Mostrando postagens com marcador Chile. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chile. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Experiência De Assistir Chile E Uruguai Em Santiago

Numa experiência única, fui até o estádio Nacional de Santiago assistir a partida entre Chile e Uruguai, disputada no último dia 24 de junho (quarta-feira). Uma partida que teve a seleção chilena ditando o ritmo dos acontecimentos, mas não raramente esbarrando na barreira defensiva uruguaia. A Celeste, montada basicamente para (sobre)viver à base de contra-ataques, começou a sucumbir após a expulsão de Cavani, no segundo tempo (o jogador do PSG revidou provocação de Jara e recebeu seu segundo cartão amarelo na partida).

Mesmo sem repetir seus melhores momentos na primeira fase (longe disso), o Chile conseguiu a vitória com um gol de Isla e uma total falta de inspiração e proposta de jogo por parte do tradicional adversário. À parte a péssima arbitragem de Sandro Meira Ricci, a apresentação irregular dos comandados de Jorge Sampaoli e a postura covarde do time dirigido por Oscar Tabárez, foi sensacional viver o clima da partida que colocou os anfitriões na semifinal da Copa América 2015.

Se imagens descrevem melhor que palavras, lá vão algumas delas (todas exclusivas). Parabéns ao Chile pela vitória e aos chilenos pela festa. Obrigado, meu Deus, por me proporcionar essa oportunidade. Sempre na ótima companhia de mamãe - frio nenhum pode deter essa dupla. Viva o futebol!






terça-feira, 16 de junho de 2015

Chile E México Fazem Jogaço E Empatam Partida De Seis Gols

Imagem extraída de Copa Chile 2015.
Meia dúzia de gols (além de dois invalidados), muitas chances criadas, correrias, tabelas, infiltrações, alternâncias no placar. Chile e México fizeram um jogo espetacular pela Copa América 2015.

Na dificuldade de destacar um único jogador nessa partida, vou aqui exaltar três personagens. O primeiro, é o técnico Jorge Sampaoli e sua enorme capacidade de tornar uma equipe ao mesmo tempo intensa e envolvente. É evidente que isso não seria possível sem que os jogadores cumprissem o proposto e sem que houvesse uma preparação física adequada. Mas o trabalho de Jorge Sampaoli, mesmo considerando algumas pendências para corrigir na defesa, é admirável. O segundo personagem é o treinador mexicano Miguel Herrera. Não me vejo entre os grandes admiradores de seu trabalho, mas há que se ressaltar a competência em tornar o México "B" um time altamente competitivo, dedicado, reativo. O terceiro... melhor dizendo, os terceiros, são os torcedores do Chile presentes no estádio Nacional de Santiago. Festa linda desde antes do apito final até depois do encerramento. Foram honrados com cinco gols (só três valeram porque os outros dois continham alguns centímetros de irregularidade) e uma partida incrível de seus compatriotas. O hino à capela foi uma espécie de primeiro golaço da seleção, com assistência e finalização das arquibancadas.

Vuoso abriu o placar para o México aos 20', aproveitando jogada de Medina. O estádio manteve-se ativo e o Chile empatou depressa, com Vidal aproveitando cruzamento de Aránguiz, no minuto posterior. Aos 28', Jiménez recolocou o México na frente, dando o troco na mesma moeda: a jogada aérea (pouco antes, o goleiro Bravo havia feito defesaça, com a bola ainda batendo no travessão). Ainda no primeiro tempo, Sánchez fez bela inversão, Vidal cruzou milimetricamente e Vargas, livre, leve e solto na área adversária, cabeceou para o novo empate.

Veio o segundo tempo e, para delírio dos espectadores, a partida manteve-se frenética. Aos nove, Vidal cobrou pênalti para marcar seu segundo gol no jogo, terceiro no torneio e colocar o Chile pela primeira vez na frente no placar diante dos mexicanos. Vantagem que durou onze minutos: Vuoso, de novo, deixou sua marca, na segunda assistência de Aldrete.

Daí pro final, a partida teve muita movimentação. Valdívia protagonizou belos lances, mostrando que aquele papo de que estaria "acabado fisicamente" é ou coisa do passado ou mero boato. Sua bola na rede não valeu. Outro que sentiu o gosto de estufar a rede privado de comemoração foi Sánchez, com a chuteira em condição de impedimento. O que tirou do Chile a condição de alcançar a segunda vitória na competição, apesar da ótima atuação. Por mais jogos assim no futebol!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sem Vida Fácil: Chile Vence Equador Em Partida Dura Como Paredes

Imagem extraída de Taringa.net.
Começou bem a Copa América 2015. Teve hino nacional cantado a plenos pulmões pela torcida chilena, repetindo o espetáculo proporcionado ano passado na Copa do Mundo no Brasil. Teve ótima atuação de Alexis Sánchez, jogador mais acionado e inspirado dentro de campo. Teve muito frio na capital Santiago. E teve, também convém dizer, um Equador com atuação surpreendentemente positiva.

No final, o placar de 2a0 reflete apenas parcialmente o que foi a partida. Sim, o Chile até mereceu marcar gols nesse jogo, apesar de não render tudo aquilo que se espera dessa seleção. Só que não, o Equador não merecia sair zerado no placar - a bola de Enner Valencia no travessão, se alguns centímetros mais baixa, daria números mais reais à partida.

Fato é que o Chile tem muito mais a agradecer do que a comemorar nesses três pontos conquistados. Se por um lado começou o jogo em ritmo alucinante, criando duas chances claras com três minutos, por outro só foi capaz de mexer no placar graças a vacilos equatorianos. Bolaños cometeu pênalti tolo em Arturo Vidal, que cobrou e converteu. Ibarra presenteou Sánchez em recuo de bola mal feito, e o atacante do Arsenal serviu Vargas para o segundo gol anfitrião. De gols, nada mais.

O Chile até mostrou coisas boas nessa estréia - e a que mais me agradou foi o ímpeto ofensivo, apresentando não raramente meia dúzia de jogadores nas proximidades da área adversária. Porém, há muito o que acertar na defesa e na distribuição de jogadores pelo meio-campo. Fernández, que entrou no segundo tempo, foi o destaque negativo no jogo: levou cartão amarelo por simulação dentro da área e ainda foi expulso após falta dura que colocou Paredes no chão, nos acréscimos. Já o Equador, que chegou na Copa América com alguns desfalques e até com rótulo de azarão, mostrou força. Força em Paredes. Em Ayovi. E o principal: na postura em geral. Houve momentos em que conseguiu neutralizar o oponente e se sobressair no gramado. Mas pagou pelos erros com uma moeda cara: dois gols e a derrota na partida inaugural. Porém, tem totais condições de, diante de Bolívia e México, buscar os resultados que lhe colocariam na fase quartas-de-final.

Torcida chilena, uma mensagem: nem só de hino e gols vive o jogo de futebol. Façam festa também com bola rolando. É belo e vocês, quando querem, têm o dom de (en)cantar.

sábado, 28 de junho de 2014

Penalidade Máxima Ao Bom Futebol: Brasil Elimina Chile

Considerando tudo o que envolve a história da seleção brasileira de futebol (futebol-arte, títulos, Garrincha, Nilton Santos, Didi, Pelé, Zagallo, Rivellino, Tostão, Zizinho, Jairzinho, Manga, Ademir da Guia, Gérson, Leônidas da Silva e tantos outros), ao ver o que acontece com a seleção brasileira (não de hoje, mas de alguns anos para cá), sinto-me no direito e no dever de ser enfático: isto que vemos hoje não é, em essência, a seleção brasileira de futebol. É uma seleção vinculada à Confederação Brasileira de Futebol, que canta o hino nacional, que carrega a flâmula da República Federativa e do Brasil. Mas não é, em essência, a seleção brasileira de futebol.

Não digo isso apenas pelo que foi visto hoje, em Belo Horizonte, diante do Chile. Digo isso analisando o histórico das escolhas e preferências da própria CBF, notadamente na hora de selecionar um treinador. Nossos últimos três foram Dunga, Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari. Um sem qualquer experiência (que comprovou-se sem talento nem vocação, mas que dirigiu a seleção em plena Copa de 2010), outro que esbarrou nas próprias convicções (ou falta delas, até hoje não sei ao certo, mas que só foi dispensado após a derrota na final olímpica) e um que não tem condições de sequer ser considerado técnico de futebol, pois o cara não saca necas de tática. Sem esquecer que entre um "trabalho" e outro, houve convite para um tal de Muricy Ramalho. Com esse brevíssimo histórico recente, dá pra ver o nível dos dirigentes...

A seleção brasileira (no nome, não na essência), foi menos que o esboço de um time de futebol no jogo diante dos chilenos. Um jogo onde ficou explícito o que é ter um time com muitos jogadores talentosos - só que sem um plano de jogo - enfrentando um time com alguns jogadores talentos - e com um plano de jogo bem definido. A diferença entre uma geração de bons defensores e meio-campistas (embora carente de atacantes de alto nível) e uma onde possivelmente oito ou nove titulares sequer seriam convocados para a Copa caso tivessem nascido no Brasil. Só que uma comandada por uma pessoa sentada no banco de reservas e outra dirigida por um sujeito que pensa o futebol, que tem estratégias, que tem referências. Imagino que se Jorge Sampaoli fosse técnico da seleção brasileira, poderíamos recuperar muito daquela essência perdida. Perdida não por acaso, mas por escolhas e preferências de uma confederação que mais se preocupa em lucros do que com legados.

Tudo poderia ser diferente se o chute de Pinilla no travessão, nos últimos minutos de prorrogação, tivesse chegado ao gol alguns centímetros abaixo. Era bola na rede e classificação chilena. Classificação de quem mais propôs jogo, de quem mais mostrou alternativas. Mas o destino foi uma disputa de pênaltis, onde brilhou a estrela do goleiro Júlio César e o desfecho foi uma classificação do Brasil após Jara carimbar a trave na quinta cobrança do Chile.

As críticas aqui postas nem são do nível de cobrança ultra-exigentes. Pelo contrário: são do básico no futebol. Fazer tabelas, triangulações, infiltrações, alternâncias. E não que tenha que ter a execução perfeita, mas pelo menos haver a tentativa. Não houve nada disso. Foi difícil ver o "time" trocar meia dúzia de passes no campo de ataque. O oposto do Chile, que avançava de maneira a dar opções para quem detinha a posse de bola, sempre podendo buscar uma ou outra jogada para dar seqüência ao lance. Às vezes acertando, às vezes errando, mas sempre tentando.

No final das contas, o Brasil ficou com a vaga nas quartas-de-final. Mas o Chile ficou com o meu respeito pela Copa do Mundo que fez no Brasil. Teriam representado muito bem um uniforme de camisa amarela, calção branco e meias azuis, com cinco estrelas acima do escudo. Valeu, Sampaoli! Sorte para ti e para La Roja! Que venha a Copa América!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Liderança Laranja: Holanda Vence Chile E Confirma Primeiro Lugar No Grupo

Holanda e Chile justificaram as circunstâncias do jogo nessa tarde de segunda-feira, em São Paulo. Um jogo que virou o confronto direto pela primeira e segunda posições num grupo que conta também com a atual campeã mundial, a Espanha. Espanha que fecha sua participação na Copa do Mundo 2014 com uma vitória por 3a0 sobre a Austrália, com direito a gol de letra de David Villa. Uma despedida como se imagina da seleção espanhola, não no momento em que se imaginava: não conheço ninguém que tenha em algum momento afirmado que os comandados de Vicente del Bosque cairiam na primeira fase. Mas aconteceu, faz parte do futebol, torcemos para que a Espanha consiga reencontrar o seu melhor rendimento (a goleada sobre os australianos talvez seja um passo nessa direção), e agora vamos falar especificamente da partida entre holandeses e chilenos.

Desfalcada de Bruno Martins (zagueiro que se lesionou) e de Robin van Persie (atacante que cumpre suspensão pelo segundo cartão amarelo), a Holanda foi para campo com uma escalação surpreendente: Georginio Wijnaldum entrou no meio-campo onde estávamos acostumados a ver Jonathan de Guzmán enquanto Daley Blind (que faz bela Copa até aqui) foi recuado para a linha de defesa, dando lugar para Dirk Kuyt estrear entre os titulares. Wesley Sneijder, Jeremain Lens e Arjen Robben eram os homens mais adiantados num sistema de jogo que tinha como ponto de equilíbrio a compactação entre as linhas, a recomposição precisa em todos os setores e o elemento Nigel de Jong, que se apropriava do entorno do círculo central como se fosse o verdadeiro dono daquele território. A solidez de Daryl Janmaat, Ron Vlaar e Stefan de Vrij aumentavam a segurança na meta protegida pelo bom goleiro Jasper Cillessen. Ou seja, Louis van Gaal tem o time e o elenco na palma da mão. Escalou surpreendendo e o rendimento foi positivo: diante da forte seleção chilena, a Holanda jogou seu melhor primeiro tempo nessa Copa.

Para alegria de quem gosta do futebol bem jogado, Jorge Sampaoli deu uma contribuição relevante para a qualidade do espetáculo. Honrando a alcunha de "discípulo de Marcelo Bielsa", o argentino montou o time com dois alas (Mauricio Isla e Eugenio Mena), dois volantes que subiam com alguma freqüência (Charles Aránguiz e Marcelo Diaz), além de Felipe Gutiérrez centralizado no que formaria um triângulo ao lado de Alexis Sánchez e Eduardo Vargas. A defesa parecia segura com o trio Gary Medel, Francisco Silva e Gonzalo Jara, contando ainda com o goleiro Claudio Bravo. Evidentemente, o impacto da ausência de Arturo Vidal, peça-chave no sistema tático da equipe, é de uma magnitude inestimável. Mas o Chile mostrou-se um time que pode sobreviver sem seu maior craque, jogando de igual para igual com a bela seleção holandesa e tendo amplo domínio no tempo de posse de bola.

Foi interessante observar o alto nível técnico, tático e de competitividade da partida. Um jogo daqueles em que era possível ver o dedo dos respectivos treinadores para procurar alternativas num confronto com cara e jeito de ser definido em detalhes. Me senti assistindo um jogo de dezesseis-avos-de-final. E o que é melhor, onde nenhum dos dois times seria eliminado. Entre ótimas jogadas individuais de Sánchez e grandes arrancadas de Robben, a partida contava também com a bravura de Medel e multi-utilidade de Kuyt, que parecia estar em todos os cantos no Itaquerão. Felizmente, a arbitragem não agiu para estragar o espetáculo nem complicar as coisas, embora fosse uma partida notadamente difícil de se apitar: eram muitas divididas onde o vigor dos zagueiros se chocava com a agilidade dos atacantes. Não houve pênaltis assinalados e um cartão amarelo para cada lado foi o suficiente para manter a partida estável no aspecto disciplinar. Parabéns para Bakary Papa Gassama, de Gâmbia. Um ótimo primeiro jogo de Copa do Mundo, marcado pela simplicidade em apitar e deixar de apitar, sendo o mais discreto quanto fosse possível, embora sem necessariamente agradar a todos.

Para encontrar um jeito de chegar à vitória, Van Gaal e Sampaoli tiveram que recorrer aos suplentes. O primeiro a mexer foi o argentino, que já no intervalo voltou com Jean Beausejour no lugar de um pouco participativo Gutiérrez. Só que Beausejour não conseguiu ser aquele Beausejour dos tempos de Bielsa, que aparecia no jogo esbanjando versatilidade entre as posições de ataque. A defesa holandesa conseguiu encontrar fórmulas de contê-lo nessa partida. Van Gaal, então, tratou de realizar sua primeira alteração: Memphis Depay no lugar de Lens. Como são dois jogadores de características parecidas, a Holanda não alterou significativamente o seu jeito de jogar, mas ganhou potência nos chutes de longa distância - Bravo evitou que Memphis abrisse o placar em remate de fora da área que tinha o endereço da rede, espalmando com estilo.

A torcida chilena (leia-se chilena, brasileira, paulista, palmeirense) gritou por Jorge Valdívia e Sampaoli acabou atendendo, colocando o camisa dez em campo no lugar de Silva. Uma modificação com explícito espírito ofensivo, diminuindo a marcação na linha de defesa e trazendo alguém para articular o jogo no ataque. Van Gaal, por sua vez, provavelmente não ouviu ninguém pedir por Leroy Fer, mas tratou de colocá-lo em campo no lugar do camisa dez Sneijder. E não é que Fer logo abriria o placar? Dois minutos depois de adentrar o gramado, Fer subiu bem após jogada de escanteio e aproveitou o cruzamento de Janmaat, mandando a bola no canto esquerdo sem dar qualquer possibilidade de defesa para Bravo. 1a0 Holanda em Itaquera, aos trinta e um no segundo tempo.

Se o empate já não servia ao Chile em sua tentativa de terminar em primeiro no grupo B, a derrota no placar foi encarada por Sampaoli como uma necessidade de mexer novamente: Mauricio Pinilla entrou no lugar de Vargas, aumentando a presença de área no ataque chileno. O camisa nove até se esforçou, mostrou-se "brigador" e manteve-se firme na difícil missão de fazer o pivô no meio de tantos zagueiros fortes e competentes. Sánchez continuava se apresentando como a melhor alternativa ofensiva, conseguindo encontrar espaços na base da habilidade. Mas faltava gente para trocar passe com o camisa sete, algo que pouco mudou mesmo com as presenças de Beausejour, Valdívia e Pinilla. O sistema defensivo laranja (é, finalmente a Holanda jogou de laranja nesse Mundial) beirava o impecável. Um dos maiores responsáveis por isso era Kuyt, que pediu substituição após cair no que parecia ser motivado por cãimbras. Terence Kongolo foi o escolhido para substituí-lo e restavam alguns minutos para o apito final. Naquela altura, a virada chilena era improvável, mas o jogo tinha cara de que poderia ser contemplado com mais um golzinho. Então, eis que, nos acréscimos, Robben partiu em disparada puxando contra-ataque pelo flanco esquerdo, foi até a proximidade da linha-de-fundo e tocou na medida para Memphis concluir. Conclusão: 2a0 Holanda e a justa comemoração de Memphis, que foi celebrar com o autor da assistência. Na opinião desse que vos digita, o autor da assistência é o melhor jogador na Copa do Mundo 2014.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Saiu Da Copa Mas Já Entrou Na História

Embora não tenha assistido o jogo entre Espanha e Chile (tá, acompanhei por uma tela de telefone celular o segundo tempo, em pleno horário de expediente no serviço público federal, o que sugere um envolvimento muito abaixo do que o jogo merecia), não poderia deixar passar em branco esse momento histórico que está atravessando o futebol mundial.

A vitória chilena por 2a0 combinada aos outros três resultados anteriores nesse grupo B (Holanda 5a1 Espanha, Chile 3a1 Austrália e Holanda 3a2 Austrália) selaram um fato inédito: pela primeira vez na história das Copas, uma atual campeã mundial é eliminada na segunda rodada. E não estamos falando de uma campeã qualquer, mas de uma campeã que antes e depois do título em 2010 ganhou as duas Eurocopas que disputou. De uma campeã que ofertou ao mundo um estilo de jogo encantador. De uma campeã que montou times e elencos com jogadores de altíssimo nível técnico e que traduziam suas aptidões em um volume de jogo como jamais visto na história. De uma campeã no campo e no conceito.

Com todos esses atributos, me recuso a dizer que essa eliminação seja o fim de uma Era. Essa eliminação é muito mais uma perda para a Copa 2014 e para o futebol do que para a própria Espanha. É evidente que a Espanha procurará se reconstruir, mas não há qualquer necessidade de uma reformulação conceitual. Há, sim, o desafio de trazer para o dia seguinte a essa derrota a renovação pontual para promover a proposta de jogo e continuar marcando época. Foi um trabalho de muitos anos até saborearmos 2008, 2010, 2012. E desejo de todo coração que outras gerações possam também assistir a Espanha com a cara dessa Espanha trazida por Aragonés e Del Bosque, em sintonia com Guardiola. Mas isso é assunto para o futuro. No presente, cabem duas colocações: obrigado, Espanha! E parabéns, Chile! Há que se respeitar essa talentosa seleção, que mostrou ótimo gosto ao trazer técnicos como Marcelo Bielsa e Jorge Sampaoli. Podemos estar vendo nascer uma potência na América do Sul. Mas isso é assunto para o futuro. No presente, cabe uma colocação: viva o futebol!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Jogando "Em Casa", Chile Passa Pela Austrália

Depois da chinelada da Holanda sobre a Espanha, chegou a vez dos chilenos estrearem no Mundial para completarem a rodada inaugural no grupo B.

E tudo começou maravilhosamente bem para o Chile. O hino nacional foi contagiante, fazendo crer que Cuiabá era Santiago por uma noite. Nos minutos iniciais, um ritmo alucinante por parte dos comandados de Jorge Sampaoli. Alexis Sánchez abriu o placar e serviu Valdívia para ampliar a contagem, jogando o fino em Mato Grosso. E isso em menos de quinze minutos.

Só que aos poucos o jogo foi equilibrando. E os australianos começaram a mostrar que não deram a volta ao mundo a passeio, podendo mostrar alguma resistência num grupo dificílimo, onde os Socceroos não têm qualquer obrigação de classificação. No estilo de jogo condizente à estatura e habilidade do time oceânico, veio o gol: cruzamento e conclusão de cabeça.

Até pintou o empate no segundo tempo, em lance parecido, mas dessa vez vimos algo pouco comum: a arbitragem acertou, anulando alegando impedimento. No final, o terceiro gol chileno (Beausejour) selou a vitória até então incerta e já trouxe uma certeza: a partida entre Espanha e Chile terá ares de confronto direto eliminatório. Ou seja: promessa de um jogaço de bola.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Brasil Se Garante Com 2º Tempo Brilhante: 5a1

O Brasil estreou no hexagonal final do Sul-Americano Sub-20 dando importante passo em direção aos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Com grande atuação no segundo tempo, os comandados de Ney Franco aplicaram uma goleada de 5a1 sobre o Chile.

O jogo (confirma como foi a transmissão da partida em tempo real)

Muito pouco era criado nos primeiros minutos de partida. Enquanto o Chile era tímido com a bola nos pés, a seleção brasileira buscava algo de diferente mas era grande parte das vezes parada com falta. Como castigo ao infrator, o 1º gol do jogo veio exatamente em lance de bola parada: após falta sofrida por Lucas (que fazia fila quando avançava em direção à grande área), Neymar cobrou próximo do meio do gol e viu a bola tocar no travessão antes de tomar o caminho da rede: 1a0 Brasil aos 17 minutos.

Os meninos brasileiros comemoraram o gol de forma dançante, mas logo na saída de bola chilena veio a resposta: aos 18 minutos, em vacilo generalizado da marcação brasileira, a bola atravessou a área a partir de um lançamento da esquerda e chegou no lado direito. Coube a Bryan Carrasco chutar paralelamente à linha-de-fundo e contar com o desvio do goleiro Gabriel para deixar tudo igual no placar.

As falhas do sistema defensivo foram se repetindo e o primeiro tempo terminou em 1a1 porque a trave direita, o goleiro Gabriel e a pontaria chilena assim quiseram. A "conversa no vestiário" parece ter surtido efeito e o Brasil voltou mais atento e desenvolto, já desempatando a partida aos 2 minutos em novo gol de Neymar: Oscar cruzou da esquerda, Bruno cabeceou centralizando a partir do lado direito e Neymar desviou de primeira, estufando a rede.

Na marca de 19 minutos, um golaço para colocar 3a1 no placar: após bola lançada, Willian José desviou de cabeça, Lucas avançou ganhando de Jose Martinez na velocidade e encobriu o goleiro Carlos Alfaro com toque categórico.

Superior técnica, tática e também fisicamente, o time brasileiro já não era mais ameaçado pelo Chile, a não ser quando a marcação chilena distribuía pontapés. O árbitro equatoriano Omar Ponce Manzo poderia, sem muito esforço, expulsar dois jogadores do Chile, mas, quando muito, aplicou o cartão amarelo. Um dos jogadores que apanhou no jogo foi Lucas, mas o lance em que se machucou não foi originado por jogada violenta adversária: aos 33 minutos, o camisa 10 avançou e chutou de fora da área, com Alfaro realizando a defesa. Após o movimento da finalização, Lucas caiu no gramado, foi atendido e Ney Franco optou por colocar Diego Maurício em seu lugar.

E veja só: aos 36 minutos, isto é, dois minutos após entrar em campo, Diego Maurício deixaria o seu. Tudo começou quando Cristian Magaña errou passe no próprio campo, dando justamente nos pés do Neymar. O atacante santista avançou e deu passe convidando Diego Maurício a estufar a rede - e ele topou o convite, finalizando para fazer 4a1.

Se aos 36 minutos Diego foi presentado, aos 43 minutos foi a vez dele presentear alguém: após receber aberto na direita, o camisa 18 escapou de Martinez e cruzou sob medida para Willian, livre dentro da área, cabecear no alto e colocar 5a1 no marcador.

Se na partida derradeira pela fase de grupos "valeu pelo resultado, não pelo futebol", dessa vez a convincente performance brasileira leva-me a dizer que valeu tanto pelo placar quanto pela apresentação. Se a atuação no segundo tempo também fosse vista na etapa inicial, poderíamos ter um placar ainda mais elástico em Arequipa.

Outros resultados

Uruguai 1a0 Colômbia
Argentina 0a1 Equador

O Brasil lidera com 4 gols de saldo e os mesmos 3 pontos de Uruguai e Equador, que se enfrentam na 2ª rodada. Enquanto o Brasil pega a Colômbia visando conservar a liderança, Argentina e Chile fazem jogo onde qualquer tropeço já dramatizaria os planos olímpicos dessas seleções.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Amistosos Internacionais De Alto Nível

Nessa quarta-feira, dezenas de amistosos entre seleções agitam o dia no calendário futebolístico. Tomei a liberdade de destacar 5 dessas partidas. Ei-las.

Argentina e Brasil

Em Doha, capital do Reino do Catar, duas gigantes do futebol mundial se reencontrarão após mais de um ano sem se enfrentarem (a última partida entre elas foi em 5 de setembro de 2009, pelas Eliminatórias para o Mundial 2010, vencido pelo Brasil, por 3a1, no território adversário).

Eliminadas nas quartas-de-final (a Argentina foi arrasada pela Alemanha enquanto o Brasil caiu de virada para a Holanda), o duelo sul-americano no Oriente Médio terá um ingrediente para amante do futebol arte nenhum colocar defeito: as presenças de Lionel Messi e Ronaldinho Gaúcho.

Holanda e Turquia

Na Arena de Amsterdã, a Holanda de Bert van Marwijk e a Turquia de Guus Hiddink farão o que promete ser um jogo bastante interessante. Vinda de um vice-campeonato mundial e de uma série invicta enorme - que teve uma pausa naquele gol de Andrés Iniesta no segundo tempo da prorrogação da final da Copa 2010 -, a Holanda encara uma Turquia que está, aos poucos, ganhando a face de seu técnico holandês, convicto implementador da filosofia de jogo ensinada em seu país de origem.

Inglaterra e França

Mais um jogo entre campeões mundiais para apimentar a quarta-feira. Ingleses e franceses não corresponderam às expectativas no último Mundial (o "English Team" caiu nas oitavas para a Alemanha enquanto os "Bleus" foram eliminados como lanternas no grupo A).

Se de lá para cá a Inglaterra não perdeu mais, assim mesmo o técnico Fabio Capello teve de ouvir críticas quanto ao empate sem gol diante de Montenegro. Já pelo lado francês, Laurent Blanc vem trabalhando na tentativa de renovar o elenco que brilhou em 2006 e fracassou em 2010 com o mesmo Raymond Domenech, e que parece ainda sentir falta da genialidade de Zinedine Zidane.

Portugal e Espanha

Em 29 de junho, essas seleções fizeram um duelo ibérico pelas oitavas-de-final do Mundial 2010. Melhor para a Espanha, que avançou com o gol de David Villa e depois se sagraria campeã. A Espanha convocada por Vicente Del Bosque é semelhante àquela, com o único campeão mundial ausente sendo Jesús Navas, contundido. No pós-Copa, a seleção portuguesa conseguiu a proeza de, dentro de casa, empatar com o Chipre numa partida de oito gols.

A qualidade dessa partida depende basicamente da postura lusitana: se tiverem o mesmo estilo visto na Copa, teremos um jogo concentrado no campo de ataque espanhol; se resolverem sair para o jogo e jogar futebol, poderemos ter um duelo bacana entre os países vizinhos.

Chile e Uruguai

O estádio Monumental David Arellano sediará a despedida do técnico Marcelo Bielsa do comando da seleção chilena (o argentino se recusa a trabalhar com o novo presidente da Federação Chilena de Futebol, o empresário Jorge Segovia, a quem já criticara duramente). Pior para a seleção do Chile, que não apenas fez uma boa Copa como exibiu um belo futebol no Mundial. Pelo lado uruguaio, o prestigiado Oscar Tabárez dá seqüência a um trabalho que devolveu a autoestima ao futebol do país com o honroso 4º lugar na África do Sul.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Brasil Dança Certinho No Compasso Chileno

De volta ao estádio Ellis Park - onde venceu a Coréia do Norte por 2a1 na estréia -, o Brasil foi convidado pelo Chile a fazer um jogo franco e, como era de se esperar, teve espaços para desenvolver um futebol mais próximo daquele que se imagina da seleção brasileira. A tarefa foi também facilitada pelos desfalques chilenos - que atuou sem os zagueiros titulares - e pela presença de Ramires no lugar de Felipe Melo, dando maior fluidez na saída do meio para o ataque.

O adversário nas quartas-de-finais será a Holanda, numa reedição do duelo de 1994, quando se encontraram na mesma altura do torneio. O Chile volta para casa com duas vitórias e quatro boas atuações na bagagem - parabéns aos comandados de Marcelo Bielsa e também ao técnico argentino pelo belo papel que desempenharam na Copa 2010. Foi muito prazeroso ver o Chile jogar.

Jogando e deixando jogar, Chile paga o preço da baixa estatura de seus defensores

Logo no início da partida já era possível ver a face de Bielsa na postura chilena: o time detinha a posse de bola no campo de ataque e procurava através da movimentação e da troca de passes uma chance de chegar ao gol.

Aos 3 minutos, boa trama pelo setor direito colocou Humberto Suazo na linha-de-fundo, mas o goleiro Júlio César recolheu o cruzamento rasteiro.

Marcando a saída de bola brasileira por pressão, o Chile já deixava campo para o contragolpe: aos 4 minutos, Luís Fabiano recebeu bom lançamento de Daniel Alves e chutou cruzado, à direita, sem levar perigo.

Com 8 minutos, Gilberto Silva recebeu, ajeitou e chutou de fora, à meia-altura, mandando uma bola cruzada que foi espalmada pelo goleiro Claudio Bravo. No minuto seguinte, Kaká recebeu centralizado e chutou à direita da meta.

Na marca de 12 minutos, Suazo recebe enfiada e dá um tapa na bola, com Júlio César encaixando quase no limite da pequena área. 2 minutos depois, Ramires chuta de fora da área e Claudio Bravo encaixa inclinando-se para a direita.

Aos 20' foi a vez do Chile tentar de fora da área, mas o chute de Gonzalo Jara saiu à direita. 2 minutos depois, o Brasil conseguiu algo diferente: Kaká fez jogada individual pela esquerda e passou para Robinho, que teve a tentativa de devolver de letra interceptada pela marcação chilena. No minuto seguinte, bom ataque do Chile: Carlos Carmona passa para Jean Beausejour, que chuta ao gol, a bola desvia em Maicon e sai por cima do travessão.

Com 26 minutos, Lúcio disputa bola na área adversária, é atingido por Pablo Contreras - que estava deitado - e pula antes de cair. No entendimento do árbitro inglês Howard Webb, nem pênalti e nem simulação, escanteio para o Brasil.

Na marca de 29 minutos, Arturo Vidal dribla Kaká e é derrubado - cartão amarelo para o brasileiro, que já recebeu três nessa Copa (dois deles diante da Costa do Marfim, o que lhe rendeu expulsão e suspensão da partida com Portugal). Na cobrança, Suazo fica na barreira.

Aos 33 minutos, escanteio pelo lado direito para a seleção brasileira. Maicon cobra, Juan sobe e cabeceia com precisão, estufando a rede do goleiro Bravo, que até tentou defender.

4 minutos depois já viria o segundo gol. Robinho carrega pela esquerda, passa para Kaká e o camisa 10 entrega de primeira para Luís Fabiano, que dribla Claudio Bravo e completa para o gol.

Atordoado pelos gols em pequeno intervalo de tempo, o Chile nem por isso mudava sua filosofia de jogo. Aos 39', Mark González recebe pelo flanco esquerdo, trás pra dentro mas chuta torto e longe do gol. No minuto seguinte, Michel Bastos chuta cruzado e manda à esquerda. Aos 43', Kaká dá para Maicon na direita, que cruza pra área e Luís Fabiano cabeceia por cima.

Com jogo resolvido após o 3º gol, Dunga resolve fazer experiências

Bielsa trocou González por Jorge Valdívia no intervalo, diminuindo a velocidade mas dando maior precisão no último passe, algo que fez bastante falta na primeira etapa.

Com 1 minuto, Kaká e Vidal invertem os papéis e o brasileiro sofre falta que rende amarelo para o camisa 8. Na cobrança, Daniel Alves chuta direto e manda por cima.

Na marca de 13 minutos, Ramires faz grande jogada ao avançar com a bola a partir do meio do campo e passar para Robinho já perto da área, que chuta colocado tirando qualquer chance de defesa para Bravo: 3a0.

2 minutos depois, Ramires passou para Daniel Alves, que decidiu chutar de longe e mandou à esquerda do gol.

O Chile mudava pela 2ª vez: Mauricio Isla por Rodrigo Millar.

Aos 20 minutos, Valdivia recebe na meia-lua passe de Beausejour, chuta e a bola descai acima do travessão. Com 22 minutos, Ismael Fuentes derruba Luís Fabiano e recebe cartão amarelo. No minuto seguinte, Michel Bastos desce pela esquerda e passa atrás para Kaká, que coloca à direita do gol.

Na marca de 25 minutos aconteceu o que pode ser considerado o maior revés para a seleção brasileira no jogo: Ramires deu o bote faltosamente em Alexi Sánchez, recebeu cartão amarelo e cumprirá suspensão automática.

Com 28 minutos, Robinho recebe de Daniel Alves pela direita, chuta cruzado e Bravo espalma. No minuto seguinte, Beausejour vai à linha-de-fundo, passa para Suazo, o camisa 9 se livra de Lúcio com um drible, chuta e Júlio César espalma.

Aos 30 minutos, a primeira mexida brasileira: Luís Fabiano por Nilmar.

Na marca de 32 minutos, escanteio pelo lado esquerdo de ataque chileno, a bola viaja alto e Suazo pega de primeira chutando para o chão: a Jabulani quica no travessão e assusta Júlio César.

3 minutos depois, Kaká dava lugar a Kléberson, estreando na Copa 2010.

Aos 37', Bastos cruza da esquerda e Nilmar cabeceia fora. No minuto posterior, bela troca de passe no ataque chileno: Valdivia passa para Millar, recebe de volta e toca para Beausejour que, pela esquerda da área, chuta cruzado para fora.

Sucedendo o lance, a 3ª e última troca no Brasil: Robinho por Gilberto, outro que estréia no Mundial 2010.

Com 44 minutos, Bastos carrega a bola, passa para Ramires e o camisa 18 chuta longe. Aos 45', Vidal lança, Lúcio corta mal, Valdivia pega de primeira e manda a bola à direita. Aos 46', Bastos, em sua melhor atuação na Copa, faz bela jogada pelo lado esquerdo, se livra de dois mas acaba chutando torto, muito à esquerda da meta.

sábado, 26 de junho de 2010

Satisfeitos, Espanhóis E Chilenos Conquistam Vagas

O comentário do ex-atacante Caio Ribeiro antes de a bola rolar parece ter trazido boas vibrações para Espanha e Chile: "seria um pecado para aqueles que gostam de um bom futebol que uma delas ficasse pelo caminho". Com o empate de 0a0 entre Suíça e Honduras, espanhóis e chilenos puderam seguir em frente na Copa 2010, juntos, abraçados, talvez fraternos demais se levarmos em consideração os últimos 15 minutos de jogo, quando nenhuma das equipes mostrava vontade de atacar a outra, aguardando o apito final e a confirmação das vagas.

Primeiro tempo, repleto de alternativas, teve direito a gols, expulsão e jogadas bem trabalhadas

O estilo de jogo apresentado por Espanha e Chile nas duas primeiras rodadas já transmitia a certeza de que teríamos uma bela partida no estádio Loftus Versfeld, em Pretória.

Aos 2 minutos, Marcos Andrés Estrada Quinteros lançou Jean André Emanuel Beausejour Coliqueo mas o goleiro Iker Casillas foi até o limite da grande área para recolher a bola. Aos 3', Xavier Hernández Creus colocou a bola na área e Fernando José Torres Sanz cabeceou por cima. No minuto seguinte, lançamento longo de Joan Capdevila Méndez, Gary Alexis Medel Soto demora a se decidir e finalmente manda para escanteio, quase permitindo a finalização de Fernando Torres.

Na marca de nove minutos pintou a primeira jogada digna das expectativas em torno da partida: Jean Beausejour faz corta-luz em passe de Mauricio Aníbal Isla, a bola chega em Jorge Luis Valdivia Toro, que passa para Beausejour - o camisa 15 cruza rasteiro e Mark Dennis González Hoffmann chuta por cima.

Aos 11 minutos, Alexis Alejandro Sánchez rola para Marcos Estrada chutar de fora - Iker Casillas cai e defende. 2 minutos depois, Alexis Sánchez dá toque por cobertura e surpreende Casillas, que recua e consegue espalmar para escanteio.

A seleção chilena dominava a posse de bola - um feito de respeito se levarmos em consideração que a Espanha costuma ser hegemônica nesse quesito -, chegava com perigo e mantinha a forte seleção adversária acuada no campo de defesa. Mas passou a exagerar na força com que entrava na dividida, com uma seqüência de 3 cartões amarelos entre os minutos 14 e 20. Gary Medel e Waldo Alonso Ponce Carrizo, então pendurados, cumprirão suspensão nas oitavas-de-finais.

Aos 23', sem conseguir praticamente passar da linha que divide o campo, a Espanha tentou um lançamento longo de Xabier Alonso Olana para Torres e acabou contando com o talento de David Villa Sánchez para abrir o placar: o goleiro Claudio Andrés Bravo Muñoz deixou a área para cortar de carrinho, a Jabulani foi até a intermediária e lá estava David Villa para chutar de primeira e marcar um golaço.

3 minutos depois do gol, Estrada, amarelado 6 minutos antes por carrinho em Sergio Busquets Burgos, deu entrada semelhante em Andrés Iniesta Luján e teve sorte de não ser expulso.

Na marca de 28 minutos, Medel chapelou Xabi Alonso, passou para Sánchez na direita e o camisa 7 foi derrubado com falta, em mais uma das belas jogadas de efeito da Copa.

Com 33 minutos, Xavi Hernández cobrou escanteio da esquerda, Gerard Piqué Bernabéu subiu e cabeceou por cima. No mesmo minuto, o Chile saiu em contra-ataque pela esquerda, Beausejour desceu em velocidade e chutou prensado em Piqué, com a bola saindo perto da trave direita.

Na marca de 36', Gonzalo Alejandro Jara Reyes saiu jogando errado, Iniesta agradeceu, tabelou com Torres, abriu na esquerda com Villa e recebeu de volta para chutar cruzado, de primeira e cheio de consciência, no canto esquerdo do goleiro Claudio Bravo: 2a0 Espanha.

No desenrolar da jogada, a situação se complicou para a seleção chilena: Estrada tropeçou em Torres fora do lance de bola, o camisa 9 caiu e o árbitro deu a lei da vantagem. Porém, após a conclusão de Iniesta para a rede, o mexicano Marco Antonio Rodríguez Moreno expulsou Estrada de campo com o segundo cartão amarelo.

Nos instantes finais da primeira etapa, Ponce deu pisão em Xabi Alonso e, visivelmente arrependido pela entrada, deve ter dado graças a Deus por não ter deixado o Chile com nove jogadores em campo, até porque o árbitro estava perto do lance e apitou apenas a falta.

Ânimos acalmados, gol chileno e jogo de compadres a partir dos 30

Bielsa fez duas substituições no intervalo, tirando Jorge Valdivia e Mark González para colocar Rodrigo Javier Millar Carvajal e também Esteban Efraín Paredes Quintanilla.

Logo com 40 segundos, Sánchez rola atrás e Rodrigo Millar fura feio. Mas o camisa 20 já se redimiria na participação seguinte: na marca de 1 minuto, Sánchez rola de lado e Millar chuta mirando o ângulo esquerdo - a bola desvia em Piqué e vai no contrapé de Casillas.

Aos 6 minutos, Villa recebe de Iniesta na esquerda e coloca cruzado na área, fechado, com Villar segurando. 3 minutos depois, Vicente del Bosque trocou Torres por Francesc Fàbregas Soler, deslocando Villa para o centro e dando liberdade ao camisa 10 para circular pelos lados.

Na marca de 15 minutos, nova saída de bola errada chilena, mas Villa não alcança a enfiada de bola e o goleiro Villar fica com ela. 2 minutos depois, Xavi passa para Villa, que domina no peito, arma pro chute e é desarmado no momento exato. Momento exato para Ponce, que evitou o 3º gol espanhol.

Aos 19', Bielsa faz a 3ª substituição trocando Sánchez por Fabián Ariel Orellana Valenzuela.

Com 22 minutos, Xavi faz o desarme em Isla no meio do campo, Villa recebe, avança e Ponce desarma para escanteio. 5 minutos depois, a 2ª mexida na Espanha: Alonso por Javier Martínez Aginaga.

Aos 29', Esteban Paredes recebe pela direita e chuta cruzado para fora. No minuto seguinte, Fàbregas ajeita para Iniesta, que isola.

Cientes do empate sem gol na partida que ocorria simultaneamente em Bloemfontein, espanhóis e chilenos simplesmente abriram mão de sair para o jogo. Naquela altura, Espanha era líder com 6 pontos e saldo 3; Chile estava em 2º com 6 pontos e saldo 1; Suíça aparecia em 3º com 4 pontos e saldo 0; e Honduras em 4º com 1 ponto e saldo negativo de 3. Ou seja: a Suíça necessitava de dois gols nos últimos 15 minutos para fazer com que Espanha e Chile disputassem uma única vaga. Mas a equipe acostumada a se defender e que, por desígnios do destino, achou um gol e uma vitória na estréia, não era capaz de superar os hondurenhos - e até passava alguns sustos.

Foi apenas aguardar o apito final de Marco Moreno, num desperdício de tempo num jogo que reuniu duas das seleções mais vistosas de toda a primeira fase. Mas tudo ótimo! "Seria um pecado para aqueles que gostam de um bom futebol que uma delas ficasse pelo caminho". Agora, é Espanha no caminho de Portugal e Chile no caminho do Brasil. Duelos europeu e sul-americano que prometem jogos interessantes. E o que é melhor: até o último minuto de partida.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Em Duelo Tático, Chile Desmonta Retranca Suíça

A seleção chilena repetiu a postura ofensiva vista na estréia diante de Honduras e arrancou uma bonita vitória sobre a seleção suíça, também por 1a0. Os suíços estabeleceram um novo recorde em Copas do Mundo: o gol sofrido aos 29 minutos da etapa complementar veio 559 minutos (ou 9 horas e 19 minutos) após a última vez que balançaram suas redes em Copa (vitória espanhola nas oitavas de 1994, 3a0). O recorde anterior era da Itália, que entre as edições de 1986 e 1990 ficou 550 minutos sem ser vazada.

O jogo

Com 1 minuto de partida, o cartão amarelo que Khalil Al Ghamdi aplicou em Humberto Andrés Suazo Pontivo, por chegar de sola, já deu uma impressão inicial de excesso de rigor por parte do árbitro saudita.

A primeira chance de gol se deu na marca de 4 minutos, quando Alexis Sánchez chutou de fora e mandou por cima da meta. Aos 9 minutos, o bom goleiro Diego Benaglio trabalhou bem por duas vezes no mesmo lance, espalmando chute de Arturo Erasmo Vidal Pardo e, no rebote, o remate dado por Carlos Emilio Carmona Tello. O Chile chegou novamente dois minutos depois: Sánchez controlou a bola pelo lado direito, atraiu a marcação para si e rolou atrás para Humberto Suazo, que acabou furando.

Aos 17 minutos, a impressão inicial quanto à arbitragem tornou-se certeza: Blaise N'Kufo recebeu cartão amarelo por puxar a camisa adversária, em lance comum e rotineiro. Aos 21', Carmona entrou de carrinho em Valon Behrami e também foi amarelado, tendo que cumprir suspensão no jogo da 3ª rodada - que será uma decisão diante dos espanhóis. Passados mais 3 minutos, novo cartão amarelo: Waldo Alonso Ponce Carrizo cometeu falta de jogo, dessas que, se rendessem sempre cartão, a partida terminaria antes da marca de 90 minutos.

Com 27 minutos, Maurico Aníbal Isla deu recuo de bola pouco prudente, mas Claudio Andrés Bravo Muñoz conseguiu afastar antes que N'Kufo pudesse lhe causar problemas.

Aos 30', Behrami deixou um braço para cada adversário - atingiu primeiro Jean André Emanuel Beausejour Coliqueo e depois Arturo Vidal - e recebeu a punição máxima do árbitro, sendo expulso do campo.

Se o Chile já estava melhor no jogo, a partir dessa vantagem numérica passou a dominar as ações. Aos 32 minutos, Matías Ariel Fernández cobrou falta para dentro da área, mas o cabeceio saiu por cima. Com 37', Vidal tentou de longa distância e mandou à direita do gol. No minuto seguinte, Beausejour deu cruzamento na medida e Suazo cabeceou por cima uma bola que ainda poderia encontrar Sánchez. A Suíça estava sob forte pressão: aos 39', cruzamento a partir do lado esquerdo de ataque chileno, Sánchez recebe dentro da área com um domínio no peito e chuta para defesa de Benaglio.

Ottmar Hitzfeld achou melhor não esperar o intervalo e trocou, aos 41 minutos, o atacante Alexander Frei pelo meia Tranquillo Barnetta. Aos 42', seus comandados reagiram bem à mexida e chegaram ao ataque: N'Kufo pegou sobra pelo lado esquerdo, ajeitou e chutou, à direita do gol.

Aos 46 minutos, a última chance antes do apito de intervalo: Beausejour cruzou, Sánchez recebeu pelo lado direito, chamou Gelson Fernandes para dançar, tentou o passe para o miolo da área mas o desvio levou a bola até Benaglio, que agarrou com segurança.

Na volta para o segundo tempo, Marcelo Bielsa promoveu duas trocas que aumentariam o poder de criação da equipe: Suazo por Jorge Luis Valdivia Toro e Vidal por Mark Dennis González Hoffmann.

Com 2 minutos da segunda etapa, Al Ghamdi contemplou Barnetta com o cartão amarelo por puxão em Beausejour. A falta foi cobrada por Fernández, rasteirinha, e Sánchez pegou de primeira na bola para fazer o gol e vibrar muito com o feito de superar o sistema defensivo suíço. Porém, a bandeira do auxiliar estava levantada - haviam 3 jogadores em condição de impedimento e, embora o chute tenha sido dado por um jogador em condições legais, o suposto desvio ou, na pior das hipóteses, a participação de Mark González no lance caracterizou a infração.

Aos 9 minutos, Sánchez aproveitou erro de saída de bola por parte de Stéphane Grichting, recuperou a redonda, ficou cara-a-cara com o goleiro, mas Benaglio fez a defesa e Grichting amenizou sua falha ao afastar na seqüência.

Com 13 minutos, Fernández cobrou escanteio pelo lado esquerdo e González cabeceou à esquerda. No minuto seguinte, o árbitro aprontou mais uma vez e aplicou cartões amarelos para Gökhan Ínler e Fernández, sendo difícil entender o motivo da punição. Pior para o chileno, que também fica suspenso da próxima partida. Não tardou mais um minuto para que outro cartão amarelo fosse mostrado, dessa vez compreensível, pois Gary Alexis Medel Soto empurrou Steve von Bergen com a bola parada.

Aos 19', a 3ª troca pelo lado chileno: saiu Fernández para a entrada de Esteban Efraín Paredes Quintanilla.

Na marca de 20 minutos, a Suíça tentou chegar em lance de bola parada: Reto Ziegler colocou na área em cobrança de falta, ninguém desviou e Bravo não quis nem saber se a bola ia pra fora ou não e mandou para escanteio. 2 minutos depois, 2ª troca suíça para dar novo gás ao ataque: N'Kufo por Eren Derdiyok.

Com 23 minutos, Esteban Paredes recebe na área, chuta, mas Grichting consegue cortar com carrinho certeiro. 6 minutos depois, grande efiada de bola para Paredes que, livre porém em impedimento não flagrado, dribla o goleiro Benaglio, fica sem ângulo e dá um cruzamento sob medida, na cabeça de González, que cabeceia para o chão. A bola passa perto de Stephan Lichtsteiner e beija o travessão antes de entrar. 1a0 e fim da (longa) invencibilidade da defesa suíça.

Com 31 minutos, Hitzfeld mexe pela última vez: sai o meia Fernandes e entra o avante Albert Bunjaku, dando mostras de que a Suíça mudaria seu jeito de atuar.

E o jogo ficou franco. Aos 32 minutos, Isla consegue bonito desarme na grande área adversária mas, perdendo o equilíbrio, manda a bola pela linha final. Na marca de 38 minutos, outra boa enfiada de bola no ataque chileno, Jorge Valdivia ajeita para Paredes avançar e chutar perto. 3 minutos depois, Valdivia toca na direita para Sánchez, que passa rasteiro para trás: mas o chute de González sai fraco e Benaglio faz a defesa. Aos 43', Paredes recebe na direita em boas condições, corta von Bergen e chuta no contrapé de Benaglio, perto da trave esquerda.

A Suíça conseguiu uma resposta aos 44' e quase chegou ao empate: em bela triangulação e trocas de passes rápidos, Ziegler toca para Bunjaku, que dá de calcanhar para Derdiyok, em liberdade, finalizar rente à trave direita.

Com 46', o árbitro entendeu que, após o drible em von Bergen, Valdivia se jogou na grande área e deu cartão amarelo para o camisa 10. De fato, von Bergen recolheu a perna após o carrinho, mas é difícil julgar se o chileno simulou pênalti ou se saltou para evitar uma possibilidade de lesão.

Aos 47', contra-ataque chileno e um raro momento em que a defesa suíça encontra-se escancarada e cheia de espaço: Paredes fica no mano-a-mano com a marcação, mas erra o passe e desperdiça a última chance do jogo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Com Futebol Envolvente, Chile Vence E Convence

Pela primeira vez na história da seleção chilena, uma equipe que representa as cores vermelha, azul e branca dessa nação sul-americana conseguiu estrear com vitória em Copa do Mundo. Foi também a primeira vitória do Chile em Copas desde 1962, quando sediaram a competição. O 1a0 ficou barato para os hondurenhos, que foram envolvidos pela grande movimentação dos comandados de Marcelo "El Loco" Bielsa e pouco conseguiam fazer para tirar a bola de seu campo de defesa.

Aos 2 minutos de partida, Matías Ariel Fernández cobrou falta com muito perigo, rente ao travessão, com a bola beijando a rede pelo lado de fora. O jogo, aliás, teve início bastante faltoso, talvez em função do nervosismo e ansiedade da estréia. Mas, aos poucos, a bola foi rolando com menos interrupções e o domínio chileno se acentuando.

Aos 17', Carlos Alberto Pavón Plummer recebeu a bola, limpou a marcação e bateu de fora da área, mas o chute fraco e para fora não assustou Claudio Andrés Bravo Muñoz. 4 minutos depois, Alexis Alejandro Sanchéz rolou para Jorge Luis Valdívia Toro chutar e ver a bola desviar em Amado Guevara, saindo em escanteio. Com 25', Arturo Erasmo Vidal Pardo subiu bem após cobrança de escanteio, alcançou a bola mas o cabeceio saiu por cima.

Na marca de 31', Sánchez arrancava em velocidade e, perto da área adversária, foi derrubado por Maynor Figueroa. Porém, Eddy Maillet, árbitro natural de Seychelles - como se chama alguém dessa nacionalidade? -, nada marcou.

Mas o gol chileno estava guardado e saiu dois minutos depois. Aos 33', Fernández passou a redonda para Mauricio Aníbal Isla, que cruzou rasteiro na direção de Jean André Emanuel Beausejour Coliqueo. O camisa 15 deu sorte no lance: a bola tinha passado por ele mas voltou graças ao corte do hondurenho Sergio Giovany Mendoza Escobar e foi parar dentro do gol.

Sem conseguir se aproximar do gol chileno, as chances que Honduras encontrou na primeira etapa foram em chutes de longa distância. Aos 38', Ramón Fernando Núñez Reyes chutou por cima e aos 45' o mesmo Núñez cobrou falta direto pro gol, a 33 metros de distância, para defesa de Claudio Bravo. Nesse meio tempo, o Chile teve boa chance de ampliar, aos 43 minutos, quando Jorge Valdívia passou para Rodrigo Javier Millar Carbajal, que passou para Alexis Sánchez chutar: a bomba explodiu em Figueroa e Valdívia quase marcou no rebote.

Com 1 minuto da segunda etapa a seleção de Honduras reclamou pênalti não marcado em entrada de carrinho em Figueroa, dentro da área chilena. Talvez para compensar, o árbitro também deixou de assinalar infração clara a favor do Chile a alguns centímetros da grande área.

Aos 16', Valdívia passou para Sánchez, que chutou cruzado e a bola passou muito perto da trave direita. 2 minutos depois, incrível chance para o Chile marcar o segundo gol: levantamento na área, Isla centraliza de cabeça e Waldo Alonso Ponce Carrizo, praticamente embaixo da trave, mergulha para cabecear - Noel Eduardo Valladares Bonilla realizou defesa excepcional.

Aos 29', mais sufoco chileno: Vidal chuta de fora da área, Noel Valladares dá rebote, Isla cabeceia para Valdívia marcar, mas o assistente flagra impedimento. 5 minutos depois, Valdívia passou para Sánchez e pediu de volta, mas o camisa 7 preferiu chutar ao gol e a bola saiu pelo lado, para desespero do camisa 10. Aos 37', Valdívia colocou a Jabulani na cabeça de Gary Alexis Medel Soto que, impedido, mandou para fora.

Com boa atuação mas aparentando sentir incômodo muscular, Valdívia deu lugar a Mark Dennis González Hoffmann, aos 41 minutos.

A seleção de Honduras, sem outro recurso, tentou novamente de fora da área, aos 44'. Mas Georgie Wilson Welcome Collins estava bem marcado por Beausejour e a bola foi por cima.

Aos 45', resposta chilena com duas chances, ambas nos pés de Mark González. Na primeira, tentativa de fora da área que saiu por cima do gol. Na segunda, chute cruzado que saiu à direita da meta.

Na marca de 47' o Chile teve grande oportunidade de aumentar a diferença: contra-ataque em velocidade, González demorou para dar o passe - talvez sedento por mostrar serviço -, recebeu a bola de volta e acabou chutando por cima. Era a típica bola que, nos pés de Valdívia, teria maiores chances de colocar um companheiro na cara do goleiro. Mas tudo bem, a nação chilena que tanto chorou com tremores de terra hoje sorri uma vitória e uma atuação que alimentam suas esperanças de classificação.