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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Gol De Kléber Gladiador Faz Grêmio Derrubar Último Invicto

Não há mais ninguém invicto no Campeonato Brasileiro 2012. Na 12ª rodada na liga nacional, o Fluminense foi até Porto Alegre e não resistiu ao Grêmio, que venceu o jogo por 1a0 com gol de Kléber, aos vinte e três minutos no segundo tempo. Com o resultado, o Tricolor Gaúcho cola no Tricolor Carioca na tabela de classificação, ficando um ponto (25a24) e uma posição (3º e 4º) atrás do adversário.

Agora, o torneio encontra-se com todos os times tendo sentido o gosto da vitória e da derrota. O empate, porém, é algo que o time do Grêmio não experimentou por nenhuma vez até o momento, tendo vencido oito e perdido as outras quatro partidas disputadas.

O jogo

Por mais que as duas equipes apresentassem uma certa vontade de ir ao ataque, o fato é que nenhum dos dois times mostrou organização ofensiva boa o suficiente para superar as defesas oponentes, na maioria das vezes bem postadas e dificultando qualquer eventual tentativa de penetração. Jogadas aéreas foram tentadas diversas vezes, quase sempre parando ou na falta de precisão do autor dos lançamentos ou na vantagem de posicionamento por parte dos zagueiros que acompanhavam o lance.

No finalzinho do primeiro tempo - mais precisamente no último lance antes do apito de intervalo -, uma dessas bolas alçadas na área chegou limpa até Elano, mas antes que o meio-campista pudesse concluir para a rede, a arbitragem assinalou alguma coisa favorável ao Fluminense, gerando protestos na torcida gremista.

Na etapa complementar, o Grêmio intensificou a presença no campo de ataque, mas as investidas continuavam nos moldes anteriores, isto é, com foco no "chuveirinho". E, de tanto insistir, a equipe da casa perseverou: aos vinte e três, Elano cobrou rapidamente uma falta pela direita, Edílson cruzou, Marcelo Moreno não conseguiu concluir nem Gum conseguiu afastar e a bola chegou até Kléber, que mandou no canto esquerdo, escapando do goleiro Diego Cavalieri e também de Gum. 1a0 Grêmio.

Se até aquele momento nem Vanderlei Luxemburgo nem Abel Braga haviam realizado substituições, pouco depois foram acontecendo alterações atrás de alterações. Abelão tratou de tirar dois elementos do sistema defensivo (Gum e Edinho) para colocar dois homens com características ofensivas (Wagner e Rafael Sóbis). Luxa, por sua vez, repetiu as modificações feitas após marcar 1a0 sobre o Botafogo, domingo, no Engenhão: saíram Zé Roberto e Elano para as entradas de Léo Gago e Marquinhos. Depois, Abel ainda trocou o inoperante Wellington Nem por Rafael Moura e Vanderlei colocou André Lima no lugar de Marcelo Moreno.

Sólido em campo e com uma determinação daquelas vistas por time que está jogando pelo título, o Grêmio manteve-se firme e venceu o Fluminense, coisa que ninguém havia conseguido fazer nas onze rodadas anteriores. Mas não sem antes contar com outra "aparição" de Kléber, que levou dois cartões amarelos num intervalo de treze minutos e acabou expulso de campo aos quarenta e três, só não deixando a equipe em desvantagem numérica porque, minutos antes, Ânderson deixou o gramado contundido e o Flu já não podia mais efetuar substituição.

O próximo adversário do Grêmio é o Coritiba. E em dose dupla: no sábado pelo Campeonato Brasileiro (no estádio Couto Pereira) e na terça-feira pela Copa Sul-Americana (no estádio Olímpico). Já o Fluminense terá pela frente o Atlético Mineiro, domingo, no Rio de Janeiro, em mais um confronto direto na disputa seja por título, seja por vaga na Libertadores. No domingo seguinte, vai ao Paraná enfrentar o Coritiba, também pelo Campeonato Brasileiro.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

É reta final de temporada na Europa. E o Porto encerrou sua participação nas 3 competições que disputou da maneira mais fiel ao que foi a temporada portista como um todo: vencendo. Sábado, dia 14, um time misto foi ao estádio dos Barreiros e lá venceu o Marítimo por 2a0 (gols de Silvestre Varela e do brasileiro Walter, ex-Internacional), confirmando o título invicto numa campanha de 27 vitórias em 30 jornadas. Domingo, dia 22, a equipe e os adeptos gritaram mais uma vez "é campeão" após vencerem a Copa de Portugal com uma goleada de 6a2 pra cima do Vitória Guimarães (com direito a "hat-trick" do jovem colombiano James Rodríguez). Mas o momento mais festejado aconteceu entre um evento e outro: na quarta-feira, dia 18, os comandados de André Villas-Boas faturaram o título da Liga Europa após vencerem o Sporting Braga por 1a0 (gol do colombiano Falcao García, goleador da competição com históricos 17 tentos anotados nessa edição). E fim de papo: Tríplice Coroa para o Porto, "o dono" de Portugal. Vamos ver o que poderão, na próxima temporada, aprontar na Liga dos Campeões da Europa.

Jogada da semana

Saiu ontem, e foi o gol da vitória do Palmeiras por 1a0 sobre o Botafogo, na rodada inaugural do Campeonato Brasileiro 2011. O atacante Kléber Giacomance, vulgo "Gladiador" (que completava 100 jogos com a camisa palmeirense), recebeu um passe lateral de Márcio Araújo, fez o domínio, cortou a marcação de Lucas Zen com a perna direita e, com a esquerda, chutou firme no ângulo direito. De tão simples e eficiente, chegou a ser bonito. Não assistiu o jogo? Então não perdeu nada. Mas o golaço de Kléber merece uma conferida.

domingo, 22 de maio de 2011

Palmeiras Vence Botafogo Em Jogo Fraquíssimo

É bem verdade que Marcos e Jéfferson apareceram bem (o goleiro alviverde realizou grande defesa indo buscar a bola perto do ângulo esquerdo após chute de Marcelo Mattos enquanto o alvinegro conseguiu pelo menos 3 defesas difíceis), mas o saldo do jogo entre Palmeiras e Botafogo foi pra lá de negativo. Salvam-se [1] a precisão de Marcos Assunção (que ratificou o seu talento nos lances de bola parada), [2] o golaço de Kléber (que fez tudo certo na jogada, sobretudo a irretocável finalização) e [3] a disposição apresentada por ambos os conjuntos. Mas em termos de toque de bola, jogadas de ultrapassagem, tabelas, enfim, algo pouco mais elaborado, nesse quesito tanto palmeirenses quanto botafoguenses tiveram atuação indigna de primeira divisão.

O jogo

Disposição foi a palavra de ordem para resumir o 1º tempo e a partida como um todo em São José do Rio Preto. Às vezes, o excesso dela acabou gerando faltas e cartões amarelos (casos de Thiago Heleno, Kléber, Lucas e Marcelo Mattos). Marcos Assunção cobrou uma vez na cabeça de Thiago Heleno (que quase abriu o placar, mandando a bola perto do travessão) e outras vezes diretamente para o gol, parando ou no travessão ou na interceptação de Jéfferson. Maicosuel também chegou perto de abrir o placar via bola parada, mandando uma bola alta que descaiu perigosamente atrás de Marcos. Mas a melhor chance alvinegra, embora em chute de fora da área, foi com bola rolando: aos 21 minutos, Marcelo Mattos arriscou e a bola tinha o endereço do ângulo esquerdo, mas Marcos evitou que ela entrasse. O Palmeiras chegou perto aos 42 minutos, quando Luan surgiu cara-a-cara com Jéfferson e o goleiro botafoguense atuou brilhantemente para colocar o braço direito na bola. Era muito pouco para os primeiros 45 minutos de dois times com as grandezas de Palmeiras e Botafogo. Talvez consciente disso, o Botafogo veio ligeiramente diferente para os 45 minutos finais: o meia Cidinho entrou no lugar do ala Lucas. Mas nem essa mexida nem a seguinte (Thiago Galhardo por Bruno Tiago) foram capazes de dar uma cara tão diferente ao Botafogo. Pelo lado palmeirense, Patrik entrou no lugar de Tinga. Só que o gol da vitória não se deu exatamente por causa dessa alteração, mas sobretudo pelo talento individual de Kléber. Completando 100 jogos com a camisa do clube, o "Gladiador" recebeu a bola (que considero poder ter sido interceptada por Antônio Carlos, vacilante no lance), cortou com tranqüilidade a marcação de Lucas Zen e chutou com força, fora de alcance para Jéfferson ou quem quer que estivesse posicionado para defender aquele remate certeiro. Golaço.

Do momento do 1a0 em diante, o Palmeiras de Scolari administrou o jogo minimizando os riscos de ceder o empate, optando por cadenciar ainda mais uma partida que já não era das mais movimentadas. Sem poder de criação (embora com 3 jogadores de armação em campo) e distante da área adversária, o Botafogo de Caio Júnior ainda tentou com a entrada de Alex (Marcelo Mattos saiu) dar alguma companhia para o solitário centroavante xará do treinador. Mas de que adianta ter ou não ter um parceiro no ataque se a bola não chega? Parece que as cinco semanas de treinos em General Severiano não foi tão bem usufruída quanto os alvinegros gostariam. Ou então, essa exibição de estréia foi um grande alarme falso. Aposto que nem os palmeirenses se empolgaram.

Outros resultados

Sábado

Flamengo 4a0 Avaí
Atlético MG 3a0 Atlético PR
Ceará 1a3 Vasco
Santos 1a1 Internacional

Domingo

Coritiba 0a1 Atlético GO
Figueirense 1a0 Cruzeiro
Grêmio 1a2 Corinthians
Fluminense 0a2 São Paulo
América MG 2a1 Bahia

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tudo Zerado No Engenhão

Diante de um público relativamente pequeno (menos de 10 mil pagantes e de 12 mil presentes), Botafogo e Palmeiras empataram sem gol no estádio Engenhão. A equipe da casa mostrou empenho para buscar a vitória, foi superior na maior parte do tempo, mas não apresentou um volume de jogo que justificasse um triunfo. Melhor para o Palmeiras, que, segundo o próprio treinador Luiz Felipe Scolari, viu no empate um resultado melhor para si do que para o adversário. Agora, o Botafogo aparece em 6º lugar (curiosamente, é a equipe que menos perdeu na competição, mas paga o preço de um número elevado de empates: o 14º foi também o 7º consecutivo do time); já o Palmeiras, em 9º, aparentemente terá na Copa Sulamericana seu maior trunfo para a tentativa de chegar à Libertadores 2011.

O jogo

O Alvinegro começou bem, já encaixando a marcação e indo para o ataque. Aos 7 minutos, "Loco" Abreu pegou rebote do goleiro Deola, chutou à meia-altura e Gabriel Silva abriu o braço interceptando a trajetória da bola: pênalti assinalado por Wilton Pereira Sampaio. Na cobrança, Abreu deslocou o goleiro mas tirou também da baliza, mandando à direita da trave.

Jorge Valdívia não conseguia articular as poucas jogadas ofensivas palmeirenses e a equipe paulista somente levava algum perigo em esporádicos lances de bola parada. Já o camisa 10 botafoguense, Lúcio Flávio, se por um lado mostrava disposição e ajudava na marcação, por outro era figura sumida na armação de jogadas. O Botafogo acabava chegando com maior facilidade por passes longos para a velocidade de Jóbson e a técnica de Abreu, em estilo de jogo que lembrava o do primeiro semestre.

Se as chances eram escassas, o 0a0 ia se desenhando com naturalidade quando via-se o desperdício nas finalizações. Somália deu 3 chutes sem direção; Jóbson, melhor na pontaria, finalizava sem força e facilitava o trabalho de Deola; Abreu conseguia a proeza de ora chutar fora e ora nem acertar a bola. O jogo encaminháva-se para o final e uma chance clara quase deu a vitória aos visitantes: Dinei recebeu próximo à pequena área, chutou, a bola desviou na marcação e Renan esbanjou reflexo para mandar em escanteio. Pouco antes, Alessandro, um dos destaques da partida, teve um chute frontal que também parou em boa defesa de Deola. Nos acréscimos, o camisa 2 botafoguense foi atingido por Kléber em uma cotovelada que rendeu a expulsão do atacante. Mas no placar, nada se modificou.

Outros resultados

Santos (5º) 2a0 Atlético/PR (7º)
Vasco (12º) 3a3 Grêmio (8º)
Grêmio Prudente (20º) 2a3 São Paulo (10º)
Cruzeiro (1º) 1a0 Fluminense (2º)
Goiás (19º) 1a0 Vitória (15º)
Avaí (16º) 2a2 Flamengo (14º)
Corinthians (3º) 3a4 Atlético/GO (17º)
Internacional (4º) 1a0 Atlético/MG (18º)
Ceará (11º) 2a0 Guarani (13º)

Na quarta-feira, Vasco e Corinthians cumprem o jogo que têm em atraso (18ª rodada). A 30ª rodada acontecerá no próximo final-de-semana, com destaque para os jogos entre Grêmio e Cruzeiro (as duas melhor campanhas no segundo turno) e o clássico entre Fluminense e Botafogo.