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sábado, 28 de novembro de 2015

Com Paixão Nas Arquibancadas E Emoção No Gramado, Ceará Sorri

Imagem extraída de Terra.
Há muitos elementos que tornam o futebol um esporte especial. O Ceará Sporting Club, fundado em 1914, mostrou esse ano alguns desses elementos. Mais precisamente, mostrou na tarde desse sábado um desses elementos: a paixão.

Como se movido por um sentimento que brota em cada coração alvinegro e que explode nas arquibancadas, a equipe de Fortaleza mostrou toda sua força para conseguir o único resultado que o garantiria na Série B para 2016: a vitória.

Nas 37 rodadas anteriores, o Ceará havia conseguido vencer somente onze vezes. A zona de rebaixamento era praticamente o seu habitat natural no torneio de ida-e-volta. E a Série C chegou a parecer um caminho sem retorno. Só que não era o que o seu fanático torcedor desejava. E que seja feita a vontade da massa! Sobretudo dessa massa que lota estádio e torna o futebol ainda mais especial.

Pior para o Macaé. Concorrente direto na luta pela permanência, o clube fluminense conseguiu ficar acima dos quatro últimos lugares por praticamente toda a competição. Mas quiseram os deuses do futebol que, na rodada derradeira, a equipe figurasse na famigerada 17ª posição. Tudo com muita emoção, pois no final do jogo o time visitante esbarrou em duas grandes defesas do goleiro Éverson. Agora é juntar os cacos desse desfecho indesejável e mandar ver na Série C, torneio que o Macaé foi muito bem-sucedido em 2014.

Pelo gol no final do primeiro tempo, pela vitória conquistada, pela fuga do descenso, mas, principalmente, pela paixão que contagia, parabéns ao Ceará Sporting Club. Que o futebol siga recompensando aqueles que vivem essa sensação de que é sempre bom acreditar. Quem sabe em 2017 o Vozão não aparece na Série A?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Engenhão Ou Camp Nou? Botafogo Goleia Ceará Com Casa Cheia E Futebol Arte

Diante de 42.000 presentes no estádio Engenhão, o Botafogo recebeu o Ceará e fez algo mais do que o mero dever de casa: jogou bonito, sufocou o adversário e construiu uma goleada de 4a0 com relativa naturalidade. Com cinco vitórias consecutivas na temporada (todas elas em seu campo), o Botafogo coloca-se definitivamente como forte candidato ao título no Campeonato Brasileiro 2011.

O jogo

A presença e o entusiasmo da torcida botafoguense nas arquibancadas do estádio formavam uma atmosfera contagiante, rara nos jogos do time da estrela solitária, mais acostumado a públicos menores. Mas o futebol de alto nível apresentado pelos comandados de Caio Júnior podem ser um sinal de que o Engenhão poderá testemunhar novas belas festas como a vista no feriado de sete de setembro.

Já aos cinco minutos, Márcio Azevedo cobrou lateral pela esquerda entregando para Elkeson, o camisa 9 escapou da marcação e pôs na área para Herrera: o atacante argentino soube se antecipar ao defensor que o acompanhava e também ao goleiro Diego, esticando a perna para fazer 1a0. A explosão do grito de gol ecoou pelos quatro cantos do estádio.

Passada a forte pressão inicial e o gol sofrido, o Ceará começou a encaixar seu jogo e a freqüentar o campo ofensivo, mas sem conseguir criar chances mais agudas. O gol ficava mais perto de acontecer quando o Botafogo atacava: aos 23 minutos, Elkeson cobrou falta que Diego espalmou próximo ao ângulo esquerdo. Dois minutos depois, Herrera completou de carrinho um chute de Maicosuel e beliscou a trave direita.

A desenvoltura, velocidade e habilidade dos botafoguenses levavam o sistema defensivo cearense a buscar o último recurso para impedir as investidas de ataque dos donos da casa: cometer faltas. Heleno já havia levado cartão amarelo aos 35 minutos e Fabrício também ficou pendurado aos 40 minutos. Aos 43 minutos, Maicosuel ia passando por Fabrício com um drible e foi derrubado pelo marcador, que acabou recebendo seu segundo cartão amarelo pessoal e foi expulso de campo pelo árbitro Edivaldo Elias da Silva.

Se com igualdade numérica o Botafogo era superior, com onze contra dez a diferença de rendimento ficou ainda mais evidente. E o segundo gol já viria na cobrança de falta de onde originou a expulsão: Maicosuel cobrou direto e estufou a rede no canto esquerdo, mas a participação de Herrera resultou na marcação de impedimento (o camisa 17 teria esticado a perna de forma a atrapalhar o goleiro Diego, que a bem da verdade não chegaria na bola de um jeito ou de outro). Curiosamente, quatro atletas botafoguenses comemoravam o gol no campo de ataque enquanto o Ceará contra-atacava, mas o lance logo foi afastado pela defesa alvinegra.

No intervalo, Vágner Mancini trocou Thiago Humberto por Felipe Azevedo e o Ceará veio para o segundo tempo mais focado em buscar o gol de empate do que temeroso de levar o segundo. Aos cinco minutos, Caio Júnior mexeu: saiu Márcio Azevedo e entrou Éverton, de volta ao time após contusão. Márcio Azevedo, por sinal, tomava o rumo do vestiário sem nem passar pelo banco de suplentes, mas foi interceptado por Alessandro: o lateral-direito esbanjou profissionalismo e senso de grupo - coisas que faltaram naquele momento a Azevedo - e foi convencer o lateral-esquerdo a sentar com os companheiros. Logo ouviram-se os gritos da platéia, exaltando a atitude: "Ah! É Alessandro! Ah! É Alessandro!".

E, aos doze minutos, Éverton faria cruzamento certeiro da esquerda e Herrera cabecearia para marcar 2a0, renovando os gritos de "Uh! Herrera! Uh! Herrera!". A partir dali, o Ceará pareceu sentir que pouco poderia ser feito para evitar a derrota diante de um inspirado e estimulado Botafogo, que passou a administrar o jogo no melhor estilo barcelonista: atacando o adversário fazendo uso de belas trocas de passe. Com 27 minutos, Lucas tocou para Herrera, que deu de calcanhar para Maicosuel. O camisa 7 partiu em velocidade para a linha-de-fundo atraindo a marcação, e rolou atrás para Sebastián "El Loco" Abreu finalizar de primeira. 3a0 Botafogo e aquela admirável comemoração do atacante uruguaio, valorizando a jogada coletiva e dando moral para os companheiros.

O que já estava bonito no Engenhão ficou definitivamente marcante aos 37 minutos: "Loco" Abreu abriu de trivela na esquerda, Éverton cruzou caprichosamente por aquele lado e quem completou de cabeça foi... Cidinho, jogador de baixa estatura e que entrara no lugar de Herrera. Primeiro gol do jovem entre os profissionais - provavelmente nem ele imaginaria que fosse acontecer numa jogada aérea.

Com o festival de belos lançamentos protagonizados por Renato, com a atuação maiúscula de Marcelo Mattos, a versatilidade de Abreu (que terminou o jogo atuando como um meio-campista daqueles que distribui o jogo e dita o ritmo da partida) e os insinuantes Maicosuel e Elkeson (que no final deu lugar ao atacante Alex), a torcida botafoguense foi aos céus naquela tarde de independência. Os gritos de "Ah! É Caio Júnior!" caíram sob medida. E os de "Seremos campeões!" surgiram como uma previsão mais do que respeitável. Esse campeonato ficará em boas mãos se o troféu for para General Severiano.
Boa atuação, goleada e casa cheia: pintou o campeão?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Dois Pra Lá, Dois Pra Cá - Passa O Ceará

Após quebrar a invencibilidade do Flamengo na quinta-feira passada e faturar o Campeonato Estadual pela 40ª vez no domingo, o Ceará deu seqüência a uma semana mágica ao arrancar um empate por 2a2 diante do Rubro-negro Carioca e garantir presença na fase semifinal da Copa do Brasil, quando enfrentará o Coritiba por um lugar na final.

O jogo

Muitos foram os ingredientes que indicavam uma partida relevante. Em campo, duas equipes que recentemente conquistaram títulos estaduais em suas unidades federativas. Nas arquibancadas, o público eufórico marcava presença com vibração e bandeirão. Some-se a isso a disposição dos jogadores em seguir na competição que dá vaga à Libertadores e não será difícil imaginar a boa partida que aconteceu no estádio Presidente Vargas, uma das sedes para a Copa do Mundo em 2014.

Melhor desde o apito inicial, o Flamengo era arisco e perigoso em suas empreitadas ofensivas, tanto que aos 5 minutos já colocaria o goleiro Fernando Henrique para praticar difícil defesa no canto esquerdo após chute de fora da área dado por Thiago Neves. Mostrando dificuldades para se defender, o Ceará de Vágner Mancini viu as coisas se complicarem quando o lateral-direito Boiadeiro precisou ser substituído, dando lugar para Diego Macedo.

Para sair o gol, precisaram aparecer os dois jogadores mais talentosos em campo numa mesma jogada: aos 18 minutos, Ronaldinho Gaúcho passou pelo alto para Thiago Neves, que dominou e finalizou com precisão e frieza rara a muitos centroavantes. 1a0 Flamengo.

Embora o revés ainda classificasse o Ceará, o time da casa passou a ser mais incisivo e partiu em busca do gol. Porém, o Flamengo voltaria a balançar a rede cearense aos 26 minutos. E dessa vez bastou o talento de Thiago Neves, que pegou a bola, procurou encontrar um espaço para chutar e, quando encontrou, descolou um remate cruzado da entrada da área, mandando no canto direito e colocando 2a0 no placar.

Com o adversário revertendo a vantagem tão rapidamente, Mancini decidiu mudar as coisas de maneira mais intensa: aos 30 minutos, saiu o lateral-esquerdo Vicente e entrou o atacante Osvaldo. Aos 34', o próprio Osvaldo sofreria uma falta que seria cobrada na cabeça de Washington, diminuindo para 2a1 e naquele momento gerando um resultado que levaria a partida para os pênaltis.

O momento era vantajoso ao time da casa: aos 39 minutos, Sandro Meira Ricci (o mesmo árbitro do polêmico Corinthians e Cruzeiro de 2010) deu o segundo cartão amarelo para Ronaldo Angelim, expulsando o zagueiro-lateral de campo, que na saída do gramado queixou-se alegando que nem falta havia cometido no lance. Para tentar diminuir o prejuízo naquele setor, Vanderlei Luxemburgo optou por trocar o argentino Dario Bottinelli por Egídio, lateral-esquerdo de origem. E eis que aos 42 minutos o Ceará teve escanteio para cobrar pelo lado esquerdo. Após a cobrança, Thiago Humberto escorou dividindo com a marcação e a bola chegou em Washington, que embora não tenha pego na bola do jeito que gostaria, acabou finalizando da forma que precisava para colocar a redonda na rede. 2a2 e tome festa no estádio.

O primeiro tempo ainda não tinha terminado e o Flamengo chegaria ao ataque ficando muito perto de retomar a vantagem no duelo: após a bola bater no travessão, Wanderley pegou o rebote sem goleiro e mandou na trave direita, perdendo gol incrível. Tão logo veio o apito anunciando o intervalo, uma confusão se estabeleceu no gramado, com o goleiro Felipe se desentendendo com alguns policiais que cercavam o árbitro. Ainda sobrou uma expulsão para o treinador Vanderlei Luxemburgo, que não pestanejou em acusar Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol (CONAF), de perseguição.

Veio o segundo tempo e o ritmo não era tão intenso quanto o visto na etapa anterior. De toda forma, as chances continuavam a aparecer. Prova disso é que nos dez primeiros minutos os dois goleiros já haviam evitado novos gols adversários, merecendo destaque a defesa de Fernando Henrique em chute de Renato Abreu aos 3 minutos e a defesa de Felipe após chute de Geraldo, dado de fora da área aos 10.

Com 12 minutos, Luxemburgo tirou Leonardo Moura de campo (não me pergunte o motivo, até agora estou sem entender) e colocou o chileno Gonzalo Fierro. Três minutos depois, Mancini trocou Thiago Humberto por Eusébio. Aos 31, Luxa faria a última mexida do jogo trocando Willians por Negueba, figura bastante acionada pelo lado direito mas que mostrava severas dificuldades em efetuar cruzamentos - e Léo Moura no banco...

O cronômetro avançava e o desfecho era cada vez mais próximo. Embora precisando de um gol para se classificar, o Flamengo parecia esbarrar nas próprias pernas cansadas e ficava mais exposto a contra-ataques do que propriamente mostrava-se capaz de criar situações de gol. O Ceará, valente, contava com Geraldo para cadenciar o toque de bola no meio-campo quando o outrora atacante Iarley já havia sido deslocado para a função de ala-direito, mais focado na marcação do que em qualquer outra coisa. Valeu o esforço: Ceará classificado.

Outro resultado

Palmeiras 2a0 Coritiba (2a6 no agregado)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Título Longe Tem Onze Letras

Ceará e Botafogo alternaram a liderança no placar, tiveram seus momentos de domínio no jogo e terminaram igualados em 2a2 após partida movimentada, realizada ontem, no estádio Castelão. O empate foi o 15º do Vozão e o 17º do Glorioso nesse Campeonato Brasileiro. Pior para o Alvinegro Carioca, que praticamente foi posto para fora da disputa pelo título: as esperanças botafoguenses passam a estar mais focadas em garantir vaga na próxima Copa Libertadores da América. Já os cearenses buscam uma inédita participação em outra competição continental, a Copa Sul-Americana, estando, inclusive, bem próximos de garantirem essa classificação.

Os demais nove jogos pela 35ª rodada serão disputados no próximo final-de-semana, com três jogos no sábado e seis no domingo. Ceará e Botafogo voltam a campo no final-de-semana seguinte: dia 20, o Ceará pega o Grêmio Prudente, em São Paulo; no dia 21, o Botafogo recebe o Internacional, no estádio Engenhão.

O jogo

Diz-se por aí que botafoguense é bastante ligado em superstição. Procedendo ou não a alegação, o fato é que o número "11" esteve bastante presente na partida. Aproveito e deixo aqui registrado que a postagem ser realizada em um dia 11 não teve qualquer intuito de reforçar a tese.

O Botafogo começou o jogo passando maus bocados: tomava pressão do Ceará e parecia perseguido pela arbitragem de Wallace Nascimento Valente, que, tentando mostrar valentia nas decisões, acabava era passando a nítida sensação de insegurança com cada gesto que fazia. O cartão amarelo dado a Sebastián "El Loco" Abreu, aos 9 minutos, foi uma das escolhas questionáveis do árbitro capixaba.

Mas lá viria o número 11 para ajudar o Botafogo: aos onze minutos, Lúcio Flávio deu chute cruzado e "Loco" Abreu desviou sutilmente para dar à bola uma trajetória que encontrasse a rede. Estava, assim, inaugurado o marcador no Castelão.

O Ceará não se abalou com o gol sofrido e mostrou estar motivado a evitar a 11ª derrota na competição. Acabava, porém, esbarrando em mais uma grande atuação do goleiro Jéfferson, que realizou duas defesas daquelas que só vendo para entender (uma aos 16', quando esticou o braço demonstrando agilidade e reflexo; outra aos 18', quanto saltou para espalmar chute forte). Se essas duas tentativas de Magno Alves foram frustradas, a seguinte não seria: aos 23 minutos, o atacante de 34 anos foi pressionar a saída de bola adversária e aproveitou-se do vacilo de Leandro Guerreiro para encarar a marcação do camisa 5 e finalizar firme, rasteiro, perto da trave esquerda, igualando a contagem.

Pausa para uma curiosidade: antes do Ceará, o veterano jogador autor do gol de empate havia atuado por 11 clubes (a passagem de maior repercussão foi a pelo Fluminense, entre 1998 e 2002, quando o "Magnata" marcou 43 gols em 81 jogos com o Tricolor das Laranjeiras). 11 clubes.

Retornando ao jogo. 11 minutos após empatar a partida, viria o gol da virada: Geraldo tabelou com Marcelo Nicácio e teve a felicidade de acertar um chute indefensável, próximo ao ângulo esquerdo. O camisa 10 comemorou bastante e fez questão de agradecer ao companheiro por ter ajeitado carinhosamente a bola para o chute, "lustrando" a chuteira do camisa 99 na comemoração.

Pouco antes do final do primeiro tempo, Túlio Souza recebeu de Jóbson e teve grande chance de recolocar a partida em igualdade no placar, mas o chute cruzado saiu raspando a trave direita de Michel Alves.

Os times voltaram com as mesmas formações, mas o Botafogo conseguiu, finalmente, impôr seu jogo. Jóbson se movimentava bastante, mas pecava pelo individualismo: aos 4 minutos, o rápido atacante teve o mérito de escapar de três adversários e invadir a área cearense pelo lado esquerdo. Porém, em vez de centralizar o lance - Abreu estava no miolo da área -, Jóbson acabou tentando resolver sozinho e mandou na rede externa, levando bronca do atacante uruguaio, do capitão Lúcio Flávio e do comandante Joel Santana.

Calma, botafoguenses! Lá viria o 11 no cronômetro da etapa complementar! Aos 11 minutos, Alessandro apoiou bem pelo lado direito, cruzou na área e Abreu fez o resto como manda o figurino: dominou e colocou no canto, fora do alcance de Michel Alves. Tudo igual novamente. O 11º gol de "Loco" Abreu na Série A 2010.

O Botafogo ganhou novo ânimo com o gol e também com a entrada de Caio no lugar de Fahel, melhorando visivelmente a movimentação ofensiva da equipe. Porém, era o Ceará que teria duas grandes chances de reassumir a vantagem no marcador: aos 34 minutos, Magno Alves cabeceou no pé da trave direita de Jéfferson; pouco depois, a bola bateria novamente na trave direita botafoguense (Leandro Guerreiro levou uma bolada e quase viu a bola entrar na própria meta). A melhor resposta veio com Jóbson, que entrou na área em liberdade mas acabou desperdiçando novamente, dessa vez chutando em cima de Michel Alves, que defendeu com o joelho.

Com 41 minutos, Michel empurraria Caio, que puxava contra-ataque. Veio o segundo cartão amarelo ao jogador, que deixou o time com um homem a menos. Mas nos minutos finais o Ceará, com 10 homens, acabou tendo mais a bola nos pés do que o Botafogo, com 11. Mas nada que chegasse a dar a 11ª vitória ao Ceará na competição. Nem a 11ª derrota. Desta forma, o Botafogo vai a 56 pontos e o Ceará a 45. Faça as contas e veja a diferença de pontos entre as equipes...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ceará Corre Atrás E Consegue Empate Com Flamengo

Com o Castelão recebendo grande público (mais de 44.000 presentes), o Ceará contou com os gols de Magno Alves para buscar o empate por duas vezes diante do Flamengo. Após a igualdade em 2a2, o Vozão está virtualmente livre de qualquer possibilidade de descenso, devendo nas próximas rodadas ratificar uma vaga para a Copa Sul-Americana 2011. O fantasma da Série B segue rondando a Gávea, com o Rubro-Negro Carioca encontrando-se atualmente com 5 pontos de diferença do Atlético Mineiro, 17º colocado.

O jogo

Aos 2 minutos, após escanteio cobrado pelo lado direito, o Flamengo tirou proveito de uma falha do goleiro Michel Alves para abrir o placar através do zagueiro Welinton Souza.

Sem organização com a posse de bola e aparentemente abalado pelo gol precoce que havia levado, o Ceará só cresceu no jogo na segunda metade do primeiro tempo. Aos 25', Washington teve uma chance de empatar a partida. Nada feito. 2 minutos depois, nova oportunidade para a equipe da casa e, após bola mal afastada pelo goleiro Marcelo Lomba, Magno Alves apareceu para chutar com força e precisão, da risca da grande área, e deixar tudo igual. "Jesus te ama", disse o atacante de 34 anos, ex-Fluminense, de frente para uma câmera localizada perto da rede por ele estufada.

Daí pro final do primeiro tempo viu-se um Ceará com mais chances de chegar à virada do que o Flamengo em retomar a frente no placar. Porém, o 1a1 persistiu até o apito de intervalo.

Na etapa complementar, a então animada torcida cearense passou a ficar apreensiva, pedindo a entrada de Marcelo Nicácio. O treinador Dilmas Filgueiras atendeu, colocando-o no lugar de Washington, e a partida recebeu seu segundo camisa 99 em campo (o outro era o atacante Deivid, sumido do jogo). Vanderlei Luxemburgo também tratou de mexer na equipe e trocou duas vezes: Diego Maurício por Val Baiano e, no minuto seguinte, Diogo por Marquinhos.

Aos 23 minutos, Renato Abreu levantou a bola a partir do lado direito e Ronaldo Angelim ganhou pelo alto, cabeceando bem para recolocar os visitantes em vantagem no marcador. O gol deve ter tido um gostinho especial para o zagueiro de 34 anos, que já atuou com a camisa do Fortaleza.

Luxemburgo resolveu propôr à equipe que segurasse o resultado: mandou o volante Fernando para o jogo no lugar do atacante Deivid. Curiosamente, o próprio Fernando quase ampliaria o placar com um cabeceio salvo quase em cima da linha por um defensor do Ceará (Michel Alves já estava vencido no lance).

O excesso de precaução (leia-se medo) por parte de Luxa foi castigado aos 36 minutos: após nova rebatida de Marcelo Lomba, Magno Alves apareceu no local exato para conferir no rebote e marcar seu segundo gol na partida.

E agora, Luxa? Como buscar ficar novamente a frente no placar agora que os 3 atacantes escalados de titular estavam ao seu lado no banco de suplentes? Nos últimos minutos, o placar de 2a2 se manteve, mas foi o Ceará que ficou mais perto de alcançar a vitória. Algo até surpreendente para um time que, supostamente, não tinha grandes aspirações na competição.

Outros resultados

Ontem
Santos 1a1 Vitória
Botafogo 3a2 Atlético Goianiense
Guarani 0a0 Atlético Mineiro
Internacional 0a0 Fluminense
Goiás 0a2 Grêmio
Corinthians 4a0 Avaí
Cruzeiro 0a2 São Paulo

Neste momento, dois jogos estão em andamento no primeiro tempo, concluindo a 33ª rodada: Vasco e Grêmio Prudente, em São Januário, e Atlético Paranaense e Palmeiras, na Arena da Baixada.

sábado, 4 de setembro de 2010

Série A Chegando Na Metade Do Caminho

Entre os dias de hoje e amanhã, a Série A brasileira concluirá a 19ª rodada de um total de 38. Ou seja, estamos nos encaminhando para a metade do caminho a ser percorrido pelos 20 clubes que competem até dezembro (Corinthians, Santos, Internacional e Vasco da Gama estão com um jogo a menos que os demais).

Às 18:30h desse sábado, 3 jogos abrem a rodada.

No estádio Olímpico João Havelange, Botafogo e Grêmio entram em campo com objetivos distintos. O Alvinegro Carioca quer se manter no GL (grupo da zona da Libertadores) e, se possível, aproximar-se da liderança da competição (está a oito pontos do Fluminense). Já o Tricolor Gaúcho pretende não mais retornar à zona de onde acabou de sair, a qual está distante por apenas dois pontos. Ambos os times vêm de vitória - por 1a0 - na última rodada: o Grêmio venceu o Guarani, no Olímpico, e o Botafogo voltou triunfante de Presidente Prudente após o jogo com o xará do adversário de hoje.

Ceará e Vasco da Gama fazem um duelo em preto e branco no estádio Governador Plácido Aderaldo Castelo. As equipes estão bem próximas na tabela de classificação: o Ceará, com um jogo a mais que o Vasco, está dois pontos a frente do adversário de hoje. Porém, o 7º e o 11º colocados da Série A atravessam momentos distintos: enquando o Vozão vem despencando na tabela de classificação (chegou a liderar o torneio antes da pausa pra Copa do Mundo), o Clube da Colina saiu da zona de descenso e mantém-se invicto desde o retorno daquela mesma pausa supracitada. O técnico cruzmaltino é Paulo César Gusmão, único invicto na competição, e que reencontra seu ex-clube. Fica a pergunta: será lembrado com carinho no Castelão (afinal, saiu do clube sem nenhuma derrota nos 7 jogos disputados) ou será hostilizado pelos torcedores cearenses (afinal, largou o clube mas permaneceu no mesmo campeonato)?

Após o festejo pelo centenário de fundação do clube - que custou o adiamento da partida que seria disputada com o Vasco -, o Corinthians retorna aos gramados e enfrenta o Goiás, lanterna da competição, no estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. É uma grande chance de encostar no líder. O Esmeraldino, por sua vez, sabe que nem a vitória o tira da zona de rebaixamento. Atravessando momentos políticos adversos (o presidente Syd de Oliveira chegou a ser afastado do cargo mas obteve liminar para reassumir o posto), o Goiás tem a missão de jogar água no chopp corinthiano. Por falar em chopp, Ronaldo e sua barriga não irão atuar.

Eis os 7 jogos de domingo: Avaí e Atlético Paranaense; Palmeiras e Cruzeiro; Guarani e Fluminense; Flamengo e Santos; Atlético Mineiro e São Paulo; Atlético Goianiense e Vitória; e Internacional e Grêmio Prudente.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Palmeiras Lamenta E Botafogo Celebra Empate

Quem achou que o reencontro de Luiz Felipe Scolari com a massa palmeirense seria com vitória, teve uma surpresa. Mesmo abrindo 2a0 no placar, o alviverde cedeu o empate e por pouco não levou a virada no estádio do Pacaembu na noite de ontem. O jejum de vitórias botafoguenses chega a 7 jogos, mas esse empate fora de casa (e nas circunstâncias em que se deu) teve sabor de triunfo, como reconheceu o meia-atacante Edno na saída do gramado.

Depois de um primeiro tempo carente de grandes emoções, o jogo pegou fogo na etapa complementar, com quatro gols, defesas dos goleiros e expulsões.

O Palmeiras saiu na frente com 1 minuto do segundo tempo, quando Marcos Assunção cobrou falta com precisão, perto do ângulo esquerdo, numa bola que ainda foi resvalada pelo goleiro Jéfferson.

10 minutos depois, a equipe da casa encaixou contra-ataque certeiro que chegou aos pés do atacante Kléber: o camisa 30 foi ágil para não permitir o combate de Fahel e chutou no canto direito para ampliar a diferença no placar.

O jogo parecia resolvido, até porque o Botafogo não mostrava grande inspiração para melhorar sua situação, a não ser pelas boas jogadas individuais de Jóbson. Mas Joel Santana, com a desvantagem de 2a0, resolveu mexer, colocando Edno no lugar de Fahel. Pouco depois, entrou Renato Cajá na vaga de Lúcio Flávio.

As substituições surtiram efeito e o grande destaque para garantir a reviravolta no placar foi o lateral esquerdo Marcelo Cordeiro. Aos 24 minutos, Cordeiro lançou na área com cruzamento da esquerda, Jóbson se antecipou e cabeceou bonito, de costas pro gol, superando o goleiro Marcos.

Jóbson, acompanhado de Somália e Caio, ergue os braços aos céus e agradece: no retorno como titular, o jovem jogador voltou a balançar a rede.

9 minutos mais tarde, o camisa 6 alvinegro deu outro cruzamento preciso e quem cabeceou para a rede dessa vez foi o zagueiro Antônio Carlos, deixando tudo igual no placar e mostrando a eficiência de uma jogada que ficou como marca registrada da equipe de Joel nessa temporada.

Nos minutos finais, era evidente que o Palmeiras sentia o impacto dos gols sofridos. Jóbson atormentava o sistema defensivo da equipe com jogadas desconcertantes. Numa dessas, nos acréscimos, Edinho perdeu a cabeça e foi em direção ao jogador botafoguense, que se afastou do agressor. Marcos Assunção conseguiu agir ainda pior que o companheiro e deu um tapa em Jóbson, que mexia os braços com o provável intuito de se desvencilhar da deslealdade palmeirense. O árbitro mineiro Alício Pena Júnior, que poderia expulsar os dois jogadores de camisa fluorescente envolvidos na provocação, decidiu dar cartão vermelho para Assunção e também para Jóbson. Era o típico desfecho que ninguém queria ver, mas os ânimos se acalmaram e os jogadores deixaram o campo sem maiores transtornos.

Outro jogo

No estádio Brinco de Ouro da Princesa, Guarani e Ceará fizeram um primeiro tempo de pouco futebol, com as escassas chances de gol saindo de jogadas aéreas ou em chutes de longe. Na segunda etapa, um chute de longe muito bem dado por Ernandes abriu a contagem para os visitantes aos 7 minutos. Mas a jogada aérea do Bugre deu resultado aos 28 e Ricardo Xavier cabeceou após levantamento de Baiano para deixar tudo igual no placar.

A equipe da casa se animou e poderia ter virado o jogo, mas Mazola não aproveitou uma chance clara aos 42 minutos, chutando na rede pelo lado de fora.

O Ceará fecha a 10ª rodada na 3ª colocação enquanto o Guarani é a equipe de saldo negativo mais bem-sucedida no torneio, aparecendo em 8º lugar.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ceará 0 x 0 Corinthians - Batalha aérea no Castelão



Assistir Ceará 0 x 0 Corinthians foi como acordar de um bonito sonho chamado Copa do Mundo, onde o time campeão foi um time envolvente com toque de bola, jogadas rápidas utilizando do meio campo, com pouquíssimas jogadas aéreas, qualidade na armação e no passe; e de repente lembrar que a realidade do futebol ainda é outra.

Nada menos do que 47 cruzamentos no jogo, contando escanteios. Isso mesmo....47.

Isso não quer dizer que nao tenha sido um jogo cheio de lances interessantes, mas quer dizer que poderia ter sido bem melhor se não existisse no futebol uma carência absurda de meias armadores de qualidade e inteligência.

E seria melhor também se Defrederico aproveitasse a oportunidade que teve e jogasse o futebol que todo mundo espera. Nada ainda. O atacante vai caminhando devagar para ser mais uma decepção nas contratações sulamericanas feitas pelo timão nos últimos anos. Se não melhorar logo seu nível vai se juntar fácil a Sebastian Dominguez, Jhonny Herrera, Escudero e outras pérolas.

Mas o que tivemos de bom? Há de se elogiar a boa chegada de Bruno César no Corinthians. Com bons chutes, mostrou que tem a pontaria ajustada pra balançar muita rede pelo Brasil. Merece uma boa atenção dos adversários.

Os goleiros também tiveram boas atuações. Tanto Júlio César pelo Corinthians quanto Diego pelo Ceará souberam lidar com o bombardeio aéreo que cercou suas áreas. E ainda conteram excelentes chutes a média distância. Diego evitou um golaço de Bruno César aos 36 do primeiro tempo e Júlio César fez a defesa do jogo num belo chute de Misael, com aproximadamente 42 minutos do segundo tempo. Defesa idêntica, exatamente idêntica ao lance de Kaká defendido por Stekelenburg no jogo Brasil 1x2 Holanda na copa.


Outro destaque para o atacante Toni que entrou no segundo tempo e infernizou a defesa corinthiana. Com bons chutes e belos passes, criou muitas jogadas de ataque. Se não foi o melhor em campo foi o melhor do segundo tempo com certeza.


Criar muitas jogadas de ataque por jogadas aéreas não é exatamente o problema. O problema é quando elas tem boa direção mas acontecem lances como o de Ernandes, que perdeu o gol mais feito do jogo, embaixo da linha e sem goleiro, cabeceou com muita força para baixo. A bola quicou e saiu por cima do gol.


É bem provável que o Corinthians melhore com os retornos de Dentinho, Jorge Henrique e Ronaldo.


É bem provável que o Ceará melhore com Misael voltando a sua forma de velocista e Washington calibrando a pontaria novamente.


O fato é que o que se viu no Castelão na noite de quarta foi uma batalha pelo alto. Reflexo da realidade do nosso futebol atual, que por 31 dias foi esquecida, na esperança de que a qualidade dos dribles e dos passes desconcertantes volte a se destacar.

domingo, 9 de maio de 2010

De PC Para PC, Ceará Fatura 3 Pontos


Na estréia de Ceará e Fluminense na Série A 2010, tivemos um jogo fraco tecnicamente no Castelão. Foram poucas as chances de gol para ambos os lados, ficando evidente que o time dirigido por Muricy Ramalho depende muito do faro de gol do atacante Fred, ausente dos jogos desde que o novo técnico chegou às Laranjeiras.

O lance que definiu a partida nasceu aos 33 minutos da primeira etapa e teve duração de mais de 3 minutos. Em contra-ataque da equipe cearense, Geraldo recebeu combate faltoso de Cássio já dentro da área tricolor, e o árbitro Paulo César de Oliveira assinalou penalidade máxima, além de expulsar o zagueiro. O próprio Geraldo partiu pra cobrança, fez paradinha, mas acabou parando em defesa de Rafael. Porém, PC de Oliveira atendeu o auxiliar e ordenou que a cobrança fosse realizada novamente, alengando que o goleiro teria se adiantado - de fato, Rafael estava a frente da linha de fundo, mas o que resta ao atleta diante de tantos artifícios que favorecem o cobrador? Após muitas reclamações por parte dos jogadores da equipe penalizada, Geraldo partiu novamente pra bola - dessa vez sem paradinha - e a redonda foi parar no fundo do gol. Era o gol da vitória dos comandados de Paulo César Gusmão, aos 36', numa partida bastante escassa de criatividade. Se PC Gusmão vibrava com o resultado final, Muricy reconheceu após o término da partida que a equipe terá de elevar o nível para conquistar alguma coisa no Brasileiro.