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domingo, 17 de agosto de 2014

Começa Bem A Busca Do Bi: Manchester City Vence Newcastle Em St. James Park

Foto: Ian Macnicol /AFP
Depois de acompanhar a vitória de virada do Arsenal sobre o Crystal Palace ontem, hoje foi a vez de assistir a estréia de Newcastle e Manchester City no Campeonato Inglês. Novamente, uma partida de final eletrizante, definida nos acréscimos. Os atuais campeões venceram os donos da casa por 2a0 em Saint James Park, com gols de David Silva (em linda assistência de Edin Dzeko) e Sergio Agüero (em lance onde mostrou saber chutar com ambas as pernas).

O resultado foi construído com bastante dificuldade e isso é muito mais por méritos da equipe alvinegra do que por qualquer crítica que possamos fazer aos azuis de Manchester. A linha de defesa globalizada com o holandês Janmaat, o inglês Williamson, o argentino Colloccini e o francês Drummett mostrou-se firme em praticamente todo o decorrer do jogo. Para desmontá-la, era necessário algo diferente. E quem fez algo assim foi o bósnio Dzeko, que com um passe de calcanhar deixou o espanhol Silva na cara do goleiro Krul: 1a0 para os visitantes, aos trinta e sete de partida.

Além do lance do gol, o primeiro tempo teve alguns outros acontecimentos dignos de registro. O principal, sem dúvida alguma, foi a manifestação do Newcastle com relação aos dois torcedores mortos na tragédia do avião abatido na Ucrânia: para homenagear a dupla de adeptos que viajava para acompanhar os Magpies na pré-temporada na Nova Zelândia, o clube prestou um minuto de silêncio (silêncio que era silêncio mesmo, na real acepção do termo, aquela que não sabemos respeitar por aqui). Com bola rolando, aos dezessete minutos foi a vez da torcida homenagear seus pares com uma arrepiante seqüência de um minuto de aplausos, quando o relógio marcava 17, data da catástrofe aérea em julho e que completava um mês na data de hoje.

Entre os jogadores em campo, destaque para o insinuante meia francês Remy Cabella. Embora por vezes mais presepeiro do que o tolerável, é fato que o camisa vinte do Newcastle foi o elemento que mais causou dificuldades à defesa do Manchester City. Assustou Hart em tentativa de cobertura com cavadinha, envolveu a marcação de quem quer que fosse pra cima dele e conseguiu protagonizar belos lances individuais, como na jogada em que passou como quis por Demichelis, que só conseguiu pará-lo faltosamente.

Mas, para conseguir o empate, o Newcastle precisava de mais. Precisava de poder de definição. E isso nem Cabella nem ninguém foi capaz de oferecer ao treinador Alan Pardew, que até tentou alternativas através das entradas de Obertan, Aarons e Pérez. Aliás, foi desse último a maior chance de igualar o placar: logo depois de entrar, seu chute cruzado desviou em Fernando e passou perto da trave esquerda. Ainda houve nova grande chance para os mandantes empatarem, quando Cabella serviu Sissoko e o meio-campista isolou a finalização frontal. Mais capricho tiveram os comandados de Manuel Pellegrini: Sergio Agüero, que entrara menos de dez minutos antes, recebeu a bola aos quarenta e sete, chutou com a esquerda parando em defesa de Krul e aproveitou o próprio rebote, desta vez com a direita.

O City pode não ter sido em Saint James Park algo parecido com aquela máquina que marcou 102 gols na edição passada de Premiership, mas mostrou qualidades dignas de um campeão. Soube se comportar bem tanto quando tinha a posse de bola como quando a redonda estava sob domínio do adversário, momentos divididos em democráticos 50% do tempo de bola rolando. O montenegrino Jovetic proporcionou alguns belos lances, mostrando-se um elemento que pode agregar bastante ao time. Yaya subiu de rendimento na etapa complementar, Fernando foi bastante regular na proteção à defesa e Dzeko buscou jogo, não se limitando a ficar fazendo a função de pivô dentro da grande área, inclusive dando lindo passe no lance do gol do ótimo David Silva.

É apenas o início de temporada e qualquer prognóstico a essa altura é prematuro. Só que uma coisa já parece certa: estamos diante de mais um ótimo Campeonato Inglês. Esses dois jogos que assisti na primeira rodada não me deixam mentir.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mesmo Sem Título, Arsenal Termina Temporada Por Cima

A grandiosa arrancada do Arsenal vivenciada nas últimas rodadas de Campeonato Inglês (sem esquecer a vitória por 2a0 sobre o Bayern, em Munique, na ocasião da eliminação européia) foram recompensadas no compromisso derradeiro dos comandados de Arsène Wenger na presente temporada: com uma vitória sobre o Newcastle em Saint James Park (1a0), a equipe manteve o retrospecto exitoso de marcar presença na maior competição continental de clubes.

O jogo em si não foi fácil, combinando com a dificuldade que foi a temporada como um todo. Mas é notório como houve grande evolução na competitividade da equipe no comparativo com momentos anteriores. O estilo de jogo é aquele à la Wenger, com trocas de passes rasteiros e movimentação intensa para envolver o oponente e achar espaços no campo. Mas, de alguma maneira, o Arsenal conseguiu desenvolver sua filosofia de forma mais equilibrada, isto é, comprometendo cada vez menos o sistema defensivo. Nessa partida diante do Newcastle, foram concedidas poucas oportunidades de gol ao adversário, que é um time qualificado (apesar da temporada ruim).

Fato é que o torcedor do Arsenal comemorou um desfecho positivo, pois muitos chegaram a duvidar da capacidade da equipe em ficar dentro da zona de classificação para a Liga dos Campeões da Europa, até porque por bastante tempo a equipe ficou abaixo dessa região na tabela de classificação. Para melhorar o gostinho do dever cumprido, o Tottenham ficou logo atrás, indo para a Liga Europa. Só que, convenhamos, estamos falando de um clube que precisa ter títulos e troféus em seu vocabulário anual, em seu linguajar cotidiano. O Arsenal sempre foi grande. E, desde Wenger, é um grande que tem enorme capacidade de encantar. Taças são consequência disso tudo, e o Arsenal está em ótimas mãos com esse que é o técnico de maior longevidade num clube inglês (Alex Ferguson está oficialmente aposentado). Talvez o que falte seja um maior ímpeto mercantil por jogadores de ponta, aquele tipo de atleta que seja o investimento pesado para decidir jogos específicos e conduzir o time a um degrau acima. Não é uma necessidade, mas uma alternativa altamente válida.

Quanto ao Newcastle, é plenamente possível almejar coisas maiores na próxima temporada. Pardew tem um contrato longo (até 2020) e a confiança da direção, apesar da colocação pífia na liga nacional (16º). Teve seu poder de ataque enfraquecido após a saída do goleador Demba Ba, mas com alguns ajustes poderá se colocar como concorrente a um lugar em competição européia. O grande atrativo nessa partida final foi a homenagem feita pelos torcedores, que chegaram a causar emoção no agora aposentado goleiro Harper, ícone na história do clube por sua longevidade e fidelidade. O camisa 37, aos 38 anos, foi às lágrimas entre os minutos 37 e 38, quando a massa nas arquibancadas celebrou em bonita manifestação. E o Newcastle tem nessa fanática torcida uma de suas mais fiéis ferramentas de buscar posições melhores na Inglaterra. O clube e os adeptos merecem.

Situação final na Premiership 2012-3

Campeão: Manchester United (89 pontos)
Vice-campeão: Manchester City (78 pontos)
Liga dos Campeões: United, City, Chelsea (75) e Arsenal (73)
Liga Europa: Tottenham (72)
Despromoção: Wigan (36), Reading (28) e Queens Park Rangers (25).
Goleadores: Robin van Persie (Manchester United, 26 gols), Luis Suárez (Liverpool, 23) e Gareth Bale (Tottenham, 21).

domingo, 1 de maio de 2011

Liverpool vence o Newcastle e sonha cada vez mais alto com a Europa.

Esperança trajada em vermelho... Esse deve ser o sentimento da imensa e fanática torcida do Liverpool pelo mundo. O time que nesse campeonato chegou a ser 19º colocado e temer o rebaixamento, vem fazendo uma incrível reação no EPL, muito atribuída ao trabalho do técnico e ídolo da equipe Kenny Dalglish. Hoje, dia após a derrota Tottenham pro Chelsea, o time vermelho finalmente chegou a 5ª colocação, e pela primeira vez no ano a zona de classificação as competições européias. Embora os Spurs tenham um jogo a menos, a ser travado dia 10/05 contra o Manchester City fora de casa, o Liverpool passa a depender só dele para se classificar a UEL, isso porquê ainda terá o confronto direto contra o próprio Tottenham no Anfield na penúltima rodada do campeonato.

Vamos ao jogo deste domingo:

Vindo de uma goleada de 5x0 sobre o Birminghan, o técnico Dalglish manteve na equipe titular o jovem Flanagam e o argentino Maxi, que no ultimo jogo havia deixado o campo com um hat-trick. E se os 3 gols do ultimo jogo já fizeram a fama do sul americano da terra dos Beatles, logo aos 10 minutos de jogo hoje, seu nome seria gritado ainda mais no estádio. Isso porquê em cruzamento de Flanagam Maxi Rodriguez aproveitaria bola rebatida dentro da área e faria o primeiro gol do jogo... Festa em Anfield. A partir de então, o jogo passaria a ficar muito na base do "long ball", de um lado Coloccini arriscava longos cruzamentos para o Newcastle, do outro era Kuyt quem media a força e precisão dos seus longos passes a favor dos mandantes.

Numa excelente partida de Lucas, maior ladrão de bolas da Premier, o Liverpool passaria a maior parte do primeiro tempo atacando, e teria uma excelente chance com Spearing aos 31, mas Gutierrez jogaria a escanteio a tentativa do Red. Os lances seguintes são um festival de escanteios. Não mudaria muito até o segundo tempo.

Aos 13 do segundo tempo, Suárez faria excelente jogada individual, e ao entrar na área, mas seria puxado e derrubado com um penalti convertido por Dirk Kuyt. 2x0 no placar. O terceiro gol sairia 6 minutos depois, e do sempre guerreiro Suárez. O uruguaio após outra excelente jogada individual tabelaria com Kuyt antes de chutar as redes, bela jogada da dupla de ataque mandante. Confirmção da vitória e da festa no Anfield.

Aos 25 do segundo tempo sai o aplaudido Maxi e entra o grandalhão Carrol com a a 9. Dalglish ainda promoveria as entradas de Shelvey e Joe Cole em um Liverpool com um excelente domínio de toque de bola, o que se manteve até o fim do jogo. 5º colocação confirmada, junto com ela a classificação a UEL.

E se a UEL deixa de ser sonho e passa a ser realidade o torcedor red olha pra tabela e se vê a 4 pontos de distância do Manchester City, último classificado a Liga dos campeões, com os skyblues ainda tendo dois jogos a menos que o vermelhos. Missão impossível? Estamos falando de um time que foi campeão dessa mesma Liga após ir ao intervalo de uma final perdendo de 3x0. Mas antes de sonhar demais, é preciso lembrar que a UEL ainda não está garantida, e existem mais batalhas até o fim dessa EPL.

Um Ps: E se o Liverpool é o time do impossível, é bom lembrar que lá em cima na tabela não há somente a disputa pelo titulo e também pela hegemonia inglesa. O Manchester candidato a ultrapassar o time da terra dos Beatles com 19 conquistas ao fim desse campeonato, vê o disputa mais arriscada nesse fim de EPL, isso porque com a vitória do Chelseamencionada, os Azuis de Londres podem passar os Red Devils na próxima rodada e roubar a liderança antes imaculada do United. Vamos aguardar essas emoções finais.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Newcastle E Manchester United Não Saem Do Zero Em St. James' Park

O Newcastle recebeu o atual líder da "Premiership", jogou de igual para igual - isso quando simplesmente não dominou a partida - e saiu de campo com um empate por 0a0 diante de seus torcedores. O resultado não é de todo ruim para o Manchester United, que tem 7 pontos de vantagem (e um jogo a mais) em relação ao Arsenal, maior concorrente ao título. O Newcastle, que aparece em 9º lugar, deverá rumar para o término da competição sem correr riscos de descenso, mantendo-se firme e forte na primeira divisão.

O jogo

Se por um lado o Manchester United teve grande chance de abrir o placar com 1 minuto de jogo (Patrice Evra lançou Wayne Rooney, que centralizou rasteiro para Javier Hernández e o "Chicharito" foi bloqueado pela estupenda intervenção do goleiro holandês Tim Krul), por outro os minutos seguintes foram de total domínio dos donos da casa. Fazendo girar a bola com precisão, velocidade e até certa arte, os comandados de Alan Pardew pareciam enormemente dispostos a quebrar o tabu de 17 jogos sem vencer o Manchester United (oito deles em pleno estádio St. James' Park, com a última vitória alvinegra tendo ocorrido em 14.09.2001, 4a3).

A disposição do marfinense Cheikh Ismael Tioté e as constantes aparições do atacante dinamarquês Peter Rosenkrands Lovenkrands conjuntamente ao seu parceiro de ataque Shola Ameobi causavam sérias dificuldades ao costumeiramente bem postado sistema defensivo do United. Mas quem protagonizava as principais jogadas de ataque não era nenhum desses três atletas supracitados, e sim o argentino Jonás Manuel Gutiérrez: com presença marcante no campo ofensivo, o cabeludo camisa 18 tomava conta do setor esquerdo e alavancava o Newcastle às oportunidades de gol. Quando não era com belas tabelas ou com passes buscando o companheiro livre, Jonás Gutiérrez tomava a iniciativa de partir pra jogada individual, como em lance onde deixou na saudade nada menos do que três adversários e quase abriu o placar com o que seria um golaço.

O gol, porém, não saía. E com o transcorrer do cronômetro o Manchester ia equilibrando as ações e conseguindo sair da situação adversa em que se encontrava, quando era pressionado por todos os cantos pelo oponente. No segundo tempo, a entrada do equatoriano Antonio Valencia no lugar do brasileiro Ânderson sugeria que o time visitante fosse ganhar em velocidade na saída para o ataque, mas a posterior troca do português Nani pelo atacante Michael Owen (ex-Newcastle, bastante hostilizado pela torcida local) acabou talvez "anulando" aquela premissa. Com o time da casa já sem a mesma presença ofensiva, o Manchester tentou o gol da vitória. Mas, em dia onde o passe do galês Ryan Giggs não encaixa e a finalização de Rooney não vai no endereço planejado, não há muito o que fazer. O 0a0 representa a segunda partida consecutiva de Newcastle e Manchester United sem marcar gol.

A 33ª rodada inglesa terá duas partidas nessa quarta-feira, ambas fundamentais para a disputa pelo título. O Chelsea recebe o Birmingham em Stamford Bridge e, a 9 pontos da ponta da tabela, não tem mais o que fazer senão vencer o jogo para continuar sonhando. E o maior jogo da rodada é o clássico do norte de Londres entre Tottenham e Arsenal, em White Hart Lane: enquanto os donos da casa miram conseguir a segunda presença consecutiva na Liga dos Campeões da Europa, o Arsenal está na busca pelo título e pode terminar a rodada 4 pontos atrás do United.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mercado Agitado: Janela De Janeiro Fecha Com Estilo

O encerramento da janela de transferências de janeiro foi agitadaço na Europa, sobretudo na Inglaterra. Chelsea e Liverpool protagonizaram as negociações mais bombásticas e terão caras novas bastante cobiçadas pelo futebol internacional.

O zagueiro brasileiro David Luiz, de 23 anos, trocou o Benfica pelos Azuis de Londres em um negócio girando em torno de 25 milhões de euros (aproximadamente 57 milhões de reais). Nemanja Matic, jogador do Chelsea, deverá atuar no estádio da Luz a partir da próxima temporada como parte da negociação, que também envolve um amistoso entre as equipes.
O Benfica aceitou a proposta dos "Blues" e negociou o zagueiro David Luiz com o clube inglês, onde deverá formar dupla de zaga com John Terry.

Vamos agora dar uma chegada na Terra dos Beatles (prometo retornar à Londres): por 35 milhões de libras (cerca de 93 milhões de reais), o atacante Andy Carroll, que vinha se destacando no Newcastle a ponto de ser convocado por Fabio Capello para o "English Team", junta-se ao elenco do Liverpool em transferência que considero vantajosa ao clube que o vendeu (com todo o respeito ao futebol de Carroll, mas 35 milhões de libras?).
Andy Carroll, centroavante que vinha se destacando com a camisa do Newcastle United, foi contratado pelo Liverpool por 35 milhões de libras.

E não é apenas Carroll que está chegando para Anfield Road. O atacante uruguaio Luis Suárez acertou com os Vermelhos após uma negociação que renderá ao Ajax 26,5 milhões de euros (aproximadamente 60 milhões de reais). Na minha opinião, é mais jogador que Carroll (e acabou saindo "mais barato"). A camisa a ser vestida por "Luisito" será a de número 7, mesmo número que foi usado pelo atual treinador da equipe, o lendário Kenny Dalglish.
O uruguaio Luis Suárez, um dos destaques da "Celeste" no Mundial 2010, trocou o Ajax pelo Liverpool e vestirá a mesma camisa 7 que já foi de Kenny Dalglish.

O leitor deve se perguntar: ué... de onde veio tanta grana para os "Reds" fazerem duas aquisições desse impacto?

E a resposta é a transferência mais bombástica do mercado internacional. Faltando 13 minutos para o encerramento da janela de janeiro, o espanhol Fernando Torres, de 26 anos, assinou contrato que o levará para Stamford Bridge. É isso mesmo, senhoras e senhores: "El Niño" trocou o Liverpool pelo Chelsea e poderá formar uma dupla de ataque arrebatadora ao lado do marfinense Didier Drogba. O preço? 50 milhões de libras, nessa que é a maior cifra envolvendo dois clubes ingleses (a 6ª maior compra da história do futebol mundial).
Fernando Torres sendo perseguido por Terry, Lampard e Mikel. Agora os jogadores de azul correrão atrás de Torres para comemorar os gols do espanhol.

Gosto de dizer que "recordar é viver". E vem a calhar recordar como foi o último encontro entre Liverpool e Chelsea. Após dar uma clicada na partida, confira também o tópico de "equipe e jogada da semana" daquela ocasião.

Os torcedores do Chelsea devem estar se deliciando nesse momento. Os do Liverpool devem estar com um misto de sentimentos que poucos seriam capazes de ponderar: comemorar as chegadas de Carroll e Suárez ou lamentar a saída de Torres, ainda mais para o Chelsea?

A resposta para essa eventual questão eu não tenho. Mas estou ansioso para ver as próximas partidas dessas equipes, principalmente o confronto direto pela "Premiership".

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Newcastle É A Nova Vítima Do Arsenal: 4a0

O Arsenal levou um time recheado de reservas para pegar um também mesclado time do Newcastle pelas oitavas-de-final da Copa da Liga Inglesa. E, em pleno estádio Saint James Park, o resultado final foi uma nova goleada da equipe comandada por Arsène Wenger: 4a0. Recentemente, o Arsenal já havia saboreado duas goleadas em duas competições diferentes: 5a1 no Emirates Stadium diante do Shakhtar Donetsk, pela Liga dos Campeões da Europa, e 3a0 sobre o Manchester City, no estádio City Of Manchester, pela Premiership (não por acaso, este blógui colocou o Arsenal como equipe da semana). No próximo sábado acontecerá o sorteio que definirá os duelos pelas quartas-de-final, onde saberemos a futura vítima da equipe. Ou melhor, o futuro adversário - mantenhamos a compostura.

O jogo

A partida teve início eletrizante. Com menos de um minuto, o Arsenal já havia conseguido duas finalizações que quase terminaram em gol. Menos de um minuto depois, o Newcastle respondeu com um chute também perigoso. Até os 13 minutos, novas chances apareceram, com destaque para duas da equipe da casa: numa, o atacante Nile Ranger ganhou dividida com o goleiro polonês Woljciech Szczesny mas o zagueiro francês Laurent Koscielny apareceu bem na cobertura, bloqueando a finalização para evitar o gol; na outra, o goleiro Woljciech Szczesny conseguiu um leve e providencial desvio após um foguete dado de fora da área por Alan Smith, que ainda carimbou o travessão antes de sair em escanteio.

A intensidade dos minutos iniciais não se manteve, e um jogo que poderia ser frenético passou a ter algumas divididas pouco ponderadas. O desenrolar da partida dava a impressão de que algum jogador poderia ser expulso e que o jogo caminharia sem gols para o intervalo. Meras impressões, pois nada disso se consumou: os ânimos deram uma acalmada e, nos acréscimos da etapa inicial, o Arsenal deu sorte em bate-rebate após cobrança de escanteio e viu o zagueiro Steven Taylor salvar o gol em cima da linha final. Mas, se o adversário salvou, onde está a sorte do Arsenal? Acontece que a bola foi de encontro à cabeça do goleiro Tim Krul e acabou entrando, para desespero do arqueiro holandês.

Na segunda etapa, o segundo gol do Arsenal não demorou para sair: aos 8 minutos, Theo Walcott surgiu em liberdade para ficar cara-a-cara com Krul, concluindo o lance com categórica cavadinha. Jogadores do Newcastle queriam impedimento na jogada, mas quem estava adiantado era outro jogador do Arsenal, o dinamarquês Nicklas Bendtner, que não foi em direção à bola.

O Arsenal diminuiu o ritmo e o Newcastle teve grande melhora após a boa entrada do argentino Jonas Gutiérrez na partida. Tanto ele quanto o outro cabeludo da equipe - Andy Carroll - causaram dificuldades ao sistema defensivo do Arsenal. Mas era a equipe londrina que viria a marcar: aos 38 minutos, Bendnter recebeu, avançou e chutou colocado perto do ângulo esquerdo, marcando belo gol. 5 minutos depois, o espanhol Francesc Fàbregas - que entrara no lugar do mexicano Carlos Vela - deu grande passe e a bola chegou em Walcott, que dessa vez finalizou por baixo do goleiro Krul, fechando a goleada. Neste gol, méritos também para Jay Emmanuel-Thomas, que mostrou visão de jogo ao abrir mão de receber a bola e deixar o passe de Fàbregas ir diretamente para Walcott.

O resultado final até mascara a performance do Newcastle, que criou considerável número de oportunidades, esbarrando diversas vezes na boa atuação do goleiro Szczesny (algum torcedor do Arsenal sentiu saudades de Manuel Almunia ou de Lukasz Fabianski?). Mas uma coisa o placar do jogo retratou bem: este Arsenal é um time interessante de se ver jogar e, se levar essa competição a sério, é possivelmente o time a ser batido. Independentemente da escalação.

Outros resultados

Ontem

Wigan 2a0 Swansea
Manchester United 3a2 Wolverhampton
Leicester 1a4 West Bromwich Albion
Ipswich 3a1 Northampton
Birmingham 1a1 Brentford (vitória do Birmingham por 4a3 nos pênaltis)

Hoje

Aston Villa 2a1 Burnley (1a1 no tempo regulamentar)
West Ham 3a1 Stoke City (1a1 no tempo regulamentar)