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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Pedimos licença ao território italiano - de onde saíram todas as equipes da semana nesse ano de 2011 - e vamos até a América do Sul. Mais precisamente no Peru. Sendo ainda mais específico, em Arequipa. Foi por lá que o hexagonal final do Sul-Americano Sub-20 teve a realização de seus jogos. E a seleção brasileira, comandada por Ney Franco, partiu em direção ao título que lhe rendeu uma vaga no Mundial colombiano e na Olimpíada londrina com duas vitórias na semana passada: primeiro, em jogo difícil, derrotou o Equador por 1a0. Depois, diante da então líder seleção uruguaia, uma sapecada de 6a0, com direito a show de Lucas. O sonho do inédito ouro olímpico repousa em bons lençóis: vamos ver se conseguiremos acordar em 2012 com a medalha pendurada no peito.

Jogada da semana

Foi uma semana recheada de belos gols. O toque de cobertura de Wesley Sneijder na partida entre holandeses e austríacos, por exemplo, poderia figurar facilmente nessa postagem. Lucas, camisa 10 na seleção sub-20 brasileira, marcou três belos gols diante dos uruguaios e até uma jogada que não terminou em gol - por detalhe - também tinha condição de aqui estar representada. Mas, diante da bicicleta de Wayne Rooney que rendeu a vitória do United no clássico local com o City, pergunto: tem como não nomear esse golaço a jogada da semana?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Lucas Letal Conduz Brasil À Goleada Sensacional

A seleção brasileira fechou com chave-de-ouro a sua participação no Sul-Americano Sub-20: 6a0 pra cima da Celeste Olímpica. O título canarinho na competição aumenta as expectativas para uma inédita medalha de ouro olímpica, a ser disputada em Londres, no ano que vem.

O jogo

Sendo o empate um resultado que classificava ambas as seleções para as próximas Olimpíadas (o Uruguai, que entrou em campo já classificado, garantiria o título continental em caso de igualdade no placar), pode ter ficado no ar uma idéia de que teríamos um "jogo de compadres". Mas o que se viu em Arequipa (além de um gramado em condições horrorosas) foi uma partida movimentada e bastante disputada, parecendo em alguns momentos que o jogo já valia uma medalha dourada. Neymar foi uma das figuras mais perseguidas em campo: foi agarrado por Federico Platero, derrubado por CamiloMayada, levado ao chão por Diego Polenta, agredido por Leandro Cabrera e às vezes até prejudicado pelo árbitro paraguaio Antonio Arias, que leu alguns lances como simulação do brasileiro. Entradas como a de Casemiro em Polenta e a de Saimon em Federico Rodríguez davam o tom de que a histórica rivalidade semeada entre Brasil e Uruguai estava aflorada no Peru.

Mas houve também futebol. Principalmente quando a bola encontrava os pés de Lucas. A primeira chegada interessante ocorreu com oito minutos: em jogada são-paulina, Lucas recuperou a bola no ataque e tocou para Casemiro, que avançou e chutou à esquerda. Aos 28 minutos, o camisa 10 escapou pela direita, cruzou, Neymar escorregou e a bola chegou em Willian José, que com uma puxada mandou a bola à esquerda. Com 39 minutos, Neymar e Alex Sandro tabelaram pelo lado esquerdo e a redonda chegou em Lucas, que recebeu na meia-lua, puxou pra direita e chutou cruzado, no contrapé do goleiro Salvador Ichazo. 1a0 Brasil.

O blogueiro ainda tomava nota do belo lance que resultou no primeiro gol do jogo quando lá viria o segundo: aos 41 minutos, Lucas recebeu no meio-campo, arrancou escapando de dois adversários pela direita e chutou cruzado à meia-altura para marcar um golaço. E dois minutos depois a coisa ficou ainda pior para o lado uruguaio: Adrián Luna deu carrinho lateral e foi expulso de campo sem nem precisar ter um prévio cartão amarelo.

O intervalo veio em boa hora para os uruguaios e o treinador Juan Verzeri tratou de mexer no time: entraram Ricardo Pereira e Pablo Cepelini nos lugares de Ángel Cayetano e Federico Rodríguez. Logo aos 36 segundos, o que parecia um chute facilmente defensável dado de fora da área acabou sendo defendido com dificuldades por Gabriel. Com 1 minuto, Saimon agarrou Cepelini quando este entrava na área brasileira: pênalti e expulsão do zagueiro, que naquele momento levava seu segundo cartão amarelo no jogo. Na marca de 3 minutos, Matias Vecino cobrou a penalidade no meio e mandou por cima do travessão, para sorte de Gabriel, que escolheu se deslocar para o lado esquerdo.

O momento era tão positivo para os uruguaios que naquele momento o 2a0 tratava-se de uma vantagem nada confortável para os brasileiros. Foi então que o lateral-direito Danilo teve a felicidade de marcar o 3º gol e dar uma ducha de água fria nos planos uruguaios: o camisa 2 avançou pela direita passando por Cabrera e escapando de Pereira, chutou cruzado no canto direito uma bola que deixou dúvidas se havia intenção de cruzamento ou finalização, mas que foi parar no lugar onde deveria.

Aos 9 minutos, um escanteio cobrado pela esquerda encontrou Nicolás Prieto na área, que subiu bem e cabeceou perto da trave direita. Dois minutos depois, Lucas voltou a entrar em ação: o meia recebeu de Danilo, clareou o lance e deu assistência para Neymar, que deu de chapa na bola para marcar o 4º gol brasileiro, no contrapé de Ichazo.

Impressionava como o placar de 4a0 não reduzia o ímpeto uruguaio e tampouco a determinação dos comandados de Ney Franco. Aos 13 minutos, Vecino chutou alto de fora da área e Gabriel saltou realizando bonita defesa. Três minutos depois, um chute de Willian de fora da área foi rebatido por Ichazo e encontrou Neymar, que não desperdiçou o rebote e colocou 5a0 no placar.

Na marca de 19 minutos, Casemiro deu a braçadeira de capitão para Lucas e a vaga para Galhardo. Com 24 minutos, Neymar e Willian tabelaram à vontade e o goleiro Ichazo evitou o gol de Willian. Na marca de 28 minutos, Juan Verzeri fez sua substituição derradeira: Prieto por Ramon Arias. Quem não parava de fazer bonito era Lucas: aos 31 minutos ele se livrou de quatro adversários e quase driblou também o goleiro, ficando perto de marcar um golaço.

Com 33 minutos, Galhardo recebeu na direita e chutou perto do ângulo esquerdo. A disposição dos jogadores brasileiros impressionava, parecendo que ninguém queria saber de "jogo resolvido", ficando objetivado marcar mais gols sempre que fosse possível. E aos 35 minutos veio nova possibilidade: Galhardo recebeu lançamento na direita e deu toque curto para Lucas. E o camisa 10 voltou a mostrar do seu repertório de grandes jogadas, passando com extrema facilidade pela marcação de "6" e chutando cruzado para fazer 6a0 e alcançar o "hat-trick".

Aos 38 minutos, Ney Franco trocou Neymar por Diego Maurício. Aos 40, saiu Lucas para a entrada de Gabriel Silva. Para fazermos justiça ao desempenho do atleta são-paulino, deveríamos ter três mãos: duas para aplaudí-lo e outra para tirar o chapéu. Na marca de 45 minutos e 32 segundos, Antonio Arias soou pela última vez o apito no Sul-Americano Sub-20: o Brasil é campeão e vai cheio de moral para Londres-2012. Antes disso, tem o Mundial na Colômbia. Vida longa a esses jovens!

Outros resultados

Colômbia (6º) 0a2 (3º) Argentina
Equador (4º) 1a0 (5º) Chile

Para o Mundial Sub-20, as seleções sul-americanas presentes serão a Colômbia (país-sede), além de Brasil, Uruguai, Argentina e Equiador.

Para a Olimpíada, classificaram-se Brasil e Uruguai.

Campanha brasileira no Sul-Americano 2011

Fase de grupos

4a2 Paraguai
3a1 Colômbia
1a1 Bolívia
1a0 Equador

Hexagonal final

5a1 Chile
2a0 Colômbia
1a2 Argentina
1a0 Equador
6a0 Uruguai
Foto posada da seleção brasileira que começou o jogo diante do Uruguai: goleada de 6a0, 11º título sul-americano sub-20 e confirmação da vaga para os Jogos de Londres em 2012.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Brasil Passa Perrengue Mas Vence O Equador: 1a0

Com o habitual pequeno público presente no estádio da Universidade Nacional San Agustín e o estado do gramado "pra lá de Marrakech" (provavelmente devido à seqüência de jogos no mesmo campo), o Brasil somou 3 pontos diante dos equatorianos e praticamente garantiu a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

A partida foi equilibrada e houve tantas oportunidades para ambos os lados que o placar de 1a0 esconde a trabalheira que tiveram os goleiros Gabriel e Jaramillo, além também dos sistemas defensivos, diversas vezes envolvidos pelas jogadas adversárias.

O jogo

A partida entre essas duas seleções na fase de grupos (a qual foi intitulada "Valeu Pela Vitória, Não Pelo Futebol") mostrou a mim uma característica do time equatoriano que se confirmou no reencontro com o Brasil no hexagonal final: não ter vergonha de chutar a gol. Talvez em função dos desfalques na zaga (Bruno Uvini está fora do Sul-Americano após fraturar a fíbula direita diante da Argentina e Juan cumpre suspensão após expulsão naquela mesma partida), o Brasil cedeu muitos espaços para o Equador ora trabalhar a bola, ora arriscar de longe. A primeira investida deu-se aos 5 minutos, quando Juan Ramón Cazares Sevillano chutou de fora da área e Gabriel encaixou. Mas aos 7 minutos a seleção brasileira conseguiu abrir o placar: Oscar cobrou falta pela direita com um levantamento e Casemiro apareceu em liberdade para cabecear na pequena área. 1a0 Brasil.

Aos 9 minutos, uma saída de bola equivocada por parte do equatoriano Mario Alberto Pineida Martínez (faça-se justiça: trata-se de um jogador que no geral distribui passes com qualidade) deu a bola de presente para Oscar, que avançou e serviu Diego Maurício. O atacante ficou cara-a-cara com o goleiro John Jaramillo e desperdiçou a oportunidade chutando à esquerda.

Mostrando que o ritmo de jogo era intenso, lá foi o Equador ao ataque aos 11 minutos, quase empatando a partida em duas ocasiões: primeiro, a bola passou pelo goleiro Gabriel mas foi cortada por Danilo e depois o chute de Fernando Gaibor passou perto da trave esquerda, em lance onde Gabriel saltou mas não apresentou condições de fazer a defesa caso a bola tivesse o endereço da rede. 6 minutos depois, uma jogada iniciada com passe de trivela de Pineida pela direita terminaria novamente passando por Gabriel e, mais uma vez, sendo interceptada pela defesa brasileira.

O Brasil responderia aos 26 minutos, e em dose dupla: primeiro, Lucas avançou driblando pelo lado esquerdo, chutou rasteiro e Jaramillo rebateu; depois, Diego Maurício recebeu de Lucas em liberdade, chutou cruzado e Jaramillo defendeu mais uma vez. Com 32 minutos, Diego Maurício finalmente balançaria a rede, mas a posição de impedimento do atacante no rebote do chute de Casemiro foi flagrada, anulando a jogada. Casemiro, por sinal, voltaria a chutar aos 37 e aos 39 minutos, mandando primeiro a bola por cima do travessão e depois parando em defesa de Jaramillo.

Movido pela determinação de buscar o resultado, o treinador Sixto Rafael Vizuete Toapanta tratou de fazer duas mexidas no intervalo, trocando dois meio-campistas por dois atacantes: Marcos Caicedo e Marlon de Jesus entraram nos lugares de Jonathan de la Cruz e Juan Cazares.

O segundo tempo começou lá e cá, com ambos os times tirando proveito dos espaços que tinham para jogar. Aos 15 minutos, Alex Renato Ibarra Mina cruzou da direita e Gaibor desviou de cabeça mandando perto da trave direita, quase empatando a partida. O quase que valia para o empate passou dois minutos depois a valer para a ampliação da diferença: Lucas recebeu em velocidade, escapou de três adversários e, desequilibrado, teve a finalização abafada por Jaramillo.

Aos 18 minutos, Willian José deu lugar para Henrique na seleção brasileira. 4 minutos depois de entrar em campo, Henrique deu chute cruzado que passou perto da trave esquerda. Mas antes disso, aos 21 minutos, o Equador ficou próximo de igualar o marcador: Caicedo cortou Danilo pela esquerda, passou também por Saimon, cruzou por baixo e Edson Eli Montaño Angulo chutou, mas foi travado por Romário. Com 23 minutos, Danilo deixaria o campo para a entrada de Galhardo, que seria a próxima vítima de Caicedo nas investidas pelo lado esquerdo.

Aos 28 minutos, De Jesus recebeu de Edson Montaño, girou, chutou no canto direito e Gabriel defendeu. Percebendo a superioridade equatoriana e a inoperância de Diego Maurício, Ney Franco trocou o atacante pelo meio-campista Alan Patrick aos 30 minutos, em substituição praticamente simultânea à 3ª equatoriana, que consistiu na troca de Ibarra pelo também atacante Cristian Pinilla.

É bem verdade que Henrique teve duas chances de gol (parando em defesa de Jaramillo aos 37 minutos e chutando para fora aos 44 minutos, quando era acompanhado por John Narvaez), mas os minutos finais ficaram concentrados no campo de defesa do Brasil. Contabilizei 3 chances para o Equador: aos 34 minutos, Montaño recebeu livre, girou, chutou e Gabriel rebateu; aos 36 minutos, após cobrança de escanteio pela esquerda a bola passou por Saimon e De Jesus mandou à direita; e aos 38 minutos De Jesus tocou atrás, Caicedo chutou cruzado e a bola passou à esquerda.

Ao mesmo tempo que o empate me parecia um placar mais justo, seria mais interessante para a última rodada porque enfrentaríamos o Uruguai na necessidade de vencer o jogo. Mas a persistência do 1a0 até o apito final do árbitro peruano Victor Carrillo deu ao Brasil o direito de garantir ingresso em Londres-2012 com um empate diante dos uruguaios. E com um (teórico) facilitador: a Celeste já está garantida na próxima Olimpíada, selando seu retorno olímpico após 84 anos de afastamento. Será que teremos um "jogo de compadres"? A Argentina, que antes de mais nada precisará vencer a Colômbia para seguir sonhando, torcerá para o Uruguai...

Outros resultados

Colômbia (6º) 1a3 (5º) Chile
Argentina (3º) 0a1 (1º) Uruguai

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Argentina Vence Brasil E Embola Hexagonal Final

A seleção brasileira sub-20 conheceu na 3ª rodada do hexagonal final a sua primeira derrota no Sul-Americano 2011. Não foi para um time qualquer e nem numa situação comum: diante da Argentina, o Brasil atuou com um homem a menos desde os 5 minutos de partida (Juan cometeu pênalti e foi expulso no mesmo lance).

O jogo

Não estou lembrado de alguma vez ter assistido uma partida de futebol onde uma mesma equipe realizasse duas substituições com 8 minutos de jogo, além de ter tido um jogador expulso nesse período. Pois foi isso que aconteceu ao time de Ney Franco. Por motivos físicos, o zagueiro Bruno Uvini deu o lugar e também a braçadeira de capitão para Saimon aos 5 minutos. No mesmo minuto, Juan foi expulso no lance em que cometeu pênalti. Aos 6 minutos, veio a cobrança de Rogelio Gabriel Funes Mori, que mandou um chute forte no meio do gol, com Gabriel se direcionando para o canto direito. Aos 8 minutos, por questão tática, Romário entrou no lugar de Oscar.

Oscar é um jogador que vem me agradando nesse torneio e à primeira vista poderia parecer ruim a mexida de Ney. Mas a seleção reagiu bem à alteração, por muitas vezes não dando a entender que estava em desvantagem numérica. Um jogador que estava "sentindo o clima" da partida era Neymar: bastante inquieto e às vezes agressivo, o atacante santista protagonizou lances onde demonstrava destempero emocional, como quando empurrou Lucas Nahuel Rodríguez aos 10 minutos. Embora fosse um jogo tenso, o Brasil conseguiu uma bela chance de empatar ainda no primeiro tempo: aos 34 minutos, Danilo passou por um adversário pela direita dando-lhe uma meia-lua, cruzou e Neymar fechou livre para cabecear no canto direito e parar em brilhante defesa de Esteban Andrada.

No segundo tempo, um erro de Saimon logo no primeiro minuto quase rendeu o segundo gol argentino, mas Gabriel conseguiu defender o chute de Funes Mori. Aos 3 e aos 7 minutos, Lucas protagonizou duas belas jogadas individuais: na primeira, entrou na área pela esquerda e chutou para defesa de Andrada; na segunda, fez fila pela direita driblando Nicolás Tagliafico e Leandro González e chutou cruzado perto do ângulo direito. Se faltava o detalhe do gol, aos 9 minutos não faltou mais: Neymar rolou para Willian José, que ajeitou e chutou de fora da área mandando no quadrante 15. Diria que foi um golaço, mas o sutil desvio na marcação argentina diminuiu minha empolgação com a finalização.

Com 15 minutos, a Argentina mexeu pela primeira vez: Bruno Zuculini por Adrián Cirigliano. E 6 minutos depois, Wálter Perazzo promoveu a segunda troca: Facundo Ferreyra no lugar de Mori. No minuto seguinte, foi a vez de Ney Franco realizar sua 3ª modificação, colocando Diego Maurício no lugar de Willian. Diego Maurício mal havia pisado em campo e, ainda na marca de 22 minutos, já veria a Argentina conseguir o desempate: Juan Manuel Iturbe Arévalo recebeu na intermediária, escapou de dois na base da velocidade e finalizou rasteiro. 2a1 Argentina.

Após tantas estripulias, aos 29 minutos Neymar finalmente recebeu o cartão amarelo quando empurrou o goleiro Andrada com a bola parada (cumprirá suspensão na próxima rodada). Se Neymar mostrava imaturidade, Iturbe demonstrava empenho com novo chute aos 30 minutos, dessa vez travado por Romário. Tanto empenho teve fim ali mesmo, pois o jogador caiu aparentemente sentindo cãimbras e foi substituído por Mauro Díaz.

Aos 39 minutos, Lucas ia fazendo fila até sofrer falta de Díaz. Casemiro caprichou na cobrança: a bola viajou carimbando o travessão e batendo nas costas do goleiro Andrada antes de sair em escanteio. Houve ainda uma oportunidade aos 47 minutos: Lucas colocou a bola na área e o cabeceio brasileiro foi defendido por Andrada. Naquela altura, até o goleiro Gabriel freqüentava a área argentina. Mas não deu para evitar a derrota. Agora, Brasil e Argentina encontram-se com 6 pontos ganhos e logo atrás do líder Uruguai, que aparece com 7. São duas vagas em jogo para as Olimpíadas de Londres em 2012.

Outros resultados

Uruguai (1º) 1a0 (6º) Chile
Equador (4º) 0a0 (5º) Colômbia

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Colômbia Impõe Dificuldades, Mas Brasil Vence E Lidera Hexagonal Final

No estádio da Universidade Nacional San Agustín, em Arequipa, a seleção brasileira sub-20 venceu a Colômbia por 2a0, chegou aos 6 pontos no hexagonal final (assumindo a liderança como única equipe com 100% de aproveitamento) e caminha a passos largos rumo aos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

O jogo

O primeiro tempo de partida foi em ritmo alucinante. Não sei se o gol precoce marcado pelo Brasil motivou a correria de ambos os times ou se essa era a natureza das equipes comandadas por Ney Franco e Eduardo Lara. Talvez tenha sido um misto das duas coisas. O fato é que com 1 minuto, Oscar cobrou escanteio rasteiro para trás, Alex Sandro cruzou e Casemiro cabeceou para o chão, mandando no ângulo direito, no contrapé do goleiro Andrés Felipe Mosquera Marmolejo.

As equipes se alternavam no ataque, uma tentando ampliar a diferença e outra buscando o empate. Oscar era figura que se movimentava bastante, carregando a bola no ataque e também ajudando na marcação no campo defensivo. A Colômbia quase igualou o placar também em jogada de escanteio: aos 16 minutos, Pedro Franco se antecipou ao capitão Bruno Uvini e escorou à esquerda (talvez a marcação de Bruno tenha sido importante para evitar que Pedro conseguisse mandar na rede). Na marca de 20 minutos, grande chance colombiana: Santiago Arias Naranjo deu mostras de habilidade, passou para Andrés Ramiro Escobar Díaz, que avançou, fez o retorno e chutou no canto esquerdo uma bola que foi rebatida pelo goleiro Gabriel.

Sem o mesmo poder de penetração de outrora, o Brasil passou a tentar o gol em chutes de longa distância. Um dos bons remates que aconteceram nessas condições deu-se ao 23 minutos: Oscar chutou alto e Andrés Mosquera conseguiu espalmar. Na cobrança de escanteio daí originada, Bruno cabeceou beliscando o travessão.

Aparentemente sofrendo algum mal-estar, Casemiro, autor do gol, foi substituído por Diego Maurício aos 35 minutos. Naquele mesmo minuto, uma cobrança de falta rolada de lado terminou num bonito chute de Gustavo Leonardo Cuéllar Gallego, que passou perto da trave direita. Aos 36 minutos foi a vez de Eduardo Lara Lozano mexer: saiu Miguel Ángel Julio Rossete e entrou Edwin Andrés Cardona Bedoya.

Antes de findar o primeiro tempo, Diego Maurício aparecia duas vezes para finalizar: teve um chute firme espalmado (42 minutos) e um cabeceio segurado por Mosquera (44 minutos). A Colômbia também ficou perto de balançar a rede: em chegada pelo lado esquerdo, o cruzamento rasteiro passou pelo goleiro Gabriel e também por Cardona, que por questão de décimos de segundo teria condições de empurrar a bola pra dentro com o carrinho.

No intervalo, Ney Franco trocou Willian José (sumido em campo) por Zé Eduardo. Aos 9 minutos, Eduardo Lara trocou Javier Calle Estrada por John Stiveen Mendoza Valencia. 10 minutos depois, realizou a 3ª substituição: Michael Javier Ortega Dieppa por Fabián Andrés Castillo Sánchez, um meio-campista por um atacante.

E parece que os espaços voltaram a aparecer, com cada seleção chegando bem ao ataque. Aos 25 minutos, Neymar recebeu de Oscar na esquerda, driblou Pedro Franco, chutou cruzado e o goleiro Mosquera conseguiu desvio sutil com pé esquerdo. Sutil o suficiente para encaminhar a bola para a trave esquerda - no rebote, Oscar mandou à direita. Aos 36 minutos, uma bela trama ofensiva colombiana: pelo lado direito, Mendoza descolou toque de calcanhar encontrando Arias, que passou para Escobar chutar da entrada da área, mandando por cima da meta. A resposta brasileira veio aos 43 minutos e decretou a vitória em Arequipa: Lucas deu passe caprichado para Diego Maurício, que acompanhou a trajetória da bola sem nem precisar tocar nela e simplesmente encher o pé no canto esquerdo, estufando a rede colombiana.

Aos 45 minutos, a substituição derradeira foi a entrada de Henrique no lugar de Neymar (que completa 19 anos no sábado). Houve tempo para no mesmo minuto a Colômbia chegar mais uma vez: da entrada da área, Escobar colocou perto da trave esquerda, com Gabriel defendendo com os olhos.

Outros resultados

Uruguai 1a1 Equador
Chile 2a3 Argentina

O Brasil lidera isoladamente com 6 pontos e terá como próxima adversária a Argentina, que aparece com 3 pontos na 4ª colocação. Equador e Uruguai, que dividem a vice-liderança com 4 pontos, duelam respectivamente com Colômbia e Chile, equipes que ainda não pontuaram.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Brasil Se Garante Com 2º Tempo Brilhante: 5a1

O Brasil estreou no hexagonal final do Sul-Americano Sub-20 dando importante passo em direção aos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Com grande atuação no segundo tempo, os comandados de Ney Franco aplicaram uma goleada de 5a1 sobre o Chile.

O jogo (confirma como foi a transmissão da partida em tempo real)

Muito pouco era criado nos primeiros minutos de partida. Enquanto o Chile era tímido com a bola nos pés, a seleção brasileira buscava algo de diferente mas era grande parte das vezes parada com falta. Como castigo ao infrator, o 1º gol do jogo veio exatamente em lance de bola parada: após falta sofrida por Lucas (que fazia fila quando avançava em direção à grande área), Neymar cobrou próximo do meio do gol e viu a bola tocar no travessão antes de tomar o caminho da rede: 1a0 Brasil aos 17 minutos.

Os meninos brasileiros comemoraram o gol de forma dançante, mas logo na saída de bola chilena veio a resposta: aos 18 minutos, em vacilo generalizado da marcação brasileira, a bola atravessou a área a partir de um lançamento da esquerda e chegou no lado direito. Coube a Bryan Carrasco chutar paralelamente à linha-de-fundo e contar com o desvio do goleiro Gabriel para deixar tudo igual no placar.

As falhas do sistema defensivo foram se repetindo e o primeiro tempo terminou em 1a1 porque a trave direita, o goleiro Gabriel e a pontaria chilena assim quiseram. A "conversa no vestiário" parece ter surtido efeito e o Brasil voltou mais atento e desenvolto, já desempatando a partida aos 2 minutos em novo gol de Neymar: Oscar cruzou da esquerda, Bruno cabeceou centralizando a partir do lado direito e Neymar desviou de primeira, estufando a rede.

Na marca de 19 minutos, um golaço para colocar 3a1 no placar: após bola lançada, Willian José desviou de cabeça, Lucas avançou ganhando de Jose Martinez na velocidade e encobriu o goleiro Carlos Alfaro com toque categórico.

Superior técnica, tática e também fisicamente, o time brasileiro já não era mais ameaçado pelo Chile, a não ser quando a marcação chilena distribuía pontapés. O árbitro equatoriano Omar Ponce Manzo poderia, sem muito esforço, expulsar dois jogadores do Chile, mas, quando muito, aplicou o cartão amarelo. Um dos jogadores que apanhou no jogo foi Lucas, mas o lance em que se machucou não foi originado por jogada violenta adversária: aos 33 minutos, o camisa 10 avançou e chutou de fora da área, com Alfaro realizando a defesa. Após o movimento da finalização, Lucas caiu no gramado, foi atendido e Ney Franco optou por colocar Diego Maurício em seu lugar.

E veja só: aos 36 minutos, isto é, dois minutos após entrar em campo, Diego Maurício deixaria o seu. Tudo começou quando Cristian Magaña errou passe no próprio campo, dando justamente nos pés do Neymar. O atacante santista avançou e deu passe convidando Diego Maurício a estufar a rede - e ele topou o convite, finalizando para fazer 4a1.

Se aos 36 minutos Diego foi presentado, aos 43 minutos foi a vez dele presentear alguém: após receber aberto na direita, o camisa 18 escapou de Martinez e cruzou sob medida para Willian, livre dentro da área, cabecear no alto e colocar 5a1 no marcador.

Se na partida derradeira pela fase de grupos "valeu pelo resultado, não pelo futebol", dessa vez a convincente performance brasileira leva-me a dizer que valeu tanto pelo placar quanto pela apresentação. Se a atuação no segundo tempo também fosse vista na etapa inicial, poderíamos ter um placar ainda mais elástico em Arequipa.

Outros resultados

Uruguai 1a0 Colômbia
Argentina 0a1 Equador

O Brasil lidera com 4 gols de saldo e os mesmos 3 pontos de Uruguai e Equador, que se enfrentam na 2ª rodada. Enquanto o Brasil pega a Colômbia visando conservar a liderança, Argentina e Chile fazem jogo onde qualquer tropeço já dramatizaria os planos olímpicos dessas seleções.