Na tarde desse sábado, na Vila Capanema, o Paraná Clube conseguiu uma vitória importante: além do efeito matemático de se afastar da zona de rebaixamento, há o efeito psicológico de conseguir desbancar o então líder da competição - e com uma atuação convincente.
Não que os comandados de Toninho Cecílio tenham sido brilhantes, mas fizeram o necessário para serem superiores à qualificada equipe do Vitória e vencer a partida por 3a1. Bem posicionado na armação de jogadas, o experiente meia Lúcio Flávio foi elemento relevante para os donos da casa, que abriram 2a0 no primeiro tempo com dois gols do centroavante Arthur: em dois cruzamentos vindos da direita, a defesa visitante vacilou na marcação e permitiu que o camisa nove paranista finalizasse com liberdade em ambas as ocasiões (na primeira aproveitando rebote e na segunda apenas conferindo cruzamento preciso de Lúcio Flávio).
Na segunda etapa, Paulo César Carpeggiani - que comandava o time das tribunas e de lá orientava seu auxiliar - buscou através de substituições de jogadores modificar o panorama da partida. A equipe até melhorou, mas sem justificar a condição de líder no torneio. Nos acréscimos, o jogo ganhou em agitação. Primeiro, Wendel marcou um golaço após receber na área, limpar a marcação com um drible seco e chutar rasteiro, praticamente da marca do pênalti, no canto esquerdo. Sendo goleado, alguns jogadores do Vitória saíram do eixo, com direito a áspera discussão entre Fernando Bob e Élton. Mas Élton, visivelmente estressado, teve um momento de alegria, descontando com gol aos quarenta e sete.
O Vitória atravessa má fase na condição de visitante, somando três pontos nos últimos cinco jogos fora de casa. E, com a vitória do Criciúma sobre o Boa (4a0, também fora de casa), perdeu a liderança para a equipe catarinense. Já o Paraná, que venceu a segunda consecutiva em seus domínios, subiu três posições na tabela e passa a ocupar a 11ª colocação na Série B 2012.
Ontem publicamos entrevista exclusiva com o comentarista Luiz Ademar, confira.
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sábado, 13 de outubro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Eficiente, Goiás Vence Paraná E É 3º Na Série B
O Goiás conseguiu, sábado, um resultado importante na busca pelo retorno à Série A em 2013. Jogando fora de casa, o Esmeraldino venceu o Paraná pelo placar de 3a1, em partida onde a eficiência do time comandado por Ênderson Moreira contrastou com o desperdício da equipe local, que criou muito mais chances, frequentou muito mais o campo de ataque, trabalhou muito mais a posse de bola, mas acabou saindo derrotada.Em 3º lugar na tabela de classificação, o Goiás na próxima rodada enfrentará o Ceará, em Goiânia, com boas possibilidades de se manter entre os quatro primeiros (está com um ponto a mais que o Joinville e dois acima do São Caetano). Já o Paraná, em 12º, está onze pontos abaixo da zona de acesso e oito acima da de descenso - enfrentará na próxima rodada o América Mineiro, no estádio Independência.
Apesar de toda essa diferença na situação de cada clube na competição, o que se viu foi um jogo a equipe do Paraná foi superior a maior parte do tempo. Envolvente pelos flancos do campo (Marquinhos pela direita e Geraldo pela esquerda) e perigosa no lances de bola parada (Lúcio Flávio era o encarregado nessas ocasiões), a equipe da casa a todo momento flertava com o gol. Mas acabou esbarrando numa forte defesa oponente, fortalecida na boa atuação do experiente goleiro Harley. De quebra, o Goiás ainda contou com uma eficiência descomunal no ataque, abrindo 2a0 quando era territorialmente esmagado pelo adversário.
O Paraná até conseguiu diminuir o prejuízo ainda no primeiro tempo e começou a segunda etapa no ataque, mas perdeu capacidade criativa após a saída de Marquinhos e ainda viu o Goiás crescer em campo. O final de jogo foi lá e cá, e a eficiência goiana falou mais alto, com o terceiro gol sacramentando a vitória visitante, nos acréscimos.
Para mais detalhes sobre o jogo, confira como foi a transmissão da partida em tempo real, via Twitter.
domingo, 27 de novembro de 2011
Paraná Vence Bragantino E Equipes Se Reencontram Em 2012
O estádio Durival de Brito e Silva reuniu duas equipes com objetivos idênticos no jogo e distintos na competição. Ambos buscavam a vitória, sendo que no time da casa o triunfo era para garantir a permanência na Série B e no visitante era para ter chance de tirar o 4º lugar do Sport, subindo para a A. No final, a vitória paranista por 1a0 já não mudaria muita coisa: o Icasa, derrotado pela Portuguesa, era o 4º clube rebaixado; o Sport que venceu o Vila Nova, era o 4º clube promovido.
O jogo
Escancarando a já sabida relevância do resultado entre Vila Nova e Sport para as pretensões do Bragantino, o jogo teve um considerável atraso para ser iniciado, o que permitia aos elencos ter conhecimento do placar no estádio Serra Dourada.
Com bola rolando, o Bragantino teve tudo para abrir o placar aos dezesseis minutos. Tudo, exceto o aval da arbitragem de Paulo Henrique de Godoy Bezerra. Em contra-ataque de ligação direta, Léo Jaime foi lançado, dividiu fora da área com o goleiro Zé Carlos e concluiu o lance chutando para o gol vazio. Só que o árbitro entendeu que Léo Jaime tocou com o braço na bola no momento da dita dividida - um equívoco, pois a imagem da repetição do lance mostra que a bolada foi no rosto do atleta, o que de forma alguma invalidaria a jogada.
O Bragantino, prejudicado no apito, até teria pelo menos outras duas chances de abrir o placar no primeiro tempo (ambas em finalizações de Marcinho). Aos vinte e oito minutos, o meio-campista chutou firme de fora da área e Zé Carlos posicionou-se bem para defender em dois tempos. Aos quarenta e sete minutos, o mesmo Marcinho chutou novamente de fora da área, a bola tinha o endereço do quadrante quatro, mas o goleiro Zé Carlos realizou linda defesa ao espalmá-la para escanteio. Só que o time da casa também teve chances desperdiçadas a lamentar no primeiro tempo. O goleiro Gilvan fez grande defesa em chute forte de Lucas Lima, aos trinta e quatro minutos. E voltaria a trabalhar bem aos quarenta e três, rebatendo chute de Dinélson de fora da área - no rebote, Giancarlo chegou na bola mas isolou a chance mais clara de gol dos donos da casa na primeira etapa.
Quando o segundo tempo começava para Paraná e Bragantino, ele já estava bem adiantado no estádio Serra Dourada. E o Bragantino acabou tomando um duro golpe. Pior, dois. Num curto intervalo de tempo, saiu o gol do Paraná e também do Sport. Aos seis, Jéfferson Maranhão exibiu habilidade pelo lado esquerdo e tocou para Lucas Lima. O lateral-esquerdo cruzou rasteiro e encontrou o próprio Jéfferson Maranhão na área, que finalizou de primeira para inaugurar o marcador, indo comemorar com a torcida e fazendo gestos em referência a uma das facções presente nas arquibancadas. Lá em Goiânia, o gol aconteceu antes porém depois. Antes no sentido de mais cedo, depois no sentido de cronômetro: como a partida no Durival de Brito iniciou com atraso, o gol de Bruno Mineiro aos quinze minutos aconteceu anteriormente ao de Jéfferson Maranhão, aos seis.
Ciente que nenhum dos dois resultados o interessavam, o treinador Marcelo Veiga decidiu "chutar o balde" do ponto de vista tático e realizou três substituições para atacar a qualquer custo o time adversário. Entraram Deyvid Sacconi, Luís Mário e mais tarde Finazzi (que acompanhava Vila Nova e Sport via telefone móvel, sentado no banco de reservas), saíram Luiz Carlos, Murilo Ceará e Marcinho. Ou seja, menos gente para defender, mais gente para chegar na área oponente.
Tal postura da equipe visitante deixou a partida com ares de "pelada", possibilitando aos paranistas bastante espaço para contra-atacar. Num dos mais perigosos, aos trinta e seis minutos, Douglas Packer (que entrara no lugar de Dinélson doze minutos antes), chutou da entrada da área e mandou perto do ângulo esquerdo. O Bragantino também teve uma ou outra oportunidade de mexer no placar, como por exemplo no lance em que o goleiro Zé Carlos salvou o Paraná chegando antes de Lincom no rebote de uma bola que batera no travessão, aos vinte e um minutos. Mas o fato é que, com a notícia do encerramento da partida entre Vila Nova e Sport, não havia nada que o Bragantino pudesse fazer para retornar à Série A. O próprio blogueiro, refém da transmissão da partida, não pode comentar os últimos minutos de jogo porque as imagens da festa do Sport em Goiânia tomaram conta da tela.
Agora, o Paraná Clube terá um desafio pela frente: disputar a Série B estadual e nacional simultaneamente, já que o calendário da segunda divisão paranense "conflitua" com o da segunda divisão brasileira. E pode ter certeza que a torcida vai pressionar pelo acesso em ambas as competições. Uma faixa estendida na partida diante do Bragantino já deu o recado: 'Nenhuma vitória irá apagar a humilhação que nos fizeram passar. 1ª divisão já!'.
P.S.: quanto aos pitacos da rodada, o blogueiro acertou metade dos palpites. Não fossem os gols de empate marcados por Ponte Preta e Duque de Caxias nos minutos finais diante de Náutico e Boa, respectivamente, o índice de acertos teria saltado para setenta porcento.
Outros resultados
Sexta-feira
Grêmio Barueri (9º) 2a1 (19º) Salgueiro
Sábado
ABC (10º) 3a1 (8º) Americana
Vila Nova (18º) 0a1 (4º) Sport
Náutico (2º) 2a2 (3º) Ponte Preta
Duque de Caxias (20º) 2a2 (7º) Boa
Guarani (12º) 2a0 (11º) Goiás
São Caetano (15º) 1a0 (14º) Criciúma
ASA (16º) 1a2 (5º) Vitória
Icasa (17º) 0a2 (1º) Portuguesa
O jogo
Escancarando a já sabida relevância do resultado entre Vila Nova e Sport para as pretensões do Bragantino, o jogo teve um considerável atraso para ser iniciado, o que permitia aos elencos ter conhecimento do placar no estádio Serra Dourada.
Com bola rolando, o Bragantino teve tudo para abrir o placar aos dezesseis minutos. Tudo, exceto o aval da arbitragem de Paulo Henrique de Godoy Bezerra. Em contra-ataque de ligação direta, Léo Jaime foi lançado, dividiu fora da área com o goleiro Zé Carlos e concluiu o lance chutando para o gol vazio. Só que o árbitro entendeu que Léo Jaime tocou com o braço na bola no momento da dita dividida - um equívoco, pois a imagem da repetição do lance mostra que a bolada foi no rosto do atleta, o que de forma alguma invalidaria a jogada.
O Bragantino, prejudicado no apito, até teria pelo menos outras duas chances de abrir o placar no primeiro tempo (ambas em finalizações de Marcinho). Aos vinte e oito minutos, o meio-campista chutou firme de fora da área e Zé Carlos posicionou-se bem para defender em dois tempos. Aos quarenta e sete minutos, o mesmo Marcinho chutou novamente de fora da área, a bola tinha o endereço do quadrante quatro, mas o goleiro Zé Carlos realizou linda defesa ao espalmá-la para escanteio. Só que o time da casa também teve chances desperdiçadas a lamentar no primeiro tempo. O goleiro Gilvan fez grande defesa em chute forte de Lucas Lima, aos trinta e quatro minutos. E voltaria a trabalhar bem aos quarenta e três, rebatendo chute de Dinélson de fora da área - no rebote, Giancarlo chegou na bola mas isolou a chance mais clara de gol dos donos da casa na primeira etapa.
Quando o segundo tempo começava para Paraná e Bragantino, ele já estava bem adiantado no estádio Serra Dourada. E o Bragantino acabou tomando um duro golpe. Pior, dois. Num curto intervalo de tempo, saiu o gol do Paraná e também do Sport. Aos seis, Jéfferson Maranhão exibiu habilidade pelo lado esquerdo e tocou para Lucas Lima. O lateral-esquerdo cruzou rasteiro e encontrou o próprio Jéfferson Maranhão na área, que finalizou de primeira para inaugurar o marcador, indo comemorar com a torcida e fazendo gestos em referência a uma das facções presente nas arquibancadas. Lá em Goiânia, o gol aconteceu antes porém depois. Antes no sentido de mais cedo, depois no sentido de cronômetro: como a partida no Durival de Brito iniciou com atraso, o gol de Bruno Mineiro aos quinze minutos aconteceu anteriormente ao de Jéfferson Maranhão, aos seis.
Ciente que nenhum dos dois resultados o interessavam, o treinador Marcelo Veiga decidiu "chutar o balde" do ponto de vista tático e realizou três substituições para atacar a qualquer custo o time adversário. Entraram Deyvid Sacconi, Luís Mário e mais tarde Finazzi (que acompanhava Vila Nova e Sport via telefone móvel, sentado no banco de reservas), saíram Luiz Carlos, Murilo Ceará e Marcinho. Ou seja, menos gente para defender, mais gente para chegar na área oponente.
Tal postura da equipe visitante deixou a partida com ares de "pelada", possibilitando aos paranistas bastante espaço para contra-atacar. Num dos mais perigosos, aos trinta e seis minutos, Douglas Packer (que entrara no lugar de Dinélson doze minutos antes), chutou da entrada da área e mandou perto do ângulo esquerdo. O Bragantino também teve uma ou outra oportunidade de mexer no placar, como por exemplo no lance em que o goleiro Zé Carlos salvou o Paraná chegando antes de Lincom no rebote de uma bola que batera no travessão, aos vinte e um minutos. Mas o fato é que, com a notícia do encerramento da partida entre Vila Nova e Sport, não havia nada que o Bragantino pudesse fazer para retornar à Série A. O próprio blogueiro, refém da transmissão da partida, não pode comentar os últimos minutos de jogo porque as imagens da festa do Sport em Goiânia tomaram conta da tela.
Agora, o Paraná Clube terá um desafio pela frente: disputar a Série B estadual e nacional simultaneamente, já que o calendário da segunda divisão paranense "conflitua" com o da segunda divisão brasileira. E pode ter certeza que a torcida vai pressionar pelo acesso em ambas as competições. Uma faixa estendida na partida diante do Bragantino já deu o recado: 'Nenhuma vitória irá apagar a humilhação que nos fizeram passar. 1ª divisão já!'.
P.S.: quanto aos pitacos da rodada, o blogueiro acertou metade dos palpites. Não fossem os gols de empate marcados por Ponte Preta e Duque de Caxias nos minutos finais diante de Náutico e Boa, respectivamente, o índice de acertos teria saltado para setenta porcento.
Outros resultados
Sexta-feira
Grêmio Barueri (9º) 2a1 (19º) Salgueiro
Sábado
ABC (10º) 3a1 (8º) Americana
Vila Nova (18º) 0a1 (4º) Sport
Náutico (2º) 2a2 (3º) Ponte Preta
Duque de Caxias (20º) 2a2 (7º) Boa
Guarani (12º) 2a0 (11º) Goiás
São Caetano (15º) 1a0 (14º) Criciúma
ASA (16º) 1a2 (5º) Vitória
Icasa (17º) 0a2 (1º) Portuguesa
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sem Sustos, Botafogo Avança Na Copa Do Brasil
O Paraná Clube não foi exatamente "uma prova-de-fogo" para os comandados de Caio Júnior, mas o encontro de caráter eliminatório numa competição que reserva alguns traumas aos botafoguenses (eliminações para o Americano e para o Santa Cruz, nessa mesma fase nas duas últimas edições) precisava ser encarado com atenção especial pelo Alvinegro. E, a julgar pela atuação principalmente no segundo tempo, o Botafogo de Caio Júnior passou com louvor no teste e conquistou com folgas a classificação, construindo um incontestável 3a0 (dois gols de Abreu e um de Caio). Na próxima fase, o Glorioso terá pela frente o Avaí, que eliminou o Ipatinga para alcançar as oitavas-de-final.O jogo
O desfalque de Somália (suspenso automaticamente pela expulsão na partida de ida) possibilitou ao treinador uma escalação mais leve, com Bruno Tiago e Éverton à frente da dupla de volantes e encostando com freqüência na dupla de atacantes. Com a agilidade e disposição de Kelvin (que, pelo estilo de jogo, pela aparência física e pela camisa por ele trajada se assemelhava ao meia Maicosuel, ex-Paraná e que hoje recupera-se de contusão para voltar a jogar pelo Botafogo), o Paraná até causava um ou outro alvoroço na defesa botafoguense, mas o máximo que conseguiu em suas investidas foi defendido pelo ótimo goleiro Jéfferson, cada vez mais justificando a titularidade na seleção brasileira.
O comportamento botafoguense era melhor dentro das quatro linhas do que nas arquibancadas: o reduzido público de 6.014 espectadores mostrou desde os primeiros minutos que não estava lá para apoiar incondicionalmente, e sim para manifestar o que o agradava e o que o desagradava, muitas das vezes de forma precipitada e pouco razoável. Mesmo assim, o primeiro gol saiu: Germán Herrera, um dos que vinham sendo "exigidos" por parcela dos torcedores, cruzou da linha-de-fundo pela direita encontrando Sebastián "El Loco" Abreu em liberdade na área. E deixar o camisa 13 uruguaio nessas condições é pedir pra levar um gol: cabeceio certeiro e 1a0 no placar, com direito a uma comemoração de desabafo em defesa do companheiro argentino, que logo foi saudado pela massa alvinegra.
Com o clima entre jogadores e torcedores bem mais leve, as coisas passaram a fluir melhores para os donos da casa. A consciência tática de Abreu - que acumulava as funções de referência na área e de armador de jogadas - atrelada a funcional parceria entre o também uruguaio Arévalo Ríos e Marcelo Mattos eram a chave para o domínio botafoguense na partida. Domínio territorial que foi refletido no placar com mais dois gols na etapa complementar: Abreu marcou o 2º novamente aproveitando passe de Herrera (dessa vez pelo chão) e Caio fechou a conta cobrando pênalti sofrido por ele próprio. Entre um gol e outro, Éverton conseguiu a proeza de, após receber toque de Herrera, mandar no travessão um chute onde o goleiro já estava batido e a baliza escancarada alguns metros na frente. Tudo bem, com o placar resolvido, a classificação sob controle e o desempenho a contento, a alegria foi garantida. Os gritos de "Ô Urubu, pode esperar, a sua hora vai chegar" sugerem que teremos mais botafoguenses no Engenhão no próximo domingo diante do Flamengo do que tivemos nessa quarta-feira diante do Paraná. Melhor ainda para o Botafogo se o comportamento for de apoiar o elenco sem restrições, do apito inicial ao final.
Outros resultados
Caxias 3a1 Botafogo/PB (4a1 no agregado)
Santo André 1a0 Sampaio Corrêa (3a3 no agregado, Santo André avança)
Vasco 2a1 ABC (2a1 no agregado)
Bahia 2a1 Paysandu (2a1 no agregado)
São Paulo 2a0 Santa Cruz (2a1 no agregado)
Atlético/MG 0a0 Grêmio Prudente (1a2 no agregado)
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sábado, 14 de agosto de 2010
Num Deserto De Inspiração, O Goleador Entra Em Ação
Numa partida escassa de grandes momentos, o faro de goleador de Fábio Júnior fez a diferença e o América Mineiro conseguiu a vitória num estádio com público de 781 pessoas. Créditos para o centroavante de 32 anos, que mostrou surpreendente disposição até ser substituído por Laécio, aos 36 da etapa complementar (o atleta retornava de contusão). O veterano atacante - que é mineiro de nascença, começou a jogar profissionalmente no Cruzeiro e teve passagens pela seleção brasileira - marcou seu primeiro gol com a camisa do América e o 91º na carreira. Com a vitória na Arena do Jacaré, o Coelho sobe para a 6ª colocação, que era do Bahia. Os paranistas seguem em 10º lugar.
As primeiras chances foram da equipe visitante, que chegou em chute de fora da área (defendido em dois tempos por Flávio) e em cobrança de escanteio (finalização de cabeça saiu por cima). Somente mais tarde é que o time da casa passou a levar perigo. E, se nas duas primeiras chances houve desperdício no momento da finalização, na terceira não teve erro: cruzamento de Marcos Rocha pela direita e cabeceio de Fábio Júnior, que apareceu no segundo poste e subiu mais que Alessandro Lopes para mandar no canto direito e marcar 1a0, aos 28 minutos.
Numa primeira etapa em que as equipes demonstravam quase nenhuma inspiração, o maior susto após o gol não foi em lance de ataque, mas em um choque do zagueiro Gabriel que, atingido no pescoço em disputa de bola, caiu no gramado. Mas a equipe médica do América atestou que não houve nada de grave e o jogador retornou ao campo.
Perguntado por um repórter na saída do campo sobre o que estava faltando para o Paraná mudar a história do jogo, o goleiro Juninho foi duramente sincero: "mais vontade".
No intervalo, Mauro Fernandes trocou o atacante Thiago Silvy pelo meia Irênio. Pelo lado do Paraná, Marcelo Oliveira trocou o volante Chicão pelo também volante Serginho, mantendo o jogo mais ou menos na mesma direção.
Os comandados de Mauro Fernandes pareciam achar mais fácil tentar segurar o 1a0 do que tentar ampliar a vantagem dentro de casa. O Paraná, então, foi crescendo no jogo e começando a rondar a área americana. Mas esbarrava nas próprias limitações e não conseguia criar chances claras de gol. A entrada de Élvis no lugar de Somália até deu uma impressão inicial de que melhoraria a equipe, mas o time visitante demonstrava muita falta de criatividade.
Mais pro final do jogo, o América teve duas oportunidades de chegar ao 2º gol, mas o goleiro Juninho trabalhou bem e manteve o placar do primeiro tempo.
O próximo compromisso do América Mineiro será no Vale do Paraíba, quando visitará o Guaratinguetá. Já o Paraná Clube recebe o América de Natal.
Outros resultados
Ontem: Figueirense 5a0 Ipatinga; ASA 2a0 Santo André; e São Caetano 2a1 Icasa.
Hoje: Cortiba 2a0 Bahia; Bragantino 0a0 Sport; Náutico 1a0 Portuguesa; e Brasiliense 2a2 Guaratinguetá.
Completam a 14ª rodada, ainda hoje, Ponte Preta e Duque de Caxias, no estádio Moisés Lucarelli, e América de Natal e Vila Nova, no Machadão.
As primeiras chances foram da equipe visitante, que chegou em chute de fora da área (defendido em dois tempos por Flávio) e em cobrança de escanteio (finalização de cabeça saiu por cima). Somente mais tarde é que o time da casa passou a levar perigo. E, se nas duas primeiras chances houve desperdício no momento da finalização, na terceira não teve erro: cruzamento de Marcos Rocha pela direita e cabeceio de Fábio Júnior, que apareceu no segundo poste e subiu mais que Alessandro Lopes para mandar no canto direito e marcar 1a0, aos 28 minutos.
Numa primeira etapa em que as equipes demonstravam quase nenhuma inspiração, o maior susto após o gol não foi em lance de ataque, mas em um choque do zagueiro Gabriel que, atingido no pescoço em disputa de bola, caiu no gramado. Mas a equipe médica do América atestou que não houve nada de grave e o jogador retornou ao campo.
Perguntado por um repórter na saída do campo sobre o que estava faltando para o Paraná mudar a história do jogo, o goleiro Juninho foi duramente sincero: "mais vontade".
No intervalo, Mauro Fernandes trocou o atacante Thiago Silvy pelo meia Irênio. Pelo lado do Paraná, Marcelo Oliveira trocou o volante Chicão pelo também volante Serginho, mantendo o jogo mais ou menos na mesma direção.
Os comandados de Mauro Fernandes pareciam achar mais fácil tentar segurar o 1a0 do que tentar ampliar a vantagem dentro de casa. O Paraná, então, foi crescendo no jogo e começando a rondar a área americana. Mas esbarrava nas próprias limitações e não conseguia criar chances claras de gol. A entrada de Élvis no lugar de Somália até deu uma impressão inicial de que melhoraria a equipe, mas o time visitante demonstrava muita falta de criatividade.
Mais pro final do jogo, o América teve duas oportunidades de chegar ao 2º gol, mas o goleiro Juninho trabalhou bem e manteve o placar do primeiro tempo.
O próximo compromisso do América Mineiro será no Vale do Paraíba, quando visitará o Guaratinguetá. Já o Paraná Clube recebe o América de Natal.
Outros resultados
Ontem: Figueirense 5a0 Ipatinga; ASA 2a0 Santo André; e São Caetano 2a1 Icasa.
Hoje: Cortiba 2a0 Bahia; Bragantino 0a0 Sport; Náutico 1a0 Portuguesa; e Brasiliense 2a2 Guaratinguetá.
Completam a 14ª rodada, ainda hoje, Ponte Preta e Duque de Caxias, no estádio Moisés Lucarelli, e América de Natal e Vila Nova, no Machadão.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
Figueira E Ramalhão De Primeira Divisão
Que jogaço de futebol tivemos ontem no Orlando Scarpelli! Certamente uma das melhores partidas entre clubes no ano de 2010, com um segundo tempo eletrizante. De quebra, quatro belos gols foram marcados nesse empate por 2a2, com direito a uma senhora atuação do meio-campo Maicon, vestindo a camisa 8 da equipe catarinense. O resultado leva o Figueirense para a liderança da Série B 2010, mas podendo ser ultrapassado ainda nessa rodada por Náutico e/ou Coritiba, que jogam em casa no próximo sábado.O placar foi inaugurado aos 20 minutos de jogo, com cobrança de falta certeira de Lucas, sem chance de defesa para Júlio César. O empate veio aos 41', quando Ânderson Gomes recebeu de Xuxa, limpou o lance e chutou com precisão para superar Wilson, goleiro que carregava na camisa o número 200, em referência à quantidade de partidas realizadas pelo Figueirense (marca atingida no jogo diante do Vila Nova). Wilson havia, anteriormente, realizado pelo menos duas defesas difíceis.
Na segunda etapa, Wilson já foi convidado a trabalhar logo no início, impedindo, no reflexo, que Ânderson Costa encontrasse a rede. Na marca de 9 minutos, uma linda jogada de Maicon: o jogador recebeu próximo da grande área, escapou de dois adversários com dribles curtos e deu um tapa na bola, encobrindo Júlio César mas carimbando caprichosamente o travessão.
No minuto seguinte, o técnico Márcio Goiano trocou o meia Roberto Firmino pelo atacante Tássio. 12 minutos mais tarde e a equipe do Figueirense ficava ainda mais ofensiva com a segunda mexida de Márcio Goiano: Fernandes por João Paulo.
A proposta de jogo foi recompensada. Aos 21 minutos, Maicon deu enfiada de bola com uma cavadinha deslumbrante para Willian, que manteve a beleza da jogada e finalizou emendando de forma precisa: golaço.
Sérgio Soares resolveu mudar as coisas no Santo André e trocou Sandro Hiroshi por Pio. E sairia dos pés de Pio o gol de empate: o jogador de 24 anos tentou de fora da área e acertou bonito chute, no ângulo, aos 36 minutos. Pouco antes, o Figueira havia mandado na trave o que poderia ter sido a bola que definiria os três pontos.
Nos minutos restantes, o Ramalhão conseguiu resistir à pressão da equipe da casa e retornar ao ABC Paulista com um ponto conquistado. Foi o 1º empate do Figueirense em seus domínios (tinha 3 vitórias em 4 jogos anteriores) e também o 1º empate do Santo André fora de casa (2 vitórias em 5 jogos até então).
Não fiquemos iludidos com a modesta 14ª colocação do Santo André nesse momento: o vice-campeão paulista perdeu 13 jogadores e vai fazendo um trabalho de reformulação que merece atenção, dando sinais de que pode se erguer na tabela.
Outro jogo
No estádio Elmo Serejo Farias, vulgo Serejão, o Brasiliense recebeu o Paraná e deu sinais de ter assimilado bem a contundente derrota da semana passada, quando levou de 6a1 do ASA. Com a vitória da equipe da casa por 3a0 (gols de Santiago, Jean e William), a equipe chega à 10ª colocação na tabela e zera o saldo de gols. Já o Paraná segue despencando após o período de pausa pra Copa: de lá pra cá, a equipe empatou uma e perdeu duas vezes (ambas por 3a0), ocupando atualmente a 6ª posição.
O que mais chamou a atenção na partida em Taguatinga, porém, foi o uniforme do Brasiliense: a camisa da equipe mais remetia ao carnaval do que a qualquer outra coisa, num estilo um tanto arrojado em se tratando de vestimentas para um clube de futebol.
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