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terça-feira, 12 de junho de 2012

Seleção Da Primeira Rodada Na Eurocopa 2012

Vamos nesse espaço homenagear alguns dos destaques nesses primeiros oito jogos de Euro 2012. Com muita alegria, o blógui Jogada De (E)feito acompanhou todas as partidas que completaram a primeira rodada pelos grupos A, B, C e D.

Antes, vamos a algumas curiosidades nessa rodada inicial na mais forte competição continental de seleções.

[1] No jogo entre Polônia e Grécia tivemos o único pênalti assinalado na primeira rodada. No lance, Szczesny foi expulso e o goleiro Tyton entrou em campo para se consagrar, defendendo a cobrança de Karagounis.

[2] A partida em que a Rússia venceu a República Tcheca por 4a1 foi a maior goleada e também o jogo com maior número de gols na primeira rodada. A atuação brilhante de Arshavin e o golaço de Pavlyuchenko merecem destaque.

[3] Apesar de ter perdido o jogo por 1a0, a Holanda teve um volume de jogo impressionante, conseguindo um total de 28 finalizações na partida diante da Dinamarca. 20 desses remates acabaram indo para fora.

[4] O gol de Mandzukic no terceiro minuto de partida foi o mais rápido na primeira rodada, ajudando a Croácia a desmontar o ferrolho irlandês. No segundo tempo, Mandzukic voltou a marcar no terceiro minuto.

[5] França e Inglaterra foi o único duelo que chegou ao intervalo empatado com gols. Em todos os outros, alguém foi para o vestiário em vantagem (exceto os jogos entre Alemanha e Portugal, e Ucrânia e Suécia, que até então estavam zerados no placar).

[6] A Ucrânia foi a única equipe que conseguiu virar o jogo. Venceu a Suécia por 2a1, com dois de Shevchenko.

[7] Se alguém souber de alguma partida sem erros de arbitragem, favor avisar.

Seleção da primeira rodada na Eurocopa 2012
(Formação 4-1-4-1)

Gianluigi Buffon (Itália)
Darijo Srna (Croácia)
Daniele de Rossi (Itália)
Philippe Mexès (França)
Jetro Willems (Holanda)
Mark van Bommel (Holanda)
Andrey Arshavin (Rússia)
Wesley Sneijder (Holanda)
Samir Nasri (França)
Andrés Iniesta (Espanha)
Andriy Shevchenko (Ucrânia)

Técnico: Dick Advocaat (Rússia)

Destaque: Andrey Arshavin (Rússia)
Com uma atuação brilhante na goleada russa sobre a República Tcheca, o capitão Andrey Arshavin se destacou na primeira rodada da Eurocopa 2012, lembrando seus ótimos momentos na Euro 2008, quando foi fundamental para conduzir a Rússia até a fase semifinal no torneio continental.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Com Show De Arshavin, Rússia Estréia Goleando República Tcheca

Guiada por uma atuação espetacular de Andrey Arshavin, a Rússia sapecou uma goleada de 4a1 pra cima da República Tcheca, assumindo a liderança no grupo A da Euro 2012. Apesar do capitão e camisa 10 ter sido o protagonista na partida, há que se exaltar também o poderoso jogo coletivo da equipe comandada pelo holandês Dick Advocaat: os russos sabiam exatamente o que fazer com a bola nos pés, com destaque para os contra-ataques fulminantes, fazendo lembrar a Alemanha de Joachim Low na Copa do Mundo 2010.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Dizer que a intensidade da partida podia ser flagrada desde pouco depois de a bola ter começado a rolar no estádio Miejski não é nenhum exagero. Logo aos dois segundos, tivemos a primeira falta cometida no jogo. Aos vinte e três segundos, a segunda infração. Mas engana-se quem pensa que estamos aqui falando de um confronto faltoso. Muito pelo contrário: russos e tchecos fizeram uma partida limpa, onde o árbitro inglês Howard Webb sequer precisou tirar os cartões do bolso.

Nos primeiros minutos, a República Tcheca até conseguiu marcar presença no campo de ataque, mas sem necessariamente estabelecer uma pressão pra cima da defesa adversária. A primeira grande chance deu-se na primeira boa chegada da Rússia: aos treze minutos, Zhirkov recebeu ótimo passe de Arshavin pelo lado esquerdo, cruzou rasteiro e a finalização saiu à esquerda. Era o anúncio de que o gol logo sairia, como saiu no minuto seguinte: em contra-ataque maravilhoso, Zyryanov cruzou da direita com precisão, Kerzhakov cabeceou no contrapé de Petr Cech carimbando a trave esquerda e, no rebote, Dzagoev encheu o pé para estufar a rede. 1a0 Rússia.

E para deleite dos amantes do futebol arte, muitos outros contra-ataques belíssimos aconteceriam ao longo da partida. Aos dezoito minutos, ele foi iniciado por Arshavin no campo de defesa e terminou com chute de Dzagoev, que passou à esquerda, quase resultando no segundo gol. Dessa forma, a Rússia postou-se em campo de modo a valorizar a saída em contra-ataque, dando campo aos tchecos. É claro que essa história de dar campo ao oponente é um negócio perigoso, e de fato a República Tcheca quase chegou ao empate aos vinte e um minutos: Pilar cruzou da esquerda buscando Rezek, mas Zhirkov conseguiu cortar em escanteio. Dois minutos depois, os russos responderam marcando o segundo gol: em nova saída rápida para o ataque, Arshavin deu passe magistral para deixar Shirokov na cara de Cech, e o camisa meia dúzia não desperdiçou, dando sutil toque para tirar do goleirão. 2a0 Rússia.

Aos vinte e seis minutos, houve um lance de pênalti, não marcado por Webb: Plasil fez a carga sobre Arshavin dentro da área, mas o árbitro inglês entendeu como lance normal. Arshavin estava inspirado e, aos vinte e oito, fez jogada individual pela direita, cruzou à meia-altura, mas ninguém chegou na bola para concluir o lance.

A República Tcheca tentava reencontrar seu jogo e até chegou a ter alguns momentos de pressão pra cima da defesa russa, mas o goleiro Malafeev mostrava segurança nas intervenções que lhe cabiam. E se os tchecos tinham dificuldade para criar as ocasiões de gol, os russos iam para o ataque quase sempre de maneira avassaladora: aos trinta e dois minutos, Zyryanov tocou rasteiro e Kerzhakov finalizou mandando por cima da barra horizontal. Com ritmo menos acelerado que o visto até então, o jogo rumou para o intervalo com a manutenção do placar de 2a0. Então, Michal Bílek tratou de mexer na equipe: trocou Rezek por Hubschman e conseguiu transformar o jeito de jogar da equipe. Com essa mudança de um atacante por um volante, Bílek deu maior liberdade para Plasil, Jiracek, Rosický e Pilar enconstarem em Baros. E o dedo do treinador teve resultado prático aos seis minutos: Plasil deu passe sensacional para Pilar, que driblou o goleiro Malafeev e mandou para a rede, marcando o primeiro gol da República Tcheca.

Os tchecos realmente melhoraram na partida, mostrando maior organização com e sem a bola. Só que os comandados de Dick Advocaat foram encontrando um jeito de jogar para reestabelecer o domínio na partida e a Rússia foi crescendo novamente no jogo. Aos dezessete, Zyryanov recebeu de Arshavin e chutou por cima. Aos dezoito, Arshavin fez nova grande jogada ao carregar a bola e entregá-la para Kerzhakov, que chutou cruzado e para fora, à direita. Só dava Rússia e só dava Arshavin: no minuto seguinte, o camisa 10 tocou na passagem de Zhirkov, que cruzou e a defesa tcheca conseguiu interceptar. Com vinte e dois minutos, Kerzhakov recebeu pela direita e voltou a falhar no remate, chutando com força de mais e direção de menos. Aos vinte e quatro, nova investida russa terminou em conslusão errada de Kerzhakov, dessa vez chutando torto e mandando à direita. Advocaat tratou de tomar uma atitude e trocou Kerzhakov por Pavlyuchenko, mexida que ajudaria a Rússia a transformar a vitória em goleada.

Aos trinta e três minutos, uma boa troca de passes da Rússia chegou até Pavlyuchenko, que enfiou sob medida para Dzagoev e o camisa dezessete tratou de marcar seu segundo gol no jogo, isolando-se na lista de goleadores na Eurocopa 2012. 3a1 Rússia. E, três minutos depois, na marca de trinta e seis no segundo tempo, saiu o gol mais bonito na partida e, desde já, candidato a gol mais bonito no torneio: Pavlyuchenko recebeu pela esquerda, limpou o lance diante dos marcadores que o acompanhavam e tratou de chutar com precisão. Cech resvalou na bola, mas sem conseguir evitar que ela entrasse no gol, indo parar no ângulo direito.

Nos acréscimos, a República Tcheca faria lindo gol para diminuir a diferença no placar, mas foi flagrado impedimento após bela troca de passes que terminou na rede. Mais do que o expressivo resultado de 4a1, diria que a Rússia mostrou um futebol que permite a essa seleção sonhar com uma Eurocopa tão boa - ou quem sabe até melhor - que aquela espetacular vista em 2008, quando também foram liderados por um Arshavin estupendo. Os tchecos precisam levantar a cabeça e não desanimar com o revés na estréia: o time tem qualidades, que apareceram mais depois que Pilar passou a ser melhor utilizado na partida.

Outro resultado
Polônia 1a1 Grécia

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Arsenal Esbarra Na Arbitragem E Tropeça No Wigan

O estádio DW vem se tornando a ducha de água fria oficial do Arsenal em suas pretensões de assumir a liderança na Premiership. Na temporada passada, a equipe londrina arrancava alimentando expectativas de alcançar o Chelsea, mas uma derrota por 3a2 (numa virada onde o Arsenal vencia até o 80º minuto por 2a0) frustrou as ambições dos comandados de Arsène Wenger de faturar o caneco inglês. Hoje, no mesmo local, a equipe visitante apresentava um futebol econômico e ia vencendo a partida por 2a1. A situação parecia ficar facilitada quando o francês Charles N'Zogbia foi expulso e deixou o Wigan com um a menos aos 32 minutos do segundo tempo. Mas, três minutos depois, um cabeceio do também francês Sébastien Squillaci contra o próprio patrimônio rendeu a igualdade no marcador e uma nova decepção ao Arsenal de alcançar o líder.

Cabe destacar que, se por um lado o empate foi um castigo ao futebol bem abaixo do visto na convincente vitória sobre o Chelsea por 3a1, o juíz Lee Probert (que era o quarto árbitro no clássico entre Arsenal e Chelsea), acabou influenciando no resultado da partida: marcou um pênalti inexistente em favor do Wigan no primeiro tempo e ignorou uma penalidade para o Arsenal aos 43 minutos da etapa complementar.

Com o resultado, o Wigan sai da zona de descenso e termina o ano de 2010 na 16ª colocação. O Arsenal aparece em 3º, a dois pontos de cada Manchester (tem um jogo a mais que o líder United e um jogo a menos que o vice-líder City).

O jogo

Uma trama de passes que terminou em falta cometida pelo escocês Gary Caldwell no dinamarquês Nicklas Bendtner foi o máximo que o Arsenal produziu de interessante e perigoso nos minutos iniciais de partida. Na cobrança de falta aos 12 minutos, o chute de Bendtner acabou sendo desviado no último homem da parte interna da barreira e saiu para escanteio. A resposta do Wigan se daria quatro minutos mais tarde: em jogada onde só havia gente de nacionalidade francesa, Charles N'Zogbia recebeu no ataque, passou por Abou Diaby e, com a proximidade de Laurent Koscielny, optou por cair dentro da grande área. O árbitro caiu na dele e apitou o pênalti, cobrado por Ben Watson - esse é inglês - no quadrante 6, sem chance de defesa para o goleiro polonês Lukasz Fabianski, que até acertou o canto.

Na marca de 20 minutos, uma bola lançada nas costas de Koscielny quase complicou as coisas para o Arsenal, mas antes que pudesse dar chance ao azar, o zagueiro recuperou-se no lance e cedeu escanteio. A resposta veio em dois minutos: o tcheco Tomas Rosicky chutou firme de fora da área, o goleiro Ali Al Habsi (natural de Omã) rebateu e, na disputa pela segunda bola, Koscielny caiu com a marcação adversária. Dessa vez, Lee Probert mandou seguir.

Com 26 minutos, Diaby deixou o campo indo direto para o vestiário, provavelmente com algum cansaço muscular, e deu lugar para o jovem Jack Wilshere, em substituição que automaticamente aumentaria o poder de criação na meiuca da equipe. O efeito começou a aparecer com algumas chegadas mais trabalhadas, embora em nem todas elas Wilshere participasse ativamente. Aos 39 minutos, veio o empate. Na primeira jogada interessante envolvendo a dupla de atacantes, o marroquino Marouane Chamakh tocou para Nicklas Bendtner, o dinamarquês ajeitou a passada e chutou cruzado: Ali Al Habsi rebateu para seu lado direito e lá a bola encontrou o russo Andrey Arshavin, que pegou de voleio para marcar um belo gol.

4 minutos após marcar o gol de empate, Arshavin apareceria de forma decisiva no gol da virada: o russo recolheu a bola na intermediária, conduziu a redonda e, com um passe de três dedos, serviu Bendtner, que conseguiu já no domínio de bola se desfazer da marcação dupla que o acompanhava no lance. Daí foi ter a frieza que já é bem conhecida no dinamarquês e chutar cruzado, no canto esquerdo, no contrapé de Al Habsi. 2a1 Arsenal.

No último minuto do primeiro tempo, Fabianski trabalhou bem para manter a vantagem até o intervalo. E as equipes voltaram da forma como foram para o vestiário. Aos 12 minutos, o francês Bacary Sagna cruzou da direita e a defesa do Wigan cortou para escanteio. Na cobrança de córner pelo lado direito, Marouane Chamakh subiu livre e cabeceou bem, mandando a bola muito perto da trave esquerda. Aos 18 minutos, um descuido de Sagna na saída de jogo permitiu que Thomas Cleverley chegasse na bola, mas por sorte do francês o chute cruzado foi para fora.

Na marca de 25 minutos, Arshavin voltou a dar o ar de sua graça e protagonizou nova bela jogada: ele iniciou o lance no meio-campo, recebeu de Wilshere e, de frente pro gol, acabou não conseguindo converter a finalização. Percebendo que o Arsenal estava mais perto de marcar o terceiro do que seu time buscar o empate, o treinador espanhol Roberto Martínez decidiu soltar mais o time e, aos 26 minutos, trocou o defensor marfinense Steve Gohouri pelo meio-campista escocês James McArthur. E três minutos após entrar, James McArthur já participaria bem: em contra-ataque, McArthur tabelou com N'Zogbia, o francês escapou do compatriota Koscielny e chutou à meia-altura, parando em defesa de Fabianski.

Na marca de 31 minutos, uma agressão de N'Zogbia em Wilshere (cabeceio na face) rendeu uma justa expulsão ao camisa 10, deixando assim o Wigan em desvantagem numérica. Talvez o cartão vermelho tenha gerado no Arsenal a sensação de que os donos da casa já não teriam forças para buscar o empate. Se isso realmente ocorreu, um escanteio aos 35 minutos provou o contrário: a bola cobrada por Watson viajou da esquerda para a direita até encontrar a cabeça do colombiano Hugo Rodallega Martínez, que centralizou pra pequena área e o monte de jogadores vestindo amarelo assistiu a disputa entre Caldwell e Squillaci, que terminou em gol contra do zagueiro francês. Nas estatísticas, Squillaci acaba aparecendo como suposto vilão, mas o fato é que ele foi o único jogador do Arsenal que estava com posicionamento aceitável na jogada, quando os demais acompanhavam passivamente a trajetória da bola, incluindo o goleiro Lukasz Fabianksi.

Para correr atrás do prejuízo, Arsène Wenger colocou em campo Theo Walcott e Samir Nasri nos lugares de Arshavin e Wilshere. Vamos combinar que a saída de Arshavin é de difícil compreensão, notadamente observando-se que Emmanuel Eboué tinha participação pra lá de discreta (como brincou um amigo que assitiu o jogo comigo, o marfinense "aparecia a cada trinta minutos").

Logo após entrar, Walcott já bagunçava o sistema defensivo do Wigan e caiu na área em novo lance duvidoso que acabou em tiro-de-meta. Aos 40 minutos, Roberto Martínez trocou de zagueiro: saiu o holandês Ronnie Stam (não confundir com o lendário Jaap Stam) para a entrada do hondurenho Maynor Figueroa. 2 minutos depois, o francês Nasri deu passe curto que saiu lascado mas acabou chegando em Bendtner: tão logo o dinamarquês pegou na bola, sofreu falta. Na cobrança, a bola foi ao braço esticado de um dos homens postados na barreira: pênalti. Mas não para Lee Probert, que ignorou solenemente o que poderia ser a bola do jogo.

Na base do desespero, o Arsenal ainda conseguiu uma jogada aguda aos 46 minutos: Nasri abriu com Sagna na direita, que cruzou com a perna esquerda. A bola viajou e acabou sendo disputada por Squillaci e Bendtner, um atrapalhando o outro e levando a jogada para a linha final. No minuto seguinte ainda houve um cabeceio de Bendtner que foi encaixado por Al Habsi. Nada que pudesse evitar o tropeço. Melhor pro Wigan.

Outros resultados

Ontem

Manchester City (2º) 4a0 (15º) Aston Villa
Stoke City (10º) 0a2 (18º) Fulham
Sunderland (7º) 0a2 (8º) Blackpool
Tottenham (5º) 2a0 (13º) Newcastle
West Bromwich (14º) 1a3 (9º) Blackburn
West Ham (20º) 1a1 (11º) Everton
Birmingham (17º) 1a1 (1º) Manchester United

Hoje

Chelsea (4º) 1a0 (6º) Bolton
Liverpool (12º) 0a1 (19º) Wolverhampton

A Premiership deseja a todos um feliz ano novo e, como a bola não fica muito tempo parada na Terra da Rainha, já retorna com oito jogos no dia 1º de janeiro de 2011.