos Campeões da Europa: a equipe é 6ª colocada com 53 pontos, ficando 3 pontos atrás da atual 4ª colocada, que é exatamente a Udinese.

O jogo

A grande arrancada que a Udinese conseguiu nas últimas rodadas do Campeonato Italiano aliada ao fato de o time alvinegro contar com alguns jogadores interessantes (como por exemplo o goleador Antonio Di Natale e o habilidoso chileno Alexis Sánchez) me despertaram vontade e curiosidade de ver como atua a equipe comandada por Francesco Guidolin. E o resultado (não do jogo, mas da satisfação daquela curiosidade), foi uma decepção. Talvez muito do (não) apresentado pela Udinese deva-se ao desfalque de Sánchez. Talvez pelo fato de Di Natale ter, aos 26 minutos, solicitado substituição (não foi atendido e permaneceu no campo até o apito final do árbitro Antonio Damato). O fato é que o primeiro tempo foi tão sofrível que o encerramento aos 44 minutos e 59 segundos poupou o telespectador de pelo menos mais um segundo de maus tratos à bola.

Veio a segunda etapa e nenhuma substituição foi realizada no intervalo. Será que Guidolin e Vincenzo Montella estavam gostando do que se passava no gramado? Bem, sem muita coisa sendo criada, a Roma teve a chance de abrir o placar em um pênalti que caiu do céu, pois dado o desenho do lance, o chileno David Pizarro não iria arrumar nada de especial na jogada pelo lado direito no interior da grande área, mas foi derrubado e o árbitro acertou em apontar a penalidade. Na cobrança, Francesco Totti fez valer tudo aquilo que cerca a sua personalidade polêmica e converteu com uma cavadinha no centro do gol. É a arte de fazer de uma simples cobrança de pênalti um belo gol. 1a0 no placar aos 11 minutos do segundo tempo.

A Udinese, que raramente incomodava o goleiro brasileiro Doni, passou a ter maior presença de ataque quando o treinador preparou duas substituições (principalmente após a segunda delas): aos 23 minutos saiu o suíço Almen Abdi (cidadão nascido no Kosovo) para a entrada do colombiano Juan Guillermo Cuadrado Bello e 3 minutos depois entrou o atacante Bernardo Corradi no lugar do argentino Germán Gustavo Denis. Olhando para os jogadores envolvidos nas duas mexidas, saíram um meio-campista e um atacante para a entrada de um defensor e de outro atacante. Mas a disposição e participação do experiente Bernardo Corradi foram determinantes para empurrar o time da casa para o campo ofensivo. E o empate aconteceu aos 42 minutos, quando Corradi ganhou na disputa aérea ajeitando de cabeça e encontrando Di Natale que, aproveitando o espaço concedido por Juan, mostrou oportunismo para empatar a partida.

E a Udinese alcançaria uma incrível virada aos 46 minutos: após bate-rebate, o ganês Kwadwo Asamoah empurrou para dentro. Mas, por ter usado o braço, o lance foi invalidado. Eram prometidos 4 minutos como acréscimo e, pra lá dos 48 minutos, a Roma avançou pela esquerda em cobrança rápida de lateral para o norueguês John Arne Semundseth Riise, que tocou atrás e o capitão Totti, da risca da pequena área, completou pra rede. Foi o último ato de um jogo que melhorou já perto do seu final e que acabou ficando com um gostinho de que, fossem dados mais alguns minutos, teríamos mais bola na rede.
Francesco Totti é abraçado por Daniele De Rossi após o 1º gol, cobrando pênalti com estilo. Camisa 10 romano também faria o 2º, decretando a vitória no finalzinho do jogo.

Outro resultado

Internazionale 2a0 Chievo

Nesse domingo, 8 jogos completam a 32ª rodada

Juventus (7º) e Genoa (12º)
Cagliari (10º) e Brescia (19º)
Bari (20º) e Catania (14º)
Palermo (8º) e Cesena (18º)
Sampdoria (15º) e Lecce (17º)
Bologna (11º) e Napoli (3º)
Lazio (5º) e Parma (16º)
Fiorentina (9º) e Milan (1º)

terça-feira, 11 de maio de 2010

França Sem Benzema, Itália Sem Totti E Holanda Sem Seedorf: Vai Entender...

Futebol é uma caixinha de surpresas. Esse ditado já virou clichê no mundo da bola. E, pelos exemplos que trazemos de Dunga, Raymond Domenech, Marcello Lippi e Bert van Marwijk, poderíamos adaptar a velha máxima trocando a palavra "futebol" por "cabeça de treinador".

Aqui mostraremos as listas de convocados de 3 seleções que merecem atenção na Copa 2010: as finalistas de 2006 França e Itália, além da seleção de maior seqüência de invencibilidade no momento, a Holanda.

É incontestável que tratam-se de três grupos fortes e que têm todo o direito de buscar algo de respeito nesse Mundial. Mas é de chamar atenção a ausência de alguns atletas, seja pelo nome que eles construíram no futebol, seja pelo grande momento que vivem atualmente, seja pelo combinado das duas coisas.

Jovem estrela francesa, Karim Benzema não poderá brilhar na Copa do Mundo 2010.

Domenech, finalista na Copa passada, anunciou os seguintes 30 nomes, dos quais 7 serão excluídos.

Goleiros: Hugo Lloris (Lyon), Steve Mandanda (Olympique de Marselha), Cédric Carrasso (Bordeaux) e Mickaël Landreau (Lille);
Defensores: Bacary Sagna (Arsenal-ING), Eric Abidal (Barcelona-ESP), William Gallas (Arsenal-ING), Patrice Evra (Manchester United-ING), Rod Fanni (Rennes), Adil Rami (Lille), Sébastien Squillaci (Sevilla-ESP), Gaël Clichy (Arsenal-ING), Marc Planus (Bordeaux) e Anthony Reveillère (Lyon);
Meio-campistas: Jérémy Toulalan (Lyon), Lassana Diarra (Real Madrid-ESP), Alou Diarra (Bordeaux), Yoann Gourcuff (Bordeaux), Abou Diaby (Arsenal-ING), Yann M'Vila (Rennes), Florent Malouda (Chelsea-ING);
Atacantes: Sidney Govou (Lyon), Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE), Thierry Henry (Barcelona-ESP), Nicolas Anelka (Chelsea-ING), Djibril Cissé (Panathinaikos-GRE), André-Pierre Gignac (Toulouse), Mathieu Valbuena (Olympique de Marselha), Hatem Ben Arfa (Olympique de Marselha) e Jimmy Briand (Rennes).

Nem Patrick Vieira (Manchester City) nem Karim Benzema (Real Madrid) estarão na África do Sul. O primeiro é um volante que fez história com a camisa do Arsenal e que teve boa participação na Copa passada. Mas o grande período em desuso na Internazionale, antes de acertar o retorno ao futebol inglês, deve ter pesado na decisão do treinador. Benzema transferiu-se do Lyon para o Real e não faz uma boa temporada. Porém, tecnicamente é um jogador de grande qualidade e não por acaso Alex Ferguson insiste em levá-lo para o Manchester United.

Francesco Totti e o troféu da Copa do Mundo 2006: Azzurra buscará outro exemplar sem contar com o camisa 10 romano.

A atual campeã mundial irá para a África do Sul abrindo mão de alguns jogadores que foram importantes na conquista em solo alemão - casos de Alessandro Del Piero e Francesco Totti, ídolos na Juventus e na Roma, respectivamente. Há outros nomes ausentes que causam algum impacto: Alberto Aquilani, Antonio Cassano, Mario Balotelli e o brasileiro Amauri.

Dos 30 nomes abaixo, 23 embarcarão com a Azzurra.

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Marchetti (Cagliari), Sirigu (Palermo);
Defensores: Bocchetti (Genoa), Bonucci (Bari), Cannavaro (Juventus), Cassani (Palermo), Chiellini (Juventus), Criscito (Genoa), Grosso (Juventus), Maggio (Napoli), Zambrotta (Milan);
Meio-campistas: Camoranesi (Juventus), Candreva (Juventus), Cossu (Cagliari), Gattuso (Milan), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Palombo (Sampdoria), Pepe (Udinese), Pirlo (Milan), De Rossi (Roma);
Atacantes: Borriello (Milan), Di Natale (Udinese), Gilardino (Fiorentina), Iaquinta (Juventus), Pazzini (Sampdoria), Quagliarella (Napoli), Rossi (Villarreal-ESP).

De toda forma, a lista de Lippi é coerente com o que o técnico afirmara de manter o planejamento e somente convocar jogadores que vinham sendo chamados.

Meia de muita técnica, Clarence Seedorf vestiu 87 vezes essa camisa, mas não exibirá seu talento na próxima Copa.

A seleção holandesa, por sua vez, tem como principal característica o fato de apresentar um futebol ofensivo, com elencos recheados de jogadores com caracterísiticas que fazem jus à filosofia de jogo da Laranja Mecânica. Porém, mesmo com esse estilo de jogo que lhe é marca registrada, a Holanda convocada por Bert van Marwijk não terá jogadores como Clarence Seedorf (desde 2002 conduzindo a meiuca milanesa) e Ruud van Nistelrooy, que fez boa temporada com o Hamburgo. O curioso é que Klaas Jan-Huntelaar, contestado no Milan, figura na listagem de 30 nomes.

Goleiros: Maarten Stekelenburg (Ajax), Sander Boschker (Twente), Michel Vorm (Utrecht);
Defensores: Andre Ooijer (PSV Eindhoven), Vurnon Anita (Ajax), Khalid Boulahrouz (Stuttgart-ALE), Edson Braafheid (Celtic-ESC), Giovanni van Bronckhorst (Feyenoord), John Heitinga (Everton-ING), Joris Mathijsen (Hamburg-ALE), Ron Vlaar (Feyenoord), Gregory van der Wiel (Ajax);
Meio-campistas: Wesley Sneijder (Inter de Milão-ITA), Otman Bakkal (PSV Eindhoven), Mark van Bommel (Bayern de Munique-ALE), Wout Brama (FC Twente), Orlando Engelaar (PSV Eindhoven), Ibrahim Afellay (PSV Eindhoven), Nigel de Jong (Manchester City-ING), Stijn Schaars (AZ Alkmaar), David Mendes da Silva (AZ Alkmaar), Rafael van der Vaart (Real Madrid-ESP), Demy de Zeeuw (Ajax);
Atacantes: Arjen Robben (Bayern de Munique-ALE), Ryan Babel (Liverpool-ING), Eljero Elia (Hamburgo-ALE), Dirk Kuyt (Liverpool-ING), Jeremain Lens (AZ Alkmaar), Robin van Persie (Arsenal-ING), Klaas Jan Huntelaar (Milan-ITA).

Podemos até ter dificuldades em entender as ausências de Seedorf e Nistelrooy, mas com um grupo como esse, fica a certeza de que a Laranja poderá, sim, render um belo suco.