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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Santo Cazorla

Foi com dois gols de um meia espanhol que o Arsenal conseguiu vencer o Aston Villa e diminuir a turbulência que circunda o ambiente do clube. O nome dele: Santiago Cazorla González, mais conhecido como Santi Cazorla.

O camisa dezenove, que vai bem em sua primeira temporada na Inglaterra, abriu o placar aos cinco minutos em lance onde prosperou pelo esforço e determinação, chutando duas vezes, cada qual com uma perna diferente, e indo à rede.

Placar de um a zero que se manteve até o intervalo. E, a partir dali, as estatísticas definitivamente sorriam para o Arsenal. Não bastando o fato de o Arsenal ser o time que menos perdeu pontos após abrir o placar (quatro, igual ao Swansea), o adversário era o time que menos pontuou após ver o oponente sair na frente no marcador (dois pontos ganhos nessas condições). E mais: se só contássemos os gols marcados no segundo tempo dos jogos, sabe quem seria o líder na Premiership 2012-3? O Arsenal.

Mas estatísticas existem apenas para ilustrar, inspirando alguns mais supersticiosos a se desprenderem dos fatos correntes e se apegarem ao passado para tentar justificar o futuro. No futebol, não cola. O Aston Villa, que era dominado e via os donos da casa perto de marcar o segundo gol, foram ao ataque e empataram a partida aos vinte e dois minutos e meio da etapa complementar. Chute do austríaco Andreas Weimann que o polonês Wojciech Szczesny poderia e deveria defender. 1a1.

O Arsenal, que já jogava ofensivamente, ficou ainda mais forte no campo de ataque com a entrada de Podolski no lugar de Jenkinson. E pode ter certeza que o negócio ficaria ainda mais intenso se o empate persistisse por mais tempo, pois Gervinho estava no banco e o time de Wenger precisava dos três pontos para manter-se firme na temporada, firmeza essa que é matemática e mais ainda psicológica.

Mas a última mexida de Arsène Wenger foi a entrada de Koscielny no lugar de Walcott, nos acréscimos. É que, aos trinta e nove, a equipe conseguiu desempatar a partida com novo gol de Cazorla: Arteta tocou curto para Wilshere, que fez bonito lançamento para Monreal e, de espanhol para espanhol, o lateral deixou na medida para Santi completar pra rede, uns dois passos a frente da marca do pênalti. 2a1 e muita festa em Londres. O alívio ficou pro apito final de Martin Atkinson.

Com a derrota do Everton para o Norwich, também nesse sábado, tudo leva a crer que a disputa pelas quatro vagas inglesas na próxima Liga dos Campeões da Europa se restrinja aos times de Manchester (United e City devem disputar o título nacional) e os londrinos Chelsea, Tottenham e Arsenal. Falando nisso, na próxima rodada tem nada mais, nada menos que Tottenham e Arsenal, em White Hart Lane.

Já o Aston Villa, que entra na zona de descenso, tem a difícil missão de tentar sair dela na próxima rodada: recebe o Manchester City, no Villa Park.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Arrasador No Segundo Tempo, Arsenal Vira O Jogo E Avança Na Copa Da Inglaterra

Arsenal e Aston Villa duelaram nesse domingo em partida válida pela 4ª rodada na Copa da Inglaterra. E as equipes que não se encontravam por essa competição desde o ano 1983, fizeram uma partida bastante interessante no estádio Emirates, em Londres. Pouca gente poderia imaginar que a equipe visitante fosse para o intervalo de jogo vencendo por 2a0. E possivelmente menos gente ainda suporia que o Arsenal, aos dezesseis minutos do segundo tempo, já estivesse a frente no placar. Pois foi o que aconteceu nesse belo jogo, que colocou os comandados de Arsène Wenger na fase oitavas-de-final na competição futebolística mais antiga.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

O Arsenal iniciou a partida tomando a iniciativa e criando chances. Uma das maiores aproximações do gol aconteceu na marca de cinco minutos, quando o holandês Robin van Persie rolou de lado em cobrança de falta e o belga Thomas Vermaelen chutou com força e colocação uma bola que foi espalmada pelo irlandês Shay Given praticamente no ângulo esquerdo.

Bem postado em campo e sabendo sair para o ataque com relativa desenvoltura, o Aston Villa foi crescendo no jogo e causando dificuldades ao time mandante, que já não incomodava como outrora. O búlgaro Stiliyan Petrov e o irlandês Robert David "Robbie" Keane faziam circular bem a bola no campo de ataque, em alguns momentos envolvendo por completo o sistema defensivo do Arsenal. E foi em jogada da dupla Petrov-Robbie Keane que nasceu o primeiro gol do jogo: após escanteio cobrado pela esquerda, os dois jogadores tabelaram bonito e o cruzamento encontrou o irlandês Richard Dunne, que cabeceou para inaugurar o marcador, aos trinta e três minutos.

Atrás no placar, o Arsenal passou a ter maior ímpeto em se mandar ao ataque. Mas não somente esbarrou na boa marcação do Aston Villa como ainda foi pego em um contra-ataque fulminante, concluído por Darren Bent aos quarenta e cinco minutos. 2a0 Villans.

Nenhuma substituição foi realizada no intervalo, mas o jogo teve uma mudança radical no panorama. Logo com um minuto, o alemão Per Mertesacker quase descontou. Desenvolto, ligeiro e objetivo, o Arsenal foi criando chance atrás de chance pra cima de um Aston Villa que praticamente não conseguia tocar na bola. Aos nove minutos, Dunne não tocou na bola e derrubou o galês Aaron Ramsey na área: pênalti (que poderia resultar no segundo cartão amarelo do zagueiro irlandês). Van Persie cobrou e diminuiu. Dois minutos depois, Theo Walcott desceu em velocidade pela direita e teve sua bela jogada individual premiada com um gol meio que involuntário, pois a defesa tentou afastar a bola e acabou acertando o próprio Walcott, tomando a redonda o caminho da rede. 2a2 no placar.

Pensa que acabou a pressão do Arsenal? Pois tinha mais: com o zagueiro francês Laurent Koscielny atuando na frente, coube ao atacante Darren Bent agir como defensor. Sem o cacoete da posição, Bent derrubou Koscielny na área e cometeu nova penalidade máxima. Van Persie pegou a bola e mandou desta vez no lado esquerdo. 3a2 Arsenal, virando o jogo com três gols num intervalo de sete minutos e detendo a posse de bola naqueles dezesseis minutos iniciais de segundo tempo em 89% do tempo.

O ritmo de jogo deu uma diminuída, muito provavelmente numa decisão estratégica de Wenger, que trocou o tcheco Tomás Rosický pelo espanhol Mikel Arteta. Mas o grande atrativo nos minutos finais foram as entradas dos franceses Bacary Sagna (retornando de lesão) e Thierry Henry (ídolo no clube) nos lugares dos ingleses Alex Oxlade-Chamberlain e Theo Walcott. Na fase oitavas-de-final, o Arsenal terá pela frente o vencedor de Middlesbrough e Sunderland, que decidem a vaga no dia sete de fevereiro, em Middlesbrough (a partida no Stadium of Light terminou empatada em 1a1, o que forçou um novo encontro entre os times).

sábado, 3 de dezembro de 2011

United Vence No Villa Park E Se Mantém 5 Pontos Atrás Do City

O Manchester United foi até a cidade de Birmingham (mais ou menos o meio do caminho até a capital Londres) e mostrou que não é por acaso que a equipe está invicta como visitante na presente temporada: com um gol do volante Phil Jones, aos dezenove minutos, a equipe de Alex Ferguson venceu o Aston Villa por 1a0, mantendo-se cinco pontos atrás do líder, o Manchester City.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Escalado com uma linha de quatro homens na defesa, dois volantes, dois meias e dois atacantes (sendo que o mexicano Javier "Chicharito" Hernández atuava mais adiantado em relação a Wayne Rooney), o Manchester United não perturbava e nem era perturbado pelo Aston Villa nos seis primeiros minutos de partida - até porque o time da casa parecia só se preocupar em se defender. Com a contusão de Javier Hernández, que precisou deixar o campo na maca, Ferguson optou por mudar a mecânica de jogo na equipe: o colombiano Antonio Valencia entrou no jogo para atuar pelo flanco direito, deslocando o português Nani para o lado esquerdo e colocando Rooney como referência no ataque.

Não que tenha sido exatamente pela modificação tática realizada, mas o fato é que foi numa bola aberta com Nani na esquerda que saiu o gol do jogo: o português, livre de marcação, cruzou para Jones, que concluiu com categoria e estufou a rede. Foi somente a partir do momento em que se via em desvantagem no placar que os comandados do escocês Alex McLeish (xará e compatriota de Ferguson) "resolveram" ir para o ataque. Mas faltava organização e, em alguns momentos, intimidade com a ferramenta de trabalho (popularmente conhecida como "bola"). E se o placar continuou em 1a0 até o intervalo, foi sorte do Aston Villa, que contou com intervenções do goleiro irlandês Shay Given (o arqueiro acabou saindo lesionado aos trinta e oito minutos, dando lugar ao estadunidense Brad Guzan).

Nos primeiros minutos do segundo tempo, repetia-se o cenário visto antes do intervalo: o Manchester United atacando e o Aston Villa defendendo, com a torcida do time da casa cantando bastante e não sendo correspondida dentro das quatro linhas. Mas parece que a energia vinda das arquibancadas (eram 40.053 espectadores no Villa Park) foi aos poucos contagiando os "Villans", que passaram a chegar com mais perigo à área oponente. O curioso nessa história toda é que quando mais arisco ia se tornando o Aston Villa (que já colocara em campo o meio-campista búlgaro Stiliyan Petrov e o experiente atacante Emile Heskey, que alcançou a respeitável marca de quinhentos jogos na Premiership), Ferguson decidiu tirar de campo o zagueiro Rio Ferdinand para colocar o veterano meio-campista galês Ryan Giggs, maior papa-títulos na história do futebol inglês. Se o Manchester ficou desprotegido com a alteração? Que nada! O zagueiro sérvio Nemanja Vidic dava conta por baixo e por cima, pela direita e pela esquerda, dificultando as investidas do time mandante. E, lá na frente, a posse de bola do United foi visivelmente melhorada em sua qualidade.

É bem verdade que aos trinta minutos o Aston Villa quase empatou o jogo, quando o irlandês Richard Dunne levantou a bola da direita e o galês James Collins cabeceou para bonita defesa do dinamarquês Anders Lindegaard. Mas foram escassas as vezes que a equipe levou vantagem sobre a defesa visitante. Em contra-ataques, o Manchester ficou perto de chegar ao segundo gol. Aos quarenta e dois, Rooney tabelou com Michael Carrick e mandou a bola perto do travessão. Dois minutos depois, Rooney passou para Danny Welbeck (que entrara no lugar de Ashley Young, ex-Aston Villa) e o jovem atacante mandou pra rede, mas em impedimento flagrado pela arbitragem. Arbitragem essa que, aliás, foi complacente com os infratores na medida em que algumas faltas poderiam sem muito esforço terem sido punidas com cartões amarelos. Mas cabe dizer que nenhum dos três atletas lesionados ("Chicharito", Given e Jermaine Jenas) deixaram o campo devido a choque com adversário. Cartão vermelho pro gramado? Sei lá, pela televisão parecia um tapete...

Na décima quinta rodada, o Aston Villa visita o Bolton enquanto o Manchester recebe o Wolverhampton, com ambas as partidas agendadas para às 13h no próximo sábado. Mas antes desse compromisso, o United tem jogo decisivo pela Liga dos Campeões da Europa, já que na quarta-feira vai até a Basiléia, na Suíça, enfrentar o Basel - se perder, dará adeus à competição já na fase de grupos e "migrará" para a Liga Europa; mantendo a invencibilidade como visitante, o Manchester avançará às oitavas.