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sábado, 20 de abril de 2013

Sem Facilidade, Arsenal Vence Fulham Por 1a0

Diante de um adversário sem maiores ambições no torneio, o Arsenal foi ao estádio Craven Cottage enfrentar o Fulham pela 34ª rodada no Campeonato Inglês. Postulante a um lugar na Liga dos Campeões, o time visitante parecia ter sua situação facilitada pelo suposto "descompromisso" do oponente e pela expulsão de Sidwell já aos onze minutos de partida. Ledo engano. Foi um jogo equilibrado onde um gol solitário de Per Mertesacker, aos quarenta e dois minutos no primeiro tempo, selou a vitória dos comandados de Arsène Wenger.

Por sinal, achei estranha a decisão de Martin Jol tirar Emanuelson quando o holandês era um dos melhores jogadores em campo. Talvez tenha sido por motivo de cansaço, pois o camisa vinte e oito emprestado pelo Milan conseguia ser participativo na marcação e também na criação, embora fossem raras as explícitas oportunidades de gol para a equipe local. Wenger, por sua vez, realizou as alterações de maneira similar aos jogos anteriores, trazendo Wilshere e Podolski. Porém, optar pela saída de Walcott (Rosický nem tanto) pareceu dificultar as coisas para os contra-ataques da própria equipe. De toda forma, confimaram-se mais três pontos nessa caminhada, totalizando seis jogos de invencibilidade na competição, período no qual somou dezesseis pontos.

Na próxima rodada, o Fulham vai a Liverpool enfrentar o Everton, sábado. Domingo, o Arsenal recebe o Manchester United. Resta aguardar o complemento desta rodada atual para saber se o United entra em campo já campeão inglês ou a um resultado de garantir o troféu.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Na Neve, Manchester City Atola O Fulham: 3a0

Mesmo desfalcado de algumas figuras expressivas no esquema tático do treinador italiano Roberto Mancini e enfrentando severas condições climáticas nesse inverno europeu, o Manchester City conseguiu realizar uma boa partida e triunfar em seu estádio com uma goleada por 3a0 sobre o Fulham. Líder na Premiership com 57 pontos ganhos em 24 jogos (18 vitórias e apenas 3 derrotas até o momento), os Citizens registram o ataque mais efetivo (63 gols marcados) e a defesa menos vazada (19 vezes). Será difícil a tarefa do Manchester United de renovar o título nacional: a equipe comandada por Alex Ferguson encontra-se três pontos atrás, com um jogo em débito (enfrenta nada menos do que o Chelsea, em Stamford Bridge, nesse domingo). Já o Fulham, em décimo quarto lugar com 27 pontos, deverá concentrar seus esforços em evitar o descenso. Tem time para isso, embora a atuação nesse sábado não tenha sido das melhores.

O jogo

O holandês Martin Jol, treinador do Fulham, vinha com um retrospecto pra lá de favorável diante do City: nos últimos sete encontros, foram seis vitórias e um empate. Mas retrospecto não entra em campo em partidas de futebol, e o que se viu desde o início de jogo foi uma superioridade técnica e tática do time da casa. O placar foi inaugurado aos nove minutos, com o argentino Sergio "Kun" Agüero convertendo pênalti assinalado por Michael Leslie Dean em disputa entre Adam Johnson e Christopher Baird no interior da área. Chris Baird ainda teria outra infelicidade após nova jogada de Johnson pela direita: na tentativa de cortar um cruzamento mascado, Baird marcou contra. 2a0 Manchester City, aos vinte e nove minutos.

A maré tava tão braba pro Fulham que, dois minutos depois, foi a vez do zagueiro suíço Philippe Senderos jogar contra o patrimônio - mas dessa vez o goleiro australiano Mark Schwarzer conseguiu evitar que a bola pudesse encontrar a rede. O Manchester City sabia variar suas investidas, causando dificuldades pelo lado direito (com Johnson), pelo centro (com Sergio Agüero) e pela esquerda (com o espanhol David Silva). O trio atuava num nível bom o suficiente para que a atuação apagada do francês Samir Nasri em nada comprometesse o jogo ofensivo da equipe mandante, que conseguia fazer diversas jogadas de aproximação com o atacante bósnio Edin Dzeko. O Fulham pouco conseguia fazer com a posse de bola, só arrumando algo de interessante basicamente quando o estadunidense Clint Dempsey ou o irlandês Damien Duff conduziam a redonda. Os dois descolaram cada qual uma finalização na primeira etapa, ambas passando à direita da meta defendida por Joe Hart.

No segundo tempo, o Fulham até conseguiu subir de produção. Possivelmente temendo pelo pior, aos nove minutos Mancini trocou Nasri por James Milner, fortalecendo o combate no meio de campo. Jol, por sua vez, queria mais era ver seu time freqüentando o campo de ataque, e aos vinte e três minutos colocou o costa-riquenho Bryan Ruiz no lugar do nigeriano Dickson Etuhu. Naquela altura, a neve se intensificou ao ponto da partida precisar ser paralisada pela arbitragem: era praticamente impossível ver as linhas da área, confundidas com o branco dos flocos de neve. Após uma rápida intervenção de funcionários munidos de pás e muita boa vontade, o jogo reiniciou e não demorou muito para o City marcar pela terceira vez: aos vinte e seis, Adam Johnson deu o ar da graça pelo flanco esquerdo, passou para Agüero, o argentino passou como quis por Senderos e serviu Dzeko, que completou para a rede. Foi a última "participação" de Senderos no jogo, saindo de campo para dar lugar ao norueguês John Arne Semundseth Riise, outro experiente defensor no elenco do Fulham (vale registrar que, minutos antes de ser substituído, Senderos havia dado sinais de sentir uma lesão no joelho e Riise já estava se arrumando para entrar).

O City passou a administrar o resultado e Mancini tratou de preservar seus jogadores num campo que ia ficando cada vez mais pesado sob aquelas condições de neve. Saíram Agüero e Dzeko para as entradas do holandês Nigel De Jong e do chileno David Pizarro. Cada time teve uma ou outra chance de mexer no placar, mas o 3a0 permaneceu. Agora a bola está com os funcionários que trabalham no estádio: tem muita neve para ser removida do gramado...

sábado, 26 de novembro de 2011

Com Dois Gols De Vermaelen, Arsenal E Fulham Empatam Por 1a1

Após cinco vitórias consecutivas na Premiership - numa arrancada que voltou a credenciar a equipe de Arsène Wenger a maiores ambições no torneio -, o Arsenal apenas empatou com o também londrino Fulham, no estádio Emirates, diante de mais de 60.000 espectadores. No 1a1, destaque para as atuações de dois zagueiros. O primeiro é o suíço Philippe Senderos, ex-Arsenal, que teve performance de gigante na defesa do Fulham. O segundo é o belga Thomas Vermaelen, que entre uma infelicidade na própria área e precisão na área oponente, marcou os dois gols do jogo.

Três pontos acima da zona de descenso, o Fulham conseguiu um resultado raro: em vinte e seis partidas como visitante diante do Arsenal, esse foi o quarto empate conquistado (todas as outras vinte e duas partidas terminaram com o time da casa como vencedor). Três pontos abaixo da zona de acesso à Liga dos Campeões da Europa, o Arsenal terá como próximo adversário o atual líder na Premiership. Só que a partida com o Manchester City é válida por outra competição: a Copa da Liga Inglesa. Os comandados de Arsène Wenger estão há dez jogos invictos na presente temporada, silenciando os "trombeteiros do apocalipse" que tanto corneteavam o trabalho do técnico francês após um início de temporada com resultados adversos.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Logo aos três minutos os donos da casa já mostraram que não era nada por acaso o grande momento vivido na temporada: após troca de passes, Robin van Persie deu bela enfiada de bola e Andrey Arshavin ficou na cara do gol, chutando no canto esquerdo e estufando a rede. Mas o auxiliar flagrou impedimento do jogador russo no lance e acusou corretamente a irregularidade, mantendo o placar zerado. Três minutos depois, aos seis, uma nova troca de passe deixou dessa vez Aaron Ramsey em condição de abrir o placar, mas a finalização do jovem meio-campista galês foi defendida pelo experiente goleiro australiano Mark Schwarzer.

O Arsenal dava preferência a atacar pelo setor esquerdo e pela faixa central, raramente acionando o ágil Theo Walcott no flanco direito. E numa de suas primeiras participações na partida, Walcott semeou o pânico na defesa adversária, arrancando em velocidade desde o campo de defesa, invadindo a área e passando para Ramsey, que chutou por cima, aos vinte e três minutos. Aos trinta e três, uma bela triangulação envolvendo Walcott, van Persie e Arshavin terminou em voleio do russo, que passou à esquerda. Nos acréscimos, uma jogada de bola parada quase terminou em gol, com o cabeceio do zagueiro alemão Per Mertesacker passando perto da trave esquerda. Foi o último lance no primeiro tempo, dominado pela equipe da casa.

Com quatro minutos no segundo tempo, uma tabela bem trabalhada entre o brasileiro André Santos e Andrey Arshavin só não foi mais perigosa porque o Fulham tinha Senderos para interceptar o cruzamento do lateral-esquerdo. Aos treze, foi a vez de Christopher Baird frustar os planos do Arsenal abrir o placar: van Persie recebeu na direita um passe de Mikel Arteta, fez a parada, trouxe para trás e chutou cruzado uma bola que passou por Schwarzer mas não por Baird.

O Arsenal trabalhava a bola, explorava os lados do campo, fazia jogadas de penetração, conseguia finalizar, mas aos dezenove minutos conheceu um pouco da "Lei de Murphy": Danny Murphy lançou para a área encontrando o norueguês John Arne Riise, o belga Thomas Vermaelen tentou fazer o corte mas acabou mandando a bola para a própria baliza. Gol contra do defensor, que vinha fazendo boa partida, e placar inaugurado no estádio Emirates. Três minutos depois, o que estava ruim poderia ter ficado pior para o Arsenal: Bobby Zamora recebeu nas costas da defesa e finalizou com estilo, no canto esquerdo. Só que o auxiliar, mais uma vez precisamente correto, acusou impedimento e manteve o placar em 1a0.

Arsène Wenger tratou de convidar o Arsenal a ir com ainda mais elementos ao ataque, trocando o zagueiro Per Mertesacker e o meia Aaron Ramsey por Abou Diaby (que entrou bem no jogo) e por Gervinho, muito participativo pelo flanco esquerdo. Pouco depois, foi a vez do atacante marroquino Marouane Chamakh entrar no lugar de Arshavin. E eis que aos trinta e seis minutos, a pressão dos donos da casa teve efeito no placar: cruzamento de Walcott pela direita e Vermaelen, ele mesmo, que dezessete minutos atrás marcara contra, apareceu como elemento-surpresa e cabeceou pro chão, mandando a bola no ângulo direito. 1a1.

A pressão do Arsenal não findou com o gol de empate, mas a grande atuação de Senderos e outras três defesas de Schwarzer conservaram a igualdade no placar até o apito final de Michael Leslie Dean (o mesmo árbitro de Swansea 0a1 Manchester United).

sábado, 9 de abril de 2011

No Embalo De Valencia E Nani, United Vence Fulham

Atenção na defesa e velocidade no ataque. Foi basicamente apostando nesses ingredientes que o Manchester United passou pelo Fulham, em mais uma tarde de Old Trafford lotado (75.339 presentes). Os gols do jogo foram marcados pelo atacante búlgaro Dimitar Berbatov (goleador da competição com 21 gols anotados) e pelo meia equatoriano Antonio Valencia, um dos destaques da partida ao lado do português Nani (autor das duas assistências).

Com o resultado, o Manchester abre, pelo menos provisoriamente, 10 pontos de vantagem para o Arsenal, o vice-líder na "Premiership". Já o Fulham figura na 11ª colocação, com 6 pontos de margem para a zona de descenso e praticamente fora da disputa por vaga na Liga Europa, competição que o clube londrino é atual vice-campeão.

O jogo

Se o natural era esperar o United indo pra cima da equipe do Fulham, surpresa: com uma finalização aos 40 segundos e outra 5 minutos depois, o time visitante assustou os donos da casa em tentativas de fora da área. Mas, na primeira chegada mais trabalhada dos comandados de Alex Ferguson (que dava instruções ao seu auxiliar através de um telefone, pois estava impedido de acompanhar a partida no banco de suplentes), saiu o primeiro gol do jogo: Nani partiu pra jogada individual, tabelou com o brasileiro Ânderson e encontrou Berbatov livre (porém em impedimento, não assinalado pela arbitragem). O resto foi por conta do camisa 9, que chutou colocado no canto esquerdo e abriu o caminho para a vitória aos 11 minutos.

Não fossem as inspiradas atuações de Nani e Valencia, o jogo poderia até ser considerado fraco. Mas esses dois jogadores fizeram o suficiente para impedir tal análise da partida. E o segundo gol, merecidamente, envolveu exatamente eles: o francês Patrice Evra lançou do campo de defesa, Nani chegou na bola antes do goleiro australiano Mark Schwarzer, avançou em direção à baliza aberta e deu de cavadinha. Não sei se a intenção foi marcar um gol bonito ou cruzar para Valencia, mas o fato é que a bola desviou na marcação e chegou no equatoriano, que cabeceou para o fundo da rede. 2a0 Manchester United.

O estadunidense Clint Dempsey, o francês Gaël Kakuta, o belga Moussa Dembélé e o atacante Bobby Zamora até tentaram dar trabalho, em alguns momentos criando dificuldades ao sistema defensivo adversário. Mas quando a bola ia na direção do gol, lá estava o polonês Tomasz Kuszczak para defender. O Fulham ainda conseguiu crescer no jogo após a entrada do islandês Eidur Gudjohnsen no lugar de Dembélé, aos 10 minutos do segundo tempo. A troca do nigeriano Dickson Etuhu pelo húngaro Zoltan Gera também aumentou o poder de chegada dos comandados de Mark Hughes, mas a realidade é que o Manchester United, embora longe de fazer uma partida empolgante, dava sinais de estar consciente de fazer o necessário para conquistar os três pontos dentro de casa. E vieram os três pontos, o que mantém a tranqüilidade a uma equipe que lidera a "Premiership" com relativa folga. Na próxima terça-feira, com um empate qualquer nesse mesmo estádio e diante do Chelsea, o time avançará à fase semifinal na Liga dos Campeões da Europa. Uma temporada dos sonhos no Teatro dos Sonhos? Prefiro esperar o fechar das cortinas.

Outros resultados

Wolverhampton (19º) 0a3 (7º) Everton
Blackburn (14º) 1a1 (15º) Birmingham
Bolton (8º) 3a0 (18º) West Ham
Chelsea (3º) 1a0 (20º) Wigan
Sunderland (13º) 2a3 (10º) West Bromwich
Tottenham (5º) 3a2 (12º) Stoke City

Domingo jogam Blackpool (17º) e Arsenal (2º), além de Aston Villa (16º) e Newcastle (9º). Na segunda-feira, Liverpool (6º) e Manchester City (4º) fecham a rodada.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Na Noite De Hamburgo, Brilha A Estrela De Forlán

Após eliminação na fase de grupos na Liga dos Campeões, título na Liga Europa salva a temporada atleticana.

Jogo de ida pela semifinal da Liga Europa (UEFA Europa League): vitória por 1a0 sobre o Liverpool, em Madrid, gol dele.

Jogo de volta, em Liverpool, jogo na prorrogação (2a0 para os donos da casa), e o Atlético alcança o gol salvador, marcado por ele.

Finalíssima da competição européia, em Hamburgo, e eis que o Atlético de Madrid conquista uma vitória por 2a1. Os 2 gols? Dele.

Ele é uruguaio de Montevidéu, completa 31 anos de idade na próxima quarta-feira, e chama-se Diego Martín Forlán Corazo. A partir de hoje, é sem dúvida alguma um dos jogadores mais importantes da história do Atlético de Madrid.

No HSH Nordbank Arena, em Hamburgo, estavam presentes duas equipes que ocupam posições intermediárias em suas ligas nacionais. O Atlético entrará em campo pela última rodada no Campeonato Espanhol na 9ª posição enquanto o Fulham, de Londres, fechou sua participação na temporada inglesa com um 12º lugar. E foi no 12º minuto de jogo que Diego Forlán começou a mostrar seu cartão de visitas: recebeu na área, chutou cruzado e carimbou a trave do goleiro australiano Mark Schwarzer. O Atlético se impunha quando tinha a bola e José Antonio Reyes cobrou falta com precisão, próxima ao ângulo esquerdo de Schwarzer, que defendeu bem. Na marca de 31', não teve jeito: Reyes lançou para o português Simão Sabrosa que, de primeira, passou para Sérgio Agüero. O argentino tentou a finalização, mas o chute saiu torto e acabou encontrando, em posição duvidosa, Diego Forlán, que completou para o fundo do gol. Estava inaugurado o placar em Hamburgo.

Porém, o Fulham conseguiu empatar logo depois: aos 36', Bobby Zamora recebeu na área, fez muito bem o papel de pivô, a bola foi parar no flanco direito para o húngaro Zoltan Gera e de seus pés saiu um cruzamento que, após leve desvio na zaga espanhola, chegou caprichosamente ao alcance de Simon Davies, que emendou de voleio para marcar belo gol.

No segundo tempo, o treinador do Fulham, Roy Hodgson, decidiu deixar o time mais leve, substituindo Zamora para dar lugar ao estado-unidense Clint Dempsey, aos 10'. O Fulham até parecia mais arisco nos contra-ataques, mas não tinha poder de penetração. Quique Sánchez Flores trocou Simão por José Manuel Jurado (aos 23') e 10 minutos depois tirou Reyes para colocar Eduardo Sálvio. As jogadas atleticanas que mais levavam perigo passavam quase que obrigatoriamente pelos pés de Agüero, que deu muito trabalho ao sistema defensivo do clube londrino. O irlandês Damien Duff, pouco produtivo, deu lugar ao norueguês Erik Nevland aos 39 minutos.

Na prorrogação, Diego Forlán protagonizou a mais perigosa jogada do primeiro tempo: partiu com a bola dominada, se livrou da marcação, foi à linha-de-fundo e tocou para trás. A bola passou entre as pernas de Aaron Hughes e encontrou Agüero que, caído, esticou a perna e completou para a rede pelo lado de fora. Na segunda etapa da prorrogação, o Atlético seguia sendo a equipe que parecia mais determinada a decidir o jogo sem necessitar da disputa por pênaltis. Por falar em "decidir", adivinhe quem apareceu aos 115' para completar cruzamento rasteiro de Agüero? Ele. Diego Forlán. A vitória do clube espanhol foi justa: chutou mais vezes a gol (10 contra 3), teve maior posse de bola (53%) e contava com alguém que parece ser predestinado a brilhar quando mais se precisa dele. O nome dele você já sabe.

Forlán e Agüero, dupla de ataque sul-americana, festeja o gol marcado com 115 minutos de jogo.

domingo, 2 de maio de 2010

Equipe E Jogada Da Semana



Na terça-feira, o Bayern de Munique foi ao estádio Gerland e não apenas conseguiu a classificação para a grande final na Liga dos Campeões da Europa: sapecou um sonoro 3a0 pra cima do Lyon, jogando um futebol ofensivo. Algo bastante bacana, notadamente se levarmos em consideração a postura de outros times quando jogam pelo empate sem gols, abrindo mão de ir para a frente e dedicando-se quase que exclusivamente a afastar o perigo da sua área sem tramar jogadas de ataque.

O Bayern foi competente na defesa - não tomou gols da equipe francesa - e conseguiu o que ninguém mais foi capaz nessa edição da competição européia: marcou 3 gols no goleiro Hugo Lloris. Aliás, todos eles foram de autoria do croata Ivica Olic.

No sábado, outro compromisso para a equipe de Louis van Gaal. Competição diferente - dessa vez a Bundesliga - mas novamente um personagem se destacou ao balançar a rede adversária 3 vezes: Thomas Müller. Com o 3a1 conquistado sobre o Bochum, o Bayern praticamente garantiu o título alemão, pois a derrota do Schalke 04 deixou o clube bávaro com 3 pontos de vantagem e um saldo de gols amplamente favorável, e faltando apenas uma rodada para o término da competição. O time ainda disputará a final da Copa Alemã e tem reais condições de conseguir uma Tríplica Coroa.


Jogadores e mascote celebram o resultado e a aproximação do título nacional: ótima semana para o clube.

Jogada da semana.

Pelo jogo de volta na semifinal da Liga Europa (UEFA Europa League), o Fulham recebeu o Hamburgo no estádio Craven Cottage, em Londres. Perdia por 1a0 e precisava de 2 gols para conseguir avançar à final, que será disputada no campo do próprio Hamburgo.

E o 1º gol do time da casa foi uma coisa linda. Simon Davies recebeu bola na área e se livrou do marcador dando-lhe um chapéu, antes de chutar para o gol de Mark Schwarzer. 6 minutos mais tarde, viria o gol da virada. E o Fulham estará na decisão da competição, algo inédito na história do clube.



quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sem Torres, Rafa Benítez Leva Xeque-Mate De Quique Flores

No encontro entre duas equipes eliminadas prematuramente na Liga dos Campeões da Europa, o Atlético de Madrid foi ao Anfield Road e conquistou, na prorrogação, a classificação para a final da UEFA Europa League 2009-10. Tudo leva a crer que os dias de Rafael Benítez no comando do Liverpool estejam contados e expirem ao término da atual temporada, onde o clube fracassou em todas as competições que disputou, ficando inclusive fora da zona de classificação para a próxima edição da Liga dos Campeões.

Os "Reds" foram a campo com improvisações em ambas as laterais: o direito Glen Johnson jogou pelo lado esquerdo, com o volante Javier Mascherano atuando na lateral direita - função que exerceu muito bem. A pouca inspiração de Steven Gerrard aliada a partida apagadíssima de Ryan Babel foram determinantes negativos para um time que, claramente, mostra-se dependente de seu principal jogador, Fernando Torres, ausente por lesão. Mesmo assim, a equipe da casa chegou ao primeiro gol: Alberto Aquilani finalizou com categoria jogada iniciada pelo flanco direito, aos 44 minutos da etapa inicial. Antes disso, aos 30', Daniel Agger já havia balançado as redes, mas o auxiliar foi competente ao flagrar impedimento do dinamarquês.

Na etapa complementar, as equipes criaram algumas chances, mas aparentemente ambos se mostravam satisfeitos com o fato de a partida encaminhar para a prorrogação. A primeira substituição aconteceu somente aos 89', quando Benítez tirou o autor do gol Aquilani para colocar o marroquino Nabil El Zhar.

Prorrogação iniciada e o Atlético de Madrid mostrava-se mais inteiro fisicamente. A torcida do Liverpool até tentava empurrar o time entoando aqueles cânticos sensacionais, como o "You'll Never Walk Alone", mas a verdade é que o time da capital espanhola se mostrava bem a vontade pelo gramado inglês. Porém, o Liverpool conseguiu achar o 2º gol: Lucas deu lindo passe para Yossi Benayoun, que chutou cruzado, superando o jovem goleiro David De Gea, aos 95'.


Yossi Benayoun comemora o gol: precisava tirar o israelense, senhor Benítez?

O treinador Quique Flores não pestanejou e fez uma substituição muito inteligente, tirando o volante Paulo Assunção (pendurado com um cartão amarelo) e colocando o meia José Manuel Jurado (que fez uma boa partida de ida, tendo dado a assistência para o único gol naquele encontro). A partir daí, o Atlético passou a ter a bola nos pés e criou 3 chances de gol em 5 minutos. Na 3ª delas, aos 102', a bola encontrou o uruguaio Diego Forlán livre na área. E não deu outra: bola na rede.


Diego Forlán vibra com o gol: uruguaio marcou também no jogo de ida, no Vicente Calderón.

No segundo tempo da prorrogação, Rafael Benítez se superou na arte de fazer substituições incompreensíveis: aos 110', trocou Mascherano por Phillip Degen e aos 114' tirou de campo Benayoun (que marcara gol na prorrogação!) para pôr Daniel Pacheco. Entre uma cagada e outra, aos 112', o Atlético de Madrid quase definiu o jogo, mas Simão Sabrosa chutou para fora uma grande oportunidade após contra-ataque fulminante.

Nos últimos minutos, o Liverpool não mostrava poder de criação para colocar alguém em boas condições de fazer o gol salvador, e o Atlético de Madrid conseguiu manter a bola longe da sua meta, aguardando pelo apito final que o colocou, pela primeira vez na história, numa decisão de UEFA. O adversário será o Fulham, que virou o jogo pra cima do Hamburgo, em Londres. Os visitantes saíram na frente numa linda cobrança de falta de Mladen Petric, aos 22 minutos de jogo. Na segunda etapa, Simon Davies fez um golaço, com direito a chapéu no marcador adversário, aos 69'. Com 76', Zoltan Gera virou o jogo e levou a galera presente no Craven Cottage à loucura. O Hamburgo acaba lamentando o desperdício da oportunidade de decidir uma competição continental dentro de seu campo, já que o HSH Nordbank Arena tinha sido o estádio escolhido como sede da grande final desse ano.


Irlandês Damien Duff protege a bola de Zé Roberto: Fulham está na finalíssima.

Hoje, não me atrevo a dar um palpite para esse Fulham e Atlético. O que posso antecipar é que gostei muito de ver os comandados de Quique Flores em ambas as partidas diante do Liverpool. Trata-se de um time leve e que tem muita facilidade em chegar ao ataque, contando com um zagueiro de muita qualidade (o colombiano Perea) e um goleiro promissor, anotem o nome do jogador espanhol de 19 anos: David De Gea. Não vi o Fulham jogar nessa atual temporada, mas os resultados que o clube conquistou na Liga Europa são bastante interessantes, como por exemplo a virada aplicada nas oitavas-de-final: perdeu o jogo de ida pra Juventus por 3a1, perdia por 1a0 dentro de casa, mas conseguiu a classificação com uma goleada por 4a1!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vulcão Islandês E Liga Europa Pegando Fogo

As equipes inglesas tiveram que se virar para fazerem suas respectivas viagens pelos jogos de ida nas semifinais da Liga Europa 2009-10. Após a erupção vulcânica localizada sob a geleira Eyjafjallajoekull (não peça para pronunciar isso), na Islândia, o tráfego aéreo europeu foi suspenso em diversos territórios. A equipe do Barcelona, por exemplo, chegou a Milão na terça-feira após dois dias de viagens por terra para cumprir o compromisso diante da Internazionale.

Se o Liverpool demorou 24 horas para chegar à capital espanhola, o Atlético de Madrid não precisou de 9 minutos para marcar o gol da vitória: Diego Forlán recebeu cruzamento de José Manuel Jurado, cabeceou de forma atabalhoada, mas teve o oportunismo de chutar a bola antes de o goleiro Pepe Reina poder interceptá-la. O Liverpool empataria ainda na primeira etapa, com Youssi Benayoun. Mas o auxiliar interpretou como impedimento a posição do israelense: vi a repetição do lance diversas vezes e, mesmo em câmera lenta e congelando a imagem, não consigo ter uma convicção se a posição era legal ou não (que o diga o bandeirinha, que tem uma fração de segundo para tomar uma decisão).


Forlán não teve grande atuação, mas conseguiu o que se espera de um atacante: gol.

Na segunda etapa, a melhor chance de gol foi dos donos da casa. O zagueiro colombiano Luis Amaranto Perea - um gigante na marcação - recuperou bola na defesa, passou pra Tomás Ujfalusi, que cruzou na área. Simão Sabrosa finalizou e Reina fez bela defesa, mandando a bola para escanteio. O 1a0 mantém a escrita de o Atlético jamais perder para ingleses no estádio Vicente Calderón. Vale dizer que nem Sérgio Agüero, suspenso, e Fernando Torres, machucado, jogaram essa partida. O jogo de volta será em Anfield Road, e parece difícil imaginar que o Liverpool consiga, sem Torres, marcar os gols que lhe garantirão a classificação para a final.


Ruud Van Nistelrooy pouco pôde fazer diante da marcação do Fulham.

No HSH Nordbank Arena, palco da final em 12 de maio, o Hamburgo recebeu o Fulham. A equipe inglesa não teve vergonha de armar um ferrolho e acabou conseguindo aquilo que queria: manter o placar inalterado. A partida de volta será em Craven Cottage e a expectativa é que a equipe inglesa parta pra cima buscando o resultado que lhe dê o direito de retornar àquele estádio, mas para enfrentar o vencedor de Liverpool e Atlético de Madrid. Empate com gols dá a vaga na final para a equipe alemã.