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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Falcao Volta A Alçar Vôo E Atlético A Faturar A Liga Europa

Num jogo onde cada equipe se sobressaiu em uma etapa - o Atlético de Madrid na inicial e o Athletic Bilbao na final -, um colombiano bastante acostumado a marcar gols em Liga Europa definiu o destino das equipes ao título e ao vice-campeonato. Falcao García, goleador na edição passada e também na atual, autor do gol que deu o título ao Porto em 2011, marcou duas vezes e foi fundamental para a segunda conquista do Atlético nos últimos três anos.

Nos 3a0 da equipe da capital espanhola, só golaços. Falcao abriu a contagem aos seis minutos esbanjando frieza, categoria e precisão. Pergunto: o que pedir a mais de um atacante que possua essas três virtudes? Talvez, pedir bis. Aos trinta e três minutos, Falcao voltou a exibir aqueles atributos e marcou o segundo.

O Athletic Bilbao voltou diferente para o segundo tempo. Iñigo Pérez Soto e Ibai Gómez Pérez entraram nos lugares de Iturraspe e Aurtenetxe. O Atlético de Madrid, muito provavelmente em conseqüência a isso, passou a atuar de maneira distinta: a partir de então, manteve-se mais recuado e deu campo para os comandados de Marcelo Bielsa. Dar campo não é sinônimo de dar espaço, uma vez que a partir da intermediária ofensiva os bascos encontravam dificuldades de encontrar alguém em liberdade. De toda forma, um time dirigido por Bielsa sempre arruma um jeito de transpôr barreiras, mesmo numa noite em que os jogadores tanto desperdiçavam a posse de bola com passes mal feitos. Chances claras de gol surgiram, e quem passava a protagonista era o jovem goleiro belga Thibaut Courtois, com os mesmos dezenove anos de idade que tinha David de Gea quando arqueiro do Atlético campeão duas temporadas atrás.

Naquela altura, a pressão basca era praticamente ininterrupta, fortalecida pela presença de área de Gaizka Toquero Pinedo, colocado no lugar de Ander Herrera. Entre grandes intervenções de Courtois, rebatidas da defesa - o zagueiro brasileiro Miranda beirou o brilhantismo na tarefa de marcar Fernando Llorente - e bola no travessão, o Atlético conseguiu um contra-ataque com Falcao García, que mandou na trave direita o que seria um fabuloso hat-trick. Mas os comandados de Diego Simeone tinham um outro jogador brasileiro com atuação destacável. O xará do treinador fechou a conta com belo gol, aos trinta e nove minutos.

Mais do que a celebração dos campeões, chamou minha atenção o choro dos bascos. Jogadores que honraram o estilo de jogo proposto por Bielsa, embora sem conseguir, em Bucareste, repetir a eficácia vista nas fases anteriores. Jogadores que, no desespero da derrota, mostraram o quão forte é o sentimento de vestir a camisa do Bilbao e representar, mais que uma instituição, uma nação. Lições que o futebol nos ensina em exemplos que transcendem a dimensão puramente futebolística. Parabéns, Athletic e Atlético!
Acima, publicação em jornal basco mostrando o choro de Iker Muniain e Fernando Llorente, com os dizeres "beti zurekin" ("sempre contigo"). Abaixo, a festa dos campeões da Liga Europa 2011-2, na Arena Nationala, em Bucareste, capital romena.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Liga Europa: Atlético E Athletic Duelam Em Bucareste



Atlético de Madrid e Athletic Bilbao fazem, nessa quarta-feira, a grande final da Liga Europa na presente temporada. O time da capital espanhola sentiu o gosto da taça duas temporadas atrás, quando derrotou o Fulham em Hamburgo. Já a equipe basca, que disputou a final na temporada 1976-7, sonha com um título inédito na cidade de Bucareste.

O momento recente do Atlético de Madrid é melhor no que tange aos resultados obtidos: a equipe não perdeu nenhum de seus últimos sete compromissos. O Athletic Bilbao, por sua vez, não venceu nenhum de seus últimos três jogos disputados. E a diferença entre os dois clubes na tabela de classificação no Campeonato Espanhol muito se deve a isso: são quatro pontos que separam o quinto do décimo colocado.

Não acho prudente traçar um favoritismo para o duelo na capital romena em função desses últimos resultados. Analisando ambos os elencos, é possível supor que o Atlético de Madrid seja ligeiramente superior, notadamente por nomes como os de Miranda, Perea, Turan, Salvio, Diego, Adrián e Falcao García, homem-gol que foi campeão com o Porto na temporada passada, caminhando para a segunda edição consecutiva como maior goleador no torneio. Só que o Athletic Bilbao, que tem jogadores como Iraola, De Marcos, Muniain e a fera Fernando Llorente, conta com um dos maiores técnicos do futebol mundial: o argentino Marcelo "El Loco" Bielsa. Por falar em treinadores, é interessante observar que essa final marcará o duelo entre Diego Pablo Simeone e Marcelo Bielsa, que estiveram juntos naquela bela seleção argentina de 2002, onde Simeone era dirigido por Bielsa.

Deixo aqui um único palpite para o encontro entre Atlético de Madrid e Athletic Club: será um ótimo jogo de futebol. Como franco admirador de Bielsa, devo confessar torcer pelo sucesso dos bascos. Mas tenho para mim que, independentemente do resultado, esse troféu de Liga Europa 2011-2 cairá em boas mãos.

E vale lembrar que essa não é a última partida decisiva desses dois times nesse ano. Dia treze, pela última rodada da liga espanhola, o Atlético de Madrid visitará o Villarreal com chances matemáticas de conseguir um lugar na zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões da Europa. Dia vinte e quatro, o Athletic Bilbao encontra o Barcelona na final da Copa do Rei, em partida marcada para o estádio Vicente Calderón, casa do... Atlético de Madrid.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Salve O País Basco! Salve O Athletic Bilbao!

Athletic Bilbao e Sporting Lisboa fizeram um duelo emocionante no estádio San Mamés, que estava lindamente lotado e testemunhou um momento histórico para o clube basco: depois de trinta e cinco anos (foi vice-campeão para a italiana Juventus na temporada 1976-7), o Athletic Club chega a mais uma final de Liga Europa (naquela época chamada Copa da UEFA).

Sou um grande apreciador dos trabalhos de Marcelo "El Loco" Bielsa, técnico argentino que está a frente do Athletic nessa temporada. E o que Bielsa vem desenvolvendo no país basco é, mais uma vez na carreira desse estrategista, digno de elogios. Seu sistema de jogo funcionou bem e o Bilbao conseguiu ser superior ao adversário. Um bravo adversário, que ajudou a nivelar por cima o confronto semifinal continental.

Apesar da eficácia do rendimento coletivo da equipe da casa, não há como falar da classificação do time sem rasgar elogios a Fernando Llorente. Não vou aqui me limitar a dizer que Llorente foi o melhor em campo. Vou além: vou dizer com todas as letras que o camisa nove basco teve uma atuação digna dos grandes centroavantes da história do futebol. Por sua presença marcante no campo de ataque, que mostrava o grande senso de posicionamento desse jogador de vinte e sete anos de idade. Pela sua sapiência e objetividade para dar ao objeto esférico um destino adequado para que ocorra a melhor jogada possível para sua equipe. Pelo seu poder de finalização avassalador, sem precisar nem de muito tempo nem de muito espaço para concluir. E por sua entrega, pela sua emoção, pela sua comunhão com o clube que veste o uniforme e com a torcida, que foi um espetáculo à parte no confronto. Aliás, o "papel" da torcida no San Mamés foi muito bem analisado por Marcelo Bielsa, que declarou ter sido o público fundamental no jogo porque "criou responsabilidades aos jogadores no sentido de não decepcionar os adeptos". E não houve decepção. Houve, isto sim, manifestação de um futebol de alto nível. De um autêntico finalista europeu. De um time que dá gosto de ver jogar. De um time com a cara e a alma de Bielsa.

Na construção do placar de 3a1 (o jogo de ida terminou com vitória portuguesa por 2a1), o Athletic soube variar suas jogadas pelos flancos do campo e, ocasionalmente, também pela zona central. Mostrou uma grande disciplina tática sobretudo no momento de recuperar a posse de bola, encurtando o espaço do jogador que detinha o controle da redonda consigo. O primeiro gol saiu aos dezesseis minutos, em jogada que teve origem numa dividida dura ganha por Andoni Iraola, a meu ver com falta sobre Stijn Schaars. Só que a jogada seguiu, Iraola passou para Iker Muniain e este cruzou para Fernando Llorente. Inteligente e ligeiro, Llorente fez com louvor o papel de pivô, amortecendo a bola com o peito e servindo Markel Susaeta, que também mostrou astúcia ao finalizar de primeira, ao chão, dificultando o trabalho do goleiro Rui Patrício e estufando a rede no canto esquerdo.

A bravura do Sporting, que mostrava competência principalmente nos remates de fora da área (até porque não era missão simples penetrar na defesa basca), rendeu o gol de empate aos visitantes na marca de quarenta e três minutos. Em jogada de bate-rebate, André Martins chutou de longe, a bola bateu em Xandão e ficou sob medida para Ricky van Wolfswinkel, que com a perna esquerda tratou de, também de primeira, mandar a bola no canto esquerdo de Gorka Iraizoz.

Mas o Athletic de Bielsa é forte demais para se deixar abater e o time tratou de retomar a frente no placar ainda no primeiro tempo: aos quarenta e cinco minutos, uma jogada muito bem trabalhada no ataque mostrou o quão eficaz é uma equipe bem treinada e bem aplicada. Ander Herrera passou rasteiro, Iraola fez o corta-luz e a bola chegou em Llorente. E quando a bola chega em Llorente, alguma coisa boa acontece. Naquele momento aconteceu algo mágico: com um controle de bola desconcertante e um passe preciso, o camisa nove deixou a marcação de João Pereira no chão e serviu Ibai Gómez, que ajeitou e concluiu no contrapé de Rui Patrício, que ainda tocou na bola. 2a1 Bilbao, placar que levaria a partida para a prorrogação.

O Bilbao era melhor em campo e fazia um bom segundo tempo. A torcida, espetacular, vibrava nas arquibancadas de maneira contagiante. Mas o futebol é um esporte muitas das vezes duro com aqueles que parecem atuar melhor (vide a eliminação do Barcelona para o Chelsea, dois dias atrás) e um gol do Sporting poderia sacramentar a eliminação de um time brilhante. Só que os deuses do futebol tinham algo de mais belo reservado ao Athletic, que havia colocado uma bola na trave direita em jogada aérea. E, aos quarenta e dois minutos, Ibai Gómez recebeu a bola pela esquerda e tratou de retribuir o presente recebido por Llorente no final do primeiro tempo. Tudo bem que o passe dado por Ibai não tenha saído com a mesma qualidade que aquele ofertado por Fernando. Nem precisava. Afinal, a redonda encontrou alguém que sabia muito bem como lidar com ela. Encontrou o nome do jogo. Encontrou Fernando Llorente, que mesmo bem marcado, conseguiu direcionar o objeto esférico para o objetivo máximo do futebol, fazendo desabar o goleiro Rui Patrício (ou guarda-redes, se preferir).

Llorente, emocionado, vibrou muito com o gol. Aliás, vou pedir licença e encerrar esse artigo com as palavras dele após o jogo.

"Foi um gol dos sonhos, não posso pedir mais. Isso é histórico, faz 35 anos da final da Uefa. Foi incrível poder desfrutar desses momentos. Não posso expressar a felicidade que tenho agora. Quando passar o tempo nos daremos conta do que fizemos"
Outro resultado

Valencia 0a1 Atlético de Madrid (2a5 na soma dos resultados)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sporting Consegue Virada Sobre Athletic Na Ida Da Semifinal: 2a1

Mesmo desfalcado de um jogador relevante - o meia chileno Matías Fernández - e enfrentando um adversário de notável qualidade no jogo coletivo - o Athletic do argentino Marcelo Bielsa -, o Sporting conseguiu virar o jogo no estádio José Alvalade, em Lisboa, e venceu o Bilbao pelo placar de 2a1.

Todos os três gols da partida disputada na capital portuguesa aconteceram no segundo tempo, mas se a contagem não foi inaugurada antes do intervalo, isso se deve majoritariamente à boa atuação do goleiro Gorka Iraizoz Moreno, como no lance de jogada ensaiada em cobrança de falta, rebatendo remate forte de Emiliano Insúa. Isso sem falar em finalizações que passaram perto do poste.

O estilo de marcação-pressão e toques rápidos da equipe visitante funcionou nos primeiros minutos, mas com o avançar do cronômetro o Sporting foi conseguindo se sobressair na partida. Ilustra a superioridade do time da casa um comparativo entre os dois centroavantes: enquanto o holandês Ricky van Wolfswinkel aparecia na área e assustava a defesa basca, o também camisa nove Fernando Llorente Torres tinha dificuldades de encontrar-se em condição para finalizar alguma trama de jogada basca.

Veio o segundo tempo e o Athletic conseguiu abrir o placar aos oito minutos: Markel Susaeta Laskurain cobrou falta pela direita e a bola foi desviada até chegar em Jon Aurtenetxe, que mostrou grande reflexo e tempo de bola para completar, de primeira. 1a0 e festa dos cerca de quatro mil torcedores bascos presentes no estádio em Portugal.

O Sporting não pareceu abatido pelo gol sofrido e voltou a criar chances no ataque. Aos trinta minutos, foi premiado pela pressão imposta: Diego Capel cruzou, a defesa afastou parcialmente e Insúa cabeceou com tamanha força que sua finalização mais pareceu ter sido feita com uma das pernas, mandando a redonda no canto esquerdo. 1a1 e vibração da parcela alvi-verde no José Alvalade.

E se Capel havia dado o cruzamento que terminou no gol de Insúa, foi do próprio Capel o gol da virada portuguesa: aos trinta e quatro minutos, o espanhol recebeu do russo Marat Izmailov e tratou de arriscar de fora da área. Para alegria do time da casa, a bola tomou o rumo do canto esquerdo e decretou o 2a1 no placar.

A partida de volta será no estádio San Mamés e não teremos a presença de nenhum camisa dez: tanto Óscar de Marcos Arana quanto Izmailov receberam cartões amarelos que resultaram em suspensão automática, a ser cumprida na próxima quinta-feira. Para a ocasião, o Bilbao se classificará em caso de vitória por 1a0 ou por mais que um gol de diferença. Creio que se o Athletic reencontrar seu jogo (que raramente foi visto em Lisboa) e o Sporting conseguir repetir uma atuação do nível visto na partida de ida, teremos uma bela partida pela frente. Que o melhor time avance para a final da Liga Europa!

Outro resultado

Atlético de Madrid 4a2 Valencia

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Nada Mal, Bilbao!

Depois de ter vencido o jogo de ida no campo do adversário pelo placar de 4a2, o Athletic Bilbao recebeu o Schalke 04 no estádio San Mamés e ratificou a classificação para a fase semifinal na Liga Europa com empate por 2a2. Os comandados de Marcelo Bielsa, sempre bastante intensos quando com a posse de bola, encararam uma qualificada equipe dirigida por Huub Stevens e saíram-se bem, reagindo rapidamente nas duas vezes em que o Schalke conseguiu ficar na frente no placar (mas não no resultado agregado).

O próximo adversário do clube basco na competição continental será o Sporting, único remanescente de fora das fronteiras espanholas - a outra semi será travada entre Atlético de Madrid e Valencia.

O jogo

Antes de a bola rolar, uma cena belíssima no San Mamés: cumprindo o ritual que cabe a todo clube que atua pela primeira vez naquele estádio, Raúl González, capitão do Schalke 04, passou no meio dos torcedores bascos e ofertou flores ao busto de Pichichi, autor do primeiro gol na história do estádio. Linda a cena dos aplausos da torcida local, que por tanto tempo viu Raúl atuar naquele gramado vestindo o uniforme do Real Madrid (mais precisamente 16 anos). Não dá para saber se Raúl voltará a pisar naquele campo como jogador profissional, mas o fato é que o lendário camisa sete deixou sua marca com um golaço aos sete minutos do segundo tempo, em um remate maravilhoso que ainda bateu no poste esquerdo antes de estufar a rede dos donos da casa.

Mas antes de Raúl conseguir este belo remate, muita coisa aconteceu na partida. Um cabeceio de Iker Muniain que parou em defesa do goleiro Lars Unnerstall foi uma delas. Mas quem teve mais trabalho no jogo foi o outro arqueiro, Gorka Iraizoz, que mostrava segurança e elasticidade para intervir em benefício ao Athletic. Uma das mais impressionantes defesas ocorreu quando o placar ainda estava zerado, aos nove minutos, com o camisa um espalmando remate forte e alto dado por Klaas-Jan Huntelaar. Só que aos vinte e oito minutos quem levou a melhor foi o atacante holandês Huntelaar, que aproveitou-se de descuido da defesa na saída de bola: Markel Susaeta atrapalhou-se com a marcação-pressão de Jermaine Jones e tocou para trás na direção de Huntelaar, que preparou pro chute e mandou no canto direito, abrindo o placar.

Bielsa identificou algo a ser melhorado em sua equipe e preparou uma substituição imediatamente. Eis uma das razões de tanto admirar este técnico argentino: sua atitude. Se alguém pensava que a idéia do estrategista de cinqüenta e seis anos de idade era recuar o time para conter os avanços de um Schalke que atuava de maneira ofensiva, certamente não conhece "El Loco" o suficiente. Sempre com uma "carta na manga" para reverter um cenário de jogo que não o satisfaça, Bielsa tratou de colocar mais um homem de frente em sua equipe, trocando o meio-campista Ander Herrera pelo atacante Ibai Gómez Pérez. E adivinhe o que aconteceu aos quarenta minutos, dez após a mexida tática de Bielsa! Ibai recebeu a bola de Óscar De Marcos pela esquerda e deu estupendo remate em arco, colocando a bola no canto oposto e marcando um golaço.

Minutos depois, Ibai descolou remate muito parecido que dessa vez passou um pouco à esquerda do alvo. Apesar de a bola não ter entrado dessa vez, o belo chute do camisa vinte e oito serviu como evidência de que o jogador saído do banco tem incontestável qualidade nas finalizações dadas de fora da área. O segundo tempo veio com pressão visitante, que teve chance interessante quando Chinedu Obasi chutou, mas Iraizoz defendeu mais uma vez. Aos sete minutos, não dava para Iraizoz nem nenhum mortal impedir que o remate de Raúl tomasse o rumo da rede: após boa e rápida troca de passes dos Azuis Reais no campo ofensivo, Obasi tocou para o experiente e incansável atacante, que tratou de concluir o lance com uma precisão admirável, chutando com força e colocação no canto esquerdo. Golaço.

Só que no Athletic de Bielsa a resposta acontece rapidamente, às vezes tão rapidamente que o adversário praticamente não tem tempo de comemorar seu gol e assimilar o novo placar. Aos nove minutos, Muniain recebeu a bola, fez bela jogada individual, escapou do marcador que o acompanhava, atraiu a marcação de Joel Matip e encontrou Susaeta livre. O passe foi sob medida para que o camisa catorze recebesse e preparasse para o remate, o que fez muito bem, colocando a bola no canto esquerdo e eventualmente se redimindo de uma falha no lance que deu origem ao primeiro gol do jogo.

Não há que se negar que as entradas de Jefferson Farfán, Ciprian Marica e Lewis Holtby deram maior qualidade ao já capacitado time do Schalke, que necessitava de dois gols para carregar o encontro à prorrogação. O Bilbao em momento algum se acomodou na vantagem e tratou de fazer aquilo que melhor sabe fazer um time esquematizado por Marcelo Bielsa: jogar futebol. Susaeta teve oportunidade aguda de selar a classificação com uma vitória para os bilbaínos, mas falhou na ocasião. De toda forma, o gol não anotado não teve relevância para o confronto, e o Athletic Club avança com méritos na Liga Europa.

Apesar de nessa postagem não ter citado os nomes de todos os jogadores que pisaram no campo, faço-os presentes no nome e sobrenome do único argentino do elenco: Marcelo Bielsa. O jogo coletivo vigoroso e funcional do Bilbao me parece ser o principal aspecto a determinar o sucesso da equipe na competição. E isso jamais seria desenvolvido de forma eficaz se a filosofia de trabalho não fosse assimilada pelos jogadores. Parabéns, Bielsa, Bilbao e bilbaínos! E obrigado por me possibilitarem assistí-los atuarem.

Outros resultados

Valencia 4a0 AZ Alkmaar (5a2 na soma dos resultados)
Metalist 1a1 Sporting (2a3 na soma dos resultados)
Hannover 1a2 Atlético de Madrid (2a4 na soma dos resultados)

sábado, 31 de março de 2012

Barça Vence Bilbao E Segue Corrida Pela Tríplice Coroa

Em jogo válido pela trigésima rodada na Liga Espanhola, o Barcelona recebeu o Athletic Bilbao no estádio Camp Nou e venceu por 2a0 (gols de Andrés Iniesta e Lionel Messi). Vindos de jogos intensos pelas competições européias, tanto Josep Guardiola quanto Marcelo Bielsa pouparam alguns jogadores de atuarem os noventa minutos (o Barcelona havia jogado quarta-feira na Itália e o Athletic atuara quinta-feira, na Alemanha).

Com 72 pontos, o Barcelona está seis pontos atrás do Real Madrid (que nessa rodada goleou o Osasuna, fora de casa, por 5a1). O Athletic encontra-se com 38 pontos, distante nove pontos da zona de classificação para a Liga dos Campeões da Europa e a cinco pontos da zona de classificação para a Liga Europa. Parece que o caminho mais curto - embora não necessariamente menos complicado - para o Athletic disputar um torneio continental na próxima temporada reside na conquista da própria Liga Europa.

O jogo

Conseguindo desenvolver seu estilo de jogo de troca de passes, o Barcelona logo ditou o ritmo da partida e manteve os acontecimentos limitando-se basicamente ao campo de ataque. Entre uma investida e outra, a defesa do Athletic evitava ser vazada do jeito que dava, como em lance polêmico onde a bola foi tirada praticamente em cima da linha, deixando dúvida sobre ter caracterizado gol. A força do elenco espanhol minimizava a ausência de Xavi Hernández e Carles Puyol entre os titulares (Xavi só foi colocado em campo aos trinta e um minutos do segundo tempo, enquanto Puyol permaneceu no banco por todo o decorrer do jogo). E o placar veio a ser inaugurado aos trinta e nove minutos do primeiro tempo: Alexis Sánchez desarmou Iñigo Pérez, passou para Messi e o craque serviu Iniesta, que arrancou em velocidade e chutou com força. 1a0 Barcelona, placar do primeiro tempo.

No intervalo, Bielsa promoveu as entradas dos titulares Iker Muniain e Ander Herrera (Ibai Pérez e Iñigo Pérez não retornaram para a etapa complementar). Apesar do Athletic ensaiar uma melhora no jogo, o domínio continuava sendo barcelonista, e aos doze minutos saiu o segundo gol. Tudo começou em novo lance duvidoso, uma vez que tenha ficado difícil garantir que Javi Martínez tenha de fato derrubado Cristian Tello. De toda forma, Antonio Miguel Mateu Lahoz marcou penalidade máxima na jogada e ainda deu cartão amarelo para Javi Martínez. Messi converteu a cobrança com um chute rasteiro no canto esquerdo, marcando seu trigésimo sexto gol nesse Campeonato Espanhol.

Ao gol sucedeu a última mexida de Bielsa, trocando Gaizka Toquero por Fernando Llorente. Mais tarde, Guardiola pôs em campo Pedro Rodríguez (Tello saiu) e Seydou Keyta (Sánchez deixou o gramado). O Athletic cresceu de rendimento e passou a marcar mais e melhor presença no campo ofensivo. Na maior oportunidade de se aproximar no placar, Muniain foi acionado em velocidade e chutou tirando de Victor Valdés. Mas não de Gerrard Piqué, que cortou e impediu que a bola entrasse. 2a0 foi mesmo o placar final.

Na próxima rodada pelo Espanhol, o Barcelona visita o Real Zaragoza e o Athletic Club recebe o Sevilla. Mas, antes disso, as equipes têm o compromisso de jogar a volta na fase quartas-de-final de suas respectivas competições européias, diante de Milan e Schalke 04. No final da temporada, Barça e Bilbao se reencontram no estádio Vicente Calderón, na capital Madrid: é a partida que vale o troféu de campeão na Copa do Rei 2011-2. Jogo altamente promissor.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Athletic Bilbao Deixa Schalke De 4 Em Gelsenkirchen

Schalke 04 e Athletic Club mediram forças nessa quinta-feira, em Gelsenkirchen, e fizeram uma bela partida de futebol válida pela fase quartas-de-final na Liga Europa 2011-2. Cada equipe deteve 50% do tempo de posse de bola e os três goleiros tiveram que trabalhar bastante nessa partida de seis gols, duas viradas e muita movimentação. Raúl González e Fernando Llorente, com dois gols cada, foram dois dos principais personagens da partida, vencida pela equipe basca por 4a2 (Oscar De Marcos e Iker Muniain também marcaram).

Para o jogo de volta, marcado para o estádio San Mamés na próxima quinta-feira, o Bilbao se classifica mesmo perdendo por um gol de diferença (derrotas por 2a0 e 3a1 também "servem" aos comandados de Marcelo Bielsa). A missão do bom time alemão é complicadíssima, uma vez que já entrará em campo com a necessidade de buscar pelo menos três gols. E tudo isso diante de um time muito bem montado e fortíssimo nas jogadas de contra-ataque, tal como demonstrou nessa partida disputada em solo alemão.

O jogo

De um lado, uma equipe que vinha de quatro vitórias consecutivas na temporada e jogava com o apoio de uma torcida atuante - e quando digo atuante é no sentido que compete ao autêntico torcedor de futebol, aquele que "joga junto" com o time, marcando presença nas mais variadas situações que uma partida pode reservar. De outro lado, um time que, após a histórica classificação diante do Manchester United na fase anterior, acumulava três jogos sem vencer no Campeonato Espanhol. E o início de partida entre Schalke e Athletic já alimentava as expectativas de um jogo interessante: marcando já no campo ofensivo, os visitantes dificultavam a saída de jogo dos donos da casa e não tardavam a recuperar a posse de bola, impondo um ritmo de troca de passes que colocava o adversário, em alguns momentos, literalmente na roda. Chances de gol surgiram para os dois lados, com destaque para as oportunidades de Fernando Llorente e Klaas-Jan Huntelaar, chutadas para fora.

O placar seria inaugurado aos dezenove minutos: em jogada rápida de Oscar De Marcos pelo flanco direito, Fernando Llorente mostrou seu faro de gol apuradíssimo e grande senso de posicionamento: o camisa nove aproveitou rebote do goleiro Timo Hildebrand e chutou duas vezes até estufar a rede, levando a melhor em jogada que também contava com os defensores adversários Kyriakos Papadopoulos e Atsuto Uchida. 1a0 para os visitantes.

Estimulado por uma vibrante torcida que lotava a Veltins Arena, o Schalke 04 foi rápido na resposta: aos vinte e um minutos, Jefferson Farfán, que se deslocava bastante pelo ataque dos Azuis Reais, tinha a bola no flanco direito e passou para Uchida, que cruzou rasteiro e encontrou Raúl González, no primeiro poste, em condição de finalizar e empatar a partida. 1a1 no placar.

O Schalke parecia crescer na partida e a maioria das jogadas mais incisivas da equipe tendiam a encontram Raúl, que dava muita canseira na defesa basca, com uma disposição e poder de decisão que nem faziam parecer que estávamos falando de um jogador com trinta e quatro anos de idade. Llorente também marcava presença com estilo, mostrando importância não somente no momento de finalização mas também para distribuir a bola no ataque e atrair a marcação na busca por espaços. De toda forma, as redes só voltariam a balançar na etapa complementar.

No intervalo, o goleiro Hildebrand deu lugar para Mathias Schober, de trinta e cinco anos (três anos mais velho que o titular da posição). Pelo lado dos visitantes, Ibai Gómez Pérez, atacante de vinte e dois anos, entrou no lugar de Ander Herrera Aguera, meio-campista de mesma idade que o jovem que o substituíra.

Mandando no jogo, o Schalke ia conseguindo aumentar a pressão e passava a atuar a maior parte do tempo no campo ofensivo, conseguindo encaixar uma maneira de jogar que dava ao time possibilidades de explorar os espaços deixados pela defesa oponente. Numa dessas investidas, a defesa do Athletic não conseguiu afastar o perigo que rondava sua área, Raúl tentou a tabela com Huntelaar e acabou decidindo concluir o lance com um remate cruzado, sendo feliz na finalização e marcando um golaço no canto esquerdo, sem qualquer chance de defesa para o goleiro Gorka Iraizoz Moreno. 2a1 para o time da casa, de virada, aos treze minutos, numa obra-prima do maior goleador na história das competições européias.

Raúl seguia fazendo grande partida e esteve perto de marcar o terceiro, o que daria uma vantagem relevante ao Schalke 04 no confronto. Mas o Athletic também tem seu goleador. E goleador é assim: "aparece" no jogo quando parece menos provável. Com o Schalke conseguindo exercer relativo domínio territorial na partida, as chegadas do Athletic ao ataque iam se tornando mais escassas. Aos vinte e sete minutos, pintou um escanteio para os bascos. E era o suficiente para Fernando Llorente, que se deslocou ao primeiro poste e cabeceou com precisão, completando, como manda o figurino, o cruzamento de Ibai. 2a2 em Gelsenkirchen.

Foi um duro golpe para o treinador Huub Stevens, que dezesseis minutos atrás realizara suas duas últimas substituições (Lewis Holtby e José Manuel Jurado Marín entraram, Marco Höger e Julian Draxler saíram) e via seu time superior ao adversário dentro de campo. Marcelo Bielsa, que dois minutos antes do gol de empate de seu time havia posto o meio-campista Iñigo Pérez Soto no lugar do defensor Jon Aurtenetxe, passou a colher os frutos de sua ousadia tática e ver os bascos emplacarem mais dois gols no jogo, construindo uma virada espetacular. Aos trinta e cinco, Ibai inverteu o jogo na direita, Markel Susaeta Laskurain centralizou (não sei se tentando o gol ou a assistência), Schober espalmou e De Marcos conferiu no rebote, com a bola entrando lentamente e quase sendo interceptada por Christian Fuchs. 3a2 Bilbao, na segunda virada do jogo, para alegria dos bascos que marcaram presença na Alemanha.

Autor do 3º gol, De Marcos deu lugar para o defensor Borja Ekiza Imaz, reequilibrando o poder de marcação de Los Leones. Mas quem pensava que a mexida era para propôr uma postura defensivista, certamente esqueceu que estamos falando de um time de Bielsa, caracterizado por sempre buscar o gol, independentemente das circunstâncias. E, aos quarenta e sete minutos, saiu o quarto: após tentativa de lançamento pelo lado direito, Jermaine Jones cortou parcialmente e a bola chegou em Susaeta, que arrancou em disparada, entrou na área e, com um simples toque para o lado, centralizou a jogada com uma assistência irrepreensível, concluída por Muniain para o fundo do gol. 4a2 para o sensacional Athletic Club, de Bilbao para o mundo, com as bênçãos de Marcelo Bielsa e dos deuses do futebol.

Outros resultados

AZ Alkmaar 2a1 Valencia
Sporting 2a1 Metalist
Atlético Madrid 2a1 Hannover

segunda-feira, 19 de março de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

Entre os dois últimos finais-de-semana, o Bayern de Munique realizou três partidas oficiais - duas na Bundesliga e uma na Liga dos Campeões da Europa. E os resultados são dignos de uma máquina de fazer gols: 7a1 sobre o Hoffenheim, 7a0 diante do Basel e 6a0 pra cima do Hertha Berlin. Vinte gols marcados para um único concedido num intervalo de três jogos. Desses, oito foram marcados por Mario Gómez e sete por Arjen Robben. E uma curiosidade: o gol do Hoffenheim foi de Luiz Gustavo, contra.

Bem, números e mais números. Mas para quem teve o prazer de assistir, por exemplo, à partida de volta pela fase oitavas-de-final na Liga dos Campeões, certamente deve ter pensado que esse Bayern de Munique comandado por Josef Heynckes tem tudo para marcar presença na final do torneio continental, que terá como sede nada mais, nada menos, que a Allianz Arena, estádio dos bávaros. Quer dizer, o Bayern deslumbra pelas estatísticas e, principalmente, pela forma de jogar futebol. Vale acompanhar.

Jogada da semana

Ia entrar aqui como jogada da semana o golaço de Fernando Llorente após maravilhoso lançamento de Fernando Amorebieta, abrindo o placar no jogo de volta entre Athletic Bilbao e Manchester United, na fase oitavas-de-final na Liga Europa 2011-2. Só que, após vasculhar, não encontrei um vídeo do lance por inteiro (apenas da belíssima finalização de Llorente). Então, o blogueiro resolveu fazer uma homenagem a outro jogador do Bilbao, que fez uma jogadaça naquela mesma partida. Com um detalhe: a jogada espetacular de Andoni Iraola não terminou em gol. Bem que merecia!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Um Gigante Chamado Athletic Bilbao (Com As Bênçãos De Bielsa)

Três meses atrás, quando o Manchester United era eliminado na Liga dos Campeões da Europa e, com o terceiro lugar no grupo, ingressava na Liga Europa, havia uma quase unanimidade de opiniões dando conta de que o time comandado por Alex Ferguson apareceria como favorito ao título no torneio. Afinal, estamos falando de um clube poderoso, com três finais de Champions League nas últimas quatro temporadas, atual campeão inglês e tão acostumado a decisões.

Sem tomar conhecimento de um adversário dessa grandeza, o Athletic Club, da cidade de Bilbao, dominou amplamente a partida de volta (já hava vencido na ida, em pleno estádio Old Trafford, por 3a2), colocou o Manchester na roda e venceu o jogo por 2a1, totalizando 5a3 no resultado somado. E digo para vocês com todas as letras: poderia ter sido uma diferença muito, mas muito mais elástica. Os amantes do futebol arte devem ficar de olho nessa equipe comandada por Marcelo "El Loco" Bielsa.

O jogo

Intenso. Vou tentar resumir nessa palavra trissílaba o que foi o desempenho do Athletic Bilbao nessa partida diante do Manchester United. Mas quero deixar claro que a adjetivação é meramente ilustrativa, uma vez que é sempre mais completo e esclarecedor ver um time jogar do que ler a respeito de um jogo.

Essa intensidade supracitada foi vista do primeiro ao último minuto de partida e era subsidiada por uma marcação forte e adiantada, por um time rápido e discipliando taticamente, por uma ocupação inteligente dos espaços e uma correta transição ao ataque. Combinações que deram ao Athletic Club um total domínio da partida, sem dar chance ao Manchester United de, em algum momento, se sobressair.

Aos doze minutos, o placar não foi inaugurado por detalhe. A jogada foi maravilhosa: Llorente recebeu a bola e, de primeira, serviu Muniain com um passe que desconcertou a defesa inglesa. Muniain chutou na trave direita e, no rebote, com De Gea completamente batido, De Marcos chutou para fora.

Onze minutos mais tarde, um lançamento espetacular de Amorebieta encontrou a fera Fernando Llorente. E, numa finalização talvez mais incrível que o lançamento que o serviu, o camisa 9 alvirrubro emendou um lindo chute, de primeira, cruzado, sem defesa para o goleiro De Gea. Foi com toda essa beleza que, aos vinte e dois minutos, Llorente se tornou o maior goleador da história do Athletic em competições européias, com 12 gols marcados.

Uma investida que terminou em cabeceio de Giggs foi o máximo de perigo oferecido pelo United no primeiro tempo. O domínio do Athletic era tamanho que os próprios jogadores de defesa do Manchester tinham dificuldades de tocar a bola, sofrendo com a marcação-pressão que parecia não dar sossego a ninguém que vestisse azul.

No início do segundo tempo, Iraola quase marcou um golaço: recebeu passe próximo da grande área, escapou de três adversários esbanjando um controle de bola formidável (a redonda parecia estar colada em suas chuteiras) e deu um toque categórico com a esquerda, mandando pertinho da trave esquerda.

A saída de Llorente ainda no primeiro tempo (aparentemente sentindo alguma contusão muscular) para a entrada de Toquero pode até ter diminuído a capacidade técnica do ataque basco, mas o esforçado camisa 2 que entrara em campo também dava trabalho aos defensores oponentes. Só que quem balançaria a rede seria De Marcos: aos dezenove minutos, Iraola cruzou da direita, Toquero dividiu com Smalling pelo alto e a bola chegou no camisa 10, que dominou e chutou para ampliar a vantagem dos donos da casa, da festa e do jogo.

No jogo coletivo, o Bilbao esmagava o Manchester. Restou a Wayne Rooney, em jogada individual, marcar o gol de honra dos visitantes - aos trinta e quatro minutos, Rooney acertou belo chute no canto esquerdo, diminuindo a diferença no placar mas não o abismo de nível de jogo entre os dois times.

Aplausos para Marcelo Bielsa, que ratificou com propriedade a beleza do seu estilo de lidar com o futebol. Aplausos para o time do Athletic, que desempenhou suas funções em todos os setores do campo (embora tivesse desperdiçado muitas chances de gol, algo a ser corrigido). Aplausos para a torcida que lotou o estádio San Mamés e fez muito barulho, atuando como um autêntico 12º jogador. Agradecimentos aos deuses do futebol, por me possibilitarem assistir um evento como esse. Vida longa ao Athletic de Bielsa!