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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Figueira E Ramalhão De Primeira Divisão

Que jogaço de futebol tivemos ontem no Orlando Scarpelli! Certamente uma das melhores partidas entre clubes no ano de 2010, com um segundo tempo eletrizante. De quebra, quatro belos gols foram marcados nesse empate por 2a2, com direito a uma senhora atuação do meio-campo Maicon, vestindo a camisa 8 da equipe catarinense. O resultado leva o Figueirense para a liderança da Série B 2010, mas podendo ser ultrapassado ainda nessa rodada por Náutico e/ou Coritiba, que jogam em casa no próximo sábado.

O placar foi inaugurado aos 20 minutos de jogo, com cobrança de falta certeira de Lucas, sem chance de defesa para Júlio César. O empate veio aos 41', quando Ânderson Gomes recebeu de Xuxa, limpou o lance e chutou com precisão para superar Wilson, goleiro que carregava na camisa o número 200, em referência à quantidade de partidas realizadas pelo Figueirense (marca atingida no jogo diante do Vila Nova). Wilson havia, anteriormente, realizado pelo menos duas defesas difíceis.

Na segunda etapa, Wilson já foi convidado a trabalhar logo no início, impedindo, no reflexo, que Ânderson Costa encontrasse a rede. Na marca de 9 minutos, uma linda jogada de Maicon: o jogador recebeu próximo da grande área, escapou de dois adversários com dribles curtos e deu um tapa na bola, encobrindo Júlio César mas carimbando caprichosamente o travessão.

No minuto seguinte, o técnico Márcio Goiano trocou o meia Roberto Firmino pelo atacante Tássio. 12 minutos mais tarde e a equipe do Figueirense ficava ainda mais ofensiva com a segunda mexida de Márcio Goiano: Fernandes por João Paulo.

A proposta de jogo foi recompensada. Aos 21 minutos, Maicon deu enfiada de bola com uma cavadinha deslumbrante para Willian, que manteve a beleza da jogada e finalizou emendando de forma precisa: golaço.

Sérgio Soares resolveu mudar as coisas no Santo André e trocou Sandro Hiroshi por Pio. E sairia dos pés de Pio o gol de empate: o jogador de 24 anos tentou de fora da área e acertou bonito chute, no ângulo, aos 36 minutos. Pouco antes, o Figueira havia mandado na trave o que poderia ter sido a bola que definiria os três pontos.

Nos minutos restantes, o Ramalhão conseguiu resistir à pressão da equipe da casa e retornar ao ABC Paulista com um ponto conquistado. Foi o 1º empate do Figueirense em seus domínios (tinha 3 vitórias em 4 jogos anteriores) e também o 1º empate do Santo André fora de casa (2 vitórias em 5 jogos até então).

Não fiquemos iludidos com a modesta 14ª colocação do Santo André nesse momento: o vice-campeão paulista perdeu 13 jogadores e vai fazendo um trabalho de reformulação que merece atenção, dando sinais de que pode se erguer na tabela.

Outro jogo

No estádio Elmo Serejo Farias, vulgo Serejão, o Brasiliense recebeu o Paraná e deu sinais de ter assimilado bem a contundente derrota da semana passada, quando levou de 6a1 do ASA. Com a vitória da equipe da casa por 3a0 (gols de Santiago, Jean e William), a equipe chega à 10ª colocação na tabela e zera o saldo de gols. Já o Paraná segue despencando após o período de pausa pra Copa: de lá pra cá, a equipe empatou uma e perdeu duas vezes (ambas por 3a0), ocupando atualmente a 6ª posição.

O que mais chamou a atenção na partida em Taguatinga, porém, foi o uniforme do Brasiliense: a camisa da equipe mais remetia ao carnaval do que a qualquer outra coisa, num estilo um tanto arrojado em se tratando de vestimentas para um clube de futebol.

Jogadores comemoram um dos gols da goleada por 3a0 sobre o Paraná, vestindo uniforme comemorativo ao Dia do Rock. Uhu!

domingo, 2 de maio de 2010

Dorival Mexe Mal, Mas Santos É Campeão Estadual



Passando um sufoco surpreendente, o Santos comemorou o apito final do árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho e festejou o 18º título estadual da história do clube. O Santo André foi valente, dominou as ações na segunda etapa e devolveu o placar de 3a2 do jogo de ida: mas a melhor campanha santista na primeira fase da competição lhe deu o direito de jogar com a vantagem da repetição dos resultados.

Os 5 gols da partida saíram ainda no primeiro tempo: Nunes abriu o placar para o Ramalhão ainda no primeiro minuto de jogo; o Santos empatou aos 8', em belo gol de Neymar; Alê recolocou o Santo André na frente aos 19'; Neymar empatou novamente aos 32 minutos; e Branquinho, aos 43', fez o que seria o último gol do jogo. Vale dizer que na marca de 16 minutos, o Santo André teve um gol erradamente anulado pela auxiliar Maria Eliza Correia Barbosa, que viu impedimento onde não existia.

Além dos 5 gols e dos erros de arbitragem, confusões, expulsões e substituições estranhas também marcaram a final realizada no Pacaembu. 3 santistas e 1 andreense receberam cartão vermelho, com direito a troca de ameaças entre Nunes e Léo, os dois primeiros a serem convidados a se retirar pelo árbitro Sálvio Spínola. Na segunda etapa, a pressão do Santo André em busca do que seria o gol que lhe colocaria em vantagem foi enorme. Sérgio Soares, técnico do Santo André, trocou o meia Branquinho - que fazia grande partida, ligando diversos contra-ataques - pelo atacante Rodrigão, numa alteração difícil de se entender. Porém, isso não foi nada perto das mexidas realizadas pelo treinador que estava do outro lado: Dorival Júnior cometeu a proeza indesejável de deixar o Santos absolutamente recuado e incapaz de contra-atacar o adversário. E não foi apenas devido às expulsões: Dorival trocou Robinho por André, talvez esperando que o atacante voltasse a decidir o jogo, o que ocorrera no primeiro jogo da final. Com 30 minutos, tirou Neymar de campo para colocar o volante Roberto Brum. Brum não durou muito tempo no gramado, tendo sido expulso de jogo após carrinho por trás, aos 37'. Dorival ainda tentou tirar de campo o meia Paulo Henrique Ganso, mas o atleta recusou-se a deixar as quatro linhas (postura que, depois do apito final, foi elogiada pelo treinador). Acabou sobrando pro atacante André, que deu lugar a Bruno Aguiar.

Os minutos finais foram de alta dramaticidade, com ápice tendo se dado aos 45 minutos: a equipe do Santo André foi a linha de fundo pelo lado direito e Rodriguinho completou cruzamento com a bola caprichosamente acertando a trave de Felipe. Passados os 4 minutos de acréscimos, o Santos pôde, enfim, comemorar o final feliz para seus torcedores.

O título coroou a equipe de melhor campanha na competição, mas ficou bastante claro que, nessa decisão, o Santo André apresentou-se como um adversário à altura, que causou grandes dificuldades e ficou bastante perto de conquistar o caneco. O próprio Dorival Júnior reconheceu isso após o apito final: "eles são tão campeões quanto nós".

Parabéns, Santos Futebol Clube, pelo título e pela boa performance na maioria dos jogos disputados. Parabéns, Santo André, pela campanha honrosa e pela grande partida que fez nessa final: o Ramalhão parecia mais com o Santos do que o próprio alvinegro praiano.