As coisas acontecem muito rapidamente no futebol. Ficar algumas semanas sem atualizar esse espaço sentencia um atraso secular com relação ao fluxo de acontecimentos. Pude assistir o Arsenal dar um baile no Aston Villa para vencer a Copa da Inglaterra com sobras até maiores do que poderia sugerir o placar de 4a0. Pela enésima vez, fica registrado o quanto este blogueiro admira o técnico Arsène Wenger. Na semana seguinte, estourou o escândalo de acusação de corrupção envolvendo o alto escalão da FIFA. Joseph Blatter, pela primeira vez na história, se viu na obrigação de enfrentar um segundo turno nas eleições presidenciais da entidade. Seu adversário, porém, desistiu, promovendo a reeleição do franco-suíço. Só que o maior oponente de Blatter parece ser ele próprio: dias após a nomeação para mais um mandato, entregou o cargo em meio à turbulência. E eis que, no último sábado, o futebol voltou a ser protagonista nos noticiários. O futebol com o selo barcelonista de qualidade: com uma vitória por 3a1 sobre a Juventus e uma apresentação envolvente, os comandados de Luís Enrique Martínez fecharam a Tríplice Coroa conquistando a Liga dos Campeões Europeus.
Arsenal brilhante, Blatter renunciado, Barcelona coroado. Tanta coisa acontecendo em tão pouco tempo. Sinto que esse esporte tão apaixonante sai fortalecido com os três fatos supracitados. A preocupação com o futuro da FIFA, torço, deve ser menor que a preocupação com o futuro do futebol. A FIFA deve estar a serviço dele, e não o contrário. Por falar nisso, viva Wenger e viva Luís Enrique, pelos ótimos serviços prestados. E dá-lhe Lionel Messi! Independentemente de qualquer eleição da FIFA, continua sendo o que já era há muito tempo: o melhor jogador do mundo. Sempre um prazer vê-lo atuar.
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domingo, 7 de junho de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
Reading Prorroga Próprio Sofrimento E Arsenal Avança Na Copa Da Inglaterra
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| Imagem extraída de SportingLife. |
Falha por falha, o próprio Szczesny também não primou pela eficiência no lance em que o Reading alcançou o empate. Mas a verdade é que Federici, que vinha sendo um dos destaques no jogo, conseguiu manchar com tinta permanente a sua atuação no estádio de Wembley. São coisas que acontecem no futebol e que goleiro nenhum está imune de protagonizar. Por "infedericidade" do australiano, aconteceu com ele, e o chute rasteiro de Sánchez passou por baixo de suas pernas e braços, em plena prorrogação.
Agora surge a pergunta: o Arsenal mereceu a vitória? Resposta categórica: completamente. Foi superior no primeiro tempo e também em toda a prorrogação, embora sem necessariamente dominar o adversário. No segundo tempo regulamentar, quando atuou de maneira menos organizada que o habitual, foi castigado pelo gol de empate. Mas seria um castigo muito grande se não conseguisse a classificação na busca pelo bicampeonato consecutivo no torneio mais antigo na Inglaterra. Federici evitou pelo menos dois gols, Giroud ainda acertou a trave no final, enfim... Seria azar arsenalístico demais acontecer alguma coisa diferente de uma vitória. Como o Arsenal é o Arsenal, quiseram os deuses do futebol que ocorresse na prorrogação.
Agora surge outra pergunta: o Arsenal conseguirá o título? Resposta categórica: não sou vidente. Primeiramente, aguardemos o encontro entre Aston Villa e Liverpool. O Arsenal será/seria favorito caso o primeiro avance/avançasse. Se o segundo seguir, é partida sem favoritismo e digo a razão: o aspecto emocional. E não pense que digo isso por causa de supostas assombrações que eventualmente acompanham o clube londrino. Não. É fundamentalmente porque a Copa da Inglaterra é a última chance de o capitão Steven Gerrard levantar um troféu com o Liverpool, já que o jogador anunciou sua saída do clube ao término da presente temporada. Bola por bola, o Arsenal tem mais que o Liverpool, com ou sem Gerrard. Mas vamos devagar... Há ainda o Aston Villa no meio do caminho.
No mais, parabéns ao Reading por sua segunda semifinal de Copa FA (a outra foi em 1927) e também pela entrega para tentar medir forças diante de um oponente explicitamente superior tecnicamente. Não fosse a fatídica falha, talvez pudesse ver a sorte lhe sorrir nas penalidades. Porém, não fosse o mesmo indivíduo que cometeu o erro, não teria sequer conseguido chegar à prorrogação. Suas defesas abrilhantaram o confronto.
sábado, 17 de maio de 2014
Ponto Final Na Agonia: Com Título, Arsenal É Só Alegria

Teve fim a seqüência de quase uma década sem títulos oficiais. Fiel ao estilo de posse de bola com velocidade e infiltração, o Arsenal demorou para acordar para o jogo. Só que, depois de despertar, partiu pra própria felicidade: virou o jogo diante de um valente Hull City e, após prorrogação, gritou "é campeão" em Wembley.
As coisas começaram altamente favoráveis aos Tigres: com duas chegadas ao ataque, a equipe aproveitou-se de vacilos na marcação adversária para já abrir 2a0 com oito minutos. Os autores dos gols foram os defensores Chester e Davies. Porém, nove minutos depois, Cazorla foi muito feliz em cobrança de falta e diminuiu o impensável prejuízo para um gol de diferença.
O que era uma partida até então frenética foi se tornando um jogo mais estudado. Ou seja, um andamento no mínimo inusitado para uma partida de futebol - sobretudo se tratando de uma final, quando costumamos ver o confronto sendo primeiro "pensado" e depois "jogado".
No segundo tempo, o Arsenal passou a mostrar quem é que manda. E subiu visivelmente de produção após a primeira mexida de Wenger: Sanogo no lugar de Podolski. O atacante francês marcou presença em campo com estilo e causou diversos transtornos a até então aparentemente tranqüila defesa do Hull. O empate veio com Koscielny, que sentiu as dores do choque com o goleiro McGregor e não pôde comemorar o gol com o entusiasmo que a ocasião merecia: era o início da redenção de um zagueiro que ficou marcado por vacilar numa final de Copa da Liga Inglesa.
O destino da final era a prorrogação. No intervalo do primeiro para o segundo tempo, Wenger fez outras duas substituições: saíram Cazorla e Özil, entraram Wilshere e Rosicky. Ganhou solidez no meio a ponto de assumir quase que inteiramente o controle das ações. E o prêmio pela superioridade caiu para aquele que mais merecia: Aaron Ramsey, que, embora bastante tempo afastado por lesões, foi o grande destaque do clube na temporada. Aliás, vai saber até que ponto a saída da disputa pelo título na Premiership não tenha sido derivada exatamente da contusão do meio-campista galês. Pois foi de Ramsey o gol do título. Título que só se confirmou com o apito final de Lee Probert. Houve tempo ainda para o Hull quase empatar a partida, em lance que contou com escorregão de Mertesacker, saída em vão de Fabianski e quase-gol-contra de Gibbs após a finalização/cruzamento de Aluko, que ainda apareceu bem em finalização de média distância muito bem defendida por Fabianski.
Quem não infartou, celebrou. O Arsenal é campeão na Copa da Inglaterra 2013-4. E que venha a próxima temporada.
Aaron Ramsey com o troféu de campeão na Copa da Inglaterra (a "FA Cup"): meia galês marcou o gol do título e foi um dos destaques na temporada.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
Equipe E Jogada Da Semana
Longe de ser um fã de Roberto Mancini - muito pelo contrário -, talvez pelo fato de não ter assistido os jogos do Manchester City nessa última semana é que os Citizens figurem nesse tópico. Então, vai aqui uma análise não pelo desempenho, mas pelos resultados. E é inegável que a equipe treinada pelo italiano supracitado tenha conseguido dois belos placares na semana que passou.
Na segunda-feira, dia oito de abril de dois mil e treze, foi ao estádio Old Trafford enfrentar o líder na Premiership, fazendo o clássico local com o Manchester United. Venceu por 2a1. No domingo, dia catorze, a partida era válida pela Copa da Inglaterra, em Wembley. Digamos que Chelsea e City seja um clássico dos novos ricos ingleses. E deu City: 2a1.
Muitos poderão dizer que ambas as vitórias não garantem nada, pois será dificílimo evitar o título do United no Campeonato Inglês e ainda há uma final por fazer diante do Wigan na FA Cup (convenhamos: Citizens são amplamente favoritos; mas não esquecer que trata-se de jogo único e lembrar, por exemplo, da vitória do Birmingham sobre o Arsenal também numa final em Wembley). Só que o futebol vive também desses momentos e a torcida azul na cidade de Manchester tem o direito de comemorar. Claro que seria mais bonito se o time jogasse mais solto e tivesse menos receios quando na frente no placar, mas foram dois resultados grandiosos na mesma semana.
Jogada da semana
O Galatasaray recebeu o Real Madrid pela fase quartas-de-final com uma missão que muitos já rotularam como impossível: reverter um confronto que estava 3a0 para o oponente (placar no Santiago Bernabéu). De quebra, ainda levou 1a0 em Istanbul. Mas as coisas pareciam mudar de rumo e o Galatasaray virou o jogo para 3a1, assustando os favoritos. O placar terminou 3a2 e a equipe turca foi eliminada na Liga dos Campeões da Europa. Só que aqui estamos para compartilhar um dos golaços marcados pelos donos da casa - foram três! Eboué havia feito o primeiro do Galatasaray em um chute formidável e Drogba o terceiro, em conclusão um pouco de letra e um tanto de calcanhar. Mas a jogada da semana é "o gol do meio". Ou, talvez melhor dizendo, o gol do craque Wesley Sneijder. O meia holandês recebeu de Sabri Sarioglu e... fez o que fez. Dá até pra lembrar de um outro gênio nascido na Holanda: Dennis Bergkamp. Não duvido que possa haver influência...
Na segunda-feira, dia oito de abril de dois mil e treze, foi ao estádio Old Trafford enfrentar o líder na Premiership, fazendo o clássico local com o Manchester United. Venceu por 2a1. No domingo, dia catorze, a partida era válida pela Copa da Inglaterra, em Wembley. Digamos que Chelsea e City seja um clássico dos novos ricos ingleses. E deu City: 2a1.
Muitos poderão dizer que ambas as vitórias não garantem nada, pois será dificílimo evitar o título do United no Campeonato Inglês e ainda há uma final por fazer diante do Wigan na FA Cup (convenhamos: Citizens são amplamente favoritos; mas não esquecer que trata-se de jogo único e lembrar, por exemplo, da vitória do Birmingham sobre o Arsenal também numa final em Wembley). Só que o futebol vive também desses momentos e a torcida azul na cidade de Manchester tem o direito de comemorar. Claro que seria mais bonito se o time jogasse mais solto e tivesse menos receios quando na frente no placar, mas foram dois resultados grandiosos na mesma semana.
Jogada da semana
O Galatasaray recebeu o Real Madrid pela fase quartas-de-final com uma missão que muitos já rotularam como impossível: reverter um confronto que estava 3a0 para o oponente (placar no Santiago Bernabéu). De quebra, ainda levou 1a0 em Istanbul. Mas as coisas pareciam mudar de rumo e o Galatasaray virou o jogo para 3a1, assustando os favoritos. O placar terminou 3a2 e a equipe turca foi eliminada na Liga dos Campeões da Europa. Só que aqui estamos para compartilhar um dos golaços marcados pelos donos da casa - foram três! Eboué havia feito o primeiro do Galatasaray em um chute formidável e Drogba o terceiro, em conclusão um pouco de letra e um tanto de calcanhar. Mas a jogada da semana é "o gol do meio". Ou, talvez melhor dizendo, o gol do craque Wesley Sneijder. O meia holandês recebeu de Sabri Sarioglu e... fez o que fez. Dá até pra lembrar de um outro gênio nascido na Holanda: Dennis Bergkamp. Não duvido que possa haver influência...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Equipe E Jogada Da Semana
Fazendo sua parte dentro de campo em meio a dois torneios onde os teoricamente favoritos vêm sendo surpreendidos, o Manchester United se aproxima de dois títulos ingleses nessa temporada.
No dia vinte e seis de janeiro, sábado, os comandados de Alex Ferguson golearam o Fulham por 4a1 e avançaram na Copa da Inglaterra, torneio em que, naquele mesmo final-de-semana, equipes como Tottenham e Liverpool deram adeus ao serem derrotadas para Leeds United e Oldham Athletic. Na fase oitavas-de-final, o Manchester United receberá o Reading em Old Trafford, num duelo agendado para o dia dezoito de fevereiro.
Por mais bem-vindo que seja o título no mais antigo torneio de clubes do mundo, não há dúvidas de que o clube prioriza a conquista na Premiership. E, a julgar pelo desempenho do United e do concorrente ao título, é apenas uma questão de rodadas para a conquista ser celebrada. Concorrente ao título no singular, sim, pois a diferença para o terceiro colocado é de dezesseis pontos, o que praticamente tira o Chelsea da disputa - são nove pontos de distância em relação ao vice-lícer, Manchester City.
Na quarta-feira, dia trinta de janeiro, o United venceu o Southampton por 2a1, fazendo o dever de casa. Três dias depois, no sábado, dia dois de fevereiro, tratou de vencer o Fulham (aquele mesmo, que enfrentara pela fase dezesseis-avos-de-final na Copa Inglesa), por 1a0, em jogo com direito a queda de energia no estádio Craven Cottage. Pode cair a energia em estádio britânico, em Super Bowl estadunidense, mas parece que o que não cai é a invencibilidade da equipe, que nesse momento está em treze jogos consecutivo (a última foi para o romeno Cluj, na fase de grupos na Liga dos Campeões da Europa, em cinco de dezembro de dois mil e doze).
Longe de ser um time que encante - ou que pelo menos me encante -, há que se reconhecer, porém, a competitividade e regularidade dessa equipe, que deve ser levada em conta como candidata ao título em qualquer competição que participe. Principalmente quando os concorrentes vacilam...
Jogada da semana
Na Itália, a Juventus continua na liderança na Série A nacional, agora com o Napoli no encalço na disputa pelo Scudetto. Como os napolitanos venceram o Catania no sábado (dia dois), a Juve foi até Verona no domingo (três) precisando vencer para reestabelecer a diferença de três pontos. E venceu, 2a1. Destaque para o segundo gol, marcado pelo suíço Stephen Lichtsteiner em assistência de Sebastian Giovinco. E que assistência. É basicamente por ela que esse vídeo se faz presente. Curiosamente, não é a primeira vez que um gol de Lichtsteiner com a camisa juventina aparece como destaque na semana. Relembre esse tópico, com vídeo da assistência de Mirko Vucinic.
Dessa vez, com vocês, o passe de Giovinco para o segundo gol da Vecchia Signora.
No dia vinte e seis de janeiro, sábado, os comandados de Alex Ferguson golearam o Fulham por 4a1 e avançaram na Copa da Inglaterra, torneio em que, naquele mesmo final-de-semana, equipes como Tottenham e Liverpool deram adeus ao serem derrotadas para Leeds United e Oldham Athletic. Na fase oitavas-de-final, o Manchester United receberá o Reading em Old Trafford, num duelo agendado para o dia dezoito de fevereiro.
Por mais bem-vindo que seja o título no mais antigo torneio de clubes do mundo, não há dúvidas de que o clube prioriza a conquista na Premiership. E, a julgar pelo desempenho do United e do concorrente ao título, é apenas uma questão de rodadas para a conquista ser celebrada. Concorrente ao título no singular, sim, pois a diferença para o terceiro colocado é de dezesseis pontos, o que praticamente tira o Chelsea da disputa - são nove pontos de distância em relação ao vice-lícer, Manchester City.
Na quarta-feira, dia trinta de janeiro, o United venceu o Southampton por 2a1, fazendo o dever de casa. Três dias depois, no sábado, dia dois de fevereiro, tratou de vencer o Fulham (aquele mesmo, que enfrentara pela fase dezesseis-avos-de-final na Copa Inglesa), por 1a0, em jogo com direito a queda de energia no estádio Craven Cottage. Pode cair a energia em estádio britânico, em Super Bowl estadunidense, mas parece que o que não cai é a invencibilidade da equipe, que nesse momento está em treze jogos consecutivo (a última foi para o romeno Cluj, na fase de grupos na Liga dos Campeões da Europa, em cinco de dezembro de dois mil e doze).
Longe de ser um time que encante - ou que pelo menos me encante -, há que se reconhecer, porém, a competitividade e regularidade dessa equipe, que deve ser levada em conta como candidata ao título em qualquer competição que participe. Principalmente quando os concorrentes vacilam...
Jogada da semana
Na Itália, a Juventus continua na liderança na Série A nacional, agora com o Napoli no encalço na disputa pelo Scudetto. Como os napolitanos venceram o Catania no sábado (dia dois), a Juve foi até Verona no domingo (três) precisando vencer para reestabelecer a diferença de três pontos. E venceu, 2a1. Destaque para o segundo gol, marcado pelo suíço Stephen Lichtsteiner em assistência de Sebastian Giovinco. E que assistência. É basicamente por ela que esse vídeo se faz presente. Curiosamente, não é a primeira vez que um gol de Lichtsteiner com a camisa juventina aparece como destaque na semana. Relembre esse tópico, com vídeo da assistência de Mirko Vucinic.
Dessa vez, com vocês, o passe de Giovinco para o segundo gol da Vecchia Signora.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Equipe E Jogada Da Semana
Os dois primeiros finais-de-semana de 2013 foram muito positivos para o Manchester City. No sábado, dia 5, a equipe se classificou na Copa da Inglaterra com vitória por 3a0 sobre o Watford (Carlos Tévez, Gareth Barry e Marcos Lopes marcaram os gols). Mas algo muito melhor do que isso ainda estava por vir: no domingo, dia 13, os comandados de Roberto Mancini conseguiram uma vitória histórica sobre o Arsenal. Desde 1975 que o clube não saía vencedor diante desse adversário numa partida realizada em Londres pelo Campeonato Inglês. E essa partida está no blógui, relembre como foi.
Agora, os Citizens continuam caminhando em busca da liderança na Premiership. Dependerão de suas forças e também de tropeços do outro time da cidade, que lidera com relativa folga. Forte o City já mostrou que é. Resta saber se o United "permitirá" ser alcançado. De toda forma, muita coisa ainda vai acontecer nas dezesseis rodadas que restam pela liga nacional. Assim como muita coisa ainda vai acontecer pelo torneio eliminatório, pois a competição está chegando na fase 16-anos-de-final, cujo adversário do Manchester City será Crystal Palace ou Stoke City.
Jogada da semana
Aí vai uma cobrança de pênalti cuja trajetória da bola beirou o sobrenatural. Aconteceu no primeiro tempo de jogo entre Arsenal e Manchester City. Se Edin Dzeko tivesse soprado forte, talvez a bola entrasse...
Agora, os Citizens continuam caminhando em busca da liderança na Premiership. Dependerão de suas forças e também de tropeços do outro time da cidade, que lidera com relativa folga. Forte o City já mostrou que é. Resta saber se o United "permitirá" ser alcançado. De toda forma, muita coisa ainda vai acontecer nas dezesseis rodadas que restam pela liga nacional. Assim como muita coisa ainda vai acontecer pelo torneio eliminatório, pois a competição está chegando na fase 16-anos-de-final, cujo adversário do Manchester City será Crystal Palace ou Stoke City.
Jogada da semana
Aí vai uma cobrança de pênalti cuja trajetória da bola beirou o sobrenatural. Aconteceu no primeiro tempo de jogo entre Arsenal e Manchester City. Se Edin Dzeko tivesse soprado forte, talvez a bola entrasse...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Arrasador No Segundo Tempo, Arsenal Vira O Jogo E Avança Na Copa Da Inglaterra
Arsenal e Aston Villa duelaram nesse domingo em partida válida pela 4ª rodada na Copa da Inglaterra. E as equipes que não se encontravam por essa competição desde o ano 1983, fizeram uma partida bastante interessante no estádio Emirates, em Londres. Pouca gente poderia imaginar que a equipe visitante fosse para o intervalo de jogo vencendo por 2a0. E possivelmente menos gente ainda suporia que o Arsenal, aos dezesseis minutos do segundo tempo, já estivesse a frente no placar. Pois foi o que aconteceu nesse belo jogo, que colocou os comandados de Arsène Wenger na fase oitavas-de-final na competição futebolística mais antiga.O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)
O Arsenal iniciou a partida tomando a iniciativa e criando chances. Uma das maiores aproximações do gol aconteceu na marca de cinco minutos, quando o holandês Robin van Persie rolou de lado em cobrança de falta e o belga Thomas Vermaelen chutou com força e colocação uma bola que foi espalmada pelo irlandês Shay Given praticamente no ângulo esquerdo.
Bem postado em campo e sabendo sair para o ataque com relativa desenvoltura, o Aston Villa foi crescendo no jogo e causando dificuldades ao time mandante, que já não incomodava como outrora. O búlgaro Stiliyan Petrov e o irlandês Robert David "Robbie" Keane faziam circular bem a bola no campo de ataque, em alguns momentos envolvendo por completo o sistema defensivo do Arsenal. E foi em jogada da dupla Petrov-Robbie Keane que nasceu o primeiro gol do jogo: após escanteio cobrado pela esquerda, os dois jogadores tabelaram bonito e o cruzamento encontrou o irlandês Richard Dunne, que cabeceou para inaugurar o marcador, aos trinta e três minutos.
Atrás no placar, o Arsenal passou a ter maior ímpeto em se mandar ao ataque. Mas não somente esbarrou na boa marcação do Aston Villa como ainda foi pego em um contra-ataque fulminante, concluído por Darren Bent aos quarenta e cinco minutos. 2a0 Villans.
Nenhuma substituição foi realizada no intervalo, mas o jogo teve uma mudança radical no panorama. Logo com um minuto, o alemão Per Mertesacker quase descontou. Desenvolto, ligeiro e objetivo, o Arsenal foi criando chance atrás de chance pra cima de um Aston Villa que praticamente não conseguia tocar na bola. Aos nove minutos, Dunne não tocou na bola e derrubou o galês Aaron Ramsey na área: pênalti (que poderia resultar no segundo cartão amarelo do zagueiro irlandês). Van Persie cobrou e diminuiu. Dois minutos depois, Theo Walcott desceu em velocidade pela direita e teve sua bela jogada individual premiada com um gol meio que involuntário, pois a defesa tentou afastar a bola e acabou acertando o próprio Walcott, tomando a redonda o caminho da rede. 2a2 no placar.
Pensa que acabou a pressão do Arsenal? Pois tinha mais: com o zagueiro francês Laurent Koscielny atuando na frente, coube ao atacante Darren Bent agir como defensor. Sem o cacoete da posição, Bent derrubou Koscielny na área e cometeu nova penalidade máxima. Van Persie pegou a bola e mandou desta vez no lado esquerdo. 3a2 Arsenal, virando o jogo com três gols num intervalo de sete minutos e detendo a posse de bola naqueles dezesseis minutos iniciais de segundo tempo em 89% do tempo.
O ritmo de jogo deu uma diminuída, muito provavelmente numa decisão estratégica de Wenger, que trocou o tcheco Tomás Rosický pelo espanhol Mikel Arteta. Mas o grande atrativo nos minutos finais foram as entradas dos franceses Bacary Sagna (retornando de lesão) e Thierry Henry (ídolo no clube) nos lugares dos ingleses Alex Oxlade-Chamberlain e Theo Walcott. Na fase oitavas-de-final, o Arsenal terá pela frente o vencedor de Middlesbrough e Sunderland, que decidem a vaga no dia sete de fevereiro, em Middlesbrough (a partida no Stadium of Light terminou empatada em 1a1, o que forçou um novo encontro entre os times).
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Thierry Henrydolo
Senhoras e senhores de todas as idades: o maior goleador da história do Arsenal, que marcou época no clube londrino entre 1999 e 2007, retornou - por empréstimo - ao time comandado por Arsène Wenger e simplesmente saiu do banco de reservas para marcar o gol da vitória e da classificação da equipe na Copa da Inglaterra.
Não é nenhum exagero afirmar com todas as letras que tal acontecimento coloca o dia nove de janeiro de dois mil e doze como uma data épica para o esporte bretão. O gol marcado aos trinta e dois minutos do segundo tempo - dez minutos após entrar em campo - foi o de número 227 do atacante francês com aquela camisa. Um marco.
O jogo
Melhor no jogo desde que a bola rolou pela primeira vez, o time do Arsenal não tinha dificuldades em se aproximar da área adversária. Finalizações de Aaron Ramsey e Andrey Arshavin levaram perigo à meta defendida por Andrew Lonergan, mas aos poucos o Leeds United foi conseguindo melhorar a sua marcação e tornando cada vez mais escassas as chegadas do Arsenal.
Veio o segundo tempo, e o time da casa mostrou maior intensidade nas suas jogadas ofensivas. Alex Oxlade-Chamberlain caía pelos dois lados de campo apresentando habilidade e velocidade, Arshavin parecia bastante à vontade no gramado e conseguia descolar boas alternativas quando com a posse de bola, Mikel Arteta se apresentava na frente e Marouane Chamakh buscava se posicionar para concluir alguma jogada que lhe aparecesse. Porém, faltava um elemento para encaminhar a bola até a rede. E quem melhor que Thierry Henry para desempenhar tal tarefa? Aos vinte e dois minutos, ecoaram os sons dos aplausos no estádio Emirates, pois entrava em campo o maior goleador da história do Arsenal, de volta ao clube após quatro anos. E, dez minutos depois a este acontecimento que por si só já era histórico, os aplausos deram lugar à vibração generalizada: Henry recebeu de Alexandre Song, dominou já adiantando a bola de modo a preparar o remate e chutou com precisão, cruzado, rasteiro, no canto esquerdo. Um gol com a cara de Thierry Henry.
Após o apito final, novos aplausos para o ídolo, que estava claramente em êxtase com esse retorno acima de qualquer expectativa. O próprio Henry afirmara que não viria para ser herói, mas sim para somar. Parece que as coisas se saíram muito melhores do que o esperado. Usando um termo utilizado pelos torcedores do Arsenal, the king is back. O futebol agradece.
Não é nenhum exagero afirmar com todas as letras que tal acontecimento coloca o dia nove de janeiro de dois mil e doze como uma data épica para o esporte bretão. O gol marcado aos trinta e dois minutos do segundo tempo - dez minutos após entrar em campo - foi o de número 227 do atacante francês com aquela camisa. Um marco.
O jogo
Melhor no jogo desde que a bola rolou pela primeira vez, o time do Arsenal não tinha dificuldades em se aproximar da área adversária. Finalizações de Aaron Ramsey e Andrey Arshavin levaram perigo à meta defendida por Andrew Lonergan, mas aos poucos o Leeds United foi conseguindo melhorar a sua marcação e tornando cada vez mais escassas as chegadas do Arsenal.
Veio o segundo tempo, e o time da casa mostrou maior intensidade nas suas jogadas ofensivas. Alex Oxlade-Chamberlain caía pelos dois lados de campo apresentando habilidade e velocidade, Arshavin parecia bastante à vontade no gramado e conseguia descolar boas alternativas quando com a posse de bola, Mikel Arteta se apresentava na frente e Marouane Chamakh buscava se posicionar para concluir alguma jogada que lhe aparecesse. Porém, faltava um elemento para encaminhar a bola até a rede. E quem melhor que Thierry Henry para desempenhar tal tarefa? Aos vinte e dois minutos, ecoaram os sons dos aplausos no estádio Emirates, pois entrava em campo o maior goleador da história do Arsenal, de volta ao clube após quatro anos. E, dez minutos depois a este acontecimento que por si só já era histórico, os aplausos deram lugar à vibração generalizada: Henry recebeu de Alexandre Song, dominou já adiantando a bola de modo a preparar o remate e chutou com precisão, cruzado, rasteiro, no canto esquerdo. Um gol com a cara de Thierry Henry.
Após o apito final, novos aplausos para o ídolo, que estava claramente em êxtase com esse retorno acima de qualquer expectativa. O próprio Henry afirmara que não viria para ser herói, mas sim para somar. Parece que as coisas se saíram muito melhores do que o esperado. Usando um termo utilizado pelos torcedores do Arsenal, the king is back. O futebol agradece.
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Equipe E Jogada Da Semana
"Esperei por tanto tempo. Esse tempo agora acabou". Nada por acaso estar tocando exatamente essa música ("Sou Dela", de Nando Reis) enquanto digito um tópico sobre equipe da semana em homenagem ao recém-campeão da Copa da Inglaterra, o Manchester City. Após mais de 4 décadas aguardando, o "ex-primo pobre" da cidade de Manchester levantou o caneco de campeão da "FA Cup" nessa temporada após vitória por 1a0 sobre o Stoke City, sábado, gol do marfinense Yaya Touré. Antes disso, na terça-feira passada, os comandados do italiano Roberto Mancini festejaram algo de semelhante grandeza: com uma vitória por 1a0 sobre o Tottenham, os Citizens garantiram o retorno à Liga dos Campeões da Europa, coisa que para essa atual geração de torcedores é uma novidade. Não precisa mais esperar, chegou a vez do Manchester City.Jogada da semana
Arena de Amsterdã, última rodada da "Eredivisie", Ajax e Twente em campo. Duas equipes que haviam acabado de decidir a Copa da Holanda (triunfo do Twente na prorrogação, 3a2). Duas equipes que disputavam o título do Campeonato Holandês (o Twente seria campeão em caso de empate). Mas o Ajax contava com sua torcida, com sua camisa, com seu talento e tratou de colocar fim na espera por um novo título no mais importante torneio nacional, vencendo por 3a1. O primeiro gol foi esse aí, de Siem de Jong, aproveitando com classe o cruzamento certeiro de Gregory van der Wiel. Por sinal, classe parece ser algo que não falta a de Jong. Quem se interessar, veja também com foi o último gol do Ajax e da partida, marcado novamente por ele.
sábado, 12 de março de 2011
No Meio Do Caminho Tinha Uma Muralha
Manchester United e Arsenal se (re)encontraram em Old Trafford para ver quem avançava à sua 27ª semifinal de Copa da Inglaterra (a "FA Cup"). Melhor para os donos da casa, que com gols aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 3 minutos da segunda etapa construíram a vitória por 2a0. O personagem mais decisivo na partida foi o goleiro holandês Edwin van der Sar, que interviu para evitar que o adversário abrisse o placar, buscasse o empate ou diminuísse a dasvantagem.Apesar de ter realizado uma boa partida, o Arsenal amargou sua 3ª eliminação em duas semanas, período em que perdeu a final da Copa da Liga Inglesa para o Birmingham e as oitavas-de-final da Liga dos Campeões da Europa para o Barcelona.
O jogo
Os mais sérios postulantes ao título na "Premiership" foram para campo com pelo menos um desfalque de impacto: o português Nani e o espanhol Francesc Fàbregas, lesionados, sequer foram relacionados. A participação do russo Andrey Arshavin logo se apresentou como a principal alternativa ofensiva da partida. Aos 2 minutos, o camisa 23 avançou pela esquerda, tabelou com o francês Samir Nasri e chutou rasteiro, parando naquela que seria a primeira de muitas defesas de Edwin van der Sar. Aos 10 minutos, o arqueiro saiu jogando distribuindo bola na fogueira e a redonda acabou chegando em Arshavin, que chutou à direita da meta. A primeira chegada mais interessante do Manchester deu-se aos 14 minutos: o irlandês Darron Gibson passou como quis entre dois adversários, abriu na esquerda com o brasileiro Fábio e de lá pintou um cruzamento que encontrou seu irmão gêmeo univitelino Rafael, que cabeceou por cima do travessão. Tudo isso sob os olhares do francês Didier Deschamps, treinador do Olympique de Marselha, adversário do United na Liga dos Campeões da Europa e presente no estádio do jogo de volta.
Com 23 minutos, o holandês Robin van Persie chutou de fora da área e causou dificuldades para seu compatriota van der Sar, que defendeu em dois tempos. Se era o Arsenal a equipe que mais atacava e circulava a bola, o Manchester atuava basicamente contra-atacando. E numa dessas, abriu o placar aos 27: a bola foi levantada para o mexicano Javier "Chicharito" Hernández, que deu de peixinho - o espanhol Manuel Almunia realizou defesa espetacular com o braço esquerdo mas nada poderia fazer na seqüência do lance, quando Fábio chegou no rebote e completou pra rede. Para quem gosta de eleger um responsável pelo gol sofrido, surge o nome de Johan Djourou: o zagueiro suíço estava posicionado na jogada de forma que nem incomodava Javier Hernández e nem se candidatava para o rebote.
O gol não abalou o Arsenal, que continuava soberano em campo no que tange a construção de jogadas. Aos 32 minutos, Robin van Persie recebeu na direita, acompanhou a trajetória da bola escapando do sérvio Nemanja Vidic e soltou um chute cruzado que só não foi para o fundo do gol porque van der Sar realizou grande defesa no canto direito. Na cobrança de escanteio aí originada, van Persie deslocou-se em velocidade e cabeceou firme, mandando a bola perto da trave direita. Na marca de 44 minutos, Samir Nasri tinha a bola pela esquerda, trouxe para dentro e descolou chute por baixo de Wesley Brown: uma coisa é a bola passar por Brown, outra coisa é passar por van der Sar, que foi defender no canto direito.
No intervalo, Alex Ferguson promoveu a entrada do equatoriano Antonio Valencia: retornando de lesão (sua última aparição em partidas oficiais ocorreu em 14.09.2010), o meia foi colocado no lugar de Fábio, autor do gol e figura participativa no primeiro tempo. O Arsenal voltou com o mesmo time, e na tentativa de fazer as oportunidades serem convertidas em gol, até o zagueiro Laurent Koscielny foi tirar uma de atacante: aos 2 minutos, o francês tabelou dentro da área adversária, tentou tocar de lado e a bola voltou nele, que chutou à meia-altura e van der Sar espalmou. No minuto seguinte, o fator contra-ataque voltou a mostrar-se efetivo: Rafael recebeu, avançou, encontrou Hernández, o mexicano foi travado na dividida e a bola sobrou para Wayne Rooney, que cabeceou cruzado mandando no canto direito. 2a0 Manchester United.
Uma nova finalização de Nasri aos 11 minutos seguido por nova defesa de van der Sar mostrava bem o que era o jogo: o Arsenal não se abatia, buscava o gol, mas era frustrado pela atuação do goleiro holandês. Para dar mais volume ao ataque, Arsène Wenger colocou o marroquino Marouane Chamakh no lugar do brasileiro Denílson, dando a função de primeiro volante para o francês Abou Diaby. 3 minutos após essa mexida, van Persie recebeu no lado direito da área, arrumou e colocou rente ao ângulo direito de van der Sar, que dessa vez defendeu com o poder da mente. Naquele momento, Ferguson realizou sua 2ª troca: Rafael pelo experiente galês Ryan Giggs.
O Arsenal seguia tentando: aos 21 minutos, Chamakh recebeu de Arshavin e chutou rasteiro. Resultado: nova defesa para as estatísticas de van der Sar. Com 26 minutos, Wenger promoveu uma dupla troca: entraram o galês Aaron Ramsey (voltando de longo tempo afastado por lesão) e o tcheco Tomas Rosicky nos lugares de Diaby e Arshavin. 3 minutos depois das substituições, lá foi o Arsenal para nova tentativa: Jack Wilshere se apresentou na frente, tabelou com van Persie e, já dentro da área, chutou à direita. Aos 30 minutos, o francês Bacary Sagna cruzou da direita sob medida para Chamakh, que cabeceou como manda o figurino. Mas quem estava entre os postes era van der Sar, que defendeu brilhantemente. Na marca de 32 foi a vez de Rosicky tentar: de fora da área, o camisa 7 mandou um chute forte e com colocação, mas van der Sar conseguiu rebater.
A constante presença do Arsenal no campo ofensivo de vez em quando dava espaços para o Manchester United contra-atacar: aos 34 minutos, Rooney recebeu, centralizou buscando Hernández e quem foi buscar a bola praticamente em cima da linha final foi Almunia, que com um tapa providencial evitou o terceiro gol. No lance, um choque entre Sagna e Djourou acabou lesionando o suíço, que saiu de campo imobilizado na maca e com o braço direito sendo amparado (mais tarde veio a confirmação de que Djourou será desfalque por todo o restante da temporada). Depois de 6 minutos parado, o jogo retornou com Paul Scholes no lugar do francês Patrice Evra, naquela que era a última substituição do Manchester e da partida. A saída de Djourou deixou o Arsenal com um homem a menos no gramado.
E a seqüência do jogo acabou sendo amplamente favorável aos donos da casa. Excetuando o "quase-gol" do Arsenal aos 49 minutos - quando Rosicky furou cruzamento rasteiro de Sagna - o resto foram chances do United ampliar (dois desperdícios de Rooney e um de "Chicharito") e distribuição de pancadas por parte de Scholes, que pediu para ser expulso pelo menos duas vezes, mas sem ser atendido pelo árbitro Chris Foy.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Arsenal Esbarra No Leyton Orient E Classificação Na Copa Da Inglaterra É Adiada
O Arsenal foi a campo pela Copa da Inglaterra (a "FA Cup") com um único titular que tenha iniciado a partida na vitória por 2a1 sobre o Barcelona (o volante camaronês Alexandre Song). O adversário era o também londrino Leyton Orient, equipe que disputa a terceira divisão inglesa. E, dentro de casa, um gol aos 43 minutos do segundo tempo deu ao Leyton o empate e, com ele, o direito de jogar uma nova partida valendo vaga na próxima fase, a ser disputada no Emirates Stadium.O jogo
O espanhol Manuel Almunia estava de volta ao gol. O marroquino Marouane Chamakh, ao ataque. Essas e algumas outras novidades, como a escalação do jovem defensor espanhol Ignasi Miquel Pons, de 18 anos, poderiam sugerir um Arsenal desentrosado. Mas até que o time comportou-se bem: o russo Andrey Arshavin conduzia o time ao ataque e contava com a boa movimentação de Nicklas Bendtner para tentar alguma jogada de penetração na defesa oponente. Nos raros momentos em que o Arsenal conseguia entrar na defesa do Leyton Orient, surgia algo de interessante, como aos 38 minutos, quando Arshavin passou para Bendtner, o dinamarquês carregou a bola atraindo a marcação adversária, devolveu a bola para Arshavin e, pela direita, o habilidoso meia-atacante chutou à esquerda. Antes disso, houve finalizações de Chamakh (defendida por Jamie Jones com 1 minuto), de Bendtner (chute que passou à esquerda, aos 5 minutos), novamente de Chamakh (chute fraco defendido por Jones aos 12 minutos), todos esses lances com participação ativa de Andrey Arshavin. Aos 34 minutos, o russo recebeu de Tomas Rosicky, abriu na esquerda com Kieran Gibbs, que mandou cruzado e Chamakh desviou à esquerda.
Com base no parágrafo anterior, percebe-se que o placar de 0a0 no intervalo de jogo não estava registrado por falta de oportunidades. E se no 1º tempo a bola não entrou, aos 7 minutos da 2ª etapa a rede finalmente balançaria: Bendtner chutou, a bola voltou nele e o dinamarquês decidiu ir em direção à linha-de-fundo e cruzar atrás. Lá na área, atrás da marca do pênalti, estava o tcheco Rosicky para cabecear no canto esquerdo e abrir o placar. O curioso é que as aptidões de Bendtner e Rosicky sugeririam que o segundo colocasse a bola na cabeça do primeiro, mas o gol do Arsenal aconteceu com o atacante gandalhão cruzando com precisão e o meio-campista de criação cabeceando cheio de estilo.
Na marca de 17 minutos, ocorreu uma substituição que viria a mudar o destino do jogo: Russell Slade promoveu a entrada do francês Jonathan Téhoué no lugar de Scott McGleish. Sete minutos depois de entrar em campo, Jonathan Téhoué já daria trabalho em contra-ataque, quando avançou pelo lado direito escapando de Song e Gibbs, centralizou o lance mas a finalização passou à esquerda. Um minuto antes, Arshavin estava na linha-de-fundo pela direita, quando tocou atrás e Rosicky finalizou duas vezes - a primeira com um chute rebatido por Jones e a segunda com um cabeceio novamente defendido pelo goleiro. Voltando a falar em Téhoué, aos 36 minutos o francês iniciou novamente pelo lado direito uma jogada que terminou sendo bloqueada pelo seu compatriota Sébastien Squillaci, que levou uma bolada no rosto.
Aos 41 minutos, Arshavin avançou pela direita, resistiu ao empurrão que poderia tê-lo derrubado e descolou um chute cruzado que tocou na trave direita. Seria a bola que daria tranqüilidade para os minutos finais. Não entrou por detalhe. E um outro detalhe aconteceu aos 43 minutos: Téhoué recebeu dominando no peito, passou entre Gibbs e Miquel do jeito que quis e com um chute rasteiro colocou a bola no fundo do gol, empatando a partida e levando o público ao delírio.
Provavelmente focado no jogo de quarta-feira, quando enfrentará o Stoke City pela "Premiership", Wenger não realizou nenhuma substituição e manteve os onze iniciais na totalidade da partida. Ao Leyton Orient, fica o gostinho do empate histórico e a expectativa para o reencontro com o Arsenal, agendando para o dia 2 de março.
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Abram Alas Para A Copa Da Inglaterra
Também conhecida como FA Cup, a mais antiga competição futebolística do mundo pede licença no calendário inglês (a Premiership retornará dia 12) e colocará em campo 64 equipes entre sábado e terça-feira.
Evidentemente, não serão aqui abordadas as 32 partidas, mas algumas ganharão espaço para uma análise prévia. O regulamento do torneio aponta para um único jogo em cada duelo. Em caso de empate, há uma partida extra. Nessa eventual partida extra haverá obrigatoriamente um vencedor, nem que seja na disputa por pênaltis.
Arsenal e Leeds United
Neste sábado, o Emirates Stadium será palco de um duelo que não acontece há mais de seis anos. Em 15 de abril de 2004, data do último encontro entre esses clubes, o Arsenal aplicou um 5a0 no Highbury Park, antiga casa da equipe londrina.
O Leeds United é um clube que tem a minha admiração. Quando adolescente, me encantei com a equipe que contava com jogadores como Harry Kewell, Alan Smith, Robbie Fowler e Mark Viduka. Buscando se reerguer, o Leeds é o atual 6º colocado na divisão que dá acesso à Premiership.
Na história dos encontros entre Arsenal e Leeds foram disputadas 100 partidas, com 38 vitórias para cada lado!
Manchester United e Liverpool
No domingo, os tradicionais clubes de camisa vermelha Manchester United e Liverpool se enfrentam em Old Trafford. Nas últimas sete vezes que duelaram nesse estádio, foram seis vitórias dos donos da casa e um único triunfo do Liverpool (4a1, de virada). No último encontro válido pela Copa da Inglaterra, vitória do Liverpool por 1a0, em partida disputada em Anfield Road, em 17 de fevereiro de 2006.
Atualmente, o cenário é muito favorável ao Manchester United, líder invicto na Premiership enquanto o Liverpool é 12º colocado e vê o treinador Roy Hodgson perigando no cargo.
Tottenham e Charlton
Jogo entre dois londrinos, um do norte e outro do sudeste da capital inglesa. O favoritismo é dos donos da casa (o Tottenham perdeu um único jogo de Premiership atuando nessa temporada em White Hart Lane). O Charlton, se hoje está na Terceira Divisão, até a temporada 2006-7 atuava na Premiership. Em 5º lugar e buscando o acesso à Segundona, os "Addicks" buscarão surpreender o atual 4º colocado na Premiership.
Chelsea e Ipswich
Com um título de Campeonato Inglês (temporada 1961-2), um de Copa da Inglaterra (em 1978) e até uma conquista de Copa da UEFA (1981), o Ipswich Town é atualmente 19º colocado na Segunda Divisão inglesa, estando mais próximo do descenso do que de retornar para a disputa da Premiership.
Em Stamford Bridge, o Ipswich não conseguiu mais do que duas vitórias em 19 partidas diante do Chelsea. Porém, se a equipe conseguiu alcançar as semifinais na Copa da Liga Inglesa (enfrentará o Arsenal), por que não acreditar em um grande feito também na Copa da Inglaterra? Bem, mesmo levando em consideração a crise que assola o Chelsea (o time venceu apenas um de seus últimos oito compromissos), acho pouco provável uma eliminação dos Azuis nesse domingo.
Evidentemente, não serão aqui abordadas as 32 partidas, mas algumas ganharão espaço para uma análise prévia. O regulamento do torneio aponta para um único jogo em cada duelo. Em caso de empate, há uma partida extra. Nessa eventual partida extra haverá obrigatoriamente um vencedor, nem que seja na disputa por pênaltis.
Arsenal e Leeds United
Neste sábado, o Emirates Stadium será palco de um duelo que não acontece há mais de seis anos. Em 15 de abril de 2004, data do último encontro entre esses clubes, o Arsenal aplicou um 5a0 no Highbury Park, antiga casa da equipe londrina.
O Leeds United é um clube que tem a minha admiração. Quando adolescente, me encantei com a equipe que contava com jogadores como Harry Kewell, Alan Smith, Robbie Fowler e Mark Viduka. Buscando se reerguer, o Leeds é o atual 6º colocado na divisão que dá acesso à Premiership.
Na história dos encontros entre Arsenal e Leeds foram disputadas 100 partidas, com 38 vitórias para cada lado!
Manchester United e Liverpool
No domingo, os tradicionais clubes de camisa vermelha Manchester United e Liverpool se enfrentam em Old Trafford. Nas últimas sete vezes que duelaram nesse estádio, foram seis vitórias dos donos da casa e um único triunfo do Liverpool (4a1, de virada). No último encontro válido pela Copa da Inglaterra, vitória do Liverpool por 1a0, em partida disputada em Anfield Road, em 17 de fevereiro de 2006.
Atualmente, o cenário é muito favorável ao Manchester United, líder invicto na Premiership enquanto o Liverpool é 12º colocado e vê o treinador Roy Hodgson perigando no cargo.
Tottenham e Charlton
Jogo entre dois londrinos, um do norte e outro do sudeste da capital inglesa. O favoritismo é dos donos da casa (o Tottenham perdeu um único jogo de Premiership atuando nessa temporada em White Hart Lane). O Charlton, se hoje está na Terceira Divisão, até a temporada 2006-7 atuava na Premiership. Em 5º lugar e buscando o acesso à Segundona, os "Addicks" buscarão surpreender o atual 4º colocado na Premiership.
Chelsea e Ipswich
Com um título de Campeonato Inglês (temporada 1961-2), um de Copa da Inglaterra (em 1978) e até uma conquista de Copa da UEFA (1981), o Ipswich Town é atualmente 19º colocado na Segunda Divisão inglesa, estando mais próximo do descenso do que de retornar para a disputa da Premiership.
Em Stamford Bridge, o Ipswich não conseguiu mais do que duas vitórias em 19 partidas diante do Chelsea. Porém, se a equipe conseguiu alcançar as semifinais na Copa da Liga Inglesa (enfrentará o Arsenal), por que não acreditar em um grande feito também na Copa da Inglaterra? Bem, mesmo levando em consideração a crise que assola o Chelsea (o time venceu apenas um de seus últimos oito compromissos), acho pouco provável uma eliminação dos Azuis nesse domingo.
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sábado, 15 de maio de 2010
Ancelotti Dá Ao Chelsea Inédita "Dobradinha"
O campeão inglês voltou a campo hoje para fazer, em Wembley, a final da Copa da Inglaterra. O adversário da equipe comandada pelo italiano Carlo Ancelotti era o Portsmouth, clube rebaixado na atual edição da Premiership. Porém, os Azuis de Londres tiveram um outro grande oponente na tarde desse sábado: as traves defendidas por David James. Só no primeiro tempo, 5 bolas atingiram trave direita, trave esquerda ou travessão da meta do goleiro inglês - a mais incrível aconteceu aos 26 minutos, quando Salomon Kalou tinha o gol escancarado a sua frente, sem goleiro, e conseguiu carimbar o travessão. Na segunda etapa, o Portsmouth teve a chance de fazer 1a0, quando Juliano Belletti cometeu pênalti em Aruna Dindane. Mas Petr Cech defendeu a cobrança de Kevin-Prince Boateng. E aí, em cobrança de falta de Didier Drogba, não teve jeito: bola no fundo do gol e finalmente o zero saia do placar, aos 59'. Mas adivinhe só onde a bola bateu antes de entrar...
Didier Drogba havia conversado com a trave no primeiro tempo, e na segunda etapa foi ajudado por ela.
Aos 87', Frank Lampard ainda desperdiçou cobrança de pênalti - sofrido por ele mesmo - chutando a bola para fora. Nada que estragasse a festa do Chelsea, pela 6ª vez campeão dessa competição e pela primeira vez garantindo a Copa da Inglaterra na mesma temporada em que conquista a Premiership. O bicampeonato consecutivo nessa Copa também acontece pela primeira vez na história do clube.
Didier Drogba havia conversado com a trave no primeiro tempo, e na segunda etapa foi ajudado por ela.Aos 87', Frank Lampard ainda desperdiçou cobrança de pênalti - sofrido por ele mesmo - chutando a bola para fora. Nada que estragasse a festa do Chelsea, pela 6ª vez campeão dessa competição e pela primeira vez garantindo a Copa da Inglaterra na mesma temporada em que conquista a Premiership. O bicampeonato consecutivo nessa Copa também acontece pela primeira vez na história do clube.
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